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Mostrando postagens com o rótulo Prisão

Vitimizando o opressor: a Galileu manipula o leitor com sua parcialidade.

Por: Franz Lima . Curta nossa fanpage: Apogeu do Abismo . A violência é uma ferramenta que tem garantido a manutenção dos poderosos nos cargos e funções. Na verdade, a promessa do fim ou diminuição da violência é usada como moeda de troca em tempos de eleições. E quais os motivos para que a criminalidade - e a violência nela contida - nunca caia de fato? Eu enxergo, infelizmente, um lucro incalculável na "busca" pela ordem. Combater o crime é promessa que garante votos. Por sua vez, já eleito, as promessas perdem força conforme os meses vão se passando. Salvo um ato de maior vulto - arrastões, assaltos com vítimas em shoppings ou até a morte de alguém de classe alta ou destaque. Enfim, promessas somem com a mais leve brisa. Mas essa não é a base de nossa conversa hoje. Nosso assunto hoje é algo que envolve a violência, a manipulação de informações e a ineficiência da justiça brasileira. Hoje, falaremos sobre uma matéria publicada na revista Galileu , edição 295, c...

Os "menores" nunca estão errados?

Por: Franz Lima . A insegurança no Rio de Janeiro não é novidade. Os apelos da população por mais atitude, fiscalização e energia por parte das polícias e a Guarda Municipal ainda ecoam.  Então, recentemente, a PMRJ tem tido a iniciativa de conter tumultos, balbúrdias e furtos praticados por grupos de jovens na volta das praias. Constituídos por menores e maiores de idade, esses grupos se aproveitam do poder intimidador numérico para roubar ou, na melhor das hipóteses, tumultuar a viagem dos passageiros. A PM retira esses arruaceiros dos ônibus, revista-os e encaminha os que forem identificados como criminosos para apuração ou apreensão. Em suma, o cidadão de paz segue sua viagem com tranquilidade e em segurança.  Pergunto: o que a Polícia Militar fez de errado no que narrei até agora? Eu acredito que essa é a atitude correta, diante dos delitos cometidos.  Entretanto, um grupo de "ativistas" tenta impedir a polícia de cumprir seu papel ao acusar os policiai...

Anders Behring Breivik, assassino de 77 pessoas, é admitido em Universidade.

Por: Franz Lima Um dos mais frios assassinos que a História recente registrou, Anders Breivik foi admitido na Universidade de Oslo para cursar Ciência Política. A notícia não é algo tão estarrecedor pois, na Noruega, caso o preso tenha aptidões escolares que o habilitem a prosseguir os estudos em nível superior. Breivik, pelo visto, tem tal currículo, porém não há previsão para que tenha o diploma em mãos, fato que ocorre pela necessidade do cumprimento de cinco disciplinas presenciais. O assassino cumpre pena de 21 anos de prisão em regime de isolamento, sem acesso à internet. O que choca é a possibilidade - tal como ocorre no Brasil - de um assassino prosseguir sua vida e planejar a retomada das atividades já com o nível superior. Caso reste alguma dúvida, o nível superior recebe esse nome não é à toa. O diploma dá, efetivamente, direitos extras ao cidadão que o possui, incluindo a famosa "prisão especial".  Honestamente, sou favorável ao acesso a livros e outros ...

Crônica e conto: Inviolável.

Por: Franz Lima . Escorrego em meu próprio sangue. A voz é quase inaudível, fruto da dor e do medo. Em um canto, ele me contempla quase com pena, assim como faria um dono diante de seu cão que fez uma bagunça. Mas também há raiva em seus olhos, pois a distância entre a dó e a penalização é muito curta. Mesmo machucada, procuro nos recantos mais íntimos da minha mente um motivo para que ele ter feito isso. Será que inconscientemente eu provoquei essa agressão? Será que realmente minhas roupas são indecentes? Eu olhei mesmo com volúpia para seu amigo? Talvez... não sei dizer.  Passo a noite encostada no canto da parede. O frio do ar parece estar todo concentrado onde estou sentada. Os lábios e os olhos doem com uma intensidade maior que os demais lugares onde ele me atingiu. Ficamos próximos um do outro durante toda a madrugada. Eu, tomada pelo medo e as dúvidas. Ele, pelo ódio. Mas o tempo cura tudo. A manhã chegou. Ele já está se arrumando para trabalhar. Devo ter cochila...

Suzane Richthofen e a justiça cega

Por: Franz Lima .  Suzane von Richthofen é uma bactéria resistente e fatal. Suas ações foram assunto por meses, geraram documentários e programas de TV. A bela face mostrou ao mundo que o mal tem disfarces capazes de enganar e seduzir. Aos que possuem memória curta, basta dizer que ela arquitetou a morte dos pais, simulou pesar no velório, sempre com a intenção de herdar a fortuna dos pais, vítimas mortas durante o sono. Mas investigações provaram que ela, o namorado e o irmão deste foram os executores do casal indefeso. Condenados, eles foram postos na prisão. Fim? Não. No Brasil, não. Suzane recebeu a pena de reclusão em regime fechado. Mas, invariavelmente, a justiça tende a beneficiar o "bom comportamento" e outros itens atenuantes, levando a ré ao "merecido" regime semi-aberto. A verdade é que ela ficaria solta, livre para agir e viver. Uma pessoa que privou os próprios pais do direito à vida, uma assassina fria e cruel, estará convivendo conosco, c...

Bruno e Eliza: capa alternativa da Placar ironiza matéria

Texto: Franz Lima Publicada há algum tempo, a matéria "Bruno: me deixem jogar", feita pela Placar, mostrava o lado 'dramático' da prisão do goleiro, impedido de jogar e receber por estar preso. Evidentemente que houve um grande apelo (leia-se oportunidade de ampliar as vendas) por parte da revista, principalmente por ceder espaço para um indivíduo que planejou a morte da mãe de seu filho.  A montagem acima eu encontrei no blogueiras feministas e achei pertinente também publicá-la aqui, pois a capa com Eliza Samudio mostra o quanto a memória é curta, quão rápido as dores são esquecidas ou amenizadas. Bruno pagará por seus crimes, porém nada trará de volta Eliza, vítim a do sentim ento de impunidade e do destemor diante da justi ça. O pior está no fato de que, caso ele saísse hoje, certamente se ria aceito por algum time brasileiro. Fica m as capas para mostrar que nem todos estão alheios ou esqueci dos...    

ONGs querem fim da revista de mulheres nuas antes de entrar em cadeias do Brasil

Fonte: El país Uma mulher nua agacha e levanta três vezes seguidas enquanto outra, uniformizada, a observa com um olhar atento e dá ordens cada vez mais ríspidas. “O movimento é como o feito pelos dançarinas do funk na velocidade seis (muito intenso e rápido)”, diz uma das vítimas desse tipo de revista corporal. Esse procedimento é adotado 3,5 milhões de vezes ao ano em todas as mulheres e em parte das crianças que vão visitar seus familiares ou amigos em presídios de São Paulo. No Brasil, o número é maior, mas não há dados oficiais sobre quantidade de pessoas que visitam uma massa carcerária de quase 558.000 detentos espalhados por 1.478 estabelecimentos prisionais. O objetivo do agachamento desnudo é evitar que as visitantes levem drogas, chips de celular ou armas para os detentos. É a chamada revista vexatória. Mas qual é a eficiência dessa medida que ocorre em 20 das 27 Unidades da Federação? A resposta foi dada nesta quarta-feira com a divulgação de uma...

Conto novo no Apogeu: "Dissecando". Vocês não se arrependerão por ler!

Por: Franz Lima . Demorou. Foram longas semanas de busca, mas, finalmente, eu o tenho sob minha tutela. Agora eu o contemplo, frágil e inerte sob a mesa. Planejo o que fazer, ainda que saiba o quão incerto será nosso futuro. Relembro que é justamente essa incerteza que dá prazer. É do improvável que alimento meus sonhos.  Analiso-o enquanto repousa deitado. Ele não reage enquanto o disseco. Deixo água e comida próximos a mim. Serão longas horas juntos.  O dia passa rápido. Realmente o tempo voa quando estamos nos divertindo. Posso dizer que já o conheço quase tão bem quanto seu criador, mesmo com algumas lacunas. Seus segredos mais íntimos revelados aos poucos. E é por isso que me divirto tanto. Descobertas lentas, mas constantes.  Olho para o calendário e percebo que já se passaram dois dias. Rápido, não? Só mais alguns minutos e tudo terá acabado.  O fim chega. Eu o coloco ao lado, novamente fechado, sem vida. Contudo, analisando friam...

A condenação que todo preso gostaria de sofrer: o caso José Genoino.

Por: Franz Lima. Não há outra palavra para descrever a novela "Mensalão": VERGONHA. Mesmo após a condenação de uma boa parte dos envolvidos (que são conhecidos, lógico), o drama para manter os condenados presos tem sido longo e cansativo. Fora a fuga ridícula de Pizzolato que já era para estar preso há milênios, agora temos um dramalhão mexicano acontecendo no Complexo Penitenciário da Papuda. Lá, José Genoino, condenado por corrupção ativa e formação de quadrilha no escândalo do mensalão, pede a transferência para a prisão domiciliar por ter problemas cardíacos e outras sequelas.  O drama amplia com a presença dos familiares que choram durante as visitas, dão declarações à imprensa e fazem citações do período ditatorial onde Genoino esteve preso.  A presidente Dilma, também uma das presas nesse período, apoiada pelo ex-presidente (e agora amigo fiel de José Sarney, Collor e FHC) Lula, dá o toque final ao drama, incitando a opinião pública a ter pena de José Genoin...

Conto: Prisão.

Por: Franz Lima . Meus pensamentos se perdem diante da imagem refletida. Não há mais o homem que outrora fui. O reflexo mostra apenas um pálido e frágil indivíduo. O reflexo indica uma verdade que há muito eu fingi não ver: eu estava morto. Eu e muitos outros pelo mundo afora nunca reparamos em um fato interessante... viver não é apenas respirar e ter o coração batendo. A vida é uma ininterrupta sequência de frustrações, amores, rancores, medos, vitórias e derrotas. Ainda que eu despertasse a cada novo dia, meu corpo já apresentava os sinais característicos da decomposição. Todos viam. Todos viravam o rosto diante de minha podridão, porém ninguém teve a coragem de apontar. Quero que saibam, verdadeiramente, que vocês também estão mortos .  Hoje é um dia atípico. Completo exatos 13 anos de solidão. Solidão voluntária, é verdade, mas isso jamais diminui o impacto da dor.  Dor? Como um cadáver pode sentir dor? Essa é uma resposta que não cabe a mim lhe conceder, po...

Papillon: análise do clássico cinematográfico de 1973.

Por: Franz Lima Papillon é o tipo de filme que você (no caso, eu ) se arrepende por não ter visto antes. Em um período onde a tecnologia (efeitos especiais) e as atuações cada vez mais fracas ou superficiais são uma constante, Papillon é um verdadeiro bálsamo para os cinéfilos.  Baseado na vida de Henri Charrière, o filme relata sua épica fuga da prisão conhecida por Ilha do Diabo, uma das mais rigorosas e intransponíveis já conhecidas. Mas não estamos diante de uma obra que tem como base apenas a fuga da prisão. Isso é apenas a premissa para que sejamos apresentados a uma das mais fantásticas demonstrações de amor à vida, fidelidade e perseverança que um ser humano teve, principalmente quando diante das sequenciais desgraças que se abatem sobre o personagem de Steve McQueen (Papillon). Steve McQueen é Henri Charrière A prisão. Localizada na Guiana Francesa, a Ilha do Diabo foi um local destinado para os criminosos - quase em sua maioria - deportados da França. H...