O mês de julho já tem uma programação sensacional para os assinantes da Netflix. O serviço de streaming disponibilizará desde o já cult Invasão Zumbi (Trem para Busan), as primeiras temporadas das animações Castlevania e One Punch Man, Trash (com Wagner Moura), Jurassic World, Outland, Malévola, Chasing Coral, Os Dez Mandamentos e muitas outras atrações.
Dia 1º de julho:
Malévola;
Bob Esponja - Um herói fora d´água;
Bates Motel - 4ª Temporada;
Trem para Busan (Invasão Zumbi);
One Punch Man - 1ª Temporada;
Disney Nature: Ursos;
Murilo Couto – Eu, Eu, Murilo;
Rupaul´s Drag Race - 8ª Temporada; e
O incrível mundo de Gumball - 4ª Temporada.
Dia 7 de julho:
Castlevania - 1ª Temporada;
Luna Petunia - 2ª Temporada; e
Degrassi: Next Class - 4ª Temporada.
Dia 8 de julho:
Trash.
Dia 9 de julho:
Jurassic World: o mundo dos dinossauros.
Dia 10 de julho:
Cidade Cinza.
Dia 11 de julho:
Fome de Poder.
Dia 14 de julho:
Friends from College - 1ª Temporada;
Buddy Thunderstruck: A Pilha do Talvez;
To the bone - O mínimo para viver; e
Chasing Coral - Em busca dos corais.
Dia 15 de julho:
Outlander - 2ª Temporada.
Dia 17 de julho:
Os Dez Mandamentos - 2ª Temporada.
Dia 18 de julho:
Aditi Mittal: Things They Wouldn't Let Me Say (Stand-up)
Uma das mais respeitadas cartunistas do Brasil, Laerte ganhou destaque ao se assumir como transexual há alguns anos.
Mais do que isso, sua vida deu uma guinada enorme não só pelo impacto visual, mas também pelas mudanças na vida das pessoas que lhe eram próximas. Curta nossas fanpages: Apogeu do Abismo e Franz Lima. Hoje, as coisas são bem mais fáceis, mas quais seriam os impactos de uma nova mudança? Com base na decisão de implantar seios, Laerte inicia uma transição que não passará despercebida.
Laerte-se é o primeiro documentário nacional produzido pela Netflix, cuja principal função não é questionar a sexualidade da cartunista, e sim apresentar a todos as nuances do cotidiano da vida de um gênio do desenho. Sem frescuras, sem mentiras e com o humor que é peculiar à cartunista.
Afinal, a obra de Laerte continua polêmica, bem humorada, crítica e extremamente pertinente ao cenário dos quadrinhos e charges em nosso país.
Assistam agora ao trailer e aguardem o lançamento em streaming no dia 19 de maio. O documentário tem direção de Lygia Barbosa da Silva e Eliane Brum com roteiro da duas e de Raphael Scire.
Uma frase define esse documentário: A genialidade não tem gênero.
Previsto para ter sua estreia em março de 2017, Punho de Ferro ganha seu primeiro trailer. O herói é um grande amigo de Luke Cage e será um dos integrantes do grupo de vigilantes Os Defensores.
As cenas dão apenas uma ideia do que nos aguarda, mas já mostram que teremos algo próximo à mitologia do herói. Punho de Ferro é a comprovação da continuidade da Marvel pela Netflix, uma ótima notícia para os fãs de quadrinhos e suas adaptações.
O herói será interpretado por Finn Jones e a série contará ainda com as participações de Jessica Henwick, Rosario Dawson, David Wenham, Jessica Stroup, Tom Pelphrey, entre outros.
Sejam bem-vindos a mais uma
resenha de Breaking Bad. Segunda temporada, novas emoções... e muito mais
tensão e violência.
Só para relembrar, eis o link
para a análise da primeira temporada: Breaking Bad Season 1.
Ok, hora de retomar o carro da
montanha russa, pois as vidas de Walter White e Jesse Pinkman estão fincadas em
um desses carrinhos, talvez com a trava ruim. E o que é pior: eles levam muitas
pessoas nesse brinquedo fatal.
O que vocês verão é a exata
sequência dos fatos da primeira temporada. A palavra correta seria “consequências”.
Para cada ato, seja da dupla de desajeitados traficantes ou de Hank, Marie ou
Skyler, não importa, haverá uma consequência. Acredito que a segunda temporada
aborde, talvez propositalmente ou não, a consequência como uma lição, algo a
ser aprendido, já que uma das leis da física é levada ao extremo em cada
episódio: para cada ação, uma reação de igual intensidade.
Antes, contudo, uma observação
que mostra o quanto a produção de Breaking Bad é apurada. Os episódios são
iniciados com cenas que informam aos espectadores o que os aguarda no futuro.
Como quase sempre não sabemos do que se trata, a tensão só aumenta. Nesta
segunda temporada, o fantasma que nos acompanha – como se fosse o Natal Futuro
– é um maldito urso de pelúcia com metade de seu corpo carbonizado. Então,
preparem-se para agonizar até descobrir do que se trata. Mas, honestamente,
essa espera é válida.
As continuidades são pontos altos da trama.
Esse é um ponto crucial da
temporada: os vínculos entre personagens e os atos por eles tomados. O que é
aparentemente aleatório acaba ganhando importância mais à frente, fato que
deixa mais sólida a narrativa e evidencia o apuro do produtor e dos
roteiristas. Esse zelo pelo espectador é
algo a se acrescentar ao rol de elogios que a premiada série merece.
Até aqui, cada ponta que surge
recebe sua contraparte para que o nó seja feito. Os lapsos de memória comuns em
alguns roteiros mais fracos são, felizmente, inexistentes.
E como andam nossos amigos e
suas aventuras pela série?
Walter e Jesse.
Esse dois são moldados episódio
por episódio. A vida de Walter ganha ares de desgraça por ter dinheiro para seu
tratamento, ainda que seja dinheiro oriundo do tráfico. Para piorar, Walter Jr,
agora Flynn, encontra um meio de arrecadar grana para seu pai e isso,
acreditem, castiga a consciência de Walter a cada segundo.
E isso é apenas o começo das
desgraças na vida de Walter.
Ele obtém muito dinheiro através
de uma parceria com um sombrio e potencialmente perigoso distribuidor de
drogas: Gus. Sua aparência calma e confiável esconde um perigosíssimo
traficante, capaz de tudo para manter sua rede. Pouco do poder real de Gus é
mostrado, o que não impede o espectador de temê-lo a cada nova aparição. Sua
influência é descomunal, seja como traficante ou como cidadão de bem. Ele é um indivíduo
com várias faces. Todas elas escondem seu verdadeiro lado ruim, a verdadeira
face do mal.
Walter ainda tem que lidar Walter
Jr, agora chamado de Flynn, interpretado pelo ator R J Mitte. Os esforços de
Flynn para ajudar o pai são verdadeiros socos no estomago do pai que não sabe
lidar com a situação e tem vergonha de seus atos quando comparados com os de
Flynn. Ele é um ponto de apoio para o químico, mas também serve como uma
constante acusação de seus atos errados, um lembrete. Skyler é outra confusão de sentimentos. Fruto direto dos erros da primeira temporada, sua confiança em Walter só tem diminuído. Mas ela é uma boa mulher e isso pode pender a favor de White. A pergunta é: até quando ele conseguirá manter as mentiras longe de sua família?
Já Jesse, nesse intervalo, conhece uma linda
mulher. O passado dela é revelado aos poucos, apenas o suficiente para
percebermos, como espectadores, que ele e ela têm muito em comum. São esses
pontos coincidentes que os aproximam. Essa mulher, Jane Margolis, se torna a obsessão de Jesse e ela o
influencia cada vez mais. Logo essa influência coloca Jesse e Walter em rota de
colisão. É nesse ponto que Walter mostra o quanto está disposto a manter seu
dinheiro e a vida de traficante, assim como fica bem claro seu apreço pelo
jovem Jesse.
Definitivamente, é hora de
sacrifícios.
P.S.: se não conhecem Krysten Ritter, basta dizer que ela é a Jessica Jones do seriado homônimo.
A temática das drogas.
Apesar de serem temas comuns, a
venda e o uso de drogas ainda dão fôlego à narrativa. Aliás, vale evidenciar, são
as nuances desse mercado negro que dão fôlego a alguns episódios. Afinal, ser
traficante não é apenas vender drogas. É preciso estabelecer e ampliar
territórios, criar uma rede de distribuição, prever possíveis baixas e novas “contratações”
e, sobretudo, ter um bom advogado para cuidar das peculiaridades da lei.
Bem, esse é outro ponto alto da
segunda temporada. Apresento-lhes Saul Goodman.
A participação desse advogado sem
escrúpulos foi tão boa em Breaking Bad que acabou lhe rendendo uma série só
sua. Preparem-se para uma falta de escrúpulos absurda e, ainda, corrupção,
manipulação da lei, lavagem de dinheiro e tudo mais que um “bom” advogado sabe
lidar. Saul é um personagem inesquecível, assim como seu slogan: “Better call
Saul”.
Descida da montanha-russa.
Eis um ponto inevitável. Ao subir
uma montanha, cedo ou tarde terá que encarar a descida. E descer pode ser mais
rápido, porém isso não é sinônimo de facilidade.
Walter e Jesse se deparam com os
frutos de seus atos. Suas vidas são sacudidas de forma brutal e impiedosa e
eles descobrirão, do jeito mais doloroso, que lidar com drogas e mentiras é
muito mais difícil do que parece. E o que é pior, o preço sempre será cobrado.
Volto a afirmar que Breaking Bad é uma série que merece ser
vista por suas inúmeras qualidades e, sobretudo, pela coragem em abordar o lado
humano (e nem por isso inocente) do tráfico de drogas. Há outros fatos nessa temporada. Não vou expô-los para não estragar os muitos pontos interessantes e importantes da trama.
Músicas.
A trilha sonora da série é um universo à parte. Agora, nessa segunda temporada, o destaque ficou pela música de entrada (um videoclip) do episódio 7. Confiram o clip e estejam preparados para nunca mais esquecer a canção.
A polêmica não poderia ser menor. A Anatel, órgão
responsável por ditar as regras na comunicação do Brasil, resolveu – sem prévio
aviso – impor uma medida que cria limites para a quantidade de dados que cada
usuário da internet pode usar por mês. Para que você se situe, hoje pagamos por
velocidade de tráfego de dados, isto é, sua conexão tem “x” Mbps (Megabits por
segundo). Comparativamente, a velocidade da internet brasileira está bem abaixo
da média mundial, já que em 2015 ocupávamos o 89º lugar, abaixo da Argentina,
Chile e Uruguai, conforme aponta estudo feito pela empresa Akamai e divulgado
através do relatório “State of internet” (leia mais pelo Olhar Digital).
O relatório mostrou que a média de conexão dos brasileiros é
de 3,4 Mbps, velocidade muito baixa, principalmente quando comparamos com o
resto do mundo. A Coréia do Sul, a mais rápida, tem apenas 23,6 Mbps de média
na conexão, algo obtido através de pressão do governo nas operadoras que terão
seus direitos perdidos caso não apresentem uma velocidade compatível com aquela
estipulada pela agência reguladora e, óbvio, com aquilo que os usuários esperam
e pagam.
Mas não pense que na Coréia o preço por essa velocidade é
alto. Na verdade, o governo investiu com antecipação na infraestrutura para a
navegação. Com planejamento e inteligência, os sul-coreanos criaram uma
política de tráfego de dados coerente com as necessidades do povo, das empresas
e de um país consciente da importância da internet na vida do cidadão comum e
do próprio governo. Não é luxo, é necessidade. Um país com uma internet lenta
está defasado em relação aos demais que tem conexões rápidas. Lembremos que a
web não é usada apenas para assistir a programação da Netflix, Youtube ou
baixar filmes. Estudar (invariavelmente com o uso de vídeo aulas), pesquisar,
ler, acessar rádios do mundo todo, programar... são inúmeros os recursos da
internet que estão cada vez mais pesados (em termo de dados trafegados), pois a
qualidade do que lemos e vemos é cada vez maior.
Eu acho inadmissível que um governo (assim como as
operadoras que receberam a permissão para fornecer serviços de navegação
online) não tenham – a longo prazo – previsto isso. Antes, um vídeo tinha
péssima qualidade, pixelizado e com áudio ruim, fatos que o deixavam com um
tamanho pequeno. Hoje, um filme é disponibilizado em full HD para baixar ou ser
assistido por meio do streaming, o que implica em dizer que os dados serão
muito maiores. Basta que lembremos que filmes em formato rmvb tinham, em média,
tamanho de 500 Mb, ao passo que os mesmos em formato mkv têm sua média em torno
de 2 Gb.
Outro absurdo que a Anatel e as operadoras desconsideraram
foi o aumento da população ao longo dos anos. Temos mais de 200 milhões de
pessoas no país e , obviamente, o número de usuários irá aumentar ao longo dos
anos. A regra é bem simples: se em 2000 uma família era composta por um casal e
dois filhos de apenas 2 anos cada, teremos dois usuários de internet usando a
conexão. Dez anos após, a mesma residência terá os pais e mais dois adolescentes
de 14 anos que, certamente, serão usuários mais ávidos por consumir através da
internet que seus pais. O exemplo cita uma única família, apliquem isso a todo
o país...
Agora, voltando ao título do texto, vou explicar o porquê
nomeei a Anatel de Robin Hood Bizarro (alusão a um dos inimigos do Superman).
Bem, o fato é que estamos diante de uma agência que deveria regularizar e
fiscalizar as operadoras para que estas não manipulem informações de forma a
ludibriar o consumidor. A Anatel é a ferramenta que garante, pelo menos no
papel, a honestidade nos preços e serviços oferecidos por empresas como a Oi,
Tim, Claro e Vivo (as gigantes da telecomunicação no Brasil). Essas operadoras
jamais irão ter prejuízos com o fornecimento de internet aos brasileiros. Elas
enriqueceram de forma vergonhosa com o fornecimento de pacotes de dados que
prometiam velocidades “altas” de navegação, mas que jamais eram reais. Foram
anos em que o usuário navegava com uma velocidade paga que, na verdade, jamais
era fornecida. Isso quase não ocorre mais em função das ferramentas de
fiscalização e, claro, do aumento do conhecimento do usuário. Mas é fato que
estamos anos-luz distantes de uma internet justa, seja no preço ou na
velocidade.
Então, alguém me explique, a Anatel resolve blindar a
quantidade de dados que um usuário pode usufruir ao mês. Comparativamente, você
poderia ir do Rio de Janeiro a São Paulo com um tanque e, agora, o trajeto é
interrompido na metade do caminho, não importa se ainda resta gasolina que você comprou. Quer
continuar a andar? Pague mais.
Ora, de que lado a Anatel está? Ela resolve impor taxas ao
consumidor (que ainda recebe um péssimo serviço) para beneficiar as ricas
empresas que provêm a internet? Não há algo estranho nessa história? Novamente
o cidadão comum é oprimido, desconsiderado por quem deveria defendê-lo. A
situação é ridícula e cria um clima de “ditadura digital” onde eu e você, consumidores
comuns, teremos que nos submeter aos caprichos do presidente da Anatel que
resolveu impor isso em um evidente conluio com as grandes operadoras.
Vou frisar que somos um dos países onde os cidadãos mais
pagam impostos no mundo. Trabalhamos para sobreviver à carga tributária e aos
aumentos de todos os serviços. Ficaremos calados diante de mais uma medida
corrupta e prejudicial ao cidadão? Jamais!
Tenha consciência de que você tem seus direitos. Proteste e
faça com que estas informações cheguem ao máximo de pessoas possível. Não somos
omissos e não acataremos mais uma medida descabida e protetora às grandes
empresas. A Oi, Vivo, Tim, GVT, Embratel e Claro, entre outras, têm lucros exorbitantes, fato
provado por sua permanência em um país com carga de tributos imensa. O que está
acontecendo é que fomos traídos por quem deveria proteger-nos. E essa traição é
fruto, afirmo, de acordos entre operadoras e a presidência da Anatel que,
claramente, está sendo beneficiada nessa jogada.
Isso gerará lucros para as empresas e também para os que permitiram
esses lucros. Alguém ainda pensa que a Anatel (e suas lideranças, incluindo o presidente João Rezende) não levará
nada com essa história? Tem que ser muito inocente para acreditar nisso.
Por fim, se hoje o dinheiro está escasso para um simples
cinema ou passeio e você tinha a internet como fonte de entretenimento e
conhecimento, saiba que tudo irá piorar caso deixemos que o xerife dê mais dinheiro ao príncipe John.
Quem acompanhou os primórdios do Homem sem Medo pelos quadrinhos sabe que há muitas tramas paralelas às aventuras dele. Vilões, ninjas, assassinos, problemas de outras pessoas e até os próprios problemas transformam a vida de Matthew Murdock em um caos tão grande quanto a da Homem-Aranha... ou até maior.
A primeira temporada de Demolidor trouxe um realismo que não víamos há algum tempo nas tramas da Marvel. Vingadores, X-Men, Capitão América, Hulk e outros já adaptados para o cinema ou série não ganharam uma abordagem adulta, crua a ponto de chocar o espectador. Nos cinemas, para ser mais honesto, isto é algo muito difícil, já que implica em ampliar a classificação etária, o que diminui o público. Já nas séries é possível ter uma liberdade maior.
O que o primeiro trailer de Demolidor mostrou? Será que a nova temporada pode ser tão boa quanto a anterior?
Bem, a edição desse trailer ficou muito boa. Ela não revelou partes comprometedoras da trama, porém deixou bem claro que seremos brindados com mais ação e drama. O primeiro ponto positivo foi a inclusão de Frank Castle, o Justiceiro, na história. Castle terá sua origem contada - não sei se na íntegra ou em flashback - para provocar um maior drama.
Em paralelo a isso, o trailer mostra que Matt está relacionando sua atuação como vigilante ao surgimento de um novo caçador em Hell´s Kitchen, sem saber as reais motivações do Justiceiro. Este, por sua vez, mostra admiração pela atuação do Demolidor, mas não interromperá suas caçadas por nada, nem mesmo o Homem sem Medo.
Os dois vigilantes são violentos em suas incursões. Castle, entretanto, por ter treinamento militar e acesso a armamentos pesados, se tornou um pesadelo para os bandidos e um temor para quem está próximo à linha de tiro. Caso não saiba, uma tragédia transformou o soldado em vigilante, uma tragédia que destruiu a misericórdia de Castle e, então, deu vida ao Justiceiro. Nos quadrinhos o Justiceiro é um matador que chega muitas vezes próximo demais da loucura, fruto de sua sede de vingança. O trailer mostra que teremos isso também nas telas.
Diante de um quadro tão complexo e de justiças paralelas, porém diferentes, é óbvio que os dois entrarão em rota de colisão. Caçadas serão iniciadas (Castle atrás de bandidos; o Demolidor atrás de Castle) e haverá perdas resultantes disso. Reparem que há uma cena onde Nelson está cercado por policiais, o rosto tem uma expressão de horror, enquanto surge a frase: "As pessoas não precisam morrer".
Outro detalhe bem legal foi a inclusão do logo do Demolidor estampado em uma parede totalmente trincada ao final do trailer, uma alusão aos estragos que esta temporada promete na vida do herói.
Por fim, o trailer revela a presença de ninguém menos que a assassina Elektra. Para um bom entendedor, isso representa as prováveis presenças do Mercenário, do Rei do Crime e do clã ninja que, juntos, prometem mais drama, ação e violência.
Aguardo ansioso essa segunda temporada, assim como o segundo trailer que sairá em 25 de fevereiro. Agora, assistam ao trailer e confiram as cenas...
Um homem capaz de atos deploráveis é um herói aos olhos de uma grande audiência. O quase vilão que vira queridinho do público tem se tornado comum nas séries, e um dos mais marcantes da TV contemporânea é Dexter Morgan, da série homônima, vivido por Michael C. Hall em oito temporadas.
A série trata de um serial killer que, guiado por um rígido código de ética criado por seu pai, mata com requintes de crueldade criminosos que conseguiram escapar da polícia. A premissa é ousada, e as primeiras temporadas guardam um tom de atrevimento que manteve o público interessado. Depois, vieram alguns tropeços, e ela parecia se repetir. “Era quase inevitável estando há tanto tempo no ar”, admite Scott Buck, o showrunner, ou seja, o grande nome por trás de Dexter.
“Quando qualquer série começa a envelhecer, as fórmulas passam a soar familiares para quem a acompanha de perto. Aí, você se vê diante de um dilema: tentar surpreender e acabar com algo um pouco diferente, ou deixar como está, correndo o risco de se tornar previsível. Nos dois casos, você vai decepcionar alguém”, explica ao Estado por telefone do Rio, onde participou do 2.º Programa Globosat de Roteiristas.
“A responsabilidade principal de um showrunner é entregar ao público a série de que gosta, ser inovador e manter-se fiel à sua proposta original, o que fica mais difícil ao longo dos anos.”
Com tanta experiência na televisão, Scott tem uma visão privilegiada das mudanças no comportamento do telespectador em relação ao conteúdo. Mesmo no Brasil, já são consideráveis as opções que oferecem a liberdade de decidir como e quando ver seu programa favorito: há a TV sob demanda, os sites como o Netflix e os aparelhos, que algumas operadoras brasileiras oferecem há alguns anos, que permitem gravar a programação e assistir quando quiser. Isso muda a relação que nós temos com aquilo a que estamos vendo, e Scott nota em si mesmo esses efeitos.
“Eu mesmo não faço ideia de quais programas estão no ar, há anos não sei. Porque mesmo que eles não estejam em serviços sob demanda, eu posso gravá-los e ver depois. São muito poucos os títulos que me cativam a ponto de me fazer ir para casa na hora exata em que vão ao ar, e acho que isso se aplica a boa parte da audiência norte-americana. Uma tendência que tende a se espalhar. O roteirista tem de estar ciente de que há opções de mais. Não estamos naquela época em que alguém via o que estivesse passando. A gente vê exatamente o que quiser”, afirma.
Outro hábito que cresce entre grupos de fãs é o de comprar caixas de DVDs ou o de assinar um serviço como o Netflix e assistir a toda uma temporada de uma vez só – o que em inglês tem até nome, “binge-watching”. Isso sim, ele diz, representa um desafio para um roteirista: “O modo como pensamos a narrativa precisa ser outro. É o caso dos ganchos de suspense ao fim dos episódios”.
Serviços como o Netflix e, mais recentemente, nos EUA, a Amazon, passaram a não só prover conteúdo, mas a produzi-lo. House of Cards, do primeiro, é uma febre que entrou para a história ao vencer um Globo de Ouro. Para Scott, porém, a inovação vai só até a exibição. “A mudança no jeito de ver TV ainda não alterou o modo de escrever, fazer e produzir programas”, crava. “Muitas dessas séries recém-lançadas são benfeitas, mas são produzidas de um jeito muito similar às tradicionais. O que ressalto é que abrem um mercado maior para os roteiristas, e quanto mais canais e espaços de exibição, melhor para nós”, arremata.
Franz diz: informações pertinentes para os espectadores e para os pretensos roteiristas. Há muito mais complexidades do que imaginava na construção de um roteiro para TV. Interessante demais esta matéria.
Em um anúncio feito pela NetFlix, Adam Sandler foi contratado para estrelar e dirigir quatro filmes com exclusividade. Como em outras produções do canal, os filmes de Sandler serão exibidos para quase 50 países onde a produtora tem público.
Com base em outros empreendimentos do canal, como a série Orange is the new black, o sucesso desses filmes é algo muito provável, principalmente se consideramos o investimento da Netflix. Os filmes serão efetivamente feitos pela produtora que o ator tem.
O gênero dos filmes não foi divulgado, mas, levando em conta o histórico de Adam, comédias estão por vir.
Duas semanas após fechar um acordo com a Paramount, o Google anunciou nesta terça-feira (17) uma nova parceria, dessa vez, com o estúdio de cinema Metro Goldwyn Mayer, a MGM. Isso oferecerá filmes e outros conteúdos em vídeo para o YouTube e o Google Play.
O acordo coloca o Google em uma posição muito importante no mercado de
filmes online, pois a gigante da Internet contará com um acervo de mais
de 600 filmes, o que representa quase nove décadas de história e
tradição da MGM no mundo da produção cinematográfica. Eles estarão
disponíveis inicialmente para os Estados Unidos e Canadá. Por enquanto,
não há previsão de lançamento para o Brasil.
om essa parceria, a empresa possui ao seu lado cinco dos seis
principais estúdios de Hollywood, além de mais de outros 10
independentes, o que garante um vasto acervo para os cinéfilos e
internautas em geral.
Para compreender os reflexos dessa parceria, o usuário terá à sua disposição os títulos West Side Story, O Exterminador do Futuro, Robocop, a série de filmes Rocky, entre outros. A MGM promete adicionar mais títulos nas próximas semanas.
O YouTube oferece o serviço de aluguel de filmes nos Estados Unidos desde 2010, e no mês de abril foi anunciado o serviço de streaming de filmes com títulos oferecidos pela Warner Bros., Sony Pictures, Universal e Lionstage.
Apesar da queda de público nos cinemas, Hollywood vê internet com otimismo
BROOKS BARNES
DO "NEW YORK TIMES", EM LOS ANGELES
O público dos cinemas em 2011 foi o menor em 16 anos. As vendas de DVDs não param de despencar. Mas Hollywood vê razões para otimismo.
Afinal, não é a indústria fonográfica.
Em vez de passar por um "momento Napster" --a armadilha digital que inicialmente dizimou as gravadoras por causa do download ilegal e depois levou à migração para o download legal, quase exclusivamente por intermédio do iTunes--, Hollywood selou vários acordos que lhe dão uma sensação de maior controle.
O Google está desenvolvendo um equipamento de entretenimento doméstico e várias empresas de mídia têm planos para serviços on-line de streaming.
Ninguém terá monopólio da distribuição pela internet dos programas de televisão e filmes de Hollywood. Com mais compradores, haverá maior alavancagem e conteúdo mais caro.
"O clima mudou de 'Ah, meu Deus, nossos modelos de negócio estão quebrados e vamos ser canibalizados' para algo que parece euforia", disse Peter Guber, presidente do Mandalay Entertainment Group, que trabalha com cinema, TV e esportes. "Os estúdios veem um mercado on-line robusto e em aceleração."
Grandes compradores de filmes e programas de TV estão aparecendo por todo lado na web. A Netflix, com serviços de streaming e de DVD pelo correio, já disputa agressivamente o conteúdo de Hollywood.
Num claro desafio à Netflix, a Verizon e a Redbox anunciaram uma parceria para transmitir filmes do estúdio pela internet. A Amazon tem contrato para a compra de episódios de programas da Viacom, incluindo "Jersey Shore" e "Bob Esponja" e se prepara para lançar um serviço autônomo de streaming que também vai concorrer com a Netflix.
Hollywood também antevê que o YouTube e o Google em breve ampliarão seus serviços de TV e filmes para além da locação, incluindo as vendas. O Vudu, do Walmart, o CinemaNow, da Best Buy, o iTunes, da Apple, e o Hulu estão aumentando constantemente seu catálogo.
A concorrência pelos direitos de filmes e programas on-line esquentou também em lugares como o Brasil, onde a NetMovies Entertainment tem contrato para transmitir por streaming material pertencente à Walt Disney Company.
O dinheiro ainda não compensa a perda de faturamento dos DVDs, mas é substancial. Barton Crocket, analista da Lazard Capital Markets, estima que a Netflix gastou US$ 937 milhões em direitos de streaming, em 2011, e pagará US$ 1,8 bilhão, em 2012.
A Netflix comprou filmes da Weinstein Company, incluindo "O Artista". A DreamWorks está recebendo estimados US$ 30 milhões por filme ao longo de um número indeterminado de anos.
A Disney concordou em fornecer conteúdo de streaming para a Comcast, um provedor de serviços de TV a cabo e de internet, como parte de um contrato de dez anos que renderá bilhões de dólares à Disney.
Os estúdios trabalharam meticulosamente para chegar a esse ponto, resguardando o conteúdo, ou pelo menos evitando acordos de exclusividade que atrapalhassem o leilão.
Eles também tiveram a seu favor o acesso restrito do público à internet de banda larga: a indústria fonográfica foi rapidamente ultrapassada pela internet em grande parte porque músicas são suficientemente pequenas para que possam ser trocadas com uma velocidade de internet limitada.
"Ainda estamos no processo de aprendizado, mas está parecendo muito animador", disse Ken Werner, presidente da distribuição doméstica da Warner Brothers Television. "O mercado digital está evoluindo de uma forma ótima para nós."
Mas Roy Salter, consultor financeiro especializado no setor de entretenimento, compara o atual boom ao dos anos 1980 e 1990, quando as redes de TV do mundo todo inflacionaram os direitos autorais e visuais dos filmes.
Era uma bolha, pois alguns compradores, diante de um crescimento inferior ao esperado, não puderam continuar pagando o licenciamento.
Outra ressalva é que as produtoras de cinema não poderão lucrar com a exibição por streaming de novos filmes, por causa dos seus contratos com canais a cabo como HBO e Showtime. Há apenas um ano, a Netflix era a única companhia de porte nos EUA pagando bem e à vista por conteúdo para streaming.
Guber prevê que a coisa só tende a melhorar para os estúdios. "Ninguém vai para um site da internet para ver zeros e uns", disse ele, referindo-se ao código binário da informática. "Mas vai por causa dos 'ohs' e 'ahs' e as empresas de tecnologia sabem disso."