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Mostrando postagens com o rótulo Repressão

Tempos Modernos, de Charles Chaplin. Análise completa da obra.

Por: Franz Lima . Tempos modernos é um filme dirigido e atuado por Charles Chaplin, onde a moderna e competitiva sociedade é retratada de forma irônica, porém correta. Os exageros servem para evidenciar os prejuízos que o ritmo moderno, acelerado, pode trazer ao homem. A genial cena de abertura mostra ovelhas em trote acelerado, enquanto na transição vemos homens, uma multidão, saindo do subterrâneo dos trens, uns indiferentes aos outros, cada um preocupado com sua própria vida. Com um humor ácido, Chaplin aborda os malefícios de uma sociedade industrial e consumista. Em prol de lucro e produção, o patrão sacrifica seus funcionários, levando-os ao extremo do desgaste pelo trabalho. A repetição e a alta carga horária são outros pontos mostrados de forma ímpar. NOTA: Essa era uma realidade comum que foi modificada apenas recentemente através de novas leis trabalhistas, porém contornadas por jogadas e armações de fáb ricas e patrões. Por causa de tama...

Memórias de uma guerra suja: verdades sobre a ditadura militar

Fonte: Estadão   Em livro lançado essa semana, o ex-delegado de polícia Cláudio Guerra assume a autoria de crimes contra militantes políticos, revelando que corpos foram incinerados em uma usina de cana em Campos dos Goytacazes, nos anos 70 e 80. Em outros depoimentos identifica mandantes de crimes contra militantes políticos, tecendo um relato inédito da repressão.   As impactantes revelações do ex-delegado intensificam o debate público a respeito da criação da Comissão Nacional da Verdade, tendo a força catalisadora de fomentar outros depoimentos e informações sobre as graves violações perpetradas ao longo do regime militar. Ineditamente, em 18 de novembro de 2011, foi adotada a Lei n. 12.528, que institui a Comissão, com a finalidade de examinar e esclarecer crimes praticados durante o regime militar, efetivar o “direito à memória e à verdade e promover a reconciliação nacional”. O Programa Nacional de Direitos Humanos III, lançado em 21 de dezembro ...

Marjane Satrapi e sua nova obra: Bordados.

"Bordados" fala do poder feminino Fonte: Gazeta Maringá . Texto de Irinêo Baptista Netto Iraniana radicada em Paris, Marjane Satrapi parte mais uma vez de suas memórias para tratar da situação das mulheres no Irã Marjane Satrapi é um mulherão. Pelo menos essa é uma impressão deixada por fotografias. Quando participou do júri no Festival de Cannes, em 2008, era mais alta do que todos os homens do grupo – incluindo o presidente, Sean Penn. Iraniana, ela vive em Paris, não tem papas na língua e discute com franqueza sobre o que quer que seja. Foi essa postura que fez sua fama na série em quadrinhos Persépolis e é ela que abrilhanta a história contada em Bordados, publicado agora pela Companhia das Letras. No livro, Marjane faz um recorte da vida das mulheres no Irã para discutir relações afetivas, casamento, traições, tradições e a anatomia masculina. Depois de um almoço, quando os homens se retiram para fazer a sesta, as mulheres organizam a casa, lav...