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quinta-feira, 17 de dezembro de 2015

Pinturas em aquarela marcam a arte belíssima de Clémentine Compardou.


Francesa, residente na Austrália e dona de uma arte perfeita, Clémentine Campardou é a responsável por pinturas que fazem referência a elementos variados: da cultura geek (heróis, quadrinhos, animes, games, etc) a elementos da natureza, arquitetura, logotipos e uma infinidade de outros temas. Suas pinturas são feitas em aquarela e têm um apuro incrível, como há muito não via. 
Um dos pontos fortes das obras de Clémentine é a forma como ela consegue suavizar até as cenas mais impactantes. Há poesia em cada cor usada para criar uma cena.
A artista está disponível para ilustrar seu projeto ou dar vida às imagens de seu livro. Contate-a através do email bonjour@blule.fr. Mas, como ela mesma diz, caso esteja passando por Sidney, visite seu estúdio e conheça de perto o fantástico trabalho de Clémentine. 
Há outras formas de dar suporte à ilustradora. Acesse o link a seguir e ajude a patrocinar sua arte através do Patreon: https://www.patreon.com/blule?ty=h. Há muitos planos envolvendo o trabalho dela, inclusive a criação de um canal no youtube e a publicação de um livro com suas pinturas.
Siga-a no twitter: 
Curta a fanpage de Clémentine: https://www.facebook.com/blule


















quarta-feira, 25 de março de 2015

Lista de compras: ovos de Páscoa com bons preços na Cacau Show.



Ovo Liga Da Justiça 160g

A Mulher-Maravilha e o Super-Homem chegaram para deixar seu dia muito mais animado! O Ovo Liga da Justiça é feito do delicioso chocolate ao leite Cacau Show e vem acompanhado de um exclusivo fone de ouvido em dois modelos, para escolher qual herói levar para casa. Junte-se a eles para garantir a paz e o bem-estar na Terra!

A Páscoa é uma época muito bonita e também muito cara. As opções de ovos de páscoa mostram-se difíceis, pois o foco está nas crianças. A verdade é que os brinquedos estão ganhando espaço e já é quase impossível comprar os ovos sem um relógio do Max Steell, a caixinha da Turma da Mônica ou a caneca do Darth Vader. Claro que muitos adultos irão comprar para eles mesmos... inclusive este que vos fala.Mas não é preciso estar preso a uma marca ou a um único fornecedor. Caso sua única opção de compras seja a Americanas, cujos preços variam de 30 a 40 e poucos reais, eis uma nova escolha. A Cacau Show apostou também nos brinquedos para atrair o público infantil, mas a verdade é que há ovos de preços variados e com ótima qualidade, inclusive para os adultos. Outro fator interessante é o peso dos ovinhos que podem chegar a 375 g e com o mesmo preço de um que pesa só 150 g. Abaixo, há alguns exemplos do que poderão adquirir, porém no site há muitas outras opções.Este post não é uma propaganda com fins lucrativos para a loja ou para mim, mas uma alternativa para os leitores do Apogeu. Espero que a dica tenha ajudado a melhorar a Páscoa de alguém.Até breve...

Ovo Bellas 160g

Ideal para as meninas que adoram o mundo encantado das fadas. Feito em chocolate ao leite, vem acompanhado de uma linda bolsa com desenhos e um kit de canetinhas para colorir do jeito que quiser. É só soltar a imaginação!

Ovo Pequeno Principe 160g

Perfeito para quem adora uma aventura, o Ovo Pequeno Príncipe é feito de chocolate ao leite e vem com uma linda raposa de pelúcia. Presente para criança? Claro. Presente para adulto? Também! É muito simples: “só se vê bem com o coração. O essencial é invisível aos olhos”.

Copo Mini Ovinhos Capricho 200g

Para as garotas modernas e descoladas, um lindo Copo Capricho com glitter e cheio de miniovinhos de chocolate ao leite com recheio cremoso sabor milk-shake de morango.

Ovo Chocobichos 160g

Os animais da Mata Atlântica chegam com toda a sua fofura. O Ovo Chocobichos é feito de chocolate ao leite e vem acompanhado de uma pelúcia que vira travesseiro, perfeita para brincar bastante e depois descansar. São três modelos para colecionar: onça-pintada, ouriço-cacheiro e jacaré-do-papo-amarelo.

Ovo Dreams Tradicional 400g

A linha de ovos de Páscoa mais famosa da Cacau Show continua irresistível com sua casca recheada. Feito em chocolate ao leite e delicioso recheio de trufa tradicional, cada mordida é uma experiência surpreendente.

terça-feira, 19 de junho de 2012

Mesmo mortos, autores tem suas obras continuadas. Via Isto É.


Fonte: Isto É. Por Marcos Diego Nogueira
Seus criadores já estão mortos. Mas o detetive Sherlock Holmes, o agente secreto 007 e o solitário Pequeno Príncipe continuam vivos – e com direito a aventuras inéditas que os seus autores nem sequer haviam imaginado. As fundações que cuidam do espólio dos ­escritores Arthur Conan Doyle, Ian Fleming e Antoine de Saint-Exupéry, inventores de tais personagens, ­perceberam o filão lucrativo e liberaram autores contemporâneos para escreverem o próximo capítulo de suas sagas. Sherlock Holmes foi revivido em dois lançamentos: “Parasita Vermelho” (Intrínseca), de Andrew Lane, e “A Casa de Seda” (Zahar), de Anthony Horowitz. Ambos os autores foram selecionados pelo Conan Doyle Estate Ltd. “É uma espécie de selo de aprovação. Demorei cerca de três segundos para dizer sim”, diz Horowitz.

Com uma proposta um pouco diferente, as novas aventuras do Pequeno Príncipe são baseadas nos desenhos animados que ele estrela. Já foram publicados mais de 20 títulos, como “O Pássaro de Fogo” e “O Planeta do Tempo”, todos adaptados por Katherine Quenot e Fabrice Colin. “Fazem jus ao livro original, sempre presente entre os 20 mais vendidos em algumas listas”, diz Tainã Bispo, editora da LeYa, responsável pelo lançamento no Brasil. A mina de ouro teve início com a apropriação do “estilo” do agente James Bond. Ou, melhor, de seu criador, Ian Fleming. Morto em 1964, ele tem uma longa lista de autores que já “dublaram” seu jeito de escrever. Depois de Sebastian Faulks e Jeffrey Deaver, William Boyd é o escalado pelo espólio de Fleming e promete uma aventura nos moldes de “Cassino Royale”, escrito em 1956. 
Franz says: esta notícia não é novidade, mas sempre surpreende. Tempos atrás recebemos a notícia de que Eoin Colfer seria o autor responsável pela continuidade das histórias de "O Guia do Mochileiro das Galáxias", um clássico dentro da cultura Nerd (com muitas qualidades, diga-se de passagem). Como não conheço todos os títulos que dão prosseguimento às obras já consagradas, opinarei apenas sobre a que conheço: o Pequeno Príncipe. 
Os livros que contam as histórias de um Pequeno Príncipe não tão pequeno são baseadas no desenho animado que é transmitido atualmente através da Discovery Kids. Os livros e o desenho animado são altamente recomendados, não só pelo respeito com a obra de Antoine de Saint-Exupery como pelo apuro na produção.

segunda-feira, 28 de maio de 2012

Os livros mais vendidos (última semana de maio), segundo a revista Veja


Os livros mais vendidos

/ 30 de maio de 2012
FICÇÃO NÃO FICÇÃO AUTOAJUDA E ESOTERISMO
 1
O Filho de Netuno
Rick Riordan [1 | 3] INTRÍNSECA
 1
Guia Politicamente Incorreto da Filosofia
Luiz Felipe Pondé [1 | 5] LEYA BRASIL
 1
Agapinho - Ágape para Crianças
Padre Marcelo Rossi [1 | 7] GLOBO
 2
A Escolha
Nicholas Sparks [10 | 2] NOVO CONCEITO
 2
Para Sempre
Kim e Krickitt Carpenter [2 | 10] NOVO CONCEITO
 2
Ágape
Padre Marcelo Rossi [2 | 89] GLOBO
 3
Um Homem de Sorte
Nicholas Sparks [2 | 13#] NOVO CONCEITO
 3
Guia Politicamente Incorreto da História do Brasil
Leandro Narloch [6 | 120#] LEYA BRASIL
 3
Desperte O Milionário Que Há Em Você
Carlos Wizard Martins [6 | 3#] GENTE
 4
A Guerra dos Tronos
George R. R. Martin [4 | 53#] LEYA BRASIL
 4
Uma Breve História do Cristianismo
Geoffrey Blainey [3 | 4#] FUNDAMENTO
 4
Nietzsche para Estressados
Allan Percy [0 | 42#] SEXTANTE
 5
Jogos Vorazes
Suzanne Collins [3 | 11#] ROCCO
 5
30 Minutos e Pronto
Jamie Oliver [5 | 2] GLOBO
 5
É Tudo Tão Simples
Danuza Leão [3 | 25] AGIR
 6
O Festim dos Corvos
George R. R. Martin [7 | 16] LEYA BRASIL
 6
Mentes Ansiosas
Ana Beatriz Barbosa Silva [9 | 30] FONTANAR
 6
O Poder dos Quietos
Susan Cain [0 | 1] AGIR
 7
O Melhor de Mim
Nicholas Sparks [5 | 10] ARQUEIRO
 7
Steve Jobs
Walter Isaacson [8 | 29] COMPANHIA DAS LETRAS
 7
O X da Questão
Eike Batista [4 | 22] PRIMEIRA PESSOA
 8
Em Chamas
Suzanne Collins [6 | 9] ROCCO
 8
1808
Laurentino Gomes [7 | 204#] PLANETA
 8
A Parisiense
Ines de la Fressange [8 | 17#] INTRÍNSECA
 9
A Tormenta de Espadas
George R. R. Martin [0 | 25#] LEYA BRASIL
 9
A Carne e o Sangue
Mary Del Priore [4 | 5] ROCCO
 9
Nunca Desista de Seus Sonhos
Augusto Cury [0 | 227#] SEXTANTE
 10
A Esperança
Suzanne Collins [9 | 11#] ROCCO
 10
O Livro da Filosofia
Vários [0 | 14#] GLOBO
 10
O Monge e o Executivo
James Hunter [0 | 370#] SEXTANTE
 11
Presentes da Vida
Emily Giffin | NOVO CONCEITO
 11
Anderson Spider Silva
Anderson Silva | PRIMEIRA PESSOA
 11
O que Realmente Importa?
Anderson Cavalcante | GENTE
 12
A Fúria dos Reis
George R. R. Martin | LEYA BRASIL
 12
Diário da Corte
Paulo Francis | TRÊS ESTRELAS
 12
Os Segredos da Mente Milionária
T. Harv Eker | SEXTANTE
 13
O Resgate do Tigre
Colleen Houck | ARQUEIRO
 13
Guia Politicamente Incorreto da América Latina
Leandro Narloch e Duda Teixeira | LEYA BRASIL
 13
Os Segredos dos Casais Inteligentes
Gustavo Cerbasi | SEXTANTE
 14
A Última Música
Nicholas Sparks | NOVO CONCEITO
 14
Feliz por Nada
Martha Medeiros | L&PM
 14
Oscar Wilde para Inquietos
Allan Percy | SEXTANTE
 15
Diário de uma Paixão
Nicholas Sparks | NOVO CONCEITO
 15
Pulmão de Aço
Eliana Zagui | BELALETRA
 15
Por que os Homens Amam as Mulheres Poderosas?
Sherry Argov | SEXTANTE
 16
Assassin's Creed - Irmandade
Oliver Bowden | GALERA RECORD
 16
Cozinha Rápida de Ana Maria Braga
Ana Maria Braga | AGIR
 16
A Vida Sabe o que Faz
Zibia Gasparetto | VIDA & CONSCIÊNCIA
 17
Querido John
Nicholas Sparks | NOVO CONCEITO
 17
Mentes Perigosas
Ana Beatriz Barbosa Silva | FONTANAR
 17
A Arte da Guerra
Sun Tzu | VÁRIAS EDITORAS
 18
O Pequeno Príncipe
Antoine de Saint-Exupéry | AGIR
 18
O Livro de Ouro da Mitologia
Thomas Bulfinch | EDIOURO
 18
Mulheres Inteligentes, Relações Saudáveis
Augusto Cury | ACADEMIA DE INTELIGÊNCIA
 19
O Cemitério de Praga
Umberto Eco | RECORD
 19
Dicas Incríveis - Truques e Segredos para Facilitar Seu Dia a Dia
Sueli Rutkowski | MASTER BOOKS
 19
Qual É a Tua Obra?
Mario Sergio Cortella | VOZES
 20
A Morte da Luz
George R. R. Martin | LEYA BRASIL
 20
A Privataria Tucana
Amaury Ribeiro Jr. | GERAÇÃO EDITORIAL
 20
Ela Só Queria Casar
Marcelo Cezar | VIDA & CONSCIÊNCIA
[A|B#] – A] posição do livro na
semana anterior
B] há quantas semanas o livro
aparece na lista
#] semanas não consecutivas

Fontes: Balneário Camboriú: Livrarias Catarinense; Belém: Laselva; Belo Horizonte: Laselva, Leitura; Betim: Leitura; Blumenau: Livrarias Catarinense; Brasília: Cultura, Fnac, Laselva, Leitura, Nobel, Saraiva; Campinas: Cultura, Fnac, Laselva, Leitura; Campo Grande: Leitura; Caxias do Sul: Saraiva; Curitiba: Fnac, Laselva, Livrarias Curitiba, Saraiva; Florianópolis: Laselva, Livrarias Catarinense, Saraiva; Fortaleza: Cultura, Laselva, Saraiva; Foz do Iguaçu: Laselva; Goiânia: Leitura, Saraiva; Governador Valadares: Leitura; Ipatinga: Leitura; João Pessoa: Leitura, Saraiva; Joinville: Livrarias Curitiba; Juiz de Fora: Leitura; Jundiaí: Leitura; Londrina: Livrarias Porto; Maceió: Laselva; Mogi das Cruzes: Saraiva; Navegantes: Laselva; Petrópolis: Nobel; Piracicaba: Nobel; Porto Alegre: Cultura, Fnac, Livrarias Porto, Saraiva; Recife: Cultura, Laselva, Saraiva; Ribeirão Preto: Paraler, Saraiva; Rio de Janeiro: Argumento, Fnac, Laselva, Saraiva, Travessa; Salvador: Saraiva; Santa Bárbara d’Oeste: Nobel; Santo André: Saraiva; Santos: Saraiva; São Paulo: Cultura, Fnac, Laselva, Livrarias Curitiba, Livraria da Vila, Martins Fontes, Nobel, Saraiva; Sorocaba: Saraiva; Vila Velha: Saraiva; Vitória: Laselva, Leitura; internet: Cultura, Fnac, Laselva, Leitura, Nobel, Saraiva, Submarino

sexta-feira, 11 de maio de 2012

Rascunho de 'O Pequeno Príncipe' será leiloado em Paris


Fonte: UOL
Um rascunho da obra-prima do escritor francês Antoine de Saint-Exupery, "O pequeno príncipe", será leiloado em Paris no próximo dia 16 de maio. "Se os originais do escritor e aviador são raríssimos de encontrar, os de 'O Pequeno Príncipe' são ainda mais", informa a casa de leilões Artcurial que estima que a venda deste tesouro de 1941 seja entre 40 mil e 50 mil euros.
O rascunho faz parte de um lote de cerca de trinta documentos e manuscritos que também incluem seis capítulos de "Piloto de guerra", uma das obras mais emblemáticas de Antoine de Saint-Exupery, cuja oferta pode alcançar os 300 mil euros.
O rascunho de "O Pequeno Príncipe" e sua caligrafia apressada e quase ilegível, também inclui um texto inédito e variantes dos capítulos XVII e XIX do famoso romance. O leilão também inclui "Escalas da Patagônia", um manuscrito autografado, com 24 páginas, de 1932 e considerado um dos rascunhos mais bonitos do autor.

sábado, 4 de fevereiro de 2012

Documentário sobre Saint-Exupéry e sua passagem pelo Brasil


Poucos sabem, mas o aviador francês Antoine de Saint-Exupéry, mundialmente conhecido por ser o autor de O pequeno príncipe, já passou pelo Brasil. Pilotando aviões da empresa de correios Aéropostale, o escritor fez alguns pousos na cidade de Florianópolis, capital de Santa Catarina, entre 1928 e 1930.
Essa história quase perdida está sendo recuperada pelo documentário De Saint-Exupéry a Zeperri, dirigido por Branca Regina Rosa. A primeira exibição ocorreu no dia 26 de março de 2011 na cidade de Toulouse, na França, mas o filme estará em cartaz a partir do dia 12 de maio de 2011 no Paradigma Cine Arte, em Florianópolis.
A ação faz parte de um projeto mais amplo, criado e coordenado pela pesquisadora Mônica Cristina Corrêa, que procura recuperar essa passagem da aviação comercial francesa pelo sul do país no início do século XX. Uma das atividades previstas no projeto é restaurar o antigo galpão desses pilotos, apelidado de "popote" e transformá-lo em um centro cultural com exposições, salas de palestra e cinema. Por ora, a equipe desenvolveu o site www.zeperri.org, no qual o internauta encontra uma biografia do "poeta da aviação", imagens de época e uma agenda com os principais eventos.

Nota: pelo site Zeperri.org, é possível acessar muito mais da programação e ter notícias renovadas sobre este excelente projeto, além de conhecer muito mais da vida e morte de Saint-Exupéry. Imperdivel...
Outras informações, leiam A morte do pequeno príncipe.

Fonte: Revista História Viva


quinta-feira, 19 de janeiro de 2012

Para reduzir pena, presos leem livros como "O Pequeno Príncipe"



Os presos mais perigosos do país terão à disposição, ainda no primeiro semestre, títulos como “O Pequeno Príncipe”, clássico de Saint Exupery, e “1001 Filmes para Ver Antes de Morrer”, de Steven Jay Schneider.
Poderão escolher, ainda, a trilogia “Crepúsculo”, de Stephenie Meyer, e “De Malas Prontas”, de Danuza Leão.
Um programa do Ministério da Justiça vai distribuir 816 livros para as quatro penitenciárias federais do país.
O projeto, orçado em R$ 34.170, permitirá que detentos como Fernandinho Beira-Mar, condenado a 120 anos, reduzam sua pena. Por enquanto, duas concedem benefícios de redução da pena aos detentos-leitores: Catanduvas (PR) e Campo Grande (MS).
No Paraná, o juiz concede até quatro dias para quem, em até 12 dias, ler um livro e apresentar uma resenha.
Uma comissão avalia a resenha e, se considerá-la de boa qualidade, concede ao detento mais um dia de redução.
Os livros “Crime e Castigo”, de Dostoiévski, e “Incidente em Antares”, de Erico Veríssimo, foram obras trabalhadas na unidade, que tem 60 presos participando do projeto.
Em Campo Grande, são três dias de redução para cada 20 dias que o detento utilize para ler um livro e preparar uma resenha. A avaliação é feita por um juiz federal.
Segundo agentes penitenciários, Beira-Mar, que já passou pelas duas penitenciárias, é um “consumidor voraz” de livros. Já leu “O Caçador de Pipas”, de Khaled Housseini, além de “Arte da Guerra”, de Sun Tzu, e “Código da Vinci”, de Dan Brown.
Quando chegou a Mossoró (RN), logo se inscreveu em um projeto da penitenciária com a Universidade do Estado do Rio Grande do Norte, chamado de “Filosofarte”. Diminuía um dia de sua pena a cada três de leitura.
O programa foi suspenso em dezembro, mas poderá ser retomado após convênio com a Justiça federal.

E vocês o que pensam sobre este assunto? Traficantes e assassinos devem ter este lazer? Comentem...


segunda-feira, 26 de dezembro de 2011

A simplicidade da vida...


Para meditar:


"Por não saber que era impossível, foi lá e fez."
(Antoine de Saint-Éxupery - O pequeno príncipe)

"As quatro coisas que não voltam para trás: a pedra atirada, a palavra dita, 
a ocasião perdida e o tempo passado."
(Autor desconhecido)

"O tempo não pára! Só a saudade é que faz as coisas pararem no tempo."
(Mário Quintana)

"Quem mata o tempo não é assassino, mas sim um suicida."
(Millôr Fernandes)


terça-feira, 13 de dezembro de 2011

Quando ler se tornou um vício?


Autor: Franz Lima
Houve uma época na minha vida em que tudo o que eu desejava era me tornar um desenhista. Mas o tempo passa e muita coisa muda.
Então, movido por novas influências, decidi que iria me tornar médico. Estudar em tempo integral, aprender a salvar vidas, ser alguém que acrescenta ao mundo. Faltavam dois detalhes: tempo e dinheiro. E, sem incentivos, acabei por desistir. 
É duro chegar aos vinte e poucos anos sem uma definição daquilo que irá lhe trazer dinheiro e, de preferência, satisfação também. Sem o desenho e a medicina, meu leque de opções ainda era enorme, porém nada que me agradasse. O que fazer?
Foi em dia comum (tão comum que não me lembro qual) que apresentei a um amigo um texto que escrevi. Poucas linhas e conteúdo provocador. Ele examinou com paciência e, após um breve instante de silêncio, perguntou se havia mais a ler. Claro que havia, mas como mostrar algo ainda manuscrito e inacabado? Menti e disse que apenas idéias vagavam em minha mente. Nada transposto ao papel.
Meu amigo releu aquelas poucas linhas e me aconselhou a continuar. Disse, ainda, que para melhorar minha imaginação e minha escrita, nada melhor do que ler muito. E foi o que fiz...
Hoje leio quase que constantemente. Compro livros, mesmo que não com a frequência que gostaria. Mas compro!
Leio para aprender, leio para poder ensinar, leio para sair - brevemente - desta realidade cruel. Tenho orgulho de minha biblioteca pessoal. Tenho arquivos inúmeros em "pdf" aguardando a grana para comprar um tablet, onde eles serão carinhosamente armazenados. Leio blogs, escrevo neles e exponho minha opinião. Não sou um referencial, mas procuro ter base no que escrevo para evitar decepções. A todos que escrevem: suas palavras não ficam jogadas ao vento e alguém, ainda que longinquamente, irá captá-las.
Tenho amigos dos meios literários, escritores, críticos e, principalmente, apaixonados pela palavra impressa. 
Este, sem dúvidas, sou eu. 
Agora, fica uma pergunta. De tudo que eu disse acima, há algo errado? Sim, a pergunta é viável e eu explico. Há ocasiões em que - movido pelo tédio de uma conversa "sem sal" - vou para meu canto e abro meu livro. Ali é um refúgio para a mesmice, para evitar a fofoca e as críticas infundadas. Nele, tenho paz.
Por que as pessoas me olham como uma aberração? Por que meu comportamento choca tanto? Hoje, é mais fácil alguém se incomodar com uma pessoa que lê quatro, cinco ou seis livros por mês do que com um assassinato. Até no trabalho o fumante tem direito aos seus dez "minutinhos" para aliviar o stresse e eu, não fumante, mas leitor assíduo, não recebo dois minutos de direito a uma leitura breve. 
Puxar um maço de cigarros é algo imperceptível nos dias atuais. Tente o mesmo com um livro de mais de mil páginas: você será visto como um serial killer, louco ou alguém prestes a surtar. Alguns tem medo de uma pessoa portadora de livro.
Chegaram, recentemente, ao ápice de me questionar sobre esse "vício". Minha mente demorou longos três segundos para entender qual era o meu vício. Ler na era da Informação é algo prejudicial? Certamente que não. Estou mantendo meu cérebro ativo, desenvolvo meu raciocínio e faço o que o ser humano está predestinado a fazer desde o nascimento: aprendo. Mas aprender incomoda, aprendi ao longo dos anos.
Caso isso seja realmente algo que vicia, creia que já estou à beira de uma overdose que não irá me matar, apenas me transformará em alguém melhor. Compartilhe este vício com alguém...
Ah! Lembra-se quando eu disse acima que eu queria ser médico para ser alguém que acrescenta algo ao mundo? Pois bem, eu sou isso e muito mais quando desperto em uma pessoa, uma única pessoa, o desejo pelo conhecimento e a leitura.






terça-feira, 25 de outubro de 2011

A morte do Pequeno Príncipe



Textos longos são difíceis de ler pela internet. Alguns não apresentam conteúdo, outros até apresentam algo, mas não estão elaborados com a atenção que o leitor merece. Pensando nisso, estou postando este artigo publicado aproximadamente em 1974 *. O texto é um relato claro e muito bem escrito sobre o autor de O Pequeno Príncipe, Antoine de Saint-Exupéry, e suas aventuras e obstáculos até a morte em plena Segunda Guerra Mundial. 
Leiam, pois temos muita coisa espalhada por aí, porém poucos trabalhos mostram respeito pela vida de Saint-Exupéry e também por você, leitor e fã. Garanto que, ao final da leitura, irão ter uma visão melhor de Antoine, além de compreender um pouco mais de suas obras e sua vida. 
Não tenha medo de se aventurar. Eu não tive.
Digitei tudo com muita paciência e atenção. Não exclui uma única sílaba ou alterei o que quer que fosse. Vocês lerão o material da época, como foi escrito. Espero que gostem.
Boa leitura!
Franz Lima.

Saint-Exupéry era um homem angustiado, que vivia procurando se entender com outros seres humanos. Muitas vezes incompreendido pessoalmente, ele teve, entretanto, seu trabalho sempre entendido e admirado. Autor de livros famosos e premiados como O Pequeno Príncipe, Correio Sul, Vôo Noturno, Terra dos Homens, Piloto de Guerra e outros, Saint-Ex era, acima de tudo, um piloto. Tinha verdadeira obsessão por voar. Tanto que, uma vez, proibido de voar, não conseguiu mais escrever.  E quase morreu de tédio e de fome, em Paris. Mesmo odiando a guerra, quis participar dela em vôos de reconhecimento. “Eu lutarei contra qualquer um que pretenda subtrair a um indivíduo, ou a um grupo de indivíduos, a liberdade do homem” – escreveu então. E lutou até a morte. Morreu voando, como gostava de viver.

Um dia de outono de 1926. O jovem Antoine de Saint-Exupéry se apresenta no aeródromo de Montaudran, perto de Toulouse, ao diretor de exploração das linhas Latécoère que, com meios precários e tenacidade furiosa, abre no céu as primeiras rotas da aviação comercial.
Esse diretor é Didier Daurat, chefe temível e temido, que impõe a todos implacável disciplina.
Saint-Exupéry diz:
- Senhor, eu gostaria de voar.
Daurat responde:
- O senhor fará como todos os outros, seguirá fila.
Seguir a fila, em Montaudran, significava vestir o macacão azul de mecânico, trabalhar no hangar, desmontar motores, limpar cilindros, escovar velas e mergulhar as mãos em óleo queimado.
Saint-Exupéry, menos preparado que qualquer outro para essa rude existência, aceita tudo. Muito mais como uma espécie de alegria interior. Em todo caso, ele se tornou, como escreveria em Terra dos Homens, o “companheiro” que se misturava à equipe anônima, para todos apenas Saint-Ex.
“A grandeza de uma profissão – acrescentaria ele – talvez esteja antes de mais nada no fato de unir os homens.” Se esta profissão for dura, perigosa, forjará ligações mais estreitas, mais sólidas. Saint-Exupéry levava o correio voando sobre a Espanha onde enfrentava terríveis tempestades, depois sobre o deserto, no meio do calor tórrido ou no meio do vento de areia. Isto depois de ser sacramentado “piloto de linha”, título que mais ambicionava. Ele compartilhava – a partir de então – a vida destes pioneiros do céu, voando fosse qual fosse o tempo, em aviões frágeis, sujeitos a panes súbitas e freqüentes.
Correio do Sul foi escrito em pleno deserto
Um dia Saint-Exupéry foi enviado a Cap Juby, um posto perdido em pleno deserto africano. E viveu lá, num barracão, em companhia de três mecânicos, um macaco e um camaleão “mergulhado em reflexões intermináveis”. Sentado sobre sua cama de campo,  entre um vôo e outro, ou à noite enquanto os mecânicos dormiam ele escrevia um romance: Correio do Sul, seu primeiro livro. Pode-se dizer, com certeza, que Saint-Exupéry encontrou seu caminho graças ao avião e ao deserto.
Depois de ter passado dois anos em Juby, ele foi nomeado diretor do Correio Aéreo Argentino, filial na América do Sul da Société Française, e se estabeleceu em Buenos Aires.
Alguns capítulos de Terra dos Homens – um de seus mais famosos romances – têm datas do tempo em que o escritor e piloto estava na América do Sul. São o fruto das longas meditações sobre os homens dos quais se afastou, sobre os companheiros que ele reencontra em cada escala, e sobre a profissão. Profissão de piloto ou jardineiro, “porque além da ferramenta e através dela, é a velha natureza que reencontramos, a do jardineiro, do navegador, do poeta”. Será sobrevoando a terra dos homens que nascerão e se formarão os temas que o escritor desenvolverá nos seus depois tão elogiados livros.
Na América do Sul, Saint-Exupéry voa especialmente de noite. Vôo Noturno nasce ali.
Saint-Exupéry mistura a meditação à ação e desdobra seus temas numa linguagem rara, inscrevendo-os sobre uma pano de fundo, ao mesmo tempo rude e maravilhoso. O ano em que foi editado Vôo Noturno, 1931, foi crucial para o piloto. Trouxe glória ao escritor e fixou, para o homem, a era dos anos dolorosos que somente terminaria com a sua vida.
A Aero Postale – ou Companhia do Correio Aéreo – passava por sérias dificuldades financeiras agravadas por sórdidas rivalidades políticas. Beppo de Massimi, diretor-geral, foi colocado na situação de se demitir. Didier Daurat, a quem o sucesso assim como sua dureza tinha legado inimizades irredutíveis, foi mandado embora.
Após o sucesso de Vôo Noturno, Saint-Exupéry pediu uma licença para se dedicar inteiramente à literatura. Era o que tinha decidido. Mas ele logo se convenceria de que uma atividade era irremediavelmente ligada à outra, que o escritor não podia abrir mão do aviador.
Somente escrever não lhe satisfazia. O avião era o instrumento ideal, já que lhe permitia carregar o correio, através do qual os homens separados por grandes distâncias, estreitavam “laços”.

AS DÍVIDAS SE ACUMULAVAM...

Os substanciosos direitos autorais que tinham sido trazidos pelo sucesso de Vôo Noturno se derreteram entre os dedos de Saint-Exupéry. Nada mais restava ao antigo diretor da Aero Postale Argentina, tanto mais que ele estava sendo ajudado agora nas prodigalidades e esbanjamento por Consuelo, sua jovem mulher, que ele conhecera em Buenos Aires e que era ao mesmo tempo bonita, inteligente, extravagante e tirânica. Privado de seu avião, Saint-Exupéry não escrevia mais. Entretanto a inatividade está lhe pesando. Ele pediu sua reintegração na Air France, que, após a liquidação da Aero Postale, absorvera esta empresa. A Air France recusa-se a reassumir o piloto Saint-Exupéry, porém aceita destiná-lo ao serviço de propaganda. Ele fica neste emprego o tempo necessário para fazer uma viagem à Indochina e uma série de conferências nas grandes cidades do mediterrâneo.
Saint-Exupéry vive em Paris, com um ser desamparado. Perdeu o interesse por tudo e tem apenas 35 anos.
De 1931, quando foi editado Vôo Noturno, até 1939, quando surge Terra dos Homens, ele não escreve mais nada. Entretanto, é preciso viver e o escritor não sabe limitar-se. As dívidas vão se acumulando, acontecendo até de ter cortados telefone, gás e eletricidade, por falta de pagamento.
Sim, é necessário viver, mas isso deve ser uma espécie de plenitude: ganhar a vida, voar, escrever. É o período das grandes expedições aéreas. A aviação avançou consideravelmente nos últimos anos.
Alguns pilotos, em sua maioria solitários, tentam em longos percursos bater recordes de velocidade. Um francês, André Japy, numa corrida rumo a Tóquio tinha estabelecido a ligação Paris-Saigon em 87 horas. Um prêmio de 150 mil francos (aproximadamente 400 mil cruzeiros de hoje), estava sendo oferecido a quem batesse esse recorde. Saint-Exupéry pensa que com um Simoun, avião rápido, com hélice a passo variável, seria possível melhorar sensivelmente essa performance. A expedição foi preparada em condições deploráveis, e acabou na noite de 29 de dezembro de 1935, no deserto da Líbia.
Em janeiro de 1938, ele tenta estabelecer a ligação por ar entre Nova York e a Terra do Fogo.
A 15 de fevereiro, em companhia de uma piloto chamado Prévot, Saint-Exupéry decola de Nova York. Eles não iriam muito longe. No dia seguinte, a expedição termina lamentavelmente na Guatemala.
Os dois aviadores não morrem por milagre. Saint-Exupéry fica gravemente ferido. Depois disso, torna-se jornalista. Esta atividade não lhe convém, por contrariar sua imperiosa necessidade de independência. Mas através de reportagens a respeito de acontecimentos onde o lado humano desempenha o papel principal, o escritor restabelece ligação com grandes temas que lhe são caros. Em seus artigos reencontram-se a mesma riqueza de descrição, a mesma emoção comunicativa de seus livros. O desfile de 1º de Maio de 1935 em Moscou, de um povo inteiro rumo à praça Vermelha onde Stalin espera, inspira-lhe uma página calorosa, publicada no Paris Soir. Suas reportagens sobre a guerra da Espanha, para o Intransigeant (agosto de 1936) e para o Paris Soir (junho de 1937) são ainda mais comoventes. Afinal é isso mesmo que representa seu pensamento. Ele é contra qualquer ditadura, qualquer autocracia, sejam elas de onde forem.
Mas que ninguém se engane, ele não adere à linhas políticas. Certos homens “viviam de sentimentos e no plano dos sentimentos – escreve ele – eu nada tinha a objetivar nem aos comunistas, nem a Mermoz (nesta época Mermoz militava no movimento Cruz de Fogo), nem a ninguém no mundo que aceitasse dar sua própria pele, e julgasse ser preferível a  todas as coisas o pão dividido entre companheiros”.
Em maio de 1939, às vésperas de uma guerra que iria durar seis anos e cobriria de sangue o mundo inteiro, a Academia Francesa de Letras laureia Terra dos Homens que tinha sido publicado três meses antes. Quando Saint-Exupéry fez a última revisão em Terra dos Homens, estava voltando da Alemanha. Ele tinha visto, ao lado de uma França despreocupada e dividida - onde se cultivava a lenda de uma Alemanha em decadência, povoada por escravos subalimentados -, uma Alemanha dinâmica, fanatizada por uma propaganda perigosa. Voltou de lá inquieto e sem ilusões a respeito do futuro. Saint-Exupéry, que odiava a guerra, queria, no entanto, participar dela. E, apesar de um relatório médico que o declara "não apto para missões de guerra", ele usou suas mais influentes relações para ser convocado para uma esquadrilha de combate. Consegue, afinal. E, num dia de outono de 1939, ele chega a Orconte, em Champagne, França, no grupo 2/33 de reconhecimento, isto é, no setor mais perigoso da aviação militar. 
A vida na esquadrilha significa para Saint-Exupéry - além do ato de voar e todos os seus riscos - o reencontro com os companheiros. Encontramos um Saint-Exupéry muitas vezes alegre e cantando na hora do rancho. E também, em certos momentos, solitário e meditativo.
Ele, tão afastado de qualquer religião (sempre porém envolvido por um certo misticismo), participaria da guerra, "por amor e por religiosidade interior". Mas infelizmente compreenderia bem cedo a inutilidade do sacrifício que se exigia de seus camaradas e dele mesmo. Em 10 de maio de 1940, Hitler lança a ofensiva. E, nem por terra, nem nos céus, a França tinha como se defender. Nada, para evitar uma derrota, da qual Saint-Exupéry conhecia as causas. Ele sofria por causa da desordem, da impotência, das mortes inúteis. Mas todos os dias, junto com seus companheiros, continuava arriscando a vida, mesmo sabendo que tudo aquilo era insensato e vão. Depois da derrota francesa, os vôos são suspensos e o sofrimento toma conta dele mais uma vez. Saint-Exupéry resolve então ir aos Estados Unidos, onde tem relações, alguns amigos, um editor. E, após dois meses passados em Agay, na casa de sua irmã Gabriele ele abandona a família, sua velha mãe - que mais teria necessidade dele, neste trágico momento - e parte para os Estados Unidos. Lá fica profundamente decepcionado com a opinião que os norte-americanos têm da França.

INCOMPREENDIDO PELOS FRANCESES

A derrota francesa, tão rapidamente consumada, deixou-os estupefatos. Eles não têm a menor indulgência com os franceses em geral. "Com que direito eles fazem isso?" - pergunta Saint-Exupéry em nome de todos aqueles que lutaram. E deseja loucamente mostrar aos norte-americanos o que foi a luta, o que foram as "missões sacrificadas". 
Saint-Exupéry escreve então Piloto de Guerra, que foi publicado nos Estados Unidos em fevereiro de 1942, sob o título de Flight to Arras. Este livro teria naquele país uma ressonância considerável. Influenciaria fortemente a opinião pública num país onde o sentimento público pesa sobre as decisões do Governo.
Entretanto, se Saint-Exupéry pode se orgulhar de ter marcado um ponto apreciável entre todos, ele seria, por outro lado, vítima dos ataques dissimulados dos seus compatriotas refugiados nos Estados Unidos. Eles esquecerão tudo o que há de grandeza em Piloto de Guerra.
Na verdade, isto se devia ao fato de Saint-Exupéry ter-se recusado a segui-los em seus desígnios políticos. Ele se recusou a aderir ao gaulismo que não tinha o mesmo sentido para os refugiados do que para aqueles que continuavam a lutar.
E isto jamais lhe seria perdoado.
O piloto então se tornou amargo, triste e facilmente irritável. Estava sofrendo agudamente. E, apesar dos amigos, se sentindo muito sozinho. Seu desconhecimento de inglês, que ele nunca quis aprender, impede-o de ter relações interessantes, interlocutores à altura. O exílio começa a pesar. Saint-Exupéry sabia que sua terra estava debaixo da opressão e da miséria; e a angústia daqueles que estão "fechados" na noite alemã o atormentava. Ele sente vergonha de ter partido.
Saint-Exupéry trabalha em sua casa - um pequeno apartamento no 21º andar - ou então num pequeno restaurante onde várias vezes ele passa parte da noite. Em menos de dois anos ele escreve: Piloto de Guerra, Carta a um Refém, O Pequeno Príncipe e várias páginas da Cidadela.
"Essencial é viver para o retorno" - escrevia Saint-Exupéry em sua Carta a um Refém. E pensava no dia em que os Estados Unidos colocariam seu poderio a serviço daqueles que estavam lutando contra o nazismo.
Mas, para ele, não poderia ser um simples retorno de viajante nem sequer o retorno ardorosamente desejado do exílio. Ele não poderia falhar com a grande missão que se tinha atribuído desde o desembarque norte-americano na África do Norte, em 6 de novembro de 1942: reengajar-se numa esquadrilha de combate. Saint-Exupéry encontraria, desta vez, dificuldades ainda mais árduas do que aquelas que ele teve de vencer em 1939. O avião de guerra confiado pelos Estados Unidos aos franceses é um P-38 Lightning, que atinge 700 km/h.
Os norte-americanos tinham estabelecido uma idade limite para o piloto de avião em 35 anos. Saint-Exupéry já tinha 43.
Mas, apesar de tudo, ele conseguiu. E, desde os primeiros vôos no Lightning, ficou maravilhado: "já pilotei uma máquina de corrida" - escreveu com o entusiasmo de um garoto possuidor de um brinquedo maravilhoso.
Ei-lo, a partir daí, novamente engajado na ação que libera, e que lhe daria, junto com o direito de ser, o direito de falar. Ele reencontrava, em sua plenitude, sua vocação maior. Ela pesava sobre ele como uma força e o obrigava a entregar-se completamente. Já conhecemos bem esta vocação. Depois de aparecer em Montaudran, ela não parou de se reafirmar no céu do correio, no deserto, nos céus de batalha. Ela provocava o gesto animal de matar, alimentava a linguage, alentava o poeta. Ela era devotada inteiramente ao serviço dos homens.
Saint-Exupéry alcança o território de La Marsa, perto de Tunis, donde alça vôo para sua primeira missão sobre a França invadida. Esta missão lhe permite sobrevoar a Provença, onde vive à sua espera sua velha mãe, e ele volta meio feliz, meio melancólico. Mas retomou efetivamente seu lugar de piloto de guerra.
Trouxe informações preciosas e, como escreveria mais tarde, reviu "a França ao mesmo tempo tão próxima e tão longínqua... como se estivéssemos dela separados há séculos."
De volta da sua segunda missão, fez uma má aterrissagem, e seu aparelho foi danificado. Este pequeno acidente serviu de pretexto aos norte-americanos para proibir Saint-Exupéry de pilotar o Lightning, para o qual tinha sido excepcionalmente autorizado. Esta decisão, e sobretudo suas conseqüências, foram para Saint-Exupéry um golpe terrível. Depois de ter tentado tudo em vão, para que ela fosse reconsiderada, ele deixou La Marsa e partiu para Argel. Lá, instalado junto ao dr. Pelissier, "num quarto idiota" e, segundo ele, levando uma "vida de cela sem religião", ele chegará pela primeira vez, sem dúvida, ao mais profundo desespero.
Já não voa. Considera-se separado para sempre dos companheiros que, no céu, vão participar da vitória que já se pronuncia. Quando, depois de oito meses desta vida deprimente, Saint-Exupéry, graças ao general Chassin, retomou seus vôos, suas missões de guerra, escreveu a um amigo: "enquanto estou passeando, na França eu continuo sendo caluniado..."
Na véspera de sua morte, numa carta endereçada a Pierre Dalloz, falando sobre a pane de um de seus motores a 10 mil metros sobre Annecy, ele ironizaria tristemente: "Enquanto eu estava navegando sobre os Alpes, à velocidade de tartaruga e à mercê de todos os caças alemães, brincava suavemente, pensando nos superpatriotas que proibiam meus livros na África do Norte. É cômico".
Na primavera de 1944, depois de muitas cartas e encontros, Saint-Exupéry foi novamente designado para o grupo 2/33, onde encontrou alguns sobreviventes dos mortíferos combates de 1940 e o Lightning com que retomou seus vôos sobre a França ocupada. Reencontrou também sua alegria. Na hora do "rancho", como nos velhos tempos, ele ria, bebia, cantava e parecia ser feliz. Porém essa alegria era apenas superficial.

A INDIFERENÇA DIANTE DA MORTE

Suas últimas cartas nos trazem pensamentos que os que estavam perto dele ignoravam. Ele escreveu a uma amiga, na véspera da sua morte: "Vou concluir rapidamente esta carta. Um companheiro está para decolar daqui a alguns momentos. É a única chance de te alcançar. A minha profissão é difícil. Em quatro ocasiões escapei por pouco. E isto me é vertiginosamente indiferente".
Solidão

O grupo 2/33 estava instalado na Córsega, no território de Borgo, ao sul de Bastia. O verão foi quente. O sol queimava os rochedos perto do mar. As agulhas secas, caídas dos pinheiros, estalam debaixo dos pés. A noite trazia com a sombra o frescor e a calma. Os aviões repousavam como se fossem grandes pássaros adormecidos. As cigarras se calavam. A brisa cantava docemente entre os pinheiros e os eucaliptos. Estávamos em 30 de julho de 1944. Saint-Exupéry, sozinho no seu quarto, preparava a missão para o dia seguinte. Será sua nona missão. Ele tinha, então, ultrapassado largamente os cinco vôos que lhe tinham sido permitidos pelo general Eaker. Ele andou mendingando outros e ninguém teve coragem de recusá-los.
- Tenho necessidade - diz Saint-Exupéry. Necessidade de voar, certamente, mas também necessidade de escapar de um mundo onde sofria demais. Arriscar no céu esta vida que parece não conter mais nada... Arrancar-se dos seus próprios despojos, abandoná-los para sempre, já que ele pensa com freqüência na morte e muitas vezes a deseja. Entretanto, os que velam por ele querem evitá-la a todo preço. Um regulamento formal exigia que todo piloto que estivesse a par dos segredos de desembarque não podia mais voar. Porque ele, se fosse feito prisioneiro e torturado poderia informar o inimigo sobre a iminência da operação. Foi, portanto, decidido que o comandante Saint-Exupéry seria posto a par, a 1º de agosto, do segredo do desembarque nas costas da Provença.
Na manhã de 31 de julho Saint-Exupéry decolou para sua última missão. Em torno estavam o mar, a costa, os cumes nevados dos Alpes. Sobre o lago de Annecy, minúsculo quando visto de 30 mil pés de altitude, Saint-Exupéry virou e começou a fotografar. A ordem determinava "missão a leste de Lion". Lion ficava lá embaixo, à direita. É a cidade natal de Saint-Exupéry, que ele deixou bem jovem. Mais perto, perto da massa sombria das florestas, estava invisível sua velha casa que encerra as lembranças de uma infância feliz.
Um olhar para essas coisas longínquas, um suspiro que enche o coração; a missão estava terminada.
O piloto pára a máquina fotográfica e toma o rumo de volta. Era necessário, mais vez abandonar o céu, lançar um último olhar para estas cidades, estas aldeias onde homens, mulheres e crianças esperavam sua libertação.
Novamente, na frente do piloto, aparecia o mar, cintilando sob o ardente sol do meio-dia. O horizonte vibrava impreciso, mergulhado na luz relampejante, enquanto que na vertical se destacava nitidamente a costa da Provença.
Ao pé daquelas rochas vermelhas enfeitadas pela ressaca, estava escondida Agay, onde Antoine vivera junto de sua irmã Gabrielle, horas calmas e deliciosas. Muitas páginas da Cidadela tinham sido escritas lá. Lá, também, Saint-Exupéry casara-se com Consuelo.
Nesta terra de Provença, que o avião já ia deixando atrás, uma velha mãe esperava seu filho. O canto dos motores que vêm, de tão alto, até ela, estaria levando uma mensagem?
Saint-Exupéry reduziu seus motores. O avião começou a descer. Em poucos instantes, ele pousaria na terra dos homens; do comandante, que o espera sempre com uma ponta  de inquietação, por causa de seu desespero para com os aviões de caça inimigos; dos companheiros, que temem por sua distração lendária que mais de uma vez quase lhe custara a vida.
Saint-Exupéry meditava e sonhava, como gostava de fazer; abandonava-se ao encantamento da descida. Mergulhado em suas meditações, deslumbrado pelo sol que brilha bem em frente, o piloto deixou de ver o caçador inimigo que bordeja, se coloca à sua frente e que não se revelará a não ser através do terrível rastro luminoso das balas? Quais seriam os pensamentos de Saint-Exupéry neste último minuto, em que a morte chega?
O autor de Terra dos Homens via, na morte, mais do que o fim da vida, uma conseqüência da vida. E escreveu: "o que dá um sentido à vida, dá um sentido à morte". Ele via, ao mesmo tempo, um prolongamento: "cada existência estala em torno de si como se fosse uma vagem seca e liberta seus grãos". Isto apareceu em Cidadela.
Mas em  Correio do Sul, ele escrevera, muitos anos antes: "O homem não se suprime quando morre: ele se confunde. Ele não se perde: reencontra-se. E a morte se torna troca suprema, último dom de uma vida cumprida a uma vida que continua".



* Esta matéria foi publicada originalmente na revista “Grandes Acontecimentos da História”, nº 22, da Editora Três, na década de 1970 e está transcrita na íntegra. A ortografia não foi adaptada às novas normas. A publicação foi registrada, na época, no Registro de Censura Federal sob o nº 405. P. 209/73 e é de autoria de Marcel Migeo.




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