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segunda-feira, 20 de julho de 2015

Anders Behring Breivik, assassino de 77 pessoas, é admitido em Universidade.


Um dos mais frios assassinos que a História recente registrou, Anders Breivik foi admitido na Universidade de Oslo para cursar Ciência Política. A notícia não é algo tão estarrecedor pois, na Noruega, caso o preso tenha aptidões escolares que o habilitem a prosseguir os estudos em nível superior. Breivik, pelo visto, tem tal currículo, porém não há previsão para que tenha o diploma em mãos, fato que ocorre pela necessidade do cumprimento de cinco disciplinas presenciais. O assassino cumpre pena de 21 anos de prisão em regime de isolamento, sem acesso à internet.
O que choca é a possibilidade - tal como ocorre no Brasil - de um assassino prosseguir sua vida e planejar a retomada das atividades já com o nível superior. Caso reste alguma dúvida, o nível superior recebe esse nome não é à toa. O diploma dá, efetivamente, direitos extras ao cidadão que o possui, incluindo a famosa "prisão especial". 
Honestamente, sou favorável ao acesso a livros e outros meios de cultura para o presidiário que cometeu crimes graves, mas não acho honesto, viável, que um assassino em massa, frio e cruel, possa prosseguir sua vida como se nada tivesse ocorrido e, em contrapartida, 77 vítimas tenham seus futuros interrompidos por uma ideologia racista e segregadora. Não há arrependimento nos atos e nos olhos de Anders Behring Breivik, e enquanto ele for considerado perigoso não será solto. 
Que seus dias na prisão, estudando ou não, sejam longos... intermináveis.

sábado, 17 de janeiro de 2015

Fechando o assunto Charlie Hebdo, os limites do humor e os ataques na França.


Humor?

Texto: Franz Lima.

Caso você ainda não esteja atualizado sobre os ataques ao tabloide Charlie Hebdo, um dos mais mordazes e críticos da França. Famoso por não poupar autoridades, religiões ou instituições, o Charlie Hebdo foi atacado por terroristas em represália às críticas - através de charges e outras piadas similares - usando a imagem do profeta Maomé. Na ilustração, Maomé aparece proferindo as seguintes palavras: Cem chicotadas se você não morrer de rir.

Editor da Charlie Hebdo mostra desenho polêmico. (Foto: Alexander Klein/AFP) - Fonte: G1

O humor, principalmente do tipo feito pela Charlie, é geralmente interpretado com tolerância. Mas não são raros os casos onde a "graça" acaba se transformando em "ofensa". Sendo assim, friso que não apoio terrorismo, quando há ofensas graves, a possibilidade de retaliação é grande. Óbvio que ninguém esperava a prática de um massacre para demonstrar a reprovação à matéria, porém estamos falando de pessoas cuja educação ensinou que é crime ofender um dos ícones religiosos de sua crença.
Eu acredito em um senso de impunidade falsa, algo que impulsionou as brincadeiras aos níveis inaceitáveis para os muçulmanos mais radicais. Também acredito na velha sabedoria popular que dizia 'quem brinca com fogo acaba se queimando'. 
O fato é que o editor da Charlie Hebdo e os cartunistas/humoristas da revista receberam uma dose extrema da intolerância às ofensas. Eles, inclusive os que faleceram no ataque, sabiam da existência de extremistas muçulmanos, católicos e judeus. Lidar com pessoas que são capazes de matar por suas crenças já é algo difícil, imaginem ofender - categórica e constantemente - esses indivíduos. Eu, honestamente, considero isso extremamente perigoso. Não há mais fronteiras. O fato de eu estar na França, Brasil ou Antártida não impede que o ódio chegue a mim ou minha família. Ninguém está seguro em um mundo onde bombas e armas são negociadas para qualquer tipo de gente. 

Repito o que disse no início da matéria: não apoio terrorismo. Ainda creio que o Islã e seus seguidores podem ganhar muito mais com o silêncio. O descaso da Charlie Hebdo diante da fé de outras pessoas não é motivo para matar. Mas eu creio ainda mais que o pequeno grupo de atacantes não representa a maioria islâmica. Ser muçulmano não é treinar em um campo de guerra, planejar mortes, sequestrar e impor a própria vontade sobre a de terceiros. Ser islâmico é pregar a paz, ajudar o próximo (preferencialmente em sigilo), orar, estudar e crescer como ser humano. A Lei não prega intolerância aos povos do Livro (ondes estão incluídos, além dos muçulmanos, judeus e cristãos). Porém lidamos com pessoas que podem ser influenciadas. Cada mente é um universo insondável e não há religião que possa impedir uma alma deturpada por anos de ensinamentos radicais, extremistas e violentos. Os atacantes ao Charlie Hebdo não representam os fiéis seguidores do Corão e dos ensinamentos de Allah. Em contrapartida, tenho plena certeza que as brincadeiras ofensivas e tendenciosas que revistas como a Charlie Hebdo praticam não representam o pensamento francês, cuja luta pela liberdade e justiça gerou a máxima "liberdade, igualdade e fraternidade". 
Somos responsáveis por nossos atos. Cartunistas e terroristas responderam por seus atos. O mundo não apoia o terrorismo. O mundo não apoia o desrespeito à fé alheia.
Enfim, erros ocorreram dos dois lados, porém os extremistas reagiram como sua denominação sugere: com violência, terror e baseados em doutrinas controversas e deturpadas por pessoas. Matar em nome de uma fé que prega a tolerância e o auxílio mútuo é algo impraticável, mas sempre haverá radicais em quaisquer grupos. É preciso ter cuidado para não transformar uma piada em motivo de guerra, pois sempre haverá alguém disposto a se armar para defender seus "princípios", sejam eles corretos ou não. A liberdade e a fé sempre serão defendidas, pena que nem sempre da forma correta.
Curta a fanpage do Apogeu:


segunda-feira, 20 de outubro de 2014

No papel de uma soropositiva, Deborah Secco reflete sobre a vida.



Fonte: G1. Comentários: Franz Lima
Aos 34 anos, Deborah Secco alcança a atriz que sempre quis ser. Ela conta ao G1 que seu papel no filme "Boa sorte", que tem última sessão na Mostra Internacional de Cinema de SP nesta terça-feira (21) e estreia dia 20 de novembro, mudou sua vida. "Ele fez entender minha finitude e a possibilidade da morte a qualquer instante. Fez com que eu repensasse tudo", diz. Deborah, que atualmente está na novela das seis "Boogie Oogie", da TV Globo, já atuou em filmes como "Caramuru: A invenção do Brasil" e "Meu tio matou um cara", mas se consagrou como protagonista de "Bruna surfistinha" (2011), em que interpreta a história real da ex-garota de programa Raquel Pacheco.
Em "Boa sorte" ela vive Judite, uma viciada em drogas e portadora de HIV, que se envolve com João (João Pedro Zappa), um garoto com problemas de comportamento. Os dois se conhecem numa clínica de reabilitação e vivem um romance transformador. Dirigido por Carolina Jabor ("O mistério do samba"), o drama recebeu os prêmios de melhor filme (júri popular) e direção de arte no Festival de Paulínia desse ano. 
G1 - No Festival de Paulínia você disse que o 'Boa sorte' é o seu maior trabalho. Você também já comentou que a Bruna surfistinha foi 'a personagem da sua vida'. Como você relaciona esses dois papéis no cinema?

Deborah Secco - A Judite [do "Boa Sorte"] mudou a minha vida. Essa é a atriz que eu quero ser. Esse filme mudou a forma de eu viver. Ele fez entender minha finitude e a possibilidade da morte a qualquer instante. Fez com que eu repensasse tudo. A Bruna foi um papel muito importante para me ensinar a não julgar. Me ensinou a não olhar o próximo achando que ele teve as mesmas condições de escolhas que eu tive. São dois filmes muito importantes tanto artisticamente quanto para a Deborah pessoa. Tive um amadurecimento pessoal. Foram dois filmes que mexeram muito comigo. Hoje eu sou uma pessoa completamente diferente.

G1 - Qual foi o maior desafio para mergulhar na personagem? Foi ter que emagrecer ou entender como vive alguém que tem HIV?

Deborah - É muito mais fácil emagrecer que entender pelo o que passa um portador de HIV. É muito difícil juntar na personagem coisas tão ambíguas porque a Judite tem a alegria e a tristeza muito presentes. Ela tem a morte muito presente. Então, ela é uma personagem cujo olhar já não está mais aqui. Já está indo para outro plano. É um olhar mais vazio, mas cheio de uma outra vida. Isso fui descobrindo fazendo o filme.

G1 - No filme 'A despedida', a personagem da Juliana Paes é amante de um homem 50 anos mais velho. E no 'Boa sorte', sua personagem tem um caso com um garoto mais novo. Como você acha que essas histórias são vistas pelo público?

Deborah - Acho que o amor não tem idade, não tem cor, não tem classe. Temos que parar de pensar assim e nos deixar levar pelo verdadeiro amor, pelo que a gente pensa que é amor, a gente seria realmente muito mais feliz. Nosso país seria muito mais feliz. As pessoas têm que parar de ligar para o que os outros pensam delas.

G1 - Esse é o primeiro longa de ficção da Carolina Jabor e o 'Bruna surfistinha' foi o primeiro do Marcus Baldini. Você acha mais interessante trabalhar em filmes de diretores estreantes?

Deborah - Na verdade aconteceu. Mas tanto a Carolina quanto o Baldini já eram diretores muito experientes apesar de ser o primeiro longa de ficção. Mas eu tenho vontade de trabalhar com tantos diretores que já fizeram tantas coisas. Não tenho essa predileção, mas acredito muito em diretores estreantes. Não acredito que a falta de experiência seja um problema. Pelo contrário, acho que às vezes pode render uma bela surpresa.

G1 - Os papéis que você escolhe para o cinema são totalmente diferentes do que você faz em novelas. Você diria que são formas distintas de realização profissional?
Deborah - Na televisão eu fui muito mais escolhida do que escolhi. Agora eu estou dando um passo para poder também escolher na televisão. Tenho muitas conversas com a TV Globo e a gente tem essa consciência de que é bom para todo mundo que a gente possa escolher para ter uma dedicação e entrega maiores. No cinema eu pude ter essa possibilidade antes. Mas acho que eu sempre busquei isso, a possibilidade de fazer o que eu acredito artisticamente. E acho que hoje eu estou chegando mais perto disso. Tenho brigado muito por isso. Essa é a minha maior busca atualmente.

Franz diz: há um preço a se pagar pela arte. Tom Hanks, Christian Bale, Daniel de Oliveira, Rodrigo Santoro e muitos outros atores passaram por privações para compor suas personagens. O resultado visual quase sempre fica muito bom, porém é na interpretação (auxiliada pela aparência, óbvio) que o ator dá lugar ao papel interpretado. 
Dar vida a um soropositivo pode ser algo brutal, pois muito do sofrimento dos portadores da Aids é minimizado pelo descaso da mídia e também pela sensação de segurança que a longevidade, fruto dos medicamentos, pode trazer.
Viver (ou sobreviver?) com uma doença mortal pode ser absolutamente destrutivo para alguém com a mente menos preparada para algo tão complexo. Ser uma pessoa sadia e transferir mente e corpo para uma personagem afetada pelo vírus da Aids é uma experiência, no mínimo, extenuante. 
Espero que esta obra cinematográfica seja tão boa quanto as divulgações passaram. Creio que Deborah acertou a mão na escolha deste papel.


quinta-feira, 9 de outubro de 2014

Indiano de 16 anos cria aparelho que permite ‘falar’ pela respiração



Arsh Dilbagi criou dispositivo que permite que pacientes 'falem' pela respiração (Foto: Divulgação/Arsh Dilbagi)
Arsh Dilbagi criou dispositivo que permite que pacientes ‘falem’ pela respiração (Foto: Divulgação/Arsh Dilbagi)
Cauê Fabiano, no G1

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Inspire e expire pelo nariz. Faça isso outra vez. Com apenas esses dois pulsos de ar voluntários e longos, a letra “M” acaba de ser expressa por meio de Código Morse. E é exatamente essa lógica que permitiu que o jovem indiano Arsh Shah Dilbagi, de 16 anos, desenvolvesse um premiado e barato mecanismo de comunicação que pode permitir que milhões de pessoas voltem a se comunicar, quando a fala, os braços e os pés deixam de ser opções para formar frases.
Entusiasta e estudioso de ciência da computação, Arsh, que ainda cursa o ensino médio na cidade de Panipat, próximo à capital Nova Deli, desenvolveu o “Talk”, que promete ser o dispositivo de CAA (Comunicação Aumentativa e Alternativa) mais barato e acessível do mundo, permitindo que pacientes com doenças degenerativas e outras desordens motoras voltem a “falar”, por menos de US$ 100 (cerca de R$ 240). Veja o vídeo aqui.
O jovem contou ao G1 sobre o desenvolvimento do aparelho, vencedor de uma das categorias do concurso “Google Science Fair 2014″, as possibilidades de aplicação do dispositivo para melhorar a qualidade de vida dos pacientes e seus esforços para, em suas palavras, “mudar o mundo”.

‘Vi pacientes chorando’
Dilbagi, que também atende pelo apelido de “Robo”, contou que a inspiração para a realização do projeto veio da história de vida do físico inglês Stephen Hawking, especialmente por sua batalha com a Esclerose Lateral Amiotrófica (ELA). No entanto, uma ida ao hospital e a observação de pessoas que haviam sofrido derrames e tinham sequelas motoras fez com que a ideia começasse a ter forma.
“Vi pacientes chorando. Aquele dia me questionei: ‘por que não há uma solução no mundo que os ajude a se comunicar?'”, relatou o rapaz, lembrando a angústia de pessoas que não conseguiam mais se expressar por meio de palavras. “Há mais de 100 milhões de pessoas do mundo com esse tipo de deficiência, o que é maior do que toda a população da Alemanha”, comparou.
Com pulsos curtos ou longos de ar ao expirar, aparelho interpreta sinais por meio do Código Morse (Foto: Wikimedia Commons)
Com pulsos curtos ou longos de ar ao expirar, aparelho interpreta sinais por meio do Código Morse (Foto: Wikimedia Commons)
Após cerca de um ano de trabalho, incluindo três meses de pura pesquisa e mais de sete meses para finalmente construir um dispositivo, desenvolver o software em três linguagens de programação e testar diversos de protótipos, o rapaz conseguiu criar o “Talk”.

Utilizando pulsos de ar ao expirar, um sensor colocado embaixo do nariz ou da boca da pessoa interpreta esses “sopros” como Código Morse, que identifica letras e números ao combinar unidades curtas ou longos de ar. Esses sinais são enviados para um sintetizador, que reproduz o código em palavras, por meio de até nove vozes diferentes, com sotaques e vozes de faixas etárias distintas. Tudo que o paciente precisa, então, é memorizar o código, para que possa se comunicar cada vez mais rápido.
As “vozes”, segundo ele, foram obtidas em uma biblioteca Open Source de sons, que foram vocalizados e colocados no equipamento. “Foi muito desafiador aprender todas técnicas que culminaram no Talk – desenvolvi o software em três linguagens de programação diferentes. Foi uma das melhores experiências de aprendizado da minha vida”, exaltou.
Todo o processo de criação do aparelho, vencedor da categoria “escolha do público” do Google Science Fair –que agraciou Arsh com uma bolsa de estudos de US$ 10 mil–, ocorreu durante o ano letivo, o que exigiu muita disciplina para que o rapaz não escorregasse nos estudos, e obtivesse boas notas.
Ao prestar o CBSE, o exame nacional da Índia, o jovem ainda conseguiu nota máxima, obtendo 10/10 GCPA (Média Cumulativa de Pontuação, em tradução livre). “Você precisa ser muito disciplinado, seguir o esquema que você estabeleceu. Se pular alguma coisa, tudo cairá em cima de você”, frisou o estudante, que pretende em breve se inscrever para uma bolsa no curso de ciência da computação na Universidade Stanford, na Califórnia.

Simplicidade
Com o pedido de patente pendente para o Talk, Arsh Dilbagi espera firmar parcerias para tornar o aparelho um dispositivo global, e ajudar a superar as barreiras existentes atualmente em relação a dispositivos de CAA, principalmente envolvendo o acesso e ao preço desse tipo de equipamento.
“Máquinas como as utilizadas por Stephen Hawking são caras e complexas, e precisam de muitas baterias para funcionar. Você precisa de um computador, de uma tela, de um sistema complexo e, combinando tudo isso, baterias para suportar isso. E isso se reflete no custo. É preciso mudar a forma como a tecnologia é vista, de como as pessoas enxergam uma solução”, explicou, sublinhando que o Talk consegue funcionar por oito horas em uma única carga.
“Os dispositivos desse tipo hoje começam na faixa de US$ 4 mil (cerca de R$ 9,6 mil), e um aparelho que é fácil de usar sai por pelo menos US$ 7 mil (cerca de R$ 16,8 mil)”, continuou Arsh, completando que, mesmo com o aporte financeiro, às vezes não é possível adquirir facilmente itens como detectores de movimento dos olhos ou aparelhos de digitação adaptados. “Não é o caso de que, se você tem US$ 7 mil no bolso, você pode comprar um. Eles não estão disponíveis em sites como Amazon, e não dá para pedir online para que ele seja entregue em qualquer lugar do mundo. O equipamento está disponível em lugares muito específicos, e mantê-lo é muito mais difícil do que se pode imaginar”, apontou o indiano.
Apesar de ser considerado internacional, o Código Morse não pode ser utilizado com exatidão para que pacientes se expressem em todas as línguas, o que, de acordo com o Dilbagi, é uma das falhas do projeto, disponível apenas em inglês. No entanto, o objetivo principal é tornar o Talk universal, em 20 idiomas diferentes, conforme a previsão de seu criador.

'Talk' custa menos de US$ 100 e pode democratizar o acesso de pacientes a dispositivos de CAA (Foto: Divulgação/Arsh Dilbagi)
‘Talk’ custa menos de US$ 100 e pode democratizar o acesso de pacientes a dispositivos de CAA (Foto: Divulgação/Arsh Dilbagi)

‘É possível mudar o mundo’
Citando novamente o exemplo do físico inglês, autor de diversos livros apesar de suas limitações físicas, Arsh explicou que já foi procurado por muitas pessoas que precisam de um aparelho similar, mas não têm as mesmas oportunidades que pacientes mais abastados.
“Stephen Hawking tem sido patrocinado para ter uma ferramenta para se comunicar, e veja como ele está mudando o mundo. E ele é só um entre milhões de pessoas que sofrem das mesmas desordens. Logo, acredito que Talk tem esse tipo de poder”, disse o rapaz, que ao apresentar seu projeto ao Google, colocou como desejo principal a vontade de mudar o mundo por meio da comunicação alternativa.
“É possível mudar o mundo. A maioria das pessoas procura por serviços comunitários, caridade. Se você quer ajudar a humanidade, você precisa ajudar a sociedade como um todo, auxiliando pessoas a se comunicarem, o que não tem sido feito até agora”, arrematou o jovem indiano, sem perder o fôlego.

Franz diz: dessa vez ficarei quieto. O texto e a iniciativa falam por si. 

quinta-feira, 8 de maio de 2014

Livros didáticos novos são encontrados no lixo, em Belém. Via G1.


Fonte: G1
 
Em Belém, livros didáticos que poderiam ser utilizados foram parar no lixo. No local, próximo a um canal no bairro da Sacramenta, foram encontrados livros de história, geografia, matemática e língua portuguesa, a maioria do 4º ano do Ensino Fundamental.
O flagrante foi registrado no movimentado cruzamento da avenida Senador Lemos com o canal do Galo. Segundo testemunhas, os livros foram jogados há pelo menos dois dias. O catador de lixo Carlos Augusto conta que passa diariamente pelo local. “Tinha aqui um monte de livro jogado, toneladas. Eu acho que a prefeitura levou”, afirma o catador.
A maioria dos livros estão novos e não foram preenchidos. O lavador de carros Raimundo Sérgio pegou nove exemplares e os levou para os filhos de 5 e 8 anos. “Eu me agradei e peguei uns livros pra mim como várias pessoas fizeram, tinha muito livro lá jogado fora”, conta.
A professora Lea Gomes mora próximo ao canal e mantem uma escola de reforço para alunos do 1º ao 4º ano. Ela lamenta que livros didáticos sejam desperdiçados. “Tem muita gente precisando ainda de um livro. Deviam perguntar para uma escola, uma comunidade quem queria os livros para serem reaproveitados”, disse.
A Secretaria Estadual de Educação (Seduc) informou que os livros podem ser tanto da rede estadual quanto da municipal de ensino e que vai abrir um processo administrativo disciplinar para apurar se os livros pertencem a alguma escola.
Ainda segundo a Seduc, os livro são repassados diretamente pelo Fundo Nacional  de Desenvolvimento da Educação (FNDE) às escolas da rede pública cadastradas no programa Nacional do Livro didático (PNDL) e cabe aos diretores das escolas verificar se os livros foram devolvidos pelos alunos para serem reutilizados ou doados.

Franz diz: só quem passou pelo sufoco de comprar os livros didáticos no início do ano sabe o quanto é caro adquiri-los. 
Encontrar livros novos, servíveis, jogados no lixo é, no mínimo, vergonhoso. Para variar, tais publicações devem ter sido adquiridas para lavar dinheiro de algum órgão público. Inaceitável uma cena como a acima, principalmente em um país que precisa de uma reforma educacional urgente.
 


quarta-feira, 11 de dezembro de 2013

Hugh Laurie, o Dr. House, fará shows musicais no Brasil. Via G1.



Fonte: G1 
 
A produtora Time for Fun anunciou nesta terça-feira (11) as datas dos cinco shows que o ator e músico britânico Hugh Laurie, conhecido pela série "House", fará no Brasil em março de 2014. Laurie toca nos dias 20, no Rio (Citibank Hall); 21, em Belo Horizonte (Chevrolet Hall); 25, em Curitiba (Teatro Positivo); 27, em Porto Alegre (Teatro do Sesi); e 29, em São Paulo (Citibank Hall).

Hugh Laurie, que canta e toca piano e guitarra, estará acompanhado pela Copper Bottom Band, com repertório voltado ao blues, jazz e rhythm and blues. O astro de 54 anos já lançou dois discos de estúdio: "Let them talk", de 2011, e "Didn't it rain", de maio de 2013.
Para os shows do Rio e em SP, clientes dos cartões Citi, Credicard e Diners contam com pré-venda exclusiva entre os dias 11 e 17 de dezembro. Em todas as cidades, a venda para o público em geral terá início em 18 de dezembro.

A partir desta data, os ingressos estarão disponíveis nas bilheterias oficiais; pela internet, no site da Tickets for Fun; pelos telefones (11) 4003-5588 e (41) 3315-0808 (somente Curitiba); além de outros pontos de venda do país.

segunda-feira, 4 de novembro de 2013

Mal uso de tirinha do Mauricio de Sousa coloca palavrão em prova no Acre.


Compare o texto original com a tirinha abaixo.

Fonte:  Livros e Pessoas



Texto de Yuri Marcel do G1 -  AC. Comentários: Franz Lima

Tirinha da Turma da Mônica vem com palavrão em prova de escola no Acre  (Foto: Eliane Sinhasique/Arquivo pessoal)Tirinha da Turma da Mônica adulterada foi aplicada em prova (Foto: Eliane Sinhasique/Arquivo pessoal)
Uma questão de prova para o 4º ano do Ensino Fundamental da Escola Luiza Batista de Souza, em Rio Branco, causou polêmica, na última sexta-feira (25). Uma tirinha da Turma Mônica com um palavrão gerou questionamentos entre os pais das crianças. A escola alega que o erro ocorreu na hora da digitalização da atividade, porém, nega que a expressão tenha sido usada de forma maldosa pela professora.
A tirinha mostra uma conversa entre Cebolinha, Magali e um pipoqueiro.
- Eu quelo um saco de pipoca — pede Cebolinha.
- E a garotinha? — pergunta o pipoqueiro.
- Uma pica! — responde Magali.

A economista Efigênia Ferreira, de 36 anos, foi uma das mães que questionou o uso da palavra no exame. "Eu expliquei que no linguajar popular a expressão é usada como um termo pejorativo do órgão masculino. Porém, ela [a professora] disse que a maldade está na cabeça do adulto e não da criança e que isso não era um palavrão", explica.
De acordo com Efigênia, o fato causou constrangimento durante uma reunião entre pais e professores, após o pai de um aluno questionar o uso daquela palavra. "A professora disse que tinha elaborado as provas, mas que a coordenadora tinha visto e não via nenhum problema na palavra", disse.

Efigênia Ferreira  (Foto: Eliane Sinhasique/Arquivo pessoal)Efigênia Ferreira diz que vai procurar a coordenação
da escola (Foto: Eliane Sinhasique/Arquivo pessoal)
A economista disse que ao chegar em casa foi analisar a prova e não conseguia entender como positivo o conteúdo da atividade. Ela conta ainda que chegou a conversar com seu filho sobre a questão e o garoto afirmou que os estudantes teriam alertado a professora para uma 'imoralidade na prova', mas a professora negou o termo maldoso.
Efigênia decidiu postar a foto da prova em sua rede social para avaliar a opinião de outras pessoas. Após o ocorrido, a economista pretende voltar à escola e conversar com a coordenadora e também com a professora para saber o que realmente aconteceu.
"Meu procedimento agora é ir até a escola e saber o que aconteceu, se realmente a coordenadora viu essa prova e deu o aval, pois nem na prova de vestibular acontece isso", ressalta.
Tirinha da web
A professora que a economista se refere é Francisca Ermelinda, 50 anos, ela está dentro da sala de aula há 26 e conta que houve um erro na hora da secretária digitalizar a prova. Na tirinha original magali responde 'O que sobrar'. "No rascunho era outra expressão, aí a moça que elabora a prova puxou a tirinha da internet e não percebeu que ela estava com a expressão errada", explica.
Apesar do problema, ela diz que nenhum dos alunos nas quatro turmas em que a prova foi aplicada chegou a comentar algo dentro da sala de aula. "Quando a gente recebeu a prova, vi a expressão e não achei maldade nenhuma. A gente trabalha com as crianças para tirar a maldade, esse mau pensamento, essa coisa ruim do pensamento deles", diz.
A coordenadora pedagógica do colégio, Jorgineide Santos Jacinto, conta que chegou a revisar a versão da prova já com a expressão, antes dela ser aplicada. Porém, diz ter acreditado que como se tratava de uma questão de interpretação o uso da palavra era intencional.
rascunho tirinha acre rio branco prova (Foto: Yuri Marcel/G1)Professora mostra rascunho original da prova em que aparece a expressão correta (Foto: Yuri Marcel/G1)
"Quando peguei a prova, não tive acesso à expressão original. Eu olhei e vi a palavra como a omissão da sigla pipoca", comenta. A coordenadora diz ainda que gostaria de conversar com os pais que se sentiram ofendidos para explicar a situação.
Na tirinha original, Magali responde "O que sobrar" (Foto: Reprodução) 
Na tirinha original, Magali responde "O que sobrar" (Foto: Reprodução)

"Precisamos ter mais cuidado, ver o ponto de vista do pai. A professora não pode ser prejudicada, foi uma modificação feita aqui", conclui.
O caso chamou a atenção da vereadora Eliane Sinhasique (PMDB-AC) que disse que irá levar o caso para a Secretaria Estadual de Educação (SEE) e ao Conselho Escolar.
'Descuido', diz assessoria de Mauricio de Sousa
Procurada pelo G1, a assessoria de Mauricio de Sousa comentou o uso indevido da tirinha e classificou como 'um descuido tanto com os alunos como com os direitos do autor'.
"Quando uma editora ou entidade ligada à educação quer usar alguma imagem publicada ou inédita dos personagens de autoria de Mauricio de Sousa, entram em contato com a empresa para obter uma autorização oficial. E o desenho é enviado direto dos estúdios, com a qualidade para publicação. Provavelmente essa tira foi tirada de algum site ou blog da internet sem esse cuidado", diz
A assessoria informou ainda que o caso será encaminhado para o departamento responsável e será analisado. "Se a escola diz que tinha a tira correta e acabou publicando uma errada só pode ter sido adulterada por alguém na digitação ou já tinha sido copiada da internet já adulterada", conclui.

Franz says: não há regionalismo ou desculpa capaz de amenizar um "erro" tão grotesco. Nossas crianças não merecem um tratamento tão desprezível, assim como a obra de Mauricio de Sousa também não merece uma deturpação tão absurda. 
Comparando a versão original com a que foi usada na prova, não encontramos quaisquer motivos para que a alteração ocorresse. Não creio que tenha sido uma brincadeira pois, definitivamente, isso não é algo capaz de gerar risos, apenas indignação. 
Que os fatos sejam rigorosamente apurados e os responsáveis punidos. 
Que a inocência e a obra de Mauricio de Sousa sejam mantidas dentro da pureza que nossas crianças precisam e merecem.


quinta-feira, 26 de setembro de 2013

Série 'Túnel do Tempo'. A Metamorfose: esculturas fazem referência à obra de Kafka


Fonte: G1

Algumas coisas acabam se perdendo com o tempo, tamanha é a dinâmica da internet... Mas, através desta seção Túnel do Tempo, vou buscar trazer-lhes algumas curiosidades que o tempo quis esconder.

Esculturas do artista Roberto Fabelo foram expostas em uma fachada de prédio no ano de 2009. Até aí, nada de mais. O que chamou a atenção, realmente, foi o fato de que as esculturas tinham a forma de baratas gigantes. Nada de mais até aí? Então, para atrair sua atenção, o autor expôs as baratas com cabeças humanas, numa clara referência ao clássico literário 'A Metamorfose', de Franz Kafka.



sexta-feira, 20 de setembro de 2013

Nyaope, a nova droga africana, é a comprovação de que o vício pode ser fatal.



Texto: Franz Lima

Uma droga com potencial destrutivo gigantesco, poder de viciar muito maior que a heroína e a maconha, além de efeitos alucinógenos capazes de fazer um ser humano se equiparar a um zumbi é a nova praga que infesta a África. Chamada de Nyaope, a droga é uma mistura de heroína, maconha, veneno para ratos e até resquícios de remédios para portadores de HIV. 
Essa nova droga ainda não foi classificada como substância ilegal pelas agências de saúde africanas, fato que dificulta o trabalho das autoridades para combater o tráfico e a propagação da mesma. Logo, ver pessoas se dopando em plena rua não é uma cena incomum. Tal como acontece com um domador que menospreza o poder de destruição do leão, os usuários de Nyaope iniciam o consumo com a crença de que podem sair a qualquer momento, mas isso é um engano fatal. O composto tem índice de dependência incomensurável. Usuários sofrem sequelas e ficam à beira do abismo por conta do vício. Não é difícil encontrar famílias que já sofrem em larga escala por causa de parentes que não mais conseguem controlar o vício. Mesmo relativamente barata, chegará uma hora onde o dinheiro acabará e, infelizmente, o viciado não medirá esforços para obter a droga. 

"Eu preciso fumar esta coisa. É nosso remédio. Não podemos viver sem. Se eu não fumar, fico doente", diz outro usuário, que prefere não dar seu nome, entre baforadas da droga.
Para piorar a situação que já é gravíssima, o Governo promete estabelecer Centros de Recuperação que, infelizmente, irão de encontro ao crescente número de usuários. Tal como zumbis, os viciados em Nyaope e outras drogas similares surgem quase em progressão geométrica. Assim, combinando o rápido crescimento de usuários com o marasmo político, temos perspectivas mais do que preocupantes.



O que fica de lição com essa alarmante notícia? Não há ser humano capaz de resistir ao vício, principalmente quando temos novas e mais potentes drogas, destinadas a aprisionar o usuário e, aos poucos, matá-lo. A melhor forma de combater esse tipo de mal é distanciar-se dele e aproximar-se dos que são dependentes. Vidas precisam ser removidas deste verdadeiro abismo antes que não haja mais volta.

Maiores informações: G1 via BBC

terça-feira, 6 de agosto de 2013

Receita Federal barra entrada de games importados.


Fonte: Tecmundo, com base em matéria do G1.

O Brasil está com um problema relacionado à importação de jogos – e, apesar de ter relação com os impostos, desta vez o obstáculo não é o alto preço dos títulos. Segundo o G1, a Receita Federal impediu a passagem de vários games, impedindo que eles cheguem às lojas de diversos estados.
Entre março e julho, games produzidos fora do país tiveram dificuldades na liberação porque o órgão não se decidia sobre como classificar esses produtos – como brinquedo, que é aposta da Receita Federal, ou como software, que é o pedido das distribuidoras. Isso afeta a tributação e, consequentemente, o preço dos games no Brasil.
Paraná e São Paulo seriam as regiões mais prejudicadas por causa da polêmica, que travou vários pacotes para uma inspeção geral de carga, procedimento realizado no chamado “canal cinza”, para onde vão os produtos .
O motivo para a inspeção não foi revelado, mas pode ter sido uma denúncia realizada, um estudo apresentado à Receita ou até a desconfiança do órgão por causa do aumento da chegada de games importados no país. Algumas distribuidoras consultadas pela reportagem não passaram por problemas, mas várias empresas relataram atrasos de diversos títulos.

Franz says: burocracia e polêmica que não levam a nada. Tanto zelo para 'classificar' um produto é uma clara indicação de despreparo e falta de algo mais importante a atentar. A Receita Federal é um órgão que, geralmente, trabalha com afinco para fiscalizar e evitar a entrada de produtos de ilegais, mas estamos falando sobre produtos importados legalmente, tributados e que não necessitam de tanto alarde. Para variar, o que esta notícia indica é que há interesse em aumentar o preço (já alto) dos games vindos do exterior. 
Depois reclamam da pirataria e do contrabando...

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