Assim que comecei a assistir ao longa-metragem O Poço (El Hoyo) , tive a impressão de que o filme seria um “similar” ao filme Cubo (Cube – 1997), mas essa sensação passa muito rápido. Apesar do clima claustrofóbico de ambas as produções, O Poço tem uma vertente bem mais incômoda e impactante para o espectador, sobretudo do ponto de vista psicológico. Vejam o trailer para terem uma melhor ideia sobre o que estou falando. Após isso, continuaremos na análise desse surpreendente filme. A narrativa começa de forma simples, porém enigmática. Conhecemos um homem chamado Goreng (Iván Massagué) que está em uma prisão diferente, um fosso gigantesco que mantém dois prisioneiros (ou voluntários) por nível/andar. Não há aparente forma de fuga e o clima se torna mais tenso quando surge na tela o companheiro de cárcere de Goreng, um velho chamado Trimagasi (Zorion Eguileor), homem rude, aparentemente cruel e que mostra ter um bom conhecimento sobre o lugar onde ele e seu parceiro de...
"Um pequeno passo para o homem, mas um grande salto para o Abismo."