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sábado, 19 de setembro de 2015

Os "menores" nunca estão errados?



Por: Franz Lima.

A insegurança no Rio de Janeiro não é novidade. Os apelos da população por mais atitude, fiscalização e energia por parte das polícias e a Guarda Municipal ainda ecoam. 
Então, recentemente, a PMRJ tem tido a iniciativa de conter tumultos, balbúrdias e furtos praticados por grupos de jovens na volta das praias. Constituídos por menores e maiores de idade, esses grupos se aproveitam do poder intimidador numérico para roubar ou, na melhor das hipóteses, tumultuar a viagem dos passageiros. A PM retira esses arruaceiros dos ônibus, revista-os e encaminha os que forem identificados como criminosos para apuração ou apreensão. Em suma, o cidadão de paz segue sua viagem com tranquilidade e em segurança. 
Pergunto: o que a Polícia Militar fez de errado no que narrei até agora? Eu acredito que essa é a atitude correta, diante dos delitos cometidos. 
Entretanto, um grupo de "ativistas" tenta impedir a polícia de cumprir seu papel ao acusar os policiais de truculência e discriminação. Sei que são cidadãos de bem, mas é óbvio que não são usuários do transporte público, principalmente quando o assunto é a volta da praia. 
Por não passarem pelo sufoco e o medo de uma viagem onde palavrões, ameaças e músicas incitando o tráfico e o ódio à polícia são proferidas, esses "ativistas" buscam seus cinco minutos de fama junto à Imprensa. Tenho a firme convicção de quem vivem em suas redomas e que se locomovem em seus confortáveis carros. 
Assim é fácil crucificar o policial que cumpre apenas seu dever. O PM honesto, correto, não faz distinção de cor ou condição social. O PM assume sua posição de defensor da ordem e segurança públicas quando frente a algo ou alguém que ponha esses valores em xeque, seja esse alguém do subúrbio ou o rico da zona Sul. 
Os "meninos"retirados dos veículos -em um dos últimos casos - tinham TODOS passagem pela polícia. 
É hora de parar com o revanchismo contra o agente público de segurança. A Polícia não é nossa inimiga, e sim os delinquentes que usam o medo para impor o domínio

domingo, 24 de maio de 2015

O que acontecerá ao Rio de Janeiro após o término das Olimpíadas?


Olá, amigos leitores. Este texto é uma forma que encontrei para expressar os temores que me atormentam. Por ser morador do Rio de Janeiro, cidade-sede das Olimpíadas, outrora uma das mais violentas do mundo, passei a refletir sobre o que será desta cidade e do país após o término do "carnaval" que foi a Copa e será, brevemente, o advento das Olimpíadas.
Vamos, primeiramente, observar as melhorias voltadas para estes eventos esportivos e suas efetividades:

UPP

As Unidades de Polícia Pacificadora foram uma forma encontrada pelo governo para controlar uma guerra que faz parte da realidade do carioca há décadas.
Fruto de governantes despreparados, corruptos e que ganhavam com o tráfico e a violência, a segurança pública foi motivo de piadas no Rio. Jornais sensacionalistas exibiam corpos calcinados ou decapitados e policiais e bandidos crivados de tiros. Isso, não duvidem, vendia e continua vendendo muito. A violência era tanta que em muitas favelas os moradores comemoravam o assassinato de policiais, pois o apoio que eles recebiam era dado pelo tráfico, não pelo governo Estadual ou a Prefeitura.
Foram décadas de descaso com a segurança. Criou-se uma política de isolamento da violência, onde o policial evitava entrar na favela para não gerar conflito com o bandido. Sendo assim, o marginal ficava em seu gueto, negociava drogas e armas em paz e, em contrapartida, o índice de violência não subia, já que os confrontos ocorriam menos.
Este cenário, ainda que ridículo, ocorria em todo o país, mas principalmente no Rio de Janeiro. Policiais nunca tiveram apoio por parte do governo. Salários baixos, material sucateado, armamentos defasados... esta era a realidade de quem se expunha para combater o crime. Milhares de pais e mães fardados morreram diante de uma guerra que foi criada por políticos e empresários corruptos e malignos, cujos lucros eram incessantes. A violência e o temor foram ferramentas de domínio por muito tempo, seja no Rio de Janeiro ou em outros estados brasileiros.
Então, "miraculosamente", uma mente brilhante resolve adotar um sistema já existente em outro país. Criou-se as UPP. Estas Unidades são compostas por policiais (em algumas localidades também há militares das Forças Armadas) que ocupam áreas antes dominadas pelo tráfico. A criminalidade caiu muito nestas regiões agora dominadas pelas UPP, fato. Entretanto, observemos que estas ocupações ocorreram em regiões privilegiadas, seja por serem localidades onde o padrão de vida é mais alto, seja por serem bairros onde acontecerão os eventos olímpicos ou próximos deles.
Dúvida? Então vejamos os gráficos de ocupação das UPP e os bairros onde ocorrerão os eventos das Olimpíadas:


E eis as localidades escolhidas para sediar as competições dos Jogos Olímpicos (fonte Wikipedia):
InstalaçãoDesportosBairroRegião
Golfe Reserva MarapendiGolfeBarra da TijucaBarra
Arena Olímpica do Rio POGinástica artística, rítmica e trampolim
Centro Aquático Maria Lenk PONado sincronizado e saltos ornamentais
Centro Olímpico de Tênis POTênis
Estádio Olímpico de Desportos AquáticosPONatação e polo aquático
Hall Olímpico 1 POBasquetebol
Hall Olímpico 2 POJudô e lutas
Hall Olímpico 3 POEsgrima e taekwondo
Hall Olímpico 4 POHandebol
Velódromo Olímpico do Rio POCiclismo (pista)
Riocentro – Pavilhão 2HalterofilismoCamorim
Riocentro – Pavilhão 3Tênis de mesa
Riocentro – Pavilhão 4Badminton
Riocentro – Pavilhão 6Boxe
Arena de DeodoroBasquetebol e pentatlo moderno (esgrima)Vila MilitarDeodoro
Arena de Rugby e Pentatlo ModernoPentatlo moderno (hipismo e evento combinado) e rugby
Centro Aquático de Pentatlo ModernoPentatlo moderno (natação)
Centro Nacional de HipismoHipismo
Centro Nacional de Tiro EsportivoTiro esportivo
Centro Olímpico de HóqueiHóquei sobre a grama
Centro Olímpico de BMXCiclismo (BMX)
Estádio Olímpico de Canoagem SlalomCanoagem (slalom)
Parque Olímpico de Mountain BikeCiclismo (mountain bike)
Estádio Olímpico João HavelangeAtletismoEngenho de DentroMaracanã
SambódromoAtletismo (maratona) e tiro com arcoCidade Nova
Estádio do MaracanãFutebol (finais) e cerimônias de abertura e encerramentoMaracanã
Ginásio MaracanãzinhoVoleibol
Parque Aquático Júlio DelamarePolo aquático
Estádio de CopacabanaVoleibol de praiaCopacabanaCopacabana
Forte de CopacabanaNatação (maratona aquática) e triatlo
Lagoa Rodrigo de FreitasCanoagem (velocidade) e remoLagoa
Marina da GlóriaVelaGlória
Parque do FlamengoAtletismo (maratona e marcha atlética) e ciclismo (estrada)Flamengo

Compreendem o que isto quer dizer? Eles estão protegendo regiões onde houve os jogos da Copa e onde ocorrerão os Jogos Olímpicos. É preciso manter a segurança das comissões e dos representantes dos países que participarão das Olimpíadas. Porém, para que isso ocorra, é preciso minimizar a violência de forma radical, remover os criminosos de forma literal. Eis as UPP.
Em diversas favelas a ocupação ocorreu através de avisos antecipados sobre a invasão. Sim, a notícia de que o BOpE, Fuzileiros Navais, Polícia Civil e sabe-se lá quem mais iria tomar o "morro" chegou aos traficantes. Obviamente que morrer não é uma opção para ninguém e, sendo assim, ocorreu o Êxodo de marginais das regiões ocupadas para a Baixada, Região dos Lagos e demais áreas ainda não ocupadas.
A violência diminuiu onde há UPP? Claro. Porém pergunte a quem mora longe dessas regiões sobre a segurança e a violência. Em um gráfico X-Y, onde "X" é a segurança e "Y" a violência, vocês veriam um xis decadente e, em contrapartida, um ípsilon em ascensão ininterrupta. Houve uma migração de bandidos. Prisões foram mínimas, apreensões de armas e drogas idem.
As UPP são parte da solução do problema de segurança no Rio de Janeiro e podem ser aplicadas a outros estados onde a violência também ocorre. Contudo, o gerenciamento equivocado destas ocupações, o envio de tropas cujo preparo está sendo acelerado para ter quantitativo, não qualidade, trará consequências. O policial tem que lidar diariamente com pessoas que criaram uma mentalidade de medo diante da farda, algo que não irá mudar da noite para o dia. Acrescente a isso um salário baixo (acha muito, então diga-me quanto você cobraria para expor sua vida à possibilidade de morte), treinamento inadequado para lidar com o público e, ainda, a onda de violência contra policiais. Noticiários exibem diariamente a perda de um combatente diante do tráfico que insiste em não cair. Até um militar do Exército já foi abatido.
Enfim, o que ocorrerá com o Rio de Janeiro após o término das Olimpíadas? As UPP serão usadas como moeda de troca, com fins eleitoreiros? O Governo sabe que muitos policiais estão migrando para outras áreas com melhor remuneração, mais segurança e distante desta triste realidade? Quais os incentivos reais para que um policial continue fazendo parte do contingente de uma UPP?
Honestamente, eu vejo a violência avançar gradativamente, retomando seu espaço. Assim que a Tocha Olímpica for enviada para a nova cidade-sede, infelizmente, o caos pode retornar à cidade maravilhosa.

Transporte

A locomoção do carioca está cada vez mais complexa. Temos uma das mais bizarras vias de acesso a uma cidade que já vi no mundo, a Avenida Brasil. Caótica como o país que lhe deu o nome, a sinistra avenida é a principal via de acesso à rodoviária, Baixada, Niterói e Centro da cidade. Lá, registramos engarrafamentos diários que minam as forças do trabalhador. Some-se a isso um índice de violência gritante, pois as cercanias da mesma são tomadas por áreas de conflito ou são ermas.
Há inúmeros planejamentos de ampliação, melhorias e modernização. Há planos de tornar este acesso mais seguro, seja para o carioca ou para o turista. É algo imprescindível, óbvio, porém ainda não compreendo o porquê de isso só ocorrer agora, às vésperas de outro evento internacional. Por que não fizeram isso tudo antes, com tempo e menor constrangimento para o morador? Governos e mais governos passaram sem que nada ocorresse. Então, agora, tudo tem que ocorrer em tempo recorde. Não importa o desconforto, o sofrimento ou as quatro ou cinco horas que o cidadão levará para chegar em sua casa. Afinal, em um futuro próximo seremos detentores de monotrilhos, BRT, BRS e sabe-se lá quantas outras siglas virão. O que conta, efetivamente, é o sucesso dos Jogos Olímpicos.
Grades do BRT destruídas
A cidade está um caos com incontáveis engarrafamentos. Frotas de ônibus ainda contam com uma enorme quantidade de veículos sem ar-condicionado (tivemos um dos mais desgastantes verões que se teve notícia até o momento) e desconfortáveis, isso sem contar com as tarifas altas, não condizentes com a qualidade do serviço oferecida.
Mas o futuro é promissor. Tudo passará e a cidade será uma das mais belas e acessíveis do mundo, dotada de um sistema de transporte público ímpar... Será? Bem, os investimentos estão quase tão altos quanto o que foi roubado na Petrobras. Os transtornos a que o carioca se submete diariamente estão acima até de uma cidade do porte de São Paulo. Hoje, chegar ao lar se tornou um martírio. Eu espero que todo esse sofrimento seja justificado. Apoio tais reformas e sei de sua importância, porém ainda não entendi o motivo para que isso só ocorresse após o anúncio do Rio como a capital da Copa do Mundo e das Olimpíadas.
Definitivamente, a capital carioca tem muito a melhorar no transporte. Entretanto, as melhorias que estão acontecendo - principalmente as que durarão mais - são as das áreas mais necessárias aos turistas e às comitivas olímpicas. Assim como as UPP, o VLT e as ampliações de ruas, recapeamento, modernização e outras melhorias são mais visíveis em áreas privilegiadas como o Centro da cidade, Zona Sul, Barra da Tijuca...
Coincidência ou não, os lugares onde haverá disputa pelos jogos Olímpicos recebem prioridade, ao passo que a Baixada, região dos Lagos e outras áreas afastadas têm obras, não nego, porém a qualidade do que lá é feito está muito abaixo das regiões "olímpicas". Uma prova disso é o desgaste que algumas pistas dos BRT apresentam, isso sem falar na pouca fiscalização que já gerou algumas mortes por atropelamentos, algo que dificilmente ocorrerá em Copacabana ou um lugar similar.
Infelizmente, a política de privilegiar o privilegiado não mudou muito. O carioca que reside na baixada ou outras regiões onde o poder aquisitivo não é tão grande está à mercê do abandono. Pequenas obras surgem, mas nada efetivo é feito para melhorar, definitivamente, a condição de vida do cidadão que está "à margem". 
Mas não paremos o debate sobre transporte por aqui. O que falar de nossos aeroportos. Temos o Santos Dumont, estrategicamente situado no centro da cidade, acessível por várias vias e, em breve, também o será pelo VLT. Bom demais, certo? Errado. 
O aeroporto Santos Dumont ainda sofre com o descaso de seus administradores. Não há áreas que acomodem de forma condizente os passageiros dos já corriqueiros atrasos ou cancelamentos. E o que dizer do overbooking ainda praticado em épocas de alta temporada, sem que haja punições para as empresas que o praticam? Bagagens extraviadas ou despachadas erradamente. Descaso total das autoridades fiscalizadoras e dos governantes que nada fazem para reprimir o destrato com o passageiro.
Quanto ao aeroporto internacional do Galeão, acrescentarei aos problemas acima citados a péssima estrutura que passa por constantes reparos. Houve uma época em que viajar pelo Galeão era transitar por um verdadeiro canteiro de obras. A ausência de um planejamento para problemas comuns como escadas rolantes quebradas ou até as tomadas para os viajantes que necessitam de energia para celulares e tablets também perdura. Mas não é possível deixar de citar o abuso dos preços dos alimentos nos dois aeroportos. Um simples café pode custar quase dez reais, algo não condizente com a realidade da maioria dos brasileiros que voam com o "auxílio" das promoções ou através de parcelamentos das viagens. 
Goteiras no Galeão em 2014
Para reforçar minha tese de que as obras são para 'inglês ver', eis uma observação feita pela revista Exame em agosto de 2014 sobre o novo consórcio do Galeão: "O consórcio vai investir R$ 5 bilhões no Galeão nos 25 anos de concessão, dos quais R$ 2 bilhões até a Olimpíada, daqui a dois anos." Essa priorização dos investimentos é fruto direto da Olimpíada (40% da verba total), já que o aeroporto ficou às traças por longos anos. Entretanto, o que esperar de reformas feitas a "toque de caixa"? Fica a dúvida...
A situação está ruim por via terrestre e aérea, porém nem citei as barcas, uma das principais formas de se chegar a Niterói e outras áreas como Cocotá, na Ilha do Governador.
As barcas são antigas (algumas da década de 1970). Para as regiões menos privilegiadas como Cocotá, as embarcações apresentam áreas tomadas por ferrugem, baratas, desconforto e até usuários fumando maconha durante o trajeto. Como os turistas não usarão este meio de transporte, os investimentos para melhorar tendem a ser mínimos ou nulos. 
Ao buscar a fuga dos engarrafamentos rotineiros na hora do rush, os moradores de Niterói optam pelas barcas, cujos preços são elevados, viajam quase sempre lotadas, estão com atrasos constantes e também apresentam grande desgaste de material. 
Mas nem tudo é caos. Os trens estão bem melhores do que há poucos anos, embora estejam muito cheios na hora do rush e as quebras ocorram com mais frequência do que gostaríamos. Novas composições foram adquiridas, ainda que a maioria só será posta para operação a partir de 2016 (ano de qual evento esportivo?).


O que quero evidenciar ao final deste texto é o seguinte: a mudança da violência da Capital para a Baixada não é sinônimo de extinção da mesma. As UPP são uma melhoria desde que sejam verdadeiramente implementadas. Do jeito que as coisas estão, o futuro reserva péssimas notícias para nós, moradores do Rio de janeiro, pois o retorno do tráfico e da violência para as regiões "pacificadas" é uma realidade gritante. As mortes de policiais, os baixos salários dos mesmos e o despreparo (causado pela prontificação das tropas a toque de caixa) são fatores capazes de gerar o desconforto dos policiais, a corrupção e a desconfiança dos moradores. Todos querem morar em um lugar onde é possível sair sem ser baleado, porém o tráfico retorna "pelas beiradas" ao seu lugar de origem. Todos veem, poucos agem.
Os investimentos na melhoria dos transportes e do trânsito são bem vindos. O que não é aceitável é o sacrifício da população para receber turistas que ficarão dias aqui. Quando o furor dos jogos Olímpicos passar, quem ficará com as obras feitas às pressas cujo emprego de materiais de qualidade duvidosa será o cidadão comum, sujeito aos ônibus sem ar e aos engarrafamentos cada vez mais constantes. 
O Rio de Janeiro merece respeito por sua história. O cidadão carioca merece respeito pelos sacrifícios diários feitos em prol do turismo. Entretanto, nada justifica a falta de planejamento absurda, responsável pelo caos no trânsito. Horas são perdidas dentro de ônibus e automóveis para que o evento principal seja um sucesso. O carioca não quer o fracasso das Olimpíadas, quer apenas mais dignidade e respeito, principalmente por saber que tais melhorias poderiam ter sido feitas com muito mais planejamento, tempo e tranquilidade, o que minimizaria o desgaste do cidadão comum. 
Ainda que tardiamente, vou citar que as obras para criação dos piscinões na região da Praça da Bandeira estão indo bem. Ponto para os governantes. Só falta agora investir nas outras regiões onde os menos favorecidos estão sujeitos aos alagamentos, perdas de suas posses, destruição de suas casas e até correm risco de morte. Óbvio que investir em uma localidade que dá acesso à Avenida Brasil, Niterói, Centro da cidade e outras regiões importantes é prioridade "uno" para governo e prefeitura. Quando sobrar tempo e dinheiro, talvez isso seja colocado em pauta...
P.S.: alguém sabe me dizer se o Magneto já foi preso pelo roubo das vigas do elevado da Perimetral?






terça-feira, 21 de outubro de 2014

Como ficar (ainda mais) seguro contra ataques na internet. Via BBC



Fonte: BBC
É impossível ter 100% de segurança na internet, mas existe uma série de truques menos conhecidos e ensinados que pode ajudar bastante a proteger os usuários de ataques e fraudes.

Certifique-se de suas configurações nos serviços de 'cloud'

Várias celebridades com fotos roubadas e divulgadas recentemente tiveram suas informações acessadas através dos sistemas de "cloud" - em que os dados estão baseados em servidores acessíveis remotamente por aparelhos móveis, como celulares, tablets e laptops.
Os serviços "cloud" são cada vez mais comuns, e muitos smartphones são vendidos com essa função ligada automaticamente. A primeira recomendação de especialistas é buscar todas as configurações "cloud" e verificar exatamente que tipo de dado você está permitindo que saia do seu telefone para os servidores.
Sistemas de "clouds" não devem ser evitados necessariamente, pois podem ser extremamente úteis. Todo mundo que já perdeu um telefone ou teve seu aparelho roubado já foi "salvo" pelo cloud - que armazena todas as fotos e vídeos de tempos em tempos.

Como melhorar (ainda mais) a sua senha

É comum se ouvir que a senha precisa ser o mais complexa possível - misturando sinais, números, maiúsculas e minúsculas. Na verdade, especialistas dizem que o tamanho da senha é mais importante do que a complexidade. A senha "euadoromeusgatos", com 16 letras (nenhum número, sinal ou maiúscula) é mais fácil de ser memorizada - e também mais segura que algo como "T9$ey!!q".



O motivo é que existem mais combinações possíveis entre 16 caracteres do que entre oito. Isso faz com que os softwares que decifram senhas precisem de muito mais tempo para tentar "adivinhá-la". Uma pesquisa sugere que 22% das senhas complexas de oito caracteres são descobertas depois de 10 bilhões de tentativas - contra apenas 12% de senhas simples de 16 caracteres.
Outra dica, do autor de livros de segurança online William Poundstone, é evitar obviedades. Muita gente troca o "i" por "1" - o que dá uma falsa sensação de segurança. Melhor seria criar uma palavra a partir das iniciais de uma frase que você memorizou (por exemplo, usando o início dessa frase para criar uma senha "mscupapdidufqvnm").
Se essa frase envolver letras, números, sinais e maiúsculas, melhor ainda. A frase sequer precisa fazer sentido, desde que seja fácil de ser lembrada. Uma frase como "Com dois tomates, faço almoço para João e Maria" - que pode virar a senha "C2tfapJ&M".

Senha trocada, tudo seguro. Certo?

Ainda não. Mesmo senhas de 16 caracteres são frágeis, se forem entregues de bandeja. E isso hoje em dia é cada vez mais fácil para os hackers. Basta usar uma rede wi-fi sem segurança, que alguma pessoa dentro dessa mesma rede consegue ver algumas de suas senhas. Se ao entrar em uma nova rede wi-fi, não pedirem nenhuma senha a você, é grande a chance de ela não ser segura.
Se você for usar uma rede assim, evite fazer coisas que exijam senhas suas - como checar seu e-mail, colocar material na sua "cloud". Se possível, use o 3G ou 4G do seu telefone - e abra mão da conexão wi-fi.
Uma medida extra é instalar um app VPN (virtual private network) no seu telefone ou tablet. Toda vez que você acessar uma rede sem fio na rua, basta ligar o VPN - e ele codifica todos os dados do seu telefone, impossibilitando que outros invadam seu aparelho. Esses apps costumam ser pagos.

Isso é suficiente para evitar roubo de dados?

Nem sempre, mas é um bom começo. Se o hacker conhece o nome do usuário em uma determinada rede, ele pode mudar a senha da pessoa usando aqueles links comuns em muitos sites: "Esqueceu sua senha?"
Para conseguir isso, o hacker precisa ter mais informações sobre o usuário para responder uma pergunta de segurança - o nome de solteira da mãe, o dia do aniversário ou a escola onde o usuário estudou.
No caso de celebridades, em que vários desses dados são facilmente encontráveis na internet, elas ficam mais vulneráveis a esse tipo de golpe - que foi usado para hackear as contas da política americana Sarah Palin em 2011. Mas mesmo nós, os não-famosos, fornecemos muitas dessas informações publicamente em nossos perfis de internet.



Tentar ocultar esses dados em perfis de sites como Facebook às vezes é uma tarefa chata e difícil. Mas o esforço vale a pena para evitar golpes e hackers. Algumas pessoas chegam ao extremo de propor que se publique dados falsos em perfis públicos - como uma data errada de aniversário - só para despistar ladrões.

Agora sim. Estou seguro! Estou?

Infelizmente não. Lembre-se, é impossível estar 100% seguro na internet. As dicas acima são suficientes para dificultar bastante a vida dos hackers. Mas ainda é possível dar mais um passo.
Muitos serviços de e-mail e "cloud" oferecem autenticação por dois fatores. Com esse serviço ligado, não basta digitar uma senha para acessar sua conta. É preciso digitar a senha e esperar por um código, que é enviado ao seu telefone. Só com esse código que é possível fazer o login.

Algum dia haverá 100% de segurança na internet?

Uma reportagem da revista Economist este ano sintetizou bem o problema da segurança na internet: "Criar segurança online é difícil porque toda a arquitetura da internet é pensada para promover conexões - não segurança".
A tarefa ficará mais árdua com os anos, na medida em que objetos que estão no nosso cotidiano há décadas - como carros e aparelhos domésticos - se conectam cada vez mais à rede.
Enquanto as empresas não conseguem garantir a segurança dos usuários, cabe a eles tentar reduzir ao máximo a sua exposição a hackers.

domingo, 18 de maio de 2014

Conheça as empresas mais eficientes na proteção de dados.


Fonte: Link Estadão.
SÃO PAULO – Um relatório da Electronic Frontier Foundation (EFF) publicado nessa sexta-feira avaliou as empresas de tecnologia a respeito da proteção dos dados dos usuários quanto a pedidos de dados feitos pelos governos.
A pesquisa deu nota máxima a grupos como Apple, Google, Facebook, Microsoft e Twitter, e teve como Amazon e Snapchat como destaques negativos, usados como exemplos de companhias que pouco se preocupam com as informações pessoais de quem os utiliza.
A pesquisa, desenvolvida pela empresa pela quarta vez, mostra avanços no que diz respeito à preocupação com a privacidade dos usuários — o relatório atribui tal progresso ao escândalo de vigilância da agência de segurança norte-americana, a NSA, revelado pelo informante Edward Snowden.
Seis critérios foram levados em consideração pela pesquisa, e a cada um deles foi concedido uma estrela: exigência de mandado judicial; informa os usuários sobre solicitações do governo; publicação de relatórios de transparência; clareza com relação à política sobre as demandas governamentais; luta pelo direito de privacidade dos usuários e oposição à vigilância em massa. “Pela primeira vez desde 2011, todas as empresas pesquisadas ganharam ao menos uma estrela a mais em comparação com a temporada anterior”, diz o relatório, que pode ser lido (em inglês) na íntegra.
Ao todo, quinze empresas conquistaram notas entre 5 e 6 estrelas Apple, CREDO Mobile, Dropbox, Facebook, Google, Microsoft, Sonic, Twitter e Yahoo (com seis); LinkedIn, Pinterest, SpiderOak, Tumblr, Wickr e WordPress (com cinco). O Snapchat ficou sozinho com uma estrela, e mereceu menção especial: “A pouca preocupação do Snapchat é problemática, especialmente porque é um aplicativo que coleta dados extremamente particulares de seus usuários, como imagens comprometedoras. Esperamos urgência para que isso mude”, diz a EFF.
Franz diz: antes de nos preocuparmos com a segurança das informações digitais, precisamos nos ater a nossa própria educação digital. De certa forma, colaboramos para a coleta dessas informações por desatenção com os princípios básicos de segurança digital. 
Entretanto, o que considero mais perigoso não é o roubo das informações digitais em si, principalmente quando averiguamos que as principais empresas buscam pela excelência na proteção de nossos dados. O que me deixa atônito é a forma como divulgamos dados pessoais, localização e até a própria rotina pelas redes sociais. É exposição demasiada que compromete a segurança e a integridade de quem as divulga, mas também põe em risco a vida de pessoas próximas. É preciso divulgar os malefícios desse comportamento descomprometido com a cautela.

terça-feira, 29 de abril de 2014

Governo Norte-Americano pede que não usemos o Internet Explorer


Fonte: Estadão 
 
SÃO PAULO – O governo dos EUA recomendou que usuários do Internet Explorer parem de usar o navegador até que uma falha anunciada no sábado seja reparada pela Microsoft. A advertência foi comunicada hoje pelo departamento governamental responsável pela segurança na internet.
O problema permite que se execute um código através do browser de outro computador e está presente em todas as versões do browser - 6, 7, 8, 9, 10 e 11. Através dela, por exemplo, um invasor pode criar um site falso e induzir o usuário a acessá-lo.
É a primeira ameaça grande a surgir desde que a Microsoft parou de fornecer atualizações de segurança para o sistema Windows XP no começo do mês.
Um órgão de segurança do governo britânico emitiu aviso semelhante no Reino Unido. Pediu aos usuários que procurem outros navegadores e que mantenham seus antivírus atualizados.

quarta-feira, 26 de fevereiro de 2014

Marinha disponibilizará contingente de 15 mil militares para patrulhar durante a Copa do Mundo



Fonte: Estadão
A Marinha vai envolver 15 mil militares, 27 navios e 17 aeronaves para atuarem simultaneamente nos mares, rios, lagos e lagoas do País durante a Copa do Mundo. Em Salvador (BA) e Natal (RN), a Força também vai coordenar a logística de defesa, enquanto a segurança será responsabilidade dos órgãos públicos dos três níveis de governo.
Todo o contingente da Marinha executará ações de patrulha e inspeção naval para garantir que as leis brasileiras sejam cumpridas em alto-mar e que as regras de segurança marítima sejam cumpridas. Os navios serão distribuídos nas nove cidades-sede que possuem portos e as aeronaves ajudarão a ampliar as áreas de visualização e fiscalização.


"Apesar de os jogos serem em terra, vamos proteger toda costa marítima e águas interiores em período integral. Teremos, inclusive, um navio no porto de Manaus patrulhando a orla da cidade durante toda a Copa", afirmou o comandante das Operações Navais, almirante de esquadra Luis Fernando Palmer.
As ações na Copa serão semelhantes as da operação Amazônia Azul, que intensificou a fiscalização nos 4,5 milhões de km ao longo de todo o litoral brasileiro. Em conjunto com a Força Aérea Brasileira, Receita Federal, polícias Federal, Civil e Militar e órgãos de fiscalização ambiental, a Marinha faz exercícios de defesa de portos e terminais, retomada de plataformas de petróleo, fiscalização e abordagem de embarcações.

Entre os dias 17 e 22, as atividades acontecerão simultaneamente no continente e no litoral com a participação de 30 mil militares, 220 embarcações pequenas, 64 navios e 15 aeronaves. Em dois dias, foram feitas 4,5 mil inspeções em águas nacionais e 169 apreensões.
"Essa é a primeira vez que nossas operações de rotina são realizadas simultaneamente em todos os rios navegáveis, lagos, lagoas e águas marítimas do Brasil, com todo contingente nacional. Isso é muito importante para o nosso treinamento de comando e controle e comprovar que podemos atuar de maneira integrada", ressaltou o comandante Palmer.
Nesta quinta-feira, a Marinha realizou uma simulação de inspeção na Baía de Guanabara. Seis militares com equipamentos de segurança, radiotransmissores, spray de pimenta, bomba de gás lacrimogêneo, pistolas 9 mm e um fuzil desembarcaram de lancha no navio-patrulha Macaé e demonstraram como seria uma abordagem em alto-mar, que pode terminar com a prisão de toda a tripulação.
"Esse exercício serve como treinamento para a Copa, principalmente pela coordenação com órgãos federais, estaduais e municipais envolvidos na operação Amazônia Azul. Mas nossa principal atividade é a fiscalização de atos ilícitos como contrabando, tráfico de drogas, documentação e atividades irregulares", explicou o comandante do navio, capitão de corveta Cláudio da Costa. 
Franz diz: eu sempre irei compreender o distanciamento que a população civil mantém dos militares. O histórico de repressão e violência, principalmente no período da Ditadura, é algo que só o tempo e uma atuação irrepreensível por parte das Forças Armadas poderá amenizar. Mas é notório que os militares têm feito o papel do governo federal no que diz respeito ao apoio às populações menos favorecidas. Enquanto a Presidente se gaba do programa Mais Médicos, milhares de moradores de áreas ribeirinhas são atendidos por médicos militares que não recebem os dez mil reais anunciados com tanta pompa. Quem faz partos, cuida da saúde bucal, cura feridas e passa regularmente por localidades esquecidas são os "inúteis" militares. 
Agora, novamente seremos expostos ao mundo como barricada em função da Copa. Será que isso aumentará nosso prestígio? Não. Apenas estaremos colocando a vida em risco em prol de um evento que não pedimos. Claro que isso não importa, já que fomos os homens maus por tantos anos, certo? Novamente errado. O passado é lição, não uma pena perpétua. Onde está a justiça em usar as FFAA como marketing de um governo que jamais as apoiou? Não vejo qualquer glória nessa utilização imprópria de um contingente treinado para a guerra. Mas a presidente vê...

quinta-feira, 19 de dezembro de 2013

Simplicidade de senhas auxilia o roubo de informações digitais. Saiba evitar.


Fonte: BBC. Texto de Mark Ward.
Na internet, a cor mais popular é o azul - ao menos quando se trata de escolher senhas.
Uma das teorias para explicar isso é a de que muitos dos websites mais populares da rede (como Facebook, Twitter e Google) usam a cor azul em seus logotipos. Isso influenciaria, de forma subliminar, as escolhas dos internautas na hora de criar senhas quando se registram nos sites.
Essa é apenas uma entre várias peculiaridades identificadas por estudos sobre o comportamento humano no que diz respeito à escolha de senhas.
Alguns, por exemplo, concluíram que mulheres ruivas tendem a escolher as melhores senhas e homens que usam barba ou são descuidados com o cabelo, as piores.
Mulheres optam por senhas longas, enquanto os homens apostam na diversidade.
Essas informações vieram à tona por causa do vasto número de senhas que está sendo roubado de websites e de outras empresas.
Em casos recentes, nomes de usuários e senhas foram surrupiados do site de softwares Adobe, do Linkedin e do site de jogos RockYou.
E qual foi a conclusão número 1 dos especialistas que analisaram esse material? Precisamos ser mais espertos e menos previsíveis na hora de criar nossas senhas.

Conexões Pessoais

Uma boa senha seria uma frase ou combinação de letras com pouca ou nenhuma conexão com a pessoa que a escolheu, aconselha o pesquisador de segurança cibernética Per Thorsheim.
Aniversários, data do casamento, nomes dos irmãos ou dos filhos, dos bichos de estimação, número da casa, da rua onde mora ou do pop star favorito não são recomendados, diz ele.
No entanto, quando pesquisadores pediram a participantes de um estudo que escolhessem senhas de quatro dígitos, os números escolhidos foram reveladores.
Uma das primeiras descobertas foi de que as pessoas tendem a gravitar em torno de um pequeno número de opções. Em alguns casos, 80% das escolhas vêm de apenas 100 números diferentes.
A constatação desse aspecto íntimo e pessoal na escolha das senhas possibilitou aos especialistas entender como funciona a atividade dos hackers, como são chamados os piratas cibernéticos.

Força Bruta

"Agora, a força bruta é a última tática a que recorreríamos", diz Per Thorsheim.
Força bruta é como especialistas de tecnologia como Thorsheim chamam a técnica de concentrar toda a energia de um computador na tarefa de "quebrar" senhas.
O último recurso é o que especialistas como Per Thorsheim chamam de "Força Bruta". Todo o poder de um computador é concentrado na tarefa de "quebrar" senhas. Ataques como esses começariam pela letra "a" e depois passariam por todas as combinações possíveis de números e letras até chegar a "zzzzzzzz".
A segurança de uma senha dependia de tornar impossível, a um computador, testar bilhões de combinações de senhas em um período razoável de tempo. Uma fórmula matemática (o tempo multiplicado pela quantidade de tentativas) derrotava os hackers.
"Porém" - explica outro pesquisador, Yiannis Chrysanthou, da empresa de segurança KPMG - "não é mais uma questão de matemática porque as pessoas selecionam suas próprias senhas."
Muitos especialistas trabalhando nesse setor estão tentando melhorar seus métodos de decifrar senhas para poder orientar clientes na escolha de senhas mais seguras.
Eles também tentam desvendar senhas de listas roubadas para ter uma ideia melhor sobre o que as pessoas estão escolhendo. Nessas situações, com frequência, o que está sendo desvendado é uma sequência de letras conhecidas como um "hash".
Essas sequências com números fixos de caracteres não podem ser invertidas para revelar que caracteres lhes deram origem. Entretanto, como algoritmos que geram "hashs" obedecem a um conjunto de regras definidas, o número "123456" vai gerar sempre a mesma (aparentemente aleatória) sequência de letras. Por exemplo, no sistema MD5 de geração de hashs?, a sequência de números "123456" sempre produz "e10adc3949ba59abbe56e057f20f883e".
Se você gerar hashes para todas as palavras de uma longa lista que estejam relacionadas de alguma forma a um único alvo, aumentam as chances de você adivinhar a senha desse alvo, disse Chrysanthou - que desenvolveu novas regras para se desvendar senhas enquanto estudava no Royal Holloway, University of London, em Londres.
Ataques direcionados a um alvo tendem a rastrear a mídia social à procura de palavras, nomes e datas importantes para a vítima. Saber os nomes dos filhos, dos bichos de estimação, dos pais ou da rua onde ela mora pode ajudar alguém a adivinhar sua senha rapidamente.
Os "malvados" tentam adivinhar senhas - disse o pesquisador de segurança cibernética Bruce Marshall - porque eles sabem de uma outra verdade sobre nós, seres humanos: somos preguiçosos.
Por conta disso, há grandes chances (segundo alguns estudos, 70%) de que uma senha associada a um endereço de e-mail ou um site seja usada também para acesso a outros serviços online.
Muitos ladrões roubam listas de senhas de sites pequenos e depois testam essas senhas em outros sites para ver se funcionam.
Conclusão final: se você quiser escolher uma senha mais segura, não use combinações simples de palavras e números, escolha palavras que são apenas levemente associadas a você e não use a senha que você utiliza para transações bancárias online em nenhum outro site.





quarta-feira, 7 de novembro de 2012

Festa Literária chega ao Morro dos Prazeres, no Rio de Janeiro.


Fonte: Estadão
 
RIO DE JANEIRO - Escritores que frequentam a Bienal do Livro e a Feira Literária Internacional de Paraty (Flip), como Ariano Suassuna, João Ubaldo Ribeiro e Ferreira Gullar, sobem o morro de hoje a domingo para falar a um novo público. Eles vão participar da primeira edição da Festa Literária Internacional das Unidades de Polícia Pacificadora (Flupp), que vai receber também autores estrangeiros que vêm pela primeira vez ao País.
Pacificado há um ano e nove meses, o Morro dos Prazeres, em Santa Teresa, na região central do Rio, foi escolhido em uma lista de 28 favelas que também se livraram dos traficantes armados pelas ruas com a chegada das UPPs. "Queríamos fugir da zona sul, para não esbarrar no clichê da praia, mas também não dava para radicalizar demais. Por isso preferimos o centro da cidade", explicou o escritor Julio Ludemir, um dos organizadores.
Ele buscou patrocínio de gigantes como Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES), Petrobrás, Vale e Itaú-Unibanco e apoio de organismos internacionais, como o British Council e os Institutos Cervantes (da Espanha), Goethe (Alemanha) e Camões (Portugal), que bancam a vinda de nomes como Thomas Brussig e Juan Pablo Villalobos. Mas não sensibilizou as editoras. "Não veem que a classe C não tem apenas o novo consumidor de celular, mas um novo leitor."
A ideia da Flupp surgiu da constatação de que existe demanda nas classes pobres por eventos do gênero, tanto que há nas comunidades interesse pela Flip, o modelo inspirador, com autores reunidos em mesas e conversando diante do público.
A preparação foi a Flupp Pensa, que de abril a julho chamou autores a 13 comunidades e promoveu oficinas literárias. Como em todas as iniciativas voltadas à leitura, o foco está nos jovens, na premissa de que "ler é legal". O homenageado da festa é Lima Barreto, escritor do início do século 20 que retratou o subúrbio, as desigualdades sociais e a discriminação racial.
A curadoria, do jornalista Toni Marques, buscou variar a programação. Além das falas dos escritores (19 brasileiros e 17 estrangeiros), haverá apresentações musicais, exposição sobre Lima Barreto, painel a ser finalizado por dezenas de grafiteiros e intervenções teatrais, além de um braço infanto-juvenil.
Segundo o tenente Maicon Pereira, comandante da UPP dos Prazeres, a quadra onde será instalada a tenda Policarpo Quaresma, principal espaço da Flupp, foi usada no passado para bailes funks e pagodes organizados por traficantes. "Antes da UPP, seria inviável um evento desse, os escritores não compareceriam. A população (30 mil pessoas) está gostando, até porque a maior parte da mão de obra empregada é local e isso gera renda."
A escritora de origem caribenha radicada em Londres Yvvette Edwards vem empolgada para ver "o Brasil real". "Muitos acreditam que os eventos literários são elitistas, mas em uma favela mandamos a mensagem de que todo mundo é bem-vindo." 

Franz says: é muito bom ver a cultura chegar aos lugares onde antes apenas o medo chegava.  
Os moradores das comunidades merecem oportunidades de conhecer e, principalmente, aprender a amar a literatura e todo o universo por ela englobado. 
A UPP é uma iniciativa que não pode cessar com a mudança de governo. Todas essas evoluções, antes impensáveis, podem sumir caso a Pacificação seja interrompida por um desmando político.
Parabéns aos idealizadores do projeto literário e também aos responsáveis pela manutenção da ordem pública e da paz nas comunidades carentes do Rio de Janeiro.



quarta-feira, 31 de outubro de 2012

Divulgação: Saiba como embalar suas encomendas antes de enviar pelos Correios.


Fonte: Correios

Buscando informações que possam ajudar os leitores do Apogeu, encontrei essas dicas que os próprios Correios fornecem para acondicionamente de produtos que serão enviados por mala postal. São dicas importantes e fundamentais para que as encomendas cheguem em perfeito estado ao destino, além de garantir a tranquilidade para quem enviou e quem receberá. 

Bom proveito a todos...

Franz.

Acondicionamento

Para o cliente que deseja enviar um objeto via Correios, o correto acondicionamento dos objetos é muito importante para assegurar que as remessas cheguem bem a seus destinos.
Recomenda-se que todo objeto seja acondicionado pelo remetente em embalagem que resista ao peso, à forma e à natureza do conteúdo, bem como as condições de transporte.
A embalagem pode ser adquirida nos Correios, em outros fornecedores ou fabricada pelo próprio cliente, desde que atenda às condições recomendadas: envelopes, caixas, pacotes e rolos feitos de papel, plástico, isopor, madeira ou metal, embrulhados em papel liso e resistente.
A seguir, sugerimos algumas formas de acondicionamento por tipo de material a ser enviado.

1. Objetos de vidro e outros objetos frágeis

Atenção: Os Correios não possuem tratamento especial para o transporte de objetos frágeis, portanto a embalagem utilizada deverá garantir a segurança interna da encomenda.
- Embrulhe cada item individualmente com uma folha de jornal, papelão corrugado ou plástico bolha disponível para venda no mercado. (1)
- Coloque os itens dentro de uma caixa de papelão ou outro material resistente a impactos (ex.: madeira ou metal) (2)
      Os Correios oferecem várias opções de embalagens de papelão. Para conhecê-las, vá a uma de nossas agências ou acesse a loja Correios Online e veja as opções disponíveis.
- Preencha os espaços vazios entre os itens e entre as paredes da caixa com papel, isopor ou outra substância protetora e absorvente, para limitar o movimento dos objetos. Se for jornal, faça bolas de papel para forrar a caixa e apoiar os objetos. Isto impede choques entre os objetos e a caixa durante o transporte. (3)
- Antes de fechar coloque mais bolinhas de jornal entre os objetos e a tampa da caixa para evitar a pressão de outras caixas no empilhamento;
- Caso esteja reutilizando caixa de outras mercadorias, embrulhe a caixa com papel liso e resistente.
- Feche bem a caixa com fita adesiva. (4)
- Fixe a etiqueta com o endereço completo (principalmente o CEP) do destinatário em destaque na parte superior com o título DESTINATÁRIO e o endereço do remetente completo na parte de cima da maior face da caixa. (5)
      Recomendamos o uso de etiquetas nos padrões dos Correios para maior segurança no encaminhamento dos objetos, diminuindo as chances de ser enviado para endereço errado por mau endereçamento. Para que você possa confeccioná-las de forma prática, oferecemos o Endereçador, gerador de etiquetas, e o SIGEP WEB, Gerenciador de Postagens dos Correios que, além de gerar etiquetas, agiliza a postagem de encomendas mediante a preparação prévia das encomendas a serem entregues aos Correios (disponível apenas a clientes com contrato).
Consulte os limites de dimensões para caixas e pacotes.

2. Objetos que não podem amassar (mapas, cartazes, etc.)


- Enrole o item entre duas folhas de papel grosso (kraft ou cartão); (1 e 2)
- Prenda o conjunto com fita adesiva, com cuidado para não colar o item; (3)
- Coloque o conjunto dentro de uma caixa de papelão ou outro material resistente a impactos (ex.: madeira ou metal)
      Os Correios oferecem várias opções de embalagens de papelão. Para conhecê-las, vá a uma de nossas agências ou acesse a loja Correios Online e veja as opções disponíveis.
- Preencha os espaços vazios entre os itens e entre as paredes da caixa com papel, isopor ou outra substância protetora e absorvente, para limitar o movimento dos objetos. Isto impede choques entre os objetos e a caixa durante o transporte. (4)
- Feche bem a caixa com fita adesiva. (5)
- Embrulhe-a com papel liso e resistente e fixe a etiqueta com o seu endereço e o endereço do destinatário na maior face da caixa. (6)
      Recomendamos o uso de etiquetas nos padrões dos Correios para maior segurança no encaminhamento dos objetos, diminuindo as chances de ser enviado para endereço errado por mau endereçamento. Para que você possa confeccioná-las de forma prática, oferecemos o Endereçador, gerador de etiquetas, e o SIGEP WEB, , Gerenciador de Postagens dos Correios que, além de gerar etiquetas, agiliza a postagem de encomendas mediante a preparação prévia das encomendas a serem entregues aos Correios (disponível apenas a clientes com contrato).
Você também pode enviar desenhos, plantas, telas, objetos que não podem dobrar ou amassar, em um tubo (ou caixa em forma de prisma) confeccionado em papelão, PVC ou outro material resistente a impactos. Feche o tubo com tampa ou papelão liso e resistente, fixando a etiqueta com o seu endereço e o endereço do destinatário.
Consulte os limites de dimensões para rolos, tubos e prismas.

3. Objetos flexíveis que podem amassar (tecidos, roupas, borrachas, etc.)


Objetos flexíveis que podem amassar (tecidos, roupas, toalhas, etc) podem ser enviados em caixas ou sacos plásticos resistentes. Na falta de caixa de papelão apropriada para o envio de mercadoria, poderá ser feito pacote ou embrulho.
Para fazer o pacote:
- Empilhe todas as peças a serem embrulhadas;
- Embrulhe as peças com papelão, papel pardo ou plático resistente e feche bem com fita adesiva; (2)
Coloque seu endereço e o endereço do destinatário na maior face do embrulho e, se preferir, amarre com barbante para garantir a unidade do embrulho. (3)
      Recomendamos o uso de etiquetas nos padrões do Correios para maior segurança no encaminhamento dos objetos, diminuindo as chances de ser enviado para endereço errado por mau endereçamento. Para que você possa confeccioná-las de forma prática, oferecemos o Endereçador gerador de etiquetas, e o SIGEP WEB , Gerenciador de Postagens dos Correios que, além de gerar etiquetas, agiliza a postagem de encomendas mediante a preparação prévia das encomendas a serem entregues aos Correios (disponível apenas a clientes com contrato).
Consulte os limites de dimensões para caixas e pacotes.

4. Objetos pontiagudos ou cortantes



Fig. 1: Instruções de acondicionamento de objetos pontiagudos ou cortantes
Os objetos cortantes ou pontiagudos (ferramentas e utensílios cortantes ou perfurantes como facas, garfos, tesouras, etc.) deverão ter as pontas e os gumes convenientemente resguardados.
Para tanto:
- Embrulhe as pontas e os gumes com plástico-bolha, papel ou jornal (1)
- Reforce o embrulho com fita adesiva.
- Coloque o item dentro de uma caixa de papelão ou outro material resistente a impactos (ex.: madeira ou metal) (2)
      Os Correios oferecem várias opções de embalagens de papelão. Para conhecê-las, vá a uma de nossas agências ou acesse a loja Correios Online e veja as opções disponíveis.
- Preencha os espaços vazios entre os itens e entre as paredes da caixa com papel picado, bolas de jornal, serragem, isopor ou outra substância protetora e absorvente, para limitar o movimento dos objetos. Isto impede choques entre os objetos e a caixa durante o transporte. (3)
- Feche bem a caixa com fita adesiva.
- Caso esteja reutilizando caixa de outras mercadorias, embrulhe-a com papel liso e resistente.
- Fixe a etiqueta com o seu endereço e o endereço do destinatário na maior face da caixa.
      Recomendamos o uso de etiquetas nos padrões dos Correios para maior segurança no encaminhamento dos objetos, diminuindo as chances de ser enviado para endereço errado por mau endereçamento. Para que você possa confeccioná-las de forma prática, oferecemos o Endereçador, gerador de etiquetas, e o SIGEP WEB, Gerenciador de Postagens dos Correios que, além de gerar etiquetas, agiliza a postagem de encomendas mediante a preparação prévia das encomendas a serem entregues aos Correios (disponível apenas a clientes com contrato).
Consulte os limites de dimensões para caixas e pacotes.

5. Objetos longos até 105 cm


Objetos longos devem estar protegidos por material rígido que impeça o objeto de ser dobrado acidentalmente.
Para tanto:
- Envolva o objeto com papelão ou outro material resistente (1), prendendo-o com fita adesiva reforçada em várias tiras (2).
- Coloque duas peças de madeira ou outro material rígido resistente a impactos e prenda o conjunto com fita adesiva reforçada. A madeira deve ser mais longa e mais larga que o objeto, mas não pode ultrapassar o limite de 105 cm. (3)
- Envolva o conjunto com papelão ou outro material resistente (4)
- Embrulhe-o com papel liso e resistente e fixe a etiqueta com o seu endereço e o endereço do destinatário na maior face do pacote. (5)
      Recomendamos o uso de etiquetas nos padrões dos Correios para maior segurança no encaminhamento dos objetos, diminuindo as chances de ser enviado para endereço errado por mau endereçamento. Para que você possa confeccioná-las de forma prática, oferecemos o Endereçador, gerador de etiquetas, e o SIGEP WEB, Gerenciador de Postagens dos Correios que, além de gerar etiquetas, agiliza a postagem de encomendas mediante a preparação prévia das encomendas a serem entregues aos Correios (disponível apenas a clientes com contrato).
Você também pode enviar objetos longos em um tubo ou caixa em forma de prisma confeccionado em papelão, PVC ou outro material resistente a impactos. Fixe a etiqueta com o seu endereço e o endereço do destinatário.
Consulte os limites de dimensões para rolos, tubos, prismas, caixas e pacotes.

6. Líquidos e substâncias facilmente liquidificáveis


Líquidos e substâncias facilmente liquidificáveis devem ser duplamente embalados para evitar o extravasamento do conteúdo.
Para tanto:
- Coloque a substância em um recipiente hermeticamente fechado (garrafas, frascos, potes, caixas, etc.). Feche bem e sele a tampa com fita adesiva. (1)
- Coloque-a dentro de outro de recipiente impermeável e resistente a impactos (uma lata de metal, por exemplo) (2) e preencha os espaços vazios com serragem, espuma, papel picado ou outro material absorvente em quantidade suficiente para absorver toda a substância em caso de rompimento ou vazamento. (3)
- Feche o recipiente e vede-o com fita adesiva reforçada
- Coloque-o em uma caixa de papelão ou embrulhe-o com papel liso e resistente. (4)
- Fixe a etiqueta com o seu endereço e o endereço do destinatário na maior face do pacote. (5)
      Recomendamos o uso de etiquetas nos padrões dos Correios para maior segurança no encaminhamento dos objetos, diminuindo as chances de ser enviado para endereço errado por mau endereçamento. Para que você possa confeccioná-las de forma prática, oferecemos o Endereçador, gerador de etiquetas, e o SIGEP WEB, Gerenciador de Postagens dos Correios que, além de gerar etiquetas, agiliza a postagem de encomendas mediante a preparação prévia das encomendas a serem entregues aos Correios (disponível apenas a clientes com contrato).

7. Pós, pequenos grãos e substâncias gordurosas dificilmente liquidificáveis (ex.: Sabão mole, ungüentos, resinas)


Assim como os líquidos, devem ser duplamente acondicionados.
A função da primeira embalagem é evitar a entrada ou perda de umidade. Pode ser um saco plástico, caixa de metal, madeira ou papelão com proteção impermeável. (1)
A segunda embalagem tem a função de proteger o rompimento da primeira e a fuga do conteúdo. Pode ser uma caixa de papelão ou outro material resistente a impactos. (2)
- Feche bem a caixa com fita adesiva.
- Caso esteja reutilizando caixa de outras mercadorias, embrulhe-a com papel liso e resistente para fixar a etiqueta com o seu endereço e o endereço do destinatário na maior face da caixa.
      Recomendamos o uso de etiquetas nos padrões dos Correios para maior segurança no encaminhamento dos objetos, diminuindo as chances de ser enviado para endereço errado por mau endereçamento. Para que você possa confeccioná-las de forma prática, oferecemos o Endereçador, gerador de etiquetas, e o SIGEP WEB, Gerenciador de Postagens dos Correios que, além de gerar etiquetas, agiliza a postagem de encomendas mediante a preparação prévia das encomendas a serem entregues aos Correios (disponível apenas a clientes com contrato).

8. Outros objetos

Metais preciosos
A embalagem deverá ser constituída de uma caixa de metal resistente, ou de madeira com pelo menos um centímetro de espessura, ou de sacos duplos sem costura. Caso seja usada caixa de madeira chapeada, sua espessura pode ser limitada a cinco milímetros, contanto que as arestas de tais caixas sejam reforçadas por meio de cantoneiras.
Brinquedos, telefone celular, aparelhos eletrônicos, jogos, material eletrônico e elétrico
Não considere a embalagem do fabricante como suficientemente protegida. Embale a caixa original numa segunda caixa um pouco maior de papelão ou de outro material resistente a impactos.
      Os Correios oferecem várias opções de embalagens de papelão. Para conhecê-las, vá a uma de nossas agências ou acesse a loja Correios Online e veja as opções disponíveis.
CDs, DVDs, Fitas Cassete/VHS, Token, Disquetes, Pen Drives, Chips ou assemelhados.
Caixa ou envelope confeccionado com material resistente a impactos.
      Os Correios oferecem várias opções de embalagens de papelão. Para conhecê-las, vá a uma de nossas agências ou acesse a loja Correios Online e veja as opções disponíveis.

9. Responsabilidade da ECT


O uso da embalagem sugerida não significa que eventuais danos ao conteúdo serão automaticamente cobertos pela ECT.

10. Restrições de conteúdo


Alguns objetos não são aceitos nem entregues pelos Correios, conforme determinação governamental, da União Postal Universal ou restrições impostas pelo IATA. Veja a lista de itens que os Correios não transportam.

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