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sexta-feira, 8 de abril de 2016

Ainda está no limbo... Será que sairá um filme do Ultraman?



Por: Franz Lima. Curta nossa fanpage: Apogeu do Abismo.

Ano passado tivemos boas notícias (nem todas verdadeiras) sobre o retorno triunfal de Ultraman. O herói é originário da década de 60 e inspirou diversas séries similares, incluindo as mais trash como Power Rangers, Changeman entre outras. 
A premissa é a mesma: um monstro surge e tenta destruir uma cidade, geralmente Tókio, porém surge um herói gigante para impedi-lo. O herói é na verdade um humano que recebeu poderes de um alienígena quando as naves de ambos se chocaram. Shin Hayata recebeu a energia vital do alienígena para sobreviver e, então, ele usa os poderes do Ultraman para combater novas ameaças à Terra.
Um dos pontos marcantes das histórias está na contradição da narrativa pois, para salvar Tókio, Ultraman luta com o monstro quase até a destruição total da cidade. Só para relembrar, Batman vs Superman foi criticado por mostrar o lado sombrio de combates entre heróis e vilões superpoderosos, cujos resultados são, via de regra, destruição e mortes em níveis muito maiores que os atentados de 11 de setembro nos EUA. 
Imaginem a quantidade de mortos em uma luta como a desse fantástico trailer que divulgaram no ano passado. Mas, polêmicas à parte, seria um bom retorno desse consagrado ícone da cultura japonesa e mundial. 
Confiram o trailer e vamos esquecer a destruição. Afinal, trata-se de entretenimento e a retomada de um herói que marcou gerações. Esperamos que esse longa-metragem realmente aconteça, principalmente com essa qualidade...



domingo, 12 de julho de 2015

quinta-feira, 24 de maio de 2012

A arte de Jill Thompson: os Pequenos Perpétuos



Jill Thompson é a mais conhecida artista a trabalhar na indústria de quadrinhos atualmente. Ela se formou em 1987 pela American Academy of Art, em Chicago e tem trabalhado sem parar como cartunista e ilustradora desde então. Ela subiu ao topo do campo dominado por homens e tem recebido elogios por seu trabalho em Mulher-Maravilha, Monstro do Pântano, Orquídea Negra e do premiado título SANDMAN com Neil Gaiman. Ela co-criou e ilustrou as sátiras de humor negro FINALS em 1999 e recentemente terminou de escrever e ilustrar um livro de 192 página estilo mangá para a DC Comics chamado Às Portas da Morte.

Em 1997, seu primeiro livro para crianças, A Madrinha Assustadora, foi lançado para aclamação da crítica e teve os direitos de filmagem e de TV obtidos em 1999 pela Entertainment Mainframe. Livros subseqüentes da série incluem A Madrinha Assustadora - A Vingança de Jimmy, A Madrinha Assustadora -O Mistério de Data e
A Madrinha Assustadora - O Flu Boo. Há também uma série de contos deliciosos publicada em quadrinhos pela Sirius Entertainment apresentando a bruxa alada favorita de todos. Unanimidade em todas as idades, estes quadrinhos e livros são apreciados por jovens e velhos fãs e abrange a faixa etária dos fãs de A Madrinha Assustadora: dos 3 aos 83 anos! Seleções de histórias da série traduzidas para o espanhol por La Factoria, em italiano pela Kappa Edizione e para o alemão por Ehapa.
Jill gosta de trabalhar com outros escritores e artistas de tempos em tempos e, mais recentemente tem colaborado com o ex-lutador que virou autor e ilustrador, Mick Foley, com a história de Halloween Hijinx que estreou no número sete na lista de best-sellers para crianças do NY Times.


Perpétuos

Perpétuos

Os Perpétuos

Desencarnação (Morte)
Destino

Delírio

Desespero
Desejo

Devaneio (Sonho)

Destruição
OS PERPÉTUOS (Via Wikipedia)

Geralmente, os Perpétuos não são reconhecidos por nomes (exceto no caso de Sonho, que coleciona nomes como alguns colecionam amigos), e sim por sua função, mas é óbvio que sua função não é capaz de os caracterizar completamente. Os Perpétuos são, em ordem de nascimento (apesar de Desejo e Desespero serem gêmeos):
  • Destino: Um homem cego, vestindo uma túnica cinza ou marrom, carregando um livro. O livro está acorrentado a ele, ou ele ao livro, e nele se encontra a descrição de toda a existência do universo: passado, presente e futuro. Destino parece ser o mais dedicado às suas funções e responsabilidades de toda a família, raramente demonstrando algum traço de sua personalidade, e ele observa eventos mais do que os causa. Seu símbolo é seu livro.
  • Morte (ou Desencarnação): uma garota jovem, aparentando cerca de 20 anos, magra, atraente, que sempre carrega no pescoço um ankh (que representa a vida), e quase sempre tem uma tatuagem do Olho de Hórus sob um dos olhos. Ela se veste de preto, com uma estética gótica, mas suas atitudes são o oposto do gótico: ela é alegre, descontraída, casual e bem-humorada. É, de toda a família, quem se dá melhor com Sonho. Seu símbolo é o ankh.
  • Sonho (ou Devaneio):
    • Morpheus: Um homem alto, pálido, com o cabelo preto-azulado, que tende a se vestir com uma capa longa, negra e sem forma. Seus olhos são como piscinas de sombras, com faíscas de luz. É conhecido por muitos nomes, o mais comum deles Morpheus. Ele tem um longo histórico de insensibilidade no trato com os outros, e ao longo de The Sandman deve enfrentar as conseqüências e os objetos de suas crueldades passadas. Preocupa-se muito em cumprir suas responsabilidades. Seu símbolo é um elmo dos sonhos.
    • Daniel: O sucessor de Morpheus é tão alto e pálido quanto ele, mas seus cabelos e roupas são brancos. No entanto, assim como Morpheus, seus olhos são formados por sombras com uma faísca de luz em seu centro. Antes de ser o novo regente do Sonhar ao fim de The Sandman, era o jovem filho de Hector Hall e Lyta-Trevor Hall, gerado no Sonhar - e por isso sua essência ao ser morto é escolhida por Morpheus para assimilar a essência do Sonhar e, portanto, do Perpétuo Sonho, quando ele próprio morresse. Costuma ser mais gentil do que Morpheus. Daniel carrega no peito uma esmeralda, mas seu símbolo permaneceu o mesmo (o elmo).
  • Destruição: Um homem robusto, ruivo, que costumava ter uma barba espessa (apesar de não ter barba nenhuma atualmente). Ele abandonou suas responsabilidades de Perpétuo há alguns séculos atrás, causando muitos conflitos entre ele e seus irmãos. É apaixonado por tarefas criativas e construtoras, mas demonstra pouco talento para elas. Seu símbolo é a espada. Há dúvidas se ele ainda é Destruição desde que abandonou seu reino, e ele é mais comumente chamado de "O Pródigo" ou "Irmão".
  • Desejo: Perpétuo(a) sem gênero definido, Desejo é magro(a), belo(a), pálido(a) e andrógino(a). Tem um longo histórico de rivalidades com Sonho. Apesar de ser gêmeo(a) de Desespero, em um certo sentido é mais velho(a) do que ela; esta encarnação específica de Desespero é a mais jovem dos Perpétuos, já que a Desespero original morreu em circunstâncias não explicadas na série.Seu símbolo na galeria dos outros Perpétuos é um coração de vidro.
  • Desespero: Obesa, baixa, nua e acinzentada, com dentes irregulares, modos frios e discretos, tem o hábito de rasgar a própria pele com um anel de gancho que usa. Este anel também é seu símbolo. Em sua primeira encarnação, Desespero tinha várias das características físicas que tem agora, mas sua pele era de uma tonalidade mais saudável, com intrincadas tatuagens vermelhas. Também era retratada como sendo mais falante, autoritária e extrovertida do que seu aspecto atual.
  • Delírio: Uma garota jovem cuja aparência é a mais mutável dentre os Sem Fim, graças às flutuações aleatórias de seu temperamento. Seu cabelo tende a ser desgrenhado e multicolorido, e suas roupas, desparelhadas e excêntricas. Sua única característica mais ou menos permanente é o fato de ter um olho azul e o outro verde, mas eles mudam entre si e Delírio pode deixá-los da mesma cor, se for absolutamente necessário que se torne o mais ordenada possível. Ela já foi Deleite um dia, mas algum evento traumático em seu passado a deixou em sua forma atual. Uma pista do que aconteceu é deixada na saga Estação das Brumas, quando Lúcifer, ao saber da visita de Sonho em seu reino, diz à seus servos que Outro (entenda-se outro perpétuo) está vindo e que será um Deleite recebê-lo, dando a entender que haja ligação entre Lúcifer e os acontecimentos com Deleite/Delírio. Seu símbolo é uma bolha abstrata, colorida e sem formato definido.

Curiosidades

  • Embora seja perdida na tradução em português, há uma aliteração interessante nos nomes da família dos Perpétuos: todos eles, no inglês original, começam com "D" (Destiny, Death, Dream, Destruction, Desire, Despair, Delirium/Delight). Existe inclusive a suspeita de que outros conceitos importantes, como Tempo, tenham ficado de fora da lista dos Perpétuos por não terem nenhuma palavra equivalente com "D" inicial.




segunda-feira, 9 de janeiro de 2012

Review: conheçam o anime e o mangá "Elfen Lied"



Elfen Lied é um anime em 13 episódios que nos mostram uma evolução distorcida da humanidade, os Diclonius. Com aparência similar à dos humanos, eles tem, contudo, algumas diferenças como chifres, coloração vermelha ou rosa dos cabelos, glândula pineal de tamanho maior e um sentido que lhes permitir sentir a aproximação de outro dicloniu. Como consequência pelo aumento da glândula, eles desenvolveram a capacidade de telecinese de uma forma diferente: usando "braços" invisíveis e de um poder destrutivo inigualável, conhecidos pelos cientistas como vectors. Os vectors são prolongamentos dos Diclonius e além da força, possuem velocidade muito superior à humana e um poder de defesa grande. 
Com tanto poder, os humanos sentem um temor descontrolado por essas criaturas e os escravizam para estudo e, posteriormente, eliminação da espécie. Com tal tratamento, os diclonius adquirem um ódio sem par pelos humanos, gerando um ciclo de morte e perseguição em ambas as partes.
Os Diclonius nascem de pessoas normais, mas um dos pais foi infectado com um dos vectors de outro Diclonius, diretamente no cérebro.

A história começa em um complexo de pesquisas na cidade japonesa Kamakura, onde Lucy, uma diclonius, foge após matar inúmeros guardas e funcionários do lugar. As cenas iniciais impressionam pela violência e a simplicidade (o descaso) com que Lucy mata. O caos é instalado verdadeiramente quando a diclonius rompe o perímetro de segurança e é alvejada por um sniper que a atinge na cabeça (envolta em um capacete de metal), derrubando-a no mar. Tempo após, a jovem mulher é encontrada em nua em uma praia por Kouta e sua prima Yuka,  com a mentalidade e os trejeitos de comportamento de uma criança muito nova. Neste encontro, a única palavra que Lucy pronuncia é "Nyuu", o que leva o jovem casal a chamá-la por tal palavra. 
Indo morar com Kouta, numa pensão, alugada por ele para morar enquanto estudava na universidade, Lucy convive tranquilamente com ele e Yuka. Mas a fuga de Lucy não cai no esquecimento e o responsável por seu cativeiro envia em seu encalço uma equipe de assassinos e outras Diclonius para localizá-la e matá-la. Está instaurado o caos...
Vejam um trailer do anime (a música se chama Lilium) e podem começar a buscar pelos episódios e os mangás. Não percam mais tempo se ainda não conhecem este fantástica história, e caso já conheçam, revejam, pois sempre valerá a pena. 



 

Quer ler online todos os mangás (12 edições com 107 capítulos) de Elfen Lied? Acesse Rebmanga e curta esta fantástica história. As 12 edições foram publicadas pela Panini Comics no Brasil (Planet Mangá).

sexta-feira, 6 de janeiro de 2012

Dead Island: versão do trailer no formato Minecraft


Fãs de jogos irão vibrar com esta animação que combina duas franquias de absoluto sucesso: Minecraft e Dead Island. Minecraft é um jogo onde é necessário explorar e construir constantemente para garantir a sobrevivência em um mundo onde você é o único ser humano (???) e está cercado por criaturas estranhas, zumbis, creepers e animais. Já em Dead Island... bem... zumbis e um local isolado são fatores comuns, mas os gráficos são infinitamente melhores, trilha sonora sinistra, mortes e medo, restando ao jogador os objetivos de sobreviver e fugir da ilha tomada por um contágio zumbi. Assistam ao trailer original de Dead Island e comparem com essa versão no formato Minecraft.








 
Dead Minecraft: Dead Island Spoof Video - Watch MoreFunny Videos
 
 
 
 
 
 

Conto: A experiência


Autora: Priscilla Rubia

 O martelo desceu mais uma vez.
         Voltou a chorar. Estava preso e não podia se mexer, mas pelo menos ainda podia chorar.
         Mais uma vez sentiu o martelo.
  Onde estava? – perguntou-se mais uma vez. Era um galpão? Um quarto? Estava escuro, não podia ver.
         Sentiu a pancada na cabeça de novo e de novo.
         Gritou. Como das outras vezes nada aconteceu. Respirou fundo e sentiu um odor. Um cheiro de coisa podre. De onde vinha esse cheiro? Por um segundo teve certeza de que o cheiro era dele mesmo.
         Sentiu as lágrimas descendo pelo rosto e em seguida mais uma pancada do martelo em sua cabeça.
         Estava no inferno, não estava? Não poderia pensar em outra explicação. Onde mais ficaria preso, sentado sem se mexer e tudo o que podia sentir era a dor, angústia e desespero? Só não podia entender porque estava no inferno. Não se lembrava de um motivo para isso. Tinha sido um bom menino, não tinha? Obedecia a mãe, bem, na maioria das vezes, mas isso era normal, não era? Às vezes mentia também, mas ora, todos mentem. Lembrou-se do dia que empurrou um amigo no lago. Só queria lhe pregar uma peça. Não sabia que o amigo não podia nadar. Graças a Deus que alguns adultos estavam por perto e salvaram o menino. Tomou uma bela surra do pai naquele dia, mas isso era normal também, não era? Não sabia.
         — Deus, por favor, me perdoe, não tive a intenção - mas tudo que obteve como resposta foi a pancada repetida em sua cabeça.
         Foi tomado pelo ódio. Se estava no inferno, onde estavam os malditos nazistas? Haviam o tirado de casa em uma noite e desde então não viu a mãe ou o pai. Se estava no inferno, eles teriam de estar ali. Eles mereciam, e como mereciam. Porém, estava sozinho. A sua única companhia era o barulho do martelo contra seu crânio.
         Gritou mais uma vez, só que não parou. Gritou o mais alto que pôde e depois disso gritou mais. Gritava o nome da mãe, do pai, gritava até os nazistas. Ver qualquer um seria bom. Ver uma luz qualquer vinda de uma abertura naquela negritude. Gritava enquanto chorava, enquanto o martelo ia e vinha, ia e vinha e nunca se cansava.
         Gritou e percebeu depois de um tempo que também estava rindo.
    Quando os nazistas deram-se por satisfeitos, pararam o equipamento e retiraram o menino da cadeira. Nos olhos da criança judaica, nada viram que representasse sanidade.
         Bom, o experimento estava completo.
         Ajoelharam o menino e o mataram.

quarta-feira, 4 de janeiro de 2012

Adesivos da família... zumbificados.


Está na moda colocar nos automóveis uns adesivos representando cada componente da família (pai, mãe, filhos e até os bichos). Bem, como nada irá deixar de sucumbir ao apocalipse zumbi, nada melhor do que também ter esta versão da família zumbi para o caso de um futuro mais sinistro. Enfim...



domingo, 1 de janeiro de 2012

Pioneiros e heróis do espaço: mortos em um balão


* Há exatamente 100 anos subir 7400 metros, num balão, era um feito memorável. Consagrados por isto, três franceses - Sivel, Crocé-Spinelli e Tassandier - resolveram tentar uma aventura ainda mais perigosa: ultrapassar os 8 mil metros de altitude. Uma temeridade, numa época em que não existiam os balões ou as máscaras de oxigênio e este elemento precioso era levado para o alto em bexigas de boi com bicos improvisados. Uma temeridade tão grande que dois dos pioneiros morreram. Com eles, desapareceu boa parte das técnicas de ascensão da época que só os dois conheciam.

Texto de Jean Dalba

Sivel
No dia 20 de abril de 1875, mais ou menos 20 mil pessoas acompanhavam à sua última morada, no cemitério de Père-Lachaise, os despojos de Teodoro Sivel e de Eustáquio Crocé-Spinelli - os nomes, na época da produção do artigo, eram escritos em português para facilitar a leitura e "valorizar" nossa própria cultura. A grafia correta dos nomes é Théodore Sivel e Joseph Eustache Crocé-Spinelli. Continuarei a usar a grafia da época.
Atrás de Hervé Mangon, membro do Instituto e presidente da Navegação Aérea, notava-se o representante do marechal de Mac-Mahon, as mais altas personalidades francesas e um grande número de ilustres sábios, alguns dos quais vindos de países distantes. 
Quem eram aqueles dois personagens aos quais era prestada tão grande homenagem? Tratava-se de dois pioneiros, heróis da ciência, mortos no decurso de uma experiência que deveria compor interessantes dados sobre a composição química do ar em grandes altitudes.
Teodoro Sivel tinha 41 anos. Ele nascera em Sauvé, no Gard. Crocé-Spinelli tinha 31 anos e nascera em Mobazillac, perto de Bergerac, na Dordonha.
Eles haviam se encontrado na Sociedade de Navegação Aérea de Paris. Ambos protestantes, rapidamente simpatizaram com a causa, sobretudo em virtude de sua paixão comum pela aeronáutica.
Engenheiro civil, formado pela Escola Central, Crocé-Spinelli havia publicado numerosos artigos no jornal L´Aéronaute, bem como estudos sobre “a estabilidade dos aparelhos destinados a se moverem no ar” e “os melhores propulsores aplicáveis à navegação aérea” e, trabalho notável para a época, tinha aperfeiçoado um sistema de hélice de passo variável em marcha.
Quanto a Sivel, tinha atraído a atenção dos meios científicos por um projeto sensacional e perfeitamente estudado de uma exploração do Pólo Norte em aeróstato. Era um excelente navegador e, também, um técnico em balões e cujo estudo havia trazido importantes aperfeiçoamentos concernentes à eficácia e à segurança em vôo.

Um feito sensacional

Crocé-Spinelli
Ele acabara de conceber um balão de um tipo novo, cujo volume era de 3 mil metros cúbicos e que batizara com o auspicioso nome de Zénith. Na primavera de 1875 esse balão, costurado e montado na sua propriedade de Sauve – serviços que haviam exigido um ano de trabalho às mulheres da terra de Florian, que Sivel contratara – foi levado para Paris na expectativa de uma primeira experiência.
No dia 23 de março de 1875, levando a bordo Crocé-Spinelli, Sivel e o sábio jornalista Gastão Tissandier, ele alçou vôo para uma primeira viagem financiada pela Academia de Ciências.
Após 40 horas de um silêncio inquietante soube-se que o esférico tinha tocado o solo em Arcachou, depois de se haver mantido no ar durante 23 horas, tendo atingido a altitude de 7400 metros e batido, assim, o recorde mundial de permanência em vôo.
“Este feito sensacional – conta um compatriota de Sivel numa brochura que nos chegou às mãos por intermédio do prefeito de Sauve – teve repercussões no mundo inteiro e elevou o nome dos três pioneiros do ar à categoria de heróis.”
Mas Sivel e Crocé-Spinelli tinham outras ambições a satisfazer. Certos da segurança de seus aeróstato, cujas qualidades excepcionais de navegabilidade acabavam de experimentar, combinaram, de comum acordo com Tissandier, tentar uma ascensão superior a 8 mil metros.
Para essa tentativa o Zénith foi objeto de numerosas modificações inspiradas pelos resultados da experiência precedente. A principal foi armazenar em bexigas de boi uma grande quantidade de oxigênio que os sábios podiam respirar pela boca, utilizando tubos munidos de bicos.
Sivel, cuja meticulosidade proverbial nada esquecera, a fim de que o balão, que transportava os mais recentes aparelhos científicos, pudesse cumprir sua missão com todas as possibilidades de sucesso. No dia 15 de abril daquele ano de 1875, num dia radioso, os três intrépidos aeronautas tomaram seus lugares na cesta de vime colocada sob o grande balão, que acabava de ser enchido num terreno da usina de gás de La Villete.
Uma testemunha ressalta a grande serenidade daqueles três homens que já contam, no seu ativo, com numerosas ascensões. A filhinha de Sivel, de 6 anos, envia beijos a seu pai.
Exatamente às 11h35 o Zénith ascendeu majestosamente no azul e atravessou Paris. Durante um longo espaço de tempo foi visto brilhando sob o sol, animado por uma brisa suave, levando as esperanças dos sábios que uma grande paixão reunira numa aventura sem precedentes.
Às 16 horas o magnífico balão, estraçalhado, foi encontrado em volta de uma árvore em Nerault, na pequena província de Indro. Fora da barquinha, mais ou menos intatos, jaziam os corpos sem vida, os rostos quase negros e cobertos de sangue de Spinelli e Sivel.
Perto dos dois aeronautas, Gastão Tissandier, sobrevivente providencial deste drama, se achava de joelhos, com uma expressão espantada, vítima de grande dor.
A 250 km de Paris, o Zénith acabava sua carreira, arrastando para a morte dois sábios aos quais o mundo científico atribuiu o titulo de “heróis legendários sacrificados em plena glória, na conquista do espaço”.
Como se explica que uma experiência tão perfeitamente concebida tenha podido terminar numa pavorosa catástrofe? O Zénith tinha subido até 8600 metros, altitude prodigiosa, sob uma pressão atmosférica de 260 milímetros (a pressão média, ao nível do mar, na Europa Ocidental, é de 760 milímetros).
E isso explica tudo. O único sobrevivente da tragédia, Gastão Tissandier, contou a experiência no Livro de Ouro, consagrado a Sivel: “Às 13 horas, o balão tinha ultrapassado 5 mil metros. Sentíamos todos muita alegria. Às 13h20 atingimos 7 mil metros. A temperatura era de 10 graus abaixo de zero. Sivel e Crocé estavam pálidos e eu me sentia fraco. Aspirei um pouco de oxigênio, que me reanimou. Subíamos, ainda. Foi quando Sivel me perguntou:
-Temos bastante lastro. Será preciso jogá-lo?
Crocé concordou. Sivel pegou sua faca e cortou três sacos de 25 quilos. Procurei agarrar o tubo de oxigênio, mas não consegui levantar o braço. Tentei gritar: “estamos a 8 mil metros!” Mas minha língua estava paralisada.
De repente, perdi os sentidos. Às 14h08 voltei a mim, por um instante. O balão descia rapidamente. Pude cortar um saco de lastro para diminuir a velocidade e escrever no meu registro de bordo: estamos descendo muito!


O rosto negro, a boca em sangue

Sivel e Crocé continuavam desfalecidos no fundo da barquinha. Mal acabei de escrever estas linhas fui tomado de intenso temor e desmaiei de novo. Descíamos velozmente. Croce, que tinha voltado a si, me sacudiu o braço: “jogue lastro”, gritou. Mal pude abrir os olhos e nem pude verificar se Sivel tinha acordado. Lembro-me de que Crocé desenganchou o aspirador e atirou-o fora, assim como jogou lastro, cobertores, etc. Mas tudo isto é uma lembrança confusa e tenho a impressão de ainda não ter acordado...
Que se passou, então?
Suponho que o balão deslastrado, impermeável e quente, subiu mais uma vez para as mais altas regiões. Às 15h15 tornei abrir os olhos e me senti aturdido. Mas meu espírito se reanimou. O balão descia com uma velocidade assustadora. Ajoelhei e tentei puxar Sivel e Crocé pelo braço. Meus dois companheiros estavam agachados com as cabeças cobertas por mantas. Reuni todas as minhas forças e tentei levantá-los. Sivel estava com o rosto negro e a boca escancarada, cheia de sangue. Croce tinha a boca fechada e sangrando. Contar o que se passou então é impossível. Eu sentia um vento horroroso debaixo para cima. Estávamos ainda a 6 mil metros, mas logo a terra começou a se aproximar. Quis pegar minha faca para cortar a corda que sustinha a âncora, mas não consegui encontrá-la. Estava meio louco e gritava: Sivel, Sivel! Por sorte encontrei uma faca e pude soltar a âncora.


Ele se salvou por um milagre

O choque com a terra foi de uma extrema violência. O balão pareceu achatar-se, mas o vento o arrastou. A âncora não se encravava e a barquinha deslizava pelos campos. Os corpos dos meus desditosos amigos eram jogados para lá e para cá. Pude então alcançar o cordão da válvula e o balão começou a se esvaziar.
Quando saltei no chão fui tomado por uma superexcitação terrível e me senti abatido e lívido. Pensei, mesmo, que ia morrer.
No entanto, me refiz pouco a pouco. Reparei então, que os corpos de ambos estavam frios e crispados. Providenciei para que aqueles corpos queridos fossem abrigados numa granja vizinha”.
Foi graças ao seu temperamento linfático e ao seu desmaio total que Tissandier se salvou. Seus desventurados companheiros não tinham podido suportar a fraca pressão atmosférica e a insuficiência de oxigênio provocara-lhes uma ruptura nos vasos capilares dos pulmões. Mas a morte destes pioneiros tinha acabado de abrir novos horizontes para a ciência. Croce e Sivel tinham mostrado mais um perigo a ser vencido nos ares.
Ou seja, seu sacrifício permitiu conhecer os perigos a que estava sujeito o organismo humano nas grandes altitudes. Não foi um sacrifício vão.

* Matéria constante da revista “Grandes acontecimentos da História”, publicada em 1975. O conteúdo ainda está atualizado, apesar da longa data de publicação original.

sábado, 31 de dezembro de 2011

Conheça a loja virtual especializada em Zumbis - com pôsteres


Garimpando pela internet, eis que acho esta pequena jóia. Apresento-lhes a loja virtual Neatoshop. Nela, vocês encontrarão pôsteres, camisetas, chinelos, brinquedos, ornamentos, adesivos e tudo mais que desejarem com temática zumbi (entre outras). Preços acessíveis e produtos muito divertidos e inteligentes os aguardam. O que estão esperando? Não percam tempo e confiram as promoções.
Como amostra, eis alguns pôsteres de filmes (não consegui imagens maiores, mas é possível ter uma idéia do que os aguarda) que custam a módica quantia de US$ 19,90 cada.

















Reparem em cada pequeno (literalmente, em virtude do tamanho da imagem) detalhe nos pôsteres. É uma coleção que não pode faltar na parede de qualquer colecionador e fã de cinema. Abraços e um ótimo 2012.

quinta-feira, 29 de dezembro de 2011

10 hipóteses possíveis para o fim do mundo (inclusive zumbis)


O mundo vai acabar. Não se sabe quando nem as razões, mas o nosso belo planetinha azul, um dia, será reduzido a cinzas, a desertos escaldantes ou a nada.Existem muitas especulações relacionadas a esse tão esperado evento – afinal, isso vem sendo explorado há séculos por profecias e histórias de todos os tipos. Seja pelo calendário Maias, por uma chuva de meteoros ou por uma bomba atômica secreta de governantes malucos, todas as teorias sobre o fim do mundo têm uma pontinha de verdade – e outra de criatividade. Confira como seriam os fins do mundo mais populares. 
Fonte: Tecmundo
Por: Bruna Rasmussen

O Calendário Maia

Os Maias utilizavam um calendário muito mais preciso e avançado do que o método de contagem de tempo que temos hoje. Com isso, estudiosos afirmam que foi possível prever eventos como a chegada do homem branco à civilização maia, em 1519.
Para o azar de todos, o calendário Maia prevê que em 21 de dezembro de 2012 algo de muito ruim acontecerá ao planeta. A partir disso, surgiram informações de que, nesta data, o Sol e a Terra estarão alinhados com o centro da Via Láctea e que, justamente neste, espaço há um buraco negro gigantesco.
Com isso, baseando-se na Teoria do Campo Magnético Terrestre, de Einstein, o campo magnético da Terra pode ser alterado, levando a terremotos, erupções vulcânicas, tsunamis e, claro, ao fim do mundo.

Nostradamus

O mesmo sujeito que previu o Katrina, a Revolução Francesa e até mesmo a morte da Princesa Diana afirma que o mundo não passa de 2012. Nostradamus era um apotecário francês que viveu no século dezesseis e era popular por suas previsões certeiras.
Há quem desminta o fato, dizendo que as interpretações dos manuscritos estão erradas. Outros, porém, acreditam piamente no fim – ainda mais que temos a teoria do calendário Maia colaborando com Nostradamus.

 

 

A teoria do planeta rasgado

O universo está em constante expansão. Você provavelmente já ouviu isso, mas, quem sabe, nunca parou para se perguntar qual é o limite. Até que ponto as coisas podem ser esticada antes de se romper?
Para os cientistas da Universidade de Darthmouth, nos Estados Unidos, se a aceleração do universo for infinita, ou seja, continuar a aumentar, dentro de um espaço de tempo, todas as forças que mantém nos nêutrons e prótons em seus devidos lugares serão superadas.
As estimativas, nada otimistas, dão conta de que 60 milhões de anos antes do fim, a galáxia sofrerá uma grande perturbação; três meses antes, o sistema solar será desprendido do todo; 30 minutos antes, a Terra irá explodir e 10-19 segundos antes, os átomos se dissociarão, dando fim a tudo.
A parte boa é que deve demorar cerca de 20 bilhões de anos para que isso aconteça. Mas outras teorias e possíveis catástrofes com certeza terão acabado com a Terra até lá.

Aquecimento global

Você pode não se importar quando joga um papel no chão ou anda sozinho por aí de carro, poluindo a cidade. Mas para tudo o que você faz, o planeta tem uma resposta na ponta da língua.
A teoria do aquecimento global é, de todas as apresentadas neste artigo, a que mais possui respaldo científico. Defendida por inúmeras teses e com resultados que podem ser comprovados todos os dias – basta sair para fora e sentir frio em pleno verão (ou o contrário) -, o aquecimento global é mais plausível do que a teoria maia. Mas será que podemos danificar o ambiente a ponto de acabarmos com a Terra?
De acordo com cientistas, sim. 2010 teria sido o ano mais quente do planeta e esse cenário não parece ser facilmente reversível. O aquecimento da Terra continuaria mesmo se parássemos com as emissões de gases prejudiciais e diminuíssemos a quantidade de lixo produzido.
Com o aumento da temperatura, a qualidade do ar é prejudicada, os alimentos se tornam escassos e as terras podem se tornar desertas. Sem comida, suscetível a diversas doenças, sem sombra ou água fresca: morrerá não só o ser humano, mas toda e qualquer forma de vida. E pode apostar, será uma morte lenta e dolorosa.

Explosão de Raio Gama

Os raios gama, a forma de luz mais intensa que conhecemos, trazem uma alta frequência eletromagnética e são produzidos durante fenômenos astrofísicos. Quando uma estrela supernova explode, ela libera essa enorme quantidade de radiação, o que pode ser devastador, se feita a uma distância mínima de 30 anos-luz da Terra.
A atmosfera terrestre seria destruída pelos raios gama, causando incêndios generalizados no planeta e acabando com qualquer tipo de vida em semanas. A boa notícia é que não existem tantas supernovas explosivas próximas da Terra e, portanto, as chances de acabarmos pegando fogo ficam um pouco mais remotas.

Pandemia

Lembra quando a H1N1 estourou e todos andavam nas ruas de máscara, luvas e olhavam com cara feia quando você tossia? Mais de 1800 pessoas morreram durante o surto de gripe em 2009 e essa foi apenas uma demonstração do que uma pandemia é capaz de fazer.
Levando em conta as facilidades de se modificar vírus e bactérias e a rapidez de transmissão de doenças - devido, principalmente aos meios de transporte e  às aglomerações urbanas - iniciar uma pandemia é moleza. E em uma brincadeira dessas, mais da metade da população pode ser atingida.
Como já afirmamos aqui no Tecmundo, é mais fácil matar toda uma nação com um vírus do que usando uma bomba atômica. Portanto, começar a lavar as mãos com frequência e não encostar no corrimão pode ser uma boa ideia.

Guerra nuclear

Basta um par de governantes estressados para que o mundo vá pelos ares. Hoje, existem cerca de 25 mil armas nucleares no mundo, sendo que boa parte delas está no Estados Unidos e na Rússia. Mas para acabar com tudo, menos de 1/10 desse arsenal seria necessário.
O inverno nuclear, causado pela explosão de diversas bombas, consistiria em uma espessa nuvem de poeira e material radioativo, o que poderia causar o bloqueio parcial da luminosidade solar, provocando um inverno rigoroso. Apesar da redução da quantidade de armas nucleares após a Guerra Fria, a possibilidade de uma guerra nuclear está menos distante do que gostaríamos.

Zumbis

Eles estão nos vídeo games, quadrinhos e filmes, mas será que poderiam existir de verdade? Os mortos-vivos são criaturas que, ao serem infectadas, perdem parte de sua consciência e perambulam por aí, atrás de cérebros.
Por ser uma condição infecciosa, a transmissão do vírus que transforma a pessoa em zumbi poderia ser muito rápida - e devastadora. A ciência tem registros de alguns parasitas capazes de tomar o controle do cérebro, transformando o sujeito e alterando seu comportamento cerebral. Com tantos vírus e bactérias que sofrem mutações ou que têm a genética alterada propositalmente, a ideia de uma transformação zumbi não parece assim tão absurda. 

Asteroide

Esta não seria a primeira vez que a Terra sucumbiria a um asteroide. Como você bem deve saber, os dinossauros foram dizimados por um desses corpos há 65 milhões de anos. De acordo com alguns cientistas, o asteroide 1997XF11 pode entrar em rota de colisão com a Terra, causando um grande estrago.
A grande maioria das formas de vida seria aniquilada e, os sobreviventes teriam de lutar pela vida em um ambiente repleto de cinzas e poeira, causado pelos incêndios provocados e pela queda do asteroide em si. Apesar de alguns acreditarem no poder malévolo do 1997FX11, a NASA garantiu que não há nenhum asteroide ameaçando a vida na Terra neste momento.

O levante dos gadgets

O celular fala com você, o computador sabe tudo da sua vida e a câmera digital é uma extensão dos seus olhos. A tecnologia está ficando cada vez melhor e, enquanto estiver em nosso controle, está tudo bem. Mas quais são as chances dos gadgets se tornarem mais inteligentes que os homens e tomarem o mundo?
A inteligência artificial tem potencial para criar células de ação independentes. É o que pensa Stephen Hawking, um dos maiores cientistas vivos. Um computador poderia pensar e agir sem que a interferência do homem fosse necessária. Pense bem da próxima vez que for dormir com o celular do lado.
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Não sabemos em qual desses cenários será o grand finale do mundo. Apesar de alguns deles serem mais ou menos prováveis, todos têm uma chance de acontecer.

 


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