{lang: 'en-US'}

Mostrando postagens com marcador Tilda Swinton. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador Tilda Swinton. Mostrar todas as postagens

quinta-feira, 23 de fevereiro de 2017

Doutor Estranho. Review do filme que retomou um carismático herói da Marvel.



Doutor Estranho é um dos mais surpreendentes filmes da Marvel dos últimos anos. Tudo poderia dar errado, desde a escolha de um protagonista que não agradasse aos fãs até o uso de exageros no roteiro ou nos efeitos. Mas as influências negativas de Dormammu não foram suficientes para atrapalhar um projeto tão grandioso. Sim, vou adiantar que o filme é sensacional.
Para adiantar, caso ainda não o tenham visto, vejam o trailer para começarem a se preparar para o que seus olhos verão.

Curtam nossas fanpages:  Apogeu do Abismo e Franz Lima.



E o que tornou a adaptação de um personagem dos quadrinhos tão atraente ao público? Antes de mais nada, a escolha do elenco foi um verdadeiro achado. Apesar das críticas iniciais à escolha de Tilda Swinton para ser o Ancião - no caso a Anciã -, sua interpretação foi convincente e equilibrada. Outros atores do elenco também mostraram consistência em suas interpretações e, sobretudo, souberam honrar personagens consagrados ao longo dos anos. A diversão foi outro fator que deixou o set de filmagens mais descontraído, fato que permitiu a união do grupo.
O elenco principal é este:

Da esquerda para a direita, em pé: Tilda Swinton (Anciã), Benedict Wong (Wong), Chiwetel Ejiofor (Mordo), Rachel McAdams (Christine Palmer). Da esquerda para a direita, sentados: Mads Mikkelsen (Kaecilius) e Benedict Cumberbatch (Doutor Estranho).
A direção ficou por conta do competente Scott Derrickson.
A trama está fiel aos quadrinhos?

Essa é uma pergunta que muitos fizeram. Seria possível manter a fidelidade à mitologia do herói em uma adaptação de apenas 1 hora e 55 minutos. A resposta é a mesma de sempre: é impossível exigir fidelidade absoluta em um filme, ainda que com três horas de duração, baseado em um personagem com décadas de histórias. Mas, assim mesmo, a produção ficou à altura das aventuras do Doutor Estranho. Aliás, fenômeno já visto em outras produções baseadas em Histórias em Quadrinhos, o filme foi responsável pela revitalização do herói e também pelo lançamento de um título só dele no Brasil.

Qual o resumo da história? Atenção! Apesar do esforço, pequenos spoilers estarão presentes no texto à frente. 

Em uma análise mais detalhada, temos duas tramas: a queda de Kaelicius (Madds Mikkelsen) por causa de sua ganância de poder e, em contrapartida, a queda do arrogante médico Stephen Strange (Benedict Cumberbatch). As duas quedas foram cruciais para a alteração das vidas deles e daqueles que estavam próximos a eles. 
Kaelicius é o responsável pelo roubo de páginas de um livro que dão acesso ao poderoso Dormammu, uma entidade cósmica que se alimenta da destruição. Esse roubo desperta um mal que tem potencial para destruir a Terra, apesar da proteção da Anciã e seus asseclas.
Stephen Strange, por sua vez, vê seu mundo ser destruído, literalmente, por um acidente de automóvel. Como cirurgião, sua habilidade depende das mãos, agora incapacitadas pelo acidente. Sem cura para seu problema, o doutor viaja para um lugar chamado Katmandu, em busca do Ancião. Lá, surpresas e um destino bem diferente do que o esperado o aguardam.
Os dois personagens crescem em poder e, como já esperávamos, o confronto é inevitável. Entretanto, Strange evolui como pessoa e se torna cada vez mais poderoso. Na verdade, seu lado humano e antes sarcástico é uma de suas maiores qualidades, já que isso o mantém consciente de quem ele foi e quem precisará se tornar.

Outros personagens.

O elenco de Doutor Estranho é repleto de personagens com potencial. Mordo é o mais esperado de todos, já que nos quadrinhos ele e Strange são inimigos mortais. Cabe ressaltar que Kaelicius faz, na verdade, o papel que Mordo tem nos quadrinhos: o discípulo que se volta contra o Ancião. 
A doutora Palmer é a ex-namorada de Strange. Sua calma e talento são pontos fortes, principalmente a partir do meio da trama, quando seus talentos como médica são exigidos ao extremo. Ela é responsável por muitos momentos engraçados no filme. A dúvida que permanece é se ela será ou não a futura senhora Strange no cinema, já que no universo das HQ é Clea quem ocupou essa posição. Aliás, a presença de Clea nos próximos filmes é quase previsível, já que ela é a sobrinha (????) de Dormammu. 
A Anciã, interpretada por Tilda Swinton, foi uma grata surpresa. Apesar das reclamações dos fãs extremistas que queriam um Ancião igual ao das HQ, Tilda representou com maestria seu papel e deu credibilidade à mulher que domina as artes místicas.
Estes e outros personagens também importantes são apresentados de forma coerente em um ritmo que não incomoda o espectador. Atentem que até James Rhodes (Máquina de Guerra) é citado no filme, fato que reforça a interligação dos filmes da Marvel e a preocupação com a consistência do Universo Expandido nos filmes.

Efeitos Especiais.

A criação das magias invocadas por Strange nos quadrinhos era algo difícil de se imaginar em um filme. Entretanto, ao contrário dos temores, cada magia ou efeito especial ficou muito melhor do que imaginávamos. A invocação de escudos, o plano astral, portais, a mudança da realidade... tudo feito de forma espetacular. Claro que houve críticas quanto ao uso do efeito "Inception", mas é preciso observar que Doutor Estranho levou esse efeito especial a um patamar muito mais alto que o original.
Dormammu era outra dúvida, principalmente por causa do visual simplório do vilão no início da carreira do Doutor Estranho. Mesmo assim, ver uma entidade de puro maldade ganhar vida e ficar à altura do que esperávamos foi uma ótima surpresa.

Universo Expandido.

As duas cenas pós-créditos revelam que teremos muito mais do Doutor Estranho nos filmes da Marvel. A possível participação dele em Thor - Ragnarok e até em Guerra Infinita são reforçados em uma dessas cenas. A outra, por sinal, revela que um dos vilões mais característicos da mitologia do herói, o Barão Mordo, virá com força total.

Nota final.

Ter um herói tão interessante e importante nas telas foi sensacional. As possibilidades de novas aventuras são gigantes, principalmente por se tratar de um personagem capaz de combater seres que nenhum outro herói é capaz. Vamos somar a isso o fato de que os vilões também ganharão importância e força, talvez culminando na aguardada Guerra Infinita.
Podem assistir sem medo. Esse foi um dos maiores acertos em filmes da Marvel e está condizente com aquilo que os fãs dos quadrinhos queriam, além de agradar àqueles que não conheciam o personagem e seu universo.








quarta-feira, 28 de setembro de 2016

Mudança de etnia ou cor da pele impedem uma boa atuação? A polêmica em Ghost in the shell.


Por: Franz Lima. Curta nossa fanpage: Apogeu do Abismo.

A cor ou a raça de um ator ou atriz podem determinar a qualidade de um filme? Segundo algumas pessoas, sim. Vamos aos casos mais recentes da polêmica da mudança de cor ou etnia em adaptações:
1) Doutor Estranho.
O filme mantém uma fidelidade absurda na caracterização do personagem principal, porém mostra um mestre ancião bem diferente. Na verdade, muito diferente daquilo visto nos quadrinhos onde o personagem é um velho oriental. No filme, quem interpreta o Mestre Ancião é a bela Tilda Swilton.
2) Roland Deschain.
O mais amado dos personagens de Stephen King é o protagonista de uma série de 8 livros chamada A Torre Negra. Roland é descrito como um jovem caucasiano,  um homem branco muito próximo a alguns personagens de Clint Eastwood em seu auge no western. No cinema, Roland será interpretado por Idris Elba, ator negro de grande talento. Idris esteve em produções como Thor e Círculo de Fogo.
3) Constantine.
O anti-herói do selo Vertigo é um homem loiro, fumante e dono de um humor negro bem à altura das aventuras que vive. Constantine domina a magia e lida com criaturas sombrias, assim como na aventura homônima estrelada por Keanu Reeves. Os fãs mais radicais do exorcista e praticante de magia não gostaram do visual de Keanu que pouco tem a ver com o Constantine dos quadrinhos (mas a maior diferença está na cor dos cabelos).
4) Major.
A icônica Major é uma das principais estrelas do anime Ghost in the Shell. A animação é uma das produções de ficção mais aclamadas da história e mostra uma Major oriental. Na adaptção, de mesmo nome, a personagem será interpretada por Scarlett Johansson (a Viúva Negra) e tem uma caracterização muito próxima da vista no anime. Entretanto, protestos estão surgindo por conta da atriz ser caucasiana, sem traços orientais.

Em uma análise rápida, posso afirmar que a polêmica é infundada. Scarlett é uma boa atriz e já provou que tem talento para filmes de ação e ficção. Além disso, não estamos falando de um fiasco como ocorreu com o live action de Dragon Ball Z. Há potencial nessa versão de Ghost in the Shell, principalmente se a premissa da história for mantida.
Quanto aos casos recentes de Idris Elba e Tilda Swinton, tenho certeza absoluta que os críticos irão queimar a língua. São atores de grande talento, profissionais que não se restringem a uma classe de filmes, capazes de atuar tanto no drama quanto no humor ou ação. Por que não confiar neles? Não estou falando do filme em si, mas nos atores que, sem dúvida, jamais iriam expor suas carreiras consagradas a fiascos.

Assistam ao teaser trailer de Ghost in the Shell e vejam se é possível iniciar uma caça às bruxas com tão pouco material. Essa onda de criticar sem ver é ruim, mostra um grau de radicalismo desnecessário. 


terça-feira, 12 de fevereiro de 2013

As múltiplas faces de Tilda Swinton. Beleza andrógina e talento incontestável.



Sabe aquele rosto que é bonito e estranho ao mesmo tempo? Traços fortes, olhos marcantes e uma feminilidade diferente, porém presente? As descrições acima fazem referência à atriz Tilda Swinton, uma bela mulher de 1,79m que já foi um arcanjo, uma rainha má, uma amante e muitas outras pessoas em interpretações que estão vinculadas ao seu nome. Sempre com grande talento, Tilda mostra que não há gênero específico quando o assunto é atuar. Vencedora do Oscar de melhor atriz coadjuvante por sua atuação em "Michael Clayton", mas são muitas as indicações para outros prêmios de destaque.
Além de suas muitas personagens, Tilda também alia sua arte como atriz a uma grande facilidade em modificar o visual, sem quaisquer exageros, porém sempre trazendo a impressão de tratar-se de outra pessoa. Vejam algumas das várias mulheres que Tilda já foi ao longo de sua carreira... 
P.S.: ainda me recordo que fiquei numa dúvida monstruosa sobre ela quando interpretou o Arcanjo Gabriel. O visual andrógino gerou questionamentos. Algo similar ocorreu com a atriz que faz Lúcifer na 'Paixão de Cristo', de Mel Gibson.






















Proxima  → Página inicial