{lang: 'en-US'}

Mostrando postagens com marcador Imaginação. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador Imaginação. Mostrar todas as postagens

quarta-feira, 10 de maio de 2017

O Poderoso Chefinho. Uma animação marcante da DreamWorks.


Trailers ou nos direcionam a amar um filme ou nos distanciam dele. O Poderoso Chefinho me deu a clara impressão, pelos trailers, de ser mais um longa inspirado naquelas animações onde o bebê era na verdade um gangster ou algo parecido. Vimos isso no filme O Pequenino, porém a fórmula não deu certo.
Então, eis que começa a sessão. Fui apresentado a uma empresa chamada Baby Corp. cujos principais “produtos” são bebês. Mas há um porém: os bebês podem ou não ser selecionados para envio às famílias, desde que cumpram com um requisito. Nesse processo, um deles é enviado para a gerência. Essa é a introdução do Chefinho do título.
A seguir uma família comum e feliz aparece. Ela é composta por um casal de pais extremamente zeloso, cujo filho se chama Tim Templeton. Tim é um menino com a criatividade e imaginação que lembram demais o Calvin (de Calvin e Haroldo) e ele garante algumas das cenas mais legais com essa imaginação. Em alguns de seus devaneios imaginativos surgem desde dinossauros até a multiplicação de seus pais em cenas com diversos tipos de animação, uma melhor que a outra. Notei referências a filmes como Sin City, Batman Lego e Procurando Nemo, por exemplo. E tudo com ótimas trilhas sonoras compostas por Hans Zimmer.
Mas nada é perfeito para sempre e Tim descobre isso da forma mais estranha possível. Seus pais recebem um bebê em casa. Apesar do bebê estar com uma maleta e terno, os pais não estranham. E logo de cara descobrimos o quanto um lar pode ter sua rotina alterada por causa de um bebê.
Tim tem a atenção dos pais totalmente voltada para a nova criança. Aos poucos, o espaço que era só dele é tomado por coisas do bebê, fotos e a bagunça típica de uma casa com crianças. Ele não confia no bebê e inicia uma investigação que culmina com a descoberta de que a aparente criança é na verdade um manipulador e sinistro executivo... ou algo assim. As ações a partir daí para desmascarar o Chefinho são cada vez mais hilárias e mal sucedidas. Isso sem contar que o Chefinho tem uma equipe de apoio, composta por bebês, que diminuem as chances de Tim em revelar a verdade aos pais.

Por: Franz Lima. Publicada originalmente em NoSet.

Curta nossa fanpage: Apogeu do Abismo

Verdades dentro da animação.

Ainda que O Poderoso Chefinho seja uma animação, muitas verdades sobre a criação de bebês e a vida em família são mostradas ao público. Desde o distanciamento que os pais involuntariamente aplicam às crianças mais velhas até a manipulação (instintiva) imposta pelos próprios  bebês que se valem do choro e do próprio carisma para obter tudo dos seus papais. Mas, além disso, as sequelas emocionais das crianças mais velhas diante desse “abandono” é mostrada em toda a sua intensidade. Tim sofre a ponto de temer o descarte total por parte de seus pais. Nós sabemos que isso jamais acontecerá, porém a mente de uma criança reage de forma instintiva a essa situação.

Pais e filhos.

Os pais de Tim têm as melhores intenções possíveis. São amáveis, atenciosos e vivem intensamente cada segundo ao lado dele. Entretanto essa atenção precisará ser devidamente partilhada com a nova e frágil criança. Um menino de sete anos tem muito menos a ser observado e cuidado quando comparado com um bebê, mesmo que esse bebê seja o Chefinho.
Isso é algo comum e quase instintivo. Proteger o mais frágil é natural, mas dificilmente compreendemos o quanto essa atenção demasiada ao pequenino pode afetar nossas crianças mais velhas. Essas “sequelas” são apresentadas de forma brilhante, sem contar o desgaste ao qual os pais são expostos.

O Poderoso Chefinho.

Ao longo da narrativa descobrimos mais de Tim e do próprio Chefinho. Apesar do título que remete diretamente a Don Corleone, o Chefinho é muito mais do que aparenta. Isso também fica como lição no filme, já que comumente julgamos pela aparência. O Chefinho é um aparente adulto no corpo de um bebê, tal como nas antigas animações do Pernalonga, porém ele está bem distante disso. Os motivos que o levaram à casa dos Templeton e um pouco de sua personalidade vão direcionar o público a amá-lo.

O vilão e os coadjuvantes.

Essa é outra tirada sensacional por parte do roteiro e da direção. A revelação do verdadeiro vilão ocorre quase no final do filme e garante cenas tensas e divertidas ao mesmo tempo. O poder de manipulação dele é um alerta para o quanto somos suscetíveis aos benefícios da vida moderna, de nossos empregos e, em contrapartida, deixa claro também o quanto isso pode nos distanciar de uma maior interação com a família.
Há um outro vilão bem discreto que serve para nos alertar o quanto estamos deixando nosso lado paternal de lado para amar outras criaturas. Mesmo de forma involuntária, a presença desse vilão é a motivação para o envio do Chefinho à casa dos Templeton.
Já os coadjuvantes são também bebês. Cada qual com sua personalidade e "dons". As participações são poucas e, mesmo assim, garantem momentos divertidíssimos.

Referências mil.

Sim, isso mesmo. Além dos filmes já citados, a animação possui diversas outras referências embutidas - todas dentro do contexto - e que servem para ilustrar não só a imaginação de Tim (que conversa com um despertador Gandalf) como nuances da vida do bebê Chefinho. Tentem pegar todas durante o filme. Atenção especial ao despertador de Tim que garante várias passagens muito engraçadas.

O inimigo do meu inimigo...

Diante de grandes problemas gerados por conta de sua rivalidade, Tim e o Chefinho são direcionados a uma improvável união. Isso é algo que a história pede, além de ser vital para algumas conclusões necessárias.
Dessa união resultam algumas das mais engraçadas cenas do filme, mas também comprovam que os dois são melhores quando juntos. Isso, contudo, não é o ponto alto que fica por conta da carga emocional e a tensão entre os personagens.

Dublagens.

A versão dublada, vista por mim e meus filhos, está sensacional. Vozes marcantes e extremamente adequadas a cada personagem fazem com que o espectador se sinta à vontade, mesmo diante das vozes que não são as originais. Alguns se sentem incomodados com isso, mas eu fiquei bem à vontade para acompanhar as ações e o desenrolar da trama sem o desconforto de ficar lendo as legendas.

A impressão das crianças.

Assistir a uma animação com o olhar de um adulto é algo bem complexo. Deixamos alguns aspectos escapar.
Para evitar isso, estive com meus filhos na pré-estreia. Vi que eles não compreenderam algumas das já citadas referências (já que não assistiram ainda a Indiana Jones ou O Senhor dos Anéis, só para citar), porém acompanhei cada reação diante da beleza dos cenários, da animação em si, suas dancinhas com a trilha sonora e até as vaias ao vilão. No ponto mais tenso do filme eu olhei para minha filha e havia lágrimas em seus olhos, logo substituídas pelo sorriso de quem viu o bem prevalecer.
Saímos plenamente felizes com a animação que vimos.
Diante disso, o que dizer para fechar esta resenha? Bem, pais e filhos irão amar a ação, as emoções despertadas, as referências, as pequenas lições embutidas e, sobretudo, o respeito do roteirista Michael McCullers e do diretor Tom McGrath (“Madagascar”) pelo público. O filme é muito bom, surpreendeu positivamente e mostrou que é perfeitamente possível unir públicos tão distintos (pais e filhos) com uma narrativa bem estruturada e divertida.


sábado, 28 de janeiro de 2017

Fábrica de Brinquedos. Um livro que seus filhos irão amar.



Manter as crianças ativas - em plena era digital - não é algo simples. O acesso às tecnologias em games, smartphones, TV e internet são de extrema valia, porém a dependência de uma tela para usufruir dos recursos tem se mostrado um empecilho à "movimentação" da criança (e do adulto).
O livro Fábrica de Brinquedos me surpreendeu positivamente por ser um incentivador do raciocínio e da criatividade das crianças. Sim, eu sei que muitos dirão que os aplicativos (app) também são - e eu concordo -, mas há um diferencial nesse livro: a necessidade da busca, da montagem e do raciocínio para criar brinquedos que irão interagir fisicamente com a criança. Em tempos de touch screen, ter uma ferramenta que leve os pequeninos a produzir algo com suas próprias mãos e vontade é um presente para os pais. 

Curtam nossas fanpages:  Franz Lima Apogeu do Abismo.

Fabrica de Brinquedos | Girassol Brasil from Ricardo Girotto on Vimeo.
Outro fator que me deixou bastante animado foi a reação dos professores dos meus filhos ao conhecer o livro. A interatividade e a possibilidade de interação entre pais e filhos é um achado em tempos onde o isolacionismo é quase uma regra. 
Vamos acrescentar à lista de qualidades positivas dessa obra o seguinte: a reutilização de materiais que iriam ser descartados. Fábrica de Brinquedos é tudo isso mesmo. Ensina a reciclar, a montar, a criar e a incentivar a criatividade das crianças, além de proporcionar a interação entre pais e filhos.

Dados Técnicos:
Autor: Ricardo Girotto
Ilustrador: Ricardo Girotto
48 páginas 23 x 30 cm
Capa Dura, verniz localizado
ISBN: 978-85-394-1944-9



terça-feira, 5 de maio de 2015

Fred Giovannitti transforma rascunhos infantis em desenhos magníficos.


Fonte: 123 Inspiration

O tatuador e ilustrador Fred Giovannitti deu vida aos desenhos que as crianças criam. Mesmo sem conhecimento de anatomia ou noção de proporções, as crianças criam personagens que são verdadeiras obras de arte, algumas com traços cubistas, outras com tons surrealistas...
Mas Fred é um artista que compreende que há verdade naquilo que os pequeninos retratam. Não há nada mais honesto que a opinião de um inocente. 
Sendo assim, o ilustrador criou versões mais complexas de simples "esboços" da garotada. Alguns parecem saídos direto de um filme de terror, mas todos são plenos dos sentimentos das crianças que os produziram, assim como são as artes de Fred Giovannitti.
Contemplem...








terça-feira, 7 de abril de 2015

Recomendação de leitura infantil: Papai, de Philippe Corentin.


Essa obra foi uma das que o Itaú disponibilizou no ano passado através do projeto "Leia para uma criança".
Escrito e ilustrado por Philippe Corentin, 'Papai' é um livro muito interessante. A história narra os minutos que antecedem o sono de um menino e os medos que chegam nessa hora tão complicada.
Pais e filhos irão se identificar com a trama, não só pela situação comum, mas pela forma diferente e criativa que o autor encontrou para ilustrar a imaginação de uma criança... ou de um monstro.
Um dos pontos interessantes deste livro infantil é a evidente preocupação em mostrar a importância do pai como figura protetora; incluindo um papai monstro!
Mesmo com pouco texto e ilustrações, o livro certamente irá entreter e agradar as crianças que o lerão. Não foi à toa que o Itaú o disponibilizou como um dos livros da campanha "leia para uma criança" no ano passado.
Logo, se você não foi um dos agraciados com a promoção cultural do banco, adquira um exemplar de 'Papai', e garanta uma ótima e divertida leitura para seus filhos e, claro, para você.





segunda-feira, 27 de outubro de 2014

Calvin e Haroldo: as últimas palavras. Via Geek Vault.



Fonte: Geek Vault
Comentários: Franz Lima.

Uma emocionante história onde o fim da vida de Calvin é mostrado da forma mais impactante e poética possível. Lágrimas cairão, principalmente se você for, assim como eu, fã da famosa e saudosa dupla.
Senhoras e senhores, com vocês: Calvin e Haroldo - As últimas palavras.


“Calvin? Calvin, meu amor?”

Da escuridão Calvin ouviu o chamado de Susie, sua esposa há 53 anos. Deus, ele estava tão cansado e foi tão difícil abrir os olhos. Vagarosamente, a luz substituiu a escuridão, e logo e visão estava completa. No pé de sua cama estava sua esposa. Calvin molhou seus lábios secos e falou com a voz rouca, “Você…você o…encontrou?”
“Sim querido,” Susie respondeu com um triste sorriso, “Ele estava no sótão.”

Susie pegou dentro de sua bolsa e retirou um suave, velho e laranja tigre de pelúcia. Calvin não conseguiu evitar uma risada. Já fazia tanto tempo. Muito tempo.

“Eu lavei ele para você,” Susie falou, sua voz quebrando um pouco enquanto ela colocava o tigre de pelúcia perto de seu marido.

“Obrigado Susie.” Calvin respondeu.

Alguns momentos se passaram enquanto Calvin apenas deitava em sua cama no hospital, sua cabeça virada para o lado, olhando o antigo brinquedo com nostalgia.

“Querida,” Calvin finalmente falou. “Você se importaria me deixar sozinho com Haroldo por um tempo? Eu gostaria de conversar com ele.”
“Sem problemas,” Susie respondeu. “Eu vou comer algo na cafeteria. Volto logo.”

Susie beijou seu marido na testa e se virou para ir embora. Com uma repentina, mas suave força, Calvin a parou. Amorosamente ele puxou sua esposa e a deu um beijo apaixonado em seus lábios. “Eu te amo,” ele disse.

“E eu amo você,” responde Susie.

Susie virou e saiu. Calvin viu lágrimas saindo de seus olhos quando ela saiu pela porta.

Calvin finalmente virou para ver seu mais antigo e querido amigo. “Ola Haroldo. Faz um bom tempo não faz amigo?”

Haroldo não era mais um tigre de brinquedo, mas o antigo e peludo tigre que Calvin sempre se lembrou. “Sem dúvida faz, Calvin.” foi a resposta de Haroldo.

“Você…você não mudou nada.” Calvin sorriu.

“Já você, mudou muito.” Haroldo disse tristemente.

Calvin riu, “Verdade? Eu nem tinha reparado.” Teve uma longa pausa. Apenas o barulho de um relógio contando os segundos ecoando no quarto estéril do hospital.

“Então…você casou com Susie Derkins.” Haroldo falou, finalmente sorrindo. “Eu sempre soube que você gostava dela.”

“Fique quieto!” Calvin disse, seu sorriso maior que nunca.

“Me conte tudo que perdi. Eu adoraria ouvir tudo que você fez!” Haroldo disse, empolgado.

Então Calvin contou tudo. Ele contou como ele e Susie se apaixonaram no colegial, como eles se casaram logo após a faculdade, contou sobre seus 3 filhos e seus 4 netos, como ele transformou Space Spiff em uma das mais populares novelas de ficção científica, e por aí vai.

Depois que ele disse tudo isso para Haroldo, ocorreu mais um silêncio impregnante.

“Você sabe…eu te visitei no sótão várias vezes.” Calvin disse.

“Eu sei.”

“Mas eu nunca consegui te ver. Tudo que eu via era um animal de pelúcia.” a voz de Calvin estava quebrando e lágrimas de arrependimento começaram a cair de seus olhos.

“Você cresceu amigão.” disse Haroldo.

Calvin começou a soluçar, abraçando seu melhor amigo. “Me desculpe! Por favor me desculpe por quebrar a minha promessa! Eu prometi que nunca ia crescer e que iríamos ficar sempre juntos!”

Haroldo  acariciou o cabelo de Calvin, ou o pouco que ainda restava. “Mas você não quebrou.”

“O que você quer dizer?”

“Nós sempre estivemos juntos…em nossos sonhos.”

“Nós estivemos?”

“Nós estivemos.”

“Haroldo?”

“Sim amigão?”

“Estou tão feliz por poder te ver assim….uma última vez…”

“Eu também Calvin, eu também.”

“Amor?” A voz de Susie veio do outro lado da porta.

“Sim querida?” respondeu Calvin.

“Posso entrar?” perguntou Susie.

“Só um minuto.”

Calvin virou para ver Haroldo uma última vez.

“Adeus Haroldo. Obrigado…por tudo…”

“Não, eu que te agradeço Calvin.” respondeu Haroldo.

Calvin virou para a porta e falou, “Pode entrar agora.”

Os filhos e netos de Calvin seguiram Susie no quarto dele. O neto mais novo correu por todos eles e abraçou o seu avô de uma forma forte e empolgada. “Vovô!” gritou a criança.

“Francis!” gritou a filha de Calvin, “Seja gentil com seu avô.”

A filha de Calvin virou para seu pai e disse “Me desculpe papai. Francis não está se comportando esses últimos dias. Ele apenas corre fazendo bagunça e vindo com histórias estranhas.”

Calvin riu e disse, “Ora, isso está parecendo como eu era na sua idade.”

Calvin e sua família conversaram mais um pouco até quando a enfermeira chegou e disse, “Me desculpem, porém a hora de visita está praticamente terminando.”

A amorosa família de Calvin disse tchau e prometeu voltar no dia seguinte. Assim que eles estavam saindo Calvin disse, “Francis. Venha aqui um segundo.”

Francis ficou ao lado de seu avô, “O que foi vovô?”

Calvin pegou o antigo tigre de pelúcia e o entregou, tremendo para seu neto, que era extremamente parecido com ele tantos anos atrás.

“Esse é Haroldo. Ele foi meu melhor amigo quando eu tinha sua idade. Gostaria que você o tivesse.”

“Mas ele é apenas um tigre de pelúcia.” Francis disse.

Calvin riu, “Bom, deixe-me te falar um segredo.”

Francis chegou mais perto de Calvin. Calvin sussurrou, “se você o pegar em uma armadilha para tigres, utilizando um sanduíche de atum como isca, ele vira em um tigre real.”

Francis olhou com admiração. Calvin continuou, “Não apenas isso, ele será seu melhor amigo para sempre.”

“Wow! Obrigado vovô!” Francis disse, abraçando seu avô fortemente novamente.

“Francis! Nós precisamos ir agora!” chamou a filha de Calvin.

“Okay!” Francis gritou.

“Cuide bem dele.” disse Calvin.

“Eu vou.” Francis disse, antes de correr com o resto de sua família.

Calvin deitou e ficou olhando para o teto. O tempo estava chegando. Ele conseguia sentir em sua alma. Calvin tentou lembrar uma frase que ele leu em um livro uma vez. Falava algo sobre a morte ser apenas a próxima grande aventura, ou algo do tipo. Seus olhos ficaram pesados e sua respiração ficou mais lenta. Enquanto ele ia finalmente para seu sonho final, ele ouviu Haroldo, como se estivesse logo ao lado dele na cama. “Eu vou cuidar dele, Calvin…” Calvin deu seu primeiro passo para mais uma aventura e teve seu último respiro com um sorriso em sua face.

Texto atribuído a Interciso Mateus

domingo, 11 de maio de 2014

A arte surreal de Redmer Hoekstra




Com uma visão diferente e surrealista de animais, pessoas e objetos, Redmer Hoekstra criou imagens únicas e marcantes. Suas obras envolvem o inconsciente, a emoção e uma boa dose de humor, mas um ponto em comum há em todas elas: a imaginação. Alguns de seus trabalhos levam de 32 a 40 horas para concluir.
Desfrutem desse universo estranho e fascinante. 














quarta-feira, 23 de outubro de 2013

Crônica da inocência e da imaginação.


 Por: Franz Lima.

Fui criado com desenhos e animações que marcaram minha infância e reforçaram meu caráter e minha índole. Pode parecer besteira, mas uma infância sem a magia dos sonhos e das crenças no impossível é algo vazio. Crescer antes do tempo não é bom. Vi e li muito sobre contos de fadas. Acreditei de coração no Papai Noel, Coelho da Páscoa, nos personagens do nosso folclore, nas lendas que marcaram gerações. Sonhei que era capaz de voar. Acreditei que a moeda fora dada realmente em troca daquele dente de leite. E querem saber? Viver e crescer em meio à fantasia não me fez mal. Aliás, mesmo sendo um escritor voltado ao terror, sei que muito da inspiração de hoje é fruto das brincadeiras e fábulas do passado. Mas os tempos são outros. Crianças crescem descrentes da magia de criaturas lindas, ainda que assustadoras. O poder do Natal e da Páscoa perdem lugar para o puramente material. Não quero dizer com isso que as novas lendas são ruins. O que acho é que as boas histórias do passado podem coexistir com as de hoje.
Tolkien, Lewis, Martin, Rowling, Lobato, Gaiman, Burton, Vianco, Coelho, Stoker e tantos gênios modernos comprovam que é possível habitar o universo fantástico, mesmo em uma época voltada para a tecnologia. O que falta para retomarmos o encanto de aventuras que estão caindo no esquecimento ou até mesmo sendo radicalmente alteradas? As fábulas foram a força motriz de gerações, inspiraram filmes, quadrinhos, livros, desenhos e músicas. Sendo assim, por que não reacender essa chama?
Então um leitor irá me alertar: - Espere! Você não percebe que isso já está acontecendo com obras como Sandman, Once upon a time, João e Maria e outras?
Sim, respondo. Porém é preciso compreender que essas são produções voltadas para um público já distante da infância. O que ressalto nesta crônica é a necessidade de não crescermos tão rápido. Há muita coisa boa que incorpora lendas do passado, mas fazendo uso de releituras e, quase via de regra, voltada para um grupo mais adulto. Não desmereço esses esforços. O que peço é a simples retomada da inocência de nossas crianças que, infelizmente, terão um futuro com inúmeras complicações, incerto e violento. Há alguém capaz de dizer o contrário? Atentem que não estou afirmando que isso é algo imutável, jamais. Há esperança de dias melhores e é por eles que lutamos. Entretanto, caso a maré fique revolta, certamente será mais fácil encará-la com a base adquirida em uma infância na qual tais problemas eram conhecidos como 'aventuras'. A imaginação é um porto onde atracamos sempre que a esperança perde um pouco de força.
Que a fantasia molde o homem do futuro, não o temor da violência que cedo é imposta.
Nossas crianças merecem o melhor.

quinta-feira, 3 de outubro de 2013

A campanha "Leia para uma criança" do Itaú distribuirá novos livros. Fique atento.


Uma das mais belas iniciativas de incentivo à leitura infantil é realizada anualmente pelo banco Itaú. A campanha deste ano já teve sua divulgação iniciada e, em breve, será feita a distribuição dos livros (serão dois) infantis. Fiquem atentos e não percam esta oportunidade única. Ajudem a divulgar o projeto e, claro, leiam para suas crianças. 

Estes serão os livros para a nova campanha:


O mundo inteiro, de Liz Garton Scalon e Marla Frazee

A praia deserta, a noite tranquila, o dia de chuva, a horta, a cozinha e a família reunida... O que seria o mundo inteiro? Leia para uma criança: esta obra com versos rimados retrata conceitos universais numa linguagem simples e delicada. Vencedor do prêmio Cadelcott Honor de melhor ilustração.



E o dente ainda doía, de Ana Terra
Um jacaré folgado e largado não consegue descansar por causa de uma tremenda dor dente. E mesmo com a ajuda de outros bichos... o dente ainda doía! Leia para uma criança: e descubra como essa divertida história brinca e educa com números em um ritmo gostoso de lenga-lenga.






Proxima  → Página inicial