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sábado, 12 de novembro de 2016

Diferenças entre Ciclovia, ciclofaixa, ciclorrota e espaço compartilhado


Curta nossa fanpage: Apogeu do Abismo.

Este texto foi publicado originalmente no site Vá de Bike, cujo conteúdo é voltado para alertar sobre os problemas que atingem os ciclistas, aconselhar pedestres, motoristas e instruir os que não conhecem as legislações que abrangem os usuários de bicicletas como meio de transporte. Há outras matérias pertinentes sobre o mundo dos ciclistas e suas peculiaridades que irão interessar os que já praticam a modalidade e incentivar os que não estão inseridos nessa prática saudável.

Ciclovia: isolada fisicamente dos automóveis
Ciclovia
É um espaço segregado para fluxo de bicicletas. Isso significa que há uma separação física isolando os ciclistas dos demais veículos. A maioria das ciclovias de orla de praia são exemplos de vias segregadas.
Essa separação pode ser através de mureta, meio fio, grade, blocos de concreto ou outro tipo de isolamento fixo. A ciclovia é indicada para avenidas e vias expressas, pois protege o ciclista do tráfego rápido e intenso.


Ciclofaixa
É quando há apenas uma faixa pintada no chão, sem separação física de qualquer tipo (inclusive cones ou cavaletes). Pode haver “olhos de gato” ou no máximo os tachões do tipo “tartaruga”, como os que separam as faixas de ônibus.
Indicada para vias onde o trânsito motorizado é menos veloz, é muito mais barata que a ciclovia, pois utiliza a estrutura viária existente.
Ciclorrota
De uso mais recente, o termo ciclorrota (ou ciclo-rota) significa um caminho, sinalizado ou não, que represente a rota recomendada para o ciclista chegar onde deseja. Representa efetivamente um trajeto, não uma faixa da via ou um trecho segregado, embora parte ou toda a rota possa passar por ciclofaixas e ciclovias.
As Ciclorrotas do Brooklin, Lapa e Mooca, em São Paulo, são exemplos dessa infraestrutura, que está contida em um tipo de implementação mais abrangente chamado Bicycle Boulevard
Foi realizado na cidade de São Paulo um mapeamento de rotas para ciclistas, que tem servido de base para as ciclorrotas mais recentes. 

Ciclovia operacional
Faixa exclusiva instalada temporariamente e operada por agentes de trânsito durante eventos, isolada do tráfego dos demais veículos por elementos canalizadores removíveis, como cones, cavaletes, grades móveis, fitas, etc.
As Ciclofaixas de Lazer, montadas aos domingos em várias cidades, são tecnicamente ciclovias operacionais, já que são temporárias e têm sua estrutura removida após o término do evento semanal.
Espaço compartilhado
O tráfego de bicicletas pode ser compartilhado tanto com carros quanto com pedestres. Mas vamos nos ater ao compartilhamento da via com os veículos motorizados, pois essa é a grande luta dos cicloativistas hoje.
Pela lei, quando não houver ciclovia ou ciclofaixa, a via deve ser compartilhada (art. 58 do Código de Trânsito). Ou seja, bicicletas e carros podem e devem ocupar o mesmo espaço viário. Os veículos maiores devem prezar pela segurança dos menores (art. 29 § 2º), respeitando sua presença na via, seu direito de utilizá-la e a distância mínima de 1,5m ao ultrapassar as bicicletas (art. 201), diminuindo a velocidade ao fazer a ultrapassagem (art. 220 item XIII).
Mesmo tudo isso estando na lei, muitas pessoas ainda acreditam que a bicicleta não tem direito de utilizar a rua. E são essas pessoas que colocam o ciclista em risco, passando perto demais, buzinando e até mesmo prensando o ciclista contra a calçada. Também não compreendem o ciclista que ocupa a faixa, sendo esse o comportamento mais seguro (e recomendado pela CET) pois dessa forma a bicicleta trafega como o veículo que é, ocupando o espaço viário que lhe é de direito.
Fazer entender que a rua é de todos, que o espaço público deve ser compartilhado, que as bicicletas também transportam pessoas que têm família, amigos, filhos, amores, é hoje muito mais importante que exigir ciclovias aqui e ali, que só serão úteis dentro de um plano cicloviário completo e integrado abrangendo toda a cidade, contemplando ciclovias, ciclofaixas, espaços compartilhados com carros ou com pedestres e ciclo-rotas sinalizadas.
O que mais precisamos é respeito.

domingo, 24 de maio de 2015

O que acontecerá ao Rio de Janeiro após o término das Olimpíadas?


Olá, amigos leitores. Este texto é uma forma que encontrei para expressar os temores que me atormentam. Por ser morador do Rio de Janeiro, cidade-sede das Olimpíadas, outrora uma das mais violentas do mundo, passei a refletir sobre o que será desta cidade e do país após o término do "carnaval" que foi a Copa e será, brevemente, o advento das Olimpíadas.
Vamos, primeiramente, observar as melhorias voltadas para estes eventos esportivos e suas efetividades:

UPP

As Unidades de Polícia Pacificadora foram uma forma encontrada pelo governo para controlar uma guerra que faz parte da realidade do carioca há décadas.
Fruto de governantes despreparados, corruptos e que ganhavam com o tráfico e a violência, a segurança pública foi motivo de piadas no Rio. Jornais sensacionalistas exibiam corpos calcinados ou decapitados e policiais e bandidos crivados de tiros. Isso, não duvidem, vendia e continua vendendo muito. A violência era tanta que em muitas favelas os moradores comemoravam o assassinato de policiais, pois o apoio que eles recebiam era dado pelo tráfico, não pelo governo Estadual ou a Prefeitura.
Foram décadas de descaso com a segurança. Criou-se uma política de isolamento da violência, onde o policial evitava entrar na favela para não gerar conflito com o bandido. Sendo assim, o marginal ficava em seu gueto, negociava drogas e armas em paz e, em contrapartida, o índice de violência não subia, já que os confrontos ocorriam menos.
Este cenário, ainda que ridículo, ocorria em todo o país, mas principalmente no Rio de Janeiro. Policiais nunca tiveram apoio por parte do governo. Salários baixos, material sucateado, armamentos defasados... esta era a realidade de quem se expunha para combater o crime. Milhares de pais e mães fardados morreram diante de uma guerra que foi criada por políticos e empresários corruptos e malignos, cujos lucros eram incessantes. A violência e o temor foram ferramentas de domínio por muito tempo, seja no Rio de Janeiro ou em outros estados brasileiros.
Então, "miraculosamente", uma mente brilhante resolve adotar um sistema já existente em outro país. Criou-se as UPP. Estas Unidades são compostas por policiais (em algumas localidades também há militares das Forças Armadas) que ocupam áreas antes dominadas pelo tráfico. A criminalidade caiu muito nestas regiões agora dominadas pelas UPP, fato. Entretanto, observemos que estas ocupações ocorreram em regiões privilegiadas, seja por serem localidades onde o padrão de vida é mais alto, seja por serem bairros onde acontecerão os eventos olímpicos ou próximos deles.
Dúvida? Então vejamos os gráficos de ocupação das UPP e os bairros onde ocorrerão os eventos das Olimpíadas:


E eis as localidades escolhidas para sediar as competições dos Jogos Olímpicos (fonte Wikipedia):
InstalaçãoDesportosBairroRegião
Golfe Reserva MarapendiGolfeBarra da TijucaBarra
Arena Olímpica do Rio POGinástica artística, rítmica e trampolim
Centro Aquático Maria Lenk PONado sincronizado e saltos ornamentais
Centro Olímpico de Tênis POTênis
Estádio Olímpico de Desportos AquáticosPONatação e polo aquático
Hall Olímpico 1 POBasquetebol
Hall Olímpico 2 POJudô e lutas
Hall Olímpico 3 POEsgrima e taekwondo
Hall Olímpico 4 POHandebol
Velódromo Olímpico do Rio POCiclismo (pista)
Riocentro – Pavilhão 2HalterofilismoCamorim
Riocentro – Pavilhão 3Tênis de mesa
Riocentro – Pavilhão 4Badminton
Riocentro – Pavilhão 6Boxe
Arena de DeodoroBasquetebol e pentatlo moderno (esgrima)Vila MilitarDeodoro
Arena de Rugby e Pentatlo ModernoPentatlo moderno (hipismo e evento combinado) e rugby
Centro Aquático de Pentatlo ModernoPentatlo moderno (natação)
Centro Nacional de HipismoHipismo
Centro Nacional de Tiro EsportivoTiro esportivo
Centro Olímpico de HóqueiHóquei sobre a grama
Centro Olímpico de BMXCiclismo (BMX)
Estádio Olímpico de Canoagem SlalomCanoagem (slalom)
Parque Olímpico de Mountain BikeCiclismo (mountain bike)
Estádio Olímpico João HavelangeAtletismoEngenho de DentroMaracanã
SambódromoAtletismo (maratona) e tiro com arcoCidade Nova
Estádio do MaracanãFutebol (finais) e cerimônias de abertura e encerramentoMaracanã
Ginásio MaracanãzinhoVoleibol
Parque Aquático Júlio DelamarePolo aquático
Estádio de CopacabanaVoleibol de praiaCopacabanaCopacabana
Forte de CopacabanaNatação (maratona aquática) e triatlo
Lagoa Rodrigo de FreitasCanoagem (velocidade) e remoLagoa
Marina da GlóriaVelaGlória
Parque do FlamengoAtletismo (maratona e marcha atlética) e ciclismo (estrada)Flamengo

Compreendem o que isto quer dizer? Eles estão protegendo regiões onde houve os jogos da Copa e onde ocorrerão os Jogos Olímpicos. É preciso manter a segurança das comissões e dos representantes dos países que participarão das Olimpíadas. Porém, para que isso ocorra, é preciso minimizar a violência de forma radical, remover os criminosos de forma literal. Eis as UPP.
Em diversas favelas a ocupação ocorreu através de avisos antecipados sobre a invasão. Sim, a notícia de que o BOpE, Fuzileiros Navais, Polícia Civil e sabe-se lá quem mais iria tomar o "morro" chegou aos traficantes. Obviamente que morrer não é uma opção para ninguém e, sendo assim, ocorreu o Êxodo de marginais das regiões ocupadas para a Baixada, Região dos Lagos e demais áreas ainda não ocupadas.
A violência diminuiu onde há UPP? Claro. Porém pergunte a quem mora longe dessas regiões sobre a segurança e a violência. Em um gráfico X-Y, onde "X" é a segurança e "Y" a violência, vocês veriam um xis decadente e, em contrapartida, um ípsilon em ascensão ininterrupta. Houve uma migração de bandidos. Prisões foram mínimas, apreensões de armas e drogas idem.
As UPP são parte da solução do problema de segurança no Rio de Janeiro e podem ser aplicadas a outros estados onde a violência também ocorre. Contudo, o gerenciamento equivocado destas ocupações, o envio de tropas cujo preparo está sendo acelerado para ter quantitativo, não qualidade, trará consequências. O policial tem que lidar diariamente com pessoas que criaram uma mentalidade de medo diante da farda, algo que não irá mudar da noite para o dia. Acrescente a isso um salário baixo (acha muito, então diga-me quanto você cobraria para expor sua vida à possibilidade de morte), treinamento inadequado para lidar com o público e, ainda, a onda de violência contra policiais. Noticiários exibem diariamente a perda de um combatente diante do tráfico que insiste em não cair. Até um militar do Exército já foi abatido.
Enfim, o que ocorrerá com o Rio de Janeiro após o término das Olimpíadas? As UPP serão usadas como moeda de troca, com fins eleitoreiros? O Governo sabe que muitos policiais estão migrando para outras áreas com melhor remuneração, mais segurança e distante desta triste realidade? Quais os incentivos reais para que um policial continue fazendo parte do contingente de uma UPP?
Honestamente, eu vejo a violência avançar gradativamente, retomando seu espaço. Assim que a Tocha Olímpica for enviada para a nova cidade-sede, infelizmente, o caos pode retornar à cidade maravilhosa.

Transporte

A locomoção do carioca está cada vez mais complexa. Temos uma das mais bizarras vias de acesso a uma cidade que já vi no mundo, a Avenida Brasil. Caótica como o país que lhe deu o nome, a sinistra avenida é a principal via de acesso à rodoviária, Baixada, Niterói e Centro da cidade. Lá, registramos engarrafamentos diários que minam as forças do trabalhador. Some-se a isso um índice de violência gritante, pois as cercanias da mesma são tomadas por áreas de conflito ou são ermas.
Há inúmeros planejamentos de ampliação, melhorias e modernização. Há planos de tornar este acesso mais seguro, seja para o carioca ou para o turista. É algo imprescindível, óbvio, porém ainda não compreendo o porquê de isso só ocorrer agora, às vésperas de outro evento internacional. Por que não fizeram isso tudo antes, com tempo e menor constrangimento para o morador? Governos e mais governos passaram sem que nada ocorresse. Então, agora, tudo tem que ocorrer em tempo recorde. Não importa o desconforto, o sofrimento ou as quatro ou cinco horas que o cidadão levará para chegar em sua casa. Afinal, em um futuro próximo seremos detentores de monotrilhos, BRT, BRS e sabe-se lá quantas outras siglas virão. O que conta, efetivamente, é o sucesso dos Jogos Olímpicos.
Grades do BRT destruídas
A cidade está um caos com incontáveis engarrafamentos. Frotas de ônibus ainda contam com uma enorme quantidade de veículos sem ar-condicionado (tivemos um dos mais desgastantes verões que se teve notícia até o momento) e desconfortáveis, isso sem contar com as tarifas altas, não condizentes com a qualidade do serviço oferecida.
Mas o futuro é promissor. Tudo passará e a cidade será uma das mais belas e acessíveis do mundo, dotada de um sistema de transporte público ímpar... Será? Bem, os investimentos estão quase tão altos quanto o que foi roubado na Petrobras. Os transtornos a que o carioca se submete diariamente estão acima até de uma cidade do porte de São Paulo. Hoje, chegar ao lar se tornou um martírio. Eu espero que todo esse sofrimento seja justificado. Apoio tais reformas e sei de sua importância, porém ainda não entendi o motivo para que isso só ocorresse após o anúncio do Rio como a capital da Copa do Mundo e das Olimpíadas.
Definitivamente, a capital carioca tem muito a melhorar no transporte. Entretanto, as melhorias que estão acontecendo - principalmente as que durarão mais - são as das áreas mais necessárias aos turistas e às comitivas olímpicas. Assim como as UPP, o VLT e as ampliações de ruas, recapeamento, modernização e outras melhorias são mais visíveis em áreas privilegiadas como o Centro da cidade, Zona Sul, Barra da Tijuca...
Coincidência ou não, os lugares onde haverá disputa pelos jogos Olímpicos recebem prioridade, ao passo que a Baixada, região dos Lagos e outras áreas afastadas têm obras, não nego, porém a qualidade do que lá é feito está muito abaixo das regiões "olímpicas". Uma prova disso é o desgaste que algumas pistas dos BRT apresentam, isso sem falar na pouca fiscalização que já gerou algumas mortes por atropelamentos, algo que dificilmente ocorrerá em Copacabana ou um lugar similar.
Infelizmente, a política de privilegiar o privilegiado não mudou muito. O carioca que reside na baixada ou outras regiões onde o poder aquisitivo não é tão grande está à mercê do abandono. Pequenas obras surgem, mas nada efetivo é feito para melhorar, definitivamente, a condição de vida do cidadão que está "à margem". 
Mas não paremos o debate sobre transporte por aqui. O que falar de nossos aeroportos. Temos o Santos Dumont, estrategicamente situado no centro da cidade, acessível por várias vias e, em breve, também o será pelo VLT. Bom demais, certo? Errado. 
O aeroporto Santos Dumont ainda sofre com o descaso de seus administradores. Não há áreas que acomodem de forma condizente os passageiros dos já corriqueiros atrasos ou cancelamentos. E o que dizer do overbooking ainda praticado em épocas de alta temporada, sem que haja punições para as empresas que o praticam? Bagagens extraviadas ou despachadas erradamente. Descaso total das autoridades fiscalizadoras e dos governantes que nada fazem para reprimir o destrato com o passageiro.
Quanto ao aeroporto internacional do Galeão, acrescentarei aos problemas acima citados a péssima estrutura que passa por constantes reparos. Houve uma época em que viajar pelo Galeão era transitar por um verdadeiro canteiro de obras. A ausência de um planejamento para problemas comuns como escadas rolantes quebradas ou até as tomadas para os viajantes que necessitam de energia para celulares e tablets também perdura. Mas não é possível deixar de citar o abuso dos preços dos alimentos nos dois aeroportos. Um simples café pode custar quase dez reais, algo não condizente com a realidade da maioria dos brasileiros que voam com o "auxílio" das promoções ou através de parcelamentos das viagens. 
Goteiras no Galeão em 2014
Para reforçar minha tese de que as obras são para 'inglês ver', eis uma observação feita pela revista Exame em agosto de 2014 sobre o novo consórcio do Galeão: "O consórcio vai investir R$ 5 bilhões no Galeão nos 25 anos de concessão, dos quais R$ 2 bilhões até a Olimpíada, daqui a dois anos." Essa priorização dos investimentos é fruto direto da Olimpíada (40% da verba total), já que o aeroporto ficou às traças por longos anos. Entretanto, o que esperar de reformas feitas a "toque de caixa"? Fica a dúvida...
A situação está ruim por via terrestre e aérea, porém nem citei as barcas, uma das principais formas de se chegar a Niterói e outras áreas como Cocotá, na Ilha do Governador.
As barcas são antigas (algumas da década de 1970). Para as regiões menos privilegiadas como Cocotá, as embarcações apresentam áreas tomadas por ferrugem, baratas, desconforto e até usuários fumando maconha durante o trajeto. Como os turistas não usarão este meio de transporte, os investimentos para melhorar tendem a ser mínimos ou nulos. 
Ao buscar a fuga dos engarrafamentos rotineiros na hora do rush, os moradores de Niterói optam pelas barcas, cujos preços são elevados, viajam quase sempre lotadas, estão com atrasos constantes e também apresentam grande desgaste de material. 
Mas nem tudo é caos. Os trens estão bem melhores do que há poucos anos, embora estejam muito cheios na hora do rush e as quebras ocorram com mais frequência do que gostaríamos. Novas composições foram adquiridas, ainda que a maioria só será posta para operação a partir de 2016 (ano de qual evento esportivo?).


O que quero evidenciar ao final deste texto é o seguinte: a mudança da violência da Capital para a Baixada não é sinônimo de extinção da mesma. As UPP são uma melhoria desde que sejam verdadeiramente implementadas. Do jeito que as coisas estão, o futuro reserva péssimas notícias para nós, moradores do Rio de janeiro, pois o retorno do tráfico e da violência para as regiões "pacificadas" é uma realidade gritante. As mortes de policiais, os baixos salários dos mesmos e o despreparo (causado pela prontificação das tropas a toque de caixa) são fatores capazes de gerar o desconforto dos policiais, a corrupção e a desconfiança dos moradores. Todos querem morar em um lugar onde é possível sair sem ser baleado, porém o tráfico retorna "pelas beiradas" ao seu lugar de origem. Todos veem, poucos agem.
Os investimentos na melhoria dos transportes e do trânsito são bem vindos. O que não é aceitável é o sacrifício da população para receber turistas que ficarão dias aqui. Quando o furor dos jogos Olímpicos passar, quem ficará com as obras feitas às pressas cujo emprego de materiais de qualidade duvidosa será o cidadão comum, sujeito aos ônibus sem ar e aos engarrafamentos cada vez mais constantes. 
O Rio de Janeiro merece respeito por sua história. O cidadão carioca merece respeito pelos sacrifícios diários feitos em prol do turismo. Entretanto, nada justifica a falta de planejamento absurda, responsável pelo caos no trânsito. Horas são perdidas dentro de ônibus e automóveis para que o evento principal seja um sucesso. O carioca não quer o fracasso das Olimpíadas, quer apenas mais dignidade e respeito, principalmente por saber que tais melhorias poderiam ter sido feitas com muito mais planejamento, tempo e tranquilidade, o que minimizaria o desgaste do cidadão comum. 
Ainda que tardiamente, vou citar que as obras para criação dos piscinões na região da Praça da Bandeira estão indo bem. Ponto para os governantes. Só falta agora investir nas outras regiões onde os menos favorecidos estão sujeitos aos alagamentos, perdas de suas posses, destruição de suas casas e até correm risco de morte. Óbvio que investir em uma localidade que dá acesso à Avenida Brasil, Niterói, Centro da cidade e outras regiões importantes é prioridade "uno" para governo e prefeitura. Quando sobrar tempo e dinheiro, talvez isso seja colocado em pauta...
P.S.: alguém sabe me dizer se o Magneto já foi preso pelo roubo das vigas do elevado da Perimetral?






domingo, 25 de maio de 2014

Incompetência não tem pátria: Estatal francesa compra 341 trens mais largos que plataformas


Fonte: BBC

A empresa de trem francesa SNCF cometeu um erro que vai custar dezenas de milhões de euros ao comprar 341 trens mais largos do que suas plataformas.
Por causa do equívoco, 1.300 estações terão que ser alargadas, a um custo de pelo menos 50 milhões de euros (R$ 152 milhões).
O problema foi revelado pela publicação francesa Le Canard enchaîné, que informou que 2 mil trens com o problema foram comprados por 15 bilhões de euros (R$ 45,6 bilhões) .
A SNCF, porém, disse que o erro afetou na verdade 341 trens, sem especificar quanto custaram.
As informações são de que o equívoco aconteceu porque o operador nacional do sistema ferroviário, RFF, deu as dimensões erradas para a empresa de trem SNCF.
Segundo o correspondente da BBC em Paris Christian Fraser, eles mediram as plataformas construídas há menos de 30 anos, sem atentar para o fato de que muitas das plataformas regionais da França foram construídas há mais de 50 anos, quando os trens eram um pouco mais estreitos.
Um porta-voz da RFF confirmou ter "descoberto o problema um pouco tarde".
O ministro dos Transportes, Frederic Cuvillier, culpou um "sistema ferroviário absurdo" pelo problema.
"Quando você separa o operador ferroviário da companhia de trem, isso é o que acontece", disse.

Franz diz: as palavras do ministro dos Transportes revelam um homem aturdido diante de uma situação impensável. O sistema ferroviário francês não tem qualquer participação no erro absurdo dos que não averiguaram as medidas corretas das estações. 
Será que essa incompetência ficará sem punição, tal como ocorre em nosso país?  


domingo, 18 de maio de 2014

Celular será usado para pagar transporte em São Paulo.


Fonte: Estadão.
O secretário municipal dos Transportes, Jilmar Tatto, diz esperar que aparelhos celulares possam começar a fazer as vezes de Bilhete Único nos validadores dos ônibus e estações de metrô e trem de São Paulo em 2015. A novidade depende da atualização tecnológica do sistema.
Para que os telefones móveis possam armazenar dados dos passageiros e permitir sua utilização no sistema de transportes, um chip especial terá de ser vendido. "Não adianta fazer uma corrida e apresentar novos produtos e facilidades se a infraestrutura não está respondendo de forma adequada", ponderou Tatto.
A Prefeitura está em tratativas com operadoras e fabricantes para viabilizar o dispositivo, que já funciona em algumas metrópoles asiáticas. Um modelo de relógio de pulso vendido desde o ano passado também permite a substituição dos cartões. / C.V.

sábado, 23 de novembro de 2013

Bilhete Único pode ser transferido para relógios e celulares.


Fonte: Estadão. Comentários: Franz Lima.
SÃO PAULO - O secretário municipal dos Transportes de São Paulo, Jilmar Tatto, afirmou nesta sexta-feira, 22, em evento no Centro Educacional Unificado (CEU) Jaguaré, na zona oeste da capital paulista, que o usuário do transporte coletivo vai poder recarregar o Bilhete Único por meio de um chip no relógio. O próprio secretário usava um relógio com o chip no evento. O modelo pertence à empresa Rede Ponto Certo, uma das gerenciadoras das recargas do Bilhete Único.
"Estamos em fase de testes. O chip vai ter o preço de um relógio comum", afirmou Tatto, que, no entanto, não deu um prazo para que o mecanismo comece a ser comercializado, nem o seu custo.
Em julho, um relógio desse tipo foi testado pela Rede Ponto Certo no sistema de transporte público no Recife, em Pernambuco, e em Ribeirão Preto, no interior de São Paulo. Na época, a empresa chegou a apresentar modelos desse relógio em um evento na cidade de São Paulo.
Batizado de Watch2pay (termo em inglês que pode ser traduzido como "relógio para pagar"), esse relógio paga a passagem com apenas um toque -- basta encostar o aparelho no validador, que, se houver crédito, a catraca se abre. A recarga funcionaria como a do Bilhete Único atualmente.
Celular. Além do relógio, a São Paulo Transporte (SPTrans), que gerencia o sistema de ônibus, já estuda a possibilidade de adotar uma tecnologia que permite o pagamento da tarifa do sistema de transporte coletivo por meio do telefone móvel do usuário. Ou seja, no futuro, para quitar a passagem, bastará erguer o celular e movimentá-lo perto do validador da catraca, sem precisar usar o cartão, como hoje. A informação foi revelada no começo do ano em reportagem do Estado.
A SPTrans também não divulgou uma data para essa ideia sair do papel.

Franz diz: a iniciativa é muito boa, porém ainda creio que seja não condizente com a violenta realidade das grandes metrópoles. Os relógios são muito chamativos e, dependendo do local onde esteja o passageiro, a possibilidade de se "perder" o relógio e a carga efetuada no chip de passagem é enorme.
A utilização de celular já é mais plausível, principalmente se levarmos em conta que isso é uma realidade no país (o uso do celular em qualquer lugar). Mas também esbarramos no problema dos assaltos e furtos.
Entretanto, outro fato que me preocupa, como morador do Rio de Janeiro, é a fragilidade dos pontos de recarga. Atualmente, o Rio conta com mais de mil pontos - segundo a Rede Ponto Certo. Boa parte desses pontos são bancas de jornais ou lojas que efetuam as recargas. As bancas não tem autonomia, visto que há um limite de recarga total para impedir que a arrecadação seja muito grande a ponto de atrair ladrões. As lojas, por sua vez, fecham cedo com receio da violência.
É preciso adotar as lotéricas - tal como feito em São Paulo - para que o cidadão tenha maior segurança. É preciso melhorar a segurança antes de inserir chips em celulares e relógios.


terça-feira, 5 de novembro de 2013

Cingapura dá lição ao mundo sobre como melhorar o trânsito. Via Época.


MARCELO MOURA (TEXTO), OTÁVIO BURIN E PEDRO SCHIMIDT (GRÁFICO). COMENTÁRIOS: FRANZ LIMA.
Fonte: Revista Época 
Para as autoridades de Cingapura, cidade-estado no Sudoeste da Ásia que se tornou referência mundial em transporte, acompanhar o trânsito em tempo real é tarde demais. A cidade usa câmeras, sensores nas ruas e as antenas de GPS dos carros, para prever um congestionamento minutos antes de ele ocorrer. Ao identificar o risco de sobrecarga numa avenida, o departamento de tráfego varia os tempos de abertura dos sinais de trânsito e sugere desvios, em painéis eletrônicos. Os motoristas são incentivados a cooperar da maneira mais objetiva: com o bolso. Pagam mais caro, pelo pedágio urbano, quando o trânsito para. Cingapura não tem mais como abrir ruas e avenidas, diz o governo. O asfalto já tomou 12% do território, quase tanto quanto a habitação (14%). Hoje, os 5,4 milhões de habitantes usam transporte público em 63% de suas viagens. Deverão usar 75% das vezes até 2030, de acordo com o plano de transporte de Cingapura, um documento atualizado a cada cinco anos, com um cronograma de realizações para os 20 anos seguintes. Para o governo local, informar intervenções importantes na vida das pessoas com alguns dias de antecedência é tarde demais.


Franz says: esse é apenas um dos 'pequenos' exemplos de controle do tráfego urbano que temos. Muitas cidades do mundo tem buscado soluções e alternativas para o excesso de veículos e outras complicações comuns às áreas urbanas. O uso de rodízio (tal como ocorre em São Paulo) é uma das primeiras atitudes a se tomar em prol de um melhor trânsito. Mas é preciso incentivar também o uso dos transportes públicos, melhorar as vias e promover uma política de remoção das verdadeiras 'sucatas ambulantes' que circulam e colaboram para o tumulto nas pistas, além de poluírem muito o ar. 
Contudo, a principal mudança deve ocorrer nos políticos e legisladores que, infelizmente, repetem a cada novo mandato os erros de seus antecessores, sendo o pior desses erros o desprezo ao povo que os elegeu.

quarta-feira, 31 de outubro de 2012

Divulgação: Saiba como embalar suas encomendas antes de enviar pelos Correios.


Fonte: Correios

Buscando informações que possam ajudar os leitores do Apogeu, encontrei essas dicas que os próprios Correios fornecem para acondicionamente de produtos que serão enviados por mala postal. São dicas importantes e fundamentais para que as encomendas cheguem em perfeito estado ao destino, além de garantir a tranquilidade para quem enviou e quem receberá. 

Bom proveito a todos...

Franz.

Acondicionamento

Para o cliente que deseja enviar um objeto via Correios, o correto acondicionamento dos objetos é muito importante para assegurar que as remessas cheguem bem a seus destinos.
Recomenda-se que todo objeto seja acondicionado pelo remetente em embalagem que resista ao peso, à forma e à natureza do conteúdo, bem como as condições de transporte.
A embalagem pode ser adquirida nos Correios, em outros fornecedores ou fabricada pelo próprio cliente, desde que atenda às condições recomendadas: envelopes, caixas, pacotes e rolos feitos de papel, plástico, isopor, madeira ou metal, embrulhados em papel liso e resistente.
A seguir, sugerimos algumas formas de acondicionamento por tipo de material a ser enviado.

1. Objetos de vidro e outros objetos frágeis

Atenção: Os Correios não possuem tratamento especial para o transporte de objetos frágeis, portanto a embalagem utilizada deverá garantir a segurança interna da encomenda.
- Embrulhe cada item individualmente com uma folha de jornal, papelão corrugado ou plástico bolha disponível para venda no mercado. (1)
- Coloque os itens dentro de uma caixa de papelão ou outro material resistente a impactos (ex.: madeira ou metal) (2)
      Os Correios oferecem várias opções de embalagens de papelão. Para conhecê-las, vá a uma de nossas agências ou acesse a loja Correios Online e veja as opções disponíveis.
- Preencha os espaços vazios entre os itens e entre as paredes da caixa com papel, isopor ou outra substância protetora e absorvente, para limitar o movimento dos objetos. Se for jornal, faça bolas de papel para forrar a caixa e apoiar os objetos. Isto impede choques entre os objetos e a caixa durante o transporte. (3)
- Antes de fechar coloque mais bolinhas de jornal entre os objetos e a tampa da caixa para evitar a pressão de outras caixas no empilhamento;
- Caso esteja reutilizando caixa de outras mercadorias, embrulhe a caixa com papel liso e resistente.
- Feche bem a caixa com fita adesiva. (4)
- Fixe a etiqueta com o endereço completo (principalmente o CEP) do destinatário em destaque na parte superior com o título DESTINATÁRIO e o endereço do remetente completo na parte de cima da maior face da caixa. (5)
      Recomendamos o uso de etiquetas nos padrões dos Correios para maior segurança no encaminhamento dos objetos, diminuindo as chances de ser enviado para endereço errado por mau endereçamento. Para que você possa confeccioná-las de forma prática, oferecemos o Endereçador, gerador de etiquetas, e o SIGEP WEB, Gerenciador de Postagens dos Correios que, além de gerar etiquetas, agiliza a postagem de encomendas mediante a preparação prévia das encomendas a serem entregues aos Correios (disponível apenas a clientes com contrato).
Consulte os limites de dimensões para caixas e pacotes.

2. Objetos que não podem amassar (mapas, cartazes, etc.)


- Enrole o item entre duas folhas de papel grosso (kraft ou cartão); (1 e 2)
- Prenda o conjunto com fita adesiva, com cuidado para não colar o item; (3)
- Coloque o conjunto dentro de uma caixa de papelão ou outro material resistente a impactos (ex.: madeira ou metal)
      Os Correios oferecem várias opções de embalagens de papelão. Para conhecê-las, vá a uma de nossas agências ou acesse a loja Correios Online e veja as opções disponíveis.
- Preencha os espaços vazios entre os itens e entre as paredes da caixa com papel, isopor ou outra substância protetora e absorvente, para limitar o movimento dos objetos. Isto impede choques entre os objetos e a caixa durante o transporte. (4)
- Feche bem a caixa com fita adesiva. (5)
- Embrulhe-a com papel liso e resistente e fixe a etiqueta com o seu endereço e o endereço do destinatário na maior face da caixa. (6)
      Recomendamos o uso de etiquetas nos padrões dos Correios para maior segurança no encaminhamento dos objetos, diminuindo as chances de ser enviado para endereço errado por mau endereçamento. Para que você possa confeccioná-las de forma prática, oferecemos o Endereçador, gerador de etiquetas, e o SIGEP WEB, , Gerenciador de Postagens dos Correios que, além de gerar etiquetas, agiliza a postagem de encomendas mediante a preparação prévia das encomendas a serem entregues aos Correios (disponível apenas a clientes com contrato).
Você também pode enviar desenhos, plantas, telas, objetos que não podem dobrar ou amassar, em um tubo (ou caixa em forma de prisma) confeccionado em papelão, PVC ou outro material resistente a impactos. Feche o tubo com tampa ou papelão liso e resistente, fixando a etiqueta com o seu endereço e o endereço do destinatário.
Consulte os limites de dimensões para rolos, tubos e prismas.

3. Objetos flexíveis que podem amassar (tecidos, roupas, borrachas, etc.)


Objetos flexíveis que podem amassar (tecidos, roupas, toalhas, etc) podem ser enviados em caixas ou sacos plásticos resistentes. Na falta de caixa de papelão apropriada para o envio de mercadoria, poderá ser feito pacote ou embrulho.
Para fazer o pacote:
- Empilhe todas as peças a serem embrulhadas;
- Embrulhe as peças com papelão, papel pardo ou plático resistente e feche bem com fita adesiva; (2)
Coloque seu endereço e o endereço do destinatário na maior face do embrulho e, se preferir, amarre com barbante para garantir a unidade do embrulho. (3)
      Recomendamos o uso de etiquetas nos padrões do Correios para maior segurança no encaminhamento dos objetos, diminuindo as chances de ser enviado para endereço errado por mau endereçamento. Para que você possa confeccioná-las de forma prática, oferecemos o Endereçador gerador de etiquetas, e o SIGEP WEB , Gerenciador de Postagens dos Correios que, além de gerar etiquetas, agiliza a postagem de encomendas mediante a preparação prévia das encomendas a serem entregues aos Correios (disponível apenas a clientes com contrato).
Consulte os limites de dimensões para caixas e pacotes.

4. Objetos pontiagudos ou cortantes



Fig. 1: Instruções de acondicionamento de objetos pontiagudos ou cortantes
Os objetos cortantes ou pontiagudos (ferramentas e utensílios cortantes ou perfurantes como facas, garfos, tesouras, etc.) deverão ter as pontas e os gumes convenientemente resguardados.
Para tanto:
- Embrulhe as pontas e os gumes com plástico-bolha, papel ou jornal (1)
- Reforce o embrulho com fita adesiva.
- Coloque o item dentro de uma caixa de papelão ou outro material resistente a impactos (ex.: madeira ou metal) (2)
      Os Correios oferecem várias opções de embalagens de papelão. Para conhecê-las, vá a uma de nossas agências ou acesse a loja Correios Online e veja as opções disponíveis.
- Preencha os espaços vazios entre os itens e entre as paredes da caixa com papel picado, bolas de jornal, serragem, isopor ou outra substância protetora e absorvente, para limitar o movimento dos objetos. Isto impede choques entre os objetos e a caixa durante o transporte. (3)
- Feche bem a caixa com fita adesiva.
- Caso esteja reutilizando caixa de outras mercadorias, embrulhe-a com papel liso e resistente.
- Fixe a etiqueta com o seu endereço e o endereço do destinatário na maior face da caixa.
      Recomendamos o uso de etiquetas nos padrões dos Correios para maior segurança no encaminhamento dos objetos, diminuindo as chances de ser enviado para endereço errado por mau endereçamento. Para que você possa confeccioná-las de forma prática, oferecemos o Endereçador, gerador de etiquetas, e o SIGEP WEB, Gerenciador de Postagens dos Correios que, além de gerar etiquetas, agiliza a postagem de encomendas mediante a preparação prévia das encomendas a serem entregues aos Correios (disponível apenas a clientes com contrato).
Consulte os limites de dimensões para caixas e pacotes.

5. Objetos longos até 105 cm


Objetos longos devem estar protegidos por material rígido que impeça o objeto de ser dobrado acidentalmente.
Para tanto:
- Envolva o objeto com papelão ou outro material resistente (1), prendendo-o com fita adesiva reforçada em várias tiras (2).
- Coloque duas peças de madeira ou outro material rígido resistente a impactos e prenda o conjunto com fita adesiva reforçada. A madeira deve ser mais longa e mais larga que o objeto, mas não pode ultrapassar o limite de 105 cm. (3)
- Envolva o conjunto com papelão ou outro material resistente (4)
- Embrulhe-o com papel liso e resistente e fixe a etiqueta com o seu endereço e o endereço do destinatário na maior face do pacote. (5)
      Recomendamos o uso de etiquetas nos padrões dos Correios para maior segurança no encaminhamento dos objetos, diminuindo as chances de ser enviado para endereço errado por mau endereçamento. Para que você possa confeccioná-las de forma prática, oferecemos o Endereçador, gerador de etiquetas, e o SIGEP WEB, Gerenciador de Postagens dos Correios que, além de gerar etiquetas, agiliza a postagem de encomendas mediante a preparação prévia das encomendas a serem entregues aos Correios (disponível apenas a clientes com contrato).
Você também pode enviar objetos longos em um tubo ou caixa em forma de prisma confeccionado em papelão, PVC ou outro material resistente a impactos. Fixe a etiqueta com o seu endereço e o endereço do destinatário.
Consulte os limites de dimensões para rolos, tubos, prismas, caixas e pacotes.

6. Líquidos e substâncias facilmente liquidificáveis


Líquidos e substâncias facilmente liquidificáveis devem ser duplamente embalados para evitar o extravasamento do conteúdo.
Para tanto:
- Coloque a substância em um recipiente hermeticamente fechado (garrafas, frascos, potes, caixas, etc.). Feche bem e sele a tampa com fita adesiva. (1)
- Coloque-a dentro de outro de recipiente impermeável e resistente a impactos (uma lata de metal, por exemplo) (2) e preencha os espaços vazios com serragem, espuma, papel picado ou outro material absorvente em quantidade suficiente para absorver toda a substância em caso de rompimento ou vazamento. (3)
- Feche o recipiente e vede-o com fita adesiva reforçada
- Coloque-o em uma caixa de papelão ou embrulhe-o com papel liso e resistente. (4)
- Fixe a etiqueta com o seu endereço e o endereço do destinatário na maior face do pacote. (5)
      Recomendamos o uso de etiquetas nos padrões dos Correios para maior segurança no encaminhamento dos objetos, diminuindo as chances de ser enviado para endereço errado por mau endereçamento. Para que você possa confeccioná-las de forma prática, oferecemos o Endereçador, gerador de etiquetas, e o SIGEP WEB, Gerenciador de Postagens dos Correios que, além de gerar etiquetas, agiliza a postagem de encomendas mediante a preparação prévia das encomendas a serem entregues aos Correios (disponível apenas a clientes com contrato).

7. Pós, pequenos grãos e substâncias gordurosas dificilmente liquidificáveis (ex.: Sabão mole, ungüentos, resinas)


Assim como os líquidos, devem ser duplamente acondicionados.
A função da primeira embalagem é evitar a entrada ou perda de umidade. Pode ser um saco plástico, caixa de metal, madeira ou papelão com proteção impermeável. (1)
A segunda embalagem tem a função de proteger o rompimento da primeira e a fuga do conteúdo. Pode ser uma caixa de papelão ou outro material resistente a impactos. (2)
- Feche bem a caixa com fita adesiva.
- Caso esteja reutilizando caixa de outras mercadorias, embrulhe-a com papel liso e resistente para fixar a etiqueta com o seu endereço e o endereço do destinatário na maior face da caixa.
      Recomendamos o uso de etiquetas nos padrões dos Correios para maior segurança no encaminhamento dos objetos, diminuindo as chances de ser enviado para endereço errado por mau endereçamento. Para que você possa confeccioná-las de forma prática, oferecemos o Endereçador, gerador de etiquetas, e o SIGEP WEB, Gerenciador de Postagens dos Correios que, além de gerar etiquetas, agiliza a postagem de encomendas mediante a preparação prévia das encomendas a serem entregues aos Correios (disponível apenas a clientes com contrato).

8. Outros objetos

Metais preciosos
A embalagem deverá ser constituída de uma caixa de metal resistente, ou de madeira com pelo menos um centímetro de espessura, ou de sacos duplos sem costura. Caso seja usada caixa de madeira chapeada, sua espessura pode ser limitada a cinco milímetros, contanto que as arestas de tais caixas sejam reforçadas por meio de cantoneiras.
Brinquedos, telefone celular, aparelhos eletrônicos, jogos, material eletrônico e elétrico
Não considere a embalagem do fabricante como suficientemente protegida. Embale a caixa original numa segunda caixa um pouco maior de papelão ou de outro material resistente a impactos.
      Os Correios oferecem várias opções de embalagens de papelão. Para conhecê-las, vá a uma de nossas agências ou acesse a loja Correios Online e veja as opções disponíveis.
CDs, DVDs, Fitas Cassete/VHS, Token, Disquetes, Pen Drives, Chips ou assemelhados.
Caixa ou envelope confeccionado com material resistente a impactos.
      Os Correios oferecem várias opções de embalagens de papelão. Para conhecê-las, vá a uma de nossas agências ou acesse a loja Correios Online e veja as opções disponíveis.

9. Responsabilidade da ECT


O uso da embalagem sugerida não significa que eventuais danos ao conteúdo serão automaticamente cobertos pela ECT.

10. Restrições de conteúdo


Alguns objetos não são aceitos nem entregues pelos Correios, conforme determinação governamental, da União Postal Universal ou restrições impostas pelo IATA. Veja a lista de itens que os Correios não transportam.

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