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segunda-feira, 30 de maio de 2016

A disputa política distorcendo valores.


Por: Isabela Niella. Curtam nossa fanpage: Apogeu do Abismo. #apogeudoabismo

Eu sou uma prova viva de que, nos últimos tempos, nós brasileiros estamos tão focados em discutir quem tem mais razão, com relação as questões políticas, que ultrapassamos os limites da coerência e do respeito! Gente, o que está acontecendo? Somos uma nação ou somos torcidas distintas? Cada um torcendo por seu lado e torcendo o nariz para o outro! E os discursos? “São massa de manobra!”, “comandados pela elite branca!”, “bolsa família é para parasitas!”, “foram comprados com pão e mortadela”, “coxinhas!”, “petralhas!”...
Ufa! Quase decaí também! Tenho minhas convicções (que agora não vêm ao caso), mas tenho evitado e vigiado ao máximo para que no lugar de opinar e repassar informações que ache importantes, eu não cometa os mesmos deslizes que tenho visto amigos e parentes cometerem.
Respeito é bom, e todos nós gostamos e necessitamos. E reclamar, xingar, ofender quem quer que seja somente por ter opinião diferente da nossa é no mínimo falta de respeito! E nem estou falando dos preceitos cristãos que a maioria diz ter e não pratica.
Será mesmo que a minha verdade é mais verdadeira que a sua? Será que cada um não tem um pouco de razão nesse ou naquele quesito? As minhas experiências contam mais que a experiência do colega, do amigo ou do irmão? Desde que o mundo é mundo e o ser humano passou a se comunicar e viver em sociedade que sempre existiram aqueles com ideias e pensamentos distintos. Mas por serem diferentes estão errados? Eles se tornam a encarnação do mal e não merecem ser considerados?

Acredito que esteja passando da hora de todos pararem para refletir no que é realmente importante para nosso país e tomarem uma postura digna, no qual o todo se torne prioridade em detrimento do individual. Não será o político ou partido A ou B que fará o “milagre” da prosperidade econômica e mudará o panorama atual de nosso país, mas sim, uma conscientização geral de que todos somos responsáveis pelo engrandecimento do Brasil e que as nossas atitudes individuais, unidas ao conceito de respeito ao próximo, valorização das atividades laborativas e educacionais, cumprimento das leis, associadas à valorização do ser humano em suas necessidades básicas, isso sim fará com que nosso país saia desse pesadelo econômico e de ideias. No mais, precisamos pôr em prática os nossos conceitos religiosos e filosóficos e não deixá-los apenas para as cerimônias e cultos, esquecendo-os na vida prática. E para quem acredita que não pode fazer nada por não ser uma pessoa influente, culta ou rica, eu digo que a oração e os bons pensamentos podem inspirar aqueles que estão em posições sociais melhores e mais influentes e também digo que toda a ajuda é bem vinda e necessária.

segunda-feira, 21 de março de 2016

Brasil, nossa pátria.


Por: Isabela Niella. Curta nossa fanpage: Apogeu do Abismo.

Fala-se muito o quanto nosso país está em crise e como sentimos vergonha dos atuais acontecimentos e principalmente dos nossos representantes políticos. Não vou ser mais uma a fazer o discurso de que precisamos, em primeiro lugar, ser honestos nas pequenas coisas e termos consciência do nosso papel como seres políticos.

Eu quero apenas lembrar que nada passa ou acontece sem que Deus esteja ciente e no total controle da situação, e tudo que aparenta ser um grande caos é na verdade, o processo de transformação, o fim de tempos obscuros e o início de novos tempos, mais límpidos e amenos. A questão é que para remover a sujeira é preciso sacudir primeiro a poeira, tirar os móveis do lugar, trocar os lençóis e finalizar a limpeza com água, muita água… 

Não precisamos temer o futuro, precisamos reescrever nosso presente, sempre dispostos ao trabalho e abertos às mudanças. Que sejamos mais otimistas e acreditemos que estamos nas mãos dAquele que é todo poder e bondade, lembrando que quanto mais conectados a Ele estivermos, mais rápido as mudanças serão processadas e poderemos ver nossa pátria livre e nossos representantes mais dignos deste país.

terça-feira, 1 de março de 2016

Tá tranquilo, tá favorável?


Por: Franz Lima. Curta nossa fanpage: Apogeu do Abismo

O sucesso de outras pessoas nunca me incomodou, principalmente os passageiros. O que me incomoda são as sequelas desses modismos.
Para começar, vamos relembrar da mais conhecida frase do personagem Seu Boneco, da Escolinha do Professor Raimundo: "- Essa eu respondo des costas!" . Pode parecer brincadeira, mas a divulgação foi tanta que ainda há pessoas que usam a expressão des costas como algo correto. Isso é preocupante, principalmente se considerarmos que estamos em um país (Pátria educadora) com uma qualidade baixa na educação. Há poucos incentivos para que o aprendizado ocorra bem, ao passo que as futilidades ganham espaço e importância na vida das crianças e jovens em formação.
A música teve um papel fundamental na mentalidade de gerações. Bossa Nova, jazz, samba, rock e outros estilos foram importantíssimos para o aprimoramento do caráter de incontáveis pessoas. Sabem o motivo para isso? Qualidade. As músicas eram muito mais elaboradas, tinham um conteúdo que levava o ouvinte a pensar, refletir sobre sentimentos e situações que iam desde o simplório até discussões políticas.
Infelizmente não temos mais tanta preocupação quando o assunto é composição musical. Letras enfadonhas, repetitivas e de curtíssima duração são algo perceptível há décadas. Parece que não há mais motivação para escrever bem. Além disso, as músicas com repetições, do tipo "jingles" são as que mais agradam ao gosto popular. E isso não está restrito ao funk, já que gêneros brasileiros como axé e pagode também caíram em qualidade. 
Um dos atuais expoentes é o hit Tá tranquilo, Tá favorável onde, basicamente, o funqueiro repete essas quatro palavras à exaustão. Não tenho nada contra o funk e sei que existem músicas deste tipo que acrescentam algo ao ouvinte, mas essa em particular não passa de um modismo que, inevitavelmente, estará fadada ao esquecimento. Então, o leitor irá se questionar, por que tanta preocupação com algo com data de validade a sumir da mídia? Simples. A música incita quem a ouve a minimizar tudo que está ocorrendo no mundo, além de fazer uma clara apologia à corrupção pelo dinheiro. Tem dinheiro? Então, terá as bandidas (mulheres), carros de luxo, motos e vida boa. Isso sem contar que há uma alusão ao crime, já que a quadrilha (que não é de festa junina) estará reunida para curtir os pacotes de 100 reais e ter as mulheres que o dinheiro puder comprar. Afinal, só "os vilão vem".
Ok, você não se importa com essa pequena apologia ao crime, à prostituição e à evidente raiva contra os "playboys", já que se trata apenas de um videoclipe. Mas é com pequenos detalhes como esses que as más ideologias vão sendo implantadas no inconsciente popular. É pela simplicidade e repetição, que as massas vão tendo seus pensamentos e comportamentos moldados, deturpados. Isso sem sequer abordar outro fato importante: a realidade da imensa maioria dos brasileiros está anos-luz distante do Chandon, dos cordões de ouro, carros de luxo e mulheres lindíssimas. Não há nada de tranquilidade em viver estagnado em uma realidade que só mudará com esforço e estudo. Não há nada favorável para quem está em uma fila de emprego que, ao final, resultará (se Deus quiser) em um salário mensal de menos de mil reais.
Quem divulga essas mensagens de prosperidade fácil, vida desregrada e luxo a todo custo é muito mais inteligente do que aparenta. Tais pessoas mantêm o povo sob controle em uma aparente tranquilidade. Essa é a antiga política do pão e circo. Dê o mínimo de sustento e diversão para manter a população na inércia. 
Interessante que ninguém se manifestou sobre a escolha do nome artístico, MC Bin Laden. Uma ode a um terrorista que tem incontáveis mortes nas costas. Será que em breve teremos um MC Hitler? Ou a DJ Von Richthofen? 
Agora, eu pergunto: está tranquilo e favorável para quem?






quarta-feira, 11 de novembro de 2015

Diretoria de Portos e Costas lança Campanha para prevenir incêndios em embarcações de esporte e recreio


Fonte: DPC
 
Com o slogan “Todo grande incêndio começa com um pequeno descuido”, a Marinha do Brasil, por meio da Diretoria de Portos e Costas (DPC), inicia, no dia 09 de novembro, durante Reunião Funcional na Capitania dos Portos de Alagoas (CPAL), uma campanha nacional de conscientização para prevenir incêndios em embarcações de esporte e recreio. O lançamento contará com a presença do Comandante do 3º Distrito Naval, Vice-Almirante Afrânio de Paiva Moreira Junior e do Diretor de Portos e Costas, Vice-Almirante Wilson Pereira de Lima Filho. O evento será realizado no Motonáutica Lagoa Clube, em Maceió, Alagoas.
A ação tem o propósito de evitar que fatalidades e acidentes aconteçam por este tipo de ocorrência, além de contribuir para a prevenção de danos ao meio ambiente. Números da Superintendência de Segurança do Tráfego Aquaviário da DPC indicam que dos 144 incêndios em embarcações registrados no Brasil nos últimos três anos, 63 ocorreram na categoria de esporte e recreio, o que representa quase metade dos casos (44%), com uma incidência expressiva em lanchas (48%). 

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Para alertar os proprietários e passageiros desses tipos de embarcações, bem como os responsáveis por marinas e clubes náuticos, a DPC divulgará recomendações de segurança simples, mas essenciais para a prevenção de incêndios a bordo. A campanha contará com cartazes, folders, banners, marcadores de livro, chamadas na internet e spots em rádio. Além do material de divulgação, palestras serão realizadas em entidades náuticas com o apoio dos Distritos Navais, Capitanias, Delegacias e Agências.

Confira as dicas da Campanha:
Antes de sair
- Ventile o compartimento do motor antes de ligá-lo para liberar possíveis gases inflamáveis;
- Conserve o local do motor limpo e livre de vazamento de óleo ou outro tipo de combustível;
-  Verifique se o quadro elétrico, as fiações e os fusíveis estão em bom estado;
- O extintor deve estar carregado, dentro da validade, em local visível, de fácil acesso e com o lacre intacto;
- Cuidado para não deixar óleos, álcool e materiais inflamáveis guardados próximo do motor e de superfícies aquecidas; e
- Mantenha o botijão de gás em área externa e em local arejado, protegido do sol e de fontes de calor.
Após sair
- Oriente seus passageiros sobre as dicas básicas para prevenir incêndios, como por exemplo, não fumar em ambiente fechado, na área do motor e em locais com materiais inflamáveis;
- Caso tenha cozinha a bordo, mantenha o forno e o fogão sempre limpos após o uso; e
- Atenção! Tenha cuidado com o uso de fritadeiras, fornos elétricos e churrasqueiras a bordo.
Prevenção de incêndio: o seu melhor salva-vidas.

Marinha do Brasil, trabalhando para sua segurança.

Material da Campanha para download
 - Cartaz
 - Folder
 - Panfleto



quarta-feira, 16 de setembro de 2015

Crônica sobre a intolerância.



Viver é um ato simples que requer apenas foco em sua própria vida, tolerância (pois todos têm diferenças entre si) e respeito pelo próximo. Com estas três atitudes, certamente o mundo será muito melhor.
Entretanto, a realidade tem se mostrado infinitamente diferente. As vidas alheias provocam repugnância, ainda que nada tenhamos a ver com elas; simples gestos são vistos como ofensas e tratados como tal. A felicidade dos outros é interpretada como uma agressão e, por isso, retaliada. Mas, observem, não estou falando da Idade Média ou de países onde o Estado Islâmico dita as regras. Essa é a realidade do Brasil, um país miscigenado, banhado por culturas de incontáveis países, construído com o suor e sangue de escravos, embasado no trabalho das regiões mais pobres (a mão-de-obra ainda é proveniente, em sua maioria, do Norte e Nordeste) e, mesmo com tudo isso, detentor de um racismo e uma intolerância velados, disfarçados por estatísticas e notícias não divulgadas.
Tudo que disse acima é de conhecimento público, mesmo que boa parte vire o rosto para essa realidade. Porém não é a pior parte. Hoje, estamos diante de uma pequena guerra de ideologias. Cristão contra cristão, uma vez que a “minha visão do cristianismo é melhor que a sua”. Cristãos contra demais religiões, seitas ou seja lá como as chamem, já que Deus mandou combater os idólatras.
A inconstância de tais pensamentos pode resultar em qualquer coisa. Diante de pessoas que acreditam deter a “verdade” e querem impô-la aos outros, estamos frente a frente com o caos. A situação ganha a imprevisibilidade das ondas do mar, cuja direção pode mudar em milésimos de segundo. E tudo pode piorar, pois as ondas tomam, gradativamente, a mesma direção. As ondas da intolerância ganham força e velocidade para se tornar um maremoto, um tsunami.

Pode parecer exagero da minha parte, mas é preciso ressaltar que somos criados dentro de uma sociedade com raízes excludentes. Os estereótipos acionam preconceitos adormecidos em nossa alma. Basta que você reflita sobre suas reações e medos diante de um negro encapuzado (afinal, ele não tem como mudar a cor de sua pele e não tem culpa de usar o capuz de seu casaco por causa do frio). Cansei de perceber reações de desprezo e raiva quando nordestinos pronunciam frases com seu característico sotaque. Por que ser diferente incomoda tanto?
A distância virou uma barreira. Assim, as pessoas sentem-se melhores e mais seguras quando estão em seus apartamentos, protegidas da pobreza, violência e dos andarilhos que "podem" querer lhes tirar seus pertences, o conforto e até a vida. Não há mais a preocupação com os desprovidos de recursos e, ao invés de buscar compreender a realidade que os engloba, preferimos isolá-los nas favelas e periferias. Claro que entre os menos favorecidos sempre haverá aqueles que preferem usar a violência para atingir seus sonhos, mas eles não são a regra, são a exceção. Ser pobre não é sinônimo de violência, é sinônimo de luta pela sobrevivência. Milhões de pais, mães, filhos... homens, mulheres e crianças que querem apenas melhorar. Não estão à margem da sociedade por vontade própria ou preguiça - como muitos imaginam -, apenas não dispõem dos recursos que uma minoria tem e retém para si.
Os muitos "marginais" lutam incessantemente para obter uma ínfima parcela daquilo que os ricos detêm, mas são pouquíssimos os que obtêm sucesso. A parcela que fica confinada em uma realidade brutal, pobre e desprovida de esperança merece uma chance de melhora. Contudo, essa chance não deve vir de programas sociais de cunho populista, outra fonte de insatisfação das demais classes que, infelizmente, creem que o dinheiro público está mal empregado. Na verdade, um real investimento em educação - principalmente a fundamental - e um esforço dos governos para ampliar ações sociais realmente pertinentes seriam um ponto inicial interessante. 
Creio que um dia chegaremos ao ponto onde ser pobre não será um indicativo de vergonha, mas uma condição que, com o apoio do governo, esforço do próprio cidadão e investimentos socioeducativos reais poderá ser superada. Além disso, se a tolerância é tão pregada em mídias e redes sociais, o que impede de transpô-la para a realidade? Será difícil aceitar as diferenças? Será difícil compreendê-las e lutar para minimizá-las? As respostas ficarão sob nosso jugo, pois somos a base para uma sociedade mais igualitária, justa e tolerante. 
Caso você seja um dos que discordarão deste texto, pense em uma situação hipotética: você se negaria a receber o sangue de alguém que poderia salvar sua vida, apenas por causa de sua cor, credo, raça ou religião? Eu, honestamente, duvido...


sábado, 7 de março de 2015

Purussaurus, antepassado do jacaré, era maior e mais mortífero que o Tiranossauro.




A mordida do Purussaurus era 20 vezes mais poderosa 
que a de um tubarão branco

Fonte: BBC.

Purussaurus brasiliensis está extinto há 8 milhões de anos, mas ainda pode causar um certo frisson na comunidade científica.
O antepassado do jacaré, que viveu na região da Amazônia no período mioceno, foi descoberto em 1892, pelo cientista e aventureiro brasileiro Barbosa Rodrigues. Mas um estudo publicado na semana passada tirou o réptil de décadas de esquecimento: uma equipe de pesquisadores brasileiros pela primeira vez fez estimativas detalhadas de suas dimensões e de sua fisiologia.
A principal revelação foi a de que a mordida do Purussaurus era duas vezes mais forte que a do Tiranossauro Rex, o mais notório dos dinossauros.
Mas essa não foi a única curiosidade, como a lista abaixo mostra.

Um carnívoro voraz

Segundo Aline Ghilardi, paleontóloga da Universidade Federal do Rio de Janeiro, o Purussaurus precisava de uma imensa quantidade de comida para sustentar o corpanzil que podia passar dos 12 metros de comprimento. Ela e seus colegas calcularam que o jacaré pré-histórico precisava comer uma média de 40 kg de carne diariamente para sobreviver. 
Isso é pelo menos 15 vezes mais do que um jacaré contemporâneo come.
"O mioceno foi uma era marcada por grandes mamíferos na região da Amazônia. Havia preguiças de cinco metros, por exemplo. Isso era perfeito para oPurussarus", conta Ghilardi.

Purussaurus versus Tiranossauro: quem venceria?



Mandíbula do Purussaurus | Foto: Divulgação
O jacaré pré-histórico podia chegar a 12 metros de comprimento e pesar até oito toneladas

Purussaurus viveu há 8 milhões de anos, mais de 50 milhões depois da extinção do tiranossauro. Mas Ghilardi não tem dúvidas sobre quem levaria a melhor caso os dois animais se encontrassem pelo caminho.
"O tiranossauro não teria vez numa luta. Para começar, o Purussaurus vivia numa região de pântanos, o que lhe dava mais vantagem territorial. E sempre vale lembrar que um antepassado do jacaré era predador do tiranossauro", conta Ghilardi.

Dentada violenta

Uma lista dos animais de mordida mais poderosa tem detalhes impressionantes. Segundo a equipe de pesquisadores, a força da mordida média do jacaré pré-histórico brasileiro era de sete toneladas, com força mínima de 41 mil e máxima de mais de 115 mil. O tiranossauro, por exemplo, não passava de 57 mil.
A pesquisa brasileira foi possível por causa da descoberta de um crânio no Acre pelos paleontologistas Edson Guilherme e Jonas Souza Filho.

Design vencedor

Não é por mera coincidência que o "ranking da mordida" tem seis animais da família dos jacarés e crocodilos entre os dez mais fortes. "O Purussaurus tinha uma anatomia bem adequada para uma mordida violenta e sustentável", diz Ghilardi.


Tiranossauro | Foto: BBC
O Tiranossauro Rex viveu milhões de anos antes do Purussaurus, mas tinha antepassado como predador

E essa eficiência se manteve ao longo de milhões de anos.
"Basta vermos as semelhanças entre os antepassados e os jacarés e crocodilos de hoje", observa.
Análises de outros pesquisadores em fósseis do Purussaurus revelaram que ele já era capaz de fazer os temidos "rolamentos" na água com que jacarés e crocodilos de hoje matam e desmembram suas presas.

Derrotado por montanhas

Na Amazônia miocênica, o Purussaurus era o rei da selva – ou melhor, do pântano.
Mas um fenômeno geológico seria fatal para o jacaré pré-histórico: o surgimento da Cordilheira dos Andes, que teve um impacto profundo no meio-ambiente do continente inteiro, e ainda mais dramático na região amazônica. As mudanças extinguiram diversas espécies e tornaram a vida do Purussaurus brasiliensis extremamente complicada.
"A constante subida dos Andes e a mudança do sistema amazônico de pântanos para os sistemas de rios que temos hoje reduziu muito a área para esses animais gigantes viverem. Ao reduzir também o número de presas, causou rapidamente a extinção dos superjacarés amazônicos. É uma lição para nós de que nem sempre é necessário um meteoro para causar a extinção de um grupo bem sucedido de espécies", afirma Tito Aureliano, da Universidade Federal de Pernambuco (UFPE), um dos autores do estudo.

quarta-feira, 10 de dezembro de 2014

Em Hong Kong, milhares vivem em favelas 'de cobertura'. Via BBC.


"Residência" vista de cima - Cortiço.


Fonte: BBC. Comentários: Franz Lima.
Para muita gente, morar em cobertura é um sinal de afluência social. Mas em Hong Kong, estar no topo de um prédio nem sempre é sinônimo de luxo. A cidade chinesa tem milhares de pessoas morando em verdadeiras favelas no alto de edifícios, muitas vezes em aposentos ilegais construídos de forma precária. E não raramente essas "coberturas-favela" estão superlotadas, apesar do espaço ser mínimo. Chan Piu, por exemplo, vive num quarto que, de tão pequeno, não tem espaço sequer para uma cama. O homem, de 58 anos, dorme sobre uma pilha de jornais. O aposento não tem janelas e a única decoração é uma foto do falecido pai de Chan. Sete outras famílias vivem na cobertura, todas dividindo banheiro, cozinha e a minúscula sala de estar. 

Fila de espera

As coberturas são normalmente construídas com placas de metal e madeira. Durante o verão, ficam extremamente quentes. No inverno, são gélidas. A ironia é que Chan e seus vizinhos têm uma vista privilegiada de Hong Kong. Na realidade, porém, eles vivem em condições esquálidas em função de uma crise habitacional. Embora seja uma das cidades mais ricas do mundo, Hong Kong tem um custo de vida à altura e isso se reflete no preço dos imóveis, um dos mais caros do mundo. Especialmente porque a oferta é muito menor que a procura. Desde 2009, por exemplo, o preço médio dos imóveis dobrou. Há superlotação também na fila de espera por moradias subvencionadas pelo poder local. Chan, por exemplo, espera há dois anos. "Hong Kong é uma cidade afluente, mas não tem uma boa política habitacional. E por isso as pessoas vivem em condições ruins", explica Natalie Yau, assistente social de uma ONG que trabalha com moradores das "favelas de cobertura". "O governo agora quer dar moradia para as famílias de classe baixa, mas há escassez de imóveis e isso cria uma fila imensa", completa Yau. A média de espera é de pelo menos quatro anos. A pobreza é um problema grave em Hong Kong. Não é incomum ver idosos catando restos de comida no lixo. O dólar local é atrelado ao dólar americano, e, com os juros sendo mantidos pelo Federal Reserve em patamares bem baixos, tem sido fácil conseguir crédito, o que ajudou ainda mais a esquentar a especulação imobiliária. Em distritos mais ricos não é raro ver casas vendidas por até US$ 150 milhões. Chan, porém, nem é capaz de imaginar este tipo de de dinheiro. Ele sobrevive de biscates para pagar o aluguel em sua cobertura. Se falhar, precisará se mudar para um lugar ainda menor.

Franz diz: esta matéria foi incluída aqui com um propósito, valorizarmos ainda mais nossas condições territoriais e habitacionais. Mesmo com a grande quantidade de favelas (comunidade é uma forma amena de chamar, o que não muda em nada a realidade) e as áreas urbanas mais precárias, dificilmente encontraremos uma região tão complexa quanto a apresentada na reportagem. 
Essas moradias são uma versão moderna e desumana dos cortiços brasileiros. Mesmo sendo próximas ao centro financeiro do país, localizadas em áreas de grande desenvolvimento, o preço é inacessível ao cidadão comum. A superpopulação também é outro entrave que diminui a qualidade de vida. Acrescentemos a isso o fato de que a cidade virou uma megalópole, repleta de prédios, o que acrescenta em mais perdas, sejam elas de mobilidade ou de habitação, isso sem considerar a sensação claustrofóbica que as selvas de concreto propiciam. 
Claro que esta situação pode ser revertida, talvez com mais rapidez que no Brasil, porém o que conta é o alerta sobre outras regiões do mundo onde a pobreza também existe. 
Não estamos sós, infelizmente, no quesito miséria. Mas temos, certamente, muitos recursos para sair deste "seleto" grupo.

sábado, 29 de novembro de 2014

Nota de pesar: Forças Armadas perdem primeiro militar em área pacificada no Rio de Janeiro.



Um combatente sabe quais são as probabilidades em uma área de conflito. Ser militar é uma condição onde a morte é uma realidade. Mas as Forças Armadas não recebem treinamento para patrulhar e pacificar. Ao contrário do que a maioria pensa, militares das FFAA são treinados para matar, mas isso é algo quase impraticável em uma região como o Complexo da Maré. Por que? Por se tratar de uma área repleta de civis, muitos inocentes. Como combater o inimigo oculto, disfarçado de morador e, infelizmente, melhor armado que a polícia e, talvez, até mais que o próprio soldado do Exército? 
Um soldado não tem a malicia que um combatente do Bope, por exemplo. Não há a experiência em incursões em áreas de favelas e, principalmente, não deveria estar lá. 
Desde quando é missão das FFAA combater o crime? Estamos em estado de Guerra Civil? Os governos estadual e federal não querem expor ao mundo a real situação do Rio de Janeiro. Não querem que os turistas "descubram" o quanto ainda há de marginalidade e terror. A sensação de segurança só existe - segurança é um termo bem exagerado - nas áreas onde as comitivas da Copa do Mundo passaram e onde passarão as comitivas esportivas das Olimpíadas. É muito enfeite para inglês ver. Muito teatro.
O cidadão carioca, principalmente o da Baixada, Niterói e Região dos Lagos, sabe o quanto há de violência e morte. Bandidos das áreas pacificadas mudaram para estas regiões. Há locais, como em Santa Cruz da Serra, em que as 'bocas de fumo' proliferam, onde os traficantes passam de moto e carro ostentando seus fuzis. A polícia não entra em muitas destas localidades. Porém o morador é obrigado a retornar para sua casa; é obrigado a conviver com a covardia e a bandidagem.
As UPP são o início da solução, claro. Mas não basta maquiar a situação. É preciso ver a verdade, encarar que há uma guerra muito distante de seu fim. É preciso combater o crime com força, rigor. Não é hora de compaixão para bandidos, pois estes matam e comemoram cada combatente abatido. Bandidos precisam aprender que a  dor infligida será a dor sofrida. O tempo do jejum pela paz acabou. Estamos em guerra pelas famílias dos policiais e combatentes militares mortos, pelos cidadãos que foram vitimados pela covardia de quem prefere o roubo e o medo para ter o celular mais moderno. 
Não há Robin Hood no tráfico. Não há beleza ou trilha sonora para assassinos e bandidos. Não existe um Hannibal Lecter nas ruas. O que temos são homens que portam armas para impor suas vontades e praticar o regime do medo. Assim como os integrantes do Estado Islâmico, os traficantes ditam suas regras e punem com a morte quem ouse enfrentá-los. 
O cabo Michel Mikami era um soldado no sentido mais amplo da palavra. Tombou em combate e lamentamos sua morte precoce e desnecessária. Porém é obrigação da Presidente e do Governador cobrarem esse preço. Enquanto houver impunidade e leis brandas para assassinos (incluo os políticos corruptos que financiam o tráfico) haverá mais óbitos de homens e mulheres que juraram defender a pátria. A curta nota da presidente Dilma não significa nada. É preciso ação e força. É preciso impor o medo aos bandidos, mostrar que a morte de um militar será cobrada em igual moeda. 
Eu lamento pela triste perda. Descanse em paz, guerreiro. 

segunda-feira, 4 de agosto de 2014

Engenheiros do Hawaii - Pra Ser Sincero (Covered by Tsubasa Imamura)


Esta dica de vídeo veio da fantástica escritora e ilustradora Giulia Moon
O vídeo mostra a cantora japonesa Tsubasa Imamura em um cover - em português - do sucesso da banda Engenheiros do Hawaii Pra ser Sincero. A suavidade e a beleza da canção na voz de Tsubasa surpreendem, além do acompanhamento feito por uma musicista com um instrumento de corda tradicional no Japão.
O resultado final é belo demais, mas o que permanece é a valorização de nossa música no outro lado do mundo. Bela homenagem que precisa ser divulgada... e é para isso que o Apogeu existe!

sexta-feira, 13 de junho de 2014

Panini faz recall de seu álbum de figurinhas da Copa. Mas o recall é pago!


Fonte: ESPN
Texto: Franz Lima
Não é um fato inédito, mas a verdade é que a Panini arrumou mais uma forma de arrumar toneladas de reais com o recall de seu álbum de figurinhas. Tal como ocorreu na Copa das Confederações, a editora se antecipou e lançou o álbum oficial com jogadores que hipoteticamente seriam convocados. O erro será corrigido com um novo pacote de figurinhas que substituirão os jogadores equivocadamente presente no álbum. Entretanto, ao contrário do que muitos esperavam, a Panini irá dispor todos os 71 cromos em um pacote único que terá o valor de "apenas" R$ 10,50. 
Se você já passou por um dos muitos pontos de trocas criados pelos colecionadores em todo o país, certamente observou que o investimento da editora foi muito bem sucedido. Entretanto, numa clara demonstração de desrespeito pelo colecionador, o erro será sanado por meio de pagamento, o que configura prejuízo ao cliente da empresa.
A previsão de chegada dos novos cromos é para o dia 18 de junho.
Parabéns, Panini. Os cofres daí agradecem...
 
Veja quais são as 71 novas figurinhas do álbum da Copa:
Alemanha - Benedikt Höwedes e Kevin Grosskreutz
Argélia - Rafik Halliche e Nabil Bentaleb
Argentina - Enzo Pérez
Austrália - Alex Wilkinson, James Troisi, Ryan McGowan, James Holland e Adam Taggart
Bélgica - Adnan Januzaj
Bósnia e Herzegovina - Muhamed Bešić
Brasil - Jô
Chile - Felipe Gutiérrez, Miiko Albornoz e Carlos Carmona
Colômbia - Éder Balanta, Santiago Arias, Adrián Ramos e Juan Quintero
Coreia do Sul - Yun Suk-Young
Costa do Marfim - Didier Ya Konan, Constant Djakpa, Max Gradel e Giovanni Sio
Costa Rica - Marco Ureña e Óscar Duarte
Croácia - Danijel Pranjić e Sammir
Equador - Oswaldo Minda
Espanha - Santi Cazorla, César Azpilicueta e Diego Costa
Estados Unidos - Timmy Chandler, Kyle Beckerman, Alejandro Bedoya e Chris Wondolowski
França - Antoine Griezmann, Bacary Sagna e Rio Mavuba
Grécia - Loukas Vyntra e Giannis Fetfatzidis
Honduras - Osman Chávez
Inglaterra - Chris Smalling, Adam Lallana, Luke Shaw e Ross Barkley
Irã - Steven Beitashour, Mehrdad Pooladi e Alireza Jahanbakhsh
Itália - Alberto Aquilani, Ciro Immobile, Marco Verratti e Antonio Cassano
México - Carlos Salcido, Javier Aquino e Marco Fabián
Nigéria - Kunle Odunlami, Reuben Gabriel, Peter Odemwingie e Uche Nwofor
Portugal - André Almeida e Rúben Amorim
Rússia - Andrei Eschenko, Vladimir Granat, Georgi Schennikov, Yuri Zhirkov e Oleg Shatov
Holanda - Leroy Fer e Jonathan de Guzmán
Suíça - Josip Drmić

segunda-feira, 5 de maio de 2014

E quando a Copa acabar?



Muitos aguardam ansiosamente pela Copa do Mundo de 2014. Sediada no Brasil, um dos países emergentes cujos investimentos para receber as Federações de futebol classificadas ultrapassam - segundo a revista Veja - o valor de 9 bilhões de reais, praticamente quatro vezes o que era estimado à época em que o país foi selecionado para sediar o evento. Em contrapartida, o governo federal investiu apenas 3,9 bilhões de reais na saúde, como informou o UOL com base no portal SIAFI do governo.
Estádios foram construídos (alguns ainda estão em construção), áreas urbanas foram reformuladas em prol dos jogos e das "arenas", a vida de milhões de brasileiros foi afetada negativamente e, infelizmente, o retorno para tantos investimentos pode ser nulo. 
E o que você, brasileiro comum, irá ganhar com isso? E quando a Copa acabar?
É impossível não imaginar o que ocorrerá com complexos esportivos criados para a Copa quando esta terminar. O retorno de tamanho investimento é algo que está cada vez mais distante, principalmente quando observamos que os estádios foram reformados ou construídos para uma elite, para os que possuem uma renda muito acima daquela que os meros mortais recebem. Quantos brasileiros das classes C e D irão assistir aos jogos? Quantos deixarão de comprar alimentos para prestigiar uma seleção que não tem ciência das necessidades reais dos menos favorecidos? É muito fácil colocar Pelé e Ronaldo para incentivar a participação do povo brasileiro nos eventos, inclusive como voluntários não-remunerados, mas a dificuldade em admitir que a beleza da Copa será ofuscada pela feiúra de uma realidade árdua, propiciada pelo descaso dos governantes e dos empresários é aquilo que os beneficiados pela Copa do Mundo jamais admitirão.
Gosto de futebol. Não vejo nada de negativo no esporte que une multidões. Sem dúvidas há muito positivo nele e em outros esportes. Mas onde há dinheiro, sempre haverá corrupção. Poucos lucraram fortunas, verbas foram desviadas, o turismo no Brasil está em risco e, ainda assim, o que restará quando as luzes dos estádios forem apagadas? Não há como ser otimista diante de um investimento tão grandioso em prol de algo que não deixará espólio positivo para o povo. 
Torço para que o Brasil um dia invista tanto dinheiro em segurança, saúde, transporte e educação como fez agora, dando ao nosso país um verdadeiro padrão Fifa de excelência pública. Diante de uma política que menospreza todos os problemas internos em detrimento de publicidade externa e auto-divulgação, o que podemos esperar?
Enquanto a bola rolar, políticos estarão fazendo acordos, verbas continuarão a ser desviadas, doentes morrerão por falta de atendimento e a violência continuará disfarçada em UPP instaladas estrategicamente nas proximidades dos jogos, apenas para citar. Quando a Copa acabar, a euforia diminuir e os calos voltarem a apertar, de quem cobraremos essa fortuna desperdiçada?
Não quero ser pessimista. Contudo, há como ser otimista?
 



quinta-feira, 27 de fevereiro de 2014

O casamento da peste, entre Grimm e Agreste: exposição mistura os clássicos contos alemães à cultura brasileira.



Fonte: SESC
Uma nova e muito interessante exposição já está ocorrendo no SESC Interlagos, em São Paulo. Chamada de 'Grimm Agreste', a iniciativa mostra o resultado da mistura dos contos dos irmãos Grimm com a cultura popular brasileira. Alguns dos mais consagrados contos dos irmãos alemães receberam uma nova roupagem com as ilustrações de J. Borges. A arte de Borges conferiu um aspecto regionalizado às histórias dos Grimm, fato que, além de inovador, comprova que é possível divulgar outras culturas com um toque brasileiro. As ilustrações de cordel são um destaque à parte... (Franz)
O alemão estava em uma terra desconhecida. O ar era quente e as cores ao redor vibrantes. Caminhando por aquela terra árida avistou uma moça, e que bela moça. Aproximou-se e acenou timidamente, mas a moça não deu muita importância. Ele precisou conhecê-la melhor para cortejá-la e aplicou-se em seu estudo.
Alemão: Linda moça, permita-me um minuto de sua atenção. Estudei seu povo e seus costumes, aprendi a sua cultura e a sua língua e tenho algo importante a dizer:

E assim, às margens das águas de uma represa encantada, nas verdes terras do Sesc Interlagos, não muito distante, surge um grande reino cheio de diversão e surpresas!
“Grimm Agreste” é o casamento danado de bom das culturas populares, alemã e brasileira.
Esta exposição arretada vem do universo dos “Contos Maravilhosos Infantis e Domésticos” de dois cabras da peste, os Irmãos Grimm, e das xilogravuras de um grande e coroado artista nordestino, J. Borges.




Vocês, os heróis e heroínas, estão convidados a brincar e aprender em nosso Castelo, a desbravar os caminhos de nossa Floresta e descobrir novas e emocionantes histórias ao longo das incríveis aventuras de “Grimm Agreste”.


o que:Grimm Agreste
quando:
de 21/fevereiro  até 31/agosto de 2014
das 10h às 16h30
onde:
Sesc Interlagos | Avenida Manuel Alves Soares, 1100 | 11 5662-9500
visitas e agendamento:
redes sociais:    #GrimmAgreste

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