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sexta-feira, 23 de setembro de 2016

Google lança o Allo, app que é alternativa (ou substituto) para o Whatsapp


Por: Franz Lima. Curta nossa fanpage: Apogeu do Abismo.

Em tempos de bloqueio do Whatsapp e ameaças de extinção do mesmo, os usuários sempre recorrem a outras opções. Ultimamente o app mais usado para substituir o "zap" é o Telegram. Há outros aplicativos que também fazem funções iguais ou similares, porém o Whatsapp é quase unanimidade entre os usuários.
A Google resolveu lançar um aplicativo similar que promete inovar usando um sistema de Inteligência Artificial para tornar a interação com o usuário muito mais dinâmica. O app é o Allo, cuja premissa é interessante por incluir o próprio Google na conversa com o dono do smartphone, seja ele Android ou iOS. A função é chamada de Google Assistant e ele permite buscas rápidas para vídeos, sites, notícias, imagens e tudo mais que podemos localizar no tradicional buscador. As funções Maps e Tradutor também são facilmente acessíveis.
Fiz alguns testes e achei muito boa a novidade, apesar de ainda ter somente a interface em inglês. 
A digitação é simples e as fontes podem ser ampliadas, além das já comuns inclusões de emojis e stickers (algo ainda em teste no Whatsapp, mas normal no Telegram). Há previsão de inclusão nos chats do idioma português para breve.
A busca é rápida e funciona conforme você dá subsídios ao Assistant. Por usar o inglês como idioma, digitei "What is Apogeu do Abismo?" e o resultado foi esse:


A ferramenta é excelente por aumentar o nível de interatividade entre os locutores com o uso do próprio Google. Discussões sobre assuntos variados poderão ter suas informações verificadas em tempo real sem a necessidade de interromper o chat. Além disso, o uso da IA permitirá ao usuário ter suas preferências apresentadas diretamente no app, bastando para isso programar o recebimento das notícias, links, etc.
A interface é extremamente agradável e intuitiva. Os stickers ainda são um ponto fraco, principalmente quando comparados ao Telegram, mas creio que em breve isso também estará ok.
Bem, fiquem à vontade para testar esse novo app. Vou continuar verificando as funcionalidades e, caso necessário, farei uma atualização do post.


quinta-feira, 7 de abril de 2016

Dicas importantíssimas para ler e fixar. Não é difícil...


Fonte: Livros e Pessoas. Comentários: Franz Lima.
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Sempre foi importante ter uma comunicação cativante e envolvente. Hoje, com a presença da tecnologia atuando nos contatos pessoais, essa habilidade se tornou ainda mais necessária. Pessoas articuladas, simpáticas e espirituosas são recebidas com alegria em qualquer roda de conversa. Com esse comportamento, sobressaem de maneira positiva nas reuniões corporativas e no relacionamento social.
Para isso é preciso que tenham voz firme, com bom ritmo. Vocabulário amplo, pronto e adequado a todas as circunstâncias. Domínio da expressão corporal, para que os gestos sejam elegantes e harmoniosos. Expressão facial arejada. Pensamento bem ordenado, com raciocínio lógico e concatenado.
Para que todos esses aspectos possam efetivamente contribuir com o sucesso da comunicação é fundamental que a pessoa tenha conteúdo. Se não tiver o que dizer, o indivíduo será repetitivo, vazio, prolixo e apenas um falador chato. Quem possui informações, naturalmente associa e complementa as ideias com facilidade, e torna seu discurso mais atraente.
Alguns, entretanto, reclamam que não conseguem guardar as informações que leem. Em pouco tempo, o que parecia tão interessante para ser usado em uma conversa desaparece da mente. Já me disseram que, depois de ler um romance, não conseguem contar a história que no momento da leitura parecia ser tão fascinante.
Para solucionar essa questão e conseguir reter as informações relevantes apreendidas em uma leitura, vou sugerir um recurso que me caiu às mãos de maneira curiosa. Ganhei um livro de oratória que havia pertencido ao poeta Guilherme de Almeida. A obra, com o título de “El Arte de Hablar Bien” (A Arte de Falar Bem) é de autoria de Paul C. Jagot e J. C. Noguin. Foi publicada na Argentina em 1943 e traduzida do francês para o espanhol por J. C. Guiñon.
Embora seja uma obra relativamente comum, Guilherme de Almeida fez dela uma espécie de livro de cabeceira. Leu cada uma de suas páginas e assinalou a lápis todas as passagens que julgou interessante. Observe que não estamos falando de qualquer pessoa, mas sim de um dos mais brilhantes poetas brasileiros de todos os tempos.
Guilherme de Almeida nasceu em Campinas, no Estado de São Paulo, em 1890 e faleceu na capital paulista em 1969. Deixou uma vasta produção literária e, em 1930, teve o mérito de se tornar o primeiro poeta moderno a ingressar na Academia Brasileira de Letras. Foi figura de destaque na Semana de Arte Moderna de 1922.
Não se encontra uma página sequer do livro que não tenha pelo menos uma pequena anotação feita de próprio punho pelo poeta. Em alguns casos, Guilherme de Almeida chama a atenção que determinado trecho deveria ser lido várias vezes. Um deles assinala com destaque uma sugestão dos autores de como reter as informações lidas em um livro.
“Ao acabar de ler o capítulo de um livro resuma o conteúdo, o significado da mensagem da mesma maneira como se precisasse expô-lo diante de uma centena de pessoas.” Quem seguir essa sugestão assinalada por Guilherme de Almeida, terá dado um passo importante para assimilar com mais facilidade o conteúdo de suas leituras.
O resultado é impressionante. Ao resumir o capítulo de um livro, ou um artigo de jornal ou revista, imaginando que precisará apresentá-lo diante de uma plateia, aprenderá o conteúdo com mais tranquilidade. Esse recurso faz com que a pessoa tenha domínio da matéria que acabou de ler. O exercício será ainda mais eficiente se for feito em voz alta.
Dessa forma, além de fixar as informações que leu, terá oportunidade também para aprimorar a comunicação. Depois desse treinamento, quando falar em público fazendo uso do conteúdo aprendido, as exposições se revestem de uma qualidade diferenciada.
A leitura é uma das mais importantes fontes de conhecimento. Quem se dedica a essa tarefa de resumir o que acabou de ler e faz o exercício de apresentar as informações como se estivesse falando em público, incorpora definitivamente esse conhecimento, que passa a ser muito útil quando se apresentar diante da plateia.

Franz diz: ler é um exercício para a mente, capaz de manter o cérebro ativo e aumentar a longevidade do mesmo. As dicas presentes nessa matéria são muito importantes e dão resultado, desde que haja disciplina por parte do leitor. Não se esqueçam que a aquisição de cultura e conhecimento são ferramentas de libertação e crescimento. Logo, leiam o máximo possível, porém sempre analisando e criticando aquilo que têm em mãos para evitar que a leitura se torne uma forma - mesmo discreta - de manipulação. 

quinta-feira, 9 de outubro de 2014

Indiano de 16 anos cria aparelho que permite ‘falar’ pela respiração



Arsh Dilbagi criou dispositivo que permite que pacientes 'falem' pela respiração (Foto: Divulgação/Arsh Dilbagi)
Arsh Dilbagi criou dispositivo que permite que pacientes ‘falem’ pela respiração (Foto: Divulgação/Arsh Dilbagi)
Cauê Fabiano, no G1

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Inspire e expire pelo nariz. Faça isso outra vez. Com apenas esses dois pulsos de ar voluntários e longos, a letra “M” acaba de ser expressa por meio de Código Morse. E é exatamente essa lógica que permitiu que o jovem indiano Arsh Shah Dilbagi, de 16 anos, desenvolvesse um premiado e barato mecanismo de comunicação que pode permitir que milhões de pessoas voltem a se comunicar, quando a fala, os braços e os pés deixam de ser opções para formar frases.
Entusiasta e estudioso de ciência da computação, Arsh, que ainda cursa o ensino médio na cidade de Panipat, próximo à capital Nova Deli, desenvolveu o “Talk”, que promete ser o dispositivo de CAA (Comunicação Aumentativa e Alternativa) mais barato e acessível do mundo, permitindo que pacientes com doenças degenerativas e outras desordens motoras voltem a “falar”, por menos de US$ 100 (cerca de R$ 240). Veja o vídeo aqui.
O jovem contou ao G1 sobre o desenvolvimento do aparelho, vencedor de uma das categorias do concurso “Google Science Fair 2014″, as possibilidades de aplicação do dispositivo para melhorar a qualidade de vida dos pacientes e seus esforços para, em suas palavras, “mudar o mundo”.

‘Vi pacientes chorando’
Dilbagi, que também atende pelo apelido de “Robo”, contou que a inspiração para a realização do projeto veio da história de vida do físico inglês Stephen Hawking, especialmente por sua batalha com a Esclerose Lateral Amiotrófica (ELA). No entanto, uma ida ao hospital e a observação de pessoas que haviam sofrido derrames e tinham sequelas motoras fez com que a ideia começasse a ter forma.
“Vi pacientes chorando. Aquele dia me questionei: ‘por que não há uma solução no mundo que os ajude a se comunicar?'”, relatou o rapaz, lembrando a angústia de pessoas que não conseguiam mais se expressar por meio de palavras. “Há mais de 100 milhões de pessoas do mundo com esse tipo de deficiência, o que é maior do que toda a população da Alemanha”, comparou.
Com pulsos curtos ou longos de ar ao expirar, aparelho interpreta sinais por meio do Código Morse (Foto: Wikimedia Commons)
Com pulsos curtos ou longos de ar ao expirar, aparelho interpreta sinais por meio do Código Morse (Foto: Wikimedia Commons)
Após cerca de um ano de trabalho, incluindo três meses de pura pesquisa e mais de sete meses para finalmente construir um dispositivo, desenvolver o software em três linguagens de programação e testar diversos de protótipos, o rapaz conseguiu criar o “Talk”.

Utilizando pulsos de ar ao expirar, um sensor colocado embaixo do nariz ou da boca da pessoa interpreta esses “sopros” como Código Morse, que identifica letras e números ao combinar unidades curtas ou longos de ar. Esses sinais são enviados para um sintetizador, que reproduz o código em palavras, por meio de até nove vozes diferentes, com sotaques e vozes de faixas etárias distintas. Tudo que o paciente precisa, então, é memorizar o código, para que possa se comunicar cada vez mais rápido.
As “vozes”, segundo ele, foram obtidas em uma biblioteca Open Source de sons, que foram vocalizados e colocados no equipamento. “Foi muito desafiador aprender todas técnicas que culminaram no Talk – desenvolvi o software em três linguagens de programação diferentes. Foi uma das melhores experiências de aprendizado da minha vida”, exaltou.
Todo o processo de criação do aparelho, vencedor da categoria “escolha do público” do Google Science Fair –que agraciou Arsh com uma bolsa de estudos de US$ 10 mil–, ocorreu durante o ano letivo, o que exigiu muita disciplina para que o rapaz não escorregasse nos estudos, e obtivesse boas notas.
Ao prestar o CBSE, o exame nacional da Índia, o jovem ainda conseguiu nota máxima, obtendo 10/10 GCPA (Média Cumulativa de Pontuação, em tradução livre). “Você precisa ser muito disciplinado, seguir o esquema que você estabeleceu. Se pular alguma coisa, tudo cairá em cima de você”, frisou o estudante, que pretende em breve se inscrever para uma bolsa no curso de ciência da computação na Universidade Stanford, na Califórnia.

Simplicidade
Com o pedido de patente pendente para o Talk, Arsh Dilbagi espera firmar parcerias para tornar o aparelho um dispositivo global, e ajudar a superar as barreiras existentes atualmente em relação a dispositivos de CAA, principalmente envolvendo o acesso e ao preço desse tipo de equipamento.
“Máquinas como as utilizadas por Stephen Hawking são caras e complexas, e precisam de muitas baterias para funcionar. Você precisa de um computador, de uma tela, de um sistema complexo e, combinando tudo isso, baterias para suportar isso. E isso se reflete no custo. É preciso mudar a forma como a tecnologia é vista, de como as pessoas enxergam uma solução”, explicou, sublinhando que o Talk consegue funcionar por oito horas em uma única carga.
“Os dispositivos desse tipo hoje começam na faixa de US$ 4 mil (cerca de R$ 9,6 mil), e um aparelho que é fácil de usar sai por pelo menos US$ 7 mil (cerca de R$ 16,8 mil)”, continuou Arsh, completando que, mesmo com o aporte financeiro, às vezes não é possível adquirir facilmente itens como detectores de movimento dos olhos ou aparelhos de digitação adaptados. “Não é o caso de que, se você tem US$ 7 mil no bolso, você pode comprar um. Eles não estão disponíveis em sites como Amazon, e não dá para pedir online para que ele seja entregue em qualquer lugar do mundo. O equipamento está disponível em lugares muito específicos, e mantê-lo é muito mais difícil do que se pode imaginar”, apontou o indiano.
Apesar de ser considerado internacional, o Código Morse não pode ser utilizado com exatidão para que pacientes se expressem em todas as línguas, o que, de acordo com o Dilbagi, é uma das falhas do projeto, disponível apenas em inglês. No entanto, o objetivo principal é tornar o Talk universal, em 20 idiomas diferentes, conforme a previsão de seu criador.

'Talk' custa menos de US$ 100 e pode democratizar o acesso de pacientes a dispositivos de CAA (Foto: Divulgação/Arsh Dilbagi)
‘Talk’ custa menos de US$ 100 e pode democratizar o acesso de pacientes a dispositivos de CAA (Foto: Divulgação/Arsh Dilbagi)

‘É possível mudar o mundo’
Citando novamente o exemplo do físico inglês, autor de diversos livros apesar de suas limitações físicas, Arsh explicou que já foi procurado por muitas pessoas que precisam de um aparelho similar, mas não têm as mesmas oportunidades que pacientes mais abastados.
“Stephen Hawking tem sido patrocinado para ter uma ferramenta para se comunicar, e veja como ele está mudando o mundo. E ele é só um entre milhões de pessoas que sofrem das mesmas desordens. Logo, acredito que Talk tem esse tipo de poder”, disse o rapaz, que ao apresentar seu projeto ao Google, colocou como desejo principal a vontade de mudar o mundo por meio da comunicação alternativa.
“É possível mudar o mundo. A maioria das pessoas procura por serviços comunitários, caridade. Se você quer ajudar a humanidade, você precisa ajudar a sociedade como um todo, auxiliando pessoas a se comunicarem, o que não tem sido feito até agora”, arrematou o jovem indiano, sem perder o fôlego.

Franz diz: dessa vez ficarei quieto. O texto e a iniciativa falam por si. 

quinta-feira, 1 de maio de 2014

Aplicativo facilita a comunicação para autistas.




Fonte: EBC e Blog Mea Vox

O Mea Vox é fruto da iniciativa de Gustavo Luís Furtado Vicente, da UFF. Ele é professor na UFF e tem domínio da robótica. Esta nova ferramenta que ele apresenta está destinada a facilitar a comunicação entre o autista e as pessoas que não são, ampliando o alcance de quem tem o problema e melhorando a qualidade de vida dos portadores e familiares. Parabéns ao idealizador. Espero que o projeto ganhe o máximo de apoio possível.
O Apogeu está fazendo sua parte.

"Para a definição da estrutura de um Mapa existe o programa mvBuilder, desenvolvido especificamente para este fim, que roda em um computador normal (notebook ou desktop) e que complementa o meaVOX. O mvBuilder foi desenvolvido tendo a facilidade de uso em mente. Por isso ele não tem menus, popup menus, hot-keys, entre outras ferramentas de produtividade (atalhos que aumentam a velocidade de uso de um software). 

Aqui não queremos pressa, mas sim permitir que o maior número de pessoas sem experiência no uso de computadores possa utilizá-lo. A tela do mvBuilder é mostrada na figura abaixo. Nesta tela estão todos os comandos necessários à definição de todas as informações que farão parte do Mapa a ser utilizado pelo meaVOX.




À esquerda da tela é apresentada a estrutura em forma de árvore (como o Windows Explorer faz com as pastas e arquivos). Com esta estrutura conseguimos ver quais os desdobramentos já foram definidos para cada célula. Por exemplo, na tela mostrada acima, temos 4 células definidas: a célula de identificação (com a figura de um rosto de menino - poderia ser a foto da criança), a célula da agenda (com o desenho de um menino do lado de um calendário), a célula "Eu Quero" e a célula "Eu Estou".
Como podemos observar na figura, podemos definir, para cada célula individualmente, a imagem, o texto, o som (a ser verbalizado), a cor de fundo e a posição que a célula (na verdade a sua imagem) irá ocupar na tela do dispositivo móvel. Assim, podemos ver na figura abaixo a associação destas definições, apresentadas no celular.
Repare que, na estrutura da esquerda (no mvBuilder), as células "Eu Quero" e "Eu Estou" possuem um "+" do seu lado esquerdo. Isto indica que há opções a serem mostradas quando o usuário selecionar uma destas células (no meaVOX). Se abrirmos a célula "Eu Quero" (como fizemos abaixo), serão mostradas as células possíveis de serem selecionadas quando esta célula ("Eu Quero") for clicada no dispositivo com o meaVOX. Observe a figura a seguir...
Quando a criança escolher (no celular) a célula que representa "Eu Quero", o meaVOX irá apresentar as opções definidas para aquela célula (no caso, "Beber", "Comer", "Brincar", "Ver" e "Ir"). Note que cada uma destas opções possui suas próprias opções, e assim por diante..."

Franz diz: esta é uma das muitas ferramentas que a informática - através de pessoas decentes e conscientes - oferece para ampliar a comunicação dos autistas. O tema é recorrente neste blog por eu ser pai de um autista, ainda que ele apresente um nível muito baixo de autismo. Viver sem acesso à comunicação é algo inimaginável e eu não poderia deixar de apoiar uma iniciativa desse porte.
Creio que possam haver outras ferramentas tão boas ou melhores que esta e, indubitavelmente, as crianças e adultos portadores do autismo, além dos familiares, precisam conhecer essas facilidades.

sexta-feira, 25 de abril de 2014

Vou melhorar meu conhecimento da língua portuguesa com a web. Tem certeza?


Por: Franz Lima
Li uma notícia sobre a morte da apresentadora inglesa Peaches Geldof. Apesar da triste notícia do falecimento de uma jovem de 25 anos, o que mais me surpreendeu foi o nível da escrita na notícia. Erros de grafia e concordância são apenas uma parte do problema. O que mais chocou é a presença desta lacunas em sites e jornais de grande influência junto ao público leitor. 
Como formadores de opinião e por possuírem grande apelo junto aos leitores, tais falhas são inadimissíveis, além de influenciar negativamente. 
Não posso deixar de citar alguns jornais de menor porte, como o Meia Hora, do Rio de Janeiro, onde esse desleixo com a língua portuguesa beira a agressão.
Abaixo, o trecho da matéria que atraiu minha atenção, publicado no Ego, do Globo, dia 11/04/2014:
A socialite, que trabalhou como jornalista, apresentadora e modelo, deixa duas filhos: Astala, 1 ano e 8 meses, e Phaedra. Sua última publicação no Twitter, que aconteceu neste domingo, 7, foi uma foto em que ela aparece no colo de sua mãe. Paula Yates morreu quando Peaches tinha 11 anos. Já em seu perfil no Instagram, Peaches publicou um vídeo de seu filho. Sua última aparaição pública foi no evento de moda F&F na última quinta-feira.
Um meio de comunicação como o jornal, impresso ou eletrônico, não pode conter erros tão graves. Há revisores em todos eles, porém é visível o nível de descaso cada vez maior para a correção de erros gramaticais, concordância ou tempo verbal. Com exemplos vindos da própria mídia, somados ao já relapso ensino de nossa língua culta, o que resta esperar?
O q vc axa disso tudo?

quinta-feira, 15 de agosto de 2013

Privacidade com o GMail? Segundo o Google, isso não existe.


Fonte: Tecmundo.

Por: Caroline Hecke

Privacidade é a palavra do momento. Enquanto a tensão sobre os recentes escândalos de espionagem digital do governo dos Estados Unidos só aumentam, um documento da Google veio à tona, mostrando que usuários do Gmail não podem esperar ter qualquer tipo de privacidade em suas mensagens.
A Consumer Watchdog revelou um documento de junho deste ano que comprova que suas mensagens podem ser acessadas por uma “infinidade de motivos”, o mais comum seria a venda de anúncio para clientes.
No entanto, a moção apresentada pelos advogados da Google em um processo de grupo contra a empresa foi um pouco além e acabou revelando que não existe privacidade real para os usuários do Gmail.
“Assim como o remetente de uma carta a um colega de trabalho não pode ficar surpreso caso o assistente do destinatário abrir a carta, as pessoas que usam serviços de e-mail hoje, não podem se surpreender ao ter seus e-mails processados ​​pelos provedores do destinatário no curso de entrega”, diz o documento.
Até aí, nada é tão surpreendente, mas o que chamou a atenção da comunidade de tecnologia foi a frase que veio a seguir “uma pessoa não pode ter expectativas legítimas de privacidade na informação que envia voluntariamente a terceiros”, indicando que, além de serem processados, os dados podem ser coletados e lidos por outras pessoas.

Privacidade ou sistemas automáticos?

Para se defender, a Google diz que “estão tentando criminalizar práticas comerciais normais”, algo que a empresa vem tentando implementar por quase uma década, especificamente com a varredura automática de emails.
Ao mesmo tempo, os advogados da Google defendem que não existe uma interceptação ilegal, já que a varredura de conteúdo já está prevista dentro dos Termos de Uso e Política de Privacidade dos serviços da empresa.
Para eles, o que está sendo pedido em tribunal (o aumento da privacidade) poderia fazer com que os serviços fossem interrompidos. “Por exemplo, um provedor não poderia permitir que usuários classifiquem seus e-mails usando filtros automáticos, pois isso exige a verificação do conteúdo dos e-mails que estão sendo entregues aos usuários”.
Segundo a Google, o aumento de privacidade tornaria “impossível” para qualquer empresa de email fornecer serviços normais. Ao confirmar que os clientes não têm privacidade na rede, a Google entrou em uma guerra definitiva com os consumidores que já moviam ações contra a empresa.

Franz says: honestamente, nem as denúncias do Snowden me surpreenderam. É fato que são  raros os aparatos tecnológicos 100% confiáveis. Desde sorteios em loterias até os simples e-mails, passando por outros equipamentos e softwares, tudo que possa envolver um programa criado pelo homem, certamente, pode ser burlado.

quarta-feira, 6 de junho de 2012

Podcast: o ressurgimento da "Era do Rádio"


Autor: Franz Lima
Muitos dos que lerão esta crônica irão, inevitavelmente, acessar o oráculo (Google), a Wikipédia ou perguntar a seus pais e avós sobre quanto do que está escrito aqui é verdade. Compreendo cada um de vocês que fizer isto, pois vivemos em uma era tomada pelo áudio-visual. É quase inconcebível um período em que era normal imaginar ao invés de ver. Mas este período existiu e foi mais longo do que pensamos.
1922 foi o ano em que os brasileiros passaram a ter acesso às comunicações radiofônicas. Apenas quatro anos após o término da Grande Guerra Mundial – não era ainda chamada de Primeira Guerra – começamos a usufruir da magia da voz à distância. Não é exagero meu chamar de “magia”, uma vez que essa foi a maneira como tudo começou: de forma mágica.
          Do ano do surgimento do rádio para a absoluta influência deste nas vidas de nossos antepassados, passaram-se alguns anos. O cinema já existia e a TV era uma realidade acessível a poucos, mas os rádios forneciam entretenimento barato.

"Chegou a hora de aprimorar este veículo", pensou um empresário do ramo de rádio comunicação e, para isso, surgiram as radionovelas. Bem, o que havia de tão bom em ouvir pessoas brincando de teatro? Simplesmente tudo, já que a imagem não era uma realidade nos lares brasileiros e, por meio do rádio, as tramas, mistérios e personagens fascinantes chegavam até as pessoas da época. Além disso, tanto autores quanto atores eram pessoas altamente gabaritadas, movidas pela paixão de representar. Mário Lago e Janete Clair são exemplos de personalidades da radionovela que tiveram seus talentos usados, futuramente, nas telenovelas.
Vale frisar que as celebridades do rádio eram tão influentes e bem sucedidas quanto as celebridades atuais do cinema, TV e internet, principais veículos de entretenimento do século XXI.

Mas nada dura para sempre. Com o advento da televisão – e da telenovela -, o rádio foi perdendo popularidade aos poucos e isto resultou no fim de muitos programas de entretenimento, inclusive os programas de calouros, radionovelas e alguns noticiários que, gradualmente, foram absorvidos pela televisão.

Porém a semente já estava plantada. Por mais que a sociedade evolua para o áudio-visual, sempre haverá um momento em que apenas o som estará presente, seja no carro, estudando ou em outra situação. O que importa é isso: o rádio teve uma enorme queda de popularidade, porém sua essência jamais morreu.
A mídia de voz está presente até os dias atuais. O som, seja pela voz ou música, é parte essencial de nosso cotidiano, independentemente do progresso de outras mídias, não importa o quanto evoluam as outras formas de comunicação e entretenimento.
Como prova disso, surgiram aparelhos cada vez menores para ouvir músicas e programas de rádio. Os micro-system eram aparelhos de som portáteis e chamativos, com uma ou duas unidades de fita cassete e rádio AM/FM, seguidos pelo “walkman” que era uma unidade portátil para tocar fitas cassete, substituídos depois pelo discman (tocadores de CD) até o advento dos tocadores de mp3 que evoluíram para os ipod e outros players tão bons quanto. Os ipod são referência em função da capacidade de armazenamento. Hoje, há aparelhos com capacidade para até 160 Gb em arquivos de áudio.
E daí? Bem, estas novas formas de armazenamento e compactação de arquivos abriram um espaço antes impensável. Agora, é possível ouvir horas de músicas, entrevistas, conversas ou qualquer outro tipo de som em formato mp3, AAC ou outro qualquer e com tamanho razoável, ocupando pouco espaço na mídia de armazenamento. Acrescente-se a isso novos programas de editoração de músicas e áudio e, com o tempo, idealizadores começaram a fazer seus próprios programas gravados, onde encontramos desde conversas informais sobre cultura em geral até aulas sobre os mais diversos temas. Criou-se, então, o podcast.
O conceito de podcast é bem simples: um arquivo de áudio – seja lá qual for seu formato – onde uma ou mais pessoas, usando dos mais modernos recursos tecnológicos, ou não, criam um documento digital com algo que seja de seu interesse. Esse arquivo é disponibilizado para ser “baixado” (download) gratuitamente e também pode ser assinado (RSS). Alguns destes idealizadores criaram verdadeiras séries sobre seus temas preferidos, conseguindo angariar uma legião de fãs. 
Hoje o Brasil é um grande produtor de podcasts. Há  programas com conteúdo de altíssimo nível, produtos de exportação e premiados em diversos meios de comunicação. Mas não focarei nas premiações, pois o que quero frisar é a importância dos casts em áudio.
No auge da era do Rádio, o Brasil tinha neste instrumento o seu principal divulgador de todos os assuntos importantes ou irrelevantes. Ouvir rádio era sinônimo de estar "antenado" (talvez venha daí a expressão) com o que ocorria no mundo - ainda que um tanto atrasado. Porém, atualmente, o podcast não pode exercer esta função. Com o advento da internet - cada vez mais rápida - as notícias chegam com muito mais eficiência e velocidade aos interessados. Assim, o podcast tem hoje uma função similar ao rádio em seu auge, quando era uma fonte de entretenimento e informação, guardadas as devidas proporções, lógico.
O podcast é um fenômeno. Este é o ponto em que quero chegar. Ele não só é um veículo para propagar informação, cultura e lazer, como também tornou-se um ponto de apoio para o surgimento de novos talentos, pessoas que o usam para expor opiniões ou apenas para conversar sobre o que gostam. Independentemente do uso do podcast, creio poder afirmar categoricamente que ele terá uma longa vida pela frente. Ao contrário do rádio tradicional, não será a internet ou a televisão que irão minimizar a importância dele até que o esqueçam por algo mais moderno. A tendência desta nova forma de comunicação é o aprimoramento, a evolução e o acompanhamento das tecnologias, prosseguindo ao lado da geração atual e das gerações futuras. Ouvir um podcast não é só um modismo. Ouvir um podcast é uma tendência que marca a história da comunicação em nosso país e no mundo. 
Parabéns a todos os profissionais que usam esta ferramenta para levar e divulgar por todos os lugares a voz, a informação e o entretenimento. 

Podcasts que apóio e participo:

Epifania 000 - Coletânea Cassandras

Epifania 001 - A Batalha do Apocalipse

Epifania 002 - A Guerra dos Tronos


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