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quarta-feira, 17 de fevereiro de 2016

Sobre a vírgula...


Esse é um texto já consagrado, mas que vale a pena constar dos arquivos do Apogeu:

Sobre a Vírgula


Muito legal a campanha dos 100 anos da ABI

(Associação Brasileira de Imprensa).

Vírgula pode ser uma pausa... ou não.
Não, espere.
Não espere..

Ela pode sumir com seu dinheiro.
23,4.
2,34.

Pode criar heróis..
Isso só, ele resolve.
Isso só ele resolve.

Ela pode ser a solução.
Vamos perder, nada foi resolvido.
Vamos perder nada, foi resolvido.

A vírgula muda uma opinião.
Não queremos saber.
Não, queremos saber.

A vírgula pode condenar ou salvar. 
Não tenha clemência!
Não, tenha clemência!

Uma vírgula muda tudo.
ABI: 100 anos lutando para que ninguém mude uma vírgula da sua informação.

Detalhes Adicionais:



"SE O HOMEM SOUBESSE O VALOR QUE TEM A MULHER ANDARIA DE QUATRO À SUA PROCURA.



* Se você for mulher, certamente colocou a vírgula depois de MULHER...

Se você for homem, certamente colocou a vírgula depois de TEM...

sexta-feira, 25 de abril de 2014

Vou melhorar meu conhecimento da língua portuguesa com a web. Tem certeza?


Por: Franz Lima
Li uma notícia sobre a morte da apresentadora inglesa Peaches Geldof. Apesar da triste notícia do falecimento de uma jovem de 25 anos, o que mais me surpreendeu foi o nível da escrita na notícia. Erros de grafia e concordância são apenas uma parte do problema. O que mais chocou é a presença desta lacunas em sites e jornais de grande influência junto ao público leitor. 
Como formadores de opinião e por possuírem grande apelo junto aos leitores, tais falhas são inadimissíveis, além de influenciar negativamente. 
Não posso deixar de citar alguns jornais de menor porte, como o Meia Hora, do Rio de Janeiro, onde esse desleixo com a língua portuguesa beira a agressão.
Abaixo, o trecho da matéria que atraiu minha atenção, publicado no Ego, do Globo, dia 11/04/2014:
A socialite, que trabalhou como jornalista, apresentadora e modelo, deixa duas filhos: Astala, 1 ano e 8 meses, e Phaedra. Sua última publicação no Twitter, que aconteceu neste domingo, 7, foi uma foto em que ela aparece no colo de sua mãe. Paula Yates morreu quando Peaches tinha 11 anos. Já em seu perfil no Instagram, Peaches publicou um vídeo de seu filho. Sua última aparaição pública foi no evento de moda F&F na última quinta-feira.
Um meio de comunicação como o jornal, impresso ou eletrônico, não pode conter erros tão graves. Há revisores em todos eles, porém é visível o nível de descaso cada vez maior para a correção de erros gramaticais, concordância ou tempo verbal. Com exemplos vindos da própria mídia, somados ao já relapso ensino de nossa língua culta, o que resta esperar?
O q vc axa disso tudo?

quinta-feira, 5 de setembro de 2013

Um texto onde todas as letras das palavras começam com 'P'.


Autor desconhecido.

Pedro Paulo Pereira Pinto, pequeno pintor português, pintava portas, paredes, portais. Porém, pediu para parar porque preferiu pintar panfletos. Partindo para Piracicaba, pintou prateleiras para poder progredir. Posteriormente, partiu para Pirapora. Porém, pouco praticou, porque Padre Paulo pediu para pintar panelas, porém posteriormente pintou pratos para poder pagar promessas. Pálido, porém personalizado, preferiu partir para Portugal para pedir permissão para papai para permanecer praticando pinturas, preferindo, portanto, Paris. Partindo para Paris, passou pelos Pirineus, pois pretendia pintá-los. Pareciam plácidos, porém, pesaroso, percebeu penhascos pedregosos, preferindo pintá-los parcialmente, Pisando Paris, permissão para pintar palácios pomposos, procurando pontos pitorescos, pois, para pintar pobreza, precisaria percorrer pontos perigosos, pestilentos, preferindo Pedro Paulo precaver-se.
Profundas privações passou Pedro Paulo. Pensava poder prosseguir pintando, porém, pretas previsões passavam pelo pensamento, provocando profundo pesares, principalmente por pretender partir prontamente para Portugal. Povo previdente! Pensava Pedro Paulo… Preciso partir para Portugal porque pedem para prestigiar patrícios, pintando principais portos portugueses. Paris! Paris! Proferiu Pedro Paulo. Parto, porém penso pintá-la permanentemente, pois pretendo progredir.
Pisando Portugal, Pedro Paulo procurou pelos pais, porém, Papai Procópio partira para Província. Profundamente pálido, perfez percurso percorrido pelo pai. Pedindo permissão, penetrou pelo portão principal. Porém, Papai Procópio puxando-o pelo pescoço proferiu: Pediste permissão para praticar pintura, porém, praticando, pintas pior. Primo Pinduca pintou perfeitamente prima Petúnia. Porque pintas porcarias? Papai proferiu Pedro Paulo, pinto porque permitiste, porém, preferindo, poderei procurar profissão própria para poder provar perseverança, pois pretendo permanecer por Portugal.
Pegando Pedro Paulo pelo pulso, penetrou pelo patamar, procurando pelos pertences, partiu prontamente, pois pretendia pôr Pedro Paulo para praticar profissão perfeita: pedreiro! Passando pela ponte precisaram pescar para poderem prosseguir peregrinando. Primeiro, pegaram peixes pequenos, porém, passando pouco prazo, pegaram pacus, piaparas, pirarucus.
Partindo pela picada próxima, pois pretendiam pernoitar pertinho, para procurar primo Péricles primeiro.
Pisando por pedras pontudas, Papai Procópio procurou Péricles, primo próximo, pedreiro profissional perfeito. Poucas palavras proferiram, porém prometeu pagar pequena parcela para Péricles profissionalizar Pedro Paulo.
Primeiramente Pedro Paulo pegava pedras, porém, Péricles pediu-lhe para pintar prédios, pois precisava pagar pintores práticos. Permita-me, pois, pedir perdão pela paciência, pois pretendo parar para pensar… Para parar preciso pensar. Pensei. Portanto, pronto pararei.

sábado, 25 de maio de 2013

Redação simulada é corrigida e aponta erros que podem ajudar na hora da avaliação real.




"Enem Nota Máxima" disponibiliza uma equipe de especialistas para a correção de redações, um dos recursos que a caixa com dez volumes apresenta. Para testar os professores da LeYa, editora responsável pela publicação, a Livraria da Folha pediu ajuda aos leitores.

P.S.O., que pretende fazer o Exame Nacional do Ensino Médio neste ano, enviou seu texto para a avaliação. A Livraria da Folha encaminhou à equipe. Abaixo, leia a redação e as correções.

*

Direitos humanos para todos

É triste saber que 1 a TV, rádio, jornais e internet só se interessam por um assunto tão importante quanto os diretos humanos quando o presidente da comissão em Brasília é contra negros e homossexuais.



terça-feira, 3 de julho de 2012

Dica de coluna: Sérgio Nogueira e suas ótimas aulas de português. Via G1



Fonte: G1
Franz says: aulas de português não são muito valorizadas... até que necessitamos mostrar conhecimento da língua materna. Gostei bastante desta coluna - ainda publicada - pela forma bem-humorada de tratar de um assunto que muitos desprezam ou odeiam por motivos dos mais variados. O importante, ao final, é que temos a possibilidade de aprofundar o conhecimento de algo indispensável para nosso cotidiano. Recomendo muito a leitura das matérias sobre português escritas por Sérgio Nogueira. Abaixo, uma pequena demonstração do que os aguarda nas colunas do professor Sérgio.
Conhecimento nunca é demais... 

12. A dúvida é: O diretor chegou derrepente ou de repente?
A resposta é: O diretor chegou de repente.
A forma “derrepente” simplesmente não existe. “De repente” é uma expressão adverbial, significa “repentinamente, subitamente”, e deve ser escrita com preposição “de” separada da palavra “repente”.
Estranho mesmo é o sentido que alguns dão: “De repente a solução poderá ser essa”. É como se dissesse “talvez ou quem sabe a solução poderá ser essa”. “De repente”, em vez de indicar tempo, passa a indicar “dúvida”. É no mínimo curioso, para não dizer errado. A verdade, porém, é que “de repente” significa “repentinamente, subitamente”. Fora disso, é uma expressão totalmente dispensável: “a solução poderá ser essa” e está acabado!!!
13. A dúvida é: O governo não atendeu às reinvindicações ou reivindicações dos funcionários públicos?
A resposta é: O governo não atendeu às reivindicações dos funcionários públicos.
Pelo visto, além de melhoria salarial, precisamos reivindicar uma atenção muito maior com o ensino da nossa língua. Às vezes, pecamos por excesso, e acrescentamos um “n” a mais: “os mendingos estão reinvindicando mortandela”. Não esqueça: o que o mendigo quer é mortadela. E o verbo correto é reivindicar.
Pior mesmo são aqueles que para “reinvindicar” fazem “paralizações”. Pelo amor de Deus, para fazer justas reivindicações, é preciso fazer corretas paralisações.
14. A dúvida é: Compareceram à reunião deseseis ou dezesseis pessoas?
A resposta é: Compareceram à reunião dezesseis pessoas
Escrever números por extenso é sempre uma preocupação. No caso de dezesseis, juntamos dez, que se escreve com “z”, a conjunção aditiva “e”, mais o número seis, que se escreve com “s”: dez e seis. Devemos dobrar o “s” para manter a pronúncia, pois a letra “s” isolada entre vogais tem som de “z”, por isso o certo é dezesseis.
O mesmo ocorre em dezessete (dez e sete) e dezenove (dez e nove). Quanto ao dezoito, omitiu-se a conjunção “e”: dez+oito.
Chefe ordena para sua secretária: “Faça um cheque de R$600,00”. Ela pergunta: “Como se escreve 600?”. Ele dá nova ordem: “Faça dois cheques de 300”. A secretária, preocupada, faz nova pergunta: “E 300 se escreve com “s” ou com “z”? O chefe, nervoso, grita: “Se não sabe escrever 300, faça quatro cheques de 150”. E a secretária, sempre zelosa pelo bom português, faz uma definitiva pergunta: “Chefe, o trema já foi abolido?” Vencido, só lhe resta uma saída: “D. Julieta, pelo amor de Deus, mande pagar em dinheiro vivo…” Para não haver dúvidas, é bom lembrar: seiscentos é com “sc”; trezentos se escreve com “z”; e o trema foi abolido, portanto o certo é cinquenta.
15. A dúvida é: Ele estava com dores toráxicas ou torácicas?
A resposta é: Ele estava com dores torácicas.
Tórax se escreve com “x”, mas o adjetivo é “torácico” com “c”. Fenômeno semelhante ocorre com as palavras terminadas em “z”: feliz, voraz, feroz, veloz. Embora sejam escritas com a letra “z”, é interessante observar que o som é de “s”. E para manter esse som de “s”, as palavras derivadas são escritas com “c”: felicidade, voracidade, ferocidade, velocidade.
16. A dúvida é: Ele fez um esforço sobre humano ou sobre-humano?
A resposta é: Ele fez um esforço sobre-humano.
Fazer um esforço “sobre humano” só se fosse fazer esforço “em cima de um ser humano”. Como não era o caso, o hífen é necessário. Aqui, o elemento sobre não é preposição, e sim prefixo, pois o autor se refere a um esforço superior ao dos humanos.
Com os prefixos ante, anti, arqui, sobre…, segundo o Novo Acordo Ortográfico, devemos usar hífen sempre que a palavra seguinte começar por “h” ou “vogal igual”: ante-histórico, anti-higiênico, anti-imperialista, anti-inflamatório, arqui-inimigo, sobre-erguer…Assim sendo, o correto é sobre-humano.
17. A dúvida é: Havia no jardim lindos girassóis ou gira-sóis?
A resposta é: Havia no jardim lindos girassóis.
Girassol e madressilva, por serem palavras compostas, deveriam ser escritas com hífen, mas são exceções citadas no Novo Acordo Ortográfico.
Quando reunimos, sem hífen, dois elementos cujo primeiro termine por vogal, se a segunda iniciar por “s”, devemos dobrar o “s”: foto+síntese=fotossíntese; morfo+sintaxe=morfossintaxe; tele+sexo=telessexo; mini+saia=minissaia…
Um cartão de felicitações deve desejar um “feliz ano-novo”, com hífen. Um ano novo, sem hífen, é o mesmo que um novo ano: “Espero que nossos desejos se realizem neste ano novo (ou novo ano)”. Quando nos referimos ao próximo ano, ao ano estreante, à meia-noite de 31 de dezembro, à virada do ano, à festa de entrada, estamos falando de um ano-novo. E o plural é anos-novos.
18. A dúvida é: É preciso que você aja ou haja com mais atenção?
A resposta é: É preciso que você aja com mais atenção.
Não podemos confundir “haja” do verbo haver com “aja” do verbo agir. A forma verbal “aja”, sem “h”, é do presente do subjuntivo do verbo agir: que eu aja, que tu ajas, que ele aja, que nós ajamos, que vós ajais, que eles ajam. E “haja”, com “h”, é presente do subjuntivo do verbo haver: “É preciso que haja (=exista) mais atenção”.
Um animal herbívoro (com “h”) come ervas (sem “h”). Erva e as palavras derivadas em que aparece a letra “v” devem ser escritas sem “h”: ervaçal (local onde há muita erva), ervagem (conjunto de ervas), ervatário (colhedor de ervas). Devemos escrever com “h” as palavras derivadas em que aparece a letra “b”: herbívoro (que come ervas), herbáceo (relativo a erva), herbiforme (que tem a forma de erva), herbífero (que produz erva)…
Abraço. Até nossa próxima aula.

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