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segunda-feira, 12 de dezembro de 2016

Quais as referências que Westworld usou com base em Ghost in the Shell?


Terminei com muito prazer de assistir à série Westworld. A trama envolve um enorme local que imita à perfeição o Velho Oeste norte-americano. O diferencial está na utilização de avançados androides que são quase impossíveis de distinguir dos humanos. Seus comportamentos e atitudes, até seus erros, são exatamente como nós, mas com um diferencial que é a impossibilidade de, teoricamente, machucarem seres humanos.
A série bebe de fontes como Blade Runner, Isaac Asimov, Matrix e, obviamente, Ghost in the Shell. Vi também recentemente a animação dirigida por Mamoru Oshii e baseada nos mangás de Shirow Masamune.
As similaridades são muitas e merecem ser analisadas uma a uma.

Texto: Franz Lima. Curta nossa fanpage: Apogeu do Abismo.


Linha de produção:
Há um laboratório de porte gigante para a construção dos androides. O uso de redes neurais, aplicação de grupos musculares e até pele sintética deixam ambos impossíveis de distinguir dos humanos. Entretanto, em Ghost in the Shell há conectores (tais como os vistos em Matrix) que servem como portas USB ou similares destinados à transferência de dados. Isso não é visto em Westworld, mas as partes informatizadas e bio-mecânicas existem.
Westworld

Ghost in the Shell

Nudez:
A nudez é outro ponto igual. Westworld, entretanto, não tem pudores em mostrar nus frontais e cenas de sexo. Isso, contudo, não é o ponto principal sobre a nudez que quero abordar. Nas duas produções não há conotações sexuais nessas cenas, principalmente nos laboratórios e linhas de produção. O motivo mais óbvio é que são apenas máquinas, porém é preciso observar que a maioria dos empregados age como um técnico em necropsia ou um médico: a nudez é algo que está intrínseco em sua profissão e não causa mais espanto.
Ghost in the Shell
Westworld

O despertar:
Maeve e Dolores sempre despertam da mesma forma. Elas aparentam estar saindo de um sono profundo e aptas a um novo dia. Isso também acontece com Major.
Westworld

Ghost in the Shell

Realidades conflitantes:
Nada é o que parece ser. Assim como em Westworld, Ghost in the Shell tem um enredo cuja premissa é a manipulação de memórias. Essa manipulação atinge homens e máquinas, enquanto em Westworld as vítimas são os androides.

Discursos filosóficos:

Conflitos e filosofia são constantes em ambas as produções. Os conflitos não se resumem aos embates entre duas partes, mas também aos internos, aqueles que levam alguém a refletir sobre a situação vivida e a própria existência. Um tema interessante de Ghost é a individualidade, algo bem explorado em Westworld.

Westworld é uma série atual e tem muitas outras referências que serão também analisadas e expostas aqui com o devido tempo. De qualquer modo, espero que tenham gostado desse post. 
Até breve...

quarta-feira, 3 de dezembro de 2014

Stephen Hawking: Inteligência artificial pode destruir a humanidade


Fonte: BBC
Correspondente de Tecnologia, BBC News
Stephen Hawking, um dos mais proeminentes cientistas do mundo, disse à BBC que os esforços para criar máquinas pensantes é uma ameaça à existência humana.
"O desenvolvimento da inteligência artificial total poderia significar o fim da raça humana", afirmou.
Hawking fez a advertência ao responder uma pergunta sobre os avanços na tecnologia que ele próprio usa para se comunicar, a qual envolve uma forma básica de inteligência artificial.
O físico britânico, que sofre de esclerose lateral amiotrófica (ELA), uma doença degenerativa, está usando um novo sistema desenvolvido pela empresa Intel para se comunicar.
Especialistas da empresa britânica Swiftkey também participaram da criação do sistema. Sua tecnologia, já empregada como um aplicativo para teclados de smartphones, "aprende" a forma como Hawking pensa e sugere palavras que ele pode querer usar em seguida.
Hawking diz que as formas primitivas de inteligência artificial desenvolvidas até agora têm se mostrado muito úteis, mas ele teme eventuais consequências de se criar máquinas que sejam equivalentes ou superiores aos humanos.
"(Essas máquinas) avançariam por conta própria e se reprojetariam em ritmo sempre crescente", afirmou. "Os humanos, limitados pela evolução biológica lenta, não conseguiriam competir e seriam desbancados."

'No comando'

Nem todos os cientistas, porém, compartilham da visão negativa de Hawking sobre a inteligência artificial.
"Acredito que continuaremos no comando da tecnologia por um período razoável de tempo, e o potencial dela de resolver muitos dos problemas globais será concretizado", opinou o especialista em inteligência artificial Rollo Carpenter, criador do Cleverbot, cujo software aprende a imitar conversas humanas com crescente eficácia.
Carpenter disse que ainda estamos longe de ter o conhecimento de computação ou de algoritmos necessário para alcançar a inteligência artificial plena, mas acredita que isso acontecerá nas próximas décadas.
"Não podemos saber exatamente o que acontecerá se uma máquina superar nossa inteligência, então não sabemos se ela nos ajudará para sempre ou se nos jogará para escanteio e nos destruirá", disse Carpenter, que apesar disso vê o cenário como otimismo por acreditar que a inteligência artificial será uma força positiva.
Ao mesmo tempo, Hawking não está sozinho em seu temor.
No curto prazo, há preocupação quanto à eliminação de milhões de postos de trabalho por conta de máquinas capazes de realizar tarefas humanas; mas líderes de empresas de alta tecnologia, como Elon Musk, da fabricante de foguetes espaciais Space X, acreditam que, a longo prazo, a inteligência artificial se torne "nossa maior ameaça existencial".

Voz

Na entrevista à BBC, Hawking também alertou para os perigos da internet, citando o argumento usado por centros de inteligência britânicos de que a rede estaria se tornando "um centro de comando para terroristas".
Mas o cientista se disse entusiasta de todas as tecnologias de comunicação e espera conseguir escrever com mais rapidez usando o seu novo sistema.
Um aspecto tecnológico que não mudou no sistema é a voz robotizada que externaliza os pensamentos de Hawking. Mas o cientista diz que não faz questão de ter uma voz que soe natural.
"(A voz robótica) se tornou minha marca registrada, e não a trocaria por uma mais natural com sotaque britânico", disse. "Ouvi dizer que crianças que precisam de vozes computadorizadas querem uma igual à minha."

Franz diz: a inteligência privilegiada de Hawking serve de alerta para quem duvidou das previsões embutidas em 'Matrix' e outros filmes de ficção. Mais uma vez a vida imita (ou imitará) a arte. 
A Inteligência Artificial pode realmente se tornar um problema, mas eu creio que o uso das leis da robótica (de Asimov) poderá evitar tais transtornos. 
O futuro é verdadeiramente incerto...
Curta a fanpage do Apogeu:

segunda-feira, 6 de outubro de 2014

Tecnologia: conheça a câmera drone que poderá fazer parte do seu futuro.



Imagens aéreas, tomadas completas de paisagens, gravações onde a câmera acompanha o objeto ou pessoa que se quer filmar... tudo isso e muito mais poderá ocorrer, em breve, com um equipamento similar a um drone.
O projeto chama-se Nixie, cujos principais atributos fogem das tradicionais "megapixels" e do zoom. O Nixie, ainda um protótipo, poderá se tornar uma câmera capaz de fazer gravações aéreas com perfeição. Tal tecnologia não é novidade, pois os drones já realizam esse e outros trabalhos similares com perfeição. Entretanto, a tecnologia de um drone portátil e acessível ao consumidor comum é algo além das melhores previsões.
Assistam ao vídeo e sonhem com esse dia que, acredito, chegará em breve.


terça-feira, 19 de novembro de 2013

A robótica caminhando (ou correndo) a passos largos.


Por: Franz Lima

São inúmeras as possibilidades que a robótica poderá ofertar à humanidade nos anos vindouros. Máquinas já são capazes de realizar operações com precisão, cálculos antes inimagináveis são processados quase instantaneamente, robôs são enviados para sondar planetas, a nanotecnologia já é uma realidade que minimiza o tamanho das máquinas e maximiza sua capacidade de processamento. Basta imaginar que poucas décadas atrás um computador com a capacidade de armazenamento (não vou sequer citar a velocidade para processar os dados) de um celular comum, com uma média de 32 Gb, ocuparia o equivalente a um pequeno prédio. 
O sonho de androides auxiliando a humanidade já não está tão distante. A engenharia ganhou dimensões antes só possíveis na ficção. Quem imaginaria que as crianças brincariam com máquinas com Inteligência Artificial? Quanto tempo durará até que pais adotem robôs crianças, já que não podem ter filhos (assim como vimos no filme A.I.)?
Não faz muito tempo que a milenar caligrafia japonesa ganhou novos professores robotizados que ensinam alunos do ensino médio com perfeição idêntica aos dos mestres calígrafos. 
E o que falar do traje cibernético que dá força para os cuidadores de idosos? Eles poderão erguer e auxiliar os idosos incapacitados a ter uma melhor qualidade de vida sem que isso implique em futuras lesões aos cuidadores por conta de uma má postura ou excesso de peso. O mesmo traje também poderá ser adaptado para pessoas com deficiências que impossibilitem a locomoção. São muitas as opções de melhorias.
Cegos poderão voltar a enxergar com o auxílio de microcâmeras (e isso já aconteceu, resta aperfeiçoar) ou andar sem problemas com bengalas eletrônicas capazes de detectar obstáculos. 
Agora, após tantas boas notícias, resta aguardar que a mesma humanidade evolua tão rapidamente quanto as máquinas. Caso isso não ocorra, teremos uma era onde as crianças serão cuidadas por robôs, enquanto os pais permanecem conectados a um mundo virtual e frio. Nações poderão arder diante de máquinas comandadas a distância, refletindo a frieza do operador. São muitos benefícios que a robótica e a informática ofertam, porém se forem mal aplicados, certamente entraremos em um período de caos inimaginável. Alguém duvida?


quarta-feira, 23 de outubro de 2013

Crônica da inocência e da imaginação.


 Por: Franz Lima.

Fui criado com desenhos e animações que marcaram minha infância e reforçaram meu caráter e minha índole. Pode parecer besteira, mas uma infância sem a magia dos sonhos e das crenças no impossível é algo vazio. Crescer antes do tempo não é bom. Vi e li muito sobre contos de fadas. Acreditei de coração no Papai Noel, Coelho da Páscoa, nos personagens do nosso folclore, nas lendas que marcaram gerações. Sonhei que era capaz de voar. Acreditei que a moeda fora dada realmente em troca daquele dente de leite. E querem saber? Viver e crescer em meio à fantasia não me fez mal. Aliás, mesmo sendo um escritor voltado ao terror, sei que muito da inspiração de hoje é fruto das brincadeiras e fábulas do passado. Mas os tempos são outros. Crianças crescem descrentes da magia de criaturas lindas, ainda que assustadoras. O poder do Natal e da Páscoa perdem lugar para o puramente material. Não quero dizer com isso que as novas lendas são ruins. O que acho é que as boas histórias do passado podem coexistir com as de hoje.
Tolkien, Lewis, Martin, Rowling, Lobato, Gaiman, Burton, Vianco, Coelho, Stoker e tantos gênios modernos comprovam que é possível habitar o universo fantástico, mesmo em uma época voltada para a tecnologia. O que falta para retomarmos o encanto de aventuras que estão caindo no esquecimento ou até mesmo sendo radicalmente alteradas? As fábulas foram a força motriz de gerações, inspiraram filmes, quadrinhos, livros, desenhos e músicas. Sendo assim, por que não reacender essa chama?
Então um leitor irá me alertar: - Espere! Você não percebe que isso já está acontecendo com obras como Sandman, Once upon a time, João e Maria e outras?
Sim, respondo. Porém é preciso compreender que essas são produções voltadas para um público já distante da infância. O que ressalto nesta crônica é a necessidade de não crescermos tão rápido. Há muita coisa boa que incorpora lendas do passado, mas fazendo uso de releituras e, quase via de regra, voltada para um grupo mais adulto. Não desmereço esses esforços. O que peço é a simples retomada da inocência de nossas crianças que, infelizmente, terão um futuro com inúmeras complicações, incerto e violento. Há alguém capaz de dizer o contrário? Atentem que não estou afirmando que isso é algo imutável, jamais. Há esperança de dias melhores e é por eles que lutamos. Entretanto, caso a maré fique revolta, certamente será mais fácil encará-la com a base adquirida em uma infância na qual tais problemas eram conhecidos como 'aventuras'. A imaginação é um porto onde atracamos sempre que a esperança perde um pouco de força.
Que a fantasia molde o homem do futuro, não o temor da violência que cedo é imposta.
Nossas crianças merecem o melhor.

quinta-feira, 4 de abril de 2013

Lista de Compras: Imprima sua própria face com o ThatsMyFace



Um avanço para guardar lembranças de quem ama e até para a medicina ou estudo da anatomia. O fato é que neste caso, a impressão facial fiel é uma forma de armazenar e ter o rosto de pessoas importantes para nós ou apenas nossa própria face. E não apenas em papel como também resina e outros materiais.
Como poderão ver no vídeo, é possivel ter sua face em vários tamanhos, mas sempre com uma fidelidade à original surpreendente. Produtos diversos são disponibilizados à venda como retratos em 3D, máscaras, papercrafts e muito mais. Confiram e tentem imaginar o que virá...


sábado, 29 de dezembro de 2012

Resenha da maxissérie "A Era do Apocalipse".


Por: Filipe Gomes Sena



            Os anos 90 não são famosos por ser uma época muito boa para os quadrinhos de forma geral. Muitos dizem, inclusive, que os mesmos devem ser esquecidos.
            Nos anos 90 eu não passava de uma criança. E eu gostava muito de gastar meu tempo folheando as HQs de um tio meu. Mesmo com pouca idade eu sabia que na Marvel os anos 90 tiveram um grande nome: X-Men. É inegável que nessa época os alunos de Xavier tiveram mais destaque que a grande maioria dos outros personagens da Casa das Ideias. Leitores mais recentes da Marvel podem achar o que eu estou dizendo uma coisa meio estranha, mas é fácil lembrar que os mutantes foram estrelas do filme que iniciou a onda de filmes de super-herois justamente devido a sua popularidade. Talvez o único que pode ter rivalizado com a popularidade dos X-Men nessa época tenha sido o Homem-Aranha.
            Os anos 90 foram a era dos X-Men, mas quando essa época é lembrada, surge na memória dos leitores de quadrinhos daquele tempo uma única era: A Era do Apocalipse.


            Quando eu soube que as historias d’A Era do Apocalipse seriam republicadas eu fui imediatamente inundado pela nostalgia. Apesar de ser bem novo na época, eu ainda conseguia lembrar do visual da maioria dos personagens, mesmo não lembrando absolutamente nada da história. Quando comecei a ler o primeiro volume sofri o choque que qualquer leitor de quadrinhos formado nos anos 2000 deve ter sofrido: A Era do Apocalipse é o resumo de como os quadrinhos eram feitos quase 20 anos atrás. Mas antes que você se revolte e pare de ler essa postagem deixe que eu me explique.
            Em A Era do Apocalipse o primeiro “problema”, com aspas bem grandes, é a arte. Caso você esteja acostumado com a arte das revistas de hoje é possível que ache estranho o traço e as cores da maioria das histórias, não só isso, o próprio design dos personagens pode causar estranheza, principalmente em personagens como Colossus e Dentes de Sabre, que tem o físico mais avantajado e os músculos muito exagerados, coisa que não acontece hoje. O mesmo vale para os uniformes, muito coloridos e de gosto relativamente duvidoso, e eu nem vou citar o estilo do cabelo dos personagens.
            O texto pode ser considerado outro “problema”. Excesso de descrições e explicações pra cada detalhe das ações de alguns personagens tornam algumas passagens um pouco enfadonhas. Os diálogos entre os personagens às vezes não são muito dinâmicos e a quantidade imensa de balões chega a desestimular a leitura em alguns momentos, principalmente por se tratar de volumes relativamente grandes. Inclusive não recomendo ler nenhum dos números em uma tacada só.
            Mas o mérito da historia está principalmente na caracterização dos personagens. A que talvez mais chame atenção é a do Magneto desse universo. Com a morte do Prof. Xavier ele funda os X-Men e toma pra si o ideal de convivência pacifica entre os humanos e os mutantes. Mas isso acaba mudando um pouco quando Apocalipse entra na jogada, dominando toda a América do Norte e iniciando o extermínio de todos os humanos. Os X-Men acabam se tornando uma das únicas esperanças de por fim à Era do Apocalipse. De maneira geral os personagens são mais duros e violentos do que suas versões originais. Falando nisso, vale a pena lembrar que a brutalidade, às vezes bastante exagerada, é algo constante em toda a história. Mesmo em passagens que os atos violentos não são mostrados, ainda são claramente sugeridos. Principalmente quando são descritas as formas que os servos de Apocalipse exterminam, escravizam e utilizam as vidas humanas para os mais diversos fins. Fora os diversos massacres citados ao longo da história, massacres esses que vitimaram as famílias e amigos de alguns dos personagens da história, responsáveis por alguns traumas e motivando alguns deles a por um fim no reinado de Apocalipse.
            A história completa d’A Era do Apocalipse se desenvolve ao longo de 11 arcos principais, que juntamente com algumas historias extras foram organizados e lançados em 6 volumes, num total de mais de 1400 páginas. O que ficou na minha cabeça quando eu li tudo foi a dificuldade que um leitor comum deve ter tido na época que essas historias foram lançadas. Acompanhar tantos arcos ao longo de vários meses não deve ter sido uma tarefa fácil*. 

            Em resumo a história mostra como os X-Men tentam destruir o reinado de Apocalipse, o ar de guerra muda depois que eles descobrem que algum problema no passado causou uma anomalia temporal e que se a linha temporal for reparada será o fim da Era do Apocalipse. Nesse ponto os X-Men se dividem e correm contra o tempo pra conseguir todos os elementos necessários para a reconstrução da linha temporal, e a partir daí o enredo realmente fica legal. Dentre os vários arcos que compõem essa saga gigante eu destaco o arco dos X-Men que são diretamente liderados por Vampira (Astonishing X-Men), o arco focado em Noturno e sua busca pela mutante Sina (X-Calibre), as historias cósmicas de Gambit e os X-Eternos em busca do cristal de M'Kraan (Gambit and the X-Ternals), o arco focado em Ciclope e na elite mutante a serviço de Apocalipse (X-Factor), o arco com a nova geração dos X-Men, os alunos de Colossus e Lince Negra (Generation Next) e o final da história (X-Men: Omega).
            Se você leu a publicação original de A Era do Apocalipse, se você perdeu alguma parte da historia ou simplesmente quer ler uma saga gigante sem precisar quebrar a cabeça pra saber qual história vem antes do que, essa é uma boa oportunidade. Mas fica o alerta para aqueles que não liam quadrinhos nesse tempo, ou quadrinhos desse tempo: a história nem tanto, mas a forma como ela é contada é muito datada. Por fim só resta dizer que esta é uma saga que merece lugar no acervo de qualquer um que é admirador antigo dos alunos de Xavier.

* Em resposta a esse questionamento do Filipe, eu respondo por ter sido um desses leitores: sim, acompanhar qualquer maxissérie da época era algo torturante e financeiramente quase impossível. Eu perdi algumas edições e só as recuperei muito tempo depois. Além disso, a opção da editora em publicar a série em diversas revistas de títulos diferentes é cansativa e desrespeitosa com o público. Mas como o próprio Filipe citou, até nos EUA a saga foi publicada em diversos títulos...
Franz


sexta-feira, 14 de setembro de 2012

Esculturas de Areia pelo mundo.


A criatividade do homem não tem fim. Usando de técnicas e uma imaginação sem igual, escultores do mundo inteiro mostram que a arte está em todo lugar... até na areia.
Os escultores usaram todos as fontes possíveis de inspiração, desde o cinema até o medo de um futuro apocalíptico, como mostra a última escultura desse post. Reparem que há alguns trabalhos que se aproximam da maestria encontrada nas obras de arte gregas, tal a perfeição mostrada. 























domingo, 15 de abril de 2012

E-books começam a criar jovens leitores


Fonte: IG

Julianna com seu iPad em sala de aula: benefícios dos leitores de livros digitais ainda não são conclusivos
Julianna Huth, aluna do segundo ano na Green Primary School, em Green, Ohio, é uma adepta do mundo digital. A menina, de 8 anos, usa um iPad e um Nook, leitor de livros digital da rede de livrarias norte-americanas Barnes & Noble, e lê e-books em casa e na escola.
“É muito legal poder ler no iPad”, disse Julianna, que começou a usar livros digitais aos 6 anos. “É mais divertido e você aprende mais.”
o que se espera que as crianças digam. Livros em iPads e alguns e-readers (os leitores de livros digitais), como o Nook Color ou o Kindle Fire, são divertidos. Eles incluem música, animações e outros elementos interativos que transformam a leitura do livro quase num videogame.
Em “Pete the Cat: I Love My White Shoes”, um e-book para crianças de 3 a 7 anos, as crianças podem mudar a cor dos sapatos de Pete tocando neles, acompanhar as músicas com as letras que passam pela página, ouvir um narrador ou gravar a própria voz enquanto leem em voz alta.
Mas isso é melhor que um livro? Pode levar uma geração para saber ao certo, e dentro de 10 ou 20 anos isso ainda será debatido – assim como os efeitos da televisão ou dos videogames ainda são discutidos hoje.

Kourtney Denning, professora de Julianna, vê os e-books como essenciais. “Os velhos livros não resolvem mais”, afirmou ela. “Temos de transformar o modo como entendemos nosso aprendizado.”
Em meio ao entusiasmo e empolgação, algumas pessoas estão sugerindo uma análise mais profunda, especialmente para crianças pequenas que estão aprendendo a ler.
“Atualmente, a conclusão em termos de prática baseada em pesquisas é: leia livros tradicionais com seu filho”, declarou Julia Parish-Morris, uma estudante de pós-doutorado na Universidade de Pensilvânia que pesquisou os e-books e como as crianças interagem com eles. “Não temos qualquer evidência de que algum dispositivo eletrônico seja melhor do que um pai ou mãe.”
Numa tentativa de descobrir se os pais devem adotar os e-books com entusiasmo ou racionar o tempo com e-readers como fazem com a televisão, a classe de Julianna está participando num projeto de pesquisa para o Centro de Alfabetização da Universidade de Akron.
O projeto pretende encontrar a melhor maneira de integrar e-books às salas de aula, e faz parte de um estudo mais amplo, do jardim da infância à segunda série, usando uma série de dispositivos e computadores.
Colegas de classe de Julianna usam um iPad em sala
 A mãe de Julianna, Cathy Ivancic, ficou eufórica quando soube que a classe participaria do estudo. Ela diz que dispositivos como o iPad são novos e divertidos, dando às crianças um incentivo à leitura – incluindo as que geralmente são relutantes. “É uma nova motivação para explorar a leitura”, disse ela. “É nessa idade que você aprende a amar os livros, ou a não amar.”
A outra filha de Ivancic, Jessica, de 13 anos, também usa um e-reader, preferindo e-books a livros tradicionais por serem mais fáceis de ler. “E entre um livro e outro você pode brincar com os aplicativos”, explicou ela.

Distração
Parish-Morris e educadores temem que as crianças possam ser distraídas pelas animações e recursos de games dentro dos e-books. Segundo eles, manter o foco na história é importante para desenvolver habilidades de alfabetização. Uma forma para isso acontecer espontaneamente é através do diálogo que se desenvolve entre pai e filho que compartilham um livro.
"O mais importante é sentar e conversar com seus filhos", afirmou Gabrielle Strouse, professora assistente de Vanderbilt que estudou e-books. "Seja lendo um livro, lendo um e-book ou assistindo a um vídeo. Assistir junto, interagir, essa é a melhor forma para eles aprenderem."
Lisa Guernsey, diretora da iniciativa de educação inicial da New America Foundation, diz que conversar sobre como os eventos de uma história se relacionam à vida da própria criança, ou fazer perguntas abertas sobre o que aconteceu, são exemplos de diálogos espontâneos. Mas esse tipo de interação costuma ser bem diferente com os e-books, completou ela – e, em alguns casos, a interação desaparece.
"Estamos vendo algumas evidências de que os pais esperam que os e-books façam tudo sozinhos, e acabam retrocedendo no envolvimento com seus filhos", disse.
Cristy Ludrosky, outra mãe com um filho na classe de Denning, é uma defensora dos e-books, embora tenha preocupações com o potencial para distrações.
"Existe um confronto ali", explicou ela. "Às vezes você olha para o dispositivo e pensa: 'Eles estão aprendendo a ler ou estão jogando um aplicativo ou game?'"

quinta-feira, 22 de março de 2012

No meu tempo...


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A nostalgia é uma sensação ingrata. Ela traz lembranças de tempos antigos, de momentos vividos que, certamente, não voltarão, pois o passado só pode ser revisto, mas nunca revivido. Então, quais os motivos que nos levam, homens e mulheres, a pensar tanto nele. Sim, amigos, tendemos muito a olhar para trás, comparando o agora com o ontem. É justo isso conosco?
Este texto não é uma resposta definitiva à pergunta, pois cada um é responsável por suas próprias decisões e, infelizmente, sempre haverá alguém preso ao que se foi; isolado em sua própria Fortaleza da Solidão. Entretanto, ainda que não responda ao questionamento, pelo menos tentarei amenizar os efeitos devastadores desta saudade.
Lembro com clareza do tempo em que jogava video-game no fliperama. Máquinas gigantes que eram acionadas por fichas metálicas, cuja principal função era "sugar" até o último centavo de estudantes, moleques de rua, tios que curtiam as novidades e mais algumas criaturas tão estranhas quanto. Bons tempos, não? NÃO. Os tempos eram outros, apenas isso. Não tínhamos máquinas portáteis para jogar à vontade, esperávamos meses por um lançamento chegar ao Brasil e, para piorar, as filas nos arcades eram enormes. Ou você era o cara no jogo - e ficava tirando todo desafiante que chegava - ou, meu caso, aturava a raiva de ter que ver oponente após oponente definhar diante do boss que brincava por horas às custas de uma única ficha. E antes que eu esqueça, os gráficos eram horríveis, o que não diminuía nossa vontade de brincar. Acrescente a tudo o que citei uma dificuldade enorme para finalizar (zerar) um jogo, muitos hematomas na mão por conta das porradas no gabinete ou nos controles, o que não implica em dizer que desistíamos por culpa do nível difícil. 
É difícil lembrar sem sentir uma leve pontada de saudade das brincadeiras na rua, dos gibis antigos, da cola que grudava na mão quando tentávamos completar um álbum de figurinhas (autocolante só em ficção científica rsrsrs). Sinto saudades do Círculo do Livro, da inocência dos programas infantis - mesmo com apresentadoras de maiô - das músicas daquela época, da minha face sem sulcos e da ausência de óculos. Bons tempos...
Claro, nem tudo são flores. Inflação, conjuntos musicais horríveis, ditadura, ônibus sem qualquer conforto - mas para que tanto conforto em uma cidade com trânsito muito menor que o de hoje? - garotas com vestidos extremistas, horário para dormir, violência em níveis comparáveis aos conflitos entre israelenses e palestinos e o mais sinistro: uma falta de grana crônica (que continua até hoje). Enfim, os bons tempos não eram tão bons, porém era o que eu tinha.
Então, por que não comparar com a situação atual? Como valorizar uma geração que se comunica com 140 caracteres, cultua personagens violentos e lê pouco? Quais os valores da nova geração, os filhos da comunicação ininterrupta, as crianças conectadas a uma realidade virtual e desligadas das verdades que o mundo apresenta? Esses são os questionamentos que as pessoas do meu tempo fazem a todo instante. Pais, tios, mães que, silenciosamente, duvidam da aptidão de uma geração que cultua a tela e teme o contato real.
Bem, para esse pessoal eu posso dizer com certeza que, o tempo de hoje será o passado dessa galera. Futuramente, eles também terão suas dúvidas, ficarão preocupados com seus filhos, questionarão as atitudes dos mais jovens. Este é o ciclo da vida, quase imutável.
Esqueçam, como eu esqueci, a história do "no meu tempo" (usei esse recurso nos parágrafos acima apenas para dar um maior sentido ao texto). O nosso tempo é agora, quando podemos ajudar, aprender e viver com quem amamos. A evolução não é uma doença. Evoluir é descobrir todo dia as maravilhas oferecidas pela vida.
Quando ouvir alguém se lamentando do presente, lembre-o que o nome é justamente uma alusão ao que ele representa: um "presente" dado a nós. Quantos já se foram e perderam as evoluções, os filmes, as brisas, chuvas e um simples nascer do sol? Muitos deixaram de viver o hoje para pensar no ontem e, infelizmente, no ontem permaneceram até a morte.
É algo indispensável ter uma memória, lembrar o que passou e respeitar o que se viveu. Porém também é indispensável saber que novas memórias e lembranças devem ser criadas diariamente e, para isso, é preciso viver intensamente cada segundo de um tempo que desconhecemos a extensão. Olhe sempre para frente, pois o caminho trilhado já não é um empecilho e sim uma dica do que poderemos encontrar mais adiante. Faça deste segundo o “seu tempo” e viva-o como se ele fosse o último...
Seja feliz.

Texto: Franz Lima


sexta-feira, 9 de março de 2012

A eternidade do livro impresso



         A discussão sobre a sobrevivência do livro impresso está muito acesa.  Em parte, é reflexo do que acontece nos países mais desenvolvidos, onde há uma oferta progressiva de e-books.  Aqui entre nós, por enquanto, o crescimento é lento.  Em todo o comércio eletrônico nacional, não há mais de 7 mil títulos disponíveis.  Para se ter ideia da discrepância dos números, só a Amazon conta  hoje com  cerca de 950 mil  títulos.
        Há um pormenor que é próprio do mercado brasileiro: o Kindle começou com um gás assustador, mas não pegou por causa do preço, hoje em 800 reais.  Pelo dobro, pode-se ter um equipamento muito mais completo, que serve para navegar na internet, tirar fotos, gravar vídeos etc. O custo benefício é muito mais atraente.
        Estamos vivendo uma fase de incríveis conquistas tecnológicas, especialmente no campo das comunicações.  O que  não significa a morte das  versões anteriores. Diziam que o rádio acabaria com os jornais; o cinema acabaria com o teatro; a televisão acabaria com o rádio, e a internet acabaria com todas as mídias citadas. Na realidade, nada disso aconteceu.  Convive-se com todas essas manifestações, embora se saiba que a escala é outra: no facebook há 900 milhões de membros, e o twitter abriga 150 milhões de usuários (o youTube tem praticamente tudo).
        Vivemos uma fase de absoluta perplexidade, mas um homem com a experiência do Boni, por exemplo, afirmou, em lançamento recente, que a TV aberta tem um longo futuro à sua frente, desde que se renove e passe a programar atrações ao vivo e promover transmissões diretas.  Devemos estar atentos a essas peculiaridades, para que nada se perca dessas imensas conquistas.
        Fala-se muito nos e-books, mas as grandes companhias brasileiras, tipo Livraria Cultura, não passam de 1% do faturamento na venda de livros eletrônicos. Há uma longa caminhada, com um detalhe que me ocorreu na visita feita à Real Academia de Espanha:  os autores do seu vocabulário têm 90 mil livros impressos sobre linguística, consultados diariamente.  Isso vai desaparecer? Sinceramente, não acreditamos.  E a Biblioteca do Congresso Americano?  E a da Universidade de Berkeley, onde há uma quantidade enorme de livros brasileiros? Quem preconiza o fim disso tudo, sinceramente, está equivocado.
        O que se pode prever é que haja, por muitos e muitos anos, uma coexistência pacífica entre livros de papel e e-books, como antecipou  o escritor Umberto Eco. Segundo ele, somos 7 bilhões no mundo, mas uma parcela  ínfima desse total tem acesso aos computadores.  Vai demorar muito para mudar esse quadro.  Para Umberto Eco, “temos a prova científica de que um livro pode durar 550 anos. Jamais deixaremos de ter, com essas obras, uma relação física, carnal, afetiva.  É muito difícil ler Guerra e paz num e-book.  De mais a mais, a internet não filtra nada – e esse é um mal”.  Estamos certos de que, na nossa geração e possivelmente em  muitas  outras, ainda viveremos na boa companhia dos livros impressos.
Arnaldo Niskier, membro da Academia Brasileira de Letras, é presidente do CIEE/Rio e doutor em educação.

sexta-feira, 13 de janeiro de 2012

Doação de órgãos: declare-se doador.


Uma instituição (Adote) tem lutado para conscientizar as pessoas sobre a importância da doação de órgãos. Muitos ainda pensam que é preciso estar lançada na identidade a tarja "DOADOR DE ÓRGÃOS" para que retirem seus órgãos em caso de fatalidade. A verdade é outra: basta declarar aos seus parentes que é doador e eles irão autorizar a remoção. Não perca tempo. Divulguem a todos, conscientizem que a nossa morte pode ser a única perspectiva de continuação da vida para outras pessoas. Não tema morrer: você pode se transformar em vida.

Contemplem algumas imagens de campanhas para a doação. Comentem e façam com que o máximo possível de pessoas conhecidas (ou não) saibam deste post, da associação Adote e, principalmente, da importância da vida dos que ficam quando morrermos. Seja solidário...

A ADOTE é uma organização não governamental, sem finalidade econômica, fundada em 20 de novembro de 1998, em Pelotas, RS, cuja missão é atuar no sentido de promover mudanças de atitudes e valores da Sociedade e Estado para preservar e melhorar a vida.
Seu site pretende organizar e divulgar em linguagem comum o conhecimento disponível sobre o processo de doação e transplante de órgãos no Brasil.


Quatorze anos de transplantes sob a Lei da Vida

RESUMO:

Em janeiro de 1998 entrou em vigor a Lei 9.434/97 intitulada pelo seu relator, Senador Lúcio Alcântara, como Lei da Vida. Este trabalho apresenta alguns resultados produzidos e considerados relevantes nos dez primeiros anos de vigência da Lei da Vida:

a) Foram realizados no Brasil mais de 100 mil transplantes, sendo, aproximadamente, 40 mil de órgãos sólidos (coração, pulmão, fígado, rim, pâncreas) e 60 mil de tecidos (exclusivamente córneas. Não foram computados medula óssea e outros);

b) 66,8% dos transplantes foram financiados pelo Sistema Único de Saúde (SUS) – 86% dos transplantes de órgãos e 54,1% dos de córneas;

c) Quase 60% dos transplantes renais foram realizados com doador vivo, um dos índices mais elevados do mundo; 

d) Embora tenham sido realizados cerca de 20 transplantes por dia a lista de espera cresceu a uma velocidade de pelo menos 10 inscrições por dia; 

e) Mesmo tendo ocorrido um importante aumento na viabilização de possíveis doadores em potenciais doadores, o desperdício de órgãos, decorrente da falta de notificação do diagnóstico de morte encefálica para as Centrais de Transplante, ainda foi alto, ou seja, quase 60% dos possíveis doadores foram desperdiçados;

f) Depois da sub-notificação, a segunda causa de perda de doadores foi a Contra Indicação Médica (44,1% das causas de não doação) e a terceira foi a falta de consentimento da família, que variou entre 34,1 e 42,2% com média de 37,7%; 

g) As estatísticas vitais do DATASUS permitiram estimar a disponibilidade de córneas para transplante entre 30 e 86 mil por ano;

h) A lista de espera por transplante de córnea poderia ser zerada nos próximos 12 meses se cada uma das 528 comissões intra-hospitalar de transplantes captassem pelo menos 26 doadores para atender a apreciável capacidade instalada de 29 bancos de olhos e 393 equipes transplantadoras autorizadas pelo Sistema Nacional de Transplantes. 

O fato de 66,8% dos transplantes receberem financiamento público sinaliza uma divisão de atribuições entre as esferas públicas e privadas no que se refere às fontes de remuneração para estes procedimentos de alta complexidade. Entretanto, contraria recomendação feita ao SNT por organizações sociais, para as quais os transplantes, pela sua natureza peculiar, deveriam ser totalmente financiados pelo poder público. 
Sugere-se que a maneira mais rápida de diminuir a elevada escassez de órgãos para transplantes no Brasil seria através do aumento da notificação de possíveis doadores, que poderia ser viabilizado através de medidas de natureza organizacional. Entre elas, estaria, em primeiro lugar, a criação de formas de reconhecimento e de incentivos para a efetiva atuação dos membros das CIHDOTT, que hoje são formadas quase exclusivamente por voluntários. Formas de incentivo à captação de órgãos e córneas também poderiam ser introduzidas no processo de contratualização dos hospitais, processo esse já implantado nos hospitais de ensino e em fase de implantação da rede de hospitais filantrópicos e privados prestadores de serviços ao SUS.



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