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Mostrando postagens com o rótulo Crítica

Uma pitada de sorte: o humor nacional agrada por não apelar.

Valer-se de críticas fundamentadas em estereótipos é algo péssimo para o crítico e para seu público. A imparcialidade é vital para que o leitor, espectador ou ouvinte tenha uma base na escolha daquilo que será seu entretenimento, porém a verdade é que ser totalmente isento é algo cada vez mais difícil. O cinema nacional evoluiu muito ao longo dos últimos 30, 40 anos. Saímos do limbo das pornochanchadas para uma produção nacional que gerou destaques como Central do Brasil, Tropa de Elite, Carandiru, O Auto da Compadecida, Minha Mãe é uma Peça, Os Farofeiros, entre outros. Temos grandes obras em todos os gêneros, porém é fato que a comédia brasileira teve uma nítida queda de qualidade. Muitos são os fatores que levaram ao declínio da comédia no cinema nacional: a inserção de "celebridades" para atuar, adaptação de livros voltados ao público infanto-juvenil (ainda que isso sempre tenha ocorrido), a gradual inserção de cenas cujo erotismo destoa, piadas apelativas, ideologias e a...

O Bunker: Anthony Hopkins revive os momentos finais de Adolf Hitler.

Filme de 1981 produzido para a TV, The Bunker é baseado na obra literária escrita por James P. O’Donnell (nome dado ao militar que acesso o bunker no início do filme). A trama conta os meses finais de Hitler e seus asseclas que ficaram confinados ao Bunker do Führer durante o longo ataque e os bombardeios das tropas Aliadas à Alemanha. Mais do que um simples filme de guerra, o longa retrata o lado emocional e psicológico do líder alemão e todos os seus seguidores que viram seu auge e o declínio, tanto no aspecto tático e militar quanto nos aspectos emocional e de saúde.  A obra se passa majoritariamente no bunker onde Hitler e seu séquito passaram os últimos meses antes da invasão russa e dos demais Aliados à Alemanha. Esses meses foram impactantes para os que estavam ao lado de Hitler, já que a maioria conhecia a condição em que a Alemanha se encontrava na guerra, diga-se de passagem uma condição péssima, à beira de um colapso.  Adolf Hitler (esq.) e Anthony Hopkins (dir.) Os...

A Bruxa (The Witch). O suspense ainda é a melhor ferramenta para impor o medo.

  Antes de prosseguir nesta análise, peço que deixe fora todas as suas esperanças Vamos fazer um breve trabalho de imaginação? Bem, tente se imaginar sem luz elétrica, sem água encanada, afastado da civilização e entregue à própria sorte. Agora busque nos recantos mais escuros de sua mente o seu maior medo, aquele que não tem um aspecto físico específico, mas capaz de fazê-lo tremer e se encolher. Vamos piorar um pouco? Então, acrescente a tudo isso o fato de que não há a quem recorrer, exceto à fé e, claro, ela perde forças conforme os males vão se sucedendo. Ah! Quase esqueço que o medo acima citado está agora presente no plano físico, capaz de tirar gradualmente de você tudo que ama. O que lhe resta? Como reagir a algo tão primal a ponto de leva-lo a duvidar de tudo que lhe traz forças? Essa é a premissa do longa-metragem A Bruxa . É terror? Certo, essa é a pergunta feita por todos que não viram ou não compreenderam a obra. A Bruxa é um filme de terror, porém mais focado...

Dois Papas: história, política e fé em um filme impressionante e magistral.

Como abordar com o máximo de imparcialidade a tumultuada transição ocorrida no Vaticano por ocasião da renúncia de Bento XVI ao posto de líder supremo da igreja Católica? Essa foi a missão que a Netflix, o roteirista Anthony McCarten ( Darkest Hour ,  Bohemian Rhapsody ) e o diretor brasileiro Fernando Meirelles aceitaram. O resultado? Provavelmente um dos mais fortes candidatos ao Oscar de melhor filme. Os motivos? Continuem comigo neste post e compreenderão tudo… A história de  Dois Papas  conta os fatos que cercearam a transição do Papa Bento XVI para o Papa Francisco, atual líder da igreja Católica. Mais do que uma visão intimista desse fato histórico, o longa se propõe a destrinchar os fatores políticos, pessoais e religiosos por trás dessa que se tornaria a quarta renúncia de um Papa na história católica. A narrativa se vale de recursos que já vimos em séries da Netflix como Narcos. Há o uso de cenas reais, reportagens da época e a inclusão de fatos das vidas...