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quinta-feira, 4 de fevereiro de 2016

A Guerra dos Tronos HQ - Vol. 4. A continuação em quadrinhos pela Leya.


Fonte: Editora Leya
A morte do rei Robert Baratheon e a prisão da Mão do Rei, lorde Eddard Stark de Winterfell, pôs as grandes casas de Westeros em guerra. Em Winterfell, o filho mais velho e herdeiro de Eddard, Robb Stark, reuniu um exército e está avançando para o Sul, determinado a libertar seu pai. No caminho ele se oferece para casar-se com a filha do lorde Walder Frey em troca de uma vantagem militar que lhe permita capturar Jaime Lannister - poderosa moeda de troca para assegurar a libertação em segurança de lorde Eddard. Mas uma coisa é capturar o Regicida, e outra bem diferente é mantê-lo capturado. Enquanto isso, em Porto Real, o jovem rei Joffrey tem ideias distintas de uma troca de prisioneiros. Ignorando o conselho de sua mãe, rainha Cersei, ele incita o conflito e inicia uma conflagração que tem tudo para consumir não apenas os Stark, mas toda Westeros - a menos que Tyrion Lannister consiga trazer o jovem rei de volta à razão. Além da Muralha, perigos ainda maiores estão nascendo, à medida que um inverno tão brutal quanto nunca visto se aproxima, trazendo consigo criaturas monstruosas. Lá, o bastardo de Eddard, Jon Snow, precisa decidir de uma vez por todas a quem é fiel. E, do outro lado do Mar Estreito, Daenerys Targaryen vai conhecer os limites do luto - e imergir de suas profundezas transformada, endurecida, e pronta para reivindicar o que é seu por direito: o Trono de Ferro.

  • Páginas: 208
  • ISBN: 9788577345496
  • 1.ª edição: 2015-06-01
  • Preço: 44,90
  • Inspirado na obra de George R. R. Martin


quarta-feira, 17 de junho de 2015

Aprenda sobre liderança com Game of Thrones


Traição, jogos emocionais e falsidade. Estamos falando da trama do bem-sucedido seriado Game of Thrones, que acaba de terminar sua quinta temporada. Mas será que a descrição não se aplica também ao seu ambiente de trabalho?
Fonte: BBC
Lições de liderança sobre vencer, chegar ao topo, tratar bem as pessoas (ou não) e gerenciar subordinados são fundamentais tanto no mundo da ficção quanto em empresas da vida real.
Aqui, dois influenciadores da rede social LinkedIn comentam o assunto.

Jeff Haden, dono da BlackBird Media

"Quando George R. R. Martin escreveu os romances da série As Crônicas de Gelo e Fogo, é possível que nem passasse por sua cabeça que eles se tornariam livros de autoajuda para empreendedores em busca de lições sobre liderança. Repletas de violência gratuita, incesto, magia negra e dragões, as histórias não trazem muita semelhança com a vida real", escreveu Haden em um post no LinkedIn.
"Mas tirando esses elementos, os romances (nos quais se baseia o seriado da HBO Game of Thrones) mostram a simples história de uma disputa para ser o melhor: o melhor guerreiro, o melhor líder e o melhor reino."
Quais lições podem, então, ser tiradas dos Sete Reinos de Westeros? Haden oferece três das principais:
"A atenção é uma virtude. O oitavo episódio da quarta temporada gira em torno de uma luta aparentemente impossível de ser vencida entre o príncipe Oberyn, um homem de estatura normal, e o gigante Ser Gregor. A agilidade de Oberyn o ajuda a correr ao redor de seu enorme rival. Infelizmente, o príncipe sofre de uma falta de concentração momentânea e Gregor aproveita a oportunidade para acabar com ele."
"É algo brutal, claro, mas em termos corporativos, há uma lição aqui: sempre se mantenha alerta e concentrado na tarefa que está executando."
"A sorte sorri para os corajosos. Os Dothraki poderiam ter se tornado oponentes terríveis. Mesmo assim, os Lannisters, Starks e Baratheons não tinham medo deles por um simples motivo: os Dothraki temiam o mar, e todos sabiam disso. O medo dos Dothraki os tornou impotentes, presos a uma rotina e incapazes de crescer ou se tornar mais poderosos", explica Haden.
"É como se eles fossem a BlackBerry do seriado: uma empresa sólida em seu próprio mundo, mas indiscutivelmente indiferente às oportunidades lançadas pelos telefones de tela de toque. Enquanto isso, sua principal rival, a Apple, se jogava na exploração de novos territórios. O resultado: a Apple decolou e a BlackBerry fracassou", exemplifica.
"Nunca se subestime. Se você já assistiu a Game of Thrones, provavelmente já ouviu a frase: ‘Você não sabe nada, Jon Snow’. Ironicamente, ela não poderia estar mais distante da realidade. O filho ilegítimo do Lorde Eddard Stark deixou rapidamente de ser a ovelha negra da família para se tornar o Comandante da Muralha", diz Haden.
"Ele não só é corajoso e inteligente, como também acredita em si mesmo e não tem medo de seguir seus instintos – qualidades que todo bom líder precisa ter. O resultado é que ele ganhou o respeito de praticamente todos a sua volta."
"Enquanto outros homens dos Sete Reinos de Westeros estavam ocupados enchendo a cara, transando com a irmã ou planejando atos de violência, Snow se destacou na disputa pelo Trono de Ferro", escreve Haden. "Ele é ao mesmo tempo o superazarão e a prova de que você nunca deve se subestimar."

David Beebe, vice-presidente de marketing global do grupo Marriott International

Assim como os reis de Game of Thrones podem ser destronados por personagens até então menores, o mesmo pode acontecer com altos executivos. É importante ter isso em mente ao tratar com seus subordinados, até mesmo o estagiário que está trabalhando de graça.
"A responsabilidade dos estagiários e a estrutura de programas de estágio variam de empresa para empresa", escreve Beebe em um post sobre o assunto no mesmo LinkedIn. "É crucial pensar como formar uma relação com o estagiário e aprender com eles."
Entre as principais dicas do executivo para se lidar com estagiários estão:
"Deixe-os familiarizados. Não importa o tamanho da companhia. É fundamental que os estagiários conheçam a empresa e sua história, seus valores, seus departamentos etc. Pode ser algo já batido para você, mas é novidade para eles", afirma Beebe.
"Convide-os para reuniões (quando possível). Deixe-os à vontade para dar suas opiniões, contribuir e compartilhar suas ideias", aconselha o executivo. "Eles estão na empresa para aprender, mas você e seus colegas também podem aprender com eles – não se deve ignorá-los e colocá-los em um canto."
"Dê feedback a eles. Não deduza que eles sabem o que é bom ou ruim. Para muitos, essa é a primeira experiência no mundo do trabalho e um feedback consistente os ajudará a se guiarem."
"Delegue a eles um projeto de longo prazo. Fora das reuniões e dos projetos do dia a dia, envolva-os junto com outros estagiários ou funcionários em um projeto que eles possam desenvolver ao longo da duração do estágio e apresentar para as diversas equipes", recomenda Beebe.


quinta-feira, 26 de março de 2015

Literatura de cordel e Game of Thrones podem se misturar? Sim.


A ilustradora e designer brasileira Tenement Funster (M. Steffens) conseguiu mixar de forma muito criativa as obras de George R. R. Martin e a nossa tradicional literatura de cordel. Com ilustrações que usam uma técnica baseada na xilogravura, Tenement trouxe o fantástico mundo de gelo e fogo para uma realidade mais próxima à nossa. 
No site da artista é possível adquirir estas obras que, certamente, irão deixar sua casa ainda mais bonita. 
Vejam mais algumas das capas criadas por ela e não deixem de visitar seu website, pois há muitas outras obras que merecem nossa atenção.





segunda-feira, 20 de maio de 2013

Entrevista de George R. R. Martin ao jornal Folha de São Paulo.




Seria apenas meia hora de conversa por telefone e o assunto não poderia fugir muito de “Wild Cards”, série  coletiva sobre super-heróis que George R.R. Martin edita e na qual escreve desde os anos 1980. Duas das condições com as quais chegou até mim, no mês passado, a possibilidade de entrevistar o autor de “As Crônicas de Gelo e Fogo”, que nunca tinha falado a jornais do Brasil, país que está entre aqueles onde ele tem hoje mais leitores.
Confesso que bateu certo desconforto à medida que lia entrevistas com ele. GRRM é um bom entrevistado, mas a paixão que sua obra desperta e a atenção implacável de fãs fez com que já fosse questionado sobre todo assunto que se possa imaginar, e as respostas tendem a se repetir. No fim, até ajudou falar de um tema menos abordado, “Wild Cards”, cujo volume 1 a editora LeYa acaba de pôr nas lojas (o segundo e o terceiro saem em novembro). E, é claro, fui encaixando na conversa as “Crônicas” e “Game of Thrones”, a série da HBO baseada nos livros.
Em “Wild Cards”, como nas “Crônicas”, GRRM dá um tratamento mais adulto, por assim dizer, a temas que tendem a ser associados ao juvenil (super-heróis, fantasia), com violência, política e sexo como pano de fundo. A boa notícia para os fãs das “Crônicas” é que GRRM hoje quase não ocupa seu tempo escrevendo para “Wild Cards”, embora editar a obra seja, como ele diz, “o trabalho mais desafiador” nesse sentido.


terça-feira, 22 de maio de 2012

Novo Podcast no ar: Epifania 002- Guerra dos Tronos - George R. R. Martin


Aviso: Há Spoilers neste episódio após os 28 minutos, antes disso somente informação para quem não leu o livro, como o capitão! #SHAMEONME!
Depois de uma longa espera o inverno finalmente chegou à Roda de Escritores, trazendo com ele uma luta feroz pelo comando do Epifania

Para baixar este novo podcast, basta clicar em: Roda de Escritores - Epifania 002 - GoT 
 
Nesse podcast Rainier, o Capitão (@rainiermorilla), Filipe Gomes Sena (@filipesena_tm) e Anna Ingrid (@Anna_Ingrid) mais uma vez recebem a ajuda de Franz Lima (@FranzEscritor) do Apogeu do Abismo para falar sobre A Guerra dos Tronos de George R.R. Martin.
Descubra quem são os personagens que contam essa história, por que todo mundo odeia  Sansa, como Khal Drogo é o melhor Conan que já fizeram, conheça a galera “gente boa” da Patrulha da Noite, aprenda tudo sobre Starks e seus lobos e por que não tem nada a ver comparar Senhor dos Aneis com Crônicas de Gelo e Fogo.




quarta-feira, 25 de abril de 2012

George R.R. Martin na primeira pessoa: um céptico com fome de encontrar Deus


Fonte: Diário Digital. Por Fátima Moura da Silva

Texto mantido no idioma original, buscando preservar a autenticidade de seu autor e em respeito ao trabalho do site que o publicou. O Diário Digital é um site português.

Escreve histórias do Fantástico, mas diz-se um homem da ciência. Na política define-se como liberal democrata, já foi activista, actualmente pensa que pode intervir mais através da escrita. George R.R. Martin, autor da saga «As Crónicas de Gelo e Fogo», confessa-se um «céptico» mas com «fome de encontrar Deus». (Aviso: este texto pode «estragar» a surpresa para quem ainda não leu os livros da saga)

O autor está em Lisboa e conta como «corre» atrás daquela história que um certo dia o invadiu, cheia de magia, intrigas,  lutas, alianças, jogos de sedução e luxúria. Sabe como acaba, mas isso não conta.

Em vésperas de o Syfy lançar a segunda temporada de «A Guerra dos Tronos» (o primeiro livro da saga),  da HBO, a 23 de abril, George R.R. Martin conta que entre todos os livros que já escreveu – entre ficção científica, fantástico, terror – esta saga é o seu «bebé».

«Não sei de onde a ideia veio, mas veio tão vívida e forte que pus o outro livro de lado e tive que a escrever. Aquele primeiro capítulo levou só três dias, mas quando acabei já sabia como seria o próximo e acabei por escrever no verão de 1991». Quando voltou à história, em 1994, parecia que em vez de dois anos tinham passado dois dias. «É preciso apanhar o momento. O que importa é que a história vem».

Alguns personagens têm que ser eliminados, uma vez que com cada livro surgem novos. É um desafio para o argumentista e para a HBO, manter tudo sob controlo, pois requer mais actores, salários, afirma.

E apesar de tantas personagens e de tantas estórias dentro da história, entrelaçando-se umas nas outras, garante que não se perde no meio, mas algumas vezes tem de voltar atrás e reler coisas, para fazerem sentido e serem coerentes. «Às vezes corrijo algumas inconsistências, mas estes personagens são tão reais para mim...vivo com eles. Às vezes digo que deve haver alguma coisa errada com o meu cérebro, porque a maior parte das pessoas ocupa o seu com pessoas reais, enquanto eu, na vida real, conheço pessoas hoje e esqueço-as amanhã». «Mas mesmo as personagens secundárias em Westeros, vejo-as na minha cabeça, como se vestem, como falam, a sua aparência..» . «Fico sempre ligado a elas, mesmo às que são cheias de defeitos como Theon Greyjoy ou Victarion Greyjoy, podem ser personagens perversas, mas quando se escreve sobre elas e se vive com elas percebe-se o que lhes vai na cabeça e porque são como são, quais são os seus demónios pessoais, chega-se a sentir compaixão», conta. 

«Gosto de todos os personagens, como todos os pais gostam de todos os filhos, embora haja sempre um favorito...só não o confessam. O meu favorito é Tyrion - o anão filho do homem mais rico de Sete Reinos,  Tywin Lannister, e interpretado na série por Charles Dance –, gosto da sua inteligência».

«Gosto de todos, mas não quer dizer que não os mate, a história é quem manda e eu sigo a história onde ela me quer levar», assegura, acrescentando que a criação de personagens fortes, complexas e ligadas à realidade é central em todo o processo, não importa qual seja o género literário.  «A  fantasia peca muitas vezes por ter personagens fracas,  muito «a preto e branco», ou heróis ou vilões, bons ou maus,  a maior parte dos seres humanos não é assim». «Todos nós somos capazes do bem e do mal, de actos de heroísmo e de cobardia, dependendo das condições daquele preciso momento», afirma.

«É isso que adoro e acho fascinante na raça humana, a complexidade, as várias camadas dentro de cada ser e a maneira como se entrelaçam. Isso é o que tento dar às minhas personagens», explica.

A cena mais difícil de escrever foi sem dúvida o Casamento Vermelho. «Foi muito doloroso, mas a dor é parte do processo». Ficou muito afectado, porque teve que matar personagens que lhe eram muito caros, muito reais, que o acompanharam durante muito tempo, Catelyn Stark (interpretada por Michelle Fairley) e o seu filho Robb Stark (interpretado por Richard Madden).

Escritor do Fantástico, confessa-se, no entanto, um céptico. Católico de educação, afastou-se pouco a pouco e deixou de ir à missa quando entrou para a faculdade. «E não sou uma pessoa mística, sou uma pessoa de ficção científica, preciso de provas, não me falem de deuses sem me poderem provar que na realidade existem», afirma, admitindo que, no entanto, ao mesmo tempo tem «uma fome, adorava encontrar provas da existência de Deus, da vida após a morte». «Eu escrevo sobre isso e sobre o efeito das religiões nas pessoas, mas escrevo com base no meu conhecimento histórico das coisas», diz. «É uma questão fascinante, mas sou um céptico».

Já em relação à política mostra-se muito interessado e confessa que segue o tema de perto. Foi objector de consciência e anti-guerra do  Vietname, era muito pró hippie, define-se como um democrata liberal, mais liberal que democrata, mas considera que pode intervir mais através da escrita. Às vezes recebe mensagens zangadas dos fãs republicanos/conservadores, e lamenta que os  republicanos tenham «sido tomados pela direita». «A extrema direita na América é assustadora, é algo a que me oponho, não acredita no aquecimento global, não acredita na ciência, há um forte grau de negação».

Modesto, George R.R. Martin sentiu-se muito honrado com a designação que a revista Time lhe atribuiu de «uma das pessoas mais influentes do mundo», mas considera que na lista havia pessoas que na realidade influenciam muito mais a sociedade que ele próprio.

O autor mostra-se muito satisfeito coma forma como o livro foi transportado para o pequeno écran. São 10 horas para 10 episódios. «Há muitas limitações em televisão, mas tendo em conta essas limitacões, a HBO foi  muito fiel ao livro», disse. «Não se limitaram a retirar elementos da história e a fazer outra, como muitas vezes acontece». «Acho que os meus fãs também estão contentes, à excepção de alguns puristas».

George Martin estará presente hoje na pré-estreia do primeiro episódio da nova temporada da série, nos cinemas UCI do El Corte Inglês em Lisboa, pelas 20 horas. No final, o autor disponibilizar-se-á para responder a perguntas dos seus fãs.

segunda-feira, 9 de abril de 2012

Game of Thrones - Imagens incríveis por Anja Dalisa


Daenerys Targaryen
Fonte: Anja

O uso do Photoshop me surpreende a cada novo dia. Desta vez, uma ilustradora chamada Anja Dalisa mostra uma versão digital de cada um dos principais personagens da série Game of Thrones - HBO - elaborados unicamente através do programa da Adobe. São verdadeiras obras de arte e, por tal, merecem ser divulgadas. 

Ayra Stark

Isaac Hempstead-Wright as Brandon "Bran" Stark
Sean Bean as Eddard Stark
Sophie Turner as Sansa Stark
Michelle Fairley as Catelyn Tully
Richard Madden as Robb Stark
Kit Harington as Jon Snow
Peter Dinklage as Tyrion Lannister
Nikolaj Coster-Waldau as Jaime Lannister

Lena Headey as Cersei Lannister
Jason Momoa as Khal Drogo



quarta-feira, 22 de fevereiro de 2012

Resenha do livro: A Guerra dos Tronos - As Crônicas de Gelo e Fogo: Livro I



Autor: Ednelson Jr.
 
Sinopse: Em uma terra onde o verão pode durar décadas e o inverno toda uma vida, os problemas estão apenas começando. O frio está de volta e, nas florestas ao norte de Winterfell, forças sobrenaturais se espalham por trás da Muralha que protege a região. No centro do conflito estão os Stark do reino de Winterfell, uma família tão áspera quanto às terras que lhe pertencem.
Dos lugares onde o frio é brutal, até os distantes reinos de plenitude e sol, George R. R. Martin narra uma história de lordes e damas, soldados e mercenários, assassinos e bastardos, que se juntam em um tempo de presságios malignos. Entre disputas por reinos, tragédias e traições, vitória e terror, o destino dos Stark, seus aliados e seus inimigos é incerto. Mas cada um está se esforçando para ganhar este conflito mortal: a guerra dos tronos.

“O inverno está chegando...”
As Crônicas de Gelo e Fogo, eis uma saga que antes mesmo de começar a lê-la minha curiosidade acerca dela já era alimentada. Não é para menos, afinal a série da HBO fez com que George R. R. Martin e seus livros fossem um dos grandes assuntos entre as rodas de leitores, seja no ciberespaço ou fora dele. O gosto com que algumas pessoas falam dela é tamanho que você não pode deixar de querer vorazmente devorar, tal como um lobo, essa trama que fascina do início ao fim.
Uma das primeiras coisas que observei ao adquirir este primeiro volume da saga foi seu considerável tamanho, fato que chegou a espantar algumas pessoas para as quais o mostrei, outra foram os “extras” contidos no livro (um mapa de Westeros, região na qual se passa parte da história, e um apêndice que consiste na listagem dos membros das sete grandes casas, famílias nobres, de Westeros e um pouco de suas histórias). A grande quantidade de personagens algumas vezes poderá deixar os leitores um pouco perdidos, mas recorrer à consulta das listas das casas ajuda muito a retomar o fio da meada, todavia a abundância de nomes não torna a leitura um caminho tão tortuoso à ponto de ser uma mazela.
 A amplitude deste cenário é um dos motivos que fez eu me apaixonar com poucas páginas. O tamanho farto do livro, fato com o qual já estou acostumado considerando que sou leitor de Stephen King, em primeira instância me fez deduzir que o detalhismos colossal, algo bastante semelhante à Tolkien, fosse marca registrada na obra de George R. R. Martin igualmente, contudo, apesar dos ambientes serem descritos com maestria, as descrições não chegam à um nível que faz o enredo fluir mais lentamente e talvez causar alguns bocejos. Isso já foi um grande ponto positivo à favor de George, afinal quando um autor decidi explorar demais as minúcias do que pretende narrar deve ter muito cuidado, pois detalhismos demais podem soar como a famosa “encheção de linguiça”, falando no popular.
Outra singularidade em “Guerra dos Tronos” é que apesar de ser classificado como um livro de fantasia, o próprio elemento fantasia é muito subentendido na trama, a sutileza com que é tratado nos faz indagar quais pontos são fatos e quais pontos são somente lendas. O grande mistério fica a cargo dos Outros, uma tribo de selvagens cercados de mistérios que vive para além da muralha ao norte de Westeros na Floresta Assombrada. Alguns contam que Os Outros são criaturas sobrenaturais, mais frias que a própria neve e que jamais podem ser refreadas pelas armas dos homens. A única coisa capaz de derrotar Os Outros, segundo contam os mais velhos, é a magia dos Filhos das Florestas, seres que utilizavam a magia em seu cotidiano de maneira tão natural como bebemos um copo d’água e que habitaram Westeros antes da chegada dos Ândalos, povo que os levou à extinção. Mas vale lembrar que a todo momento somos defrontados com várias versões sobre um mesmo fato e poucas são as respostas sobre o que é verídico nesse emaranhado de palavras, o que nos mantém sempre querendo virar mais e mais páginas e ao terminarmos o primeiro livro querer já partir para o seguinte.
George R. R. Martin
A história fala essencialmente de jogos políticos, logo algumas pessoas mais ávidas por batalhas grandiosas podem ficar um pouco desanimadas com uma grande parte do livro, mas isso não significa que não se encontrará instantes que nos farão ficar com a adrenalina circulando em nosso sangue, os olhos esbugalhados e a mente hipnotizada, assim como amam os fãs de literatura épica.
Como mencionei anteriormente “Guerra dos Tronos” fala essencialmente sobre jogos políticos, portanto os leitores não irão encontrar nessas páginas um mundo maniqueísta, com divisórias claras entre o certo e o errado, o bem e o mal, afinal no jogo dos tronos o que faz todos estes conceitos é a necessidade e a ligação com a sua casa (família). O personagem que mais salienta esta questão é Tyrion Lannister, um anão, chamado de Duende entre os populares e a corte, membro da casa Lannister. Tyrion é o tipo de personagem com diálogos excepcionais e um caráter indefinido, mas que conquista a todos pela sua sagacidade e humor ácido que zomba dos nobres e deste jogo de poder. Tyrion é um personagem em que confiaríamos de boa vontade, caso nossa vida pudesse depender dele, contudo às vezes o encaramos de esguelha e suspeitamos de suas intenções mais intimas. Nesse ponto é que está uma grande diferença entre o estilo de George e Tolkien. Quero tocar neste ponto porque diversas pessoas parecem ter pegado o péssimo hábito de brigar entre quem é melhor: Tolkien ou George? Já vi discussões acaloradas até demais acerca disso, o que acho completamente desnecessário, uma vez que Tolkien e George são mundos totalmente diferentes. Enquanto em Tolkien a aventura, o herói épico, o embate de forças do bem contra entidades maléficas são elementos exaltados a cada página e o detalhismos chega ao extremo da atividade de escrever em George os personagens são mais próximos do palpável em suas imperfeições de caráter, em suas motivações egoísticas, em suas lutas pelo poder. A terra-média é um lugar que apesar de suas zonas sombrias é predominantemente um lugar de luzes, exuberância de vida, afloramento de coisas boas. Já em Westeros e nas demais terras traçadas por George as sombras parecem querer englobar todas as coisas, confiar pode significar a sua cabeça rolando e segredos são protegidos a qualquer custo. Mesmo que para isso seja preciso matar uma criança, por exemplo. Ser cruel é chamado de ser justo. Isso, obviamente, torna alguns personagens extremamente odiáveis! Ao ponto de querermos saltar para dentro das páginas e darmos alguns socos e chutes para aliviar a raiva.
A estrutura do livro em curtos capítulos que alternam entre os personagens/narradores me chamou a atenção. Em um livro tão grande capítulos curtos fazem a leitura avançar a passos de gigante e a variação na perspectiva pela qual visitamos este mundo nos proporciona um leque muito bom a partir do qual somos capazes de formular nossos próprios pensamentos e estabelecer nossos pesos de valores, além de que o sortimento de personalidades tão distintas quanto às cores existentes nos deixa sempre ansiosos por retomar a conversa com aquela pessoa que se desviou de nós alguns capítulos atrás.
Os eventos que ocorrem no primeiro livro são preparações para o palco dos próximos livros. O final confirma ainda mais que nem tudo que se conta sobre as antigas lendas é verdade e deixa uma promessa para os próximos livros. Os perigos nas últimas páginas se anunciam de todas as direções e em meio ao jogo dos tronos e o presságio negro cujo inverno é o arauto nos cabe perguntar: Quando a morte chega de todas as direções o que devemos fazer? Numa terra corrompida pelo que lutamos? Eis alguns dos questionamentos suscitados por essa crônica composta de tipos humanos de índole verdadeiramente nobre à homens e mulheres que mais parecem ratos e animais carniceiros com um manto bonito que esconde suas verdadeiras faces.
Não considero e nem pretendo executar a titânica tarefa de mostrar todo o esplendor do livro em minha resenha, algumas coisas são tão grandiosas que não há como repassar a experiência que tivemos em palavras frias escritas, acho que nem mesmo com nossas vozes podemos expressar algumas coisas de uma ponta à outra, mas espero sinceramente que vocês possam ter o mesmo prazer que tive ao dar meus primeiros passos na obra de George R. R. Martin. Desejo-lhes uma excelente leitura e agradeço antecipadamente pelos comentários. A maior recompensa para quem escreve uma resenha é despertar o desejo de conhecer de pelo menos um leitor . Outra observação, possivelmente alguns de vocês podem estar se pensando: Mas ele nem falou direito dos personagens. Eu fiz isso porque estou tentando desenvolver sempre resenhas que falem mais das qualidades do texto, recursos da narração, atmosfera da história do que dos personagens em si, pois se sair falando sobre os personagens de um jeito ou outro acabarei dizendo alguns spoilers. Abraços!
Informações técnicas:

Editora: Leya
Autor: George R. R. Martin
Origem: Americana
Ano: 2010
Edição: 1
Número de páginas: 592
Acabamento: Brochura 
Formato: Médio

quinta-feira, 5 de janeiro de 2012

George R. R. Martin apresenta "A Game of Thrones" em quadrinhos


A amplitude do trabalho de George R. R. Martin tende a se tornar tão grandiosa quanto a de Tolkien. Agora, após o grande sucesso da série da HBO, somos agraciados com a versão em quadrinhos do primeiro livro da série "As crônicas de gelo e fogo" (o primeiro número engloba o prólogo e os três primeiros capítulos), publicada pela Dynamite Entertaiment e, até o momento, está disponível apenas na versão de língua inglesa. A capa desta primeira edição de "A game of thrones" foi feita por Alex Ross (Superman, O reino do amanhã, Marvels, Batman) e há uma segunda versão feita por Mike S. Miller.
A arte interna foi feita por Tommy Patterson com roteiro e adaptação de Daniel Abraham.
Caso queiram adquirir as capas da edição original, Alex Ross disponibilizou 1000 cópias da capa da HQ em um pack com duas versões: um rascunho com o logo e outra colorida, sem qualquer tipo de marcação. O valor do pacote com as duas capas é de 39,99 dólares (sem frete) e está disponível pelo ebay.
As informações acima estão disponíveis no próprio site de George R. R. Martin.

Ilustrações de Alex Ross

Ilustração de Mike S. Miller


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