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domingo, 24 de maio de 2015

O que acontecerá ao Rio de Janeiro após o término das Olimpíadas?


Olá, amigos leitores. Este texto é uma forma que encontrei para expressar os temores que me atormentam. Por ser morador do Rio de Janeiro, cidade-sede das Olimpíadas, outrora uma das mais violentas do mundo, passei a refletir sobre o que será desta cidade e do país após o término do "carnaval" que foi a Copa e será, brevemente, o advento das Olimpíadas.
Vamos, primeiramente, observar as melhorias voltadas para estes eventos esportivos e suas efetividades:

UPP

As Unidades de Polícia Pacificadora foram uma forma encontrada pelo governo para controlar uma guerra que faz parte da realidade do carioca há décadas.
Fruto de governantes despreparados, corruptos e que ganhavam com o tráfico e a violência, a segurança pública foi motivo de piadas no Rio. Jornais sensacionalistas exibiam corpos calcinados ou decapitados e policiais e bandidos crivados de tiros. Isso, não duvidem, vendia e continua vendendo muito. A violência era tanta que em muitas favelas os moradores comemoravam o assassinato de policiais, pois o apoio que eles recebiam era dado pelo tráfico, não pelo governo Estadual ou a Prefeitura.
Foram décadas de descaso com a segurança. Criou-se uma política de isolamento da violência, onde o policial evitava entrar na favela para não gerar conflito com o bandido. Sendo assim, o marginal ficava em seu gueto, negociava drogas e armas em paz e, em contrapartida, o índice de violência não subia, já que os confrontos ocorriam menos.
Este cenário, ainda que ridículo, ocorria em todo o país, mas principalmente no Rio de Janeiro. Policiais nunca tiveram apoio por parte do governo. Salários baixos, material sucateado, armamentos defasados... esta era a realidade de quem se expunha para combater o crime. Milhares de pais e mães fardados morreram diante de uma guerra que foi criada por políticos e empresários corruptos e malignos, cujos lucros eram incessantes. A violência e o temor foram ferramentas de domínio por muito tempo, seja no Rio de Janeiro ou em outros estados brasileiros.
Então, "miraculosamente", uma mente brilhante resolve adotar um sistema já existente em outro país. Criou-se as UPP. Estas Unidades são compostas por policiais (em algumas localidades também há militares das Forças Armadas) que ocupam áreas antes dominadas pelo tráfico. A criminalidade caiu muito nestas regiões agora dominadas pelas UPP, fato. Entretanto, observemos que estas ocupações ocorreram em regiões privilegiadas, seja por serem localidades onde o padrão de vida é mais alto, seja por serem bairros onde acontecerão os eventos olímpicos ou próximos deles.
Dúvida? Então vejamos os gráficos de ocupação das UPP e os bairros onde ocorrerão os eventos das Olimpíadas:


E eis as localidades escolhidas para sediar as competições dos Jogos Olímpicos (fonte Wikipedia):
InstalaçãoDesportosBairroRegião
Golfe Reserva MarapendiGolfeBarra da TijucaBarra
Arena Olímpica do Rio POGinástica artística, rítmica e trampolim
Centro Aquático Maria Lenk PONado sincronizado e saltos ornamentais
Centro Olímpico de Tênis POTênis
Estádio Olímpico de Desportos AquáticosPONatação e polo aquático
Hall Olímpico 1 POBasquetebol
Hall Olímpico 2 POJudô e lutas
Hall Olímpico 3 POEsgrima e taekwondo
Hall Olímpico 4 POHandebol
Velódromo Olímpico do Rio POCiclismo (pista)
Riocentro – Pavilhão 2HalterofilismoCamorim
Riocentro – Pavilhão 3Tênis de mesa
Riocentro – Pavilhão 4Badminton
Riocentro – Pavilhão 6Boxe
Arena de DeodoroBasquetebol e pentatlo moderno (esgrima)Vila MilitarDeodoro
Arena de Rugby e Pentatlo ModernoPentatlo moderno (hipismo e evento combinado) e rugby
Centro Aquático de Pentatlo ModernoPentatlo moderno (natação)
Centro Nacional de HipismoHipismo
Centro Nacional de Tiro EsportivoTiro esportivo
Centro Olímpico de HóqueiHóquei sobre a grama
Centro Olímpico de BMXCiclismo (BMX)
Estádio Olímpico de Canoagem SlalomCanoagem (slalom)
Parque Olímpico de Mountain BikeCiclismo (mountain bike)
Estádio Olímpico João HavelangeAtletismoEngenho de DentroMaracanã
SambódromoAtletismo (maratona) e tiro com arcoCidade Nova
Estádio do MaracanãFutebol (finais) e cerimônias de abertura e encerramentoMaracanã
Ginásio MaracanãzinhoVoleibol
Parque Aquático Júlio DelamarePolo aquático
Estádio de CopacabanaVoleibol de praiaCopacabanaCopacabana
Forte de CopacabanaNatação (maratona aquática) e triatlo
Lagoa Rodrigo de FreitasCanoagem (velocidade) e remoLagoa
Marina da GlóriaVelaGlória
Parque do FlamengoAtletismo (maratona e marcha atlética) e ciclismo (estrada)Flamengo

Compreendem o que isto quer dizer? Eles estão protegendo regiões onde houve os jogos da Copa e onde ocorrerão os Jogos Olímpicos. É preciso manter a segurança das comissões e dos representantes dos países que participarão das Olimpíadas. Porém, para que isso ocorra, é preciso minimizar a violência de forma radical, remover os criminosos de forma literal. Eis as UPP.
Em diversas favelas a ocupação ocorreu através de avisos antecipados sobre a invasão. Sim, a notícia de que o BOpE, Fuzileiros Navais, Polícia Civil e sabe-se lá quem mais iria tomar o "morro" chegou aos traficantes. Obviamente que morrer não é uma opção para ninguém e, sendo assim, ocorreu o Êxodo de marginais das regiões ocupadas para a Baixada, Região dos Lagos e demais áreas ainda não ocupadas.
A violência diminuiu onde há UPP? Claro. Porém pergunte a quem mora longe dessas regiões sobre a segurança e a violência. Em um gráfico X-Y, onde "X" é a segurança e "Y" a violência, vocês veriam um xis decadente e, em contrapartida, um ípsilon em ascensão ininterrupta. Houve uma migração de bandidos. Prisões foram mínimas, apreensões de armas e drogas idem.
As UPP são parte da solução do problema de segurança no Rio de Janeiro e podem ser aplicadas a outros estados onde a violência também ocorre. Contudo, o gerenciamento equivocado destas ocupações, o envio de tropas cujo preparo está sendo acelerado para ter quantitativo, não qualidade, trará consequências. O policial tem que lidar diariamente com pessoas que criaram uma mentalidade de medo diante da farda, algo que não irá mudar da noite para o dia. Acrescente a isso um salário baixo (acha muito, então diga-me quanto você cobraria para expor sua vida à possibilidade de morte), treinamento inadequado para lidar com o público e, ainda, a onda de violência contra policiais. Noticiários exibem diariamente a perda de um combatente diante do tráfico que insiste em não cair. Até um militar do Exército já foi abatido.
Enfim, o que ocorrerá com o Rio de Janeiro após o término das Olimpíadas? As UPP serão usadas como moeda de troca, com fins eleitoreiros? O Governo sabe que muitos policiais estão migrando para outras áreas com melhor remuneração, mais segurança e distante desta triste realidade? Quais os incentivos reais para que um policial continue fazendo parte do contingente de uma UPP?
Honestamente, eu vejo a violência avançar gradativamente, retomando seu espaço. Assim que a Tocha Olímpica for enviada para a nova cidade-sede, infelizmente, o caos pode retornar à cidade maravilhosa.

Transporte

A locomoção do carioca está cada vez mais complexa. Temos uma das mais bizarras vias de acesso a uma cidade que já vi no mundo, a Avenida Brasil. Caótica como o país que lhe deu o nome, a sinistra avenida é a principal via de acesso à rodoviária, Baixada, Niterói e Centro da cidade. Lá, registramos engarrafamentos diários que minam as forças do trabalhador. Some-se a isso um índice de violência gritante, pois as cercanias da mesma são tomadas por áreas de conflito ou são ermas.
Há inúmeros planejamentos de ampliação, melhorias e modernização. Há planos de tornar este acesso mais seguro, seja para o carioca ou para o turista. É algo imprescindível, óbvio, porém ainda não compreendo o porquê de isso só ocorrer agora, às vésperas de outro evento internacional. Por que não fizeram isso tudo antes, com tempo e menor constrangimento para o morador? Governos e mais governos passaram sem que nada ocorresse. Então, agora, tudo tem que ocorrer em tempo recorde. Não importa o desconforto, o sofrimento ou as quatro ou cinco horas que o cidadão levará para chegar em sua casa. Afinal, em um futuro próximo seremos detentores de monotrilhos, BRT, BRS e sabe-se lá quantas outras siglas virão. O que conta, efetivamente, é o sucesso dos Jogos Olímpicos.
Grades do BRT destruídas
A cidade está um caos com incontáveis engarrafamentos. Frotas de ônibus ainda contam com uma enorme quantidade de veículos sem ar-condicionado (tivemos um dos mais desgastantes verões que se teve notícia até o momento) e desconfortáveis, isso sem contar com as tarifas altas, não condizentes com a qualidade do serviço oferecida.
Mas o futuro é promissor. Tudo passará e a cidade será uma das mais belas e acessíveis do mundo, dotada de um sistema de transporte público ímpar... Será? Bem, os investimentos estão quase tão altos quanto o que foi roubado na Petrobras. Os transtornos a que o carioca se submete diariamente estão acima até de uma cidade do porte de São Paulo. Hoje, chegar ao lar se tornou um martírio. Eu espero que todo esse sofrimento seja justificado. Apoio tais reformas e sei de sua importância, porém ainda não entendi o motivo para que isso só ocorresse após o anúncio do Rio como a capital da Copa do Mundo e das Olimpíadas.
Definitivamente, a capital carioca tem muito a melhorar no transporte. Entretanto, as melhorias que estão acontecendo - principalmente as que durarão mais - são as das áreas mais necessárias aos turistas e às comitivas olímpicas. Assim como as UPP, o VLT e as ampliações de ruas, recapeamento, modernização e outras melhorias são mais visíveis em áreas privilegiadas como o Centro da cidade, Zona Sul, Barra da Tijuca...
Coincidência ou não, os lugares onde haverá disputa pelos jogos Olímpicos recebem prioridade, ao passo que a Baixada, região dos Lagos e outras áreas afastadas têm obras, não nego, porém a qualidade do que lá é feito está muito abaixo das regiões "olímpicas". Uma prova disso é o desgaste que algumas pistas dos BRT apresentam, isso sem falar na pouca fiscalização que já gerou algumas mortes por atropelamentos, algo que dificilmente ocorrerá em Copacabana ou um lugar similar.
Infelizmente, a política de privilegiar o privilegiado não mudou muito. O carioca que reside na baixada ou outras regiões onde o poder aquisitivo não é tão grande está à mercê do abandono. Pequenas obras surgem, mas nada efetivo é feito para melhorar, definitivamente, a condição de vida do cidadão que está "à margem". 
Mas não paremos o debate sobre transporte por aqui. O que falar de nossos aeroportos. Temos o Santos Dumont, estrategicamente situado no centro da cidade, acessível por várias vias e, em breve, também o será pelo VLT. Bom demais, certo? Errado. 
O aeroporto Santos Dumont ainda sofre com o descaso de seus administradores. Não há áreas que acomodem de forma condizente os passageiros dos já corriqueiros atrasos ou cancelamentos. E o que dizer do overbooking ainda praticado em épocas de alta temporada, sem que haja punições para as empresas que o praticam? Bagagens extraviadas ou despachadas erradamente. Descaso total das autoridades fiscalizadoras e dos governantes que nada fazem para reprimir o destrato com o passageiro.
Quanto ao aeroporto internacional do Galeão, acrescentarei aos problemas acima citados a péssima estrutura que passa por constantes reparos. Houve uma época em que viajar pelo Galeão era transitar por um verdadeiro canteiro de obras. A ausência de um planejamento para problemas comuns como escadas rolantes quebradas ou até as tomadas para os viajantes que necessitam de energia para celulares e tablets também perdura. Mas não é possível deixar de citar o abuso dos preços dos alimentos nos dois aeroportos. Um simples café pode custar quase dez reais, algo não condizente com a realidade da maioria dos brasileiros que voam com o "auxílio" das promoções ou através de parcelamentos das viagens. 
Goteiras no Galeão em 2014
Para reforçar minha tese de que as obras são para 'inglês ver', eis uma observação feita pela revista Exame em agosto de 2014 sobre o novo consórcio do Galeão: "O consórcio vai investir R$ 5 bilhões no Galeão nos 25 anos de concessão, dos quais R$ 2 bilhões até a Olimpíada, daqui a dois anos." Essa priorização dos investimentos é fruto direto da Olimpíada (40% da verba total), já que o aeroporto ficou às traças por longos anos. Entretanto, o que esperar de reformas feitas a "toque de caixa"? Fica a dúvida...
A situação está ruim por via terrestre e aérea, porém nem citei as barcas, uma das principais formas de se chegar a Niterói e outras áreas como Cocotá, na Ilha do Governador.
As barcas são antigas (algumas da década de 1970). Para as regiões menos privilegiadas como Cocotá, as embarcações apresentam áreas tomadas por ferrugem, baratas, desconforto e até usuários fumando maconha durante o trajeto. Como os turistas não usarão este meio de transporte, os investimentos para melhorar tendem a ser mínimos ou nulos. 
Ao buscar a fuga dos engarrafamentos rotineiros na hora do rush, os moradores de Niterói optam pelas barcas, cujos preços são elevados, viajam quase sempre lotadas, estão com atrasos constantes e também apresentam grande desgaste de material. 
Mas nem tudo é caos. Os trens estão bem melhores do que há poucos anos, embora estejam muito cheios na hora do rush e as quebras ocorram com mais frequência do que gostaríamos. Novas composições foram adquiridas, ainda que a maioria só será posta para operação a partir de 2016 (ano de qual evento esportivo?).


O que quero evidenciar ao final deste texto é o seguinte: a mudança da violência da Capital para a Baixada não é sinônimo de extinção da mesma. As UPP são uma melhoria desde que sejam verdadeiramente implementadas. Do jeito que as coisas estão, o futuro reserva péssimas notícias para nós, moradores do Rio de janeiro, pois o retorno do tráfico e da violência para as regiões "pacificadas" é uma realidade gritante. As mortes de policiais, os baixos salários dos mesmos e o despreparo (causado pela prontificação das tropas a toque de caixa) são fatores capazes de gerar o desconforto dos policiais, a corrupção e a desconfiança dos moradores. Todos querem morar em um lugar onde é possível sair sem ser baleado, porém o tráfico retorna "pelas beiradas" ao seu lugar de origem. Todos veem, poucos agem.
Os investimentos na melhoria dos transportes e do trânsito são bem vindos. O que não é aceitável é o sacrifício da população para receber turistas que ficarão dias aqui. Quando o furor dos jogos Olímpicos passar, quem ficará com as obras feitas às pressas cujo emprego de materiais de qualidade duvidosa será o cidadão comum, sujeito aos ônibus sem ar e aos engarrafamentos cada vez mais constantes. 
O Rio de Janeiro merece respeito por sua história. O cidadão carioca merece respeito pelos sacrifícios diários feitos em prol do turismo. Entretanto, nada justifica a falta de planejamento absurda, responsável pelo caos no trânsito. Horas são perdidas dentro de ônibus e automóveis para que o evento principal seja um sucesso. O carioca não quer o fracasso das Olimpíadas, quer apenas mais dignidade e respeito, principalmente por saber que tais melhorias poderiam ter sido feitas com muito mais planejamento, tempo e tranquilidade, o que minimizaria o desgaste do cidadão comum. 
Ainda que tardiamente, vou citar que as obras para criação dos piscinões na região da Praça da Bandeira estão indo bem. Ponto para os governantes. Só falta agora investir nas outras regiões onde os menos favorecidos estão sujeitos aos alagamentos, perdas de suas posses, destruição de suas casas e até correm risco de morte. Óbvio que investir em uma localidade que dá acesso à Avenida Brasil, Niterói, Centro da cidade e outras regiões importantes é prioridade "uno" para governo e prefeitura. Quando sobrar tempo e dinheiro, talvez isso seja colocado em pauta...
P.S.: alguém sabe me dizer se o Magneto já foi preso pelo roubo das vigas do elevado da Perimetral?






terça-feira, 18 de março de 2014

Olimpíada de Matemática para escolas públicas tem inscrição aberta até 21/03


Fonte: EBC
 
Estudantes de escolas públicas federais, estaduais e municipais têm prazo até sexta-feira (21) para se inscrever na 10ª Olimpíada Brasileira de Matemática das Escolas Públicas. Podem participar da competição alunos do  sexto ao nono ano do ensino fundamental e dos três anos do ensino médio, que devem ser inscritos pela escola, no site www.obmep.org.br.

A prova da primeira fase será feita na próxima escola, no dia 27 de maio, e terá 20 questões de múltipla escolha. Em cada escola, 5% dos alunos com melhor desempenho classificam-se para a segunda fase, na qual devem ser expostos os cálculos e o raciocínio usados em seis questões dissertativas.

Este ano, 6.500 estudantes vão receber medalhas e 46.200, menção honrosa. Os ganhadores de medalhas serão convidados a participar de programas de iniciação científica, mestrado em matemática e também de programas de treinamento para participação em competições internacionais. Professores, escolas e secretarias de Educação de municípios que se destacam também são premiados.

A Olimpíada Brasileira de Matemática das Escolas Públicas é organizada pelo Instituto de Matemática Pura e Aplicada, com apoio da Sociedade Brasileira de Matemática e dos ministérios da Educação e da Ciência, Tecnologia e Inovação. A primeira edição da competição foi em 2005 e teve participação de 10,5 milhões de alunos de 31 mil escolas. No ano passado, foram 19 milhões de estudantes, de 47 mil escolas de 99,3% dos municípios brasileiros. O objetivo da olimpíada é estimular o estudo da matemática e descobrir talentos na área.

sexta-feira, 20 de julho de 2012

Twitter pode abrir vagas de trabalho no Brasil.


O Twitter está com vagas para profissionais do Brasil, o que dá força a rumores de que a rede social planeja abrir um escritório no país. 
Na página de recrutamento do portal há ao menos três vagas abertas para atuação em São Paulo, para as áreas de vendas e marketing, com o objetivo de divulgar as ferramentas do Twitter entre agências de publicidade e empresas. Veja mais informações no site da companhia.
De acordo com o jornal britânico "Financial Times" o Twitter planeja abrir um escritório em Brasil ainda neste ano para aproveitar as oportunidades geradas pela Olimpíada no Rio e pela Copa do Mundo. 
Fonte: Folha de SP.

Franz says: esta é uma notícia que evidencia a importância dos próximos eventos esportivos no país, além de também destacar a influência do Brasil junto às grandes empresas e investidores. Uma ótima oportunidade para os que estarão capacitados a trabalhar nesta grande empresa.

segunda-feira, 9 de abril de 2012

Mercadante quer Olimpíada Internacional do Conhecimento no Brasil


Amanda Cieglinski
Repórter da Agência Brasil

Brasília - O Ministério da Educação (MEC) quer organizar para 2013 uma Olimpíada do Conhecimento. O intuito do ministro Aloizio Mercadante é “fortalecer o movimento”, caracterizado, nos últimos anos, pela multiplicação das competições escolares pelo país que testam o conhecimento dos alunos em diversas áreas: português, matemática, biologia, geografia, química, história e até astronomia. A ideia do governo agora é unificar as duas competições organizadas pela pasta – a Olimpíada Brasileira de Matemática das Escolas Públicas (OBMEP) e a Olimpíada da Língua Portuguesa – adicionando conteúdos de ciência.
O projeto de Mercadante é, a partir da experiência da Olimpíada do Conhecimento, organizar, no Brasil, uma competição internacional para estudantes de diferentes países. A ideia é que a primeira edição do projeto ocorra em 2016, paralela às Olimpíadas do Rio de Janeiro.
“O melhor da herança olímpica que nós podemos deixar para as futuras gerações é exatamente esse espírito olímpico ligado ao conhecimento e ao esporte”, defendeu o ministro.
Na avaliação do MEC, as olimpíadas têm impacto positivo na aprendizagem. As inscrições para edição 2012 da OBMEP terminaram na última semana com um recorde de inscritos: 46 mil escolas e 19,2 milhões de alunos participantes.
De acordo com o ministro, como as competições têm metodologias diferentes, será necessário organizar um grupo de trabalho para unificar os eventos, inclusive os calendários. Para a olimpíada de ciências, o MEC deverá fechar uma parceria com a Sociedade Brasileira para o Progresso da Ciência (SBPC), além do Ministério da Ciência, Tecnologia e Inovação.

segunda-feira, 6 de fevereiro de 2012

As atividades esportivas mais antigas do mundo


A palavra esporte, vinda do inglês Sport e afirmando-se como tal em todas as línguas, remonta, por sua vez, ao francês antigo desport, ou seja, desporto, divertimento especialmente relacionado com a idéia do movimento. Hoje, o esporte abrange toda uma vasta gama de exercícios e competições, praticados individual ou coletivamente, com o objetivo de distração e de educação física (além, claro, das competições para indicar qual região, estado ou país dispõe dos melhores atletas).
Partindo-se desta definição, pode-se voltar no tempo para procurar as origens do esporte. E subitamente se percebe que o problema exato é precisar o momento em que determinadas atividades perdem a sua função apenas prática para assumir a esportiva. Por exemplo: a luta é tão antiga quanto a humanidade, mas passa a ser um esporte só quando perde o fim imediato e prático de violência. Nesse  sentido, acontece de se dizer que a atividade mais antiga que antecede o esporte – e que depois se transformaria em esporte – é a caça.
Pinturas espalhadas sobre as paredes das cavernas dos homens pré-históricos, representações pintadas e esculpidas em todas as mais antigas civilizações da História repetem a imagem do homem que, isolado ou em grupo, distende o arco para alvejar a presa. Não há dúvida de que, inicialmente, a caça constituía o meio essencial de sobrevivência. Mas os grandes relevos nos quais os reis assírios atacam os leões, ou as pinturas tumulares em que os antigos egípcios caçam animais ferozes e aves nos pântanos, dificilmente podem ser entendidos como simples reflexos da atividade necessária ao abastecimento de alimentos. No caso dos assírios, é evidente a prova de força e destreza que o soberano pretende dar, completamente independente de fins práticos; no caso dos egípcios, não é menos evidente o caráter de divertimento que, através da representação visual na tumba, pretende-se garantir para o defunto na outra vida.

Estátua de boxeador
Coisa semelhante pode-se dizer da luta. Uma roseta mesopotâmica do terceiro milênio antes de Cristo apresenta em relevo duas personagens que se enfrentam de punhos fechados, em posição de briga: trata-se, provavelmente, da constatação de pugilismo mais antiga que a História conhece. Igualmente claras são, no Egito, algumas cenas de lutas a dois que – pelo seu contexto nas figuras tumulares – podem ser classificadas como esportivas. Aliás, a antiqüíssima origem, no Extremo Oriente, do jiu-jitsu prova que, embora em função de adestramento para a defesa, a prática de uma forma de luta programada em suas componentes e não imediatamente voltada para fins práticos, surge espontânea nas mais diversas regiões do mundo.
Também a ginástica tem origens antiqüíssimas, se é verdade que já no terceiro milênio antes de Cristo os chineses praticavam largamente um método de educação física composto de vários exercícios cuidadosamente combinados, que tomou o nome de kung-fu. O objetivo dessa ginástica era prevenir doenças, preservando o corpo em perfeita saúde a fim de poder ser um fiel servo da alma. Como se vê, volta a intenção prática do exercício físico, mas em limites que autorizam sua introdução no conceito de esporte e, portanto, no do desenvolvimento da força e da agilidade do corpo.
Colocados estes e outros precedentes que se podem encontrar nas primeiras civilizações da História, não há dúvida de que aos gregos cabe a glória de haverem dado vida ao esporte.
O esporte grego encontra a sua completa e perfeita expressão nas Olimpíadas, que surgiram – como diz o nome – em Olímpia e aí foram realizadas pela primeira vez em 776 a.C.. Quem as promoveu foi o rei Ifinto, que entrou em acordo com os soberanos vizinhos para que os atletas pudessem vir de todas as partes participar das competições, e para que uma trégua esportiva interrompesse as guerras. Olímpia era a sede de um glorioso santuário dedicado a Zeus, e daí se tira uma primeira conclusão: a relação dos jogos com o culto; e uma segunda: a função política de pausa das contendas e confraternização (este último aspecto, em particular, permanece nos votos dos organizadores das Olimpíadas modernas).
As competições aconteciam a cada quatro anos, exatamente como as atuais. No começo, consistiam apenas na corrida a pé, mas depois se ampliaram progressivamente para outros esportes, na maior parte dos quais podemos perceber os antecedentes de esportes modernos: a luta, o pugilismo, a equitação. Antiqüíssimo, portanto, é o pentatlon, que designava o conjunto de cinco provas atléticas, mas não idênticas às do pentatlo moderno.
Pugilato
As regras revelavam uma rigidez maior. Por exemplo: o pugilato se fazia com luvas nas quais eram introduzidas bolinhas de chumbo e, ainda que a cabeça fosse protegida por um capacete de bronze, os golpes às vezes eram mortais. Outro esporte de particular violência era a luta livre: com exceção de mordidas e cegamento, tudo era lícito. Quanto ao levantamento de peso, leiamos a recordação na inscrição dedicada por um atleta, Hermodico de Lampsaco*, ao deus guardião Asclépio: “Como prova de teu mérito, Asclépio, dediquei-te esta pedra que eu mesmo levantei, facilmente visível por todos, prova de tua habilidade. Antes de me pôr nas tuas mãos e nas de teus servidores, eu sofria de uma doença feia, congestão pulmonar e prostração física. Mas tu, ó guardião, me fizeste erguer esta pedra, completamente curado”.
A “concentração olímpica” não é uma inovação do nosso tempo. Olímpia tinha alojamentos bem aparelhados, com quartos, banhos e estádios para os atletas. Aí se faziam curas e massagens, como preparativo para as competições, e efetuavam-se treinamentos em estrados, quadras e pistas construídas expressamente. Um particular curioso refere-se à dieta: como as calorias ainda não tivessem sido descobertas, os atletas eram alimentados fartamente, tanto que se fala de ceias com três quilos de carne por pessoa. Um excesso evidente, mas também um sinal da abundância das rações.
Uma diferença sensível entre os esportes antigos e modernos está no fato de que, na Grécia, as mulheres eram rigorosamente excluídas da competição, sob pena de morte. Era proibido a elas assistir aos jogos. No entanto, a História conta de uma mãe que, para acompanhar o filho, não hesitou em disfarçar-se de treinador. Entrou no campo e, quando o filho saiu vitorioso, correu-lhe ao encontro. Nesse momento, a roupa, erguendo-se na corrida, traiu-lhe o sexo. Os juízes se comoveram e perdoaram a mulher; mas, a partir dali, foi determinado que treinadores e atletas entrassem nus no estádio.
Casos de corrupção houve sempre. Sabemos disso, indireta mas seguramente, pelo fato de que, em Olímpia, além das estátuas dos deuses mais celebrados havia outras, dedicadas a Zeus, deus máximo da cidade, erigidas com as somas provenientes das multas impostas aos atletas que haviam tentado “comprar” os adversários. Os atletas não eram ricos porque seu prêmio limitava-se a uma coroa de ramos de oliveira (somente mais tarde se começou a dar uma trípode de metal precioso, que, no entanto, era invariavelmente doada ao templo de Zeus). Desse modo, a punição em dinheiro era mais eficaz do que as modernas desclassificações. Por outro lado – diga-se em louvor daqueles antigos atletas – somente quatro estátuas foram erigidas em quatro séculos com o dinheiro das multas. Sinal de que as transgressões não eram muito freqüentes.
Mais de mil anos duraram as antigas Olimpíadas e sua importância foi tal que por elas se contaram os anos da história grega. Com a decadência política, porém, a competição pouco a pouco deixou de ser a mesma. O profissionalismo entrou em jogo, a corrupção espalhou-se. A conquista romana aumentou a crise e reduziu as manifestações ao limite da farsa. Certa vez até o imperador Nero se inscreveu na corrida (de bigas) e, depois de cair no chão várias vezes e não atingir a meta final, coroou-se vencedor.
Como se percebe, os romanos não compreenderam plenamente o espírito grego dos jogos. Não que não valorizassem a força física, mas esta foi dirigida na sua maior parte aos espetáculos dos gladiadores, que fizeram uma regra da crueldade ocasional dos jogos gregos. A vasta documentação literária nos permite reconstruir os exercícios físicos dos cidadãos romanos, melhor dizendo, dos mais ricos entre eles, naqueles antecedentes dos atuais círculos esportivos que foram as termas. Sêneca, que morava em cima de um desses locais, deixou-nos uma descrição completíssima. Mas ele menciona, em particular, o jogo de bola. Galenos, médico de Marco Antonio, descreve como acontecia e que funções tinha para a saúde este jogo: “Quando os jogadores tomarem posição, uns em frente dos outros, todos se esforçam para impedir a um homem que está no meio que intercepte a bola. Este é o exercício mais vigoroso que existe, combinando muitas rotações do pescoço e muitos movimentos análogos aos da luta. A cabeça e o pescoço, as costelas, o tórax e o abdome são fortificados pelos giros rápidos, pela necessidade de olhar para cima e para manter o equilíbrio, e por outros movimentos bruscos. Assim, os rins e as pernas, que são a base do equilíbrio, são postos em atividade para avançar rapidamente ou saltar de lado”.
Peças para um gladiador
Em Roma, a natação assumiu particular desenvolvimento. E aqui, os aficionados ficarão surpresos de saber que já existia o crawl, do qual temos a primeira descrição num poema de Estácio, a Tebaida, a propósito do protagonista Leandro, que atravessara Helesponto. Também o nado de costas era conhecido.
De qualquer modo, o esporte mais típico da antiga Roma foram os espetáculos de gladiadores. É verdade que, no circo, também se realizavam outros espetáculos, por exemplo, as corridas de bigas. Mas, o que despertava maior interesse, a verdadeira paixão dos espectadores eram as lutas de gladiadores – entre si ou contra animais ferozes – nas quais se desencadeava uma autêntica volúpia de sangue.
Chegamos assim ao problema da “febre”, aquela paixão esportiva especial, que induz a torcer por um atleta ou grupo, de preferência a outros ou contra outros. Essa “febre” também tem origens antigas, assim como a sua degeneração, que determina a perda do verdadeiro senso esportivo e dos seus valores.
Tudo isso já era percebido na Roma antiga, como se observa numa carta de Plínio: “Houve jogos circenses, um gênero de espetáculo que realmente não me interessa. Não há nada de novo, nada de variado, nada que não baste haver visto uma única vez. O que me surpreende, de fato, é ver milhares de pessoas desejando infantilmente degustar cada momento dos cavalos que correm ou dos homens sentados nos carros. Ainda teriam algum motivo se se empolgassem com a velocidade dos carros ou com a bravura dos aurigas. No entanto, tomam o partido de uma divisa, amam uma divisa e, se em plena corrida ou no meio da luta, a cor de um se transformasse na do outro, até a “febre” e o favor mudariam de campo, e, num instante, aqueles famosos aurigas e cavalos, que o público reconhece de longe e cujos nomes aclama, seriam abandonados”.
Texto de Sabatino Moscati. Publicado originalmente na revista Grandes Acontecimentos da História – nº 23, da Editora Três.




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