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sexta-feira, 10 de fevereiro de 2017

Editora Valentina lança A Garota do Cemitério, sua primeira História em Quadrinhos



Os Impostores - A Garota do Cemitério

Ela adotou o nome Calexa Rose Dunhill, inspirada numa lápide do sombrio ambiente em que acordou, ferida e apavorada, sem qualquer lembrança de sua identidade, de quem a jogou lá para morrer ou mesmo do porquê.
Fez do cemitério o seu lar, vivendo escondida numa cripta. Mas Calexa não pode se esconder dos mortos – e, quando descobre que possui a estranha capacidade de ver as almas se desprenderem de seus corpos...
Então, certa noite, Calexa presencia um grupo de jovens praticando uma sinistra magia. Horrorizada, testemunha o ato insano que eles cometem. Quando o espírito da vítima abandona o corpo, ele entra em Calexa, atormentando sua mente com visões e lembranças que parecem não ser dela.
Agora, Calexa deve tomar uma decisão: continuar escondida para se proteger – afinal, alguém acredita que ela está morta – ou sair das sombras para trazer justiça ao angustiado espírito que foi até ela em busca de ajuda?

Dados Técnicos: 
Páginas: 128. 
Formato: 16,5x26Tradução: Heloísa Leal
Preço: R$ 49,90 Editora Valentina
A editora disponibiliza o download da capa e também o de um marcador de páginas no site, além de diversos links para compra da HQ.
Curtam nossas fanpages:  Apogeu do Abismo e Franz Lima.

terça-feira, 11 de outubro de 2016

Anabela. Conto de Filipe Gomes Sena.



Por: Filipe Gomes Sena. Curta nossa fanpage: Apogeu do Abismo.

“Nunca escreva quando estiver cansada, nem quando estiver doente e principalmente: nunca escreva enquanto o relógio estiver marcando três da manhã”.
Foram as palavras ditas pelo avô de Anabela quando ela disse, ainda criança, que queria virar escritora. O avô dela era escritor, assim como o avô dele e assim como a paixão pela escrita sempre pulava uma geração, aquele aviso era dito pelos avós para seus netos.
A voz do avô de Anabela foi o último bastião de ordem no caos dos sonhos febris. A moça tinha passado as últimas quatro noites delirando de febre. Ela tinha passado as últimas quatro noites ouvindo os avisos do avô e nos últimos quatro dias ela tinha acordado sentada na escrivaninha, poucos segundos antes de encostar a caneta no papel… Com o relógio marcando três e meia da manhã.
Anabela estava esgotada. Os dias de febre tinham consumido todas as suas energias e o sono não apareceria enquanto o Sol ainda estivesse no céu. A pouca fome dos últimos dias tinha desaparecido naquele domingo. Seja qual fosse a batalha que estava sendo travada ali, não era Anabela que estava ganhando.
“Quando estamos cansados não conseguimos perceber o mal que nos ronda”.
O relógio marcava dez da noite quando o sono chegou. Ela engoliu dois comprimidos antes de deitar. O sono sempre chegava antes da febre e os comprimidos conseguiam ao menos deixar a temperatura controlada.
“Quando estamos doentes temos seres estranhos no nosso corpo, alguns deles gostam de nos fazer escrever o que eles não podem falar”.
Algo estava diferente naquela noite. Anabela nunca estivera tão lúcida durante os sonhos que a febre trazia. Várias cores dançavam na frente dos seus olhos, as estrelas dançavam no céu caleidoscópico e o vento cantava no vazio que a cercava. De tanto tremer, por causa do vento ou da febre, caiu de joelhos e encarou a explosão de cores que a cercava.
“Quando o relógio marca três horas e o Sol não está no céu, as passagens para outros mundos são abertas, dentro e fora da gente”.
O vento deitou Anabela no chão. As cores mergulharam por baixo dela para fazer uma cama, as paredes e a escrivaninha. Uma versão multi cromática do seu próprio quarto. O braço direito se debatia compulsivamente como se procurasse algo, as pernas escorregaram para fora da cama e com um impulso colocaram Anabela de pé. Passos trôpegos levaram a pobre moça para a mesa, a mão direita finalmente encontrou pela pena que procurava. A cama se jogou em forma de cadeira para sustentar a moça enquanto a pena dançava sobre o papel e os avisos do avô ecoavam pelo vazio.
Uma eternidade depois as cores se apagaram. a cadeira largou Anabela no chão gelado, o vento rasgou-lhe a pele e a dor encerrou a alucinação.

Quando acordou, Anabela estava no chão do quarto. A febre tinha passado e a sensação de esgotamento era menor. A cadeira tombada serviu de apoio para que ela se levantasse. Na mesa estava um caderno com meia página escrita e um despertador que marcava dez minutos depois das três e meia da manhã. Ainda desorientada, a moça rasgou o parágrafo escrito do caderno e leu. A língua era desconhecida, mas ela conseguia compreender as palavras malditas que ali estavam escritas. Palavras tão hediondas que as últimas forças da jovem foram exauridas. Por horas ela esteve desmaiada. Quando acordou o Sol já iluminava a janela do quarto, mas o pedaço de papel rasgado do caderno não estava mais lá.

sexta-feira, 26 de fevereiro de 2016

Yamishibai: japanese ghost stories. Review do anime onde o medo é a força motriz...


Por: Franz Lima. Curta nossa fanpage: Apogeu do Abismo.

Yamishibai (também grafado como Yami Shibai - Japão, 2013) é um anime cuja proposta é mostrar histórias de terror japonesas. Seus episódios são curtos e cumprem à risca com o que propõe: impor o medo.
As tramas são muito curtas, algo em torno de 4 minutos e meio por episódio, porém isso não diminui a qualidade e as doses de terror. O uso das lendas urbanas é algo que impacta, pois algumas delas foram transmitidas e chegaram até nós de formas diferentes e tão incômodas quanto no Oriente. 
Aliás, quando dizem que o terror oriental é melhor que o nosso, não tenham dúvidas. Eles exploraram as raízes do medo de uma forma diferente, mais próxima dos temores que escondemos do mundo.
A cada novo capítulo vocês verão de tudo que há quando o assunto é sobrenatural: possessão, espíritos errantes, mortes, suspense, maldições. Tudo colabora para que a sensação de incômodo amplie a cada segundo do anime. Por fazer uso de desenhos relativamente simples, animados com técnicas também simplórias, Yamishibai pode aparentar ser fraco. Não se deixem enganar. O simples fato de esse anime estar no Apogeu é sinal de que tem um ótimo conteúdo e, principalmente, atender as expectativas do espectador.



As personagens não têm uma animação como a que conhecemos. O deslocamento é quase quadro a quadro. Algumas cenas com diálogos sequer mostram os lábios em movimento e, ainda assim, você irá olhar atentamente para cada uma das histórias.
O anime mantém as falas no idioma japonês. São elas, além da trilha sonora, que dão vida aos desenhos. É possível sentir o medo e as demais emoções de forma muito mais ampla com a ótima dublagem japonesa. 
São apenas 13 episódios na primeira temporada (não são interligados), o que dá menos de 1 hora para ver tudo. Veja! Duvido que você se arrependerá. Mas é melhor manter as luzes acesas antes de dormir... só por precaução. 

Os episódios dessa primeiro temporada são:
1) A mulher-talismã
2) Zanbai
3) A regra familiar
4) Cabelo
5) O próximo andar
6) O apoio
7) Contradição
8) A deusa do guarda-chuva
9) Maldição
10) A lua
11) Vídeo
12) Tomonari-kun
13) Atormentador

P.S.: esta é a música ao final de cada episódio. Vejam como é singela a letra:
Ali dentro está uma criança prestes a explodir
Coberta em sangue, puxando e empurrando.
Vínculos só trazem lamentações.
Aquele bebê está de mau humor
Será aquela a fonte de tanta inveja?



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