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segunda-feira, 29 de maio de 2017

A Múmia. Sinopse, trailers e muito material do novo filme da Universal.


Tom Cruise estrela a nova e espetacular versão cinemática da lenda que tem fascinado culturas pelo mundo todo desde o início da civilização: A Múmia. 

Sinopse: Embora esteja sepultada em segurança em uma cripta abaixo do deserto, uma antiga princesa (Sofia Boutella, de Kingsman: O Serviço Secreto e Star Trek: Sem Fronteiras), cujo destino foi injustamente tirado dela, é despertada nos dias atuais, trazendo com ela sua malevolência e terrores que desafiam a compreensão humana. 
Das deslumbrantes areias do Oriente Médio até labirintos escondidos sob a Londres de hoje, A Múmia traz uma intensidade surpreendente e equilíbrio de maravilhas e emoções em um novo imaginário que introduz um novo mundo de deuses e monstros. 
Cruise se junta a um elenco com Annabelle Wallis (do futuro lançamento Rei Arthur e da série Peaky Blinders), Jake Johnson (Jurassic World) e Courtney B. Vance (da série American Crime Story: The People V. O.J. Simpson) e o vencedor do Oscar Russel Crowe (Gladiador). 
A equipe criativa dessa ação-aventura é liderada pelo diretor/produtor Alex Kurtzman e o produtor Chris Morgan, que têm sido fundamentais no crescimento de algumas das franquias de maior sucesso dos últimos anos – com Kurtzman escrevendo ou produzindo filmes das séries Transformers, Star Trek e Missão Impossível, e Morgan como o engenheiro de narrativa de Velozes e Furiosos, que teve um crescimento explosivo de seu terceiro capítulo em diante. Sean Daniel, produtor da trilogia A Múmia, se junta a Kurtzman e Morgan.
Imagens do filme:
















2001 - Uma Odisseia no Espaço terá sessão única remasterizada no Cinemark.


No dia 30 de maio, às 20h, quem comanda as telas da Rede Cinemark é o cineasta Stanley Kubrick com a obra de ficção científica “2001: Uma Odisseia no Espaço” (1968), em exibição na nova temporada de Clássicos Cinemark. Kubrick marcou época no final da década de 60 com esse longa, que fala da relação entre homem e tecnologia em um mundo ainda não globalizado pela internet.
Em 27 de junho, a temporada de Clássicos Cinemark traz o musical infantil “O Mágico de Oz” (1939), de Victor Fleming. Após as férias escolares, a programação especial retorna em agosto com um filme que marcou época por mês: “Curtindo a Vida Adoidado” (1986), “Duro de Matar” (1988), “Coração Valente” (1995), “Clube da Luta” (1999) e “Cantando na Chuva”(1952).
Os ingressos podem ser adquiridos no site da Rede (www.cinemark.com.br) ou na bilheteria dos cinemas participantes. Os valores variam de R$ 4 a R$ 16. Clientes Cinemark Mania têm 50% de desconto no preço da entrada.

Confira algumas curiosidades sobre o longa “2001 – Um Odisseia no Espaço”:
Trilha SonoraNo início do projeto, Kubrick pretendia trabalhar novamente com Alex North, responsável pela trilha sonora do filme “Spartacus” (1960), mas acabou optando por composições clássicas para a trilha de “2001: Uma Odisseia no Espaço”.
Literatura
O filme surgiu de uma parceria entre o diretor Stanley Kubrick e Arthur C. Clarke, autor do conto “A Sentinela” - que serviu de inspiração para montar o roteiro. Os dois trabalharam simultaneamente na produção, buscando maneiras de expressar a relação do homem com o universo.

Efeitos Especiais
O impactante visual do filme - ganhador do Oscar de Melhores Efeitos Visuais em 1969 – deve-se em boa parte à criatividade de Kubrick e sua equipe, já que na época não havia muitos recursos tecnológicos. Por exemplo, para as cenas na Lua, a equipe de Kubrick teve que importar e pintar toneladas de areia.

Silêncio
Grande parte do filme não tem diálogos. A primeira conversa surge após 26 minutos do começo do filme, enquanto no final há outros 23 minutos de cenas em silêncio. A ideia do diretor foi transmitir ao espectador a sensação de estar no espaço, sem a propagação de som.
Trajes inspiradosMesmo depois de 49 anos o longa faz sucesso. Fãs de “2001: Uma Odisseia no Espaço” já notaram semelhanças com os uniformes usados pela equipe do Dr. Dave Bowman com os trajes desenvolvidos para os astronautas da NASA.
Stanley KubrickUm dos principais diretores de cinema do século XX, Stanley Kubrick dirigiu 13 longas em seus 70 anos de vida. Entre suas principais obras destacam-se também “Laranja Mecânica” (1971) e “O Iluminado” (1980). O diretor faleceu no dia 7 de março de 1999, na Inglaterra.

Serviço – Clássicos Cinemark:
Horário: 20h
Preço: variam de R$ 4 a R$ 16
Confira no site da Cinemark os valores em cada complexo.

Niterói (RJ)
Plaza Niterói Niterói – Rua XV de Novembro, 8
Rio de Janeiro (RJ)
Botafogo Praia Shopping – Praia de Botafogo, 400
Downtown - Av. das Américas,500

São Paulo (SP)
Cidade São Paulo – Av. Paulista, 1.230
Eldorado – Av. Rebouças, 3.970
Iguatemi São Paulo – Av. Brigadeiro Faria Lima, 2.232
Market Place – Av. Dr. Chucri Zaidan, 920
Metrô Santa Cruz – Rua Domingos de Morais, 2.564
Mooca Plaza - Rua Cap. Pacheco E Chaves, 313
Pátio Higienópolis – Av. Higienópolis, 646

Aracaju (SE)
Shopping Jardins - Av. Ministro Geraldo Barreto Sobral, 215

Belo Horizonte (MG)
Pátio Savassi - Av. do Contorno, 6.061

Brasília (DF)
Pier 21 - S.C.E. Sul, Trecho 2

Campinas (SP)
Iguatemi Campinas - Av. Iguatemi, 777

Campo Grande (MS)
Shopping Campo Grande - Av. Afonso Pena, 4.909

Curitiba (PR)
Shopping Mueller - Av. Candido de Abreu, 127

Florianópolis (SC)
Floripa Shopping - Rodovia Virgilio Várzea, 587

Foz do Iguaçu (PR)
Shopping Catuí Palladium - Av das Cataratas, 3570 - Vila Yolanda

Goiânia (GO)
Flamboyant - Av. Jamel Cecilio, 3.300

Londrina (PR)
Boulevard Londrina Shopping – Av. Theodoro Victorelli, 150

Mogi das Cruzes (SP)
Mogi Shopping - Av Vereador Narciso Yague Guimarães 1001

Natal (RN)
Midway Mall Natal - Av. Bernardo Vieira, 3.775

Porto Alegre (RS)
Barra Shopping Sul - Av. Diário de Notícias, 300

Recife (PE)
RioMar – Av. República do Líbano, s/nº

Salvador (BA)
Salvador Shopping – Av. Tancredo Neves, 2.915

Santos (SP)
Praiamar Shopping - Rua Alexandre Martins, 80

São Caetano do Sul (SP)
ParkShopping São Caetano - Alameda Terracota, 545

São José dos Campos (SP)
Colinas Shopping – Av. São João, 2.200

Uberlândia (MG)
Shopping Uberlândia – Av. Paulo Gracindo, 15

Varginha (MG)
Via Café Garden Shopping - Rua Humberto Pizzo, 999

Vila Velha (ES)
Shopping Vila Velha – Rua Luciano das Neves, 2418

Vitória (ES)
Shopping Vitória –Av. Américo Buaiz, 200


segunda-feira, 22 de maio de 2017

Abraçar e ser abraçado. Aprenda a dar esse presente!



Muitos ainda se questionam sobre os sentimentos e a intensidade deles. Mas a verdade é que nos distanciamos muito da presença de quem amamos, confiantes na proximidade digital.
Que tal esquecer um pouco o virtual e se reaproximar, de verdade, caso possível, das pessoas que ama? Mais do que isso, o vídeo abaixo propõe - e não custa tentar - uma ótima forma de demonstrar carinho e amor. Abrace! Abrace como se não houvesse amanhã a pessoa que ama, o amigo, a namorada... abrace quem lhe é caro. Vamos tornar nossas vidas melhores com um gesto tão simples, porém tão em desuso.
Feliz dia do Abraço! 


sábado, 20 de maio de 2017

Filmes para todos: Festival Varilux de Cinema Francês.


EVENTO CHEGA A 55 CIDADES E APRESENTA 19 PRODUÇÕES DA CINEMATOGRAFIA FRANCESA. PROMOVE AINDA SESSÕES EDUCATIVAS E DEMOCRÁTICAS, LABORATORIO DE ROTEIROS E MESA-REDONDA COM ‘AMANHÃ’, DOCUMENTÁRIO VISTO POR MAIS DE UM MILHÃO DE PESSOAS 
Festival Varilux de Cinema Francês segue em pleno crescimento e registra um recorde do evento no Brasil. A edição de 2017, entre os dias 7 e 21 de junho, chega a mais de 55 cidades, distribuídas em 21 estados e Distrito Federal. A programação deste ano é composta por 19 produções inéditas nos cinemas brasileiros, incluindo um documentário e um clássico. Os maiores astros do cinema francês estarão presentes na seleção: o público poderá conferir os mais recentes trabalhos de Catherine Deneuve, Gérard Depardieu, Juliette Binoche, Marion Cotillard, Guillaume Canet, Omar Sy e Cécile de France. Outro destaque é à última atuação da inesquecível Emmanuelle Riva, falecida em janeiro último, em “Perdidos em Paris”.
São Paulo e Rio de Janeiro recebem a delegação formada por diretores e atores das várias  produções e que participam de debates com o público. Como nas edições anteriores, algumas cidades realizam sessões educativas e sessões de democratização em locais alternativos ou com pouco acesso a cinemas, gratuitas ou com preço especial. As sessões educativas estão previstas com o filme “A Viagem de Fanny”, de Lou Doillon, e o documentário “Amanhã”, codirigido por Cyril Dion e pela atriz Mélanie Laurent.
O Festival oferece ao público novas atividades paralelas este ano, com a organização de mesas-redondas e sessões democráticas em varias cidades, em parceria com as Alianças Francesas do Brasil e ColaborAmerica, também para refletir sobre temas ambientais abordados em “Amanhã”. A primeira será dia 10 de junho, no Rio de Janeiro. Sucesso na França, o filme já foi visto por mais de 1 milhão de pessoas e premiado com o César de melhor documentário em 2016. Para realizar a obra, a dupla de diretores viajou por vários países para retratar pioneiros que reinventam agricultura, energia, economia, democracia e educação. Conheceram iniciativas positivas e concretas já funcionamento e que sinalizam o que pode se  tornar o mundo no futuro.
Sucesso de público em 2016, quando levou 156 mil pessoas aos cinemas, o festival repete o formato do ano passado com duas semanas de exibição. Produzido pela Bonfilm, o evento tem patrocínio principal da Varilux/Essilor, Ministério da Cultura através da Lei Federal de Incentivo à Cultura e Secretaria de Estado de Cultura, através da Lei Estadual de Incentivo à Cultura do Rio de Janeiro.
Instagram: @variluxcinefrances/
FILMES ARTISTAS CONFIRMADOS
O Festival conta com 19 filmes na programação. Entre eles, “Um Instante de Amor”, de Nicole Garcia, com atuação elogiada de Marion Cotillard, ganhadora do Oscar de 2008 por "Piaf - Um hino ao amor"; "Rock'n roll - Por trás da fama, comédia auto-satírica de Guillaume Canet, e “Frantz”, o mais recente filme de François Ozon, uma surpreendente adaptação do filme de Ernest Lubitsch de 1932, com o novo astro do cinema francês Pierre Niney (“Yves Saint Laurent”).
Seguindo a tradição de exibir um clássico do cinema francês, o Festival Varilux traz a reconhecida comédia-musical “Duas Garotas Românticas” (“Les Demoiselles de Rochefort”), de Jacques Demy e Agnès Varda, que completa 50 anos em 2017. O longa, com Catherine Deneuve, foi indicado ao Oscar de melhor trilha sonora em 1969.
 Até o momento, a delegação conta com sete artistas franceses que irão apresentar seus filmes. São eles: Dominique Abel e Fiona Gordon, diretores e atores de “Perdidos em Paris” (“Paris Pieds Nus”, de 2017), que completam 40 anos de carreira; o rapper e ator Sadek, de “Tour de France” (2016); a diretora Noémie Saglio e a atriz  Camille Cottin, de “Tal Mãe, tal Filha” (“Telle Mère, telle Fille”, de 2016); e o diretor Olivier Peyon e o ator Ramzy Bedia, de “O Filho Uruguaio” (“Une Vie Ailleurs”, de 2017). A delegação estará presente na abertura do Festival em São Paulo, dia 7 de junho, e no Rio de Janeiro, no dia 8, assim como em sessões de seus filmes nas duas cidades.
 FILMES ARTISTAS CONFIRMADOS
O Festival conta com 19 filmes na programação. Entre eles, “Um Instante de Amor”, de Nicole Garcia, com atuação elogiada de Marion Cotillard, ganhadora do Oscar de 2008 por "Piaf - Um hino ao amor"; "Rock'n roll - Por trás da fama, comédia auto-satírica de Guillaume Canet, e “Frantz”, o mais recente filme de François Ozon, uma surpreendente adaptação do filme de Ernest Lubitsch de 1932, com o novo astro do cinema francês Pierre Niney (“Yves Saint Laurent”).
Seguindo a tradição de exibir um clássico do cinema francês, o Festival Varilux traz a reconhecida comédia-musical “Duas Garotas Românticas” (“Les Demoiselles de Rochefort”), de Jacques Demy e Agnès Varda, que completa 50 anos em 2017. O longa, com Catherine Deneuve, foi indicado ao Oscar de melhor trilha sonora em 1969.
 Até o momento, a delegação conta com sete artistas franceses que irão apresentar seus filmes. São eles: Dominique Abel e Fiona Gordon, diretores e atores de “Perdidos em Paris” (“Paris Pieds Nus”, de 2017), que completam 40 anos de carreira; o rapper e ator Sadek, de “Tour de France” (2016); a diretora Noémie Saglio e a atriz  Camille Cottin, de “Tal Mãe, tal Filha” (“Telle Mère, telle Fille”, de 2016); e o diretor Olivier Peyon e o ator Ramzy Bedia, de “O Filho Uruguaio” (“Une Vie Ailleurs”, de 2017). A delegação estará presente na abertura do Festival em São Paulo, dia 7 de junho, e no Rio de Janeiro, no dia 8, assim como em sessões de seus filmes nas duas cidades.
LABORATÓRIO FRANCO-BRASILEIRO DE ROTEIROS
Parte integrante das atividades paralelas que estimulam o intercâmbio cultural no âmbito do Festival, será realizado neste ano o primeiro Laboratório Franco-Brasileiro de Roteiros. Desenhado para roteiristas, o curso visa a explorar as metodologias e fundamentos da construção dramática para que cada autor possa aplicá-los no desenvolvimento de seu projeto de roteiro de ficção, ajudá-lo a encontrar sua própria particularidade e finalizar a escrita de seu projeto. O laboratório conta com especialistas franceses do Conservatório Europeu de Escrita Audiovisual (CEEA) sob a coordenação de François Sauvagnargues, especialista de ficção e diretor geral do FIPA, o Festival Internacional de Programação Audiovisual (Biarritz, França). As inscrições para concorrer a uma das 15 vagas do curso já estão abertas e podem ser feitas no site do festival.
Festival Varilux de Cinema Francês 2017
De 7 a 21 de junho em mais de 55 cidades brasileiras (informações sujeitas a alteração):
Águas Claras (DF), Aracaju (SE), Barretos (SP), Barueri (SP), Belém (PA), Belo Horizonte (MG),Blumenau (SC), Buzios (RJ), Brasilia (DF), Campinas (SP), Caxambu (MG), Campo Grande (MS), Caxias do Sul (RS),Caxambu(MG), Cotia (SP), Cuiabá (MT), Curitiba (PR), Florianópolis (SC), Fortaleza (CE),Foz do Iguaçu (PR), Goiânia (GO), João Pessoa (PB), Juiz de Fora (MG), Jundiaí (SP), Londrina (PR), Macaé (RJ), Maceió (AL), Manaus (AM), Maringá (PR), Mossoró (RN), Natal (RN), Niterói (RJ), Nova Friburgo (RJ), Pelotas (RS), Petrópolis (RJ), Porto Alegre (RS), Recife (PE), Ribeirão Preto (SP), Rio de Janeiro (RJ), Rio Verde (GO),Salvador (BA), Santa Maria (RS), Santos (SP), São Carlos (SP), São José dos Campos (SP), São José do Rio Preto (SP), São Luiz (MA), São Paulo (SP), Theresina (PI), Vitória (ES), Volta Redonda (RJ)

19 FILMES NA PROGRAMAÇÃO: 

1 - Uma Agente muita Louca (Raid Dingue), de Dany Boon
Com Dany Boon, Alice Pol, Michel Blanc/2017
Comédia - 1h 45min
Distribuição no Brasil: California Filmes
Sinopse:
Johanna Pasquali é a primeira mulher a entrar no RAID, tropa de elite da polícia francesa, mas se vê no caminho de Eugène Froissard, o mais misógino dos agentes da RAID. Essa dupla improvável está encarregada de parar a Gangue Leopardo, que está por trás de audaciosos roubos nas ruas de Paris. Mas antes de colocar os malfeitores atrás das grades, eles precisam encontrar uma maneira de serem parceiros sem que se matem, seja em treinamento ou trabalhando em casos complicados
2 - Amanhã (Demain), de Cyril Dion e Mélanie Laurent
Com Mélanie Laurent, Pierre Rabhi e Olivier de Schutter
2015 – Documentário - 1h58min
Distribuição no Brasil: Bonfilm
Sinopse:
E se mostrar soluções e contar uma boa história fosse a melhor maneira de resolver as crises ecológicas, econômicas e sociais que atravessam nossos países? Após a publicação de um estudo que anunciava o possível desaparecimento de parte da humanidade até 2100, Cyril Dion e Mélanie Laurent partiram com uma equipe de quatro pessoas por dez países para entender o que poderia provocar essa catástrofe e, sobretudo, como evitá-la.  Durante a viagem, encontraram pioneiros que reinventaram a agricultura, a energia, a economia, a democracia e a educação. Todas juntas, estas iniciativas positivas e concretas, já contribuem para definir o mundo de amanhã...
3 - Na Cama com Victoria (Victoria), de Justine Triet
Com Vincent Lacoste, Virginie Efira e Melvil Poupaud
2016 – Comédia dramática - 1h37min
Distribuição no Brasil: Califórnia Filmes
Sinopse:
Victoria Spick, advogada, em pleno vazio sentimental, é convidada para um casamento, e lá encontra seu velho amigo Vincent, e Sam, ex-traficante, que ela conseguiu inocentar.  No dia seguinte, Vincent é acusado de tentativa de homicídio por sua namorada. A única testemunha do episódio é o cão da vítima. Relutante, Victoria aceita defender Vincent, enquanto contrata Sam como babá. É o início de uma série de reviravoltas na vida de Victoria.
4 - Coração e Alma (Reparer les vivants), de Katell Quillévéré
Com Tahar Rahim, Emmanuelle Seigner e Anne Dorval
2016 – Drama - 1h40min
Distribuição no Brasil: California Filmes
Sinopse:
Tudo começa ao amanhecer; três jovens surfistas em um mar furioso. Poucas horas depois, a caminho de casa, ocorre um acidente. Agora totalmente ligado às máquinas em um hospital em Le Havre, a vida de Simon está por um fio. Enquanto isso, em Paris, uma mulher aguarda o transplante de órgão que lhe dará uma nova chance de vida.
5 – Uma Família de Dois (Demain tout Commence), de Hugo Gélin
Com Omar Sy, Clémence Poésy, Antoine Bertrand
2017– Comédia dramática - 1h55
Distribuição no Brasil: Paris Filmes
Sinopse:
Samuel nunca foi de ter muitas responsabilidades. Levando uma vida tranquila ao lado das pessoas que ama no litoral sul da França, ele vê tudo mudar com a chegada inesperada de um bebê de poucos meses chamada Glória, sua filha. Incapaz de cuidar da criança, ele corre para Londres a fim de encontrar a mãe biológica, mas, sem sucesso, decide criá-la sozinho.
Oito anos depois, quando Samuel e Glória se tornam inseparáveis, a mãe retorna para recuperar a menina.
6 – O Filho Uruguaio (Une Vie Ailleurs), de Olivier Peyon
Com Isabelle Carré, Ramzy Bedia, Maria Dupláa
2017 – Drama - 1h36min
Distribuição no Brasil: Bonfilm
Sinopse:
É no Uruguai que Sylvie finalmente encontra a pista sobre o paradeiro de seu filho, sequestrado há quatro anos pelo ex marido. Com a ajuda preciosa de Mehdi, ela vai recuperá-lo, mas ao chegar lá, nada acontece como previsto: a criança, criada por sua avó e sua tia, parece feliz e radiante. Sylvie percebe que Felipe cresceu sem ela e que agora sua vida é em outro lugar.
7- Frantz (Frantz), de François Ozon
Com Pierre Niney, Paula Beer, Ernst Stötzner
2017 – Drama - 1h53min
Distribuição no Brasil: California Filmes
Sinopse:
Em uma pequena cidade alemã após a Primeira Guerra Mundial, Anna chora diariamente no túmulo de seu noivo, morto em batalha na França. Um dia, um jovem francês, Adrien, também coloca flores no túmulo. Sua presença, logo após a derrota alemã, inflama paixões
8- Um Instante de Amor (Mal de Pierres)de Nicole Garcia
Com Marion Cotillard, Louis Garrel, Alex Brendemühl
2016 – Drama - 1h56
Distribuição no Brasil: Mares Filmes
Sinopse:
Ao fim da Segunda Guerra Mundial, Gabrielle encontra-se velha demais para permanecer solteira e é obrigada a casar-se com um viúvo frequentador de prostíbulos. Infeliz e incapaz de engravidar, Gabrielle viaja em busca de cura em águas termais e se envolve
romanticamente com um militar casado.
9 - Perdidos em Paris (Paris pieds nus), de Fiona Gordon, Dominique Abel
Com Fiona Gordon, Dominique Abel, Emmanuelle Riva
2017– Comédia - 1h 23min
Distribuição no Brasil: Pandora
Sinopse:
Fiona, bibliotecária de uma pequena cidade canadense, recebe uma aflita e angustiada carta de sua tia Marta, uma senhora de 93 anos, que vive sozinha em Paris. Sem pestanejar, Fiona embarca no primeiro avião rumo à capital francesa apenas para descobrir que Martha desapareceu. Em uma verdadeira avalanche de desastres inexplicáveis, Fiona conhece Dom, um sem-teto egoísta e sedutor, que não vai deixá-la seguir sozinha em sua busca. Um conto divertido e cativante sobre três pessoas peculiares perdidas em Paris. Dos mesmos diretores e comediantes de Rumba e La fée.
10 - Um Perfil para Dois  (Un Profil pour Deux), de Stéphane Robelin
Com Pierre Richard, Yaniss Lespert, Fanny Valette
2017– Comédia romântica - 1h39
Distribuição no Brasil: Paris Filmes
Sinopse:
Pierre é um viúvo e aposentado que não sai de casa há mais de 10 anos. Descobre as alegrias da internet graças a Alex, um jovem contratado por sua filha para lhe ensinar o básico de computadores. Em um site de namoro, uma mulher jovem e bela, que usa o codinome flora63, é seduzida pelo romantismo de Pierre e o propõe um primeiro encontro.
Apaixonado, Pierre volta a viver feliz, mas em seu perfil ele colocou a foto de Alex e não a sua. Pierre deve agora convencer o jovem Alex de encontrar Flora em seu lugar.
11 – O Reencontro (Sage Femme), de Martin Provost,
Com Catherine Frot, Catherine Deneuve, MylèneDemongeot
2017 – Drama/Comédia – 1h57min
Distribuição no Brasil: Mares Filmes
Sinopse:
Claire exerce a profissão de parteira com muita paixão. Mas preocupada com sua maternidade, vê sua vida virada de cabeça para baixo pelo retorno de Beatrice, a extravagante ex-mulher de seu falecido pai.
12 - Rock’n roll – Por trás da fama, (Rock’n roll) de Guillaume Canet
Com Guillaume Canet, Marion Cotillard, Gilles Lellouche
2017– Comédia - 2h 03min
Distribuição no Brasil: Bonfilm
Sinopse:
Guillaume Canet, 43 anos é realizado na vida e tem tudo para ser feliz... Numa filmagem, uma linda atriz de 20 anos vai cortar seu entusiasmo ao dizer a ele que não é mais tão « Rock », que inclusive, nunca foi e, para acabar de vez com ele, que caiu muito na “lista” dos atores mais desejados... Sua vida familiar com Marion, seu filho, sua casa de campo, seus cavalos, seus cabelos, dão a ele uma imagem cafona e que não é mais exatamente sexy… Guillaume entende que é urgente mudar tudo. E ele resolve ir longe, bem longe, sob o olhar estupefato e impotente de quem o cerca.
13 Rodin, de Jacques Doillon
Com Vincent Lindon, Izia Higelin, Séverine Caneele
2017– Drama - 1h 59min
Distribuição no Brasil: Mares Filmes
Sinopse:
Em Paris de 1880, Auguste Rodin finalmente recebe, aos 40 anos, sua primeira encomenda do Estado: A Porta do Inferno, obra composta de figuras que farão sua glória, como O Beijo O Pensador. Ele divide sua vida com Rose, sua eterna companheira, quando conhece a jovem Camille Claudel, sua aluna mais talentosa, que rapidamente torna-se sua assistente e,
em seguida, sua amante. Dez anos de paixão, mas também dez anos de admiração e cumplicidade compartilhada. Após a dissolução, Rodin continua a trabalhar com determinação. Ele deve encarar a rejeição e o entusiasmo que a sensualidade da sua escultura provoca e assina com seu Balzac, rejeitado enquanto vivo, ponto de partida incontestável da escultura moderna.
14 - Tal Mãe, tal Filha (Telle mére, telle fille), de Noèmie Saglio
Com Juliette Binoche, Camille Cotting, Lambert Wilson
2017 – Comédia - 1h 34min
Distribuição no Brasil: California Filmes
Sinopse:
Inseparáveis. Avril e sua mãe Mado não podiam ser mais diferentes. Avril, 30 anos, é casada, assalariada e organizada, ao contrário da mãe, eterna adolescente despreocupada e louca que vive sustentada pela filha desde seu divórcio. Mas quando as duas mulheres se veem grávidas ao mesmo tempo e sob o mesmo teto, o embate é inevitável. Pois se Mado, em plena crise juvenil não está pronta para ser avó, Avril tem muita dificuldade em imaginar sua mãe... uma mãe!
15 - Tour de France (Tour de France), de Rachid DjaïdanI
Com Gérard Depardieu, Sadek e Louise Grinberg
2016 – Comédia dramática - 1h35min
Distribuição no Brasil: Bonfilm
Sinopse:
Far’Hook é um jovem rapper de vinte anos que é forçado a deixar Paris por um tempo. Seu produtor, então, recomenda que o jovem artista passe um tempo com seu pai, Serge, um homem decidido a seguir os passos de Joseph Vernet, um famoso pintor francês. Logo, o rapper se junta a Serge e a jornada dos dois criará uma amizade improvável entre dois homens extremamente distintos.
16 - Na Vertical (Rester Vertical), de Alain Guiraudie
Com Damien Bonnard, India Hair, Christian Bouillette
2016 – Drama - 1h 40min
Distribuição no Brasil: Zeta Filmes
Sinopse:
Leo está à procura de um lobo. Durante uma caminhada no sul da França conhece Marie, uma pastora de espírito livre e dinâmico. Nove meses depois, nasce o filho dos dois. Sofrendo de depressão pós-parto e sem fé em Leo, que vai e vem sem aviso, Marie os abandona. Leo encontra-se sozinho, com um bebê para cuidar. Através de uma série de encontros inesperados e incomuns, o filme apresenta várias camadas subjetivas que nos apresentam a natureza, o sexo, o onírico, a velhice, a morte, a complexidade da vida. Leo vai fazer o que for preciso para se manter de pé.
17 – A Viagem de Fanny (Le Voyage de Fanny)de Lola Doillon
Com Cécile de France, Léonie Souchaud, Fantine Harduin
2016- Aventura/Drama – 1h 34min
Distribuição no Brasil: Mares Filmes
Sinopse
Com seus 12 anos, Fanny é cabeça dura! Mas é, sobretudo, uma jovem corajosa que, escondida num lar distante de seus pais, cuida das duas irmãs mais novas.
Tendo que fugir precipitadamente, Fanny se coloca à frente de um grupo de 8 crianças e inicia uma perigosa viagem através da França ocupada para chegar à fronteira suíça. Entre medos, gargalhadas e encontros inesperados, o grupinho aprende o que é independência e descobre o valor da solidariedade e da amizade...
18 - A Vida de uma Mulher (Une vie), de Stéphane Brizé
Com Judith Chemla, Jean-Pierre Darroussin e Yolande Moreau
2016 – Drama - 1h59min
Distribuição no Brasil: Mares Filmes
Sinopse:
Jeanne volta para casa após completar os estudos e passa a ajudar os zelosos pais nas tarefas do campo. Certo dia o visconde Julien de Lamare aparece nas redondezas e logo conquista o coração da jovem, que, encantada, com ele se casa e vai morar. Conforme o tempo avança Julien se mostra infiel, avarento e nada companheiro, o que vai minando a alegria de viver da antes esperançosa Jeanne.
19 - CLÁSSICO DO FESTIVAL 
Duas Garotas Românticas (Les Demoiselles de Rochefort), de Jacques Demy e Agnès Varda
Com Catherine Deneuve, Françoise Dorléac e Danielle Darrieux
1967 – Comédia musical - 2h04min
Sinopse:
Delphine e Solange são duas irmãs de 25 anos que vivem em Rochefort, na França. Delphine é professora de dança, enquanto Solange ensina piano. Ambas sonham em encontrar um grande amor, assim como os rapazes que chegam à cidade e passam a frequentar o bar da família.

quinta-feira, 18 de maio de 2017

O rock perde um grande nome: Chris Cornell.


Um dos vocalistas mais icônicos dos últimos tempos, Chris Cornell morreu aos 52 anos na noite de ontem, dia 17 de maio, por causa ainda desconhecida.
Vocalista de grupos como Audioslave, Soundgarden e Temple of the Dog, Cornell esteve recentemente no Brasil e continuava a atuar no Soundgarden. 
Algumas músicas estão imortalizadas com sua voz como Like a Stone e You know my name, música tema de Casino Royale (007). 
Chris Cornell é um dos nomes mais importantes do movimento "grunge", assim como Kurt Cobain. O cantor marcou o Audioslave ao atuar com outro nome de peso do rock, Tom Morello, do Rage Against The Machine.
Lamentamos essa grande perda. Hoje, infelizmente, o rock amanhece envolto em tristeza.
Descanse em paz...


sábado, 13 de maio de 2017

A AIDS vista com poesia e seriedade: Isso é Pílulas Azuis, de Frederik Peeters.


Indiscutivelmente, falar sobre a Aids ainda é um tabu. Falta de informações, desinteresse, preconceito, medo e até superstições fazem parte da redoma criada sobre o tema. O resultado é um gigantesco grupo de pessoas (homens, mulheres e crianças) que permanecem à margem da sociedade, confinadas em umas prisão social imposta apenas por serem portadoras do vírus HIV. Como sequelas temos desde o sentimento de tristeza, passando pela depressão e, em casos extremos, o suicídio.
Texto: Franz Lima. Curta nossa fanpage: Apogeu do Abismo.

Eis que um desenhista resolve criar uma HQ onde sua história é contada. Na verdade, a história dele e de sua mulher, cuja vida foi atingida pela Aids. A história se chama "Pílulas Azuis", título que é citado desse o início, mas só "revelado" no final.

A trama conta os altos e baixos de um casal predestinado a estar junto. Ele, Fred, é um desenhista ainda desconhecido, cuja juventude o leva até a bela e jovem Cati. Eles não desconfiam, porém o destino - e o amor, não a paixão - irá uni-los de uma forma distante das narrativas poéticas tão na moda, mas verdadeira como há muito não via.

O que se segue é uma fábula moderna sobre amor, superação, dor, medo e vontade de viver, distante da pieguice e, mesmo assim, longe de se proclamar detentora da verdade. Há lições que, honestamente, são surpreendentes e esclarecedoras.

Não espere por ação ou drama fútil. Pílulas Azuis é uma obra que exorta o leitor à busca de informações, incita a quebra de preconceitos tão comuns na vida dos que vivem sob o peso de qualquer doença, cor, raça, credo ou opção sexual que gere a intolerância. Cati é linda, esperta e cheia de vida, características que não impediram o afastamento de "amigos" e até parentes. Junto a seu filho, também soropositivo, Cati descobre em Fred um amor e uma alicerce para superar todas as dificuldades. Em contrapartida, Fred passa por uma viagem de introspecção e descoberta de seus potenciais, cujo resultado é um homem melhor em função de uma mulher que ama e de seu filho, que ele aprende a amar.

São apenas 206 páginas de pura arte, história marcante e cheia de coragem. Destaque para um adendo que mostra a vida do casal e do menino treze anos depois, uma verdadeira injeção de esperança nos portadores do vírus. 
Recomendo muitíssimo que leiam Pílulas Azuis, pois há muito eu não me deparava com uma obra elaborada com tanto conteúdo e respeito ao leitor e ao tema abordado.


quarta-feira, 10 de maio de 2017

O Poderoso Chefinho. Uma animação marcante da DreamWorks.


Trailers ou nos direcionam a amar um filme ou nos distanciam dele. O Poderoso Chefinho me deu a clara impressão, pelos trailers, de ser mais um longa inspirado naquelas animações onde o bebê era na verdade um gangster ou algo parecido. Vimos isso no filme O Pequenino, porém a fórmula não deu certo.
Então, eis que começa a sessão. Fui apresentado a uma empresa chamada Baby Corp. cujos principais “produtos” são bebês. Mas há um porém: os bebês podem ou não ser selecionados para envio às famílias, desde que cumpram com um requisito. Nesse processo, um deles é enviado para a gerência. Essa é a introdução do Chefinho do título.
A seguir uma família comum e feliz aparece. Ela é composta por um casal de pais extremamente zeloso, cujo filho se chama Tim Templeton. Tim é um menino com a criatividade e imaginação que lembram demais o Calvin (de Calvin e Haroldo) e ele garante algumas das cenas mais legais com essa imaginação. Em alguns de seus devaneios imaginativos surgem desde dinossauros até a multiplicação de seus pais em cenas com diversos tipos de animação, uma melhor que a outra. Notei referências a filmes como Sin City, Batman Lego e Procurando Nemo, por exemplo. E tudo com ótimas trilhas sonoras compostas por Hans Zimmer.
Mas nada é perfeito para sempre e Tim descobre isso da forma mais estranha possível. Seus pais recebem um bebê em casa. Apesar do bebê estar com uma maleta e terno, os pais não estranham. E logo de cara descobrimos o quanto um lar pode ter sua rotina alterada por causa de um bebê.
Tim tem a atenção dos pais totalmente voltada para a nova criança. Aos poucos, o espaço que era só dele é tomado por coisas do bebê, fotos e a bagunça típica de uma casa com crianças. Ele não confia no bebê e inicia uma investigação que culmina com a descoberta de que a aparente criança é na verdade um manipulador e sinistro executivo... ou algo assim. As ações a partir daí para desmascarar o Chefinho são cada vez mais hilárias e mal sucedidas. Isso sem contar que o Chefinho tem uma equipe de apoio, composta por bebês, que diminuem as chances de Tim em revelar a verdade aos pais.

Por: Franz Lima. Publicada originalmente em NoSet.

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Verdades dentro da animação.

Ainda que O Poderoso Chefinho seja uma animação, muitas verdades sobre a criação de bebês e a vida em família são mostradas ao público. Desde o distanciamento que os pais involuntariamente aplicam às crianças mais velhas até a manipulação (instintiva) imposta pelos próprios  bebês que se valem do choro e do próprio carisma para obter tudo dos seus papais. Mas, além disso, as sequelas emocionais das crianças mais velhas diante desse “abandono” é mostrada em toda a sua intensidade. Tim sofre a ponto de temer o descarte total por parte de seus pais. Nós sabemos que isso jamais acontecerá, porém a mente de uma criança reage de forma instintiva a essa situação.

Pais e filhos.

Os pais de Tim têm as melhores intenções possíveis. São amáveis, atenciosos e vivem intensamente cada segundo ao lado dele. Entretanto essa atenção precisará ser devidamente partilhada com a nova e frágil criança. Um menino de sete anos tem muito menos a ser observado e cuidado quando comparado com um bebê, mesmo que esse bebê seja o Chefinho.
Isso é algo comum e quase instintivo. Proteger o mais frágil é natural, mas dificilmente compreendemos o quanto essa atenção demasiada ao pequenino pode afetar nossas crianças mais velhas. Essas “sequelas” são apresentadas de forma brilhante, sem contar o desgaste ao qual os pais são expostos.

O Poderoso Chefinho.

Ao longo da narrativa descobrimos mais de Tim e do próprio Chefinho. Apesar do título que remete diretamente a Don Corleone, o Chefinho é muito mais do que aparenta. Isso também fica como lição no filme, já que comumente julgamos pela aparência. O Chefinho é um aparente adulto no corpo de um bebê, tal como nas antigas animações do Pernalonga, porém ele está bem distante disso. Os motivos que o levaram à casa dos Templeton e um pouco de sua personalidade vão direcionar o público a amá-lo.

O vilão e os coadjuvantes.

Essa é outra tirada sensacional por parte do roteiro e da direção. A revelação do verdadeiro vilão ocorre quase no final do filme e garante cenas tensas e divertidas ao mesmo tempo. O poder de manipulação dele é um alerta para o quanto somos suscetíveis aos benefícios da vida moderna, de nossos empregos e, em contrapartida, deixa claro também o quanto isso pode nos distanciar de uma maior interação com a família.
Há um outro vilão bem discreto que serve para nos alertar o quanto estamos deixando nosso lado paternal de lado para amar outras criaturas. Mesmo de forma involuntária, a presença desse vilão é a motivação para o envio do Chefinho à casa dos Templeton.
Já os coadjuvantes são também bebês. Cada qual com sua personalidade e "dons". As participações são poucas e, mesmo assim, garantem momentos divertidíssimos.

Referências mil.

Sim, isso mesmo. Além dos filmes já citados, a animação possui diversas outras referências embutidas - todas dentro do contexto - e que servem para ilustrar não só a imaginação de Tim (que conversa com um despertador Gandalf) como nuances da vida do bebê Chefinho. Tentem pegar todas durante o filme. Atenção especial ao despertador de Tim que garante várias passagens muito engraçadas.

O inimigo do meu inimigo...

Diante de grandes problemas gerados por conta de sua rivalidade, Tim e o Chefinho são direcionados a uma improvável união. Isso é algo que a história pede, além de ser vital para algumas conclusões necessárias.
Dessa união resultam algumas das mais engraçadas cenas do filme, mas também comprovam que os dois são melhores quando juntos. Isso, contudo, não é o ponto alto que fica por conta da carga emocional e a tensão entre os personagens.

Dublagens.

A versão dublada, vista por mim e meus filhos, está sensacional. Vozes marcantes e extremamente adequadas a cada personagem fazem com que o espectador se sinta à vontade, mesmo diante das vozes que não são as originais. Alguns se sentem incomodados com isso, mas eu fiquei bem à vontade para acompanhar as ações e o desenrolar da trama sem o desconforto de ficar lendo as legendas.

A impressão das crianças.

Assistir a uma animação com o olhar de um adulto é algo bem complexo. Deixamos alguns aspectos escapar.
Para evitar isso, estive com meus filhos na pré-estreia. Vi que eles não compreenderam algumas das já citadas referências (já que não assistiram ainda a Indiana Jones ou O Senhor dos Anéis, só para citar), porém acompanhei cada reação diante da beleza dos cenários, da animação em si, suas dancinhas com a trilha sonora e até as vaias ao vilão. No ponto mais tenso do filme eu olhei para minha filha e havia lágrimas em seus olhos, logo substituídas pelo sorriso de quem viu o bem prevalecer.
Saímos plenamente felizes com a animação que vimos.
Diante disso, o que dizer para fechar esta resenha? Bem, pais e filhos irão amar a ação, as emoções despertadas, as referências, as pequenas lições embutidas e, sobretudo, o respeito do roteirista Michael McCullers e do diretor Tom McGrath (“Madagascar”) pelo público. O filme é muito bom, surpreendeu positivamente e mostrou que é perfeitamente possível unir públicos tão distintos (pais e filhos) com uma narrativa bem estruturada e divertida.


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