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sexta-feira, 29 de julho de 2016

George Orwell explica sua obra-prima 1984.


Fonte: Companhia das Letras. Curta nossa fanpage: Apogeu do Abismo.

1984 é um dos romances mais influentes do século XX. Lançada poucos meses antes da morte de George Orwell, é uma obra magistral que ainda se impõe como uma poderosa reflexão ficcional sobre a essência nefasta de qualquer forma de poder totalitário. Em 1944, três anos antes de escrever 1984 e cinco antes de sua publicação, George Orwell encaminhou a um certo Noel Willmett uma carta em que detalhava a tese de seu grande romance. A seguir, leia esta carta publicada no site Open Culture e conheça mais sobre o que pensava o autor de um dos clássicos modernos mais importantes da literatura mundial.

* * *

Para Noel Willmett
18 de maio de 1944
10a Mortimer Crescent NW 6


Caro Sr. Willmett,

Muito obrigado pela sua carta. O senhor pergunta se o totalitarismo, culto ao caudilho etc. estão em ascensão de fato, ressaltando que essas coisas, aparentemente, não registram crescimento aqui na Inglaterra e nos Estados Unidos.
Insisto que acredito, ou temo, que quando se observa o mundo em sua totalidade, essas coisas estão aumentando. Claro, não restam dúvidas de que Hitler em breve será passado, mas somente às custas do fortalecimento de (a) Stálin, (b) dos milionários anglo-americanos e (c) de todo tipo de fuhrerzinho à la de Gaulle. Para onde quer que se olhe, todos os movimentos nacionalistas, mesmo os que surgiram como forma de resistência ao domínio alemão, parecem assumir formas não-democráticas, organizando-se em torno a algum tipo de fuhrer sobre-humano (Hitler, Stálin, Salazar, Franco, Gandhi, De Valera e vários outros modelos) e adotando a teoria dos fins que justificam os meios. Por toda parte, o mundo parece convergir para economias centralizadas, que podem até “funcionar” no sentido econômico do termo, mas que não são democraticamente organizadas, possuindo o pendor a estabelecer um sistema de castas. Acrescente-se a isto o horror do nacionalismo exacerbado e uma tendência à descrença na existência das verdades objetivas, já que todos os fatos têm que se adequar às palavras e profecias de algum fuhrer infalível. Na verdade, em certo sentido, a história já deixou de existir, não havendo mais uma história contemporânea que possa ser universalmente aceita, e as ciências exatas também estarão ameaçadas tão logo não se precise mais do exército para manter a ordem. Hitler pode dizer que os judeus começaram a guerra, e se ele sobreviver, isso passará a ser a história oficial. Mas ele não pode dizer que dois mais dois são cinco, porque para os objetivos, digamos, da balística é preciso que essa soma continue sendo quatro. Mas se o tipo de mundo que eu temo vier a se tornar realidade, um mundo de dois ou três grandes super Estados incapazes de conquistar um ao outro, dois mais dois será cinco se o fuhrer assim o desejar. E é para aí, até onde posso enxergar, que estamos nos movendo de fato, embora, claro, esse processo seja reversível.
No que respeita à comparativa imunidade da Inglaterra e dos Estados Unidos, digam o que disserem os pacifistas etc., ainda não trilhamos o caminho do totalitarismo, o que é um bom sinal. Eu acredito profundamente, o que expliquei em O leão e o unicórnio, no povo inglês e em sua capacidade de centralizar sua economia sem destruir a liberdade no processo. Mas é preciso recordar que a Inglaterra e os Estados Unidos não foram de fato postos à prova, nenhum deles sofreu uma derrota ou perda severa, e que há alguns maus sintomas que podem desequilibrar os bons. Comecemos com a falta de preocupação generalizada com a decadência da democracia. O senhor se dá conta, por exemplo, que na Inglaterra de hoje, ninguém com menos de 26 anos vota e que, pelo que se pode constatar, a grande maioria dos que estão nessa faixa etária não dá a mínima para isso? Acrescente-se que os intelectuais são mais propensos a soluções totalitárias que o vulgo. Os intelectuais ingleses, é verdade, se opuseram majoritariamente a Hitler, mas somente às expensas de aceitar Stálin. A maioria deles está perfeitamente pronta para os procedimentos ditatoriais — polícia secreta, falsificação sistemática da história etc. –, desde que a percepção deles indique que isso esteja “do nosso” lado. Na verdade, a afirmação de que não temos um movimento fascista na Inglaterra significa mais que os jovens, no momento, buscam seu fuhrer em outro lugar. Não é possível assegurar que isso não vá mudar, nem que a gente comum não vá daqui a dez anos pensar como os intelectuais ingleses pensam agora. Eu espero que não, eu chego a acreditar que não vão, mas se for assim, não será sem conflito. Simplesmente afirmar que tudo vai bem, sem identificar alguns sintomas sinistros, apenas ajuda a fazer do totalitarismo uma possibilidade mais próxima.
O senhor também me pergunta se, uma vez que julgo que o mundo está rumando em direção ao fascismo, por que então apoio a guerra. Trata-se de uma escolha entre dois males — creio que toda guerra o é. Eu conheço o imperialismo britânico o suficiente para não o apreciar, mas eu o apoiaria contra os imperialismos nazista e japonês, como o mal menor. Do mesmo modo, eu apoiaria a União das Repúblicas Socialistas Soviéticas contra a Alemanha, por julgar que a URSS não pode, a um só tempo, fugir do seu passado e manter o suficiente dos ideais originais da Revolução Russa, o que faz dela um fenômeno mais esperançoso que o da Alemanha Nazista. Eu acredito, e é isso o que penso desde que a guerra eclodiu, por volta de 1936, que nossa causa é a melhor, mas que temos que continuar a fazer com que ela evolua, e isso implica um constante exercício crítico.

Sinceramente, seu,
Geo. Orwell
Tradução de Carlos Alberto Bárbaro

sexta-feira, 22 de abril de 2016

O Poderoso Chefão à venda em um belo pôster 3D da McFarlane Toys.



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A linha McFarlane Pop Culture Masterworks dá vida e prespectiva nova para pôsteres de filmes e capas de álbuns famosos. O pôster do clássico filme O Poderoso Chefão (The Godfather) é uma peça única que irá tornar seu ambiente muito mais interessante. Uma obra de arte que dá vida ao pôster original. Peça para colecionador e com o melhor preço do Mercado Livre.

Coloque-o em sua estante ou parede. 

Apesar de ser um produto usado, sem a caixa original, a peça está impecavelmente preservada, sem arranhões ou defeitos. Não perca esta oportunidade...
Acesse o link e faça sua compra: Mercado Livre (Godfather)

  • Fabricante: McFarlane Toys

  • Medidas: 22 cm x 30.5 cm x 5 cm

  • Série: 3D Posters

  • Material: PVC de alta qualidade


segunda-feira, 16 de dezembro de 2013

Morreu Peter O´Toole, imortalizado no papel de Lawrence da Arábia.


Fonte: JB
Morreu, na noite de sábado (14), aos 81 anos, o ator Peter O'Toole, conhecido principalmente pelo papel de T. E. Lawrence no longa 'Lawrence das Arábia' (1962) e de Eli Cross em O Substituto (1980). A morte foi confirmada ao site da britânica BBC pelo agente de O´Toole, neste domingo (15).
O ator figura a lista dos atores que mais vezes foram indicados ao Oscar. Foram oito no total, mesma quantidade de nomes como Al Pacino, Marlon Brando, Jack Lemmon e Geraldine Page. No entanto, diferente deles, O'Toole é o único entre os recordistas que nunca recebeu um prêmio da Academia - foi apenas presenteado com um Oscar Honorário, um prêmio pelo conjunto da obra, em 2003.

Franz diz: Peter foi um ator extremamente respeitado e que não teve o devido reconhecimento pela Academia quando o assunto era o Oscar. Sua atuação em Lawrence of Arabia quase lhe custou a vida, mas foi a dedicação ao papel que imortalizou-o como T. E. Lawrence.
Mesmo com o Oscar pelo conjunto da obra, o reconhecimento virá, como sempre e infelizmente, post-mortem. 
Descanse em paz...







Filmografia do ator (via Wikipedia):

1960KidnappedRobin MacGregor
1960The Day They Robbed the Bank of EnglandCaptain Fitch
1960The Savage InnocentsFirst Trooper
1962Lawrence da ArabiaT. E. Lawrence
1964BecketRei Henrique II da Inglaterra
1965Lord JimLord Jim
1965What's New Pussycat?Michael James
1965The Sandpiper(voice)
1966How to Steal a MillionSimon Dermott
1966The Bible: In the Beginning...The Three Angels
1967The Night of the GeneralsGeneral Tanz
1967Casino RoyalePiper
1968The Lion in WinterRei Henrique II da Inglaterra
1968Great CatherineCapt. Charles Edstaston
1969Goodbye, Mr. ChipsArthur Chipping
1970Country DanceSir Charles Ferguson
1971Murphy's WarMurphy
1972Under Milk WoodCaptain Tom Cat
1972The Ruling ClassJack Gurney, 14th Earl of Gurney
1972Man of La ManchaDon Quixote de La Mancha/Miguel de Cervantes/Alonso Quijana
1975RosebudLarry Martin
1975Man FridayRobinson Crusoe
1976FoxtrotLiviu
1976Rogue MaleSir Robert Thorndyke
1978Power PlayColonel Zeller
1979Zulu DawnLord Chelmsford
1979CalígulaTiberius Julius Caesar Augustus
1980The Stunt ManEli Cross
1981MasadaGeneral Cornelius Flavius Silva
1982My Favorite YearAlan Swann
1983Sherlock Holmes and the Valley of FearSherlock Holmes
1983Sherlock Holmes and a Study in ScarletSherlock Holmes
1983Sherlock Holmes and the Sign of FourSherlock Holmes
1984SupergirlZaltar
1985CreatorHarry
1986Club ParadiseGovernor Anthony Cloyden Hayes
1987The Last EmperorReginald Johnston
1988High SpiritsPeter Plunkett
1989As Long as It's LoveProf. Yan McShoul
1990The Rainbow ThiefPrince Meleagre
1990Wings of FameCesar Valentin
1990The Nutcracker PrincePantaloon
1991King RalphSir Cedric Charles Willingham
1992Rebecca's DaughtersLord Sarn
1992Isabelle EberhardtMaj. Lyautey
1993The Seventh CoinEmil Saber
1997FairyTale: A True StoryArthur Conan Doyle
1998PhantomsDr. Timothy Flyte
1998Coming HomeColonel Edgar Carey-Lewis
1999The ManorMr. Ravenscroft
1999Molokai: The Story of Father DamienWilliam Williamson
1999Joan of ArcBishop Cauchon
2002Global HeresyLord Charles Foxley
2002The Final CurtainJ. J. Curtis
2003Bright Young ThingsColonel Blount
2003"Augustus: O Primeiro Imperador"Augusto
2004TroyPriam
2005LassieThe Duke
2005CasanovaGiacomo Casanova velho
2006VenusMaurice
2006One Night with the KingSamuel
2007RatatouilleAnton Ego
2007StardustKing of Stormhold
2008Dean SpanleyFisk Senior
2008Thomas Kinkade's The Christmas CottageGlen Wesman
2009Love and VirtueAtlantes
2009God's Spy
2010Mary Mother of ChristSymeon
2011Katherine of AlexandriaGallus
2011Cristiada
2011EldoradoNarrador

terça-feira, 20 de agosto de 2013

Atores consagrados são homenageados em pôsteres de 'A Festa do Monstro Maluco'.



A resenha sobre essa animação clássica sairá em breve. Enquanto isso, curtam alguns pôsteres feitos em homenagem aos atores que inspiraram - através de suas atuações - os personagens de A Festa do Monstro Maluco. Acreditem: esse filme inspirou e inspira muitas animações até hoje. Obra-prima!
Franz Lima.  










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