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sábado, 29 de outubro de 2016

CCXP 2016 confirma MiniCon, área dedicada às crianças, em parceria com a Nickelodeon



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Espaço temático deve entreter os pequenos fãs de cultura pop na Comic Con Experience, que vai reunir cerca de 180 mil pessoas de 1 a 4 de dezembro, no São Paulo Expo

São Paulo, outubro de 2016. Por mais um ano, a CCXP – Comic Con Experience (www.ccxp.com.br) anuncia um espaço dedicado aos “mini nerds”. É a MiniCon, especialmente criada para o público infantil que estará presente no maior evento de cultura pop da América Latina.
Na terceira edição do evento a novidade fica por conta das atrações levadas pela Nickelodeon, com personagens como Tartarugas Ninja, Bob Esponja, entre outros que fazem parte da grade de programação do canal. O ambiente conta ainda com uma loja com itens exclusivos para venda na CCXP, fraldário e banheiro infantil.
Crianças poderão aproveitar o espaço junto com os pais enquanto monitores comandam uma programação especial para a criançada. Mais detalhes sobre atrações e funcionamento da área serão anunciados nas próximas semanas.
A Nickelodeon Brasil é um canal de televisão por assinatura que pertence à Viacom International Media Networks The Americas, filial do canal americano Nickelodeon.
A CCXP – Comic Con Experience 2016 acontece entre 1 a 4 de dezembro no São Paulo Expo, próximo à estação Jabaquara do Metrô, com conteúdos para fãs de quadrinhos, cinema, programas de TV, desenhos animados e outras áreas da cultura pop. O evento ocupará 100 mil metros quadrados (80% a mais que na edição de 2015) e espera receber 180 mil visitantes de todos os Estados do Brasil e também do exterior, firmando-se como a maior comic con da América Latina e a terceira maior do mundo em público, atrás apenas da San Diego Comic Con e da New York Comic Con. Os ingressos de sábado (3/12) e pacote para os quatro dias já estão esgotados. Os ingressos para quinta, sexta, domingo e  Full Experience estão à venda. Para adquirir ingressos e saber mais, acesse o site www.ccxp.com.br.

Sobre a CCXP Comic Con Experience

A CCXP - Comic Con Experience, que realiza sua 3ª edição de 1 a 4 de dezembro no São Paulo Expo, acontece no Brasil nos moldes das comic cons realizadas em diversas partes do mundo, que reúnem fãs e profissionais de quadrinhos, cinema, TV, games, anime, RPG, memorabilia, ficção científica e colecionáveis para conhecerem as últimas novidades dessas áreas em uma grande celebração do universo geek e da cultura pop. O evento é organizado pelo Omelete Group, Chiaroscuro Studios e Piziitoys. Informações e ingressos no site: www.ccxp.com.br

terça-feira, 20 de maio de 2014

Obras de Gabriel García Márquez são reintrepretadas por artistas latino-americanos.


Fonte: O Globo.

RIO - Foram personagens que retrataram décadas da América Latina. Pareciam tirados de lendas, mas ao mesmo tempo eram narrados com incríveis traços da realidade de uma região que, século XX adentro, sofreu com governos autoritários, pobreza e corrupção.
Nasceram do encontro da magia e da aridez de um povo — colombiano a princípio, mas com sotaques, costumes e histórias que atravessavam fronteiras. Um deles foi um coronel, pai de 18 filhos batizados com seu nome e tio-avô da mulher mais bela do mundo, que ascendeu aos céus. Outro foi um general ditador, opressor como costumam ser os ditadores e lunático a ponto de proclamar a canonização de sua própria mãe.
Houve ainda a cândida jovem que foi obrigada a se prostituir pela avó desalmada; o homem e a mulher que se apaixonaram por cartas e esperaram cinco décadas para enfim se tornarem um casal; a garota mordida por um cachorro, levada pelo pai para um convento e que acaba apaixonada pelo seu exorcista; o septuagenário veterano de guerra, que aguarda que o governo envie pelo correio sua pensão; e o rapaz jurado de morte por vingança.
Nenhum desses existiu, mas todos se tornaram reais, foram um espelho das sociedades latino-americanas pela literatura de Gabriel García Márquez. O escritor colombiano deixou personagens e leitores órfãos há um mês: em 17 de abril, aos 87 anos, ele morreu na Cidade do México, onde vivia, em decorrência de uma pneumonia. Em todo o mundo, em jornais tradicionais como aqueles em que ele trabalhou numa celebrada carreira na imprensa ou nas redes sociais em que jovens e velhos fãs não param de citar suas obras, lamentou-se que Gabo estava morto.
Gabo era o apelido pelo qual se tornou conhecido entre os amigos e também pelo qual passou a ser chamado por seus leitores, certos de uma intimidade. Conhece-se um escritor por seus livros, e é também por meio deles que Gabo se mantém presente num mundo que, por mais distante que esteja do tempo em que García Márquez se inspirou, ainda sofre com governos autoritários, pobreza e corrupção.
Como um lamento por um mês de sua morte e uma celebração pela eternidade de sua obra, O GLOBO propôs um desafio a sete autores: escolher histórias de Gabo e recriá-las para o Brasil. O convite foi aceito pelo mexicano Juan Pablo Villalobos (que escolheu “Crônica de uma morte anunciada”), pelo argentino Rodrigo Fresán (“Cem anos de solidão”), pelo boliviano Edmundo Paz Soldán (“O outono do patriarca”), pelo colombiano Rafael Gutiérrez (“Ninguém escreve ao coronel”), pela cearense Socorro Acioli (“Do amor e outros demônios”) e pelos gaúchos Paulo Scott (“A incrível e triste história da cândida Erêndira e sua avó desalmada”) e Fabrício Carpinejar — este último, escrevendo notas fictícias a partir dos personagens de García Márquez para a coluna Gente Boa.
O resultado está neste especial ilustrado pelo artista carioca Cavalcante.

Franz diz: esta é uma interessante homenagem ao trabalho de García Márquez. Acessem os links e leiam os trabalhos disponibilizados. Boa leitura!

quinta-feira, 20 de março de 2014

Obras hiperrealistas de Ron Mueck estão no MAM do Rio de Janeiro. Não percam!


Ron Mueck é um dos mais conceituados escultores hiperrealistas do mundo. Com obras inspiradas no próprio pai, pessoas estranhas ou até mesmo o próprio Ron, os espectadores irão se deparar com esculturas gigantes, em tamanho natural ou pequenas, porém todas extremamente detalhadas e realistas. Algumas surpreendem e chocam pelo realismo, fato que agrada o criador .
A exposição ocorre no MAM do Rio de Janeiro entre 20 de março e primeiro de junho. Esta é a primeira vez que o escultor expõe na América Latina.
Não percam esta oportunidade única.

Mais posts para incentivá-los a comparecer e conhecer este magnífico trabalho:

Vídeo com esculturas ultrarrealistas de Ron Mueck.
Ron Mueck - Escultor realista

Como chegar: Av. Infante Dom Henrique 85 / Parque do Flamengo / 20021-140 / Rio de Janeiro RJ +55 (21) 3883 5600 / fax.: +55 (21) 3883 5612 ter - sex 12h - 18h sab – dom e feriados 12h – 19h - a bilheteria fecha 30 min antes
Eis as palavras do presidente do MAM:

RON MUECK

20 de Março a 01 de Junho de 2014

Há mais de quarto anos desejamos expor os trabalhos de Ron Mueck, um escultor australiano que reside e trabalha na Grã Bretanha. O artista utiliza cinema e efeitos especiais incrivelmente realistas para criar seus trabalhos – esculturas que reproduzem os detalhes do corpo humano com tanta precisão que, se não fosse pelo tamanho, poderiam passar por seres reais.
Quando Hervé me contou que Ron Mueck tinha sido convidado para mostrar sua nova escultura na Fondation Cartier pour l’art contemporain, em abril de 2013, apresentei ideia à Adriana Rosenberg, diretora da Fundación Proa, nossa parceira em exposições importantes e ao Bruno Assami, que está sempre envolvido em nossos projetos.  Ambos são grandes admiradores do trabalho de Ron Mueck. Propomos o projeto à Organização Techint | Tenaris, nosso patrocinador e uma dos maiores fomentadores de cultura na Argentina e no Brasil, e eles imediatamente o abraçaram.
Além das seis importantes e recentes esculturas, a exposição inclui três que foram criados especialmente para este evento. Um novo filme documentando a criação foi produzido por Gautier Deblonde para esta ocasião.  Mostrar o artista recluso trabalhando, enfatiza ainda mais a sensibilidade e o poder das esculturas, e destaca seu significado especial em nossos dias.
No começo de sua carreira, ele criou fantoches e adereços para a TV assim como filmes infantis.  Mais tarde, ele fundou sua própria companhia, em Londres, e trabalhou com publicidade.  O objetivo do escultor é criar esculturas que são cada vez mais reais.  Ele brinca com escalas para produzir imagens visuais que são maiores do que a vida.
A exposição começou sua itinerância em abril, na Fondation Cartier pour l’art contemporain, em Paris, recebendo mais de 300.000 visitantes, e depois na Fundación Proa,em Buenos Aires. Chega agora ao Museu de Arte Moderna do Rio de Janeiro, encerrando seu ciclo de exposiçõesem junho. Estamos certos de que será um grande sucesso de público e crítica, e uma das exposições mais importantes dos últimos anos.
Finalmente, gostaria mais uma vez de agradecer à Organização Techint | Tenaris e a todos os colecionadores que cederam trabalhos para esta exposição; Hervé Chandès, Diretor Geral da Fondation Cartier pour l’art contemporain e Grazia Quaroni, curadora; nossos patrocinadores e parceiros, os funcionários do MAM, Charles Clark e a todos que ajudaram a fazer desta exposição uma realidade, e um agradecimento especial também para Anthony d’Offay.
Carlos Alberto Gouvêa Chateaubriand
Presidente do Museu de Arte Moderna do Rio de Janeiro

segunda-feira, 27 de agosto de 2012

Andy Goldstein e sua visão da pobreza na América Latina





O fotógrafo argentino Andy Goldstein percorreu 14 países da América Latina para retratar a vida dos pobres na região. A imagem mostra Pedro, cerca de 40 anos, em Buenos Aires. “Fui buscar meu filho mais novo para a foto, mas ele estava dormindo, então trouxe o filho da minha vizinha”, disse, ao posar para a foto. 

A doméstica Débora de Jesus da Silva, moradora de São Paulo, tem 28 anos e está desempregada. Na foto, ela aparece com os filhos. O menor tinha um ano e 11 meses à época da foto. A maior, nove. Segundo Goldstein, ao ver as fotos de diferentes locais no continente, é quase impossível saber onde foram tiradas. “A pobreza é uma só.” 

A série, intitulada "Vivir en la Tierra" (Viver na Terra), reúne 67 fotografias que sintetizam a realidade das mais de 174 milhões de pessoas que, segundo a Cepal, vivem em condições de extrema pobreza e exclusão social no continente. Uma delas é a dona de casa Patricia Vega, 35 anos, moradora de Las Lomas, em Santiago do Chile, fotografada com os três filhos e o cão, León


A imagem mostra um vendedor ambulante colombiano e seus quatro filhos. O homem, 42 anos, apresentou-se apenas como "Efraín" e não quis dar seu nome verdadeiro. Ele disse estar ameaçado de morte pelos cartéis de drogas da Colômbia por negar-se a colaborar.


Em La Carpio, na Costa Rica, Goldstein encontrou Josefa Amalia Torre Chavarría, uma imigrante nicaraguense de 78 anos. Ela diz que sobrevive com a ajuda de seus três filhos. "Essa revolução (sandinista) nos tirou de nosso país", disse. "Tínhamos tudo, e até a casinha desapareceu"


Carmen Lucrecia Yunga posou para a foto em Cuenca, no Equador, apenas 12 dias após dar à luz Manuel. Ela ficou na cama por 40 dias, alimentando-se apenas com caldo de galinha caipira, como é o costume dos camponeses da região


Esta imagem foi feita em La Cuchilla, em El Salvador. O fotógrafo diz que o projeto atual foi inspirado em uma série anterior, de 1985, intitulada "Gente en su Casa"


Goldstein conta que criou uma série de regras para ajudar seus modelos a "assumir a importância do ato de posar": convidou-os a "posar para um livro de fotos" e deixou que escolhessem onde, como e quando. Ao fotógrafo coube escolher o ponto de vista, "o que me permitiu mostrar o contexto", diz. Esta foto foi feita em Los Limones, na Guatemala


O projeto exigiu dois anos de trabalho de campo, com apoio financeiro da Fundação Ford e acesso a assentamentos onde a Fundação Un Techo para mi País realiza trabalho humanitário. Entre eles o de Canaan, no Haiti, onde a vendedora Marie Erline Louis, de 18 anos, vive com seu filho, Frederic Fredelanole, desde que um terremoto devastou o país, em janeiro de 2010


O assentamento Mirador, em Honduras, é lar para o segurança desempregado Juan Andrés Matamoros Girón, sua mulher, Santos Belarmina Rosales, que é faxineira em um hospital, e os filhos do casal


O bairro de San Juan Tapecoculco, no México, foi o cenário escolhido para retratar a dona de casa Yesenia Campos Arenas e o auxiliar de construção e mecânica Tanislao Flores Moisen. "Gosto de colecionar bonecos. Meus favoritos são os Teletubbies. Coloco em cima da TV, onde as crianças não podem alcançar", diz o homem


José Natanael, 18 anos, cuida dos irmãos, Ferdi, Oscar e Misael, enquanto seu pai trabalha em uma construção e sua mãe lava roupas. A família vive na capital da Nicarágua, Manágua


A dona de casa Lima Morales Espinoza e o marido, Juan Carlos Cárcamo Briceño, empregado da indústria têxtil, mandam a filha estudar. Harumi está no quarto ano do ensino primário e também aprende inglês. A família vive em El Arenal, um assentamento precário na capital do Peru, Lima


O agricultor Papai, 81 anos, vive na República Dominicana com a ajuda dos filhos, que lhe dão comida e remédios. "Tenho que colocar latas para colher as goteiras", reclama. O fotógrafo Goldstein diz que uma das conclusões do projeto é que "a profunda injustiça que as imagens evidenciam mancha as sociedades que permitem que isso ocorra"

Franz says: a pobreza é universal. Pessoas que vivem na linha de miséria são iguais, não importa se estão nos EUA, Brasil, China, França, Índia ou qualquer outro país do mundo. É um nivelamento injusto e cruel onde, inevitavelmente, as pessoas chegam ao verdadeiro "Apogeu do Abismo", esquecidas e tratadas como material não-reciclável.
Esta dura realidade, brilhantemente exposta neste ensaio de Andy Goldstein, relembra com maestria o quanto é forte a desigualdade, algo que deveria ser extinto das vidas das pessoas. O recado foi dado: a pobreza é uma verdade mundial e não depende do país em que se vive. Há ricos e pobres em todos os territórios do globo, mas é primordial que enfatizemos o combate à miséria e à desigualdade social.



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