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sexta-feira, 17 de março de 2017

Salvat lança nova coleção de graphic novels do Homem-Aranha.



Já disse isso aqui antes, porém preciso frisar: o Homem-Aranha é o mais rentável e amado personagem da Marvel. Muitos podem não gostar das tramas do Amigão da Vizinhança, mas é indiscutível sua influência dentro da Casa das Ideias. 
Uma prova contundente da força que o personagem tem está nos cinemas. A luta para incluir o Aracnídeo no filme Capitão América: Guerra Civil levou os estúdios Sony e Marvel a um acordo. 
Além disso, o Aranha já esteve em quase todos os eventos épicos da Marvel e é um dos mais carismáticos, principalmente por conta de sua vida conturbada e, por vezes, comum.
Apesar de seus poderes, Peter Parker sofre, sonha, passa por problemas pessoais, perde e ganha como todos nós. Isso o aproxima do grande público.
Agora, a Salvat traz até nós uma coleção em capa dura, papel de alta qualidade e, principalmente, uma compilação das melhores histórias do Aranha escolhidas para agradar sua legião de fãs.
Além das histórias, cada edição trará os bastidores da trama, galeria de capas, esboços e entrevistas com os roteiristas e desenhistas. 
As quatro primeiras edições são estas: Caído entre os mortos, Percepções, A saga original do Clone e O mal no coração dos homens. 
Aparentemente a Salvat irá seguir o padrão de suas coleções anteriores, o que implica em dizer que teremos a primeira edição por R$ 9,90, a segunda por R$ 24,90 e as demais por R$ 39,90.

Curta nossas fanpages: Apogeu do Abismo e Franz Lima.








quinta-feira, 19 de maio de 2016

Aumento de preço da coleção DC da Eaglemoss gera protestos e petição.



Por: Franz Lima. Curta nossa fanpage: Apogeu do Abismo. #apogeudoabismo.

A Eaglemoss já lançou coleções de miniaturas de personagens da Marvel. Há pouco tempo os fãs da DC foram surpreendidos com o lançamento de uma ótima coleção de graphic novels com alguns dos mais pertinentes arcos de histórias do universo do Batman, Superman e cia.
Mas alegria de pobre dura pouco...
Em uma jogada - que já acontece há muito tempo na Planeta de Agostini - visando o lucro puro, a Eaglemoss está aumentado gradativamente os preços de suas publicações. As alegações vão desde o aumento do dólar até o preço do frete, mas é fato que isso é extremamente desagradável e desrespeitoso ao colecionador.


A coleção tem muitos atrativos tais como papel de alta qualidade, impressão impecável, capa dura, extras e histórias clássicas e as mais recentes tramas que marcaram os heróis e vilões da editora DC. Entretanto, mesmo com tanto apuro, até erros de grafia foram encontrados na primeira edição Silêncio, segundo o site da própria coleção:

No volume 1 Silêncio – Parte 1, foram constatados os seguintes erros, já corrigidos nos PDFs:

Na página 8, no primeiro balão, saiu grafado portas, quando o correto é pontas.
Na página 51, no último quadrinho, na manchete do jornal, o nome Olsen saiu grafado errado.
Na página 84, no segundo quadrinho do meio, a palavra quarteirões saiu sem o I.
Na página 85, no último balão do quadrinho maior, o correto é Clark e não Clary.
Na página 121, o nome de Lucius Fox saiu errado, assim como a grafia da palavra frustração.

Na página 132, no primeiro balão, faltou um R na palavra ficar.

Os erros acima foram, como já citado, corrigidos em pdf, porém o correto seria a substituição do exemplar pela edição sem erros. A editora resolveu disponibilizar somente as páginas erradas para download, fato que me leva a questionar: vamos imprimi-las e colar no lugar das erradas? Isso é descaso com o consumidor brasileiro e uma notável falta de planejamento e revisão.
Mas isso não é o pior. Diferente da coleção da Marvel, lançada pela Salvat, a Eaglemoss alavancou os preços iniciais de 34,99 para 39,99 e, agora, sobem novamente para 44,99. Desculpas à parte, o que impressiona e incomoda é o repasse ao consumidor de problemas que poderiam ser previstos. Para se ter uma ideia, o preço final da coleção com 60 edições ficará em torno de 2500 reais, caso não haja mais aumentos. 
Eu e muitos outros colecionadores não aprovamos essa ingerência e, assim, assinamos uma petição que solicita a redução do preços das edições, além de pedir que novos erros de grafia sejam evitados. Quer ajudar? Assine a petição clicando aqui

quinta-feira, 29 de janeiro de 2015

Resenha das edições de Planeta Hulk 1 e 2, da editora Salvat.


Por: Franz Lima.

Esta é uma das edições mais icônicas do Hulk. A trama aborda uma das maiores traições de maior impacto que li até hoje nos quadrinhos, arquitetada pelos Illuminati, um grupo constituído por Reed Richards, Tony Stark, Namor, Raio Negro e Doutor Estranho. Juntos, eles mandam o Gigante Esmeralda em missão fora da Terra, mas a verdade é que por trás disso tudo estava, infelizmente, o banimento do Hulk (não aprovado por Namor).  A nave que o levara para a missa fora programada para enviá-lo a um longínquo e calmo planeta onde, presumivelmente, a paz finalmente englobaria o monstro.
Mas é nos detalhes que o demônio se esconde...

O Êxodo forçado leva o Golias a um planeta, porém bem diferente daquele imaginado por seus algozes. Lá, Hulk se vê diante de uma nova Roma Imperial, um lugar onde a violência rege e a escravidão ainda é lei. Mas estamos falando do Hulk, certo? O que poderia intimidar ou parar o mais temido herói da Terra? Alguns “pequenos” detalhes surgem, sendo responsáveis pelo curvar do Hulk.
Frente a um universo novo, repleto de criaturas tão poderosas quanto ele, o ex-Vingador descobre que é preciso aprender a sobreviver. Preso, torturado e limitado por um artefato que o obriga a obedecer, o Hulk é transformado em um objeto de entretenimento para um público sedento de sangue.
Assim como ocorreu no filme Gladiador, de Ridley Scott, o que vemos em Planeta Hulk é a verdadeira jornada do herói. O monstro se transforma em esperança conforme as agruras vão lhe moldando o caráter. Essencialmente, há a metamorfose de uma criatura indomável para um líder tribal. A jornada em questão diz respeito aos ritos de passagem que moldaram o Gigante. O roteirista nos leva a crer que esta foi uma espécie de purgatório, uma senda que é indispensável para mostrar as duas faces de uma moeda cuja cara já era do conhecimento do Hulk, porém ele nunca vira a coroa.
Mas um épico precisa de coadjuvantes e é aí que entra um grupo de párias, também escravos, que se tornam aliados do Hulk. Óbvio que as diferenças geram alguns entraves iniciais, porém nada que os impeça de enxergar que, juntos, são mais fortes. Esse pacto é forte a ponto de transpor mundos e crenças.



Em meio a tantos danos e agruras está faltando citar a fonte de tamanho caos: o Imperador, o temido Rei Vermelho. Este é outro ponto muito próximo à visão de Ridley. O Imperador é uma criatura fraca em sua essência, que se vale de uma armadura e seu exército para impor o medo. Commodus, no filme Gladiador, é um bom lutador, mas nada que mereça destaque. Sua maior qualidade é o dom de manipular o medo de um povo oprimido. Isto também ocorre em Planeta Hulk, talvez com mais crueldade ainda. O Filho de Sakaar, como é conhecido o Imperador, governa pela morte. Tribos são exterminadas para seu prazer. Escravos são jogados em arenas para sua diversão. Essencialmente, ele é um tirano que arquiteta sua manutenção do poder ao preço do fim de incontáveis vidas... até a chegada do Golias Verde.
O escravo e seu mestre são postos em uma mesma arena para lutar. Entretanto, como anteriormente dito, o Hulk está sob o controle de um dispositivo que o impede de reagir à altura. Mesmo assim eles combatem em igualdade de condições, até que ambos são feridos no rosto. Derrotado, o Hulk e seus companheiros de escravidão são mandados para uma prisão cujos trabalhos forçados e os monstros que lá vivem, provocam a morte da maioria de seus condenados.

Desconsiderem, por favor, a animação com o mesmo nome. Ela tem um tom bem mais brando e coloca no lugar do Surfista Prateado uma versão do Thor. A graphic novel é infinitamente melhor. 


Só que estamos falando de um dos mais poderosos seres do universo Marvel...
O que vocês verão a partir daí é uma ascensão fantástica, onde a raiva incontrolável é balanceada por um senso de sobrevivência e justiça. Essa “evolução” também ocorre com um dos aliados do Hulk.
A verdade é que o roteirista Greg Pak bebeu de muitas fontes e, felizmente, soube conciliá-las com a mitologia do Gigante Esmeralda. Essencialmente, seu trabalho ganhou ares de um clássico quando unido ao traço de Carlo Pagulayan, responsável por captar com brilhantismo as cenas de ação e ódio indescritíveis e, em contrapartida, os momentos – breves – de paz e amor que Hulk (e Banner) viveram.
Agora, se não quiserem ler um Spoiller nível máximo, parem por aqui...


Não pararam? Ok. Agora é por sua conta e risco.
Hulk consegue derrotar o tirano Rei Vermelho, o Imperador de Sakaar. Ele também obteve o coração da principal guerreira do Rei, Caiera, a Fortaleza. Juntos, Caiera e o Holku (como também é conhecido) tornam-se rainha e rei de Sakaar, trazendo a paz de volta ao planeta. Mas é sobre o Hulk esta história e, como sempre, os finais felizes não são algo a se pensar.
Um núcleo de dobra da nave que o exilou tem seu motor comprometido. Apesar da paz e da reconstrução da cidade e das vidas no planeta, este problema gera uma explosão de nível nuclear, o que provoca a morte de milhões de seres, incluindo a rainha Caiera.
Alguns sobreviventes aparecem. Entre estes os aliados de Hulk, seus companheiros do Pacto de Guerra. Diante de tal desolação e com o coração corrompido por um ódio nunca sentido, Hulk e seus aliados partem para a Terra. É hora da vingança. É hora de mostrar que nada, nada na Terra pode parar um monstro que bebeu, brevemente, da fonte da felicidade e a teve roubada.

É hora do Hulk contra o Mundo. Mas esta é uma história a ser contada aqui... em breve.
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segunda-feira, 14 de julho de 2014

Resenha de Ultimate Homem-Aranha: Poder e Responsabilidade.


Por: Franz Lima
 
Este é o vigésimo segundo volume da coleção oficial de Graphic Novel da Marvel, lançada pela Salvat. O primeiro volume também teve a presença do Aracnídeo, mas é bom relembrar que isto não foi coincidência, pois a publicação de forma desordenada das edições é parte da estratégia de vendas da editora. Claro que a publicação de Homem-Aranha: de volta ao lar também não foi coincidência, já que sabemos que o personagem mais carismático (carisma = vendas) da Marvel é o Aranha.

O início (de novo)

Poder e responsabilidade é o título mais óbvio possível para quem conhece o herói aracnídeo. Afinal, "com grandes poderes vem grandes responsabilidades" é a frase mais conhecida do universo do Aranha. 
A trama,  confesso, mesmo sendo uma espécie de recomeço para a nova geração não acrescenta nada a quem já lê as aventuras há tempos. E isso é uma óbvia manobra para captar leitores jovens, fato que já ocorre desde o início dos tempos. 
Caso você seja um destes leitores cenozóicos, assim como sou, pode aguardar absolutamente a mesma trama que já foi tantas vezes reproduzida em outras histórias do Aranha. Mas, alguns questionariam, isso é ruim? Eu diria que não, porém é válido frisar que eu dispenso essa HQ. Mais: essa trama não me incentivaria, de forma alguma, a continuar lendo o universo Ultimate. 
Quais foram os critérios que deram tanta popularidade a Poder e Responsabilidade são uma incógnita para mim. Ela pode atrair novos leitores, porém jamais passará de outro "recomeço" para o mais popular elemento da Marvel.
Por fim, pouco resta a dizer sobre esta graphic novel. Vocês verão os mesmos personagens de Spider Man, mas com visuais diferentes e com pequenas nuances que os diferem dos originais. 
Claro que a presença de uma linguagem mais atual (incluindo o uso de smart phones e outros aparatos tecnológicos recentes) é voltada para um novo público, mas - definitivamente - eu considero essa repaginação como algo apelativo, voltado apenas ao lucro.
Obviamente que a continuidade desse arco e o futuro do universo Ultimate se mostraram mais produtivos e bem elaborados, contrariando esse recomeço fraco e desnecessário para o Homem-Aranha.

sexta-feira, 9 de maio de 2014

Motoqueiro Fantasma: estrada para a danação. Uma prova de que terror pode ser feito em quadrinhos


Por: Franz Lima

Já vi muitos personagens sombrios receberem uma abordagem equivocada. Alguns foram retratados com nuances de bondade, fato suficiente para afastar quem deseja ler algo mais sinistro. Em outros casos, mesmo mantida a essência maligna da personagem, não é possível crer na trama mal elaborada. Não é por ser uma história com sobrenatural ou medo que o absurdo terá sua vez.

Drácula, demônios, zumbis e outros elementos clássicos do cinema, quadrinhos e literatura já receberam várias versões caricatas, fúteis ou equivocadas. Esse era meu temor ao pegar a graphic novel " Motoqueiro Fantasma: estrada para a danação". Uma parcela desse temor se deveu aos péssimos filmes dele, outra a algumas histórias mais simples que já havia lido e, por fim, pelo próprio desconhecimento do autor e do desenhista.

O início da trama me remeteu ao saudoso Spawn. Calma, isso passou rápido. Na verdade, o que logo percebi é que Spawn é um conto de fadas diante de 'Estrada para a danação' história que não poupa o leitor de assassinatos, possessão, criaturas infernais e outras peculiaridades do universo do Motoqueiro. Na verdade, sequer as crianças são poupadas.


A trama não tem elementos inovadores em sua essência. Basicamente nos deparamos com o Motoqueiro aprisionado no inferno, onde diariamente ele busca a fuga - sem sucesso - e paga um alto preço por sua ousadia.
Paralelamente a isso, os leitores são apresentados a duas criaturas antagônicas: um anjo e um demônio. Aparentemente não há grandes inovações nesse previsível duelo de inimigos, mas uma visão mais próxima dos dois irá gerar dúvidas sobre quem é mal e quem é bom. 
Algumas passagens tem ótimas doses de humor negro. Outras, entretanto, mostram o quanto é fácil transpor para os quadrinhos a malignidade de um universo tão vasto quanto o do Motoqueiro. Crianças, grávidas, velhos... nada é poupado do mal que assola essa trama. A violência atinge níveis consideráveis, até para quem está habituado com o padrão Quentin Tarantino de qualidade.
Outro ponto interessante está nas motivações dos personagens. Uns cumprem com seus deveres (como o anjo e o demônio), outros são postos inadvertidamente no caos (quase sempre isso é fatal) e há os que são coadjuvantes de um modo especial, como é o caso da secretária do empresário satanista.


A danação.

Outro ponto claro da narrativa é a danação de que trata o título. Johnny Blaze é condenado a vagar pelo inferno em busca de uma fuga. Mas ele jamais consegue e, por isso, seu tormento parece não ter fim. Fugir é a motivação de sua existência, mas o fim da história lhe dará uma nova motivação.
Arte e rock.

Recomendo a leitura dessa revista. Ela é um entretenimento ótimo e cumpre com aquilo que nós, leitores, esperamos de uma aventura do Motoqueiro Fantasma. Ação, violência, sangue em profusão e um homem amaldiçoado por um pacto são marcas dessa graphic novel. 
Para terem uma idéia do quanto gostei, eu a recomendei ao Eduardo Spohr, já que a HQ tem na trama o eterno combate entre o bem e o mal, agora representados por Anjos e Demônios.
Claro que o Motoqueiro é o elemento que põe o equilíbrio dessa guerra em xeque. 
As ilustrações são incríveis, lembrando bastante o Spawn de Todd McFarlane. Para degustar essa trama, nada melhor que um bom rock. 







segunda-feira, 16 de dezembro de 2013

Thor: o renascer dos deuses. Resenha da graphic novel indispensável aos fãs do asgardiano.


Por: Franz Lima.
Caution: spoilers, ainda que leves!

Tenho que confessar: fiquei muito tempo sem acompanhar as edições regulares de alguns títulos da Marvel e da DC. Mas esperava recuperar parcialmente esse tempo com as edições das graphic novels que a Salvat continua lançando.

São muitas novidades, ainda que tardias. Thor, o renascer dos deuses, é uma dessas gratas surpresas que já estão enraizadas na mitologia do herói e que, infelizmente, eu desconhecia.


A trama é simples, porém ganhou ares de algo muito maior por causa das belas ilustrações de Olivier Coipel e do roteiro bem elaborado de J. Michael Straczynski. O renascer dos deuses é um título que dispensa maiores comentários, pois é basicamente isso: os deuses que foram destruídos pelo Ragnarok podem ser trazidos novamente à vida. A explicação para esse “ressuscitar” é convincente e teve uma abordagem diferenciada, poética. 

O primeiro desses deuses a retornar não poderia ser outro além de Thor. Entretanto, a participação do doutor Blake nesse retorno é imprescindível, o que gerou uma maior importância do personagem, antes relegado ao segundo plano. 

E ele disse: volte à vida. E Thor voltou a caminhar entre os mortais...

O retorno de Donald Blake e seu alter ego está muito interessante e bem abordado. Blake e Thor são faces de uma mesma moeda e é essa humanidade que tornou um deus em algo mais cativante para o leitor. Os dramas vividos por ambos convencem, principalmente por conta da solidão do deus asgardiano entre nós, mortais. É por esse motivo que Thor começa sua busca pelos outros deuses adormecidos, após reconstruir de forma gloriosa Asgard, agora literalmente em terreno americano.

É nesse ponto que Straczynski obteve sua melhor ideia: a busca pelo mundo dos deuses que estão escondidos entre humanos, porém sem ciência de tal divindade. A procura por eles nos leva à África ainda à mercê de milicianos e a miséria quase total. Também nos deparamos com uma Nova Orleans pós-Katrina, desolada e esquecida, repleta de pessoas que lutam pela sobrevivência em meio ao caos. Cada um dos deuses revividos é uma surpresa. 

Durante os intervalos para essas buscas, Thor continua vivendo em Asgard, agora localizada num território do interior dos EUA. Esses intervalos garantem boas doses de humor, sem deixar que isso interfira no clima pesado de solidão do deus do trovão. Outro ponto forte abordado nessa graphic é o reencontro de Thor e o Homem de Ferro. Para situar, essa história se passa após a saga Guerra Civil, onde o asgardiano foi traído por Stark. Quando os dois se confrontam novamente, Thor mostra a verdadeira extensão de seus poderes, sem se poupar.


Não cabe aos deuses decidir se o Homem existe ou não... cabe ao Homem decidir se os deuses existem ou não.
 
Os traços de Olivier são bons demais, porém deram um tom mais rústico para o deus do trovão, contrariando a atual tendência de caracterizá-lo como um modelo. Na minha opinião, esse visual mais bruto, quase Cimeriano, proporcionou maior seriedade ao personagem. Quanto à história em si, não concluída nesta graphic novel, muitas surpresas surgem por conta da imaginação de Straczynski, o que garantiu um fôlego extra ao personagem e seu universo fascinante.

Enfim, Thor: o renascer dos deuses, é uma obra indispensável para quem já curtia as histórias do deus do trovão, e ainda recomendada para quem está começando a conhecer um pouco mais do personagem que voltou à mídia com os dois filmes solo e o longa-metragem 'Vingadores'. A trama tem coerência, está consistente e tem boas passagens que garantirão ao leitor muito mais que mero entretenimento. 




quarta-feira, 25 de setembro de 2013

X-Men: Superdotados. Resenha da segunda edição da coleção Salvat/Panini


Por: Franz Lima.
O segundo volume da série encadernada de clássicos da Marvel traz uma marcante história da equipe mutante. Relembro que até os acontecimentos dessa graphic novel, os mutantes estavam divididos em dois grupos comandados por Wolverine e Emma Frost.
O ponto de partida é o retorno de Kitty Pride à mansão sede dos X-Men. Kitty irá compor o grupo docente responsável por doutrinar novos mutantes. 
Muito cedo já é possível perceber os confrontos entre a antiga Rainha Branca do Clube do Inferno e a Lince Negra. Esta é uma das passagens onde as duas se 'confrotam' já na apresentação de Kitty aos novos alunos da Escola:

Emma Frost: - Esta, crianças, é Kitty Pride, que aparentemente sente necessidade de fazer uma entrada triunfal.
Kitty Pride: - Desculpe. Estava ocupada me lembrando de vestir toda a roupa.
Emma Frost: - Estou imensuravelmente feliz que tenha vindo.

Mas o sarcasmo e a ironia não são as únicas ferramentas com as quais se valeram John Cassaday e Joss Whedon. A arte tem um traço mais realista e há passagens onde a narrativa se aproxima de nosso cotidiano, fatores que levam o leitor a simpatizar, interagir com os heróis. É pelo visual e o tema menos caricatos e muito mais 'realistas' que a história se destaca das demais.
Joss retorna a um tema polêmico no universo mutante: uma cura artificial para as mutações. Inicialmente o leitor poderá não entender a proposta de quem a criou, porém Cassaday e Whedon mostrarão mutações que necessitam de algo para minimizar ou extirpar os estragos... 
Outro ponto sutilmente abordado - e muito atual para nós, brasileiros - é a "cura" gay.
A ideia de uma suposta cura para os mutantes foi também utilizada em um dos filmes da trilogia dos X-Men. Entretanto, a dose de realismo está bem melhora nesta graphic novel, onde uma parcela do mal que uma mutação pode provocar é mostrada na figura de uma garotinha.
Enfim, resta citar o vilão. Ele ostenta um mistério sobre sua origem e quais os motivos que o levaram a atacar a equipe, fatos que não atrapalham o fluxo narrativo, porém o tornam um pouco vago como antagonista. Com o surgimento desse inimigo, duas surpresas irão intervir a favor dos X-Men.
Ponto positivo para o uso de flashbacks e as notas explicativas do editor brasileiro.
Sem mais a citar, volto a recomendar a aquisição desta coleção que é sucesso em vários países. Abraços a todos e uma ótima leitura...


domingo, 22 de setembro de 2013

Homem-Aranha: de volta ao lar. Resenha da Graphic Novel lançada pela Salvat.



Por: Franz Lima


Essa é uma história do Aranha que me surpreendeu positivamente. Não leio há algum tempo algo tão legal do herói, talvez motivado pelas péssimas fases de alguns escritores que não souberam trabalhar com o carismático herói.

Em 'De volta ao lar' - título, aliás, corretíssimo - somos colocados frente a um Peter Parker mais maduro e preocupado com os problemas que ele pode solucionar, não seu alterego. Peter passou por fases bem complicadas, incluindo a separação de Mary Jane. Mas a vida segue...
Paralelamente a isso, uma entidade de extremo poder está a caminho de Nova Iorque. Dotada de um instinto assassino sem precedentes (lembrei da frieza de Doomsday, o carrasco do Superman), o maligno Morlun tem um único propósito: matar o Homem-Aranha. E nada pode impedi-lo.
Nesse intervalo surge um anjo na vida de Peter, o rico e poderoso Ezekiel. Ligados por um destino muito similar, ambos precisam unir forças contra o mal que se aproxima de forma irrefreável.
As cenas de ação são magníficas e extremamente bem ilustradas por John Romita Jr. Destaque para a passagem onde ocorre a tentativa de massacre em uma escola, parte que comprova o quanto o personagem pode render positivamente desde que bem escrito (e J. Michael Stractzinsky o fez magnificamente). Ler essa edição me alertou ainda mais sobre o quanto o filme 'O Espetacular Homem-Aranha' foi fraco.
Enfim, para evitar spoilers, resta recomendar que leiam a edição que foi lançada pela Panini/Salvat por três motivos: a história em si, o acabamento e o preço excelente (só 10 pratas). Sim, já ia esquecendo de citar que o material extra da edição também é de altíssimo nível com sketches, biografia dos autores e muito mais.



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