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segunda-feira, 21 de março de 2016

Serial Killers - Anatomia do Mal. Análise de um livro onde o mal é a matéria-prima.



Por: Franz Lima. Curta nossa fanpage: Apogeu do Abismo

Aparentemente assuntos onde a morte esteja entrelaçada são alvo da curiosidade do público comum. Quando digo comum refiro-me às pessoas que não são obrigadas por força da profissão a conviver com algo tão complicado e impactante. Policiais, técnicos em necrópsia, bombeiros, médicos, enfermeiros e outros são, por causa das peculiaridades da profissão, obrigados a ver diariamente os resultados da morte. Óbvio que cada um com diferentes nuances entre si, mas não há como evitar a proximidade dos efeitos da perda d vidas no cotidiano.
Então, se existem apenas algumas pessoas são forçadas a lidar com o fim de vidas, o que pode explicar a grande quantidade de leitores, consumidores ávidos eu diria, de textos sobre assassinatos, tortura, genocídios. O que há de tão atrativo em temas controversos como o 'modus operandi' de serial killers, os assassinos em série? Por que Jack, o estripador, é um dos temas de maior procura em sites de busca até hoje? 
Seja por mera curiosidade ou um prazer mórbido, seja por se tratar de um tema onde a mente humana é mostrada em sua forma mais sombria, a verdade é que livros, filmes, quadrinhos e séries sobre serial killers são um estrondoso sucesso. Dexter, Hannibal Lecter, o Zodíaco, American Horror Story são apenas alguns dos exemplos do alcance de filmes, séries e livros cuja abordagem principal é a ação de matadores seriais. Alguns são, inclusive, simpáticos ao público, fato que cria laços entre o espectador e o matador. Quaisquer que sejam os reais motivos, é inegável que o tema atrai e vende muito.
Mas há algo que ainda estava em falta no mercado literário brasileiro: a presença de obras com uma abordagem séria sobre o tema. Livros como a série Dexter e as obras de Thomas Harris sobre o célebre e encantador assassino Hannibal Lecter são fáceis de encontrar, porém é fato que são ficção. Então, eis que a editora Darkside Books consegue colocar obras de grande relevância sobre o tema e, ainda mais, com autores de grande prestígio na área. Além de Ilana Casoy (especialista brasileira em crimes e assassinos seriais), também fomos brindados com Harold Schechter, cujos livros com temática sobre crimes têm grande prestigio no exterior.


Serial Killers - Anatomia do Mal - é um livro completo com o histórico e os fatos que cercam os principais serial killers da América do Norte e, ainda, de outros países. Um fato muito importante está na distinção entre assassinos seriais, assassinos de massa e simples matadores. Também o leitor poderá constatar que não há um padrão visual para o serial killer, já que somos bombardeados com os estereótipos fornecidos pelo cinema e outras mídias. A raça ou o biotipo não são indicativos ou garantias para se identificar um assassino em série.
Antes de mais nada, o serial killer é um ser humano movido por impulsos e por uma frieza incalculável, motivado, sobretudo, pelo anonimato que seus atos exigem e a proteção que essa condição fornece. Não há um padrão, uma vez que os crimes têm as mais distintas variáveis para iniciar, indo desde os maus tratos quando o assassino era criança até o simples prazer de matar. Um dos poucos fatos que servem para a caracterização desse tipo de crime está na peridiocidade em que os fatos ocorrem e na semelhança entre os crimes ou vítimas. 
Outro ponto extremamente positivo do livro está na disponibilização informações sobre outras mídias que abordam o tema, como quadrinhos, cinema, séries, animes e muito mais. 
Então, se você é um apreciador do assunto, quer compreender mais sobre as mentes doentias por trás de tantas maldades e deseja um livro com conteúdo selecionado e não fantasioso, essa obra é 100% indicada.


Sobre o autor: Harold Schechter é professor de Literatura Americana e Cultura na Faculdade de Queens, na Universidade da Cidade de Nova York. Entre seus livros de não ficção estão os clássicos sobre crimes históricos Fatal, Fiend, Deviant, Deranged e Depraved. Ele também autor da aclamada série ficcional de suspense estrelada por Edgar Allan Poe, que inclui  Nevermore, The Tell-Tale Corpse, The Hum Bug e The Mask of Red Death. Saiba mais em seu site www.haroldschechter.com

sábado, 5 de outubro de 2013

Artista britânica mostra sua luta contra a anorexia por meio dos quadrinhos.


Franz says: Mesmo sendo um mal que assola um incontável número de mulheres no mundo, a anorexia ainda é tratada como um problema menor, fruto, talvez, da vaidade no começo, porém cada vítima começa de uma forma diferente.
A verdade é que ela é uma doença... e que pode matar! A busca pela perfeição estética é uma aventura que, quando se trata de anorexia, pode chegar a um final nada romântico. A morte é um fator comum em muitos casos de meninas e mulheres que estão lutando contra o peso, ainda que essa gordura indesejável não exista. 
A reportagem a seguir, via BBC, trata da história de Katie Green que sobreviveu para contar sua luta contra um mal incompreendido por muitos, mas que pode atingir qualquer um que tenha uma mulher na família (as mulheres são o alvo deste tipo de doença, infelizmente).

Fonte: BBC
Uma artista britânica lançou esta semana uma autobiografia em quadrinhos em que revela sua luta contra a anorexia, um transtorno alimentar que leva à busca incessante pela perda de peso.
Em Lighter than my Shadow (Mais leve do que minha sombra, em tradução livre), Katie Green, de 30 anos, desenhou todas as ilustrações e escreveu os diálogos à mão, elegendo o preto e branco como a cor dos quadrinhos.

Para ela, esta foi a melhor forma de expressar o clima sombrio e pesado que pairava sobre a família, afetada por sua doença.
Os quadrinhos mostram como Katie enfrentava dificuldades para comer já na infância, quando começou a criar estratégias para despistar os pais.
Uma passagem do primeiro capítulo mostra a menina, de maria-chiquinhas, escondendo fatias de pão no bolso do casaco e aparecendo na cozinha com o prato vazio.
"Muito bem", dizia sua mãe, acreditando que a filha havia tomado o café da manhã. Temendo que os pais vissem o pão no lixo, ela começou a esconder as fatias atrás de uma estante no seu quarto.
Mas acabou desmascarada em um dia de arrumações em que seu pai arrastou o móvel e se deparou com uma montanha de pão.

Autodestruição

O livro sugere que episódios como esse levaram a família a fazer terapia. Em entrevista ao jornal britânico The Guardian, a artista diz admirar a forma como seus pais e irmã a apoiaram quando ela precisou deixar a escola para ser tratada em casa.
"Deve ter sido horrível para eles ver que eu estava tentando me autodestruir", diz ela.
Com a ajuda de terapeutas e nutricionistas, Katie seguiu uma dieta balanceada e lembra ter encarado a situação como se "a comida fosse o remédio para sua doença".
Mas, ao voltar para a escola, no último ano do ensino médio, ela se sentia mais vulnerável do que nunca.
"Esse foi o momento mais perigoso, porque as pessoas achavam que eu estava bem, mas por dentro eu estava desesperada", diz Katie.

Arte como cura

Katie Green
Ela diz ter encontrado a cura após a graduação, quando se matriculou em um curso de arte.
Ter encontrado uma paixão lhe deu pela primeira vez um motivo para querer vencer a anorexia por si mesma e não pelos outros.
"Foi a grande virada", lembra a artista.
Seis anos mais tarde, Katie conta sua história em 504 páginas, mas diz que escrever o livro não foi uma catarse. Há tempos ela não pensava mais no controle obsessivo de sua alimentação e em todas as outras questões que envolvem a doença, e o projeto lhe trouxe memórias de uma época que ela gostaria de esquecer.
"Mas se eu conseguir ajudar famílias a lidarem com a complexidade que é viver com uma adolescente com distúrbio alimentar já terá valido a pena", diz.

segunda-feira, 1 de abril de 2013

Dia da Mentira? Pra quê?


Por: Franz Lima.
Houve uma época onde o dia da mentira, para mim, tinha graça. Era divertido pregar peças e sustos com pequenas mentiras. Algumas inocentes, outras nem tanto. Mas o que mudou daqueles longínquos anos para hoje? Na verdade, talvez nada. Pelo menos no que se refere à brincadeira em si.
Entretanto, a índole de quem faz, prega esses trotes ou peças, como queiram chamar, mudou. Não sei precisar quais as razões, porém me parece que há uma malícia muito forte em tudo que se faz atualmente. A antiga inocência ou o limite, melhor dizendo, foi posto de lado. Mentir e ferir são coisas corriqueiras, mostradas em algumas mídias como uma arma para a sobrevivência. Uma defesa natural. Essa banalização do erro, quem sabe a aceitação dele, colabora para uma queda vertiginosa do respeito ao próximo e do valor da vida.
Quando ser ruim é normal, mesmo em 'inocentes' brincadeiras, o que aguardar futuramente? Uma boa pessoa será moldada dessa forma? Creio que não. Mas o que também me irrita, incomoda de forma contínua, é termos um dia para mentir no calendário e, em contrapartida, não percebermos que todos os outros dias são também dedicados a mentir, a enganar. Já havia pensado nisso? 
Ano após ano temos nossos valores postos de lado em nome do falso, do fictício. Mentimos em casa, no trabalho, nas redes sociais... mentimos para nós mesmos a ponto de acreditar naquilo que tanto repetimos. Os avatares dão lugar, lentamente, aos rostos. Pessoas ganham coragem e força por trás de um teclado, porém são incapazes de dizer 'oi' para alguém importante. A eloquência some quando a tela se apaga... Ouvimos todos os dias as promessas vãs de nossos governantes e, mesmo sabendo da futilidade delas, optamos por acreditar. Aceitar parece diminuir a dor das sequelas. Triste. 
Então, nobres amigos, volto a questionar: um dia para mentira, nesse contexto abordado, é necessário? Como dito por Hugh Laurie no seriado House... Todo mundo mente. Mas, eu digo, poucos sabem as reais consequências desse ato.

quinta-feira, 31 de janeiro de 2013

Review do clássico "O médico e o monstro" de 1920


Dias atrás me dediquei - após as 23 horas - a assistir um filme que está comigo há muito tempo. Clássico é algo estranho, pois sempre parece-me que vou colocando a obra para segundo plano. Priorizar outros filmes é comum, mas... consegui superar esse vício. Dessa vez, diferentemente das outras, o review terá spoilers, em função do longo tempo que o filme já foi lançado. Mas nada que atrapalhe o prazer de assistir esse clássico cinematográfico.

Dr. Jekyll and Mr. Hyde, traduzido para O Médico e o Monstro é um filme mudo de 1920, baseado na obra do escritor escocês Robert Louis Stevenson. O livro foi publicado em 1886. O filme mudo foi produzido no ano de 1920 e teve direção de John S. Robertson e fotografia de Roy Overbaugh.
O destaque - à época - foi o recurso usado por John Barrymore no qual ele deslocava a mandíbula para modificar sua aparênica e se transformar em Hyde. Hoje, este recurso é dispensável, mas não havia muitos recursos e efeitos especiais quando o filme foi feito. 
A história trata, basicamente, do eterno duelo entre o bem e o mal no âmago das pessoas. Questionamentos do tipo "até onde podemos nos deixar levar pela lascívia?" são frequentes e embasam a trama.
Típico filme de cinema mudo, em preto-e-branco, com uma trilha sonora apenas para ambientar as cenas e servindo como pano de fundo. Os diálogos como de praxe neste tipo de obra são todos escritos. As representações são exageradas (olhos esbugalhados, faces retorcidas, mãos em movimentos fortes) e usadas como complemento para as cenas.
O enredo envolve Henry Jekyll, um médico e cientista que mantem o questionamento sobre a dualidade humana. Em uma de suas pesquisas, descobre uma fórmula capaz de "expor" o oposto de quem a beba, separando - literalmente - o lado positivo do negativo. 
Henry é um bom homem, de princípios, e um filantropo. Ele cuida dos pobres sem nada cobrar em um lugar chamado "casa de reparos humanos" (me lembrei da "Loja de Corpos" onde a Lady Letal (X-Men) foi reconstruída). Ele também nutre um amor por Millicent Carew, uma bela jovem, filha de um "amigo" de Jekyll.
Antes de continuar a história, preciso citar que a cada novo personagem, uma tela surge com seu nome e o do ator ou atriz que interpreta o papel.
Millicent é a submissão em pessoal. Ela é recatada, obediente e, junto com todas as mulheres presentes a um jantar, retira-se para que os homens bebam seu vinho em um ambiente condizente (isso era o costume dos anos em que se passa a trama).
Uma breve discussão leva Jekyll e seus amigos a um prostíbulo disfarçado. Nada comparado aos sofisticados ambientes "recreativos" de hoje. Aliás, há uma certa dose de crítica aos imigrantes que, neste caso, gerenciam o ambiente ilícito. Lá instalados, o pai de Millicente busca a todo custo provar que Jekyll é passível de tentação, incapaz de suportar os prazeres da carne, mas falha. Pelo menos parcialmente, falha.
A experiência desperta no doutor um desejo de descobrir como ele seria sem o controle do lado bom. Então, com tal motivação, ele usa sua fórmula que desperta um maníaco incontrolável. A transformação, na época, chocou pelo uso do deslocamento da mandíbula do ator, o que lhe dava outra aparência. A atuação, ainda mais exagerada que a usual, conferiu novos ares ao nascimento de Mr. Hyde.
Dominado pelo desejo de viver uma realidade paralela, Jekyll gradativamente vai concedendo espaço para sua versão maligna. As visitas ao prostíbulo (onde antes resistira aos avanços da tentadora dançarina interpretada por Nita Naldi) levam Hyde a descobrir um anel com um reservatório para veneno de posse da bela mulher e o toma. 
A teatralidade e a ausência das vozes dão um clima ainda mais tenso ao filme, porém nada esbarra sequer no conceito de terror, o que pode desagradar ao exigente público do gênero.
Por fim, Hyde passa a ser a parte mais importante do binômio que tinha Henry como a peça vital. Hyde continua a frequentar o decadente prostíbulo e as cenas no local são decadentes e negativas. É uma visão estranha da podridão humana.
Movido pelo apelo de sua filha, o Sr. Carew sai em busca de Jekyll, sumido por causa do domínio de Edward Hyde. Ao se deparar com o monstro, Sir Carew é assassinado. Não há uma violência convincente, pois as ambientações e as cenas são quase caricatas.
Hyde cede lugar ao Dr. Jekyll (um fato engraçado é que a transformação abrange até as roupas dos personagens) e este reencontra sua amada, mas os estragos já estão feitos.
A partir daí, o diretor mostra que Hyde é um vício, uma droga que domina o doutor quase que irreversivelmente. Sem o sinistro lado à mostra, Henry sofre quase como um drogado em crise de abstinência. 
A nobreza da alma do doutor Jekyll prevalece sobre a sombria índole de Mr. Hyde, levando-a a trancar-se em seu laboratório. Vítima dos desejos despertos, o médico permite a visita de sua pretendida, porém já quase se transformando no monstro. Quando ela chega, já não encontra seu amado, mas o monstro a ataca. O que ocorreu antes, contudo, foi que o nobre Jekyll toma (através do anel) um veneno e mata seu maior inimigo interno. Millicent corre para pedir auxílio e quando o Dr. Richard Lanyon chega, percebe a transformação. 
Em memória ao sacrifício de Jekyll, os outros são cientificados que o doutor foi assassinado pelo monstro, restando a imagem de um homem nobre para todos lembrarem. É o fim para uma experiência triste e fatídica.

Tudo o que foi descrito mostra uma história onde, definitivamente, a abordagem quer levar o espectador a refletir sobre os excessos, o uso de drogas e, principalmente, sobre a dualidade do homem. Não é possível conviver com a oscilação entre o bem e o mal, pois somos propensos a cair em tentação, ceder aos ditos "prazeres". Em suma, brincar com fogo pode ser muito perigoso.

Elenco:
  • John Barrymore como o Dr. Henry Jekyll / Mr. Edward Hyde
  • Brandon Hurst como Sir George Carew
  • Martha Mansfield como Millicent Carew, filha de Sir George
  • Charles Willis Lane como o Dr. Richard Lanyon
  • George Stevens como Poole, o mordomo de Jekyll
  • Nita Naldi como Miss Gina, artista italiana
  • Cecil Clovelly como Edward Enfield
  • Malcolm J. Dunn como John Utterson




segunda-feira, 21 de janeiro de 2013

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