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sábado, 13 de maio de 2017

A AIDS vista com poesia e seriedade: Isso é Pílulas Azuis, de Frederik Peeters.


Indiscutivelmente, falar sobre a Aids ainda é um tabu. Falta de informações, desinteresse, preconceito, medo e até superstições fazem parte da redoma criada sobre o tema. O resultado é um gigantesco grupo de pessoas (homens, mulheres e crianças) que permanecem à margem da sociedade, confinadas em umas prisão social imposta apenas por serem portadoras do vírus HIV. Como sequelas temos desde o sentimento de tristeza, passando pela depressão e, em casos extremos, o suicídio.
Texto: Franz Lima. Curta nossa fanpage: Apogeu do Abismo.

Eis que um desenhista resolve criar uma HQ onde sua história é contada. Na verdade, a história dele e de sua mulher, cuja vida foi atingida pela Aids. A história se chama "Pílulas Azuis", título que é citado desse o início, mas só "revelado" no final.

A trama conta os altos e baixos de um casal predestinado a estar junto. Ele, Fred, é um desenhista ainda desconhecido, cuja juventude o leva até a bela e jovem Cati. Eles não desconfiam, porém o destino - e o amor, não a paixão - irá uni-los de uma forma distante das narrativas poéticas tão na moda, mas verdadeira como há muito não via.

O que se segue é uma fábula moderna sobre amor, superação, dor, medo e vontade de viver, distante da pieguice e, mesmo assim, longe de se proclamar detentora da verdade. Há lições que, honestamente, são surpreendentes e esclarecedoras.

Não espere por ação ou drama fútil. Pílulas Azuis é uma obra que exorta o leitor à busca de informações, incita a quebra de preconceitos tão comuns na vida dos que vivem sob o peso de qualquer doença, cor, raça, credo ou opção sexual que gere a intolerância. Cati é linda, esperta e cheia de vida, características que não impediram o afastamento de "amigos" e até parentes. Junto a seu filho, também soropositivo, Cati descobre em Fred um amor e uma alicerce para superar todas as dificuldades. Em contrapartida, Fred passa por uma viagem de introspecção e descoberta de seus potenciais, cujo resultado é um homem melhor em função de uma mulher que ama e de seu filho, que ele aprende a amar.

São apenas 206 páginas de pura arte, história marcante e cheia de coragem. Destaque para um adendo que mostra a vida do casal e do menino treze anos depois, uma verdadeira injeção de esperança nos portadores do vírus. 
Recomendo muitíssimo que leiam Pílulas Azuis, pois há muito eu não me deparava com uma obra elaborada com tanto conteúdo e respeito ao leitor e ao tema abordado.


sexta-feira, 17 de março de 2017

Salvat lança nova coleção de graphic novels do Homem-Aranha.



Já disse isso aqui antes, porém preciso frisar: o Homem-Aranha é o mais rentável e amado personagem da Marvel. Muitos podem não gostar das tramas do Amigão da Vizinhança, mas é indiscutível sua influência dentro da Casa das Ideias. 
Uma prova contundente da força que o personagem tem está nos cinemas. A luta para incluir o Aracnídeo no filme Capitão América: Guerra Civil levou os estúdios Sony e Marvel a um acordo. 
Além disso, o Aranha já esteve em quase todos os eventos épicos da Marvel e é um dos mais carismáticos, principalmente por conta de sua vida conturbada e, por vezes, comum.
Apesar de seus poderes, Peter Parker sofre, sonha, passa por problemas pessoais, perde e ganha como todos nós. Isso o aproxima do grande público.
Agora, a Salvat traz até nós uma coleção em capa dura, papel de alta qualidade e, principalmente, uma compilação das melhores histórias do Aranha escolhidas para agradar sua legião de fãs.
Além das histórias, cada edição trará os bastidores da trama, galeria de capas, esboços e entrevistas com os roteiristas e desenhistas. 
As quatro primeiras edições são estas: Caído entre os mortos, Percepções, A saga original do Clone e O mal no coração dos homens. 
Aparentemente a Salvat irá seguir o padrão de suas coleções anteriores, o que implica em dizer que teremos a primeira edição por R$ 9,90, a segunda por R$ 24,90 e as demais por R$ 39,90.

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quarta-feira, 15 de fevereiro de 2017

Garras à mostra, X-23 e um Xavier meditativo dão o tom do novo pôster de Logan



O visual de pôster antigo deixou esse pôster do filme Logan ainda mais legal. Mercenários, Logan com as garras estendidas, a X-23 encarando quem vê o pôster com as garras à mostra e um Xavier envolto em uma aura de meditação e tristeza evidenciam o quanto o filme será mais sombrio e violento que os anteriores... o que é ótimo. Apesar dos combates sangrentos, Logan tem potencial para superar todos os outros filmes do mutante e dos X-Men, já que não precisará de humor ou fuga da narrativa original, além de ser classificado para um público mais adulto.
That´s it!
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domingo, 12 de fevereiro de 2017

A mais impressionante e realista estatueta do Dr. Estranho. Adquira a sua!



A qualidade da Sideshow é indiscutível. Algumas de suas peças parecem retratos dos atores que interpretaram os heróis ou vilões, mas essa estatueta do Dr. Estranho, interpretado por Benedict Cumberbatch, é impressionante.
A quantidade de detalhes e o realismo da estatueta estão entre os melhores que já vi. Além disso, diversos acessórios dão ainda maior fidelidade ao Mago Supremo. Vocês terão uma parte do filme imortalizada em suas estantes. 
Pela qualidade oferecida, os 234 dólares não são assim tão absurdos, mas é óbvio que em tempos de crise, a estatueta é um luxo. Há possibilidade de parcelamento...
Comparem a imagem abaixo com as que se seguem. A imagem é uma parte da capa da Entertaiment Weekly com Benedict Cumberbatch na capa, as demais são imagens da estatueta. 

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sexta-feira, 10 de fevereiro de 2017

Editora Valentina lança A Garota do Cemitério, sua primeira História em Quadrinhos



Os Impostores - A Garota do Cemitério

Ela adotou o nome Calexa Rose Dunhill, inspirada numa lápide do sombrio ambiente em que acordou, ferida e apavorada, sem qualquer lembrança de sua identidade, de quem a jogou lá para morrer ou mesmo do porquê.
Fez do cemitério o seu lar, vivendo escondida numa cripta. Mas Calexa não pode se esconder dos mortos – e, quando descobre que possui a estranha capacidade de ver as almas se desprenderem de seus corpos...
Então, certa noite, Calexa presencia um grupo de jovens praticando uma sinistra magia. Horrorizada, testemunha o ato insano que eles cometem. Quando o espírito da vítima abandona o corpo, ele entra em Calexa, atormentando sua mente com visões e lembranças que parecem não ser dela.
Agora, Calexa deve tomar uma decisão: continuar escondida para se proteger – afinal, alguém acredita que ela está morta – ou sair das sombras para trazer justiça ao angustiado espírito que foi até ela em busca de ajuda?

Dados Técnicos: 
Páginas: 128. 
Formato: 16,5x26Tradução: Heloísa Leal
Preço: R$ 49,90 Editora Valentina
A editora disponibiliza o download da capa e também o de um marcador de páginas no site, além de diversos links para compra da HQ.
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domingo, 5 de fevereiro de 2017

Filme de 1992, Os Imperdoáveis inspira capa da HQ "O Missionário".


O filme Os Imperdoáveis, The Unforgiven (1992), foi um estrondoso sucesso de público e crítica. Com um elenco estelar, o filme já é um clássico do western e conta com a presença de Clint Eastwood, Gene Hackman, Richard Harris e Morgan Freeman. Foi o vencedor do Oscar de melhor filme em 1993. 
O pôster dessa obra já foi copiado até por filmes orientais, mas vê-lo reproduzido quase na íntegra em uma HQ é sensacional. 
Confiram a montagem abaixo que fiz para mostrar as semelhanças entre o pôster cinematográfico e a HQ O Missionário. 

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Guerras Secretas. Resenha do Mega Evento que modificou o universo Marvel.


Praticamente em todos os anos as duas maiores editoras de quadrinhos dos Estados Unidos fazem uma mega saga. Dependendo do momento que os personagens estão vivendo, essas sagas podem envolver apenas os personagens de uma mesma “família” ou fica restrita a poucos títulos. Em outros casos essas sagas são uma oportunidade de dar uma arrumada nas cronologias, no status de certos personagens dentro do universo e pra trazer de volta alguém que morreu, mas que não deveria ter morrido. Quanto maior a saga, maior a mudança que ela provoca. Também podemos dizer que a saga acaba tendo o tamanho da mudança que precisa ser feita. Não sei bem em qual dos dois casos ela se encaixa, mas é impossível negar que nos últimos tempos a maior mega saga dos quadrinhos foi Guerras Secretas.


Esad Ribic
Não, não estou falando daquela saga clássica que foi feita principalmente para vender bonecos. Guerras Secretas começou lá pela metade de 2015, com roteiros de Jonathan Rickman, a arte assinada por Esad Ribic com as cores de Ive Svorcina. Essa dupla foi responsável pela arte do arco O Carniceiro dos Deuses na mensal do Thor, recentemente republicada por aqui. Guerras Secretas foi publicada em nove edições quinzenais, entre julho e novembro do ano passado. No meu caso a distribuição foi bem menos eficiente e as edições chegaram entre agosto e dezembro.

Guerras Secretas foi o fechamento da fase de Jonathan Rickman à frente do título d’Os Vingadores. Tanto que a primeira impressão que você vai ter ao ler a primeira edição é que a história começa no meio de alguma coisa. Caso você, assim como eu, não leu essa fase, nem precisa se preocupar. A primeira edição começa com um resumo do mínimo com o mínimo que o leitor precisa saber para não ficar todo perdido.
            
A primeira edição narra inicialmente o fim do multiverso da Marvel. Os Beyonders, os mesmos carinhas responsáveis pelas Guerras Secretas originais, resolveram dar fim aos diferentes universos. Inclusive a história começa quando a Terra do universo regular (conhecido como Universo 616) está se chocando com a Terra do Universo Ultimate (conhecido também como Universo 1610). Vale lembrar que nas últimas edições de Ultimate Marvel deram a dica de que essa colisão estava perto de acontecer. Na tentativa de preservar a humanidade, Reed Richards cria uma espécie de bote salva-vidas. Nesse bote, além dos membros do quarteto e dos membros da Fundação Futuro, seriam levadas as maiores mentes do planeta. O plano dá mais ou menos errado e no lugar dessas pessoas importantes entram vários outros heróis que de fato vão participar da história. Enquanto isso, Dr. Destino e Dr. Estranho estão buscando uma forma de impedir a destruição dos universos restantes.
            
Por mais incrível que possa parecer, eles conseguem.
            
Destino toma para si o poder dos Beyonders. Reúne fragmentos dos diversos universos e cria um mundo sustentado pela sua vontade: o Mundo Bélico. Um lugar onde Destino é deus.
            
As primeiras edições são de longe as minhas preferidas. Explorar o Mundo Bélico, ver como Dr. Destino moldou tudo à sua própria imagem e semelhança, além de conhecer as regras que regem esse novo mundo é muito interessante. Obviamente em algum momento os heróis que conseguiram escapar da extinção dos universos entram na história para restaurar as coisas ao seu estado original. A partir daí a trama fica mais parecida com aquilo que todo mundo já está acostumado nas histórias tradicionais de super-heróis. Mas ao contrário das últimas mega sagas que chegaram na minha mão, Guerras Secretas tem um final bem menos apressado. A forma como o problema é solucionado pode ser até repentina, mas combina perfeitamente com o resto da história, além de ser bem inesperada.
            
Na arte vemos que a experiência de Ribic e Svorcina com o título do Thor faz bastante diferença. Desde o exército de Thors que mantém a lei de Destino até os muros de Destinogard, passando por todas as criaturas bizarras do Mundo Bélico, tudo conversa com a estética mitológica meio alienígena das histórias do Thor em que os dois trabalharam juntos. Quanto mais eu penso sobre a arte maravilhosa dessa dupla, mais eu vejo que a escolha dos dois foi mais do que acertada. O resultado impressiona.
            
Nem preciso dizer que no final da saga o universo é restaurado, mas com algumas coisas diferentes. Afinal é como eu disse no começo dessa postagem, o tamanho da saga é proporcional ao tamanho das mudanças provocadas, ou das mudanças necessárias. É aí que chegamos no ponto mais importante de Guerras Secretas: a parte editorial.
            
A primeira coisa que a gente deve lembrar é que Guerras Secretas ajudou a Marvel a dar um final para o Universo Ultimate. Faz um bom tempo que a continuidade paralela da Casa das Ideias estava caminhando para seu fim. Seria bem mais fácil simplesmente acabar com as publicações? Seria, mas aí a Marvel perderia um dos seus personagens mais populares dos últimos anos: Miles Morales, o Homem-Aranha Ultimate.

           
Além de ter uma popularidade bem grande, já foi constatado que Miles tem uma química boa com Peter Parker, o que não só mostrou que histórias com os dois dão muito certo, mas também que eles podem perfeitamente existir no mesmo universo. Não dava pra jogar fora um personagem tão bom ou fazer uma gambiarra qualquer e criar um novo Miles no universo regular. Nada como uma saga que envolve a destruição múltiplos universos para resolver esse problema.
            
Outra coisa que marcou Guerras Secretas foi o impacto da saga sobre as demais publicações. Todos os títulos tiveram suas publicações interrompidas e no lugar deles entraram uma enxurrada de títulos alusivos às Guerras Secretas. Aproveitaram o fato do Mundo Bélico ser uma colcha com retalhos de múltiplas realidades para lançar títulos baseados em diversas minisséries ou sagas antigas da Marvel. Dinastia M, Futuro Imperfeito, Velho Logan, Desafio Infinito, Era do Apocalipse, Guerra Civil, Planeta Hulk, Programa de Extermínio, O Cerco, Zumbis Marvel e até mesmo Mestre do Kung-Fu são alguns dos títulos que retornaram. Seja como uma espécie de continuação das sagas originais, como em Guerra Civil, ou apenas inspirados por elas, como em Planeta Hulk. Além claro das histórias que simplesmente apresentam versões alternativas dos heróis ou como eles foram recolocados dentro do Mundo Bélico, como aconteceu com os Guardiões da Galáxia.
            
Obviamente eu li só alguns desses títulos e a dica que eu dou é comprar só o que te interessar muito, já que nenhum dos que eu li me pareceu importante para o entendimento da série principal. Imagino que os demais tenham tanta relevância quanto.

            
No final das contas Guerras Secretas é uma história bem legal. Arte excelente, batalhas épicas, cenas muito “massa véio”, ótimos diálogos, algumas viradas nem um pouco óbvias e um pouco do melhor que o antagonismo entre Reed Richards e Victor Von Doom pode trazer a uma história desse tamanho. Depois dela só nos resta esperar e ver como o Universo Marvel vai ficar. Os títulos regulares já retornaram com suas numerações zeradas e com eles todas as reformulações do pós-Guerra Secretas. Eu poderia dizer que a partir de agora vamos acompanhar todas as consequências dessa mega saga, mas Guerra Civil II já já aparece por aí e é bem provável que ela chegue antes de sentirmos todos os efeitos de Guerras Secretas.
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segunda-feira, 30 de janeiro de 2017

Pinturas, sketch e desenhos memoráveis fazem parte da arte de Paolo Rivera.



Algumas peregrinações pelo facebook, instagram e outras redes sociais podem ser proveitosas. Foi justamente em uma dessas que conheci alguns dos trabalhos do desenhista Paolo Rivera. Seus traços me lembraram alguns desenhistas da década de 1980, mas há outros trabalhos que mesclam com perfeição os estilos desses desenhistas e outros mais modernos, como Alex Ross, por exemplo.
Seja como for, o talento de Paolo é inegável. Sua arte é caprichada e há um detalhe que não vemos comumente em outros desenhistas: ele não faz questão alguma de esconder seu processo criativo, algo muito positivo para aqueles que querem aprender o ofício. Muitas dúvidas sobre sua arte são esclarecidas com apenas algumas imagens. Paolo usa recursos modernos como modelagem 3D e outros mais comuns - a fotografia - para compor imagens belas e dignas de cada um dos personagens representados. 
Incorporado ao post há um vídeo com o 'time lapse' de um belíssimo pôster de Capitão América 2: o Soldado Invernal. 


Texto: Franz Lima
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As redes sociais dele são:
Instagram: @paolomrivera


































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