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Mostrando postagens com o rótulo Maldade

Suzane Richthofen e a justiça cega

Por: Franz Lima .  Suzane von Richthofen é uma bactéria resistente e fatal. Suas ações foram assunto por meses, geraram documentários e programas de TV. A bela face mostrou ao mundo que o mal tem disfarces capazes de enganar e seduzir. Aos que possuem memória curta, basta dizer que ela arquitetou a morte dos pais, simulou pesar no velório, sempre com a intenção de herdar a fortuna dos pais, vítimas mortas durante o sono. Mas investigações provaram que ela, o namorado e o irmão deste foram os executores do casal indefeso. Condenados, eles foram postos na prisão. Fim? Não. No Brasil, não. Suzane recebeu a pena de reclusão em regime fechado. Mas, invariavelmente, a justiça tende a beneficiar o "bom comportamento" e outros itens atenuantes, levando a ré ao "merecido" regime semi-aberto. A verdade é que ela ficaria solta, livre para agir e viver. Uma pessoa que privou os próprios pais do direito à vida, uma assassina fria e cruel, estará convivendo conosco, c...

Novo conto: Ouço.

Por:  Franz Lima . Qual o som do silêncio? Esta pergunta sempre ronda os que amam Alan, nascido como surdo-mudo. Ninguém jamais ouviu um som sequer vindo dele. Ele também jamais ouviu um único ruído. Mas havia algo que o fazia se tornar uma pessoa diferente: sua beleza. Desde pequeno o menino destacou-se por uma face quase angelical. Olhos de um azul muito claro, rosto perfeito e um sorriso que cativaria até o mais nefasto dos seres humanos. Não havia como não amar aquela criança e foi assim que o menino cresceu e transformou-se em um homem. Mas não há como narrar essa história sem destacar que o homem foi moldado à base de muita malícia. E o que poderiam esperar as pessoas de um indivíduo que teve tudo por ser 'especial'? Usando sua limitação física, Alan cresceu como um manipulador. Ele obtinha tudo que desejasse, bastando apelar para sua condição de surdo-mudo. Diante das pessoas, não ouvir ou falar eram condições torturantes, algo próximo do sofrimento absoluto e, ...

Conto: Inspiração.

Por:  Fra nz Lima Eu escrevo. A caneta flui em minha mão com uma velocidade incomum. As ideias também fluem, deixando-me desnorteado. Mas não há a menor possibilidade de interromper essa atividade. Nada poderá interromper esta missão. Nada. Meses atrás eu vagava por entre viadutos, inconformado com a vida. Meu estômago vibrava - literalmente - com a fome. Minha pele suja era uma clara indicação de que meus dias se passavam nas ruas. Essa era a sina de um catador de lixo, um mendigo. Como cheguei a esse ponto? Acredite, isso é irrelevante. Porém garanto que irá querer descobrir como saí. Sim, você irá.. . Como já citei, eu não era o mais afortun ado dos seres humanos. Privado de alguns benefícios que a maioria tem, entre eles a alimentação, v ag uei como um indigente  por ruas e becos, sobreviven do de forma não  muito digna. Entretanto, apesar d e tantos percal ços, minha mente ainda permanecia ativa. Havia uma ebulição de ideias que precisavam ser postas no p...