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Mostrando postagens com o rótulo Sobrevivência

Fotógrafo registra o cotidiano de uma das cidades com mais chuva no mundo

Fonte: BBC . Texto: Franz Lima . Um dos mais impressionantes vilarejos do mundo vive, literalmente, sob a chuva. Situado na Índia, o vilarejo de Mawsynram registra os maiores índices pluviométricos do mundo, já tendo 25 metros acumulados em um único ano, recorde absoluto. As fotos são de autoria de Amos Chapple que coletou depoimentos de alguns habitantes. A rotina dos moradores é complicada, porém a capacidade de adaptação humana é surpreendente.  A necessidade levou, inclusive, à criação de um "capote", conhecido como Knup, para proteção da chuva, feito com bambus e folhas de bananas. Mas o tradicional guarda-chuva também é item obrigatório entre a população. O ensaio fotográfico de Amos é um achado, pois, além de mostrar a beleza do lugar, ainda serve para demonstrar o quanto o ser humano é adaptável ao ambiente em que se encontra.  O lugar mais úmido da Terra

Carne Crua.

Por: Franz Lima . Abro os olhos e a dor chega quase que instantaneamente. O mundo está de cabeça para baixo, confuso. Há gritos que me alcançam lentamente. Os dentes doem com a mesma intensidade que os olhos. Meu braço esquerdo está quebrado, sem dúvidas. Mas o que aconteceu? O que me levou a capotar o carro? Descarto essas questões e parto para o que é mais prático: sobreviver. Solto o cinto de segurança e meu corpo se choca contra o teto do carro. Os vidros estão quebrados e sinto os cheiros de óleo e gasolina. Isso é péssimo. A dor me atinge de novo, fazendo questão absoluta de não me deixar esquecer o quanto estou fudido.  Começo a me arrastar para fora do carro e vejo, não muito longe, uma mulher com um dos olhos furado. Ela grita, mas não consigo compreendê-la. Seus passos são desconexos e trôpegos, o que pode indicar que algo realmente a feriu ou, ainda, que ela está drogada. Ergo o ombro do braço ferido e forço a saída. O que se passa a seguir é qua...

Do teu ventre (pois todos os dias devem ser dedicados às mães).

Por: Franz Lima. Jamais procurei minha origem em um lugar específico. Nasci em uma região qualquer, assim como todos, porém não sou de lá. Há algo mais forte e verdadeiro que me torna cidadão do universo. Limitações geográficas perdem o sentido quando lembro o verdadeiro lugar de nascimento e o que me impeliu a continuar a jornada. Vim de um útero. Nada mais natural. Esse mesmo útero me abrigou por longos 9 meses, nutrindo meu corp o em formação e protegendo-me de quaisquer ameaças externas. Bastaria, não? Ent retanto, ao sair e d eparar-me com o frio e a luz ofuscante , ela rapidamente me abraçou e trou xe a suavidade de s uas mãos para , novamente, me proteger. Com uma suavidade indescritível, seus lábios tocaram minha pele ainda suja pelo sangue, mas isso n ão import ava. Ter- me próximo a ela era só o que importava. 

Resenha do livro "Pulmão de Aço" de Eliana Zagui - com vídeo

Já leram algo com conteúdo real? Não estou me referindo aos livros de História, biografias ou algo similar. O que eu chamo de real é aquilo capaz de fazê-lo pensar, meditar, sofrer, embrulhar o estômago... capaz de lembrá-lo de que sua realidade, por pior que seja, é um conto de fadas. Eu li "Pulmão de Aço" e fui acometido por todas essas sensações, lembrei que o meu dito "ruim" é o sonho de muitos. Quando findei a leitura, iniciei a reflexão. Ou melhor, toda a leitura me levou a refletir. Não que a autora quisesse provocar o mal-estar, mas o choque é inevitável e, honestamente, necessário. Eliana não é um nome fictício. Ela existe, mesmo contra todas as estatísticas contrárias. Sua história foi, até certo ponto, igual ao de muitas outras pessoas que sofreram o que ela foi condenada a passar. A diferença? Ela sobreviveu. Eliana contraiu poliomielite em uma época onde o desconhecimento e a má informação geraram incontáveis casos da doença. Ela não recebeu a v...