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sexta-feira, 11 de novembro de 2016

Batman: o retorno da dupla dinâmica. Review da animação.


Por: Franz Lima. Curta nossa fanpage: Apogeu do Abismo.

É inegável que a série da década de 1960 que teve Adam West e Burt Ward respectivamente como o Batman e Robin foi um sucesso. Também não podemos negar que há inúmeros haters dessa obra, mas o que permanece é sua influência e importância na revitalização do personagem e sua mitologia. Nomes foram imortalizados e conceitos evoluíram para o que hoje temos como pedra fundamental da mitologia do persogem.
A Panini lançou há algum tempo uma série de edições (obviamente publicadas antes no exterior) com histórias em quadrinhos baseada nessa série do Batman. O sucesso foi tal que a Warner Bros e a DC Entertainment pegaram o gancho para criar a animação e comemorar os 50 anos de criação das série televisiva (exibida de 1966 a 1968 oficialmente, mas é possível vê-la até hoje em canais pagos, youtube, etc.).
Batman - O retorno da Dupla Dinâmica é uma homenagem que irá empolgar os fãs da antiga série. Todos os elementos clássicos estão nessa animação: a inocência típica da época, as armadilhas que mais parecem piada, as onomatopeias para as brigas, os capangas que só servem para apanhar, as lições moralistas embutidas no roteiro, diálogos dramáticos frente à câmera e o usual clima cômico da trama.
Claro que a presença na dublagem original de Adam West, Burt Ward e Julie Newmar dá um charme a mais à obra. Tê-los dando vida novamente a seus personagens é algo tão grandioso quanto a volta de Mark Hammill ao papel de Luke Skywalker, apenas para comparar. Porém a dublagem em português não fica para trás. Marcio Seixas foi convocado para ser o Batman novamente e ele se encaixou perfeitamente ao papel do Morcegão da década de 60 com sua voz grave e suas frases formais. Perfeito. Marcio substitui o dublador original, Gervásio Marques, falecido.
Parabéns também aos demais dubladores que deram voz e charme aos outros personagens. A Mulher-Gato está sedutora e é uma pena não termos a voz do saudoso Rodney Gomes. Fica nítida a dificuldade em termos as vozes originais em função dos 50 anos passados.
Alguns pontos da trama só estarão acessíveis para quem for realmente fã da série. A cena, por exemplo, onde o Batman sofre uma pancada e enxerga três mulheres-gato (cada uma representando uma atriz que interpretou o papel) só será compreendida por quem viu o seriado, buscou pelo Google ou está lendo essa resenha. 

Aliás, essa animação é primorosa nesse aspecto: captar o humor usado na série televisiva e reproduzi-lo de igual modo. Batman e Robin iniciam a história em busca do quarteto de vilões formado por Coringa, Pinguim, Mulher-Gato e Charada. A perseguição se estende, literalmente, até o espaço. Nesse ínterim, em uma das absurdas e engraçadas armadilhas, valendo-se dos discursos que os vilões antigos usavam, a Mulher-Gato tenta trazer o Batman para o lado do mal injetando nele um soro. Sem efeito, a dupla - como sempre - foge da armadilha e segue no encalço dos vilões. Mas nem tudo deu errado no plano de Selina. O soro age lentamente na personalidade de Bruce que vai se tornar de forma gradual e assustadora um megalomaníaco.  Vamos acrescentar a isso uma arma capaz de duplicar qualquer coisa, inclusive um Batman malvadão que deseja dominar Gotham.
Há partes que são puro pastelão... e daí? Esse é o espírito da série. 
A aparição de vilões clássicos, além dos quatro já citados, dá um tom de nostalgia ainda maior a essa animação. Tudo remete aos anos de 1960.
O fechamento da história é bem legal e mostra o confronto entre os principais vilões e a dupla de heróis (com uma ajuda extra). A entonação das vozes, a ambientação... tudo é muito divertido. Isso sem falar que a qualidade da animação (dos desenhos, profundidade, arte-final, colorização) dá de 10 a 0 na versão animada de Batman - A Piada Mortal (qualidade na animação, não no roteiro, óbvio).


terça-feira, 20 de setembro de 2016

Capa polêmica (??) de Rafael Albuquerque recebe homenagem de Ray Dillon



Por: Franz Lima. Curta nossa fanpage: Apogeu do Abismo.

Essa foi uma das artes mais polêmicas de 2015, desenhada por Rafael Albuquerque, um consagrado desenhista brasileiro que atua pela DC. A ilustração faz uma óbvia referência ao clássico A Piada Mortal, de Alan Mooore e Brian Bolland, história onde o Coringa, gratuitamente, atira na Batgirl e a deixa paralítica, além de remover sua roupa e fotografá-la nessa situação terrível. 
Bem, diante de um quadro de tentativa de homicídio, terrorismo, espancamento e muito mais violência, fiquei impressionado com a repercussão de uma simples capa que deixa a violência nas "entrelinhas". Grupos radicais alegaram que o desenho é uma afronta aos direitos das mulheres e também incitava a violência contra elas. Eu discordo, mas os chamados "social justice warriors" conseguiram forçar o próprio autor do desenho a pedir sua remoção da capa alternativa. Observem que não era sequer a capa principal. Algo preocupante em um mundo onde pessoas divulgam vídeos com assassinatos, estupros e torturas sem quaisquer represálias. 
Como forma de apoio ao talentoso Rafael Albuquerque, o desenhista Ray Dillon fez um desenho onde o Superman era quem sofria o terror psicológico nas mãos de Doomsday. A ilustração está abaixo e mostra que nem todos estão preocupados com uma simples capa. Aliás, tenho convicção de que essas pessoas preocupadas com um desenho não estão assim tão preocupadas com as pessoas reais. O que elas querem é apenas um pouco de fama.... e conseguiram!

P.S.: Rafael é ganhador do prêmio Eisner (o Oscar dos quadrinhos) e responsável pelo sucesso Vampiro Americano, entre outras obras.


segunda-feira, 26 de maio de 2014

Lista de Compras: Canecas Geek e Nerd


Fonte: Uping
A PIADA MORTAL

Disponíveis no site Uping, as canecas são em porcelana e custam R$ 21,00 cada. As estampas fazem referência ao clássico A Piada Mortal e também ao filme De Volta para o Futuro.


DE VOLTA PARA O FUTURO




ON-OFF


 

segunda-feira, 30 de setembro de 2013

Anthony Misiano e sua performance como um incrível cosplay do Coringa (Joker)



Fonte: Harley´s Joker Facebook


Anthony Misiano é um cosplayer muito conhecido e respeitado por sua performance como o vilão assassino Coringa, o arquiinimigo do Batman. Conhecido como Harley Joker na web, Anthony ganha mais destaque a cada dia. Saibam agora os motivos para tanto sucesso desse grande cosplayer.
Visivelmente, a inspiração de Anthony para compor seu personagem é a versão do Coringa em 'A Piada Mortal', a famosa graphic novel escrita por Alan Moore e desenhada por Brian Bolland.














Joker in The killing joke


segunda-feira, 3 de junho de 2013

Camelot 3000. Resenha da consagrada graphic novel de Mike W. Barr e Brian Bolland.


Por: Franz Lima. Publicada originalmente no Murmúrios Pessoais.

Uma das séries responsáveis pela reformulação no modo como se faz quadrinhos, fruto de uma safra de verdadeiras obras de arte: assim é como defino Camelot 3000.
Escrita por Mike W. Barr e ilustrada por Brian Bolland (A Piada Mortal), esta trama foi publicada originalmente em formato de maxissérie. No Brasil, ela foi lançada inicialmente nas revistas Super Amigos e Batman, mas houve outras edições em formato de minissérie e também em edições encadernadas.
Entretanto, não importa qual seja a forma de publicação, Camelot é uma obra-prima dos quadrinhos e merece ser lida. Os motivos? Descubram agora…

MITOLOGIA E QUADRINHOS
Camelot 3000 é uma HQ diferenciada. Seu conteúdo mistura a lenda do rei Arthur e a Távola Redonda com a ficção de um futuro alternativo. No roteiro de Mike Barr, o rei Arthur ressurge para, novamente, auxiliar a Inglaterra a recuperar o caminho correto. Contudo, nesse contexto há um detalhe de extrema importância: Arthur é o único integrante da Távola que conhece o próprio passado e está ciente de quem realmente é. Tal qual na lenda arthuriana, o surgimento do rei implica em renovação espiritual para todos os súditos. Pelo menos para os que creem.
ARTHUR E MERLIN
O vínculo entre o rei e a magia ainda permanece. Arthur é despertado de um longo sono e descobre que vive em um novo e agonizante mundo. É neste contexto que a busca pelos antigos integrantes da Távola Redonda se inicia, mas com um ponto negativo que é a ausência de alguns dos cavaleiros. Com a ajuda de Merlin, o filho do Demônio, os cavaleiros são ‘despertados’ de uma vida onde estavam desligados de seu passado. A magia é a principal responsável por um início menos propenso à derrota por parte do rei e seus asseclas.

A TRAIÇÃO
Caso você ainda não tenha lido sobre as lendas arthurianas, o que vou dizer é um SPOILER de nível nuclear…
Arthur tem uma rainha consorte chamada Guinevere. Essa rainha é o alicerce sentimental do rei e ela trai a confiança e o amor dele com seu mais confiável cavaleiro, Lancelot. Esse triângulo amoroso é a ruína para Arthur e, infelizmente, nem mesmo a reencarnação foi capaz de apagar a atração mútua entre a rainha e Lancelot. Logo, a trama de Barr já começa com um ponto extremamente negativo (para o Rei), um ponto fraco que pode decretar a derrocada da nova Távola.

Camelot 3000 Detail2ALIANÇAS IMPROVÁVEIS
Um dos pontos altos da história são as alianças formadas pelos mais improváveis aliados. Motivados por prazer, rancor, medo ou poder, os grupos vão ganhando força conforme a trama se desenvolve. Mas não são essas alianças por si só que dão um realce à trama. São as nuances e surpresas nesses grupos (incluindo múltiplas traições) que reforçam o impacto do drama e mostram que essa não é uma história comum.
OUTROS PONTOS ALTOS DA TRAMA
Mike W. Barr nos presenteou com um roteiro adulto, enxuto e coerente. A trama tem política, sexo, violência, corrupção e uma visão futurista apocalíptica onde a Inglaterra e todo o planeta estão à mercê dos desígnios de alienígenas que matam indiscriminadamente e não mostram piedade. Entretanto, isso pode esconder muito mais, principalmente se levarmos em conta as lideranças desses invasores.
Outro ponto polêmico é a abordagem da reencarnação. A Távola é reconstruída com os mais diferentes cavaleiros e há um caso onde um deles retorna como mulher. Barr dá um tratamento muito interessante a essa integrante dos cavaleiros e mostra os conflitos psicológicos por ela sofridos. Como um homem pode viver no corpo de uma mulher sem enlouquecer? Essa é uma das muitas questões abordadas na obra.

A RELIGIÃO
Mesmo se tratando de uma visão futurista do mundo, a religiosidade ainda está presente. Aliás, é a fé que se mostra capaz de incentivar mudanças de comportamento e também é a fonte de força de Arthur.
Uma das partes mais emocionantes da trama acontece na busca pelo Graal, fato que, inclusive, precisa de uma fé inabalável para que ocorra.

Camelot 3000 DetailO FUTURO
A obra de Bolland e Barr tem um visual datado. As imagens são magníficas (basta citar as consagradas artes de A Piada Mortal), mas é perceptível que foram feitas com base em toda a visão da época (década de 80) sobre um futuro que não condiz com um provável ano 3000, o que não desmerece a graphic novel de forma alguma.
Como dito acima, o que surpreende é a presença de uma dose de religiosidade (cristã) que parece improvável quando olhamos para a realidade, principalmente quando notamos um crescimento vertiginoso de outras religiões.

PARÁBOLAS
Há algumas lições embutidas de forma bem discreta e outras nem tanto. Entretanto, o eterno duelo entre o bem e o mal ganha uma dimensão diferente quando o assunto é o destino de Morgana Le Fay. Ela paga um alto preço por seu poder e é essa associação entre poder e desgraça que dão um tom dramático intenso à personagem. Outra visão interessante está em Sir Percival que é representado como um monstro em aparência, porém é o cavaleiro com o coração mais puro.
Por meio de tais representações e conflitos, Barr e Bolland dão um raro presente ao público leitor, mesclando fé, castigo e amor em uma trama plena de reviravoltas e ensinamentos.
Camelot 3000 PaniniEDIÇÕES DE LUXO
O leitor que comprou a edição de ‘luxo’ da Mythos certamente se arrependeu ao encontrar – anos depois – a Edição Definitiva da Panini. As duas tem quase o mesmo conteúdo, porém a edição da Panini tem extras, capa dura e impressão em papel couchê. Definitivamente, recomendo a aquisição da edição de luxo (de verdade) da editora Panini, mesmo com um preço maior.
Entretanto, se você só quer realmente ler a história e jamais tê-la outra vez em mãos, busque as 4 edições que são facilmente encontradas em sebos e na web.

NOTA FINAL
Preciso falar? Camelot 3000 é uma das melhores tramas dos anos 80 e que ainda está atual em nossos dias. Dou nota máxima e afirmo: arrependei-vos, vós que não lestes tal obra.

P.S.: agradeço ao apoio de Gleice Couto, escritora e blogueira que tem um ótimo trabalho no www.murmuriospessoais.com. Visitem e prestigiem seus textos e resenhas.

domingo, 17 de fevereiro de 2013

Injustice: Gods Among Us. Review da Graphic Novel.


Por Franz Lima

Para os antigos jogadores de Mortal Kombat, a simples menção do nome de Ed Boon já traz à mente as mais violentas cenas de luta que os games já puderam nos oferecer. Quem não se lembra dos cada vez mais sangrentos Fatalities? O uso interativo dos cenários? Foram muitas inovações ao longo dos anos e isso gerou uma legião de fãs. 
Em contrapartida, o já consagrado Universo DC cujos ícones mais conhecidos são tratados como a Trindade (Superman, Batman e Mulher-Maravilha) dispensam maiores apresentações. Mas e quando a história é focada em um universo alternativo? Tema manjado? Então opinem após essa resenha de 'Injustice: Gods Among Us'...

A trama é o sonho de muitos dos fãs da DC. Um universo mais violento, heróis mais realistas e um visual muito mais sombrio. Sinal dos tempos? Pode ser.
Encontramos um Superman que realmente mantém relações com Lois Lane. Ela, inclusive, está grávida do herói e a descoberta é feita de uma forma bastante legal. Mas não pensem que a vinda de um bebê pode ser o início de uma era de paz para o Homem de Aço. Acreditem quando digo que é a partir daí que o inferno se instala em sua vida.
Clark não quer ficar com esta notícia para si e procura o Batman para dar a boa nova. Surpreendentemente, mas com coerência aos atributos do detetive, Bruce antecipa-se e revela ter acabado de descobrir qual seria a novidade. Novamente uma aura de paz parece pairar, porém é bom relembrar que aparências enganam. O trecho a seguir contém Spoilers.

O que se passa daí em diante é uma Montanha Russa de desgraças. Não há como descrever de outra forma. Jimmy Olsen é assassinado e Lois é sequestrada pelo Coringa. A pedido do próprio Superman, toda a Liga da Justiça é colocada em ação para buscar o paradeiro da repórter. Batman encontra o corpo do Espantalho, morto pelo gás do sorriso do Coringa. Superman a encontra em um cativeiro mantido pelo Coringa. Creio que muitos acreditam que este é o final da história, principalmente se levarmos em conta que o Homem que Ri não é páreo para Clark, mas um coringa é sempre uma carta perigosa quando posta em jogo.
Valendo-se do gás do medo, Arlequina e Coringa conseguem despertar o maior temor do herói: Apocalipse, o monstro irrefreável que 'matou' Superman. A ilusão provocada pela ação alucinógena, leva-o a arrastar Apocalipse para fora da atmosfera terrestre. Entretanto, o monstro é na verdade Lois Lane que, infelizmente, morre por asfixia. Para piorar tudo, um dispositivo é fixado ao coração de Lois que, ao parar, aciona uma bomba nuclear que devasta toda Metrópolis. 
Destruído pela perda, Kent parte para encontrar o já capturado assassino. Mas todos sabem que o ódio está muito forte nele e pode levá-lo a cometer um ato do qual se arrependerá. O Lanterna Verde tenta dissuadi-lo, mas não há poder capaz de conter a fúria do Superman. Frente a frente com o responsável pela morte daqueles que amava, o desfecho só poderia ser trágico: o Coringa morre nas mãos do homem que jurou não matar jamais.

Notas sobre a história:

Injustice é dividida em 5 partes e tem diversos desenhistas e coloristas como responsáveis pela obra. O roterista é o mesmo do primeiro ao quinto episódio. 
Basicamente a revista é um prequel para o game homônimo, uma justificativa para que heróis e vilões entrem em conflito.
A morte do Coringa é um estopim para que Arlequina fique ainda mais ensandecida e também é a agulhar percursora para um novo e mais violento Superman. 
O que temos é uma fusão entre A Piada Mortal (onde o Coringa quer provar que todos podem ficar loucos após um dia ruim) e Cavaleiro das Trevas (a HQ de Frank Miller na qual o Batman finalmente mata o vilão). 
Não há nada muito diferente na história e os desenhos também não são um grande destaque, mas vale pela curiosidade. É visível que alguns personagens tem seus uniformes diretamente influenciados por versões cinematográficas, principalmente o Batman que é quase uma cópia do que vimos nos dois últimos filmes  da trilogia de Christopher Nolan. 
Creio que ainda não temos a versão impressa no país. O que acessei foi uma versão em inglês e também não tive notícia de outras versões traduzidas, porém não é algo muito complicado de achar. 
Obs.: algumas das cenas que vi sobre o game não me causaram impacto, principalmente quando vejo o Asa Noturna espancando o Superman (meio sem lógica, mas jogo é jogo).
Assistam agora ao trailer legendado do game:





Ficha Técnica: 

Roteiro de Tom Taylor
Arte por Bruno Redondo, Jheremy Raapack, Axel Gimenez e Mike Miller
Cores por Alejandro Sanchez e outros.

terça-feira, 11 de dezembro de 2012

Estátua baseada na capa de A Piada Mortal. Perfeita!


Vendida na Comic-Con de 2012, a Kotobukiya trouxe essa magnífica estátua inspirada na capa de uma das mais clássicas e idolatradas histórias do Batman e do Coringa: A Piada Mortal. Como a capa mostra apenas uma parte do assassino risonho, ficou a cargo da criatividade do artista japonês Junnosuke Abe que completou a estátua com a presença de um dos anões torturadores e uma caixa (com dinamites) para apoio do pé. Magistral.
O nível de detalhes é surpreendente e a fidelidade da estatueta em comparação com a capa da HQ fascinam. Desde a máquina fotográfica até a flor na lapela estão honrando o trabalho de Brian Bolland. 
A Piada Mortal foi escrita por Alan Moore e ilustrada por Brian Bolland no ano de 1988. A Graphic Novel já teve várias reedições no Brasil. 
Cena da HQ original

A estatueta mede 28 cm de altura e possui um holofote móvel na base (que acende por meio de LED e sensor de movimento), além de som de máquina fotográfica sendo acionada. O preço variou entre 130 e 150 dólares.








Resenha do Clássico: A Piada Mortal.


Por: Franz Lima

"Eu adorei A Piada Mortal... É o meu favorito. O primeiro gibi que gostei."
Tim Burton 
Escrevo essas humildes linhas para falar sobre uma das Graphic Novels que mais amo. Não é um lançamento ou um desses encadernados com quase 600 páginas. Em simples 48 páginas nós somos arremessados em um universo doentio e violento, o que não implica em dizer que o amor e a esperança estão ausentes.
Li há mais de 20 anos a minha primeira edição de "A Piada Mortal". Lembro com absoluta certeza que a li por quase um dia inteiro, saboreando cada quadrinho como se fosse uma iguaria. Na verdade, a HQ é um banquete para os amantes da Nona Arte.
Foi na década de 90 (ou antes) que descobri a narrativa de Alan Moore, a alta dosagem de psicologia embutida na trama que me fez filosofar por anos acerca do tema. Garanto: vocês irão pensar e, meses depois, serão flagrados divagando sobre o questionamento principal da história: será que um péssimo dia pode decretar a perda permanente da sanidade de um homem? A resposta (ou uma delas) está nas páginas da HQ que, hoje em dia, poderia sofrer cortes por seu conteúdo.
Antes de citar quais são algumas dessas partes polêmicas, vamos à premissa da história...

Batman e Coringa são inimigos de tempos longínquos, mas isso certamente pode causar a morte de um deles caso a violência perdure. A rota de colisão precisa ser interrompida e esse desejo leva o Morcego até o asilo Arkham. A partir daí, o caos se instaura.
Com o decorrer da trama, vocês irão se deparar com muitas situações repulsivas, porém coerentes com o contexto. Alerto que não há o pudor - ou hipocrisia? - de hoje. Sendo assim, assassinato, estupro, terror psicológico, tortura e medo estarão intrinsecamente ligados, proporcionando ao leitor uma experiência crua e incômoda, porém construtiva.
A arte é impagável e já consagrada. A escrita de Alan Moore (Watchmen) irrepreensível. Colorização clássica de John Higgins, mas melhor que muitos trabalhos digitais. 


Um detalhe especial está na transição entre cenas, conectadas por situações e cenas similares de grande força visual. Outro ponto muito interessante está na visível homenagem ao clássico do cinema Freaks, de 1932.
Bem, pouco resta a dizer sem que sejam fornecidas informações que iriam tirar-lhes o prazer da leitura e, por isso, fica meu apelo: o que estão esperando para ler essa obra-prima? 


Gostou da resenha? Então, que tal enviar um twitte com a hashtag: "#PaniniApoieoFranz" ?

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