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terça-feira, 27 de maio de 2014

Aluna de 15 anos cria novo teste para HIV mais rápido e barato


Fonte: O Globo.

Aluna da York House School, escola de ensino médio apenas para meninas, Nicole Ticea desenvolveu um mecanismo onde a pessoa que deseja saber se contém o vírus pinga gotas de sangue em um chip, com o resultado quase instantâneo. O sistema utiliza métodos semelhantes aos testes de gravidez acessíveis em qualquer farmácia.
Em vez de se valer de anticorpos do HIV, como na maioria dos outros testes, Ticea usou o recurso da Amplificação Isotérmica de Ácido Nucleio, onde o vírus é literalmente amplificado de forma acelerada. Isso suprime o intervalo de tempo no qual a pessoa infectada ainda recebe resultados negativos de exames de anticorpos por conta da demora do sistema imunológico em processar uma resposta ao vírus.
A invenção de Ticea contrasta com outros testes de amplificação do HIV, mais caros e demorados. A descoberta foi o produto de uma competição de ciências de sua escola, onde estudantes desenvolvem projetos auxiliados por acadêmicos e universitários. Ticea, por exemplo, contou com a ajuda do professor Mark Brockman e do aluno de graduação Gursev Anmole, ambos da Simon Fraser University.
Embora bem sucedida, a invenção da estudante ainda precisa ser refinada para que possa chegar às farmácias no futuro. Ticea já prometeu que vai continuar com suas pesquisas em paralelo às atividades regulares de sua escola.

Franz diz: notícias como esta são mais um motivo para que eu questione a lentidão no surgimento de uma vacina para a AIDS. Mas eu também seria muito inocente se não levasse em conta que, infelizmente, não é lucrativo para a indústria farmacêutica a venda da cura, já que a doença é extremamente mais proveitosa para os cofres
Bem, ao menos nos resta a ótima notícia da descoberta da menina que, obviamente, irá ajudar muitos que aguardam pelo teste. Quanto mais rápido souber do problema, mais rápido será o tratamento para evitar a evolução da doença, além de evitar que, por desconhecimento, um portador do vírus passe-o adiante.

sábado, 5 de outubro de 2013

Artista britânica mostra sua luta contra a anorexia por meio dos quadrinhos.


Franz says: Mesmo sendo um mal que assola um incontável número de mulheres no mundo, a anorexia ainda é tratada como um problema menor, fruto, talvez, da vaidade no começo, porém cada vítima começa de uma forma diferente.
A verdade é que ela é uma doença... e que pode matar! A busca pela perfeição estética é uma aventura que, quando se trata de anorexia, pode chegar a um final nada romântico. A morte é um fator comum em muitos casos de meninas e mulheres que estão lutando contra o peso, ainda que essa gordura indesejável não exista. 
A reportagem a seguir, via BBC, trata da história de Katie Green que sobreviveu para contar sua luta contra um mal incompreendido por muitos, mas que pode atingir qualquer um que tenha uma mulher na família (as mulheres são o alvo deste tipo de doença, infelizmente).

Fonte: BBC
Uma artista britânica lançou esta semana uma autobiografia em quadrinhos em que revela sua luta contra a anorexia, um transtorno alimentar que leva à busca incessante pela perda de peso.
Em Lighter than my Shadow (Mais leve do que minha sombra, em tradução livre), Katie Green, de 30 anos, desenhou todas as ilustrações e escreveu os diálogos à mão, elegendo o preto e branco como a cor dos quadrinhos.

Para ela, esta foi a melhor forma de expressar o clima sombrio e pesado que pairava sobre a família, afetada por sua doença.
Os quadrinhos mostram como Katie enfrentava dificuldades para comer já na infância, quando começou a criar estratégias para despistar os pais.
Uma passagem do primeiro capítulo mostra a menina, de maria-chiquinhas, escondendo fatias de pão no bolso do casaco e aparecendo na cozinha com o prato vazio.
"Muito bem", dizia sua mãe, acreditando que a filha havia tomado o café da manhã. Temendo que os pais vissem o pão no lixo, ela começou a esconder as fatias atrás de uma estante no seu quarto.
Mas acabou desmascarada em um dia de arrumações em que seu pai arrastou o móvel e se deparou com uma montanha de pão.

Autodestruição

O livro sugere que episódios como esse levaram a família a fazer terapia. Em entrevista ao jornal britânico The Guardian, a artista diz admirar a forma como seus pais e irmã a apoiaram quando ela precisou deixar a escola para ser tratada em casa.
"Deve ter sido horrível para eles ver que eu estava tentando me autodestruir", diz ela.
Com a ajuda de terapeutas e nutricionistas, Katie seguiu uma dieta balanceada e lembra ter encarado a situação como se "a comida fosse o remédio para sua doença".
Mas, ao voltar para a escola, no último ano do ensino médio, ela se sentia mais vulnerável do que nunca.
"Esse foi o momento mais perigoso, porque as pessoas achavam que eu estava bem, mas por dentro eu estava desesperada", diz Katie.

Arte como cura

Katie Green
Ela diz ter encontrado a cura após a graduação, quando se matriculou em um curso de arte.
Ter encontrado uma paixão lhe deu pela primeira vez um motivo para querer vencer a anorexia por si mesma e não pelos outros.
"Foi a grande virada", lembra a artista.
Seis anos mais tarde, Katie conta sua história em 504 páginas, mas diz que escrever o livro não foi uma catarse. Há tempos ela não pensava mais no controle obsessivo de sua alimentação e em todas as outras questões que envolvem a doença, e o projeto lhe trouxe memórias de uma época que ela gostaria de esquecer.
"Mas se eu conseguir ajudar famílias a lidarem com a complexidade que é viver com uma adolescente com distúrbio alimentar já terá valido a pena", diz.

quarta-feira, 25 de setembro de 2013

X-Men: Superdotados. Resenha da segunda edição da coleção Salvat/Panini


Por: Franz Lima.
O segundo volume da série encadernada de clássicos da Marvel traz uma marcante história da equipe mutante. Relembro que até os acontecimentos dessa graphic novel, os mutantes estavam divididos em dois grupos comandados por Wolverine e Emma Frost.
O ponto de partida é o retorno de Kitty Pride à mansão sede dos X-Men. Kitty irá compor o grupo docente responsável por doutrinar novos mutantes. 
Muito cedo já é possível perceber os confrontos entre a antiga Rainha Branca do Clube do Inferno e a Lince Negra. Esta é uma das passagens onde as duas se 'confrotam' já na apresentação de Kitty aos novos alunos da Escola:

Emma Frost: - Esta, crianças, é Kitty Pride, que aparentemente sente necessidade de fazer uma entrada triunfal.
Kitty Pride: - Desculpe. Estava ocupada me lembrando de vestir toda a roupa.
Emma Frost: - Estou imensuravelmente feliz que tenha vindo.

Mas o sarcasmo e a ironia não são as únicas ferramentas com as quais se valeram John Cassaday e Joss Whedon. A arte tem um traço mais realista e há passagens onde a narrativa se aproxima de nosso cotidiano, fatores que levam o leitor a simpatizar, interagir com os heróis. É pelo visual e o tema menos caricatos e muito mais 'realistas' que a história se destaca das demais.
Joss retorna a um tema polêmico no universo mutante: uma cura artificial para as mutações. Inicialmente o leitor poderá não entender a proposta de quem a criou, porém Cassaday e Whedon mostrarão mutações que necessitam de algo para minimizar ou extirpar os estragos... 
Outro ponto sutilmente abordado - e muito atual para nós, brasileiros - é a "cura" gay.
A ideia de uma suposta cura para os mutantes foi também utilizada em um dos filmes da trilogia dos X-Men. Entretanto, a dose de realismo está bem melhora nesta graphic novel, onde uma parcela do mal que uma mutação pode provocar é mostrada na figura de uma garotinha.
Enfim, resta citar o vilão. Ele ostenta um mistério sobre sua origem e quais os motivos que o levaram a atacar a equipe, fatos que não atrapalham o fluxo narrativo, porém o tornam um pouco vago como antagonista. Com o surgimento desse inimigo, duas surpresas irão intervir a favor dos X-Men.
Ponto positivo para o uso de flashbacks e as notas explicativas do editor brasileiro.
Sem mais a citar, volto a recomendar a aquisição desta coleção que é sucesso em vários países. Abraços a todos e uma ótima leitura...


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