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terça-feira, 21 de janeiro de 2014

Verão, calor e praia. Mas tenha cuidado com águas-vivas e outros seres marinhos venenosos. Saiba como!


Fonte: Centro de Biologia Marinha da Universidade de São Paulo (CEBIMar). Elaborado por Álvaro Esteves Migotto (CEBIMar/USP), Vidal Haddad Junior (Unesp) e Shirley Pacheco de Souza (Instituto Terra & Mar)

Recentemente li um relato de uma criança atacada por água-viva em uma praia do Rio de Janeiro. Infelizmente as pessoas próximas não souberam como lidar com o acidente e a criança sofreu muito pelas dores provocadas pelas toxinas. O texto abaixo é longo, porém muito importante para sabermos como lidar diante de ataques dessa criatura marinha e outras que podem surgir em nossos litorais. 


Freqüentadores do litoral sul de São Paulo, do Rio de Janeiro e até em outras áreas do país vêm sendo surpreendidos por relatos de "queimaduras" provocadas por águas-vivas, mas esses não são os únicos seres que podem tirar a paz dos banhistas. Caravelas, moréias e ouriços-do-mar são outros possíveis causadores de lesões na pele e até problemas mais graves.


No caso da água-viva, cujo veneno costuma causar vergões na pele, a recomendação é resfriar o local com bolsas de gelo ou água do mar gelada para aliviar a dor e, depois, fazer uma compressa com vinagre, que ajuda a neutralizar as toxinas. "É importante não usar água doce, que pode agravar os sintomas", alerta o dermatologista Vidal Haddad Jr., professor da Universidade Estadual Paulista (Unesp) e colaborador do Instituto Butantan. 



O dermatologista afirma que, em 90% dos casos, o contato com a água-viva provoca apenas dor temporária. Em algumas pessoas, no entanto, as proteínas presentes no veneno podem causar reações alérgicas, gerando sintomas como falta de ar. Crianças pequenas também podem ter problemas respiratórios graves. 



Cnidários



Águas-vivas são invertebrados marinhos do grupo dos cnidários (parentes das anêmonas-do-mar e dos corais). A característica que diferencia esses animais de todos os outros é a presença de pequenas estruturas em suas células (chamadas de cnidas ou nematocistos). Estas estruturas funcionam como pequenas agulhas que podem injetar toxinas.



O veneno serve para paralisar as presas e, em alguns casos, como mecanismo de defesa. No Brasil, há diversas espécies de águas-vivas - aproximadamente 155, mas felizmente poucas delas causam acidentes graves, como explica o professor de zoologia André Morandini, da Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ).



Para ele, as ocorrências registradas no litoral de São Paulo são resultado da grande concentração de banhistas e, também, do aumento do número de certas espécies de águas-vivas. Os motivos do fenômeno ainda não são claros, mas acredita-se que estejam relacionados ao aquecimento global e à pesca excessiva em determinadas áreas. "O homem está causando grandes alterações na vida marinha e esses acontecimentos são apenas uma das conseqüências", diz.



Além disso, Morandini explica que este é o período de reprodução desses seres, o que provoca um aumento natural do número de indivíduos: uma praia de um quilômetro pode ter, em média, 10 águas-vivas.



O professor também afirma que os ventos fortes no litoral vindos do mar aberto podem trazer caravelas às praias, tipos de água-viva que causam "queimaduras" bastante graves. 



Conheça os seres marinhos que podem causar problemas aos banhistas ou a mergulhadores, especialmente no litoral de São Paulo:



Esponjas-do-mar - possuem estruturas semelhantes a agulhas minúsculas que penetram a pele com facilidade. O contato pode provocar irritação, vermelhidão, inchaço, coceira e dor. Em casos de reação alérgica, é preciso procurar o médico



Caravelas - têm o corpo gelatinoso, de cor roxo-azulada, com uma parte semelhante a uma bexiga, vísivel acima da linha da água. Os tentáculos podem ter até 30 metros e são muito urticantes. Nos casos mais graves, provocam câimbras, náuseas, vômitos, desmaios, convulsões, arritmias cardíacas e problemas respiratórios. Em caso de contato, remova os tentáculos com luvas, pinças ou lâminas; não esfregue o ferimento; aplique compressas de água do mar gelada ou bolsas de gelo; utilize compressas de vinagre; não lave com água doce, nem use álcool ou urina; procure auxílio médico.



Águas-vivas - são gelatinosas, com aspecto de guarda-chuva ou prato. Possuem tentáculos urticantes. Nadam na água, geralmente em grupo. A maioria é pequena e inofensiva. Podem causar desde dermatites discretas até lesões intensamente dolorosas e necrose da pele. Em geral, causam os mesmos problemas provocados por caravelas e o procedimento, em caso de lesão, é aplicar bolsas de gelo, vinagre e procurar auxílio médico. Assim como no caso da "queimadura" por caravela, a água doce pode agravar os sintomas



Ouriços-do-mar - são animais de corpo mais ou menos esférico. Possuem espinhos abundantes, rígidos e quebradiços. São comuns sobre rochas, entre pedras ou em fundo arenoso e são responsáveis por cerca de 50% dos acidentes no litoral de SP. Os espinhos podem causar dor intensa, quando o espinho penetra fundo (geralmente no pé). Algumas espécies são venenosas e podem causar vermelhidão, inchaço e infecções secundárias. É importante procurar auxílio de profissionais de saúde para evitar infecções secundárias. Para aliviar a dor, faça banhos de água quente




Moréias - embora pareçam cobras e pareçam bravas, são peixes pacíficos. Vivem em água rasas, em tocas e frestas nas rochas. Têm visão ruim e, por isso, podem confundir nossos dedos com comida. Em caso de mordida, lave com água e sabão. Comprima a região de sangramento com uma compressa e faça banhos de água quente no local por 30-90 minutos. Não use torniquete e procure auxílio médico



Arraias - são peixes achatados, com nadadeiras largas e uma cauda comprida. Ficam enterrados em fundos arenosos ou lodosos. Costumam se aproximar da praia no
verão. Algumas espécies possuem um ou mais ferrões na base da cauda, que podem ser introduzidos na vítima se ela se aproximar muito ou pisá-las. Mergulhe o ferimento em água quente por 30-90 minutos e procure imediatamente um médico.



Bagres - são peixes muito comuns em águas rasas, em fundos arenosos ou lodosos. Possuem dois pares de barbilhões ao redor da boca e 3 espinhos serrilhados nas nadadeiras dorsal e peitorais. A maioria dos acidentes ocorre em banhistas que pisam nos bagres pescados e devolvidos ao mar. O ferimento pode causar dor forte por cerca de seis horas e, em alguns casos, necrose da pele, febre e vômitos. Mergulhe o ferimento em água quente por 30-90 minutos e procure imediatamente um médico




Mangangás ou peixes-escorpião - vivem em águas rasas, em fundos rochosos. Movimentam-se pouco e se camuflam, ficando parecidos com o local onde se encontram. Possuem espinhos nas nadadeiras com glândulas de veneno. Ao serem tocados podem causar ferimentos dolorosos. Mergulhe o ferimento em água quente por 30-90 minutos e procure imediatamente um médico



Polvos - são moluscos muito ativos e inteligentes. Vivem em tocas 
entre as rochas e pedras. Possuem tentáculos com ventosas e um bico associado a glândulas salivares que contêm veneno. São raros os casos de bicada. Nesse caso, lave a região com água e sabão. Caso haja dor intensa, mergulhe o local em água quente por 30-90 minutos e procure um médico.

quinta-feira, 19 de dezembro de 2013

Simplicidade de senhas auxilia o roubo de informações digitais. Saiba evitar.


Fonte: BBC. Texto de Mark Ward.
Na internet, a cor mais popular é o azul - ao menos quando se trata de escolher senhas.
Uma das teorias para explicar isso é a de que muitos dos websites mais populares da rede (como Facebook, Twitter e Google) usam a cor azul em seus logotipos. Isso influenciaria, de forma subliminar, as escolhas dos internautas na hora de criar senhas quando se registram nos sites.
Essa é apenas uma entre várias peculiaridades identificadas por estudos sobre o comportamento humano no que diz respeito à escolha de senhas.
Alguns, por exemplo, concluíram que mulheres ruivas tendem a escolher as melhores senhas e homens que usam barba ou são descuidados com o cabelo, as piores.
Mulheres optam por senhas longas, enquanto os homens apostam na diversidade.
Essas informações vieram à tona por causa do vasto número de senhas que está sendo roubado de websites e de outras empresas.
Em casos recentes, nomes de usuários e senhas foram surrupiados do site de softwares Adobe, do Linkedin e do site de jogos RockYou.
E qual foi a conclusão número 1 dos especialistas que analisaram esse material? Precisamos ser mais espertos e menos previsíveis na hora de criar nossas senhas.

Conexões Pessoais

Uma boa senha seria uma frase ou combinação de letras com pouca ou nenhuma conexão com a pessoa que a escolheu, aconselha o pesquisador de segurança cibernética Per Thorsheim.
Aniversários, data do casamento, nomes dos irmãos ou dos filhos, dos bichos de estimação, número da casa, da rua onde mora ou do pop star favorito não são recomendados, diz ele.
No entanto, quando pesquisadores pediram a participantes de um estudo que escolhessem senhas de quatro dígitos, os números escolhidos foram reveladores.
Uma das primeiras descobertas foi de que as pessoas tendem a gravitar em torno de um pequeno número de opções. Em alguns casos, 80% das escolhas vêm de apenas 100 números diferentes.
A constatação desse aspecto íntimo e pessoal na escolha das senhas possibilitou aos especialistas entender como funciona a atividade dos hackers, como são chamados os piratas cibernéticos.

Força Bruta

"Agora, a força bruta é a última tática a que recorreríamos", diz Per Thorsheim.
Força bruta é como especialistas de tecnologia como Thorsheim chamam a técnica de concentrar toda a energia de um computador na tarefa de "quebrar" senhas.
O último recurso é o que especialistas como Per Thorsheim chamam de "Força Bruta". Todo o poder de um computador é concentrado na tarefa de "quebrar" senhas. Ataques como esses começariam pela letra "a" e depois passariam por todas as combinações possíveis de números e letras até chegar a "zzzzzzzz".
A segurança de uma senha dependia de tornar impossível, a um computador, testar bilhões de combinações de senhas em um período razoável de tempo. Uma fórmula matemática (o tempo multiplicado pela quantidade de tentativas) derrotava os hackers.
"Porém" - explica outro pesquisador, Yiannis Chrysanthou, da empresa de segurança KPMG - "não é mais uma questão de matemática porque as pessoas selecionam suas próprias senhas."
Muitos especialistas trabalhando nesse setor estão tentando melhorar seus métodos de decifrar senhas para poder orientar clientes na escolha de senhas mais seguras.
Eles também tentam desvendar senhas de listas roubadas para ter uma ideia melhor sobre o que as pessoas estão escolhendo. Nessas situações, com frequência, o que está sendo desvendado é uma sequência de letras conhecidas como um "hash".
Essas sequências com números fixos de caracteres não podem ser invertidas para revelar que caracteres lhes deram origem. Entretanto, como algoritmos que geram "hashs" obedecem a um conjunto de regras definidas, o número "123456" vai gerar sempre a mesma (aparentemente aleatória) sequência de letras. Por exemplo, no sistema MD5 de geração de hashs?, a sequência de números "123456" sempre produz "e10adc3949ba59abbe56e057f20f883e".
Se você gerar hashes para todas as palavras de uma longa lista que estejam relacionadas de alguma forma a um único alvo, aumentam as chances de você adivinhar a senha desse alvo, disse Chrysanthou - que desenvolveu novas regras para se desvendar senhas enquanto estudava no Royal Holloway, University of London, em Londres.
Ataques direcionados a um alvo tendem a rastrear a mídia social à procura de palavras, nomes e datas importantes para a vítima. Saber os nomes dos filhos, dos bichos de estimação, dos pais ou da rua onde ela mora pode ajudar alguém a adivinhar sua senha rapidamente.
Os "malvados" tentam adivinhar senhas - disse o pesquisador de segurança cibernética Bruce Marshall - porque eles sabem de uma outra verdade sobre nós, seres humanos: somos preguiçosos.
Por conta disso, há grandes chances (segundo alguns estudos, 70%) de que uma senha associada a um endereço de e-mail ou um site seja usada também para acesso a outros serviços online.
Muitos ladrões roubam listas de senhas de sites pequenos e depois testam essas senhas em outros sites para ver se funcionam.
Conclusão final: se você quiser escolher uma senha mais segura, não use combinações simples de palavras e números, escolha palavras que são apenas levemente associadas a você e não use a senha que você utiliza para transações bancárias online em nenhum outro site.





segunda-feira, 10 de dezembro de 2012

Divulgação: como evitar as dores provenientes do mau uso dos tablets. Via revista Veja.



Autores: Daniela Macedo e Gabriella Sandoval

Quem tem um tablet não se separa dele por nada. Em casa, no escritório, na praia, na sala de espera do consultório médico e na fila de embarque do aeroporto, os loucos por iPad passam horas sem desgrudar os olhos – e os dedos – da telinha interativa

Sentados, em pé ou deitados, eles querem ler notícias, livros e e-mails, atualizar-se nas redes sociais e assistir a filmes e vídeos. A versatilidade do equipamento, porém, pode ser a responsável por um incômodo relatado com frequência crescente por donos de tablets: as dores decorrentes do uso do aparelho em posição inadequada. "Após quarenta minutos de inclinação do pescoço, por exemplo, a musculatura da região cervical começa a sofrer um stress que pode ocasionar dores", diz o médico fisiatra e ortopedista Carlos Alexandrino de Brito, coordenador da Escola de Postura da Rede Lucy Montoro, do Hospital das Clínicas de São Paulo. O problema é tão comum que já ganhou nome próprio: iPad Neck ("pescoço de iPad"). Tendinite, mal-estar e dor de cabeça também podem estar associados ao uso prolongado do equipamento. Carlos Brito e Flávio Faloppa, ortopedista vice-presidente da Sociedade Brasileira de Ortopedia e Traumatologia (Sbot), recomendam posturas adequadas para evitar que dores e outros desconfortos atrapalhem a diversão de quem não vive sem seu pequeno companheiro.

 

Errado
Por que faz mal: o movimento fino de pinça para segurar o tablet pode provocar dores nas articulações da base do polegar, a região chamada de trapézio metacarpiano. O uso prolongado também pode ocasionar a tendinite de De Quervain, que afeta a região entre o polegar e o punho. Outro problema: “Quem segura o iPad com apenas uma das mãos tende a apoiar o corpo em uma das pernas e, assim, desalinhar toda a coluna”, diz Carlos Alexandrino de Brito

Certo

Por que é recomendado: os cotovelos próximos ao corpo reduzem a sobrecarga na musculatura dos ombros. Segurar o tablet com as duas mãos durante a leitura — como bandeja, para evitar a tensão do polegar — divide o peso do aparelho igualmente entre os dois braços. “Quando estiver usando uma das mãos para tocar na tela, o ideal é trocar o braço de apoio ao primeiro sinal de cansaço para não sobrecarregar um dos ombros”, recomenda o ortopedista Flávio Faloppa

Errado
Por que faz mal: posicionar
o tablet na horizontal, seja sobre a mesa ou no colo, obriga o usuário a olhar para baixo por muito tempo e, não raro, provoca dores na região cervical. Sem apoio para os braços, sofrem os músculos dos ombros. “Além disso, a permanência nessa postura por período prolongado pode causar dores de cabeça, mal-estar e tontura”, explica o médico fisiatra e ortopedista Carlos Alexandrino de Brito

Certo
Por que é recomendado: a ideia é reduzir a inclinação da cabeça e manter a coluna o mais reta possível. No escritório, a capa dobrável ou uma pilha de livros ajudam a deixar o tablet inclinado. No sofá, almofadas podem desempenhar essa tarefa. Se a distância entre o tablet e os olhos não for suficiente, segurá-lo previne a projeção do tronco, que sobrecarrega os músculos das costas. Nesse caso, os apoios de braço previnem dores nos ombros e cotovelos. Manter os cotovelos próximo ao corpo poupa os tendões e a musculatura dos ombros

 
Errado
Por que faz mal: de bruços, ocorre uma sobrecarga nas regiões cervical e lombar da coluna, o que pode causar contraturas musculares — e, claro, muita dor. Além disso, as vértebras aumentam a pressão sobre os ligamentos, acelerando o processo degenerativo provocado pelo desgaste natural. Por fim, sofrem também as articulações dos cotovelos e ombros, que sustentam o peso do tronco. Quando o usuário está deitado de costas, a dor pode resultar da hiperextensão da cervical e do desalinhamento dos ombros

Certo
Por que é recomendado: não se trata de uma postura ideal, mas é a que menos maltrata a coluna e os membros superiores. Procure manter a coluna ereta, mas atenção: se a distância entre o dispositivo e o rosto não for suficiente para uma leitura confortável, tende-se a projetar a cabeça e, consequentemente, forçar a coluna cervical. “Segure o tablet na posição mais confortável, mantendo os braços apoiados para reduzir o esforço dos músculos e tendões dos ombros e cotovelos”, aconselha Flávio Faloppa

Franz says: não tenho muito a acrescentar a esse post, mas como é algo de utilidade pública, certamente caberia ao Apogeu repassar essas dicas aos seus leitores. Espero que gostem e coloquem em prática as informações fornecidas.

segunda-feira, 2 de abril de 2012

Saúde: site orienta famílias de portadores da Síndrome de Down


Fonte: O Dia

Rio -  No dia 21/03 foi celebrado o Dia Internacional da Síndrome de Down no Brasil e em mais 40 países. De acordo com a Organização Mundial de Saúde, a cada 800 partos nasce uma criança com a síndrome. Apesar do alto índice, quem precisa de informações sobre essa condição ainda enfrenta grandes dificuldades.

Por isso, é nessa data que será lançado o novo site Movimento Down (www.movimentodown.org.br). O projeto começou a ser desenvolvido há oito meses pela advogada Maria Antônia Goulart, 36 anos, mãe da pequena Beatriz, de 1 ano e meio.

A advogada Maria Antônia só descobriu na hora do parto que Beatriz, hoje com 1 ano e meio, tinha a síndrome | Foto: Divulgação
“Só soube que minha filha tinha síndrome de Down no momento do parto. Foi um choque. Não sabia muito sobre a doença e comecei a correr atrás de informações. Foi então que percebi a dificuldade que as famílias que vivem sob essa condição enfrentam”, relatou Maria Antônia.

Explicações detalhadas sobre os cuidados necessários com a criança, desde o seu nascimento, estão dispostas através de uma linha do tempo, dividida por faixa etária. O internauta terá a chance de controlar os marcos de desenvolvimento de cada idade, assim como encontrar serviços públicos e privados relacionados por região.

Segundo Maria Antônia, uma das principais preocupações do novo portal é deixar as informações acessíveis não só para os familiares, mas também para quem tem Síndrome de Down.

“Esse indíviduo tem déficit cognitivo, o que não significa que seja incapaz, desde que as limitações sejam respeitadas. Isso significa que as informações precisam ser objetivas. Usamos muitas imagens e uma linguagem muito clara. Quanto mais uma pessoa sabe da própria condição, mais ela pode se cuidar para melhorar a qualidade de vida”, explica a advogada.

Formação de profissionais especializados

As atividades do Movimento Down não ficarão restritas à Internet. Um curso na comunidade da Maré servirá como piloto para o início de um mapeamento inédito da Síndrome de Down. Também está sendo criada uma brinquedoteca, em conjunto com o Curso de Terapia Ocupacional da UFRJ, onde serão formados profissionais de terapia ocupacional e desenvolvidos brinquedos para auxiliar no desenvolvimento de crianças.

A Síndrome de Down é distúrbio genético causado por má-formação do embrião. Quem é Down sofre déficit de cognição, tem musculatura mais frágil e maior risco de doenças do coração.

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