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Mostrando postagens com o rótulo Tortura

Hellraiser: renascido do Inferno. Resenha da obra que completa 30 anos.

Por:  Franz Lima . Curta nossa fanpage:  Apogeu do Abismo . Lançado inicialmente em 1986, mas inédito até 2015 no Brasil, Hellraiser é um clássico do terror. Escrito por Clive Barker, o livro se tornou um filme homônimo e hoje é uma franquia ainda extremamente rentável. Prova disso é o primor com que a editora Darkside lançou o livro no Brasil. Todos os detalhes foram muito bem planejados e o resultado final está absolutamente impecável. Antes de expor os dados técnicos e as características do livro, vamos a uma análise da obra literária... Hellraiser é um livro audacioso. Pleno de uma linguagem agressiva e com cenas que podem chocar muitos leitores, ele tem uma trama aparentemente simples, mas que deu espaço para a ampliação do universo criado por Clive de uma forma que até o próprio autor não deve ter imaginado. A trama tem, basicamente, quatro personagens principais. O que pode parecer fraco ao leitor mais acostumado com narrativas lotadas de personagens ...

Análise do conto "Ninguém", de Karen Alvares.

Por: Franz Lima Disponibilizado gratuitamente pela Amazon, Ninguém é um dos mais recentes trabalhos da escritora Karen Alvares, a mesma autora de Alameda dos Pesadelos , um dos mais surpreendentes livros de 2015 e cuja resenha você pode ler ao clicar no link. Ninguém é um conto cujo conteúdo pode impressionar os leitores mais sensíveis. Mesmo sem a utilização de recursos comuns à escrita de terror, como a escatologia, Karen consegue a atenção do leitor com recursos eficientes.  A narrativa do conto é em primeira pessoa e mostra rapidamente que estamos diante de um homem que encontrou aquilo que desejava. Isso não seria um problema não fosse o sutil detalhe de que ele é um indivíduo que se delicia com a desgraça alheia. Para que compreendam melhor, basta que tentem lembrar se há alguém que conheçam cujo prazer está em ver, literalmente, a desgraça alheia... a distância. O ponto alto da trama está em confrontar o pervertido com a fonte da perversão. É aí que a dor, o med...

Crônica e conto: Inviolável.

Por: Franz Lima . Escorrego em meu próprio sangue. A voz é quase inaudível, fruto da dor e do medo. Em um canto, ele me contempla quase com pena, assim como faria um dono diante de seu cão que fez uma bagunça. Mas também há raiva em seus olhos, pois a distância entre a dó e a penalização é muito curta. Mesmo machucada, procuro nos recantos mais íntimos da minha mente um motivo para que ele ter feito isso. Será que inconscientemente eu provoquei essa agressão? Será que realmente minhas roupas são indecentes? Eu olhei mesmo com volúpia para seu amigo? Talvez... não sei dizer.  Passo a noite encostada no canto da parede. O frio do ar parece estar todo concentrado onde estou sentada. Os lábios e os olhos doem com uma intensidade maior que os demais lugares onde ele me atingiu. Ficamos próximos um do outro durante toda a madrugada. Eu, tomada pelo medo e as dúvidas. Ele, pelo ódio. Mas o tempo cura tudo. A manhã chegou. Ele já está se arrumando para trabalhar. Devo ter cochila...

Pó.

Por: Franz Lima . Voltando no tempo e refletindo sobre atos e consequências, finalmente vejo o que desperdicei.  Usufrui da juventude e de suas atitudes irrefreáveis. Escalei montanhas e ao chegar ao topo de cada uma delas, percebi que o intuito era unicamente demonstrar força. Lutar contra a altitude não era uma meta, mas demonstrar a outros que disso eu era capaz, isso sim me dava prazer. Ascendi e deixei muitos para trás. Pessoas que estavam ao alcance de minhas mãos foram descartadas. Sentimentos foram simulados para ter a carne que desejei.  E assim, cruel e egoísta, passei longos anos a caminhar entre vocês. Mas a morte não faz diferenciação. Ricos, saudáveis, jovens ou velhos. Não importa. Cedo ou tarde todos nós seremos chamados aos braços do Anjo da Morte. Todos teremos nosso momento único ao lado dela, porém esse momento pode ser prolongado e, conforme seu merecimento, com muito sofrimento e dor. Hoje, retornarei ao pó de onde vim. Porém é válido di...

Batman 75 anos: Arte do Dia.

Conto novo no Apogeu: "Dissecando". Vocês não se arrependerão por ler!

Por: Franz Lima . Demorou. Foram longas semanas de busca, mas, finalmente, eu o tenho sob minha tutela. Agora eu o contemplo, frágil e inerte sob a mesa. Planejo o que fazer, ainda que saiba o quão incerto será nosso futuro. Relembro que é justamente essa incerteza que dá prazer. É do improvável que alimento meus sonhos.  Analiso-o enquanto repousa deitado. Ele não reage enquanto o disseco. Deixo água e comida próximos a mim. Serão longas horas juntos.  O dia passa rápido. Realmente o tempo voa quando estamos nos divertindo. Posso dizer que já o conheço quase tão bem quanto seu criador, mesmo com algumas lacunas. Seus segredos mais íntimos revelados aos poucos. E é por isso que me divirto tanto. Descobertas lentas, mas constantes.  Olho para o calendário e percebo que já se passaram dois dias. Rápido, não? Só mais alguns minutos e tudo terá acabado.  O fim chega. Eu o coloco ao lado, novamente fechado, sem vida. Contudo, analisando friam...

Conto: Mudança de Hábito

Os olhos se abrem e, imediatamente, a luz atinge-os, provocando uma dor muito forte. O silêncio incomoda e atordoa. Onde, afinal, ele está? Pequenos lampejos de lembranças chegam e somem com igual velocidade. Ele recorda de ter saído para comprar mais bebida. Também se lembra do sorriso da filha e do cheiro gostoso do churrasco. Mas o que trouxe até aquela sala cheia de plástico? O que estava acontecendo? Sua visão se adaptou à luminosidade forte, vinda das telhas transparentes, e rapidamente começou a vasculhar o ambiente. Seu corpo estava deitado sobre uma mesa de madeira, antiga e pesada. Fitas o mantinham preso à mesa, o corpo nu estava parcialmente entorpecido pelo período longo grudado na mesa. Quem, afinal, o teria posto ali?  Foi então que seu coração disparou. Em um canto à frente dele estava um santuário, um lugar que parecia um oratório, cheio de fotos e pequenos retratos 3 X 4. Eram muitas crianças no oratório, todas retratadas em momentos feliz...

Dia da Mentira? Pra quê?

Por: Franz Lima . Houve uma época onde o dia da mentira, para mim, tinha graça. Era divertido pregar peças e sustos com pequenas mentiras. Algumas inocentes, outras nem tanto. Mas o que mudou daqueles longínquos anos para hoje? Na verdade, talvez nada. Pelo menos no que se refere à brincadeira em si. Entretanto, a índole de quem faz, prega esses trotes ou peças, como queiram chamar, mudou. Não sei precisar quais as razões, porém me parece que há uma malícia muito forte em tudo que se faz atualmente. A antiga inocência ou o limite, melhor dizendo, foi posto de lado. Mentir e ferir são coisas corriqueiras, mostradas em algumas mídias como uma arma para a sobrevivência. Uma defesa natural. Essa banalização do erro, quem sabe a aceitação dele, colabora para uma queda vertiginosa do respeito ao próximo e do valor da vida. Quando ser ruim é normal, mesmo em 'inocentes' brincadeiras, o que aguardar futuramente? Uma boa pessoa será moldada dessa forma? Creio que não. Mas o que ...

Conto: Medo de Elevador.

Por Rainier Morilla . Via Roda de Escritores . Antes de me apresentar tem duas coisas que você precisa saber sobre mim. Primeiro: detesto meu nome. E segundo: tenho medo mortal de elevador. Muitas pessoas riem de mim e criam piadas sobre isso. Alguns falam que é uma coisa infantil e boba até que conte sobre o porque de tudo isso. O porque de eu odiar meu nome é porque me chamo Glidiabete! Ah! Como odeio esse nome! Minha mãe leu um jornal e disse ter encontrado dois nomes que ela amou – Glicose e Diabete! – E infelizmente, por causa desse jornal maldito sou traumatizada. Sei que não existe nome mais ridículo que o meu no mundo, por isso, pelo amor de Deus, me chame de Bete. Não que eu goste de Bete, mas já é bem melhor que… o outro nome. Já o meu medo de elevador tem uma razão pior. Sou consultora de vendas de telefones celulares e fui a pior vendedora do mês. Tudo bem que a gente se esforça e tenta fazer o melhor em no...