Fernando Vicente Fonte: Livros e Pessoas /El País O escritor russo nos ensina em ‘Guerra e paz’ que apesar de todo o mau que há na vida, a humanidade vai deixando para trás, pouco a pouco, seu pior Por: Mario Vargas Llosa, no El País Li Guerra e Paz pela primeira vez há meio século, em um volume único da Pléiade, durante as minhas primeiras férias remuneradas pela Agência France Presse, em Perros-Guirec. Estava escrevendo naquele período o meu primeiro romance, e vivia obcecado com a ideia de que, diferentemente do que ocorre com outros gêneros literários, a quantidade, no romance, era um ingrediente essencial da qualidade; de que os grandes romances costumavam ser também romances grandes –longos— porque abrangiam tantos aspectos da realidade que davam a sensação de expressar a totalidade da experiência humana. O romance de Tolstói parecia confirmar milimetricamente essa teoria. A partir de um começo frívolo e mundano naqueles salões elegantes de São Pe...
"Um pequeno passo para o homem, mas um grande salto para o Abismo."