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terça-feira, 9 de setembro de 2014

Resenha de "Triunfo da Vontade". O documentário nazista.


Por: Franz Lima.
Um dos marcos da propaganda nazista, este documentário é fundamental para compreender qual era o nível de grandeza que Hitler queria para o III Reich. Imagens marcantes, plenas de um povo eufórico com a presença de seu líder. Crianças saudando a passagem do Führer, uma população inteira ovacionando o homem que viria a ser o mais odiado da Terra.
A diretora, Leni Riefenstahl, soube evidenciar o fanatismo por Hitler usando sempre de ferramentas comuns aos documentários que servem para enaltecer uma pessoa ou regime. Neste caso, ela enalteceu ambos, mostrando sempre o lado belo do nazismo, mas principalmente evidenciando o amor e o apoio de todo um povo por seu líder supremo.
A chegada de Hitler a Nuremberg é um dos pontos mais interessantes e bem elaborados pela diretora. Vindo das nuvens, tal qual um anjo, o líder nazista desce em Nuremberg para ser recepcionado por uma multidão de adoradores. Estas cenas são reais, mas receberam uma edição primorosa que focou, unicamente, o poderio e influência do ditador.
A juventude hitlerista
Esse é um ponto interessante, porém cruel do documentário. Interessante por mostrar outro lado dos recrutados para a juventude hitlerista, uma tropa que não foi poupada durante a guerra, composta majoritariamente por adolescentes. A crueldade citada acima está na abordagem feliz de um regimento que teve inúmeras perdas, absolutamente motivado por influências que eram cativantes para os adultos, imaginem quais efeitos surtiam nos jovens.
Brincadeiras, jogos, diversão e camaradagem são ressaltadas em cada imagem. Não há um único indício de desconforto, temor ou raiva por estarem lá. O que se vê é uma perfeita harmonia em um ambiente de quartel, fato que eu, na condição de militar, tenho absoluta certeza de que não há. Contudo, é sempre bom relembrar que estamos falando de um documentário propagandista. Logo...
Leni Riefenstahl
As frentes de trabalho e as ofertas das colheitas.
Passar em inspeção à tropa é uma clara demonstração de poder, porém também uma oportunidade única de aproximação aos subordinados. Hitler sabe que o carisma é a força motriz de seus asseclas e, sabiamente, reforça isso a cada encontro, a cada aceno ou cumprimento. Ao contrário do ditador lunático e violento que muitos idealizam, este documentário comprova que havia um homem com sabedoria suficiente para se deixar aclamar por seu povo, sem que isso implique em não exultar os dons que eles tinham, estreitando os laços de um líder com seus liderados.
Enquanto isso, a população demonstra seu apreço pelo Führer de igual forma ao que foi feito no Antigo Testamento. Ofertas de alimentos são apresentadas a Hitler, reforçando a aura de poder quase divino que ele tem.
Os discursos
Rudolph Hess discursa para uma plateia gigantesca. Suas palavras servem para exaltar a pessoa do líder nazista, enquanto inflamam uma multidão que vê esperança e progresso na pessoa do líder. A diretora mostra outros nomes importantes do staff nazista que, invariavelmente, se esforçam para demonstrar suas obras diante do Führer.
A seguir Hitler passa em inspeção ao grupo de trabalhadores braçais responsáveis pela construção de estradas e outras obras de vulto para o Heich. A marcialidade está em tudo. Palavras, ações e até os equipamentos, incluindo os uniformes, dão um ar militarizado aos trabalhadores.
Quem não for para as trincheiras nem ficar sob o fogo das granadas, não pode ser considerado soldado. Com nossos machados, pás e ancinhos, somos a tropa jovem deste Reich.”, diz um dos homens que trabalhará nos campos, portando um olhar quase alucinado.
Hitler contempla sua “tropa” de trabalhadores e, visivelmente emocionado, ressalta a importância deste seleto grupo. Para ele, os trabalhadores braçais são uma força indispensável para a vitória alemã. Estas são as palavras que incentivam e reforçam o sentimento nacionalista entre os jovens que doarão suas forças e até a vida pelo país.

A propaganda 

Todo o restante do documentário cumpre - de forma marcante - com o propósito: dar credibilidade aos atos do regime nazista e, obviamente, exaltar Adolf Hitler como um líder incomparável. 
"Triunfo da Vontade" é um documentário, mas acima disso, é um material de propaganda destinado ao convencimento de uma nação. A diretora conseguiu seu intento e, infelizmente, boa parte da nação alemã (e outros países) apoiou o regime hitlerista. Porém algo precisa ser frisado: este vídeo cumpriu com o que se propôs à época, mas também serve como alerta sobre os malefícios de uma propaganda capaz de induzir o público a seguir suas sugestões. A influência e o poder de persuasão embutidos no marketing foram usados de forma implacável nessa obra, assim como a indústria tabagista fez por anos, e como faz, atualmente, a indústria de bebidas alcóolicas, em especial das produtoras de cerveja. 
É preciso ver essa obra cinematográfica com a visão da época para entendermos o quão influente foi. Muitos alemães não sabiam dos males feitos pelo Reich e, ainda por cima, eram bombardeados com produtos como esse. Claro que os erros não são amenizados por isso, porém fica o alerta. 
Assista ao documentário e compreenda: até hoje somos enganados pelo marketing feito com más intenções, mesmo com a infinidade de recursos que possuímos. Imaginem o grau de facilidade encontrado por Hitler e seu staff diante de uma nação que almejava por um futuro melhor... desesperadamente. Era isso que o III Reich prometia. 
Um povo, um império, um líder. 
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segunda-feira, 14 de julho de 2014

Ironia histórica: bebê ariano ideal era, na verdade, judeu.



Fonte: BBC. Comentários: Franz Lima.

O bebê "ariano ideal" que aparece na capa de uma revista da propaganda nazista, em 1935, era, na verdade, judeu.
A revelação foi feita pela própria pessoa na foto, Hessy Taft, hoje com 80 anos.
A mulher doou uma cópia da revista ao Museu do Holocausto, em Jerusalém, como parte da campanha Recolhendo Fragmentos, lançada em 2011 para estimular pessoas a doarem materiais ligados ao holocausto para que sejam protegidos pela posteridade.
Hessy Taft, cujo sobrenome de solteira é Levinson, nasceu em Berlim em 1934, filha de pais judeus originários da Letônia.
Ambos músicos, eles haviam chegado à Alemanha em 1928 para trabalhar como cantores de ópera.
Em depoimento a funcionários do museu, Taft contou que o contrato de seu pai foi cancelado imediatamente assim que suas origens judias foram descobertas.

Concurso

Em 1935, a mãe de Hessy e sua tia a levaram para ser fotografada por Hans Ballin, um renomado fotógrafo em Berlim.
Sete meses mais tarde, para surpresa da família, a empregada dos Levinson disse ter visto a foto da pequena Hessy na capa da revista nazista Sonnie ins Hous (Raio de Sol na casa, em tradução livre).
A fotografia havia sido escolhida em um concurso promovido pelo Departamento de Propaganda Nazista, chefiado por Joseph Goebbels.
A melhor entre cem imagens clicadas pelos melhores fotógrafos alemães representaria o "bebê alemão ariano ideal" e seria capa da revista.
Sem que a família Levinson soubesse, Ballin submeteu a foto de Hessy e de outros dez bebês. A ironia de a fotografia trazer uma bebê judia foi motivo de piada durante muito tempo na família.
A foto da menina também foi redistribuída em cartões postais em todo o país e até na Lituânia.
Quando perguntada o que diria para o fotógrafo hoje, Hessy respondeu: "Eu diria: 'Que bom que você teve coragem'".

Fuga

Após fugir da Alemanha para Paris em 1938, a família escapou da ocupação nazista no norte da França em 1941, emigrando para Espanha e Portugal até conseguir embarcar em um navio para Cuba.
Em 1949, os Levinson se estabeleceram nos Estados Unidos, onde Hessy se formou em química na Universidade de Columbia e se casou, em 1959, com Earl Taft.
O casal tem dois filhos e quatro netos. Ela ainda leciona química na Universidade de St. John's.
Apesar de sua família mais próxima ter sobrevivido ao holocausto, a maioria de seus parentes foram mortos pelos nazistas e seus colaboradores.

Franz diz: esse é mais um dos fatores que afundam com as teorias raciais absurdas ditadas pelos nazistas. A busca por uma compleição física perfeita, baseada em raça, é algo dispensável e fútil. O ser humano é perfeito pelo simples funcionamento da complexa máquina que ele é. Cor, credo, raça, situação social ou quaisquer outros fatores que possam vir a ser base para a segregação devem ser postos de lado, uma vez que o homem é muito mais que rótulos.
A mentira é uma das bases do nazi-fascismo e de quaisquer outras doutrinas que se valem da imposição do poder para dominar. Ironicamente, uma das últimas máscaras do III Reich caiu e revelou não só uma farsa, mas uma absoluta falta de controle por parte de Goebells e seus colaboradores. 
Como a maioria das propagandas, o uso de manipulação e mentira se fez presente...
 

quarta-feira, 1 de maio de 2013

Análise da obra "O Grande Ditador", com Charles Chaplin.


Por: Franz Lima


Aviso: apesar de ser um filme com 73 anos, a resenha a seguir contém SPOILERS.
  Quantos filmes, livros e músicas somem com o andar ininterrupto do tempo? Quantas obras são perdidas entre outras centenas de milhões? Quantas são desprezadas e postas em um canto obscuro de um porão qualquer? Muitas, amigos. Muitas.
Ontem eu finalizei a contemplação de uma grande obra que, graças ao Criador, não caiu no fosso do descaso e do esquecimento ou foi destruída. Estou falando de um clássico primoroso da Sétima Arte: O Grande Ditador, filme com o imortal Charles Chaplin.
Essa obra data de 1940, período em que o mundo estava absorto em um de seus maiores conflitos: a Segunda Guerra Mundial. Sob a sombra do ditador Adolf Hitler, milhões dormiam com medo de jamais acordarem. Era uma época de caos, temor e morte. Chaplin, visionário e consciente do que poderia vir, lançou esse filme com um conteúdo extremamente crítico, ainda que haja também uma boa dose de humor. O Grande Ditador foi seu primeiro filme falado e, acreditem, o mais marcante de sua carreira. 


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