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quarta-feira, 15 de fevereiro de 2017

Garras à mostra, X-23 e um Xavier meditativo dão o tom do novo pôster de Logan



O visual de pôster antigo deixou esse pôster do filme Logan ainda mais legal. Mercenários, Logan com as garras estendidas, a X-23 encarando quem vê o pôster com as garras à mostra e um Xavier envolto em uma aura de meditação e tristeza evidenciam o quanto o filme será mais sombrio e violento que os anteriores... o que é ótimo. Apesar dos combates sangrentos, Logan tem potencial para superar todos os outros filmes do mutante e dos X-Men, já que não precisará de humor ou fuga da narrativa original, além de ser classificado para um público mais adulto.
That´s it!
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domingo, 27 de novembro de 2016

Nova imagem de Logan revela nuances da trama.



Pode uma única imagem revelar trechos de um roteiro? Sim, ela pode.
Caso você seja um leitor da série Velho Logan (Old Man Logan) e fã da franquia envolvendo o mutante mais amado da Marvel, saberá que a imagem acima tem alguns detalhes interessantes envoltos nela.
O primeiro deles é o fator de cura de Logan, já não mais tão eficiente a ponto de manter cicatrizes. O segundo está no vínculo entre o mutante e a X-23. Outro ponto muito legal está na ótima caracterização de Hugh Jackman como o Velho Logan. Jackman está muito mais velho e é possível perceber seu desgaste só na cena. X-23 algemada é um fator que indica (ou comprova) sua prisão pelos Carniceiros. O corpo caído ao fundo da cena e as chamas que atingem o veículo são indícios de que a dose de violência será (tem que ser) maior. 
Velho Logan é uma série que recentemente ganhou uma continuidade por conta do advento das novas Guerras Secretas. 
O filme tem estreia prevista para o dia 02 de março de 2017.

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quarta-feira, 9 de novembro de 2016

Demolidor e Wolverine: o confronto que você jamais imaginou ver. Resenha do clássico.


Por: Franz Lima. Curta nossa fanpage: Apogeu do Abismo.

Nota: ao final do post, sketch com a nova versão de 2012 da capa dessa edição feita por Rick Leonardi. 

O que ocorreu após a impactante e trágica saga A Queda de Murdock, escrita e desenhada pelo mito Frank Miller? A resposta está na edição de Grandes Heróis Marvel - Demolidor e Wolverine. 
Mas qual é o ponto alto dessa edição da antiga Grandes Heróis Marvel? O conflito entre Wolverine e Demolidor? Mais detalhamento da luta moral que Matt Murdock vive ao ser um advogado e um vigilante? A presença de um assassino serial? A morte de várias crianças e jovens? Verdade seja dita, todos esses são pontos inesquecíveis dessa trama. 
E o que levou a essa trajetória cheia de dramas pessoais e violência sem controle em pleno final dos anos 80? Segundo a história, o acaso. O Demolidor está vivendo à noite como um vigilante incansável, combatendo o crime. Wolverine, por sua vez, está como um cão que busca sem cansar a presa. Mas há um terceiro elemento tão perigoso quanto os dois: o Guerrilheiro. O personagem foi criado para essa história e ganhou destaque pela crueldade em seus atos, inclusive para com as pessoas que ele mesmo ama. 
Na época era algo incomum usar uma linguagem tão crua para mostrar as mortes e a frieza por trás delas. Relembro que o ano era 1988 (dezembro, no Brasil) e valer-se de recursos gráficos mais adultos e um conteúdo pleno de ação, violência e morte eram fatos pouco vistos pelos leitores da Marvel, DC e outras editoras. Vamos acrescentar então que as vítimas eram, na maioria, crianças e adolescentes, pessoas com vidas quase comuns, mas que se destacavam por terem dons especiais. Eram, afinal, mutantes. E por serem mutantes foram condenados à morte pelas mãos do Guerrilheiro.
Entretanto, há mais nuances por trás da narrativa. O Guerrilheiro não é um assassino solitário e quem o acompanha sofre com a face destruidora dele. Wolverine não é um simples cão de caça, pois ele tem motivações pessoais por trás do ódio que sente pelo matador. O Demolidor tem todos os problemas que uma vida dupla pode trazer: pessoas o amam como advogado e odeiam seu alter-ego ou vice-versa. 
Uma abordagem interessante foi a descrição das habilidades dos mutantes vitimados pelo serial killer. Eles não eram seres com força extrema, velocidade ou poder de voo. Eram simplesmente gênios em suas artes: desenho, poesia, música, dança... pessoas que poderiam ser os superdotados que vimos em programas de TV ou ouvimos falar. Seus dons não eram capazes de defendê-los de um homem que mata por prazer, mas eram dons que trariam benefícios à humanidade nas artes.
Enfim chegamos ao já anunciado conflito entre Wolverine e Demolidor. O primeiro quer eliminar o predador. O segundo quer prender, talvez para tentar um tratamento que o tire desse caminho de sangue. Mas não há como evitar que essas duas vertentes de pensamento e ação se confrontem. Cada um tem sua razão e motivação e isso provoca o combate entre dois homens de bem. Logan quer eliminar o mal, Matt deseja corrigir e tentar dar uma segunda chance. O confronto é sangrento.
Ao fim dessa luta, o Guerrilheiro está extremamente queimado e Matt Murdock tem que se deparar com a esposa do assassino que desconhece a identidade secreta dele. Ela culpa o Demolidor pela sina de seu marido, jogando o ex-advogado em um limbo de culpa. Novamente a vida do Homem sem Medo se mostra muito difícil.

O que há de novo?

Essa HQ é curta e acabou se perdendo no tempo. Grandes sagas como Guerras Secretas, Guerra Civil e outras tomaram espaço e marcaram por englobar a quase totalidade dos heróis e vilões. Essa edição de GHM é especial por mostrar um lado diferente da perseguição aos mutantes. Não há um "mandante" para o serviço do Guerrilheiro. Ele mata seguindo uma lista. Suas vítimas são indefesas e só trariam benefícios à humanidade. Não são os clássicos mutantes dos quadrinhos com poderes e visual diferente, mas pessoas normais com dons que nós, atualmente, classificamos como superdotados. 
A perspectiva das mortes também choca. O Guerrilheiro é sádico, cruel e em um dos assassinatos ele arranja o corpo da vítima entrelaçado em uma grade, uma bailarina, para aparentar que está dançando. Cada uma das mortes vai liberando o lado ruim de Logan até que este chegue a ser um assassino tão frio quanto o próprio Guerrilheiro.
Em contrapartida, o Demolidor sofre por não poder mais advogar. Sua vida foi destruída pelo Rei do Crime, algo que ele já está adaptado, porém faz falta para as pessoas que estão próximas a ele. Há uma passagem muito boa na narrativa onde Matt "vê" um garoto mergulhar para pegar seu barquinho em um lago e ele tem seus olhos cegados por produtos químicos. Quando indagado pela polícia - ele não usa os óculos escuros - percebe-se que ele é cego e seu depoimento perde a credibilidade. Logo, resta apenas seu alter-ego para ajudar o menino e ajudar a si mesmo, já que o remorso ficou instalado em sua alma.
Enfim, se vocês não tiveram a oportunidade de ler esta pérola das HQ, usem os recursos que estão ao seu alcance para fazê-lo. Essa é uma obra com recomendação total do Apogeu.
GHM: Demolidor vs Wolverine tem roteiro de Ann Nocenti, desenhos de Rick Leonardi e arte final de Al Williamson.

 
























sábado, 8 de agosto de 2015

Deadpool: análise (review) do trailer.


Esqueça isso, por favor

Por: Franz Lima

Antes de qualquer coisa, peço que esqueçam a versão equivocada de Deadpool que surgiu em X-Men Origens: Wolverine. Aquele é um erro que não chega aos pés da versão humorada e sarcástica do anti-herói da Marvel. 
Feitas as devidas observações, vamos ao trailer:

A primeira nota é sobre a fidelidade do personagem. Deadpool já aparece no trailer como um cara portador de câncer em vários órgãos. Surge a esperança na forma de um projeto capaz de torná-lo melhor, aprimorado. O projeto em questão, segundo a origem dos quadrinhos, é o Arma X, porém não há citações visíveis no trailer para afirmar que seja o mesmo. As cenas sequentes mostram Wade Wilson passando por um tratamento que mistura a tortura física e psicológica à melhora física. Algo não ocorre como esperado e eis que surge o mais carismático e engraçado assassino dos quadrinhos: Deadpool.
Como um teaser já havia vazado na internet, as cenas dele foram colocadas neste trailer, porém com vários cortes. Deadpool está em uma ponte e ouve em um rádio - com uma etiqueta escrita "Wade" - um hip-hop. A aparição do aparelho de som, similar ao de Star Lord, de Guardiões da Galáxia, é uma citação para reforçar que este é um filme da Marvel, onde as ligações entre as aventuras são grandes.
Humor é a chave deste trailer, mas é a violência e as frases desbocadas de Deadpool que dão mais credibilidade a essa versão. Tal como nos quadrinhos, Wade não perde uma piada, principalmente se ela gerar a morte de um inimigo. Novo destaque para a trilha sonora "gangsta" que inclui, entre outros, DMX.

Como se trata de um anti-herói cujo universo é bem violento e a noção de moral é extremamente deturpada, preparem-se para uma profusão de palavrões e piadas adultas. Mas sem isso, Deadpool seria um erro tão gritante quanto foi em X-Men Origens.
A face de Wilson está tão horrível quanto sua versão da nona arte. O câncer foi curado, porém as sequelas permaneceram, incluindo o humor negro e a loucura.
O trailer dá ênfase ao combate com as katanas, sua especialidade, e mostra que há um "vilão" com habilidades que se equiparam às dele. A mistura de ação, humor, loucura e efeitos especiais está perfeita em cada cena mostrada.
Conclusão: Deadpool será um dos mais fiéis filmes da Marvel. Duvida? Então veja o trailer abaixo e confira como até o Colossus (X-Men) está muito melhor que as versões dos filmes da equipe mutante feitos até hoje. 
"Com grande poder... vem grande irresponsabilidade."
Preparem-se!!!!



quarta-feira, 25 de setembro de 2013

X-Men: Superdotados. Resenha da segunda edição da coleção Salvat/Panini


Por: Franz Lima.
O segundo volume da série encadernada de clássicos da Marvel traz uma marcante história da equipe mutante. Relembro que até os acontecimentos dessa graphic novel, os mutantes estavam divididos em dois grupos comandados por Wolverine e Emma Frost.
O ponto de partida é o retorno de Kitty Pride à mansão sede dos X-Men. Kitty irá compor o grupo docente responsável por doutrinar novos mutantes. 
Muito cedo já é possível perceber os confrontos entre a antiga Rainha Branca do Clube do Inferno e a Lince Negra. Esta é uma das passagens onde as duas se 'confrotam' já na apresentação de Kitty aos novos alunos da Escola:

Emma Frost: - Esta, crianças, é Kitty Pride, que aparentemente sente necessidade de fazer uma entrada triunfal.
Kitty Pride: - Desculpe. Estava ocupada me lembrando de vestir toda a roupa.
Emma Frost: - Estou imensuravelmente feliz que tenha vindo.

Mas o sarcasmo e a ironia não são as únicas ferramentas com as quais se valeram John Cassaday e Joss Whedon. A arte tem um traço mais realista e há passagens onde a narrativa se aproxima de nosso cotidiano, fatores que levam o leitor a simpatizar, interagir com os heróis. É pelo visual e o tema menos caricatos e muito mais 'realistas' que a história se destaca das demais.
Joss retorna a um tema polêmico no universo mutante: uma cura artificial para as mutações. Inicialmente o leitor poderá não entender a proposta de quem a criou, porém Cassaday e Whedon mostrarão mutações que necessitam de algo para minimizar ou extirpar os estragos... 
Outro ponto sutilmente abordado - e muito atual para nós, brasileiros - é a "cura" gay.
A ideia de uma suposta cura para os mutantes foi também utilizada em um dos filmes da trilogia dos X-Men. Entretanto, a dose de realismo está bem melhora nesta graphic novel, onde uma parcela do mal que uma mutação pode provocar é mostrada na figura de uma garotinha.
Enfim, resta citar o vilão. Ele ostenta um mistério sobre sua origem e quais os motivos que o levaram a atacar a equipe, fatos que não atrapalham o fluxo narrativo, porém o tornam um pouco vago como antagonista. Com o surgimento desse inimigo, duas surpresas irão intervir a favor dos X-Men.
Ponto positivo para o uso de flashbacks e as notas explicativas do editor brasileiro.
Sem mais a citar, volto a recomendar a aquisição desta coleção que é sucesso em vários países. Abraços a todos e uma ótima leitura...


domingo, 10 de março de 2013

Resenha de Wolverine: Saudade.


Por: Franz Lima.
O que esperar de um herói que tem um instinto assassino, garras e um esqueleto indestrutível? No mínimo uma história com muita violência e, pensando nisso, a dupla Jean David Morvan (roteiro) e Philippe Buchet (desenhos) criou uma das mais interessantes e impactantes aventuras do mutante Wolverine. Saudade é o título dado a essa breve história que se passa em Fortaleza, capital do Ceará - sim, Brasil - e em sua periferia. 
Logan está de férias na bela cidade de Fortaleza e, minutos após desembarcar, já se envolve em problemas. Mas há algo muito diferente na cidade que pega o baixinho desprevenido. Essa surpresa é o pano de fundo para uma trama onde violência, abandono de menores, grupos de extermínio, exploração da fé, morte e, claro, uma visão interessante da cidade cearense são mostrados com muita propriedade.
Entretanto, Saudade tem um ponto que a destaca das demais aventuras de Logan: a realidade é muito mais tangível. Mesmo dotado de fator de cura e garras indestrutíveis, até mesmo ele pode sofrer e morrer. Isso é abordado com muita inteligência e com uma linguagem mais adulta. Os combates que estamos acostumados a ver, sempre são 'maquiados' e não dão ao leitor a real dimensão do efeito de lâminas cortando carne. A dor é diminuída. Entretanto, nessa história isso não ocorre. A morte, a dor e a crueldade, assim como a covardia e o lado mais negro do ser humano, são mostrados em toda sua plenitude. Prepare-se para cenas fortes, dificilmente vistas em aventuras da Marvel.
Por se tratar de uma HQ européia, diferenças serão facilmente detectadas quando comparada a uma trama produzida pela editora nos EUA. Mas são boas diferenças que lançam o leitor em um mundo diferente que, mesmo com pequenos deslizes de ambientação e caracterização, cumprem com o esperado. 
Por fim, Saudade é uma aventura que fala sobre amizade de um jeito muito poético em certas partes. Ver o Wolverine em uma favela, dançando e se divertindo é algo até incomum que, nesta trama, foi empregado com propriedade. Desconsiderem, como já citei, algumas caracterizações de pessoas e lugares (por vezes lembrando bolivianos), pois isso não afeta o resultado final de uma aventura que serve como entretenimento, aguça a curiosidade por mais material similar e mostra que é possível ter uma história sobre heróis com qualidade ambientada em nosso território. Destaco, ainda, os mutantes nacionais que se mostraram tão interessantes quanto o próprio Logan, mas com uma dose a mais de realidade.

P.S.: o único ponto controverso da HQ é a visível incompreensão por parte dos autores quanto ao real significado da palavra 'saudade', mas que pode ser relevado.

Wolverine: Saudade
Arte: Phillippe Buchet
Roteiro: Jean David Morvan
Cores: Walter Pezzali
Páginas: 48
Editora Panini


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