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quarta-feira, 10 de fevereiro de 2016

O Caçador e a Rainha do Gelo. Trailer comentado...



Por: Franz Lima. Curta nossa fanpage: Apogeu do Abismo.

Essa é uma continuação que explicará um pouco mais sobre as origens da Rainha Má e do Caçador, personagens vistos antes em Branca de Neve e o Caçador.
Visivelmente esse prequel focará em Chris Hemsworth, fato que se deve ao destaque do ator como Thor. Mas isso não impedirá que possamos compreender também um pouco mais sobre a Rainha Má e sua irmã, a Rainha do Gelo. 
Para quem ainda não viu o filme inicial, saiba que ele é baseado na história da Branca de Neve, porém com alguns adicionais que o transformaram em algo mais aceitável ao público jovem. Nele, a inserção de atores amados pelos jovens (Kirsten Dunst e o próprio Chris), além da presença da atriz ganhadora do Oscar, Charlize Theron, catapultaram a produção. Claro que uma nova visão do clássico conto também contribuiu muito para o sucesso.
Bem, a óbvia vitória da Branca de Neve na trama inicial não impediu o ressurgimento da Rainha Má nessa continuação que se passa antes. O trailer mostra que a Rainha do Gelo (Emily Blunt), Freya,  é a irmã mais nova de Ravenna (Charlize Theron). Freya criou um exército de caçadores, guerreiros hábeis e assassinos treinados. Ela busca o poder do espelho, aquele que Ravenna usa no primeiro filme.
Freya, no trailer, avisa que não se trata de um conto de fadas. Trata-se de guerra, guerra contra um de seus caçadores.
O Caçador (cujo nome ainda não foi citado) une-se a uma Guerreira chamada Sara, interpretada por Jessica Chastain. A dupla e seus guerreiros querem acabar com o reinado de medo de Freya, porém não contavam com a união dela a sua irmão, a Rainha Má. Juntas, seus poderes são inimagináveis e devastadores, mas é bom lembrar que estamos falando de uma história inspirada em um conto de fadas, cujos finais, principalmente após o advento Disney, não costumam ser trágicos.
As cenas da Guerreira lembram bastante a performance de Scarlett Johansson como a Viúva Negra. Acrobacias e efeitos especiais estão por todo o trailer. Isso, entretanto, não é garantia de algo grandioso. Espero que o roteiro seja coerente a ponto de não precisar se sustentar só com ação.
Eu vejo um filme cuja capacidade de entretenimento é grande. No mais, mesmo tendo um elenco com boas e lindas atrizes e o carisma de Hemsworth, fica difícil aguardar algo além de um blockbuster.
Claro que eu espero estar muito enganado...
Vejam o trailer e teçam suas próprias conclusões.



quarta-feira, 30 de dezembro de 2015

Perdido em Marte. O resgate de uma ótima ficção científica.


Por: Franz Lima. Curta nossa fanpage: Apogeu do Abismo

Marte é um planeta que cerceia os temores dos homens há muito tempo. Na ficção, ele é o lar de seres violentos, a esperança de um novo lar ou apenas algo inalcançável. Seja como for, a possibilidade de visitá-lo e tirar - acima de tudo - lições sobre sua história geológica é uma premissa que gerou várias obras sobre o assunto. Perdido em Marte também trata da ida do homem a Marte, porém com uma variável interessante: o que faria um ser humano caso ele ficasse só e sem recursos em um planeta inóspito, sem a menor possibilidade de resgate? O suicídio seria uma alternativa? A loucura o atingiria? A morte chegaria pela inanição? Como sobreviver em um lugar sem recursos a oferecer? 

Para responder às questões acima, o diretor Ridley Scott colocou uma equipe de exploradores em solo marciano. Lá, os pesquisadores colhem amostras de solo para experiências, enquanto uma equipe monitora as condições meteorológicas e suas variações de uma base. Por se tratar de um planeta praticamente inexplorado, as possibilidades de oscilações e mudanças climáticas existem e, infelizmente, uma dessas mudanças chega ao grupo de forma radical. Uma tempestade fortíssima de areia os atinge de forma brutal, levando-os a se evadirem do lugar. Durante a fuga, um dos tripulantes é atingido e dado como morto. E começa, literalmente, a aventura...

Nota: os primeiros 10 minutos do filme são confusos. Como o espectador tem pouquíssimo tempo para se acostumar a quem é quem na trama, fica difícil compreender o que está ocorrendo. A narrativa é linear, sem flashbacks, mas há momentos em que a confusão é instaurada, fato que ocorre pelos cortes bruscos entre o retorno dos astronautas à base e sua saída em direção à nave para a fuga. É preciso atentar bastante para não perder o fio condutor da trama...


Dando sequência à análise, o filme aborda, após o acidente, a tentativa de sobrevivência do astronauta Watney (Mark Whalberg). Um milagre o salvou da morte certa, o que não minimiza seus problemas, já que as rações para sobreviver são escassas e a possibilidade de cultivo em solo marciano nulas. Começa uma saga onde, literalmente, o homem lutará por sua sobrevivência.

As nuances que surgem no decorrer da jornada de Watney são inconcebíveis a uma pessoa comum. Falta de água, energia escassa, frio extremo, terreno inóspito, tempestades de areia e outros entraves. Por sorte, ele é botânico e começa a resolver seu problema de alimentação. Por azar, a única trilha sonora que deixaram foi um repertório de disco music. 
O que vocês verão a seguir é a união de um grupo para salvar um homem, assim como verão um homem que luta para manter a esperança. Ambas as lutas são difíceis, pois há um abismo incomensurável de distância entre a Terra e Marte. Tudo é difícil, o que não impede a permanência de um fator preponderante para um provável resgate: a esperança.


Há algo a ser observado durante todo o longa-metragem: a união de pessoas que querem salvar um único homem. Solidariedade e sacrifícios pessoais em torno de um único objetivo, de uma única vida. Líderes se expõem, cientistas dão seu melhor, pessoas comuns torcem para que o melhor ocorra. Não há nada mais bonito que ver diferenças sendo postas de lado em prol de uma vida. 

Muitas são as variantes para consolidar o resgate, mas é óbvio que eles irão até lá. Isso, entretanto, fica em segundo plano quando o assunto é a sanidade do astronauta. Watney passou longos dias em que apenas sua vontade de viver esteve ao seu lado. A solidão, tal como acontece em Náufrago, é uma companheira terrível. Lampejos de delírios e o medo do fim são constantes nos longos dias de Watney no planeta vermelho. Sem opções, ele se apega às pequenas esperanças que vão surgindo com o decorrer da trama. 

Não questione se é possível ou não sobreviver em um planeta distante e com mínimos recursos... essa não é a força-motriz do filme. O que fica após assistir Perdido em Marte é a certeza de que temos limites e, certamente, podemos ultrapassá-los. O que permanece na mente de quem assistirá esse drama é a convicção de que a inteligência humana pode ter limites quando restrita a um só homem, porém seu potencial é infinito ao se unir a outros. Cooperação é a palavra-chave do filme. Esperança é o que ganhamos após vê-lo.


Ao final do post, um guia visual do filme com os astronautas...

Elenco:

Matt Damon - Mark Watney
Jessica Chastain - Melissa Lewis
Jeff Daniels - Teddy Sanders
Michael Peña - Rick Martinez
Kristen Wiig - Annie Montrose
Kate Mara - Beth Johanssen
Sebastian Stan - Chris Beck
Sean Bean - Mitch Henderson
Aksel Hennie - Alex Vogel
Chiwetel Ejiofor - Venkat Kapoor
Benedict Wong - Bruce Ng
Donald Glover - Rich Purnell

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sexta-feira, 27 de março de 2015

Interestelar: análise de uma obra primorosa da ficção cientifica.


Por: Franz Lima

Interestelar é a superação de um gênero. A ficção científica foi desprezada por muito tempo por ser considera simples entretenimento. Entretanto, filmes como Gravidade e o próprio Interestelar mostram-se muito mais complexos e corretos cientificamente do que seus antecessores. Talvez o fato de não haver a ação desvairada e sem propósito de alguns filmes seja o motivo por trás do grande sucesso que esses dois filmes fizeram, em especial este que agora abordo.
 


A direção primorosa de Christopher Nolan (mais conhecido por seus trabalhos na trilogia Batman e A Origem) ganha força similar à de um buraco negro, principalmente por causa das interpretações marcantes de astros como Matthew McConaughey, Anne Hathaway, Michael Caine, Jessica Chastain e Wes Bentley, apenas para citar. O elenco, verdadeiramente, apresentou interpretações consistes, emocionantes e críveis que, somadas aos ambientes criados pela computação gráfica, tornam este longa-metragem um filme único.
 


A trama se resume à busca pela salvação de uma Terra condenada por um ciclo de alterações climáticas e uma drástica redução da população do planeta. Na busca de uma alternativa para colonizar outros planetas, o professor Brand (interpretado pelo genial Michael Caine) convoca sua própria filha, Cooper (McConaughey), Doyle (Wes Bentley) e Rom (David Gyasi). Juntos, eles irão buscar o desconhecido e enfrentar a solidão de uma forma que ninguém mais experimentou. Aliás, é dentro desse limbo que os universos (o conhecido e os desconhecidos) despertam o que há de mais humano nos tripulantes. Alguns abandonaram a família e outros partiram para tentar realmente salvar a Terra, mas nenhum deles estava preparado para a jornada que seguiria. 




Os roteiristas se destacaram e transformaram o filme em um épico pela inserção do elemento humano nele. Mesmo com toda a tecnologia, os efeitos e os cenários incríveis, é nas interpretações e nas emoções despertadas por elas que temos o ponto alto de Interestelar.

Desde o início somos levados a compreender uma realidade caótica, onde o fim de um planeta está próximo. Desde o início somos levados a gostar das personagens por sua força, pela gana de sobreviver. Este é um ponto interessante da trama: enquanto uns lutam para viver na Terra, os astronautas lutam para sobreviver ao insondável. Os dramas das duas realidades estão intrinsecamente ligados. Viajamos pelo espaço sem que nos desliguemos das pessoas de nosso planeta. 
Christopher Nolan conseguiu criar uma obra onde a emoção supera a ação, onde a inteligência de um roteiro muito bem escrito, pleno de ciência e teorias, consegue conviver harmoniosamente com as mais primais emoções do homem. Vocês irão acreditar em T.A.R.S. e se emocionarão com ele, sem que de nada importe o fato de ele ser uma máquina robótica. 
Sobretudo, Interestelar é uma preciosidade por nos levar a meditar, refletir, sobre a importância de nosso mundo, o valor que damos às pessoas que amamos e sobre nossa capacidade de sobrevivência. A tecnologia é um dos grandes trunfos deste filme, porém o elenco é a peça sem a qual nada teria ocorrido. Interpretações fortes, convincentes e emocionantes deram sustentação a algo que sempre questionamos: o que há além do que conhecemos?
Assista a este filme e prepare-se para pensar sobre o amor familiar, a solidão, a traição, a morte, a vida, o infinito que nos engloba e, principalmente, sobre a grandiosidade da fé, pois é pela busca da possibilidade de sobreviver que saímos de nossa pequenitude. Prepare-se para chorar e rir sem a vergonha de fazê-los.
Os méritos são muitos nessa obra cinematográfica que mudou minha visão de ficção-científica. Entretanto, os esforços deverão dos filmes futuros deverão ser redobrados para que não sejam uma pálida tentativa de chegar ao mesmo resultado de Interestelar. 
Este já é um clássico... pela coragem, direção, interpretação e o roteiro impecável. 
Poderia dissertar sobre os buracos de minhoca, viagem temporal, buraco negro, robótica, a infinitude das galáxias e muitos outros assuntos relacionados ao filme, porém o que mais importa é: este é um filme único! Creio que Albert Einstein teria ficado feliz em vê-lo...
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quinta-feira, 22 de maio de 2014

Resenha do filme de terror 'Mama': amor de mãe é eterno



Poucos são os filmes que realmente assustam. Infelizmente, a tendência é a de produções que abusam do gore, aqueles onde o excesso de sangue e violência beiram o mau gosto.
Sou um apreciador há longa data dos filmes do gênero, porém a frequência com que vejo tais filmes caiu, seja pela baixa qualidade das novas safras ou pelos enredos repetitivos e fracos.
Mas nem tudo são pesadelos...
Recentemente tive o prazer de assistir ao filme 'Mama'. Dirigido por Andrés Muschietti e produzido por Guillermo del Toro. Honestamente, a citação do nome de del Toro foi o fator que me levou a buscar conhecer a obra que, para mim, é uma das melhores dos últimos anos no gênero terror.

A trama


Basicamente não há muito de original na história. Um homem assassina sua esposa e leva as filhas para uma cabana no meio da floresta. Ao chegar lá, o desespero toma conta de sua mente quando percebe o erro que cometeu. Sem esperanças, o pai das crianças decide matá-las e, posteriormente, se matar. Mas há algo que não irá permitir essa atrocidade.
Cinco anos se passam. Um grupo de caçadores, contratado pelo tio das meninas, acaba por localizá-las na mesma casa na floresta. Tudo aponta para um final feliz... que está longe de ocorrer.
A partir daí, a reintegração das meninas ao âmbito familiar, a luta pela convivência pacífica entre elas, o amparo do tio delas e sua mulher, além da presença de uma entidade que jamais abandona as garotas, são uma pequena parte do que ocorre. Tudo envolto em mistério e medo...



Aparição

A narrativa leva a entendermos que a entidade acompanha as crianças, não importa para aonde vão. Entretanto, as formas como ela surge é que dão o tom de medo quase insuportável em muitas cenas. Outro ponto assustador é o convívio "normal" entre as garotas e a entidade que chamam de 'Mama'. Aos poucos percebemos que Mama é uma criatura possessiva, tal como uma mãe verdadeira. Ela irá lutar por suas 'filhas' com todas as forças. E o que não lhe falta é força.


Suspense

O ponto alto da trama não é o final. Ao contrário de muitos filmes que apostam tudo no fim (que ainda assim, nesse filme é ótimo), Mama prima pelo desenvolvimento de uma história coerente. Assim, logo somos levados a acreditar que a entidade realmente ama as meninas. Há uma interação entre as garotas e o fantasma que chega a - literalmente - assombrar. É suspense em quase todas as cenas, o que, novamente, me surpreendeu demais.


 Atuações

Percebi que a escolha do elenco ocorreu com base em uma seleção criteriosa. Atores famosos como Nikolaj Coster-Waldau que é o Jamie Lannister em Game of Thrones e Jessica Chastain, de Zero Dark Thirty são boas escolhas, mas a representação das meninas é o ponto alto do filme, principalmente a atriz Isabelle Nelisse. Podem acreditar que haverá momentos em que vocês irão ter pena da menina e, em contrapartida, a odiarão.
Mesmo para um filme de terror (onde geralmente os atores não são o que podemos chamar de concorrentes ao Globo de Ouro) a coerência dos atores é surpreendente.


Avaliação Final

Mama é a grata surpresa do terror atual. Contrariando a tendência dos filmes 'gore', onde o suspense é posto de lado em função do sangue jorrando, este longa-metragem abdica do comum para um agradável retorno às tramas macabras. Ponto positivo para o diretor e seu elenco que mostraram uma interação grande, sem que o estrelismo falasse mais alto. A direção de Andrés Muschietti mostrou competência e a produção de Guillermo del Toro certamente acrescentou muito ao filme.
Recomedado! 
Assista agora ao trailer: 



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