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terça-feira, 13 de setembro de 2016

Grandes obras lançadas esta semana pela Companhia das Letras


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Companhia das Letras

Os fatos – A autobiografia de um romancista, de Philip Roth (tradução de Jorio Dauster)
Os fatos
é a incomum autobiografia de um romancista que remodelou a maneira como encaramos a ficção. Livro de irresistível candura e inventividade, é especialmente instrutivo em sua revelação sobre as conexões entre arte e vida. Philip Roth foca em cinco episódios de sua trajetória: a infância em Nova Jersey; a formação universitária; o envolvimento com a pessoa mais ríspida que conheceu; o embate com a comunidade judaica por conta de seu livro Adeus, Columbus; e a descoberta do lado adormecido de seu talento que o levou a escrever O complexo de Portnoy. Ao final, um ataque do próprio autor a suas habilidades como biógrafo encerra de forma surpreendente o novo livro de um dos principais escritores contemporâneos.


70 historinhas, de Carlos Drummond de Andrade. Lançado em 1978, 70 historinhas reúne a prosa já publicada por Drummond em outros livros. São crônicas e contos — ou “cronicontos” — em que a observação caminha junto com a fabulação, o humor roça cotovelos com o lirismo e a crítica aparece arejada pelo deboche. Treze das histórias deste livro têm crianças e adolescentes como personagens, sem que o autor se preste a infantilizá-las, pela paródia da linguagem ou pelo primarismo das ações. Pelo contrário, elas enfrentam, contestam e vencem, muitas vezes, os detentores da autoridade, com a inteligência e a argúcia a que recorrem para desafiar-lhes o poder. Mais um lance de gênio de um dos mais importantes autores brasileiros de todos os tempos.

Um amor feliz, Wislawa Szymborska (tradução de Regina Przybycien)
Quando, em 2011, a Companhia das Letras lançou Poemas, o primeiro volume com a lírica da poeta polonesa Wislawa Szymborska (Prêmio Nobel de literatura em 1996), começou uma verdadeira “febre Szymborska” no Brasil: ótimas vendas, esplêndidas resenhas e uma enorme repercussão garantiram um novo e amplo público para essa poesia que fala diretamente com o leitor. A obra de Szymborska equilibra-se entre o rigor e a observação dos fatos, sempre num tom levemente informal –- a despeito da cuidadosa construção dos versos. Falando de amores e da vida cotidiana, a escritora ergueu uma obra que toca os leitores e influencia novas gerações. Este segundo volume promete fazer tanto barulho quanto o primeiro.

Penguin-Companhia

Tratado da vida elegante – Ensaios sobre a moda e a mesa, de Honoré de Balzac (tradução de Rosa Freire D’Aguiar)
Antes de se dedicar ao projeto titânico de A Comedia Humana, monumento literário de noventa títulos e quase 2.500 personagens produzidos em pouco mais de vinte anos, Honoré de Balzac escreveu um sem-número de artigos em jornais e revistas, sobre política, filosofia, livros — e também boas maneiras, moda e culinária. Esta seleção de textos sobre a chamada “vida elegante” traz o olhar do escritor francês sobre temas como a moda, a cozinha, o uso de luvas e gravatas, além de observações sobre charutos e bebidas alcoólicas. Observações e prescrições — deliciosamente antiquadas e reveladoras da vida europeia do século XIX — a cargo de um dos maiores escritores de todos os tempos.

Objetiva

O princípio da caixa-preta, de Matthew Syed (tradução de Paulo Geiger) Estudos de caso e entrevistas exclusivas mostram que a chave para o sucesso é uma atitude positiva em relação ao fracasso. Um dos fatores determinantes para o sucesso em qualquer área é o reconhecimento do fracasso. No entanto, a maioria das pessoas se relaciona negativamente com ele, e isso as impede de progredir e inovar, além de prejudicar suas carreiras e vidas pessoais. Raramente reconhecemos ou aprendemos com os erros — apesar de dizermos o contrário. Syed utiliza inúmeras fontes para explorar os padrões sutis do erro humano e nossas respostas defensivas a ele. O autor também compartilha histórias fascinantes de indivíduos e organizações que utilizam com sucesso o “princípio da caixa-preta”, como David Beckham, a equipe de Fórmula 1 da Mercedes e a empresa Dropbox.
A ilíada de Homero adaptada para jovens, de Frederico Loureço Ao lado da Odisseia, a Ilíada de Homero constitui o berço da literatura ocidental. Apensar de ter sido criado por volta do século VII a.C., este poema épico que narra os eventos da célebre guerra entre gregos e troianos aborda temas atemporais, como o amor, a coragem, a traição. Nesta versão em prosa, pensada especialmente para os jovens, Frederico Lourenço, atentando para a fidelidade ao original, retoma as aventuras vividas por deuses e heróis.

Suma de letras

Minha melodia, de Camila Moreira.
Você se apaixonou por Dereck em O amor não tem leis. Chegou a hora de conhecer sua história. Dereck chegou ao fundo do poço. Sem suportar a dor de perder um grande amor, ele se entrega ao sofrimento e mergulha no lado obscuro do rock; com sexo e drogas. Com a carreira em risco, o astro volta ao Brasil um ano depois do casamento de Maria Clara e Alexandre Ferraz, em uma última tentativa de retomar o sucesso e superar o passado. Ao chegar, Dereck reencontra a mulher que nunca esqueceu. A mulher que conheceu no momento mais difícil de sua vida e que conseguiu acalmar seu coração com um sorriso. “Reconheci em sua voz o mesmo sofrimento que o meu, mas também vi em seu olhar a vontade de seguir em frente.”. E não demora para que Dereck perceba que apenas ela poderá tirá-lo do abismo em que se encontra.

O problema dos três corpos, de Cixin Liu (tradução de Leonardo Alves). Até onde você iria para entrar em contato com seres extraterrestres? China, final dos anos 1960. Enquanto o país inteiro está sendo devastado pela violência da Revolução Cultural, um pequeno grupo de astrofísicos, militares e engenheiros começa um projeto ultrassecreto envolvendo ondas sonoras e seres extraterrestres. Uma decisão tomada por um desses cientistas mudará para sempre o destino da humanidade e, cinquenta anos depois, uma civilização alienígena a beira do colapso planeja uma invasão. O problema dos três corpos é uma crônica da marcha humana em direção aos confins do universo. Uma clássica história de ficção científica, no melhor estilo de Arthur C. Clarke. Um jogo envolvente em que a humanidade tem tudo a perder.

sábado, 18 de junho de 2016

Ganhe a biografia de Stephen King publicada pela Darkside Books. É fácil!



Esta é uma promoção que irá agradar demais os fãs de Stephen King. 
Lançada pela Darkside Books, a biografia do maior autor de terror foi um grande sucesso. A edição nacional conta com capa dura, papel especial, 320 páginas, cronologia das obras, bibliografia selecionada, notas de referência e índice onomástico. 
Mas, além do acabamento impecável, o ponto alto desse livro é a sua essência: a história de um dos maiores contadores de histórias de todos os tempos. Coração Assombrado é uma biografia em seu sentido mais amplo, cheia de lições que irão desmistificar o mítico escritor da pessoa que ele realmente é.
Uma coisa é garantida: o conhecimento do passado de King só irá fazê-los aumentar a admiração por ele.
Nota: o estilo de escrita de Lisa Rogak ajudou demais a tornar essa biografia um sucesso.

Então, vamos ao que interessa. Caso você seja um dos que desejam ganhar esse livro, basta curtir a fanpage do Apogeu do Abismo e aguardar. O sorteio (feito entre os que moram em território nacional) será no dia 30 de junho. A promoção engloba, claro, os que já curtiram anteriormente a page.
Curta a página, divulgue aos amigos e torça. 
Boa sorte a todos...




sábado, 2 de janeiro de 2016

Mauricio de Sousa e seu legado: a trajetória de um vencedor.


Arte de William Medeiros - http://www.william.com.br/blog/
Por: Franz Lima - Curta nossa fanpage: Apogeu do Abismo

Mauricio de Sousa completou 80 anos em 2015. Destes, 60 foram dedicados aos quadrinhos, mais especificamente à Turma da Mônica, sua maior realização. Hoje, o trabalho de Mauricio é imortal. Os motivos para tal afirmação estarão expostos abaixo.

É difícil citar quantos desenhos (entre tirinhas, quadrinhos e até animação) sucumbiram ao longo dos 60 anos de existência da Turma da Mônica. O que posso garantir é que foram muitos que se perderam com o passar dos anos.

Algumas obras tinham potencial e qualidade, fatos que não impediram o esquecimento ou abandono. Há quem culpar por isso? Talvez a falta de apoio, recursos escassos ou a descrença no próprio trabalho diante da concorrência ferrenha de histórias e animações estrangeiras, principalmente a americana que sempre teve grande entrada em nosso país. Essa entrada massiva de material de outros países se deveu à crença de que o "importado" era melhor, mentalidade que persiste no comportamento dos brasileiros até hoje, mesmo que mais branda.

As editoras e produtoras também passaram por grandes problemas. Muitas, infelizmente, ruíram diante da inflação, crises financeiras e ingerência dos responsáveis. No caso de Mauricio, a competição com publicações da Disney e outras revistas voltadas ao público infantil foi determinante para o aprimoramento das histórias e personagens da Turma. Afinal, a guerra molda estratégias e mostra quem é capaz de sobreviver. Inimigos nunca, mas as produções dele estavam em rota de colisão com desenhos consagrados como Pernalonga, Recruta Zero, Pantera cor-de-rosa, Hanna-Barbera, Pica-pau e outros mais que, inclusive, chegaram ao Brasil como quadrinhos e transpuseram para a animação.

A chegada das técnicas de animação demorou a ocorrer aqui. Mesmo quando veio, ainda não dispúnhamos de técnicos hábeis e o processo de animação era bem caro. De qualquer forma, isso não impediu que os desenhos da Turma da Mônica ganhassem vida. Hoje, temos acesso a toda a tecnologia necessária para produzir desenhos com qualidade superior. Também contamos com leis de incentivo à produção cultural e financiamento de grandes empresas. 

Mauricio transitou entre mudanças que hoje são imperceptíveis. Ele publicou em tirinhas (hoje, algo em desuso) e evoluiu para as revistas em quadrinhos. Mantém a publicação em quadrinhos, o que não o impediu de lançar desenhos animados. Trouxe os desenhos animados para o VHS, depois para o DVD, permitindo que as crianças tivessem acesso em casa. 

Outra jogada de mestre foi a produção de revistas em formato 'mangá', o típico desenho japonês. Com a Turma da Mônica jovem, seu sucesso aumentou significativamente. Por fim, com o uso do Youtube e outras ferramentas da web, a turminha do bairro do Limoeiro ascendeu muito mais, conquistando, inclusive, público em todas as partes do mundo. Turma da Mônica Toy é um bom exemplo do alcance de sua criação na internet.

E o que dizer da criação do selo Graphic MSP? Essas revistas trouxeram versões diferentes - algumas adultas, outras não - dos personagens variados, incluindo a turma do Penadinho, Chico Bento, turma da Mata, Astronauta e outros. Com grande visão de mercado, Mauricio lançou as graphic novels com capas em brochura ou dura, alcançando dois tipos de público.

Vamos falar de iniciativa? Os desenhos dele incluíram cadeirantes, deficientes visuais, abordaram diferentes tipos de religiões, já fizeram campanha contra doenças, apoiaram a doação de sangue, entre outras atitudes inclusivas e voltadas à conscientização.

Hoje, os DVD da turminha contam com audiodescrição e linguagem de Libras, algo que deveria haver em todo filme ou desenho lançado. Infelizmente, esse é um sonho quase inalcançável.

Por tudo isso, pela simplicidade e atenção dispensada a seu público, pela evolução e revolução, pelo reconhecimento nacional e internacional, Mauricio de Sousa é um nome a ser homenageado. Muito mais virá, pois os horizontes para suas criações são infinitos. 

O Apogeu do Abismo deixa essa singela homenagem e o reconhecimento a um indivíduo que fez de tudo para manter seu sonho vivo. Hoje, ele é a fonte de alegria e sonho de inúmeras crianças. Gerações divertiram-se e continuam a se divertir com as aventuras e bagunças de uma turminha que passa de pai para filho. 

Tenho orgulho de dizer que meus filhos conheceram essas histórias por mim...

P.S.: minhas próximas aquisições serão a biografia do Mauricio, a versão dele para o Pequeno Príncipe e Turma da Mônica: Lições.





domingo, 13 de dezembro de 2015

Lançamentos de dezembro da Companhia das Letras.


Sinatra – o chefão, James Kaplan (Tradução de Denise Bottmann e Claudio Carina e Paulo Geiger)

Quando saiu Frank: a voz, primeiro volume da biografia de Sinatra, os admiradores do cantor norte-americano sabiam que estavam diante de um empreendimento majestoso. Com a prosa rica e viciante de James Kaplan, a história da ascensão de Frank Sinatra (1915-1998) para a fama é também a história do nascimento da cultura de massas, da vida boêmia nos cassinos, do apogeu do rádio, do culto à celebridade. Este segundo volume captura o artista a partir da metade dos anos1950, quando ele começou a se dividir entre os estúdios de gravação e os sets de filmagem, chegando aos anos da maturidade – quando os lapsos de memória no meio de uma canção já anunciavam seus melancólicos dias finais.


O cinema de meus olhos, Vinicius de Moraes

Vinicius de Moraes amava o cinema. Mantinha o hábito de frequentar a sala escura, escrevia críticas e comentários, acompanhava as mudanças – tecnológicas e estéticas – da sétima arte. Essa convivência com filmes aumentou bastante quando, no final da década de 1940, o então jovem diplomata foi servir no consulado geral do Brasil em Los Angeles. Nameca do cinema, pôde conviver com estrelas como Orson Welles e Carmen Miranda, entre outras. Esta edição, organizada pelo crítico Carlos Augusto Calil, traz novos textos de Vinicius de Moraes sobre o cinema, seus grandes diretores, as grandes estrelas. Líricos, por vezes críticos, sempre muito bem-informados, os escritos cinematográficos do grande poeta brasileiro continuam um convite ao prazer das telas e das páginas.

Penguin Companhia

O livro das selvas, Rudyard Kipling (Tradução de Julia Romeu)

Personagem imortal da literatura, o menino Mowgli foi achado na selva e criado por uma loba. Para viver na floresta, ele precisava aprender mais do que caminhar sem fazer ruído ou enxergar no escuro. Sua forma humana, que de início parecia uma desvantagem, ajudou a transformá-lo em um caso único. Mowgli somou a sabedoria dos lobos e a inteligência dos homens para viver uma infância repleta de aventuras e descobrimentos.
Muitos especialistas consideram Os livros da selva uma contraposição do universo infantil à vida adulta do trabalho. Ao longo de diversos contos, a sofisticação narrativa de Kipling e de seus personagens é capaz de emocionar leitores de todas as idades.

quarta-feira, 9 de setembro de 2015

Análise do livro A arte de Neil Gaiman.



Por: Franz Lima 
 
Publicado pela Mythos Editora, A Arte de Neil Gaiman é uma obra indispensável para os fãs do escritor e para quem conhecer um pouco mais de suas obras. Além disso, esse livro tem como ponto forte a abordagem de todo o processo criativo das principais obras de Gaiman no cinema, literatura e quadrinhos.
O livro do cemitério
Desde os primórdios da carreira de Gaiman até sua mais recente obra, tudo é esmiuçado em detalhes. A autora, Hayley Campbell, teve acesso a quase todos os rascunhos, anotações e bastidores dos livros e roteiros do escritor, incluindo suas memórias. Narrações do processo criativo estão registradas através de depoimento de Neil e ainda há uma infinidade de fotografias com suas anotações, correções e apontamentos para quase todas as obras que escreveu. 
Orquídea Negra
Os fãs também irão gostar de descobrir quais foram as participações do autor em roteiros cinematográficos, incluindo a produção de desenhos animados. Outro ponto muito interessante fica por conta da transparência que Hayley conseguiu extrair de Gaiman, principalmente quando o assunto é a produção de textos para a indústria cinematográfica. 
Sandman, Deuses Americanos, A viagem de Chihiro, Violent Cases, Orquídea Negra, O Oceano no fim do Caminho, Stardust, Os livros da magia, Coraline, Doctor Who, Belas Maldições, O Livro do Cemitério e outras obras estão ao dispor do leitor em seus mínimos detalhes de construção.

Especial atenção é dada às parcerias que Neil Gaiman estabelece ao longo dos anos. De Dave McKean a Charles Vess, passando por inúmeros outros, a autora da biografia frisa a importância dessa simbiose entre o escritor e seus "comparsas".
Neil Gaiman e Alan Moore
Enfim, uma obra que servirá de ponto de partida para novos e antigos escritores. Não esperem encontrar um livro de "receita" para escrever bem, pois A Arte de Neil Gaiman é um livro com ensinamentos embutidos nas experiências boas e más dele. Cabe ao leitor filtrar as lições que os anos de escrita - nem sempre bem sucedidos - proporcionam. 
Repito: esta é uma obra que todo apreciador da boa leitura deverá ter em sua estante... e mente.
 

quarta-feira, 12 de novembro de 2014

Fliporto, Feira do Livro de Porto Alegre e outros eventos culturais. Saiba mais...



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Feira do Livro de Porto Alegre
Autores da Companhia das Letras participam de mesas de debate e sessão de autógrafos na 60ª edição da feira da capital gaúcha.
  • Ana Paula Padrão bate um papo sobre seu livro
    Terça-feira, 11 de novembro, às 18h30
    Ana Paula Padrão é convidada para falar de seu livro, O amor chegou tarde em minha vida. Após a conversa, a autora participa da sessão de autógrafo na Praça de Autógrafos.
    Local: Auditório Barbosa Lessa no Centro Cultural CEEE Erico Verissimo – Rua dos Andradas, 1223 – Porto Alegre, RS
  • Bate-papo com Gregorio Duvivier
    Quarta-feira, 12 de novembro, às 17h15
    No bate-papo Eu sou Gregorio Duvivier, autor de Ligue os pontos e Put some farofa conversa com fãs. Após o bate-papo, o autor autografa seus livros na Praça de Autógrafos.
    Local: Tenda de Pasárgada – Praça da Alfândega – Porto Alegre, RS
Noite de Estreia #2
Quinta-feira, 13 de novembro, às 20h
Lançamento de Put some farofa, de Gregorio Duvivier, e Sete anos, de Fernanda Torres, na segunda edição do Noite de Estreia. Além do bate-papo entre os autores e da sessão de autógrafos, acontece a festa com discotecagem de Giuliana Viscardi, Renata Chebel e Luiz Mattos. Saiba mais sobre os ingressos para o evento.
Local: Cine Joia – Praça Carlos Gomes, 82, Liberdade – São Paulo, SP

Fliporto 2014
Autores da Companhia das Letras participam de mais uma edição da Fliporto, em Olinda.
Local: Av. Sigismundo Gonçalves, 375, Carmo – Olinda, PE
  • Xico Sá participa de mesa sobre cinema e literatura
    Sexta-feira, 14 de novembro, às 14h
    Autor de Big Jato, Xico Sá participa da mesa “Cinema e literatura: casamento suspeitoso, união estável ou de conveniência?”, com Cláudio Assis, Hilton Lacerda e mediação de Isabela Cribari.
  • Mesa com Lira Neto
    Sábado, 15 de novembro, às 16h
    O biógrafo participa da mesa “Humanizando os mitos: as biografias do Padre Cícero e de Getúlio Vargas”.
  • Mesa com Lourenço Mutarelli e Ondjaki
    Domingo, 16 de novembro, às 14h
    Os autores de O cheiro do ralo e Bom dia, camaradas participam da mesa “Roteiro, narrativas e imagens: as técnicas do cinema e da literatura: aproximações e distanciamentos”, com mediação de Sidney Rocha.
Bienal do Livro de Minas
Autores da Companhia das Letras estão na programação de eventos da Bienal de BH.
Local: Expominas – Av. Amazonas, 6030 – Belo Horizonte, MG
  • Mesa com Gregorio Duvivier
    Sábado, 15 de novembro, às 14h
    Gregorio Duvivier e Adriana Calcanhoto conversam na mesa “A Poesia que me fez”.
  • Mesa com Luiz Ruffato e André Sant’Anna
    Sábado, 15 de novembro, às 17h
  • Mesa com Carlos de Brito e Mello
    Sábado, 15 de novembro, às 19h30
    Autor de A cidade, o inquisidor e os ordinários participa da mesa “Nova Literatura Mineira”, com Mário Alex Rosa e Ana Martins Marques.
    Autores de Flores artificiais e O Brasil é bom participam da mesa “Literatura e Política no Brasil em 2014″.
  • Mesa com Sérgio Rodrigues
    Domingo, 16 de novembro, às 15h
    Autor de O drible fala sobre literatura e futebol.
  • Conversa com Lira Neto e Paulo Cesar de Araújo
    Lira Neto, autor de Getúlio, e Paulo Cesar de Araújo, autor de O réu e o rei, participam de debate sobre biografias.
  • Mesa com Daniel Pellizzari
    Segunda-feira, 17 de novembro, às 19h30
    “Romances estranhos” é o tema da mesa com participação do autor de Digam a Satã que o recado foi entendido.
Encontro de Leitores da Seguinte
Neste fim de semana, várias cidades do Brasil recebem o encontro de leitores da Seguinte para falar sobre Cartas de amor aos mortos e Diário da seleção.
  • Encontro em São Paulo
    Sábado, 15 de novembro, às 15h
    Local: Livraria Cultura do Bourbon Shopping – Rua Turiassú, 2100, Pompéia – São Paulo, SP
  • Encontro em Porto Alegre
    Sábado, 15 de novembro, às 16h
    Local: Livraria Saraiva do Praia de Belas Shopping – Av. Praia de Belas, 1181 – Porto Alegre, RS
  • Encontro em São Luís
    Sábado, 15 de novembro, às 15h
    Local: Livraria Leitura do São Luís Shopping – Avenida Professor Carlos Cunha, 1000 – São Luís, MA
  • Encontro em Belém
    Sábado, 15 de novembro, às 15h
    Local: Saraiva MegaStore do Boulevard Shopping – Av. Visconde de Souza Franco, 776 – Belém, PA

domingo, 14 de setembro de 2014

Promoção "Coração Assombrado". Ganhe a biografia de Stephen King.


Em uma fantástica parceria entre o Apogeu e a Videogameria não poderíamos esperar menos. É chegada a hora de comemorar o aniversário do mestre do horror: Stephen King (mas quem ganha o presente é você)
Publicado pela Darkside Books, Coração Assombrado é a biografia do escritor de horror mais popular do mundo. O livro tem um acabamento inigualável, capa dura e a qualidade editorial que só a Darkside apresenta no país. Uma obra imperdível!!!
Este post marca o início da página do Facebook do Apogeu. Logo, para ganhar esta obra primorosa, basta seguir os perfis do twitter do Franzescritor e da Videogameria, além de curtir as páginas do Apogeu e da Videogameria.
Retwitte diariamente a seguinte frase:

Sigo o  e a . E só eles podem sortear a biografia de Stephen King.  Vai perder a chance?

O sorteio ocorrerá no dia 30 de setembro. Porém é preciso frisar que só os que seguiram/curtiram e retuitaram a frase irão concorrer. O ganhador deverá morar em território nacional e o envio é por nossa conta. Como o sorteie.me está inoperante, o ganhador será escolhido através do site http://sorteiospt.comBoa sorte a todos...





quarta-feira, 27 de agosto de 2014

Dave Itzkoff anuncia que fará biografia de Robin Wiliams.



Fonte: Veja. Comentários: Franz Lima
 
O ator Robin Williams, morto no dia 11 de agosto, aos 63 anos, vai ganhar uma biografia escrita por Dave Itzkoff, repórter de cultura do jornal americano The New York Times. O jornalista tem no currículo diversas matérias sobre Williams, entre elas um perfil, feito em 2009, pouco depois de o comediante passar por uma cirurgia cardíaca. Na ocasião, Williams disse a Itzkoff o que tinha mudado em sua rotina após a operação. "Você passa a apreciar as pequenas coisas da vida. Como caminhar na praia com um desfibrilador”, ironizou o ator.

Em um comunicado à imprensa, Itzkoff afirma que Williams foi um herói da cultura. "Em todas as vezes que nos encontramos, ele sempre foi gentil, generoso, humano, atencioso e hilário. Sou grato pela oportunidade de contar a sua história”, diz. A data da publicação da biografia ainda não foi divulgada. 

Histórico - Segundo as autoridades, o corpo do ator foi encontrado por sua assistente pessoal, pendurado com um cinto ao redor do pescoço preso ao batente da porta, em sua casa na cidade de Tiburon, na Califórnia.
O ator tinha um longo histórico de problemas com drogas, em particular álcool e cocaína, desde os anos 1970. Em 1998, em entrevista a VEJA, ele falou abertamente sobre a dependência química. "O efeito da droga é extremamente sedutor. O problema é que ela passa a dominar você, a controlar sua vida." Na mesma entrevista, ele contou que a paternidade o levou a largar as drogas, em 1983. "Queria acompanhar todo o processo de gravidez e parto, sem perder nada. Sabia que ser pai já seria uma transformação louca e problemática sem drogas - imagine com elas". 
Por 20 anos, Williams ficou sóbrio e viu sua carreira deslanchar, somando no total quatro indicações ao Oscar e uma vitória como ator coadjuvante pelo filme Gênio Indomável, de 1997. Mas em 2003 ele voltou a beber. Três anos depois, foi internado em uma clínica de reabilitação, por intervenção da família. Em 2010, em entrevista ao jornal britânico The Guardian, o ator contou que estava frequentando semanalmente as reuniões do Alcoólicos Anônimos (AA). Em julho de 2014, ele decidiu por conta própria se internar mais uma vez em uma clínica de reabilitação. Segundo Susan Schneider, viúva do ator, o marido estava em depressão e apresentava os primeiros estágios do Mal de Parkinson.

Franz diz: uma carreira magnífica, plena de sucesso, quebrada por um vício estúpido e ainda desprezado por muitos. O alcoolismo foi o pontapé inicial para a queda de Robin, seguido por problemas financeiros e o provável Parkinson. Mas o fato é que as bebidas e a cocaína minaram a alegria de um verdadeiro gênio, levando-o ao ato brutal que lhe custou a vida.
Fica a lição sobre nossa fragilidade como pessoas, mas também ficam as lembranças de um ator além do seu tempo. 

quarta-feira, 12 de fevereiro de 2014

Para os que criticam o Porta dos Fundos por falta de conteúdo: Biografia.


O grupo de humor Porta dos Fundos, sucesso indiscutível na internet e fora dela, vem recebendo muitas críticas, principalmente por parte de alas radicais da sociedade. Polêmicas à parte, o fato é que apontar pontos negativos sempre será algo de extrema facilidade. Entretanto, parar e buscar o que há de positivo e construtivo em uma obra não é algo que interessa aos críticos, já que não gera alarde, visualizações ou fama.
Sendo assim, trago até vocês um dos mais inteligentes, críticos e coesos episódios do Porta dos Fundos. O tema é, essencialmente, a vida de Hitler e sua visão dos atos que marcaram seu período à frente da Alemanha nazista. Assistam e divirtam-se com uma produção que alia o humor e a História de forma brilhante. 
Parabéns ao pessoal do Porta.



quarta-feira, 13 de novembro de 2013

Lindas e talentosas: as irmãs Fanning.


Donas de um talento nato, as irmãs Dakota e Elle Fanning mostram suas qualidades nas telas há algum tempo. Suas atuações são consistentes e lhes renderam diversos elogios e convites para vários trabalhos, além de indicações e prêmios. As duas trabalham desde cedo (Dakota começou aos 5 e Elle aos 3 anos) e atuaram também em várias séries para a TV.
Um fato interessante é que mesmo tendo começado antes, Dakota jamais se deixou levar pela fama e manteve a amizade e a parceria com sua irmã Elle. 
As fotos abaixo servem para ilustrar o quanto elas são unidas e, logicamente, a beleza das irmãs.
Que o sucesso seja apenas fruto de seus trabalhos. Que elas sempre permaneçam unidas e continuem a atuar no cinema e TV.










 
 

terça-feira, 5 de novembro de 2013

Restrições legais e alto custo impedem o progresso do mercado de biografias. Via Divirta-se.



Fonte: Divirta-se. Comentários: Franz Lima.

Daqui a duas semanas, Fortaleza recebe o primeiro Festival de Biografias do Brasil, que já estava programado bem antes de esquentar todo o debate envolvendo artistas, jornalistas, juristas, editores e biógrafos. A polêmica provavelmente fará parte da pauta, junto a outras questões como a reflexão sobre como se faz, por que se faz, como escolher um personagem e por que a procura pelas biografias. Certamente, se o assunto vem provocando tantas controvérsias, é porque existe interesse e um grande mercado por trás. Mas será que biografia é mesmo vendável e rentável como tem sido propagado?


Segundo a última pesquisa Produção e Vendas do Setor Editorial Brasileiro, da Fundação Instituto de Pesquisas Econômicas da Universidade de São Paulo (Fipe/USP), realizada anualmente por encomenda do Sindicato Nacional dos Editores de Livros (Snel) e da Câmara Brasileira do Livro (CBL), em 2012, o setor editorial brasileiro faturou R$ 4,9 bilhões e vendeu 434,9 milhões de livros. No ano anterior, o faturamento foi menor, R$ 4,8 bilhões, porém, mais obras foram comercializadas, 469,4 milhões.

Dentro deste contexto, no segmento das biografias foram produzidos 6,5 milhões de livros em 2011, e 4,1 milhões, em 2012, representando participação de 1,3% no mercado editorial. Uma redução significativa. No entanto, segundo pesquisa da GFK Brasil, uma das maiores empresas de pesquisa de mercado no mundo, o gênero ocupa atualmente a quinta posição em vendas no país e apresentou crescimento de 14% entre janeiro e setembro de 2013, comparando com o mesmo período do ano passado. Mas, sem dúvida, esses números poderiam melhorar ainda mais, como atestam os especialistas.


“As restrições impostas pela legislação e por parte de alguns herdeiros, além dos custos muito elevados, desencorajaram as editoras a seguir adiante com o mesmo ímpeto da década de 1990, quando começaram a pipocar os livros de biógrafos como Ruy Castro e Fernando Morais. Acredito que o auge mesmo ainda não chegou. Há uma carência de biografias muito evidente no mercado brasileiro. A população tem sido prejudicada em sua busca por conhecimento”, lamenta Bernardo Ajzenberg, diretor-executivo da Cosac Naify, editora que tem no catálogo as biografias de Clarice Lispector, Jayme Ovalle, Matisse e Cícero Dias.

Bernardo também lembra que o custo de produção de uma biografia é muito elevado (pesquisas, viagens, digitalização de arquivos, direitos para uso de imagens, entre outros gastos) e que só perde para os livros de arte. “A rentabilidade vem com muita lentidão e é relativamente baixa”, assegura.

Insegurança
Presidente do Sindicato Nacional dos Editores de Livros (Snel), Sônia Jardim é outra que acredita que a insegurança jurídica que ronda o mercado possa intimidar as editoras e os próprios autores a publicar e a escrever biografias. “É um trabalho que exige muitos anos de pesquisa e investimentos. Os escritores e os autores ficam amedrontados. Você não sabe o que vai acontecer. Gasta-se com o lançamento, com a feitura do livro e, de repente, se tiver algum problema, os custos para a retirada do mercado ainda são maiores. Fora que ainda é preciso contratar advogado”, explica.


Sônia revela o surgimento de um novo profissional no setor, o consultor jurídico, que avalia previamente se o livro terá ou não complicações com biografados, herdeiros ou representantes legais. Ela diz que, às vezes, se torna preferível publicar biografias estrangeiras, porque certamente provocam menos chateações.

“Quem sai prejudicada é a história do Brasil e isso também afeta na formação de futuros leitores. Não tenho estudos para comprovar, mas ouso dizer até que a maior parte das biografias que se encontram em nossas livrarias são de autores estrangeiros, porque é mais fácil e mais prático. Ainda não tivemos um boom de vendas neste gênero e toda essa polêmica pode até atrapalhar”, analisa Sônia Jardim.

Franz says: compreendo que há biografias realmente abusivas, onde as deturpações sobre a vida da pessoa em pauta são desrespeitosas e visam apenas o lucro. Mas estranho o modo como certos indivíduos que lutaram pelo reconhecimento e até uma certa dose de celebridade podem se mostrar contrários ao desejo de seus fãs em melhor conhecê-los. Acaso eles fomentaram o anonimato? Não, eles clamaram por reconhecimento, imploraram por fama e sucesso e, infelizmente, o preço de tais coisas pode ser muito caro. Aliás, ser uma pessoa pública cobra infinitamente um preço muito alto: o da privacidade. Não há privacidade que resista ao termo 'pessoa pública'. 
Já li várias biografias (inclusive leio neste momento a de Stephen King) e colhi muitas lições positivas de cada uma delas. Algumas foram não-autorizadas, o que não diminuiu o mérito do biógrafo que, logicamente, lucrou.
Biografias são necessárias por serem fontes de preservação da memória. Lucra o biógrafo, o leitor e a pessoa pública que foi biografada. 
A posição da Associação Procure Saber é válida, desde que não se enquadre em censura. O direito à criação de uma biografia deve, preferencialmente, passar por uma avaliação da pessoa pública em questão, porém sempre ficará uma dúvida sobre o que será escondido ou não pelo biografado. 
Enfim, a recomendação é que sejam lidas as biografias feitas por pessoas sérias e descomprometidas com o estrelismo, já que muitos desses autores querem brilhar mais do que aqueles sobre os quais escrevem.
P.S.: outro fator a ser considerado é a preservação da família, quando o biografado já é falecido. Um mínimo de respeito à privacidade dos familiares deve ser mantido...


sexta-feira, 31 de maio de 2013

Lista de Compras: Stephen King - Coração Assombrado. A biografia.



A aguardada biografia do mais popular e produtivo autor de histórias de terror e sobrenatural do mundo, finalmente chegou.  Stephen King já é parte indissolúvel da cultura pop e é o responsável por muitos de nossos pesadelos. Com milhões de livros vendidos, prêmios literários, obras adaptadas ao cinema, minisséries e uma infinidade de produtos resultantes de seus livros, King já é uma lenda viva. 
O resultado de seu trabalho é algo a que todos têm acesso. Entretanto, o que antecedeu o ápice? Quem foi o homem que povoa os pesadelos de milhões? Quais suas fontes e inspirações? Como ele mantém esse ritmo de produção tão frenético? As respostas estão nessa fantástica biografia escrita por Lisa Rogak.
Não importa se você gosta de King ou não. A verdade é que ele é um exemplo de persistência, trabalho e criatividade. Suas obras podem não agradar aos mais sensíveis, mas ninguém pode discutir a qualidade de seus livros.
Stephen King é um exemplo como escritor, face que muitos conhecem. Agora, a oportunidade de saber mais (e aprender) sobre a carreira e a vida dele chegou.
Não tenham medo. Adquiram a obra e vejam que até na mais densa das trevas há luz...

P.S.: o preço mais barato até hoje, 31/05, é o do submarino. Link abaixo:

quinta-feira, 14 de março de 2013

Dúvidas sobre a semelhança entre Steve Jobs e Ashton Kutcher?


Tinha dúvidas sobre a caracterização de Ashton Kutcher como Steve Jobs? Reveja seus conceitos...


E reveja mais uma vez...



segunda-feira, 24 de dezembro de 2012

Ziembinski: um pedaço (importante) da história do teatro no Brasil.


Este texto foi extraído na íntegra da extinta revista "Grandes Acontecimentos da História", número 31, publicada pela Editora Três (hoje responsável pela revista Isto É, entre outras) no ano de 1975. Por se tratar de material indisponível na web e com um conteúdo relevante, optei por disponibilizá-lo através do Apogeu. Boa leitura e bom proveito.
Franz.

Texto de Alberto Guzik

Os críticos dizem que dois nomes estão na origem do teatro brasileiro moderno: Nelson Rodrigues, que revolucionou a dramaturgia com Vestido de Noiva, e Ziembinski, diretor, ator e introdutor das novas técnicas de encenação. Foi ele o responsável por alguns dos espetáculos de maior brilho da melhor fase da arte cênica entre nós. Ziembinski não é somente um artista: é um artesão também, um técnico que conhece todos os mistérios do palco. A sua chegada ao Brasil, escapando aos horrores que a Segunda Guerra Mundial fizera cair sobre a Europa, é um marco. Dirigiu os nossos maiores atores, sendo ele também um ator de qualidades excepcionais. Aqui está sua vida.

Fernanda Montenegro e Ziembinski
Um grupo puxa a fila da renovação: Os Comediantes. começa o nosso futuro.

 Corre o ano de 1943. É dezembro e o calor carioca atinge a fulguração. O dia é 28. A estória (relembro que essa era a grafia da época) acontece no Teatro Municipal, enclave de cultura copiada do estrangeiro, arquitetura pesada contrastando decididamente com o tropical da paisagem circundante. Na sala de espetáculos, a ribalta é ocupada por um texto brasileiro, escrito por um desconhecido, encenado por outro e interpretado por amadores. O público é numeroso. A despeito de temerem que a produção possa incorrer no pecado de provincianismo, cederam à insistência do dramaturgo que, afinal, é um jornalista de futuro. Uma personagem, Lúcia, profere a última fala: O Buquê. Simultaneamente, sobre o edifício, caem o pano e o silêncio. A platéia, envolta na sobriedade dos ternos, nos tailleurs cheios de ombreiras e drapeados, nos chapéus e nas luvas, fica imobilizado pela surpresa. Passa algum tempo. Então irrompe em um violento clamor, aplaude com fúria. É mais que a consagração de Os Comediantes, um grupo esforçado, de Nelson Rodrigues, um escritor nascente, de Santa Rosa, um cenógrafo de grande valor. Trata-se do surgimento de uma linguagem cênica especificamente local, atual e viva. A emersão do primeiro marco global do teatro brasileiro moderno. E há mais um homem cuja parte no feito foi essencial.
O nome é Zbigniev Marian Ziembinski. O som, exótico para nossa raiz latina, fica por conta do idioma que o gerou, o nobre e musical polonês que Thomas Mann definiu como "suave e opaco". Igualmente sonoro é o substantivo que identifica o lugar no qual nasceu, Wieliczka, uma quase-cidade não muito distante da atual fronteira tcheca, brotando do sopé dos fabulosos e sugestivos Montes Cárpatos, aninhada na bainha da Galícia repleta de contrastes e cor local, que nada tem a ver com outra Galícia mais íntima nossa, a espanhola, dependurada a cavaleiro de Portugal, portão para o Atlântico. Wieliczka é tão modesta que no mais das vezes não ocupa o espaço dos aristocráticos dicionários geográficos. Seu ponto de referência mais imediato, e do qual não está muito distante, é Cracóvia, bela e sábia, a origem se perdendo nas brumas da elaboração da cultura européia, antiga capital do milenar império polonês, o maior repositário nacional de monumentos históricos. 
Ziembinski é do signo de Peixes, 17 de março de 1908. O pai, médico da salinas, tesouro do lugar. A mãe, simples e suficientemente mãe. A infância não transcorre como sói acontecer, prescrevendo e administrando doses habituais de felicidade e infelicidade. Marcam-na o agitado e o violento do período, que presenciou a longa e amarga luta do país pela reunificação de seu território, esquartejado entre a Rússia, a Prússia e a Áustria. A progressão da Primeira Guerra Mundial lhe serve como fundo de cena. O armistício traria no bojo o germe de modificações radicais. E a independência aconteceu em novembro de 1918, parida pelas mãos insistentes de Joseph Pilsudski, mas não teria a paz por companheira. A briga pelas fronteiras continuaria até as vésperas da Segunda Guerra, travada com armas diplomaticamente enluvadas, nos salões ricos e barrocos de Versailles ou Spa. Noutras ocasiões vestia a forma dolorosamente concreta e sangrenta da escaramuça armada. A Polônia era o centro do fervilhante caldeirão, a Europa Oriental, de longa data a principal usina geradora de desassossego no planeta.
A turbulência atingiu a distante Wieliczka; para a guerra nenhum canto é suficientemente remoto. Ziembinski, filho único, passou os primeiros anos ao lado de feridos de guerra, quase um enfermeiro. Mas a sucessão de percalços não atingiu aquela tremenda estatura capaz de desfigurar o cotidiano. Ainda havia uma rotina caseira e outra, escolar. Inspirado pelo gênero, número e grau das primeiras atividades, namorou a medicina e o exemplo do pai; a decisão, no entanto, sofreria o drástico das alterações provocadas pela realidade. Em 1919 se localizam acontecimentos que determinariam seu futuro: a perda da figura paterna e a descoberta de uma vocação. O falecimento do dr. Ziembinski, contagiado por um paciente, foi acompanhado de perto pela primeira representação teatral. Numa produção escolar, encarregaram-no de um anjo. O menino se emocionou e chorou pra valer. Era o início de uma paixão permanente e absorvente. A subsistência familiar, com ânimo e orçamento abalados, recebeu apoio da gente das salinas que, se vale a memória do menino, idolatrava o médico desaparecido. E essa ajuda permitiu ao garoto partir de Wieliczka, perseguindo sonhos e estudos mais elevados.

A fabulosa Varsóvia 

A primeira escala foi Cracóvia, aos treze anos. Aos quinze, a autonomia de vôo já bastava para atingir Varsóvia. Na fabulosa capital, os micróbios do cientificismo foram definitivamente esterilizados. Inscreveu-se inicialmente na faculdade de letras e depois na escola dramática. O visgo dos bancos escolares não o agarrou por muito tempo. Em 1926, fez um teste de interpretação na rigorosa e ranheta Sociedade dos Artistas dos Palcos Poloneses. Aprovado, foi contratado pelo Teatro de Cracóvia. O sucesso chegou com a velocidade adequada aos predestinados. Após dois anos na venerável cidade, criando grandes e pequenos papéis, um triunfo estrondoso motivou o chamado de Zelwerowicz. E Zelwerowicz, encenador famoso, diretor da escola dramática, ofereceu a Ziembinski o posto de primeiro ator jovem na inauguração do Teatro de Wilno. Lá nasceram depois o Oberon skakespeariano, o Klestakhov gogoliano. E o ator também deu os primeiros passos rumo à encenação. A etapa seguinte era inevitável. Quando o Teatro Polonês, de Varsóvia, acenou-lhe com um convite de trabalho, estava solidificada sua fama de melhor intérprete jovem do país. E foi isso em 1928. Nos onze anos seguintes ela só fez aumentar, acrescida da nomeada como encenador. Durante esse período, trocou a capital por Lodz e voltou a trocar Lodz pela capital. As horas vagas, Ziembinski as aproveitou para casar com Maria Prózinska, ter um filho, Krystzoff, e descasar. O rebento, nascido em 1935, é hoje ator importante na terra natal.
A alvorada da Segunda Guerra foi encontrar nossa personagem passando férias na Croácia, em território iuguslavo. Ao saber da derrota das forças polonesas, subjugadas pela estratégia aparentemente irresistível dos generais de Hitler, Ziembinski fugiu do nazismo e do serviço militar. Não podia saber, mas estava abandonando para sempre a sementeira da qual brotara. Internou-se pela Romênia adentro e, a caminho de Paris, encontrou tempo para quatro meses de espetáculos dedicados a algumas tropas polacas acantonadas no país então vizinho. Em 1940 chega à capital francesa, depois de sinuoso trajeto que incluiu a Itália. Em 41, com a poderosa arremetida germânica nos calcanhares, consegue do embaixador Souza Dantas um visto de entrada no Brasil. A viagem marítima exibe Casablanca e Cadiz aos olhos estonteados do viajante. A difusão da guerra prende-o, bem como ao navio Alcina, por seis meses, em Dakar. Finalmente, lá por volta das cinco da tarde do dia 6 de julho de 41, a embarcação atraca na praça Mauá, cais do porto de São Sebastião do Rio de Janeiro.

Objetivo: Hollywood.

Se acreditarmos no que sussurram alguns horticulares da história do teatro tupiniquim, o objetivo de Ziembinski não era o luminoso ex-Distrito Federal. Queria chegar a uma paisagem também reluzente, mas de outro feitio, banhada pelo sol do hemisfério norte, debruçada sobre o Pacífico,  a policromia determinada pelos tons do processo tecnicolor: Hollywood, Los Angeles, Califórnia. Se houvesse arribado até aquelas bandas, sem dúvida seria mais um dos grandes profissionais eslavos, Maria Ouspenskaya e Richar Boleslavski como exemplos, que ajudaram a acelerar o processo de enobrecimento do cinema. Mas Ziembinski não partiu, cativado, como ainda contam, por quase todas as belezas naturais cariocas. Em setembro, portanto logo após sua chegada, Witold Malcuzinsky esteve no Rio para dar um concerto em benefício da Cruz Vermelha polonesa. Após o recital, a gente da sociedade local lhe ofereceu um coquetel no Hotel Central, Praia do Flamengo. E durante a festa, o ator estrangeiro, obviamente presente, foi apresentado ao jovem Agostinho Olavo, ligado desde 1938 a um grupo de moços que mantinham um conjunto de teatro amador conhecido como Os Comediantes, temerariamente mirando reformular a atividade cênica que predominava no país. Na mesma noite Ziembinski conheceu o restante do grupo, reunido em casa de Belá Paes Leme.
Quando o dinâmico e ímpar Santa Rosa recordou as lições de Jouvet, desejando "comediantes"e não meros "atores", vinha na esteira de forte animação com a renovação teatral. Seus esforços haviam sido antecipados de perto pelo Teatro do Estudante de Paschoal Carlos Magno e pelo Teatro Universitário de Jerusa Camões. E havia muito que mudar. O teatro brasileiro roncava em berço esquálido, ignorando as lições européias, copiadas com tanta avidez no século passado. Dos triunfos russos de Stanislavski, Meyerhold e Vakhtangov, alemães de Piscator e Jessner, franceses de Copeau, Jouvet, Dullin, Batty e Pitoeff, poucos sabiam. Da mesma forma, as propostas de Appia e Gordon Craig, a ferocidade de Shaw, a terrível sonoridade de Strindberg, a virulência de Ibsen, a grandeza de O´Neill, a suave ferocidade de Tchekhov, eram propriedade de raros iniciados.
O Teatro Municipal do Rio, inaugurado em 1909 sem a presença eventualmente benéfica de Arthur Azevedo, era reduto das excelências importadas. No final dos anos 20 e início dos anos 30 já se haviam levantado contra o marasmo imperante as vozes zangadas de Oswald de Andrade, Alvaro Moreyra e Renato Vianna. Em vão. O entusiasmo do primeiro morreu junto à barreira dos textos não encenados. Os dois últimos promoveram a fundação de companhias que se diluíram no insucesso. O mesmo sufoco já fora imposto antes à experiência nacionalista de Arthur de Azevedo no Teatro da Exposição, em 1908, e ao Teatro da Natureza, de Itália Fausta, Gomes Cardim e Alexandre Azevedo, em 1916. O sucesso estava com a revista, a burleta, o teatro ligeiro e o dramalhão, avô da telenovela. Nos primeiros vinte anos do século, os preconceitos do público e a ausência de uma tradição sólida esterilizaram os esforços razoavelmente simbolistas do vistoso João do Rio e do sensível Roberto Gomes. Nos vinte seguintes, glorificaram a discutível dramaturgia de costumes de Oduvaldo Vianna, Gastão Tojeiro e do pretensioso Paulo de Magalhães. Imperando sobre o rarefeito público de teatro se encontravam Leopoldo Fróes, Procópio Ferreira, Ema D´Ávila, Jaime Costa, grandiosos, ainda que estagnados. A quase mendicidade das companhias profissionais as obrigava a mambembar pelos brasis sempre que os ouvintes da capital escasseavam, o que acontecia com muita frequência. O janotismo de Fróes e, depois, a elegância de Dulcina, eram exceções. A rarefação de recursos exigia o apelo ao telão pintado, aos parcos objetos de cena. As próprias atrizes eram as financiadoras dos figurinos que usavam em cena. Uma estranha fase essa do teatro vera-cruzense, miserável e agônico, apaixonado e vibrante!
Sobre esse panorama de desalento desaba a pujança de Ziembinski, vindo da febre do teatro polonês, da formação séria e profunda na arte do ator e do diretor, do alentado estudo dos estilos e história do teatro, da tempestade desencadeada por novas tendências como o expressionismo alemão. Sua dimensão e a fama que o precedia do além-Atlântico, trazida pela boca de conterrâneos emigrados, impulsionaram a força juvenil de Os Comediantes e lhe ofereceram o amparo sólido de uma já longa vivência com a prática teatral. O grupo contava com certa experiência e prestígio. A montagem de estréia, A Verdade de Cada Um, de Pirandello, seguida de perto pela Mulher e Três Palhaços,  de Marcel Achard, denotam a preocupação com a escolha de um repertório que então parecia significativo e palpitante. Estava-se em 1940. Mas os primeiros sucessos, que fortaleceram a posição dos amadores e abriram portas para alguma ajuda externa e oficial, não bastaram para consolidar sua situação financeira, que continuava a ter o precário como companheiro inseparável.


"Eminência parda"


Tônia Carrero e Ziembinski
Mal chegado, Ziembinski já estava à vontade e sem cerimônias em Os Comediantes. Em novembro de 41, a remontagem do Pirandello obedecia às ordens de Adacto Filho, mas contava com uma emminence grise (guess who) que palpitou o quanto quis durante os ensaios e se encarregou da iluminação. Toda ordem de dificuldade, as mais fiéis espectadoras dos esforços cênicos desta terra, atrasava a nova temporada. Intermináveis discussões se travavam ao redor do repertório. Os artistas buscavam freneticamente textos nacionais que teimavam em não aparecer. Brutus Pedreira, Santa Rosa e seus companheiros se metiam em papos sem fim, elaborando no ar hipóteses capazes de entornar a falta de dinheiro. E, em companhia de atores mais impacientes, componentes de um outro grupo recente, ligado de modo oblíquo a Os Comediantes, Ziembinski ofereceu às pranchas do palco as primeiras provas brasileiras de seu talento. O conjunto, adequadamente intitulado Teatro dos Novos, mostrou primeiro À Beira da Estrada, de Jean Jacques Bernard. Vieram, então, As preciosas Ridículas e Orfeu, Molière e Cocteau. E com isso já corria novembro de 43. A proximidade da temporada seguinte de Os Comediantes levou os Novos a incluírem sua nova montagem, Fim de Jornada, de Sheriff, no repertório daquele grupo. E com ela chegaram também Um Capricho, do romântico Musset, Escola de Maridos, Molière, claro,  e O Escravo de Lúcio Cardoso, cuja escrita é fascinante para o romance e falha no teatro. Logo depois foi a vez de Vestido de Noiva. O resto é história.

Caem as tradições.

Só um exemplo da importância do TBC
Desse agrupamento de espetáculos, Ziembinski encenou os textos de Sheriff e Nelson Rodrigues. Janeiro de 44 assistiria a Pelleas e Melisanda, do volátil e melancólico Maurice Maeterlinck. Eram montagens que viravam a mesa de nossas tradições e causavam espécie. Encontravam defensores e atacantes apaixonados. Cenários concebidos em íntimo acordo com a perspectiva e a leitura do diretor, iluminações cuidadosamente pensadas, interpretações diversas do usual, assentadas em minuciosos esquadrinhamentos psicológicos das personagens. Ziembinski tinha também a função de professor. Não de caso pensado; sem querer, os ensaios acabavam sendo aulas, preparavam novos atores, segundo metodologias antes desconhecidas. Ao mesmo tempo, em São Paulo, tinham lugar as importantes experiências igualmente amadoras de Alfredo Mesquita e Décio de Almeida Prado. O Brasil armava posição de arranque na corrida que travaria para tentar alcançar em cinco anos o espaço que o teatro europeu percorrera em 50.
O efeito sobre o teatro profissional foi imediato. Procópio anunciou novas temporadas onde a pièce-de-resistence seria a mostragem de textos renomados. Luis Iglésias chamou para si novos atores, Eva Todor e Sonia Oiticica, convocando também a experiência da ensaiadora lusa Esther Leão, que já colaborara com o Teatro do Estudante. Pouco depois, em 44, Dulcina, a primeira dama, promoveria antológica temporada no Municipal, oferecendo de enfiada César e Cleópatra e Santa Joana, de Shaw, Anfitrião 38 de Giraudoux, Bodas de Sangue, de Lorca. Reciprocamente, tanto Os Comediantes quanto o teatro brasileiro influíram sobre Ziembinski. Forçaram-no a modificar razoavelmente seu tempo teatral, outrora polonês, favorecedor da lentidão, longas pausas, olhares eloqüentes. Inúmeros reparos lhe foram feitos, alguns assumidos, muitos outros não.
Prossegue vinculado ao conjunto que lhe deu projeção e em  46 tem lugar outra encenação de peso e qualidade. Ao lado de Olga Navarro e Jardel Filho, dirige e interpreta Desejo, talvez o primeiro O´Neill daqui. A profissionalização dos Comediantes era inevitável. Mas o grupo não conseguirá  resistir por muito tempo. Montherlant e a Rainha Morta, Jorge Amado e as Terras do Sem Fim, adaptadas, Edgard da Rocha Miranda e Não Sou Eu... remontagens do Vestido e de Desejo já não são mais atividades vitais. Apenas os movimentos agônicos do fim próximo. Muito fora feito. Em cena uma nova geração de atores. Deságua no nada o esforço administrativo e heróico de Miroel Silveira. Fora um trabalho desbravador, pioneiro. De seus frutos, narra Sábato Magaldi, saiu o Teatro Brasileiro de Comédia. E do legendário TBC sairá, por identificação ou contraste, todo o teatro nacional contemporâneo.


Absorvendo o Brasil


A dissolução de Os Comediantes altera a carreira de Ziembinski. O homem, mais que um ator, um encenador, é um analista, um filósofo do teatro. Há 34 anos vem ativando um longo processo de adaptação, "absorvendo e sendo absorvido pelo Brasil", com afirmou um dia. Ao longo de três décadas, a forte presença marca três gerações de gente de teatro. O pensador constata crises e conflitos, sugere soluções, busca saídas. Em 48 são as montagens do rodriguiano Anjo Negro, Eurípedes entra na dança com Medéia, vê-se Uma Rua Chamada Pecado que não é outra senão O Bonde Chamado Desejo de Tenesse Williams. A primeira direção é para Maria Della Costa e Sandro que contavam com a formidável colaboração da excepcional Itália Fausta. As duas seguintes, para Henriette Morineau. 49 vai encontrá-lo em São Paulo, onde redirige Anjo Negro e entra de ator na Estrada do Tabaco, a densidade escrita por Erskine Caldwell. Alguns meses em Recife, dando aulas de teatro e novamente o Rio. Em companhia própria, surgem Assim Falou Freud e Adolescência. Retorna a São Paulo, seduzido pela opulência do TBC que ostenta luxo digno de um barão do café. De início, limita-se a um teatro de segundas-feiras. Não passa muito tempo, no entanto, para que Franco Zampari lhe ofereça um lugar como ator e diretor da casa de espetáculos da rua Major Diogo. E em 1950, Ziembinski passa a contar entre o elenco permanente da primeira grande quimera empresário-teatral da nação. No TBC despende a maior parte de sua vida teatral de cá. Enfileiram-se Renard e Pega-Fogo, Schiller e Maria Stuart, Ben Jonson e Volpone,  Abílio e Paiol de Velho, Dickens e o Grilo da Lareira, Dumas Fils e a inefável Dama das Camélias. O TBC tem papel essencial em sua vida artística. 

Dirige e é dirigido
Cacilda Becker


Não somente dirige como é dirigido por outros encenadores talentosos. Conhecendo os italianos Adolfo Celi, Luciano Salce e Flammínio Bollini, é forçado a confrontar com outras as próprias teorias de encenação. Em 57 sai do TBC para a Companhia Cacilda Becker. Cria O Santo e a Porca - Suassuna; Longa Jornada Noite Adentro - O´Neill; César e Cleópatra - Shaw. Regressa ao Rio. São As Três Irmãs unindo Tchekhov ao Teatro Nacional de Comédia. De novo em São Paulo é o Exercício Para Cinco Dedos, uma espécie de Teorema à americana e às avessas, e o truculento Boca de Ouro do ex-desbravador Nelson Rodrigues. Pela primeira vez faz televisão. Em 62, volta ao Rio para se encontrar com Ibsen e os Espectros, em companhia de Ivan de Albuquerque e Rubens Corrêa,  dois ex-alunos.
 
Viagem-nostalgia

Em 63, a Polônia, temporariamente. Viagem-nostalgia, leva para a antiga pátria (naturalizou-se brasileiro em 59) uma contribuição verde-amarela. Traduz e encena O Boca e Vereda da Salvação que em Varsóvia fica em cartaz por dois anos. Retorna em 64. Cinema, televisão, teatro. Descalços no Parque, Perda Irreparável, Os Físicos, O Santo Inquérito, Toda Nudez Será Castigada, A Volta ao Lar. Espetáculos de qualidades várias, intenções várias. Assim como ao longo de toda a sua vida, grandes sucessos, grandes fracassos e os mais irritantes, os cinzentamente razoáveis. O que predomina é uma essencial honestidade no trato com a matéria-prima do teatro. Uma vontade de acerto, descoberta, encontro. Ziembinski toma posições provocantes, contraditórias até, mas sempre vivas. Em 68, São Paulo, faz os pirandellianos Gigantes da Montanha. Afirmando que não há diferenças entre um homem de sessenta anos e uma mulher de sessenta anos, vive o papel-título da Celestina, a complicada obra única e prima de Fernando de Rojas. O espetáculo é constrangedor. Mas uma interpretação, a de Ziembinski, exibe uma qualidade de rara lapidação. Em 71, excursiona pelo país, enlouquecendo com o Henrique IV de Pirandello. Atua freneticamente na televisão que, em 73, o encontrará como diretor executivo da Divisão de Novelas da Rede Globo. Em 71, faz Vivendo em Cima da Árvore, uma tolice de Peter Ustinov. Em 72, consegue injetar comovedora humanidade na superfície rasa do Check-Up de Paulo Pontes. Agora está preparando a remontagem do Vestido de Noiva. A proposta é reconstituir o original de 43. O plano parece infeliz e anacrônico, mas não deixa de estabelecer um curioso suspense. Capricho a que encenador e autor têm direito. Mas, sabe-se que não será a mesma coisa. Outra época, outro cenógrafo, outros atores. Tanta água correu nesse tempo! Como recuperar uma realidade que eles mesmos ajudaram a modificar? O teatro brasileiro se expandiu, criou alguma raiz, passou a ter um peso mínimo (melhor que o anterior, nulo) na cultura nacional, adquiriu uma força raquítica mas palpável. Conseguiu até certa tradição!
Ziembinski foi uma das alavancas, talvez a mais poderosa alavanca individual, que partejou e forçou a reformulação da cultura cênica local. A figura corpulenta, rosto redondo e pronunciadamente eslavo, testa alta, cabelos rareando e inteiramente brancos, cicatriz funda na face esquerda, a voz tornada áspera e estranhável pelo sublinhado do sotaque, passou a fazer parte de duas Histórias do Teatro, façanha difícil. Um homem que há três anos afirmava: "O país ainda se prepara para encontrar sua própria forma teatral, embora talvez não se chame mais espetáculo teatral, mas no qual a nação se realizaria através de conceitos afins ao drama e adaptados ao seu temperamento, seu sangue, sua sensibilidade melódica" e acrescentava que seria capaz de realizar tal espetáculo desde que lhe fossem dadas as condições necessárias. Integrado na paisagem do cartão-postal da Guanabara, seu universo centro-europeu tropicalizado pelas palmeiras (hoje rarefeitas) e pelo mar (agora poluído), dedica o pouco lazer à fotografia e a uma célebre coleção de discos classicos. Ainda hoje plenamente dono de seu instigante talento. Zbigniev Marian Ziembinski, de que já escreveram "Zimba para os mais chegados, mestre Zimba para os mais novos".

Alberto Guzik

Nota: Ziembinski faleceu no Rio de Janeiro apenas 3 anos após essa matéria, em 1978. Abaixo vocês terão uma lista completa (disponível também em Itaú Cultural) com todos os espetáculos dos quais ele participou, seja como ator, diretor, tradutor, técnico ou produtor.

Adaptação
1951 - São Paulo SP  -  O Grilo da Lareira
1969 - São Paulo SP  -  A Celestina


Cenografia
1948 - Rio de Janeiro RJ  -  Anjo Negro
1948 - Rio de Janeiro RJ  -  Lua de Sangue
1948 - Rio de Janeiro RJ  -  Uma Rua Chamada Pecado
1948 - Rio de Janeiro RJ  -  Medéia
1949 - Recife PE  -  Pais e Filhos
1949 - Recife PE  -  Esquina Perigosa
1949 - Recife PE  -  Além do Horizonte


Direção
1941 - Rio de Janeiro RJ  -  À Beira da Estrada
1942 - Rio de Janeiro RJ  -  Orfeu
1942 - Rio de Janeiro RJ  -  As Preciosas Ridículas
1943 - Rio de Janeiro RJ  -  Fim de Jornada
1943 - Rio de Janeiro RJ  -  Pelleas e Melisanda
1943 - Rio de Janeiro RJ  -  Vestido de Noiva
1945 - Rio de Janeiro RJ  -  Vestido de Noiva
1945 - Rio de Janeiro RJ  -  A Família Barrett
1946 - Rio de Janeiro RJ  -  A Rainha Morta
1946 - Rio de Janeiro RJ  -  Desejo
1946 - Rio de Janeiro RJ  -  Era uma Vez um Preso
1947 - São Paulo SP  -  Vestido de Noiva
1947 - Rio de Janeiro RJ  -  Não Sou Eu
1947 - Rio de Janeiro RJ  -  Vestido de Noiva
1947 - São Paulo SP  -  Era uma Vez um Preso
1948 - Rio de Janeiro RJ  -  Uma Rua Chamada Pecado
1948 - Rio de Janeiro RJ  -  Medéia
1948 - Rio de Janeiro RJ  -  Os Homens
1948 - Rio de Janeiro RJ  -  Lua de Sangue
1948 - Rio de Janeiro RJ  -  Anjo Negro
1948 - Rio de Janeiro RJ  -  Revolta em Recife
1949 - Recife PE  -  Fim de Jornada
1949 - Recife PE  -  Em Viagem
1949 - Recife PE  -  Além do Horizonte
1949 - Recife PE  -  Esquina Perigosa
1949 - Recife PE  -  Nossa Cidade
1949 - Recife PE  -  Pais e Filhos
1950 - Rio de Janeiro RJ  -  Dorotéia
1950 - São Paulo SP  -  A Endemoniada
1950 - São Paulo SP  -  O Homem de Flor na Boca
1950 - São Paulo SP  -  Pega Fogo
1950 - Rio de Janeiro RJ  -  Amanhã, Se Não Chover
1950 - Rio de Janeiro RJ  -  Helena Fechou a Porta
1950 - Rio de Janeiro RJ  -  Assim Falou Freud
1950 - São Paulo SP  -  O Banquete
1950 - São Paulo SP  -  O Cavalheiro da Lua
1950 - São Paulo SP  -  Lembranças de Berta
1950 - Rio de Janeiro RJ  -  Adolescência
1950 - São Paulo SP  -  Cavaleiro da Lua
1950 - São Paulo SP  -  Rachel
1951 - São Paulo SP  -  O Grilo da Lareira
1951 - São Paulo SP  -  Harvey
1951 - São Paulo SP  -  Paiol Velho
1953 - São Paulo SP  -  Se Eu Quisesse
1953 - São Paulo SP  -  Divórcio para Três
1953 - São Paulo SP  -  Desejo
1954 - São Paulo SP  -  Um Dia Feliz
1954 - São Paulo SP  -  Negócios de Estado
1954 - São Paulo SP  -  Cândida
1954 - São Paulo SP  -  ...E o Noroeste Soprou
1954 - São Paulo SP  -  Um Pedido de Casamento
1955 - São Paulo SP  -  Volpone
1955 - São Paulo SP  -  Maria Stuart
1956 - Rio de Janeiro RJ  -  Divórcio para Três
1956 - São Paulo SP  -  Manouche
1956 - Rio de Janeiro RJ  -  Maria Stuart
1957 - Rio de Janeiro RJ  -  Leonor de Mendonça
1957 - Rio de Janeiro RJ  -  Adorável Júlia
1958 - Rio de Janeiro RJ  -  O Santo e a Porca
1958 - Rio de Janeiro RJ  -  O Protocolo
1958 - Porto Alegre RS  -  Santa Martha Fabril S / A
1958 - Rio de Janeiro RJ  -  Jornada de um Longo Dia para Dentro da Noite
1958 - Porto Alegre RS  -  Maria Stuart
1958 - Porto Alegre RS  -  Santa Martha Fabril
1958 - Rio de Janeiro RJ  -  Pega Fogo
1959 - São Paulo SP  -  Santa Marta Fabril S. A.
1959 - São Paulo SP  -  Os Perigos da Pureza
1959 - São Paulo SP  -  Desejo
1960 - Rio de Janeiro RJ  -  As Três Irmãs
1960 - Rio de Janeiro RJ  -  Carrossel do Casamento
1960 - São Paulo SP  -  Boca de Ouro
1960 - Rio de Janeiro RJ  -  Sangue no Domingo
1960 - São Paulo SP  -  Exercício para Cinco Dedos
1960 - (Portugal)  -  O Santo e a Porca
1961 - Rio de Janeiro RJ  -  Os Espectros
1961 - Rio de Janeiro RJ  -  Círculo Vicioso
1962 - Rio de Janeiro RJ  -  Zefa entre os Homens
1962 - São Paulo SP  -  Paixão da Terra
1963 - Cracóvia (Polônia)  -  Boca de Ouro
1963 - São Paulo SP  -  César e Cleópatra
1964 - Rio de Janeiro RJ  -  Descalços no Parque
1964 - Varsóvia (Polônia)  -  Vereda da Salvação
1965 - Rio de Janeiro RJ  -  A Perda Irreparável
1965 - Rio de Janeiro RJ  -  Toda Nudez Será Castigada
1966 - Rio de Janeiro RJ  -  Os Físicos
1966 - Rio de Janeiro RJ  -  Orquídeas Para Cláudia
1966 - Rio de Janeiro RJ  -  O Santo Inquérito
1967 - Rio de Janeiro RJ  -  Toda Nudez Será Castigada
1969 - São Paulo SP  -  A Celestina
1969 - Brasília DF  -  A Mulher sem Pecado
1969 - Rio de Janeiro RJ  -  O Marido de Conceição Saldanha
1970 - Brasília DF  -  Henrique IV
1971 - Rio de Janeiro RJ  -  Vivendo em Cima da Árvore
1972 - Rio de Janeiro RJ  -  Dom Casmurro
1976 - Rio de Janeiro RJ  -  Vestido de Noiva
1976 - Rio de Janeiro RJ  -  Quarteto


Interpretação
1943 - Rio de Janeiro RJ  -  Pelleas e Melisanda
1943 - Rio de Janeiro RJ  -  Fim de Jornada
1946 - Rio de Janeiro RJ  -  Desejo
1946 - Rio de Janeiro RJ  -  Era uma Vez um Preso
1946 - Rio de Janeiro RJ  -  Festival do 2º Aniversário do Teatro Experimental do Negro
1946 - Rio de Janeiro RJ  -  A Rainha Morta
1947 - Rio de Janeiro RJ  -  Não Sou Eu
1947 - Rio de Janeiro RJ  -  Terras do Sem Fim
1947 - São Paulo SP  -  Era uma Vez um Preso
1948 - Rio de Janeiro RJ  -  Os Homens
1948 - Rio de Janeiro RJ  -  Lua de Sangue
1948 - Rio de Janeiro RJ  -  Vestir os Nus
1948 - Rio de Janeiro RJ  -  Revolta em Recife
1949 - Recife PE  -  Fim de Jornada
1949 - São Paulo SP  -  Estrada do Tabaco
1949 - Recife PE  -  Em Viagem
1949 - Recife PE  -  Nossa Cidade
1950 - São Paulo SP  -  Do Mundo Nada Se Leva
1950 - São Paulo SP  -  Pega Fogo
1950 - São Paulo SP  -  O Cavalheiro da Lua
1950 - São Paulo SP  -  O Banquete
1950 - Rio de Janeiro RJ  -  Assim Falou Freud
1950 - São Paulo SP  -  Cavaleiro da Lua
1950 - Rio de Janeiro RJ  -  Adolescência
1951 - São Paulo SP  -  Arsênico e Alfazema
1951 - São Paulo SP  -  Harvey
1951 - São Paulo SP  -  O Grilo da Lareira
1951 - São Paulo SP  -  Convite ao Baile
1951 - São Paulo SP  -  Ralé
1952 - São Paulo SP  -  Antígone
1952 - São Paulo SP  -  Vá com Deus
1953 - São Paulo SP  -  Se Eu Quisesse
1953 - São Paulo SP  -  Na Terra como no Céu
1953 - São Paulo SP  -  Divórcio para Três
1954 - São Paulo SP  -  Negócios de Estado
1954 - São Paulo SP  -  Cândida
1954 - São Paulo SP  -  ...E o Noroeste Soprou
1954 - São Paulo SP  -  Mortos sem Sepultura
1954 - São Paulo SP  -  Um Dia Feliz
1955 - São Paulo SP  -  Os Filhos de Eduardo
1955 - São Paulo SP  -  Volpone
1956 - São Paulo SP  -  Gata em Teto de Zinco Quente
1956 - São Paulo SP  -  Manouche
1956 - Rio de Janeiro RJ  -  Divórcio para Três
1957 - São Paulo SP  -  As Provas de Amor
1957 - São Paulo SP  -  A Rainha e os Rebeldes
1957 - Rio de Janeiro RJ  -  Adorável Júlia
1958 - Rio de Janeiro RJ  -  O Santo e a Porca
1958 - Porto Alegre RS  -  Santa Martha Fabril S / A
1958 - Rio de Janeiro RJ  -  Jornada de um Longo Dia para Dentro da Noite
1958 - Porto Alegre RS  -  Maria Stuart
1958 - Rio de Janeiro RJ  -  Pega Fogo
1958 - Porto Alegre RS  -  Santa Martha Fabril
1959 - São Paulo SP  -  Santa Marta Fabril S. A.
1959 - São Paulo SP  -  Os Perigos da Pureza
1960 - Rio de Janeiro RJ  -  Don João Tenório
1960 - São Paulo SP  -  Boca de Ouro
1960 - Rio de Janeiro RJ  -  Sangue no Domingo
1960 - São Paulo SP  -  Exercício para Cinco Dedos
1961 - Rio de Janeiro RJ  -  Os Espectros
1961 - Rio de Janeiro RJ  -  Círculo Vicioso
1963 - São Paulo SP  -  César e Cleópatra
1964 - Rio de Janeiro RJ  -  Descalços no Parque
1965 - Rio de Janeiro RJ  -  A Perda Irreparável
1966 - Rio de Janeiro RJ  -  Os Físicos
1967 - Rio de Janeiro RJ  -  A Volta do Lar
1968 - São Paulo SP  -  Volta ao Lar
1969 - São Paulo SP  -  Os Gigantes da Montanha
1969 - São Paulo SP  -  A Celestina
1970 - Brasília DF  -  Henrique IV
1971 - Rio de Janeiro RJ  -  Vivendo em Cima da Árvore
1972 - Rio de Janeiro RJ  -  Check-up
1976 - Rio de Janeiro RJ  -  Quarteto


Figurino
1948 - Rio de Janeiro RJ  -  Medéia


Iluminação
1940 - Rio de Janeiro RJ  -  A Verdade de Cada Um
1959 - São Paulo SP  -  Gente como a Gente


Produção
1959 - São Paulo SP  -  Maria Stuart


Tradução
1963 - Cracóvia (Polônia)  -  Boca de Ouro
1964 - Varsóvia (Polônia)  -  Vereda da Salvação
 


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