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sexta-feira, 3 de junho de 2016

Ubisoft confirma anúncio de Watch Dogs 2.


Curta nossa fanpage: Apogeu do Abismo. #apogeudoabismo

Dois anos após o sucesso do lançamento de Watch Dogs, a Ubisoft confirma que na E3 deste ano será finalmente anunciada continuação do game. Watch Dogs é um game onde a narrativa sobre espionagem, hackers e uma trama sombria são os pontos altos, mas há indícios de que a continuação terá uma nova abordagem - não há informações sobre o que isso signifique -, além da provável mudança do protagonista do game. 
Seja como for, tenho certeza absoluta que a Ubisoft manterá os pontos fortes do game presentes, incluindo a jogabilidade e os ótimos gráficos. 
O site da IGN Brasil revelou o provável logo do novo game e vocês poderão vê-lo abaixo:



quinta-feira, 21 de abril de 2016

Robin Hood Bizzaro: a Anatel decide roubar dos pobres para dar aos ricos



Por: Franz Lima. Curta nossa fanpage: Apogeu do Abismo. #apogeudoabismo

A polêmica não poderia ser menor. A Anatel, órgão responsável por ditar as regras na comunicação do Brasil, resolveu – sem prévio aviso – impor uma medida que cria limites para a quantidade de dados que cada usuário da internet pode usar por mês. Para que você se situe, hoje pagamos por velocidade de tráfego de dados, isto é, sua conexão tem “x” Mbps (Megabits por segundo). Comparativamente, a velocidade da internet brasileira está bem abaixo da média mundial, já que em 2015 ocupávamos o 89º lugar, abaixo da Argentina, Chile e Uruguai, conforme aponta estudo feito pela empresa Akamai e divulgado através do relatório “State of internet” (leia mais pelo Olhar Digital).

O relatório mostrou que a média de conexão dos brasileiros é de 3,4 Mbps, velocidade muito baixa, principalmente quando comparamos com o resto do mundo. A Coréia do Sul, a mais rápida, tem apenas 23,6 Mbps de média na conexão, algo obtido através de pressão do governo nas operadoras que terão seus direitos perdidos caso não apresentem uma velocidade compatível com aquela estipulada pela agência reguladora e, óbvio, com aquilo que os usuários esperam e pagam.

Mas não pense que na Coréia o preço por essa velocidade é alto. Na verdade, o governo investiu com antecipação na infraestrutura para a navegação. Com planejamento e inteligência, os sul-coreanos criaram uma política de tráfego de dados coerente com as necessidades do povo, das empresas e de um país consciente da importância da internet na vida do cidadão comum e do próprio governo. Não é luxo, é necessidade. Um país com uma internet lenta está defasado em relação aos demais que tem conexões rápidas. Lembremos que a web não é usada apenas para assistir a programação da Netflix, Youtube ou baixar filmes. Estudar (invariavelmente com o uso de vídeo aulas), pesquisar, ler, acessar rádios do mundo todo, programar... são inúmeros os recursos da internet que estão cada vez mais pesados (em termo de dados trafegados), pois a qualidade do que lemos e vemos é cada vez maior.

Eu acho inadmissível que um governo (assim como as operadoras que receberam a permissão para fornecer serviços de navegação online) não tenham – a longo prazo – previsto isso. Antes, um vídeo tinha péssima qualidade, pixelizado e com áudio ruim, fatos que o deixavam com um tamanho pequeno. Hoje, um filme é disponibilizado em full HD para baixar ou ser assistido por meio do streaming, o que implica em dizer que os dados serão muito maiores. Basta que lembremos que filmes em formato rmvb tinham, em média, tamanho de 500 Mb, ao passo que os mesmos em formato mkv têm sua média em torno de 2 Gb.

Outro absurdo que a Anatel e as operadoras desconsideraram foi o aumento da população ao longo dos anos. Temos mais de 200 milhões de pessoas no país e , obviamente, o número de usuários irá aumentar ao longo dos anos. A regra é bem simples: se em 2000 uma família era composta por um casal e dois filhos de apenas 2 anos cada, teremos dois usuários de internet usando a conexão. Dez anos após, a mesma residência terá os pais e mais dois adolescentes de 14 anos que, certamente, serão usuários mais ávidos por consumir através da internet que seus pais. O exemplo cita uma única família, apliquem isso a todo o país...

Agora, voltando ao título do texto, vou explicar o porquê nomeei a Anatel de Robin Hood Bizarro (alusão a um dos inimigos do Superman). Bem, o fato é que estamos diante de uma agência que deveria regularizar e fiscalizar as operadoras para que estas não manipulem informações de forma a ludibriar o consumidor. A Anatel é a ferramenta que garante, pelo menos no papel, a honestidade nos preços e serviços oferecidos por empresas como a Oi, Tim, Claro e Vivo (as gigantes da telecomunicação no Brasil). Essas operadoras jamais irão ter prejuízos com o fornecimento de internet aos brasileiros. Elas enriqueceram de forma vergonhosa com o fornecimento de pacotes de dados que prometiam velocidades “altas” de navegação, mas que jamais eram reais. Foram anos em que o usuário navegava com uma velocidade paga que, na verdade, jamais era fornecida. Isso quase não ocorre mais em função das ferramentas de fiscalização e, claro, do aumento do conhecimento do usuário. Mas é fato que estamos anos-luz distantes de uma internet justa, seja no preço ou na velocidade.

Então, alguém me explique, a Anatel resolve blindar a quantidade de dados que um usuário pode usufruir ao mês. Comparativamente, você poderia ir do Rio de Janeiro a São Paulo com um tanque e, agora, o trajeto é interrompido na metade do caminho, não importa se ainda resta gasolina que você comprou. Quer continuar a andar? Pague mais.

Ora, de que lado a Anatel está? Ela resolve impor taxas ao consumidor (que ainda recebe um péssimo serviço) para beneficiar as ricas empresas que provêm a internet? Não há algo estranho nessa história? Novamente o cidadão comum é oprimido, desconsiderado por quem deveria defendê-lo. A situação é ridícula e cria um clima de “ditadura digital” onde eu e você, consumidores comuns, teremos que nos submeter aos caprichos do presidente da Anatel que resolveu impor isso em um evidente conluio com as grandes operadoras.

Vou frisar que somos um dos países onde os cidadãos mais pagam impostos no mundo. Trabalhamos para sobreviver à carga tributária e aos aumentos de todos os serviços. Ficaremos calados diante de mais uma medida corrupta e prejudicial ao cidadão? Jamais!

Tenha consciência de que você tem seus direitos. Proteste e faça com que estas informações cheguem ao máximo de pessoas possível. Não somos omissos e não acataremos mais uma medida descabida e protetora às grandes empresas. A Oi, Vivo, Tim, GVT, Embratel e Claro, entre outras, têm lucros exorbitantes, fato provado por sua permanência em um país com carga de tributos imensa. O que está acontecendo é que fomos traídos por quem deveria proteger-nos. E essa traição é fruto, afirmo, de acordos entre operadoras e a presidência da Anatel que, claramente, está sendo beneficiada nessa jogada.

Isso gerará lucros para as empresas e também para os que permitiram esses lucros. Alguém ainda pensa que a Anatel (e suas lideranças, incluindo o presidente João Rezende) não levará nada com essa história? Tem que ser muito inocente para acreditar nisso.

Por fim, se hoje o dinheiro está escasso para um simples cinema ou passeio e você tinha a internet como fonte de entretenimento e conhecimento, saiba que tudo irá piorar caso deixemos que o xerife dê mais dinheiro ao príncipe John. 

Por uma #internetjusta.

quarta-feira, 3 de setembro de 2014

Feminista é ameaçada após criticar papel de mulheres em games


Texto: Kevin Rawlinson. Comentários: Franz Lima.

Mais de 2 mil pessoas assinaram uma carta aberta pedindo o fim da discriminação de gênero na indústria de videogames.
O documento, assinado por profissionais independentes e de grandes empresas de jogos, como Electronic Arts e Ubisoft, foi uma resposta às ameaças de morte feitas à crítica feminista Anita Sarkeesian depois que ela lançou uma série de vídeos sobre a misoginia (ódio às mulheres) nos jogos.
Sarkeesian denunciou as ameaças à polícia e diz que se viu forçada a deixar sua casa. Ela afirmou que as ameaças são "um tipo de terrorismo".
A carta pede para que jogadores e demais envolvidos na indústria dos videogames denunciem "discursos de ódio e assédio".

Tomada de posição

Anita Sarkeesian é a criadora do site Feminist Frequency, em que discute a representação das mulheres em narrativas da cultura pop.
No dia 25 de agosto, ela divulgou o episódio mais recente de sua série sobre a maneira como mulheres são retratadas em videogames.
No vídeo, ela fala sobre a tendência de mostrar "personagens femininos geralmente insignificantes e com os quais não se pode jogar, cuja sexualidade ou vitimização é explorada de modo a dar um tempero provocativo ou picante aos universos dos games".
Dois dias após a publicação do vídeo, ela disse ter recebido "ameaças muito assustadoras" a ela e a sua família no Twitter, que a levaram a entrar em contato com a polícia.
A carta, que foi escrita pelo desenvolvedor de games Andreas Zecher, do estúdio independente Spaces of Play, incentiva pessoas que testemunhem ameaças em sites como Twitch, Facebook e Twitter - entre outros - a denunciá-las.
"Se você vir discurso de ódio e assédio, tome uma posição publicamente contra isso e transforme a comunidade dos jogos em um espaço mais agradável", diz o documento.
"Acreditamos que todos, não importa o gênero, a orientação sexual, a etnia, a religião ou se são portadores de deficiência, tem o direito de jogar, de criticar os jogos e de desenvolver jogos sem ser assediado ou ameaçado. É a diversidade da nossa comunidade que permite que os jogos prosperem."

'Não vou desistir'

Em seu perfil de Twitter, Sarkeesian compartilha imagens dos insultos e ameaças que recebe. Algumas das imagens sugerem que o autor das ameaças sabe onde ela mora.
Ela disse que ficará hospedada com amigos porque não se sente segura em sua casa. "Eu não vou desistir, mas o assédio às mulheres no meio da tecnologia tem que acabar", escreveu.
Na rede social, ela também afirma que os policiais que a atenderam "não sabem lidar com ameaças reais feitas online". Oficiais teriam perguntado a ela: "Se você continua recebendo ameças por causa do seu trabalho, por que não para?".
A ativista já foi alvo de misoginia em outras ocasiões. Em 2012, um jogo em primeira pessoa chamado Espanque Anita Sarkeesian foi publicado online.
No início de 2014, ela ganhou o prêmio de embaixadora do evento anual Game Developers Choice. O prêmio é destinado a pessoas que "ajudaram a indústria de games a avançar e se tornar um lugar melhor, seja facilitando a melhora da comunidade de dentro ou atuando de fora da indústria como defensor dos videogames".


Franz diz: os extremistas gamers são tão perigosos quanto os alvos que eles caçam nos games. A posição feminista de Anita pode parecer preconceituosa para alguns, porém não há como discordar que a sensualização das personagens femininas nos games, propagandas, filmes e outras mídias está exagerada. Afinal, qual a lógica de uma mulher usando um sutiã e uma minúscula calcinha em uma selva, na Sibéria ou outra área onde isso é impossível? Será que elas tem os mesmos poderes das periguetes brasileiras que sobrevivem ao frio polar com suas peças ínfimas? 
Brincadeiras à parte, o fato é que Anita tem seus direitos, assim como os gamers que idolatram as personagens seminuas, mas isso não é motivo para assédio, ameaças ou ódio. 
Depois ficam se perguntando o porquê da dificuldade em acabar com o conflito entre palestinos e israelenses. Intransigência. Só isso.  



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