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terça-feira, 5 de novembro de 2013

Restrições legais e alto custo impedem o progresso do mercado de biografias. Via Divirta-se.



Fonte: Divirta-se. Comentários: Franz Lima.

Daqui a duas semanas, Fortaleza recebe o primeiro Festival de Biografias do Brasil, que já estava programado bem antes de esquentar todo o debate envolvendo artistas, jornalistas, juristas, editores e biógrafos. A polêmica provavelmente fará parte da pauta, junto a outras questões como a reflexão sobre como se faz, por que se faz, como escolher um personagem e por que a procura pelas biografias. Certamente, se o assunto vem provocando tantas controvérsias, é porque existe interesse e um grande mercado por trás. Mas será que biografia é mesmo vendável e rentável como tem sido propagado?


Segundo a última pesquisa Produção e Vendas do Setor Editorial Brasileiro, da Fundação Instituto de Pesquisas Econômicas da Universidade de São Paulo (Fipe/USP), realizada anualmente por encomenda do Sindicato Nacional dos Editores de Livros (Snel) e da Câmara Brasileira do Livro (CBL), em 2012, o setor editorial brasileiro faturou R$ 4,9 bilhões e vendeu 434,9 milhões de livros. No ano anterior, o faturamento foi menor, R$ 4,8 bilhões, porém, mais obras foram comercializadas, 469,4 milhões.

Dentro deste contexto, no segmento das biografias foram produzidos 6,5 milhões de livros em 2011, e 4,1 milhões, em 2012, representando participação de 1,3% no mercado editorial. Uma redução significativa. No entanto, segundo pesquisa da GFK Brasil, uma das maiores empresas de pesquisa de mercado no mundo, o gênero ocupa atualmente a quinta posição em vendas no país e apresentou crescimento de 14% entre janeiro e setembro de 2013, comparando com o mesmo período do ano passado. Mas, sem dúvida, esses números poderiam melhorar ainda mais, como atestam os especialistas.


“As restrições impostas pela legislação e por parte de alguns herdeiros, além dos custos muito elevados, desencorajaram as editoras a seguir adiante com o mesmo ímpeto da década de 1990, quando começaram a pipocar os livros de biógrafos como Ruy Castro e Fernando Morais. Acredito que o auge mesmo ainda não chegou. Há uma carência de biografias muito evidente no mercado brasileiro. A população tem sido prejudicada em sua busca por conhecimento”, lamenta Bernardo Ajzenberg, diretor-executivo da Cosac Naify, editora que tem no catálogo as biografias de Clarice Lispector, Jayme Ovalle, Matisse e Cícero Dias.

Bernardo também lembra que o custo de produção de uma biografia é muito elevado (pesquisas, viagens, digitalização de arquivos, direitos para uso de imagens, entre outros gastos) e que só perde para os livros de arte. “A rentabilidade vem com muita lentidão e é relativamente baixa”, assegura.

Insegurança
Presidente do Sindicato Nacional dos Editores de Livros (Snel), Sônia Jardim é outra que acredita que a insegurança jurídica que ronda o mercado possa intimidar as editoras e os próprios autores a publicar e a escrever biografias. “É um trabalho que exige muitos anos de pesquisa e investimentos. Os escritores e os autores ficam amedrontados. Você não sabe o que vai acontecer. Gasta-se com o lançamento, com a feitura do livro e, de repente, se tiver algum problema, os custos para a retirada do mercado ainda são maiores. Fora que ainda é preciso contratar advogado”, explica.


Sônia revela o surgimento de um novo profissional no setor, o consultor jurídico, que avalia previamente se o livro terá ou não complicações com biografados, herdeiros ou representantes legais. Ela diz que, às vezes, se torna preferível publicar biografias estrangeiras, porque certamente provocam menos chateações.

“Quem sai prejudicada é a história do Brasil e isso também afeta na formação de futuros leitores. Não tenho estudos para comprovar, mas ouso dizer até que a maior parte das biografias que se encontram em nossas livrarias são de autores estrangeiros, porque é mais fácil e mais prático. Ainda não tivemos um boom de vendas neste gênero e toda essa polêmica pode até atrapalhar”, analisa Sônia Jardim.

Franz says: compreendo que há biografias realmente abusivas, onde as deturpações sobre a vida da pessoa em pauta são desrespeitosas e visam apenas o lucro. Mas estranho o modo como certos indivíduos que lutaram pelo reconhecimento e até uma certa dose de celebridade podem se mostrar contrários ao desejo de seus fãs em melhor conhecê-los. Acaso eles fomentaram o anonimato? Não, eles clamaram por reconhecimento, imploraram por fama e sucesso e, infelizmente, o preço de tais coisas pode ser muito caro. Aliás, ser uma pessoa pública cobra infinitamente um preço muito alto: o da privacidade. Não há privacidade que resista ao termo 'pessoa pública'. 
Já li várias biografias (inclusive leio neste momento a de Stephen King) e colhi muitas lições positivas de cada uma delas. Algumas foram não-autorizadas, o que não diminuiu o mérito do biógrafo que, logicamente, lucrou.
Biografias são necessárias por serem fontes de preservação da memória. Lucra o biógrafo, o leitor e a pessoa pública que foi biografada. 
A posição da Associação Procure Saber é válida, desde que não se enquadre em censura. O direito à criação de uma biografia deve, preferencialmente, passar por uma avaliação da pessoa pública em questão, porém sempre ficará uma dúvida sobre o que será escondido ou não pelo biografado. 
Enfim, a recomendação é que sejam lidas as biografias feitas por pessoas sérias e descomprometidas com o estrelismo, já que muitos desses autores querem brilhar mais do que aqueles sobre os quais escrevem.
P.S.: outro fator a ser considerado é a preservação da família, quando o biografado já é falecido. Um mínimo de respeito à privacidade dos familiares deve ser mantido...


domingo, 10 de março de 2013

Resenha de Wolverine: Saudade.


Por: Franz Lima.
O que esperar de um herói que tem um instinto assassino, garras e um esqueleto indestrutível? No mínimo uma história com muita violência e, pensando nisso, a dupla Jean David Morvan (roteiro) e Philippe Buchet (desenhos) criou uma das mais interessantes e impactantes aventuras do mutante Wolverine. Saudade é o título dado a essa breve história que se passa em Fortaleza, capital do Ceará - sim, Brasil - e em sua periferia. 
Logan está de férias na bela cidade de Fortaleza e, minutos após desembarcar, já se envolve em problemas. Mas há algo muito diferente na cidade que pega o baixinho desprevenido. Essa surpresa é o pano de fundo para uma trama onde violência, abandono de menores, grupos de extermínio, exploração da fé, morte e, claro, uma visão interessante da cidade cearense são mostrados com muita propriedade.
Entretanto, Saudade tem um ponto que a destaca das demais aventuras de Logan: a realidade é muito mais tangível. Mesmo dotado de fator de cura e garras indestrutíveis, até mesmo ele pode sofrer e morrer. Isso é abordado com muita inteligência e com uma linguagem mais adulta. Os combates que estamos acostumados a ver, sempre são 'maquiados' e não dão ao leitor a real dimensão do efeito de lâminas cortando carne. A dor é diminuída. Entretanto, nessa história isso não ocorre. A morte, a dor e a crueldade, assim como a covardia e o lado mais negro do ser humano, são mostrados em toda sua plenitude. Prepare-se para cenas fortes, dificilmente vistas em aventuras da Marvel.
Por se tratar de uma HQ européia, diferenças serão facilmente detectadas quando comparada a uma trama produzida pela editora nos EUA. Mas são boas diferenças que lançam o leitor em um mundo diferente que, mesmo com pequenos deslizes de ambientação e caracterização, cumprem com o esperado. 
Por fim, Saudade é uma aventura que fala sobre amizade de um jeito muito poético em certas partes. Ver o Wolverine em uma favela, dançando e se divertindo é algo até incomum que, nesta trama, foi empregado com propriedade. Desconsiderem, como já citei, algumas caracterizações de pessoas e lugares (por vezes lembrando bolivianos), pois isso não afeta o resultado final de uma aventura que serve como entretenimento, aguça a curiosidade por mais material similar e mostra que é possível ter uma história sobre heróis com qualidade ambientada em nosso território. Destaco, ainda, os mutantes nacionais que se mostraram tão interessantes quanto o próprio Logan, mas com uma dose a mais de realidade.

P.S.: o único ponto controverso da HQ é a visível incompreensão por parte dos autores quanto ao real significado da palavra 'saudade', mas que pode ser relevado.

Wolverine: Saudade
Arte: Phillippe Buchet
Roteiro: Jean David Morvan
Cores: Walter Pezzali
Páginas: 48
Editora Panini


terça-feira, 30 de outubro de 2012

Divulgação: Bienal do Livro no Ceará abre inscrições para visitas escolares.



Fonte: G1
As escolas particulares e da rede pública do Ceará já podem se inscrever para visitar a 10ª Bienal Internacional do Livro que ocorre entre os dias 8 e 18 de novembro, no Centro de Eventos, em Fortaleza. Segundo a organização do evento, as inscrições seguem até 5 de novembro.
A visitação escolar ocorre entre os dias 9 e 16 de novembro, sendo destinada a estudantes do ensino fundamental e médio, das escolas públicas e privadas do estado do Ceará, com idade mínima de seis anos.
Cada escola poderá inscrever, no programa de Visitação Escolar à Bienal Internacional do Livro, no mínimo 50 e no máximo 240 alunos. As escolas com 240 alunos inscritos terão que distribuí-los em duas turmas de 120, agendadas em dois dias de visitação, ou dois horários no mesmo dia, desde que não sejam horários subsequentes.
A entrada na Bienal é gratuita, mas só terão acesso os grupos de estudantes com agendamento prévio. Os responsáveis por cada grupo receberão "Kit-visitação Escolar", composto por crachás dos alunos, credencial do ônibus da escola e mapa de localização. Os alunos serão acompanhados por monitores da Secretaria da Cultura, que orientarão a visita pelos diversos setores da Bienal.
Ainda de acordo com a organização, a presença de, no mínimo, um professor ou acompanhante para cada grupo de 20 alunos é indispensável. O período máximo de permanência na bienal, para as escolas agendadas, será de duas horas.
Serviço
10ª Bienal Internacional do Livro do Ceará
Inscrições: até dia 5 de novembro
Local: Centro de Eventos do Ceará – Fortaleza (CE)
Entrada gratuita

Franz says: Uma ótima iniciativa que promoverá a busca dos alunos das escolas públicas pelos livros. Não há lugar mais apropriado que uma Bienal (ponto de encontro de Editoras, editores, autores e leitores) para iniciar, mesmo que tardiamente em alguns casos, a paixão pela leitura. Parabéns aos organizadores e idealizadores dessa ideia.

quarta-feira, 20 de junho de 2012

Mostra sobre a Academia de Letras de Fortaleza.


De hoje até o próximo dia 30, o Shopping Benfica recebe a Mostra dos 10 Anos da Academia Fortalezense de Letras (AFL). O evento dispõe, para visitação pública e gratuita, de um pequeno acervo sobre a vida e obra dos acadêmicos, com fotos oficiais, mini-currículos e algumas das obras publicadas por eles. Uma ótima oportunidade de conhecer talentos das letras da Capital cearense.

A Academia foi criada por iniciativa de Matuzahila Sousa Santiago e José Luís Lira, em 12 de junho de 2002, para ser um centro de difusão e consolidação da cultura. O primeiro presidente da Academia foi o jornalista e ex-senador, Cid Saboya de Carvalho.

Artur Benevides, mais conhecido com o “Príncipe dos Poetas”, é considerado o presidente de honra da instituição que, atualmente, é presidida por Gisela Nunes da Costa.

A Academia Fortalezense de Letras, nessa década de existência, escreveu, pelas mãos de personagens ilustres da poesia, conto, crônica, enfim, articulistas e intelectuais fortalezenses, uma bela história de amor à literatura e às artes.

Mais informações:
Mostra dos 10 Anos  da Academia Fortalezense de Letras, em cartaz de hoje  até 30 de junho, no Shopping Benfica (Avenida Carapinima, 2200, Benfica).
Contato: (85) 3243.1000


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