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quarta-feira, 5 de agosto de 2015

Melhor ensino médio público está no Nordeste, avalia Inep. Via EBC


Fonte: EBC

O Instituto de Pesquisas e Estudos Educacionais Anísio Teixeira (Inep) divulgou hoje (5) as notas preliminares do Exame Nacional do Ensino Médio (Enem) de 2014 por escola. Segundo o Inep, se consideradas as instituições de grande porte (com mais de 90 alunos), onde mais de 80% dos alunos cursaram todo o ensino médio (alto índice de permanência) e têm estudantes de nível socioeconômico baixo ou muito baixo, as dez mais bem colocadas escolas públicas do ensino médio estão no Nordeste.

A Escola Estadual de Educação Profissional Padre João Bosco de Lima, de Mauriti, no Ceará, está no topo do ranking. Segundo o Inep, são escolas de grande porte – com mais de 90 alunos – que tem indicador de permanência alto, onde mais de 80% dos alunos cursaram todo o ensino médio, e têm alunos de nível socioeconômico baixo ou muito baixo.

Segundo o ministro da Educação, Renato Janine, o Inep está propondo pela primeira vez rankings alternativos à listagem pelas maiores notas. “A primeira da lista não é necessariamente melhor, porque existem fatores externos que podem determinar isso. E do ponto de vista da prestação de serviço, se você quer mostrar às famílias qual a melhor escola para o seu filho, às vezes a primeira da lista pode ser muito pequena, e não ter vaga, ou ter uma política restrita de aceitação de alunos. Então, não é uma informação de serviço muito boa. Queremos aproximar o resultado do mundo real e ver a contribuição efetiva das escolas”, disse.

Janine explicou que o Ministério da Educação está valorizando três fatores nesse ranking. O primeiro é o porte das escolas. “Elas têm geralmente uma nota menor porque lidam com uma complexidade de alunos, que é o mundo real. A escola grande prepara melhor o aluno para o mundo real, mesmo que ela pontue abaixo. Não podemos ignorar que uma escola pequena facilita o trabalho do professor, mas também forma um aluno menos apto a lidar com a complexidade crescente do mundo atual”, disse o ministro.
O Inep divide as escolas de um a 30 alunos, de 31 a 60 alunos, de 61 a 90 alunos e com mais de 90 alunos.

O segundo fator determinante é o de permanência do aluno na instituição. Segundo Janine, há escolas que excluem alunos que não apresentam bom rendimento e absorvem os bons alunos por processos de seleção para o 3º ano. “Você excluir um aluno que está tendo notas ruins aumenta a nota da escola, mas também não é verdadeiro. Não está dando um desenho real de como a escola formou seus alunos, porque ela subtraiu informação”, explicou.

O instituto divide as escolas pelo fator de permanência, entre aquelas que têm menos de 20% dos alunos que fizeram todo o ensino médio na instituição, e as que têm de 20% a 40%, de 40% a 60%, de 60% a 80% e de 80% ou mais.

O fator determinante para o ministro é o nível socioeconômico. “Uma escola com alunos mais pobres, ou mesmo miseráveis, vai ter uma nota inferior. Mas essa escola pode estar fazendo um trabalho educativo mais importante. Ela pode talvez melhorar esses alunos mais do que aquela que  já recebeu o aluno com muita formação e com nível socieconômico alto, apenas dando um pequeno avanço nele”, explicou. O sistema de divulgação do Enem por escola está disponível no site do Inep.

Veja abaixo o ranking das dez melhores escolas públicas dentro dos critérios do Inep (grande porte, indicador de permanência de mais de 80% e que atendem alunos de nível baixo ou muito baixo:

Escola Estadual de Educação Profissional Padre João Bosco de Lima, do Ceará
Escola de Ensino Fundamental e Médio Dep. Cesário Barreto Lima, do Ceará
Escola de Referência em Ensino Médio Coronel João Francisco, de Pernambuco
Escola de Referência em Ensino Médio João Pessoa Souto Maior, de Pernambuco
Escola de Referência em Ensino Médio Barão de Exu, de Pernambuco
Escola de Referência em Ensino Médio Padre Antônio Barbosa Júnior, de Pernambuco
Colégio Estadual Pedro Calmon, da Bahia
Colégio Estadual Dr. Milton Dortas, de Sergipe
Escola de Referência em Ensino Médio Senador Nilo Coelho, de Pernambuco
Escola de Referência em Ensino Médio Manoel Guilherme da Silva, de Pernambuco

terça-feira, 5 de novembro de 2013

Restrições legais e alto custo impedem o progresso do mercado de biografias. Via Divirta-se.



Fonte: Divirta-se. Comentários: Franz Lima.

Daqui a duas semanas, Fortaleza recebe o primeiro Festival de Biografias do Brasil, que já estava programado bem antes de esquentar todo o debate envolvendo artistas, jornalistas, juristas, editores e biógrafos. A polêmica provavelmente fará parte da pauta, junto a outras questões como a reflexão sobre como se faz, por que se faz, como escolher um personagem e por que a procura pelas biografias. Certamente, se o assunto vem provocando tantas controvérsias, é porque existe interesse e um grande mercado por trás. Mas será que biografia é mesmo vendável e rentável como tem sido propagado?


Segundo a última pesquisa Produção e Vendas do Setor Editorial Brasileiro, da Fundação Instituto de Pesquisas Econômicas da Universidade de São Paulo (Fipe/USP), realizada anualmente por encomenda do Sindicato Nacional dos Editores de Livros (Snel) e da Câmara Brasileira do Livro (CBL), em 2012, o setor editorial brasileiro faturou R$ 4,9 bilhões e vendeu 434,9 milhões de livros. No ano anterior, o faturamento foi menor, R$ 4,8 bilhões, porém, mais obras foram comercializadas, 469,4 milhões.

Dentro deste contexto, no segmento das biografias foram produzidos 6,5 milhões de livros em 2011, e 4,1 milhões, em 2012, representando participação de 1,3% no mercado editorial. Uma redução significativa. No entanto, segundo pesquisa da GFK Brasil, uma das maiores empresas de pesquisa de mercado no mundo, o gênero ocupa atualmente a quinta posição em vendas no país e apresentou crescimento de 14% entre janeiro e setembro de 2013, comparando com o mesmo período do ano passado. Mas, sem dúvida, esses números poderiam melhorar ainda mais, como atestam os especialistas.


“As restrições impostas pela legislação e por parte de alguns herdeiros, além dos custos muito elevados, desencorajaram as editoras a seguir adiante com o mesmo ímpeto da década de 1990, quando começaram a pipocar os livros de biógrafos como Ruy Castro e Fernando Morais. Acredito que o auge mesmo ainda não chegou. Há uma carência de biografias muito evidente no mercado brasileiro. A população tem sido prejudicada em sua busca por conhecimento”, lamenta Bernardo Ajzenberg, diretor-executivo da Cosac Naify, editora que tem no catálogo as biografias de Clarice Lispector, Jayme Ovalle, Matisse e Cícero Dias.

Bernardo também lembra que o custo de produção de uma biografia é muito elevado (pesquisas, viagens, digitalização de arquivos, direitos para uso de imagens, entre outros gastos) e que só perde para os livros de arte. “A rentabilidade vem com muita lentidão e é relativamente baixa”, assegura.

Insegurança
Presidente do Sindicato Nacional dos Editores de Livros (Snel), Sônia Jardim é outra que acredita que a insegurança jurídica que ronda o mercado possa intimidar as editoras e os próprios autores a publicar e a escrever biografias. “É um trabalho que exige muitos anos de pesquisa e investimentos. Os escritores e os autores ficam amedrontados. Você não sabe o que vai acontecer. Gasta-se com o lançamento, com a feitura do livro e, de repente, se tiver algum problema, os custos para a retirada do mercado ainda são maiores. Fora que ainda é preciso contratar advogado”, explica.


Sônia revela o surgimento de um novo profissional no setor, o consultor jurídico, que avalia previamente se o livro terá ou não complicações com biografados, herdeiros ou representantes legais. Ela diz que, às vezes, se torna preferível publicar biografias estrangeiras, porque certamente provocam menos chateações.

“Quem sai prejudicada é a história do Brasil e isso também afeta na formação de futuros leitores. Não tenho estudos para comprovar, mas ouso dizer até que a maior parte das biografias que se encontram em nossas livrarias são de autores estrangeiros, porque é mais fácil e mais prático. Ainda não tivemos um boom de vendas neste gênero e toda essa polêmica pode até atrapalhar”, analisa Sônia Jardim.

Franz says: compreendo que há biografias realmente abusivas, onde as deturpações sobre a vida da pessoa em pauta são desrespeitosas e visam apenas o lucro. Mas estranho o modo como certos indivíduos que lutaram pelo reconhecimento e até uma certa dose de celebridade podem se mostrar contrários ao desejo de seus fãs em melhor conhecê-los. Acaso eles fomentaram o anonimato? Não, eles clamaram por reconhecimento, imploraram por fama e sucesso e, infelizmente, o preço de tais coisas pode ser muito caro. Aliás, ser uma pessoa pública cobra infinitamente um preço muito alto: o da privacidade. Não há privacidade que resista ao termo 'pessoa pública'. 
Já li várias biografias (inclusive leio neste momento a de Stephen King) e colhi muitas lições positivas de cada uma delas. Algumas foram não-autorizadas, o que não diminuiu o mérito do biógrafo que, logicamente, lucrou.
Biografias são necessárias por serem fontes de preservação da memória. Lucra o biógrafo, o leitor e a pessoa pública que foi biografada. 
A posição da Associação Procure Saber é válida, desde que não se enquadre em censura. O direito à criação de uma biografia deve, preferencialmente, passar por uma avaliação da pessoa pública em questão, porém sempre ficará uma dúvida sobre o que será escondido ou não pelo biografado. 
Enfim, a recomendação é que sejam lidas as biografias feitas por pessoas sérias e descomprometidas com o estrelismo, já que muitos desses autores querem brilhar mais do que aqueles sobre os quais escrevem.
P.S.: outro fator a ser considerado é a preservação da família, quando o biografado já é falecido. Um mínimo de respeito à privacidade dos familiares deve ser mantido...


domingo, 10 de março de 2013

Resenha de Wolverine: Saudade.


Por: Franz Lima.
O que esperar de um herói que tem um instinto assassino, garras e um esqueleto indestrutível? No mínimo uma história com muita violência e, pensando nisso, a dupla Jean David Morvan (roteiro) e Philippe Buchet (desenhos) criou uma das mais interessantes e impactantes aventuras do mutante Wolverine. Saudade é o título dado a essa breve história que se passa em Fortaleza, capital do Ceará - sim, Brasil - e em sua periferia. 
Logan está de férias na bela cidade de Fortaleza e, minutos após desembarcar, já se envolve em problemas. Mas há algo muito diferente na cidade que pega o baixinho desprevenido. Essa surpresa é o pano de fundo para uma trama onde violência, abandono de menores, grupos de extermínio, exploração da fé, morte e, claro, uma visão interessante da cidade cearense são mostrados com muita propriedade.
Entretanto, Saudade tem um ponto que a destaca das demais aventuras de Logan: a realidade é muito mais tangível. Mesmo dotado de fator de cura e garras indestrutíveis, até mesmo ele pode sofrer e morrer. Isso é abordado com muita inteligência e com uma linguagem mais adulta. Os combates que estamos acostumados a ver, sempre são 'maquiados' e não dão ao leitor a real dimensão do efeito de lâminas cortando carne. A dor é diminuída. Entretanto, nessa história isso não ocorre. A morte, a dor e a crueldade, assim como a covardia e o lado mais negro do ser humano, são mostrados em toda sua plenitude. Prepare-se para cenas fortes, dificilmente vistas em aventuras da Marvel.
Por se tratar de uma HQ européia, diferenças serão facilmente detectadas quando comparada a uma trama produzida pela editora nos EUA. Mas são boas diferenças que lançam o leitor em um mundo diferente que, mesmo com pequenos deslizes de ambientação e caracterização, cumprem com o esperado. 
Por fim, Saudade é uma aventura que fala sobre amizade de um jeito muito poético em certas partes. Ver o Wolverine em uma favela, dançando e se divertindo é algo até incomum que, nesta trama, foi empregado com propriedade. Desconsiderem, como já citei, algumas caracterizações de pessoas e lugares (por vezes lembrando bolivianos), pois isso não afeta o resultado final de uma aventura que serve como entretenimento, aguça a curiosidade por mais material similar e mostra que é possível ter uma história sobre heróis com qualidade ambientada em nosso território. Destaco, ainda, os mutantes nacionais que se mostraram tão interessantes quanto o próprio Logan, mas com uma dose a mais de realidade.

P.S.: o único ponto controverso da HQ é a visível incompreensão por parte dos autores quanto ao real significado da palavra 'saudade', mas que pode ser relevado.

Wolverine: Saudade
Arte: Phillippe Buchet
Roteiro: Jean David Morvan
Cores: Walter Pezzali
Páginas: 48
Editora Panini


terça-feira, 30 de outubro de 2012

Thalita Rebouças é presença confirmada na X Bienal Internacional do Livro do Ceará


Com onze anos de carreira e mais de 800 mil livros vendidos, Thalita Rebouças lança seu 12o título e se mantém no posto de escritora preferida dos adolescentes
Se no início da carreira, onze anos atrás, Thalita Rebouças distribuía pirulitos em livrarias para divulgar seu trabalho e anunciava seus livros em altos brados nas feiras literárias, hoje está chegando à marca de um milhão de livros vendidos e segue firme no posto de escritora preferida dos adolescentes. A jornalista de 36 anos, referência para o público jovem, com livros adotados em várias escolas do país, está lançando seu 12o título, “Era Uma Vez Minha Primeira Vez” (Rocco Jovens Leitores).

Na linguagem típica das adolescentes, e com o humor sempre presente em suas obras, a experiente autora no universo teen conta em seu novo livro como seis amigas inseparáveis Teresa, Clara, Tuca, Fernanda, Patty e Joana , todas entre 15 e 19 anos, enfrentam o antes, o durante e o depois de um dos momentos mais importantes na vida das mulheres. Mas não espere um manual com dicas sobre sexo, virgindade, gravidez e temas afins. O livro reflete as emoções, os sentimentos, medos e anseios das personagens em diversas situações com as quais as leitoras de Thalita certamente irão se identificar.
Em 2010, a escritora lançou seu sexto livro em Portugal, o “Tudo por uma Pop Star!”, pela Editorial Presença. Em menos de um ano, o primeiro título lançado em solo lusitano, o “Que Cena, Mãe”, (nome que “Fala Sério, Mãe!” ganhou na terrinha), chegou à segunda edição. “Que Cena, Professor!” e “Que Cena, Amor!” seguiram o mesmo caminho. Além dos livros, Thalita Rebouças ganhou espaço na TV, teve os direitos de seu livro “Uma Fada Veio me Visitar” comprados pela Globo Filmes e negocia a ida de mais dois títulos para as telonas: Tudo por um Namorado e Ela Disse, Ele Disse.
Fenômeno literário – Na última Bienal do Rio (onde bateu o ponto durante 11 dias, por cerca de cinco horas), ela foi a escritora mais vendida do estande da Rocco, desbancando fenômenos como Harry Potter. O sucesso de vendas e as multidões que arrasta para suas tardes de autógrafos dão a medida da admiração de Thalita entre os jovens leitores. “As tardes de autógrafos me permitem olhar meus leitores nos olhos, conversar com eles, abraçá-los. É melhor do que a melhor festa, por isso faço várias por ano”, diz Thalita, que irá lançar “Era Uma Vez Minha Primeira Vez” no Rio de Janeiro, em São Paulo, Cuiabá, Salvador, Alagoas, Recife e outras cidades do país.
Sobre a autora – Thalita começou a escrever aos dez anos, mas só foi descoberta 15 anos depois, ao escrever Traição entre Amigas. Em 2003 migrou de uma editora pequena para a Rocco, lançou “Tudo por um Pop Star” e tudo começou a acontecer. Logo depois, em 2004, veio Fala Sério, Mãe!, que a levou para a lista dos mais vendidos e fez deslanchar de vez sua carreira.
Através de seu site, www.thalita.com, e do Twitter onde conta com mais de 139 mil seguidores a autora, que anos atrás criou a campanha Ler é Bacana, mantém contato diário com adolescentes de todo o país, permanecendo, assim, sintonizada com o que pensam e sonham os jovens brasileiros.

Título: Era uma vez minha primeira vez 
Autora: Thalita Rebouças
Páginas: 172
Preço: R$ 27,50

Divulgação: Bienal do Livro no Ceará abre inscrições para visitas escolares.



Fonte: G1
As escolas particulares e da rede pública do Ceará já podem se inscrever para visitar a 10ª Bienal Internacional do Livro que ocorre entre os dias 8 e 18 de novembro, no Centro de Eventos, em Fortaleza. Segundo a organização do evento, as inscrições seguem até 5 de novembro.
A visitação escolar ocorre entre os dias 9 e 16 de novembro, sendo destinada a estudantes do ensino fundamental e médio, das escolas públicas e privadas do estado do Ceará, com idade mínima de seis anos.
Cada escola poderá inscrever, no programa de Visitação Escolar à Bienal Internacional do Livro, no mínimo 50 e no máximo 240 alunos. As escolas com 240 alunos inscritos terão que distribuí-los em duas turmas de 120, agendadas em dois dias de visitação, ou dois horários no mesmo dia, desde que não sejam horários subsequentes.
A entrada na Bienal é gratuita, mas só terão acesso os grupos de estudantes com agendamento prévio. Os responsáveis por cada grupo receberão "Kit-visitação Escolar", composto por crachás dos alunos, credencial do ônibus da escola e mapa de localização. Os alunos serão acompanhados por monitores da Secretaria da Cultura, que orientarão a visita pelos diversos setores da Bienal.
Ainda de acordo com a organização, a presença de, no mínimo, um professor ou acompanhante para cada grupo de 20 alunos é indispensável. O período máximo de permanência na bienal, para as escolas agendadas, será de duas horas.
Serviço
10ª Bienal Internacional do Livro do Ceará
Inscrições: até dia 5 de novembro
Local: Centro de Eventos do Ceará – Fortaleza (CE)
Entrada gratuita

Franz says: Uma ótima iniciativa que promoverá a busca dos alunos das escolas públicas pelos livros. Não há lugar mais apropriado que uma Bienal (ponto de encontro de Editoras, editores, autores e leitores) para iniciar, mesmo que tardiamente em alguns casos, a paixão pela leitura. Parabéns aos organizadores e idealizadores dessa ideia.

terça-feira, 26 de junho de 2012

Enterro de "Silvio Santos" pode gerar processo contra o Pânico na TV


Fonte: Folha de SP

O departamento jurídico do SBT está analisando as imagens do programa "Pânico na Band" do domingo (24), que mostrou o velório do personagem Silvio Santos, interpretado pelo humorista Wellington Muniz, o Ceará. 
Uma decisão judicial impede que o "Pânico" use a imagem do apresentador e dono do SBT em seu programa. A atração não usou o nome de Silvio Santos, mas o humorista ficou caracterizado dentro de um caixão.
Ceará foi obrigado por uma liminar na Justiça a parar de "constranger" Silvio Santos, em outras palavras, fazer sua imitação. O humorista o interpretava há quase 20 anos, dez deles na TV.
Segundo a mesma liminar, o "Pânico" deve manter distância de no mínimo cem metros do apresentador.
Sobre o assunto, a assessoria da emissora afirmou que a Band não irá se pronunciar.
Silvio ingressou com uma ação contra o programa no dia 28 de maio passado. Ele teria ficado aborrecido com abordagens recentes do grupo e com uma dublagem dele na qual foi inserida um palavrão.

Franz says: vejo um excesso nas atitudes de Silvio Santos. Ceará é, talvez, o melhor e mais conhecido imitador do apresentador e, junto com os integrantes do Pânico, sempre rendeu homenagens ao senhor SBT. Não concordo com a dublagem, mas creio que uma conversa já resolveria o problema. Quando algo similar aconteceu com a imitação de Jô Soares - no caso, o Jô Suado - o incômodo foi grande.
Apesar de serem figuras públicas, as imagens não podem ser denegridas. Porém, tanto no caso do Silvio quanto no do Jô, não houve, dentro do meu ponto de vista, algo tão grave a ponto de seus imitadores receberem proibições e desprezo por parte de quem os idolatravam.


quarta-feira, 20 de junho de 2012

Mostra sobre a Academia de Letras de Fortaleza.


De hoje até o próximo dia 30, o Shopping Benfica recebe a Mostra dos 10 Anos da Academia Fortalezense de Letras (AFL). O evento dispõe, para visitação pública e gratuita, de um pequeno acervo sobre a vida e obra dos acadêmicos, com fotos oficiais, mini-currículos e algumas das obras publicadas por eles. Uma ótima oportunidade de conhecer talentos das letras da Capital cearense.

A Academia foi criada por iniciativa de Matuzahila Sousa Santiago e José Luís Lira, em 12 de junho de 2002, para ser um centro de difusão e consolidação da cultura. O primeiro presidente da Academia foi o jornalista e ex-senador, Cid Saboya de Carvalho.

Artur Benevides, mais conhecido com o “Príncipe dos Poetas”, é considerado o presidente de honra da instituição que, atualmente, é presidida por Gisela Nunes da Costa.

A Academia Fortalezense de Letras, nessa década de existência, escreveu, pelas mãos de personagens ilustres da poesia, conto, crônica, enfim, articulistas e intelectuais fortalezenses, uma bela história de amor à literatura e às artes.

Mais informações:
Mostra dos 10 Anos  da Academia Fortalezense de Letras, em cartaz de hoje  até 30 de junho, no Shopping Benfica (Avenida Carapinima, 2200, Benfica).
Contato: (85) 3243.1000


sexta-feira, 4 de maio de 2012

Alex Oliver, escultor, e desenhista.


Fonte: Alex Oliver

Ele é um cearense com um talento inegável. Alex Oliver vem ganhando destaque no cenário nacional e internacional. 
Seu inicio como escultor foi simples, inspirado em Star Wars e também no talento de seus pais - artistas plásticos - Raimundo Mateus e Lais de Oliveira. 
Com referências tiradas de livros e outras publicações sobre cinema, Alex foi apurando seu talento e criatividade - mesmo diante da falta de material no país - até chegar à transição entre escultura tradicional e a digital. Essa nova técnica recebeu uma certa resistência da parte do artista porém, hoje, é a principal responsável pelo reconhecimento de Alex no mercado internacional. Na opinião dele, a escultura digital é mais uma ferramenta para expressar sua arte. 
Com tanto destaque, o escultor já produziu para a Discovery Channel e a National Geographic. Atualmente, ele trabalha para a Blizzard Entertaiment, em Los Angeles. 
Abaixo exponho algumas de suas obras para que tenham uma ideia do potencial criativo e artístico deste nordestino arretado.

Esculturas
 














































Desenhos




Esculturas Digitais



Comparação entre escultura tradicional e a digital


 

sexta-feira, 20 de abril de 2012

Fãs de quadrinhos produzem mangá inspirado em Padre Cícero, no Ceará


Fonte: G1 
Mangá apresenta traços no estilo shoujo, ou seja, estilo usado em mangás para meninas. (Foto: Katsu/Divulgação)

Mangá de 56 páginas foi criado por cinco jovens de Juazeiro do Norte. Lançamento ocorre no próximo dia 29, em evento gratuito.

Os fãs do quadrinhos e desenho japoneses, os otakus, estão em várias partes do mundo, inclusive nas cidades do Cariri, interior do Ceará. E a paixão dos fãs criou um mangá bem regional. No próximo dia 29, nove jovens que integram o grupo denominado Katsu (“Vencer” em japonês) lançam o primeiro mangá inspirado na trajetória do Padre Cícero Romão Batista, em Juazeiro do Norte.
Segundo o vice-presidente do grupo, Edson Gonçalves, o grupo existe há dois anos e promove atividades no Cariri voltadas para divulgação dos quadrinhos e desenhos japoneses. Há um ano e meio, pouco antes das festas de comemoração do centenário do Padre Cícero, o grupo decidiu produzir o mangá em homenagem ao padroeiro, aproveitando a oportunidade para reforçar o trabalho desenvolvido pelo Katsu.
“É complicado querer divulgar cultura japonesa em uma cidade de cultura totalmente regional como Juazeiro do Norte”, disse Gonçalves, explicando que o mangá foi a forma encontrada de dar visibilidade aos otakus do Cariri. A produção intitulada “Joaseiro” levou aproximadamente um ano para ficar pronta, segundo Gonçalves. “Visitamos museus, fizemos pesquisa histórica, buscamos conhecer os pontos turísticos que envolvem a trajetória do Padre Cícero”, afirma.
O resultado do ano de trabalho foram 56 páginas retratando o início da “missão” que, segundo os fieis, foi aceita por Padre Cícero quando ele ainda era jovem. “Nós falamos da chegada à Joazeiro [antigo nome da cidade] e dos problemas que ele [Padre Cícero] encontrou, como a da dependência com relação ao município do Crato. Este volume termina com a declaração de independência”, conta o vice-presidente do grupo.
Os criadores de “Joaseiro” afirmam ser influenciados por mangakas (desenhistas e roteiristas de mangás) especialistas no estilo shonen (mangás para meninos), como Takehiro Inoue autor de Vagabond; Akira Toriyama, autor da saga Dragon Ball; e Yoshihiro Togashi, autor de Yuyu Hakushô. Mas, escolheram o estilo shoujo (mangás para meninas) como traço oficial do quadrinho de Padre Cícero.
Cinco pessoas do grupo Katsu trabalharam diretamente na produção do quadrinho, outras quatro assumiram funções administrativa e de captação de recursos. “Agora que conseguimos apoio, a gente quer dar continuidade a história”. De acordo com Edson Gonçalves, a popularidade crescente e os preparativos para o lançamento do mangá Joazeiro, fez com que novas propostas surgissem para o grupo e, com elas a necessidade de agregar novos membros.
Uma delas é a transformação de alguns cordéis em mangás, estendendo a popularidade do estilo ao tradicionalismo do cordel cearense. Os responsáveis pela produção de “Joaseiro” estarão no evento de lançamento do mangá, o Sertão Otaku que ocorre nos dias 28 e 29 de abril no Sesc Juazeiro. O evento é gratuito.
Mangá intitulado "Joaseiro" será lançado dia 29 de abril. As 56 páginas retraram início da trajetória de Padre Cícero em Juazeiro do Norte (Foto: Katsu / Divulgação)

Conheça os autores do “Joaseiro”:
Allan Fefferson – desenho, tons e cores
Israel de Oliveira – desenho e storyboard e arte final
Jefferson de Lima – arte final
Hiroyto Sobreira – roteiro
Tony Paixão – tratamento digital
Edson Gonçalves – publicação
Luís Monteiro – coordenador do projeto
Leandro da Silva – tesoureiro
José Fábio Vieira – presidente




quarta-feira, 28 de março de 2012

Homem cessa o vício do cigarro e acumula 30 mil reais


Fonte: G1

Um comerciante de Fortaleza decidiu economizar o dinheiro que gastava comprando cigarros para financiar uma rotina  de  esportes  e  vida  saudável.  Nos  últimos  seis  anos,   Nilo  Veloso  disse ter juntado  quase R$ 30.000,00 depositando em um cofre a quantia equivalente a cada carteira de cigarro que deixou de comprar. Antes de largar o cigarro, ele afirma que gastava cerca de R$ 15,00 ao consumir três carteiras por dia.
O dinheiro usado para financiar o vício passou a ser guardado em um cofre, de onde saiu a verba para ajudar na compra de um carro, três notebooks, três câmeras digitais e viagens para Aracaju e Buenos Aires. O comerciante usou o dinheiro também para adquirir duas bicicletas e ter uma vida saudável.”Eu rejuvenesci. Tudo melhorou: a pele, o gosto da água, a qualidade de vida, a convivência”, afirma Veloso.
O personal trainer Rodrigo Veloso, filho do comerciante acompanhou a mudança na rotina pai e sente orgulho da evolução. “Agora, ele tem uma qualidade de vida bem melhor. Ele está fazendo uma atividade física e procurando se alimentar melhor. Isso só traz o melhor para ele e também para os amigos”, diz.
Veloso começou a fumar com 18 anos. Segundo o Ministério da Saúde, 78% da população fumante começa antes dos 20 e, de acordo com a Organização Mundial de Saúde, 10% das mortes são causadas pelo cigarro. “Fiquei muito orgulhosa quando ele começou a juntar as moedinhas. Ele deu um cofrinho para cada filho e também nos incentivou a ajudar”, explica Nilane Veloso, filha do comerciante.
Sete anos após mudar a rotina, Nilo emagreceu 22kg e diz que consegue percorrer mais de 40 quilômetros nas pedaladas que faz todo domingo com outros ciclistas. Ele continua juntando o dinheiro equivalente às carteiras de cigarro que comprava e pretende usá-lo para fazer outra viagem.

Com base no valor de uma único maço de cigarros a 4 reais - e esse é o consumo diário do fumante - eis suas despesas a longo prazo:
Despesa diária: R$ 4,00
Despesa semanal: R$ 28,00
Despesa mensal: R$ 120,00
Despesa anual: R$ 1.460,00
Agora considere que o fumante fume dois maços ao dia (40 cigarros) e teremos os seguintes resultados:
Despesa diária: R$ 8,00
Despesa semanal: R$ 56,00
Despesa mensal: R$ 240,00
Despesa anual: R$ 2.920,00
Então, que tal parar agora e economizar muito dinheiro, recuperar sua saúde, ficar mais disposto e feliz? Quantas pessoas não gostariam de dispor de 240 reais por mês para investir em livros, ir ao cinema, jogar um game novo ou, simplesmente, investir em algo mais produtivo e interessante que inserir mais de 4000 substâncias tóxicas no próprio organismo? Valorize seu dinheiro e sua vida.
 

 

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