Por: Franz Lima Caso tenha imaginado que o cálice do título seja o tão famoso Graal, você acertou. Caso também tenha associado o cálice aos cruzados e irmandades, parabéns. Você acertou de novo. Pois, basicamente, é sobre isso que essa graphic novel retrata: a eterna (e já possuidora de milhares de versões) busca pelo cálice onde o sangue do Cristo crucificado foi coletado. Só para citar, eis duas obras que tem na trama a presença do Graal: Camelot 3000 e Indiana Jones e a última cruzada. Bem, se a trama é manjada, qual o propósito desta resenha? Evidenciar o óbvio não é mérito quando a análise de uma obra é feita. Assim, acalmo os atentos leitores e digo "Há méritos em O Cálice ". Primeiro, as ilustrações são muito bonitas. Há traços de arte contemporânea - algo próximo a Andy Warhol - com pinturas clássicas. Durante toda a história é possível ver o talento de John Van Fleet em cada cena retratada. O ponto alto desta arte está nas expressões faciais e na beleza...
"Um pequeno passo para o homem, mas um grande salto para o Abismo."