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sexta-feira, 17 de outubro de 2014

Endosse e apoie o mais promissor site de literatura: Roda de Escritores.



Acompanho o Roda de Escritores há algum tempo. Lá, grandes amigos surgiram, ótimos textos foram escritos e talentos mostraram suas obras. Mas algo faltava...
Pensando nisso, o Capitão e Santo uniram esforços para transformar o antigo site em um dos mais movimentados e pertinentes lares da nova literatura brasileira. Diariamente vocês poderão ler um texto e uma poesia. 
Os administradores do Roda também investiram pesado para que a divulgação das obras de seus escritores fosse feita de um jeito profissional e respeito a quem lê e a quem escreve.
Aproveite para ler ótimos textos e, caso escreva, divulgue suas obras. O Roda de Escritores irá disponibilizar novos podcasts em breve. 
Esta é uma novidade que tem tudo para dar certo. Apoiem e endossem essa iniciativa!
Após o vídeo de apresentação (abaixo), vocês lerão algumas diretrizes do site.
Boas leituras...
Franz.



Você já conhece o sistema da casa? 
Tudo muito bom, tudo muito bem, mas como é que essa brincadeira funciona? São dois textos por dia. Só. Nada mais. Uma poesia às 11h e uma prosa às 17h. Tudo isso para que o nosso leitor não precise ter que garimpar textos como outros sites do segmento literário
Quinzenalmente teremos Podcasts e Artigos para aperfeiçoamento da escrita. Eles serão em semanas intercaladas, nas quintas-feiras às 9h. Eventualmente nossos horários e datas podem flutuar. Mas sempre iremos avisá-los com antecedência.Porém, o mais importante para o funcionamento desse novo projeto é o comentário. E estamos falando muito sério aqui pessoal. O que vemos em muitos sites de literatura é que todo mundo quer submeter seu texto e ser lido, mas ninguém entra nos demais textos, lê e comenta. Se seu texto não foi aprovado de primeira, siga na luta. Leia os demais, tente aprender. Comente quem conseguiu chegar lá. Nós precisamos disso para crescermos todos juntos.Sem comentários a Roda de Escritores vira só mais um site. E o seu texto só mais um texto. Então pense nisso e se estiver com alguma dúvida ou com alguma dificuldade, não hesite em nos procurar no “Fale Conosco” ou nos nossos demais canais de comunicação.

quarta-feira, 27 de agosto de 2014

Polêmica: escritores declaram guerra à Amazon.


Jeff Bezos, da Amazon.
Fonte: Veja. Comentários: Franz Lima
 
Nos últimos meses, donos do e-reader Kindle encontraram dificuldades para comprar livros do grupo editorial Hachette, responsável pela edição de importantes autores internacionais como J.K. Rowling, que lançou em junho The Silkworm, nova trama assinada por seu pseudônimo Robert Galbraith. A escritora, entre outros nomes do grupo, foi prejudicada pela briga entre a editora e a Amazon, empresa de Jeff Bezos. Elas se desentenderam sobre os termos do contrato imposto pela gigante varejista, detentora de 60% do mercado de e-books e de um terço da distribuição de livros impressos nos Estados Unidos. A briga ganhou novo episódio nesta semana, com a publicação no domingo, pelo jornal The New York Times, de uma carta aberta assinada por 909 escritores contrários à atitude da Amazon de prejudicar as vendas da Hachette e de outros que discordam da sua agressiva política de preços.
Entre os nomes que assinaram o manifesto, estão autores populares como Suzanne Collins, Jennifer Egan, Markus Zusak, Nora Roberts, John Grisham e Stephen King. De acordo com a carta, a Amazon tem boicotado os autores da Hachette, dizendo em seu site que as obras estão indisponíveis, sugerindo outros autores e atrasando a entrega dos livros. “Como escritores — a maioria de nós não representados pela Hachette — acreditamos que nenhum varejista deve impedir que um livro seja vendido e nenhum leitor desencorajado a comprar uma obra. Não é honesto a Amazon eleger autores, que não estão envolvidos na disputa, e usá-los como forma de retaliação”, diz trecho do texto.
A briga começou quando o grupo editorial Hachette se opôs à política de menor preço da Amazon. De acordo com o grupo, o site quer vender e-book a apenas 9,99 dólares (cerca de 23 reais). Segundo a editora, o valor é muito baixo e o site ainda quer aumentar sua margem de lucro, de 30% para 50%.
Para se defender — e complicar a situação —, a Amazon citou George Orwell em uma carta assinada pela equipe de literatura do site, dizendo que o autor de 1984 era contra a publicação de livros de bolso, que se popularizaram nos anos 1930 e aumentaram o acesso para novos leitores. O texto faz uma comparação do que acontece hoje no mercado editorial. “A história se repete. Nós queremos livros baratos. A editora Hachette, não”, diz a Amazon.
Contudo, em matéria publicada no jornal The Guardian, Bill Hamilton, editor responsável pelas obras de Orwell, diz que a Amazon usou em vão o nome do escritor, e que sua fala foi usada de forma errônea. “Eles citam Orwell fora de contexto, como se ele quisesse proibir os livros de bolso, para validar uma campanha contra editoras e os preços dos e-books.”
Na frase completa, Orwell não quer proibir o novo formato de livros, e sim exaltá-los. “Os livros da editora Penguin (que lançou os formatos de bolso) são esplêndidos. Tão esplendidos que se outras editoras fossem espertas se uniriam contra o formato para proibi-lo”, disse o escritor de forma irônica na época.

Franz diz: a publicação "autônoma" propiciada pela Amazon é uma porta para expandir os horizontes dos novos escritores. Muitos começam por lá e lutam por seu espaço dentro de um competitivo e, por vezes, cruel mercado editorial. Mas o fato é que a Amazon não pode forçar a quebra de editoras tradicionais ou forçar uma redução de preços às custas de perdas para os escritores. O mercado pode ser competitivo sem que a força gerada pelo capital de uma grande publicadora sele o destino de outras editoras.
O apoio de escritores consagrados - citados no início do texto - dá credibilidade e peso para a Hachette, porém afirmo que os preços dos livros, incluindo os e-books, está muito alto. Obras impressas são vendidas em nosso país por preços elevados quando comparados à renda média da população. Já os e-books, vendidos em muitas lojas virtuais, tem o preço quase igual ao do livro impresso, o que desestimula as vendas. Há de se chegar a um consenso para que editoras e escritores, assim como os leitores, tenham lucros. Afinal, autores e publicadores devem ter retorno com seus trabalhos, mas a margem de lucro não pode impedir que um leitor acesse esse material. O equilíbrio é o caminho mais sensato, ainda que esbarremos na política de tarifação dos produtos no país. 

sexta-feira, 21 de março de 2014

Neil Gaiman dá dicas para os novos escritores.


 
Inspirado pelas 10 regras de escrita de Elmore Leonard publicadas no The New York Times, o jornal britânico The Guardian pediu a alguns dos autores mais célebres da atualidade que compartilhassem com o público seus mandamentos de redação. Traduzimos as oito dicas de Neil Gaiman, o premiado autor de O oceano no fim do caminho. Vale tomar nota!
#1. Escreva.

#2 Escreva uma palavra depois da outra. Encontre a palavra certa, escreva-a.

#3. Termine o que você está escrevendo. Faça o que for preciso para terminar, e termine.

#4. Coloque o texto de lado. Leia fingindo que você nunca leu antes. Mostre-o a amigos cuja opinião você respeita e que gostem daquele tipo de coisa.

#5. Lembre-se: quando as pessoas dizem que algo está errado ou não funciona para elas, estão quase sempre certas. Quando dizem exatamente o que você está fazendo de errado e como corrigir, estão quase sempre erradas.

#6. Corrija. Lembre que, mais cedo ou mais tarde, antes que o texto fique perfeito, você precisa seguir em frente e começar a escrever a próxima coisa. Perfeição é como perseguir o horizonte. Continue escrevendo.

#7. Ria de suas próprias piadas.

#8. A principal regra da escrita é que, se escrever com segurança e confiança suficientes, você pode fazer o que quiser. (Essa pode ser uma regra para a vida, assim como para a escrita.) Então, escreva a sua história como ela precisa ser escrita. Escreva-a com honestidade e conte-a da melhor forma que você puder. Eu não sei com certeza se existem outras regras. Pelo menos, não as que importem…

domingo, 3 de fevereiro de 2013

Novidades da Editora Rocco.


Livro: FRÁGIL ETERNIDADE
Subtítulo: Wicked Lovely #3
Autor: Melissa Marr
Tradução:Maria Beatriz Branquinho da Costa
ISBN:978-85-7980-127-3
Páginas:400
Formato : 13,7x20,7
Série : Wicked Lovely
Coleção : Rocco Jovens Leitores
Preço : R$ 39,50
 

No terceiro volume da série Wicked Lovely, o amor e as disputas entre seres mágicos e mortais mais uma vez estão em cena. O jovem Seth, como qualquer apaixonado, quer ficar perto de sua amada Aislinn para sempre; mas muita coisa mudou na vida da menina desde que ela foi escolhida pelo sedutor Keenan, o Rei da Corte do Verão, para ser sua rainha. Dividida entre sua vida normal e um destino do qual parece ser incapaz de fugir, Aislinn precisará enfrentar desafios e tentações que jamais poderia imaginar em mais um emocionante capítulo deste arrebatador conto de fadas do século XXI.


Livro: CALICO JOE
Autor: John Grisham
Tradução:Antônio E. de Moura Filho
ISBN:978-85-325-2798-1
Páginas:224
Formato : 14x21
Preço : R$ 24,50  
 
Ternos e togas dão lugar a camisetas e bonés no mais novo sucesso do mestre dos thrillers de tribunais. Em Calico Joe, John Grisham constrói um romance que vai muito além dos arremessos de beisebol. Ele se aproveita da paixão nacional dos americanos para contar uma história sobre pais e filhos, perdão e redenção. O título estreou em primeiro lugar na lista dos mais vendidos do The New York Times, mostrando que Grisham continua um contador de histórias imbatível, nos tribunais ou nos campos.
A trama começa no verão de 1973, quando o Cubs, time de Chicago, busca um novo jogador. O escolhido é um jovem promissor de Calico Rock, pequena cidade de Arkansas, Joe Castle. Com uma carreira em ascensão nas ligas menores, Joe rapidamente vira a sensação do beisebol norte-americano.
Quebrando todos os recordes possíveis para um novato, Castle se torna o novo ídolo e queridinho da América, inclusive do jovem Paul Tracey, filho de um veterano pitcher (arremessador) dos Mets, de Nova York.
De temperamento difícil, com uma carreira irregular e em queda, Warren Tracey fica ainda mais ressentido com a idolatria de seu filho por Joe Castle. Quando os Cubs vão a Nova York para jogar contra os Mets, toda a raiva e amargura vêm à tona. E um arremesso despropositado encerra uma das mais brilhantes carreiras do beisebol e muda a vida de todos para sempre.
John Grisham sempre sonhou em ser jogador de beisebol, e nunca escondeu isto de ninguém. Fã inveterado do esporte, ele o usou como pano de fundo de diversos de seus livros, como em O homem que fazia chover e A casa pintada. Em Calico Joe, no entanto, é o beisebol que move a história.
Pelos olhos de Paul Tracey, o autor leva seus leitores a uma emocionante viagem, acompanhando a carreira de Joe e de seu pai, e dos rumos que suas vidas tomam após o arremesso desmedido. Calico Joe é um John Grisham de primeira e o final surpreendente é uma prova disso. E quem não entende nada de beisebol não precisa se preocupar, o próprio autor escreve um posfácio onde decifra o jogo para o resto do mundo.


Livro: MICRO
Autor: Michael Crichton e Richard Preston
Tradução:Márcia Frazão
ISBN:978-85-325-2806-3
Páginas:416
Formato : 16x23
Preço : R$ 49,50 

Autor de Mundo perdido, e O parque dos dinossauros, entre outros best-sellers, o norte-americano Michael Crichton escrevia Micro quando faleceu, em 2008. Finalizado pelo escritor Richard Preston, conhecido por suas tramas sobre bioterrorismo, Micro revela um universo pequeno demais para ser visto, mas perigoso demais para ser ignorado.
A trama começa no sofisticado e selvagem mundo das grandes corporações. Em um escritório trancado nos arredores de Honolulu, no Havaí, três corpos são encontrados, sem quaisquer sinais de luta a não ser cortes ultrafinos no corpo. A cena do crime não tem instrumentos ou armas capazes de produzir tão estranhos ferimentos, nem sinais de invasão ou arrombamento.
Enquanto isto, em Cambridge, sete promissores estudantes são convidados por Eric Jansen, irmão de um dos alunos, e pelos altos executivos da Nanigen MicroTechnologies, INC a se juntarem à pioneira empresa. Com a promessa de conhecer a tecnologia de ponta que será responsável por abrir um novo horizonte e mudar a ciência da forma como conhecemos, os jovens são levados para uma experiência na floresta tropical de Oahu.
A partir daí, o talento de Michael Crichton e de Richard Preston cria um novo mundo, tão sedutor e crível quanto a Ilha Nublar de O parque dos dinossauros. Os autores apresentam uma tecnologia radical e ultramoderna, capaz de reduzir a matéria a tamanhos microscópicos. Os sete estudantes são obrigados a enfrentar perigos extremos e surpreendentes na luta pela sobrevivência, tirando forças de si e da natureza.
Espionagem industrial, assassinatos, ganância e traição são os elementos de fundo de uma ficção científica de primeira. Com Micro, os fãs de Crichton conhecem um novo universo surpreendente e muito mais selvagem do que se poderia imaginar. Um livro perfeito para todos os leitores saudosos das aventuras de Michael Crichton.


Livro: PROIBIDA PRA MIM
Autor:
Gustavo Reiz
ISBN:
978-85-7980-130-3
Páginas:
352
Formato :
13,7x20,7
Coleção :
Rocco Jovens Leitores
Preço :
R$ 34,50 
 
Uma banda de rock, um amor proibido, uma disputa entre os principais colégios da cidade... Repleto de ação e com muito humor, Proibida pra mim é um romance que tem o ritmo contagiante da adolescência. Quinto livro do escritor e roteirista Gustavo Reiz pela Rocco Jovens Leitores, o lançamento traz a escrita descontraída do autor e comprova sua sensibilidade para reproduzir o universo jovem nas páginas com muito bom humor.
Tudo começa quando Pedro é obrigado a acompanhar os pais num evento social, justamente no dia em que seus amigos fariam um show de rock na boate em que frequentavam. No auge dos seus 17 anos de idade, acostumado a usar calças jeans rasgadas, camisas amarrotadas e seu velho All Star, o garoto teve que adotar o figurino engomadinho e aturar os adultos que se dirigiam a ele como se fossem jovens, com seus cumprimentos “modernos”, gírias idosas e um aperta-aperta de bochechas que transformava aquele evento numa verdadeira tortura. Enquanto isso, seus amigos postavam fotos do evento na boate, o que só aumentava a aflição do rapaz, que era o compositor das músicas da banda. Mas quando menos se espera é que coisas incríveis podem acontecer: Pedro avistou uma loirinha, na janela, talvez na mesma ânsia de liberdade que ele. Logo saberia que a linda garota se chamava Lia, mas não fazia ideia que estava diante da protagonista de sua mais nova história de amor, com direito a vilões e grandes reviravoltas.
A velocidade na troca de informações, as redes sociais, as festas como palcos de muitas confusões, as consequências de se viver num tempo onde tudo se espalha de maneira viral, está tudo aqui. Somado, ainda, a temas que não se esgotam nunca, como a paixão pela música, as aventuras amorosas, as conquistas, a relação entre pais e filhos, os imprevistos...
Uma história vibrante, para torcer pelos personagens, se divertir bastante e até se emocionar. O leitor não só é convidado a fazer parte da galera como também a participar dos shows, já que as músicas criadas pelos personagens estarão disponíveis para download no site do autor (www.gustavoreiz.com.br). Garanta seu ingresso e boa leitura!


Livro: A PORTA
Autor: Margaret Atwood
Tradução:Adriana Lisboa
ISBN:978-85-325-2807-0
Páginas:128
Formato : 14x21
Preço : R$ 24,50 

Mais conhecida no Brasil por sua farta e premiada produção em prosa, a canadense Margaret Atwood também maneja com maestria os versos. Em A porta, primeira coletânea de poemas da autora, ganhadora do Man Booker Prize por O assassino cego, a ganhar edição no Brasil, ela fala sobre passagem do tempo, política, misticismo, lembranças e sobre o ofício de escrever.
A poesia é o lugar onde a autora reflete sobre sua vida com densidade, mas sem perder a ironia e a verve crítica, de quem atravessou o século XX e XXI, sintonizada com as transformações históricas contemporâneas. Com tradução de Adriana Lisboa, A porta mostra as múltiplas facetas dessa autora prolixa, de quem a Rocco já publicou quase 20 livros.
A casa de bonecas ressuscitada, que evoca lembranças da família; a sensação de luto diante da morte dos gatos tão queridos; a imagem da mãe definhando revelada na metáfora de um afogamento. São várias as lembranças resgatadas do esquecimento nos versos de Atwood. A autora também reflete sobre o papel da poesia e de seu criador. Ela vasculha os porquês da produção literária e lembra, para quem se aventura a escrever, que a poesia só tem sentido na simplicidade. Com sarcasmo, ela lança ao leitor os questionamentos, mas não acredita em respostas.
Em outra sequência de poemas, Atwood sustenta seu ativismo ecológico. Não é o tempo o vilão e destruidor do mundo, mas o homem descuidado que se esquece dos detalhes. Já a guerra é descrita com uma fotografia. E a imagem congelada de Joana D`Arc num cartão-postal instiga o leitor a procurar outras referências e olhares.
Em alguns poemas, Atwood faz referências diretas a acontecimentos marcantes. Canção do Barco, por exemplo, remete aos últimos momentos do Titanic e a famosa cena da orquestra de violinos tocando, enquanto o navio afunda. E a instalação do artista plástico indonésio Dadang Christanto, de 1996, inspira “Eles Fornecem Provas”, uma reflexão sobre o sentido da arte e suas mensagens.
O leitor de A porta vai se emocionar com as fortes imagens criadas por Atwood. Portas se abrem e se fecham, conduzindo à plenitude, e também à inquietação, ao desconforto e à melancolia. A porta é um convite para uma jornada poética, da qual o leitor é tratado como cúmplice.



Livro: MAGIA DE SANGUE
Autor: Tessa Gratton
Tradução:Sonia Coutinho
ISBN:978-85-7980-132-7
Páginas:448
Formato : 13,7x20,7
Coleção : Rocco Jovens Leitores
Preço : R$ 44,50 

Os jovens fãs de romances sobrenaturais vão vibrar com a estreia de Tessa Gratton na literatura. A trama traz a história de Silla, uma menina marcada pela perda dos pais, e Nick, um garoto recém-chegado a uma pequena cidade do interior, que esconde seus próprios segredos.
O jovem Nick é o típico rapaz urbano, revoltado por ter sido forçado a deixar Chicago pela perdida Yaleylah, no Missouri, onde cresceu. Ele não consegue deixar de lembrar-se da mãe e da magia de sangue que ela praticava. Nick é vizinho de Silla, uma garota problemática, perdida e com muitas perguntas não respondidas, que tenta sobreviver à terrível morte de seus pais. Ela está disposta a fazer qualquer coisa para entender o que aconteceu com eles.
É quando um livro de feitiços com a caligrafia do pai surge à porta de casa que Silla vislumbra uma oportunidade de desvendar o mistério daquelas mortes. Unidos por uma mistura de destino e química, Silla e Nick entram num misterioso mundo de magia negra, onde todas as certezas sobre a vida e a morte precisam ser deixadas para trás. Juntos, eles precisam enfrentar uma velha bruxa, que aparece em busca dos ossos dos pais de Silla e do livro de feitiços encontrado pela garota.
O primeiro e inebriante livro de Tessa Gratton manterá seu coração acelerado, sua mente em transe, e suas mãos virando as páginas até a última gota de sangue. Uma poderosa fábula sobre amor e perda e sobre as relações que definem a vida. 

Livro: POR SUA CONTA E RISCO
Autor: Josh Bazell
Tradução:Maira Parula
ISBN:978-85-325-2812-4
Páginas:384
Formato : 14x21
Preço : R$ 39,50

Autor do elogiado Sinuca de bico, Josh Bazell impressiona pela riqueza de detalhes e dados científicos em Por sua conta e risco, mescla de thriller e ficção científica que conta a história de um médico perseguido pela máfia que vive se escondendo em lugares inóspitos ao redor do mundo. Convidado por um bilionário excêntrico para participar de uma expedição em busca de um monstro num dos lagos de Minnesota, Lionel Azimuth se embrenha num cenário de horror e mistério que vai mexer com suas convicções, numa narrativa que mistura o cientificismo de um Jurassic Park e o terror peculiar de Tubarão.
Azimuth é o pseudônimo do Dr. Pietro Brwna, protagonista do romance de estreia de Bazell, que retorna em novo, violento e hilariante thriller. Dessa vez, ele se vê numa encruzilhada quando é escalado por um excêntrico bilionário (Bill Rec, como Azimuth o chama, por achá-lo um bilionário recluso) para participar de uma expedição em busca de um monstro assassino. Por um lado, ele vislumbra a oportunidade de conseguir se livrar de seus perseguidores. Mas não lhe agrada a ideia de satisfazer os caprichos de um velho rico e demente, além de passar por cima de seu próprio orgulho e descrença.
Com muito custo, e graças à companhia da charmosa paleontóloga Violet Hurst, e à pequena fortuna que Bill Rec lhe paga, ele aceita o desafio. Daí em diante, os personagens se embrenham num cenário de horror e mistério, envolvendo traficantes de drogas locais, matadores de aluguel, tramas políticas e até uma ponta da ex-governadora do Alasca e candidata republicana à vice-presidência dos EUA em 2008, Sarah Palin.
Uma mescla de thriller e ficção científica, a história contada por Josh Bazell passa ao largo de clichês e impressiona pela riqueza de detalhes e dados científicos. Com inúmeras notas de rodapé, por vezes recheadas de humor, Bazell compila uma pequena enciclopédia de curiosidades, o que evidencia um complexo trabalho de pesquisa bibliográfica. A narrativa é composta para o leitor acompanhar cada passo da investigação sobre a criatura.
E ainda há espaço para falar, sem papas na língua, de um ângulo revelador e pouco exposto do debate sobre a destruição dos recursos naturais do planeta e do impasse político em torno dos tratados internacionais de preservação ambiental, como observará o leitor no apêndice “Candidatos a ponto sem volta na mudança climática e o que fazer agora”, assinado pela personagem Violet Hurst.


Livro: TRILHA DO DESTINO
Subtítulo: O Jovem Templário #2
Autor: Michael P. Spradlin
Tradução:Ana Carolina Mesquita
ISBN:978-85-7980-138-9
Páginas:272
Formato : 15,7x22,7
Série : Trilogia O Jovem Templário
Coleção : Rocco Jovens Leitores
Preço : R$ 34,50 

Desde que foi requisitado, na abadia de St. Alban, onde fora criado desde bebê, para acompanhar um respeitado Cavaleiro Templário, na Inglaterra do século XII, a vida do jovem órfão Tristan transformou-se numa jornada cheia de perigos, mas também de importantes descobertas. Ao deixar para trás o ambiente tranquilo e a rotina previsível da abadia, no entanto, Tristan não seria capaz de imaginar que embarcaria numa aventura que o levaria a descobrir a verdade sobre seu passado e a se tornar responsável pela mais preciosa relíquia do cristianismo: o Santo Graal.
Trilha do destino, segundo volume da série O Jovem Templário, de Michael P. Spradlin, traz de volta o cativante protagonista desta saga medieval repleta de ação e mistério, agora sobrevivente de um naufrágio e perdido em uma terra estranha. Responsável por trazer o Santo Graal em segurança de volta para a Inglaterra, parece que, ao contrário, é a relíquia cristã que protege o menino em sua perigosa missão, especialmente quando ele se vê sozinho entre um grupo de hereges cátaros em conflito com o temível rei da França.
Distante de seus amigos – o arqueiro Robard Hode e a assassina sarracena Maryam, que Tristan não sabe se sobreviveram ao naufrágio do qual ele próprio escapou – o jovem Cavaleiro Templário acaba se envolvendo nas maiores confusões. A mais perigosa delas, no entanto, é a armadilha que seu próprio coração lhe prepara: apaixonado pela bela líder dos cátaros, Tristan decide ajudá-la no momento em que seu povo mais precisa. E pode acabar pagando com a própria vida, e com a relíquia que lhe fora confiada, pela sua decisão.
Com uma fascinante reconstituição de época, personagens intrigantes e ritmo narrativo, Trilha do destino leva os jovens do século XXI a uma emocionante viagem à Idade Média.

 
Livro: O TAPETE VOADOR
Autor: Caulos
ISBN:978-85-62500-49-7
Páginas:40
Formato : 21x21
Coleção : Rocco Pequenos Leitores
Preço : R$ 29,00

Um menino, um cachorro, uma árvore e um livro dentro da árvore! Opa!! Como assim? Um livro dentro da árvore? É! Isso mesmo! E bastou o menino abrir as páginas do livro para surgir bem debaixo de seus pés um tapete. Um tapete voador! Que levou menino e cachorro mundo afora. Egito, Inglaterra, França Itália, Brasil...
E lá do alto os dois assistindo a tudo: brigas de pirata e menino, bruxa má tentando envenenar uma princesa, menina correndo atrás de um coelho. Mas eis que de repente o tapete entrou na ampulheta do tempo e foi parar na pré-história, num mundo repleto de dinossauros. Que susto! Mas o tapete voou rápido e menino e cachorro chegaram a tempo de assistir ao descobrimento do Brasil, com índios e caravelas!
Ampulheta túnel do tempo é sempre algo mágico. Pode-se entrar e sair, ainda mais com tapete voador. E desta vez os dois amigos chegaram no Sítio do Pica-Pau Amarelo. Logo adiante encontraram uma fada e um menino de pau, bichos da terra e do ar. Foram ao espaço, viram planetas, estrelas, astronautas e foguete. Até que, de repente, o tapete estacionou e... Nossa! Nem conto o que aconteceu... Só lendo mesmo este livro incrível, recheado de histórias dentro de uma só história.
O tapete voador é um livro de imagens que vai encantar crianças, jovens e adultos, por sua singeleza, leveza e humor. Tudo misturado! Ao final, Caulos nos reserva uma surpresa deliciosa, que nos faz querer voltar ao início do livro e começar a ler/viver tudo de novo.
Caulos, cartunista, ilustrador, contador de histórias, que nos presenteia com este O tapete voador, uma homenagem a todos os que são apaixonados por livros. Se eu fosse você mergulhava logo nessa história e embarcava nesse livro/tapete voador. Imperdível!



quinta-feira, 10 de janeiro de 2013

Uma nova forma de medo...


Boa-tarde, amigos. Conforme noticiado, eu e um grupo de amigos nos reunimos para proporcionar a vocês um ano inteiro de pesadelos e medo através de contos de terror. Assim sendo, peço a todos que ajudem a divulgar esta nova iniciativa que, caso dê certo, irá se tornar uma grande publicação do tema. 
O link para meu novo trabalho é este: Predadores. Contaremos sempre com o apoio de vocês e, por favor, prestigiem também os demais trabalhos. Caso queiram colaborar com sugestões, podem opinar nos comentários dos contos que mais gostarem. Lembrem-se: este trabalho é para vocês.
Em breve iremos ofertar promoções para os comentaristas e seguidores do blog. Abraços...
Franz.


segunda-feira, 7 de janeiro de 2013

Meu novo projeto de terror, suspense e sobrenatural com mais seis escritores. Um ano de medo...


A partir de hoje, eu, Edilton, Ednelson, Karen, Mano e Rainier (mais um convidado especial por semana) lhe traremos contos onde o medo seja o tema central. Serão 365 dias de suspense, sobrenatural e terror em doses massivas. Estão preparados?
Os seis dias que ainda não tem contos serão preenchidos em breve, podem ficar tranquilos... ou não!

O que lhes causa desconforto? Quais são as coisas, fatos ou pesadelos que são capazes de fazer com que sintam medo?
Todos, absolutamente todos os seres humanos tem medo de algo. O medo é uma reação natural que permite que sobrevivamos ao perigo. Não ter medo é quase uma sentença de morte pois, cedo ou tarde, iremos confrontar alguma coisa capaz de nos infligir dor, capaz de travar nossas pernas e pensamentos e, então, será tarde demais. Respeitar esse instinto tão natural é uma questão de sobrevivência.
Mas o que há de tão atraente em temer? Por que lemos, assistimos e pensamos tanto nisso? Há um certo masoquismo em nós, latente e que precisa ser periodicamente alimentado? Estar próximo da morte é um vício? Nós acreditamos que sim. Na verdade, nós sete acreditamos nisso tão piamente que resolvemos compartilhar nosso vício com vocês.

Edilton Nunes (Stephen King Brasil), Ednelson Jr (Leitor Cabuloso), Franz Lima (Apogeu do Abismo), Karen Alvares (Por Essas Páginas e Papel e Palavras), Mano (Profundo Desenho e Masmorra Cast) e Rainier Morilla (Roda de Escritores), além de um escritor convidado a cada semana. Nós seremos os responsáveis por fazer com que seus corações batam mais rápido... ou parem. 


Durante os 365 dias do ano nós iremos lhes oferecer contos de terror, suspense e sobrenatural. Um ano inteiro de medo. Um ano convivendo com seus mais profundos temores. E então, estão preparados? Sejam bem-vindos a esse ambicioso projeto, mas não se esqueçam de espalhar a notícia. Temos muito a contar e sabemos que muitos querem ouvir. Divulgue e faça com que nossa rede de pesadelos se espalhe por todas as mentes e corações do mundo. 

Beba de nossa fonte... e saibam que estão vivendo um momento histórico: o nascimento da mais tenebrosa experiência literária do país.

sexta-feira, 28 de dezembro de 2012

Biblioteca Nacional lança editais para autores e criadores negros


Fonte: FBN.

Franz says: Essa é uma notícia interessante, mas ao mesmo tempo decepcionante. Explico: desde quando alguém compra ou publica um livro em função da cor do escritor? Ser negro, branco, vermelho ou azul não são quesitos para a escolha de uma obra literária. O escritor pode ser dourado, mas se não tiver talento, certamente ficará em um canto obscuro do esquecimento ou do descaso. Arte, talento, não tem coloração. Eu vejo nessa notícia apenas uma coisa: manobra política para agradar um segmento da sociedade. Nada mais. 
 
A Fundação Biblioteca Nacional (FBN/MInC) lança nesta terça-feira, dia 20/11, três editais voltados para criadores e escritores negros. Os editais fazem parte do projeto do Ministério da Cultura (MinC) e da Secretaria de Políticas de Promoção da Igualdade Racial (SEPPIR) de valorização e fomento de produtores, criadores e escritores negros. Os lançamento dos editais faz parte da celebração do Dia Nacional de Zumbi e da Consciência Negra. 

Os objetivos dos editais são formar novos escritores, elevar o número de pesquisadores negros e de publicações de autores negros e incentivar pontos de leitura de cultura negra em todo o país de forma a se estabelecer novo paradigma em todas as linguagens apoiadas pelo MinC, com a participação efetiva da população negra brasileira.

O primeiro edital tem como objetivo a seleção de 01 projeto que implante 27 pontos de leitura e desenvolva atividades de mediação de leitura, criação literária, publicação, seleção de acervo e pesquisa que tratem de ações voltadas para a preservação da Cultura Negra e ações afirmativas de combate ao racismo no país.

O segundo edital selecionará até 23 projetos para concessão de bolsas, propostos por pesquisadores e pesquisadoras negras, visando incentivar a produção de trabalhos originais, em território brasileiro, em qualquer uma das áreas e subáreas do conhecimento definidas pelo CNPq (Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico). 

O terceiro edital visa a formação de parcerias para o desenvolvimento de projetos editoriais sob a forma de coedição, a fim de produzir publicações de autores brasileiros negros, na forma de livros, em meio impresso e/ou digital, com o propósito de divulgar, valorizar, apoiar e ampliar a cultura brasileira dos afrodescendentes.

A cerimônia de lançamento dos editais contará com a presença da Ministra da Cultura, Marta Suplicy, do presidente da FBN, Galeno Amorim, do diretor-curador do Museu Afro Brasil, Emanoel Araújo, do presidente da Fundação Cultural Palmares (FCP), Eloi Ferreira, e do presidente da Fundação Nacional de Artes (Funarte), Antonio Grassi. O evento será no Museu Afro Brasil, no Ibirapuera, em São Paulo, a partir das 11h. 

Veja aqui o Edital de Pontos de Leitura

Veja aqui o Edital de Apoio a Pesquisadores Negros

Veja aqui o Edital de Apoio à Coedição de Livros de Autores Negros


segunda-feira, 26 de novembro de 2012

Conto: Medo de Elevador.



Antes de me apresentar tem duas coisas que você precisa saber sobre mim. Primeiro: detesto meu nome. E segundo: tenho medo mortal de elevador. Muitas pessoas riem de mim e criam piadas sobre isso. Alguns falam que é uma coisa infantil e boba até que conte sobre o porque de tudo isso.
O porque de eu odiar meu nome é porque me chamo Glidiabete! Ah! Como odeio esse nome! Minha mãe leu um jornal e disse ter encontrado dois nomes que ela amou – Glicose e Diabete! – E infelizmente, por causa desse jornal maldito sou traumatizada. Sei que não existe nome mais ridículo que o meu no mundo, por isso, pelo amor de Deus, me chame de Bete. Não que eu goste de Bete, mas já é bem melhor que… o outro nome. Já o meu medo de elevador tem uma razão pior.
Sou consultora de vendas de telefones celulares e fui a pior vendedora do mês. Tudo bem que a gente se esforça e tenta fazer o melhor em nosso trabalho, mas na área de vendas, nem sempre as coisas acontecem como queremos.
Estava saindo do meu trabalho quando o chefe, todo-poderoso, me chamou e perguntou se tudo estava bem, o que estava acontecendo. Aquele velho lenga-lenga de puxar assunto, fingir ser o bom rapaz para então me dar um esporro daqueles onde só falta o chicote e mordaça.
– Você precisa melhorar muito para ser da nossa equipe, você é fraca e insuficiente! – Me falou do alto de seu pedestal! – Vou te dar uma segunda chance, mas será a ultima Glidiabete! – Ah! Como odeio este nome! Aquelas foram as unicas palavras soltas, de um discurso tão longo quanto possa imaginar, que a minha mente conseguiu guardar: “Fraca, insuficiente e Glidiabete”
Enquanto isso, meu coração destilava um veneno mortal contra aquela víbora! Saí de lá com uma raiva anormal. Me controlei para não chorar na frente dele e para não matar aquele desgraçado. Desci até o estacionamento, peguei meu carro e segui em direção ao meu apartamento.
Após uma hora e meia, presa no transito, chorando como uma idiota por causa daquela besta em forma humana, cheguei ao prédio onde moro. Estacionei, respirei fundo e entrei no elevador, como de costume e apertei o botão do vigésimo quinto andar, minha residência no momento.
Enquanto subia olhava com desprezo a imagem vista no espelho que havia ali, tentei secar as lágrimas e me acalmar. Respirei fundo novamente, contei até dez e me recompus. Não queria que meu marido ou meus queridos filhos vissem que estava mal. Para eles, sou aquele tipo de mulher que aguenta tudo.
Foi quando ouvi um barulho estranho e de repente tudo se apagou. O elevador havia parado!
- Puta que pariu, não é possível que isso esteja acontecendo! Hoje é meu dia de sorte! – Foi a primeira coisa que me passou pela cabeça.
 Tudo estava numa escuridão total e o desespero tomou conta de mim. Tentei achar o botão de emergência, na verdade apertei todos os botões possíveis até que a luz de emergência ligou, com sua tênue iluminação. Encontrado o botão vermelho, apertei com todas as forças e tantas vezes que nem posso imaginar quantas exatamente. Nada aconteceu. Estava num misto de horror e ódio dentro de mim, mas tentei me controlar enquanto as lágrimas corriam por meu rosto.
Não é possível que isso esteja acontecendo comigo. – Pensei enquanto remexia em minha bolsa procurando entre tantas coisas meu celular. – Vou ligar para meu marido para ele falar com alguém para me resgatar.
Peguei o celular, digitei o número de casa e ouvi a pior coisa que poderia ter ouvido. Três bips secos. Olhei no visor a mensagem mais caótica que poderia ter visto naquele momento: “Celular fora de cobertura”.
O desespero tomou conta do meu coração. Comecei a gritar como louca dentro daquele cubículo que parecia se tornar menor a cada segundo. – Socorro! Alguém me ajude pelo amor de Deus. – Os gritos saiam como um rugido desesperado em meio a pranto e dor. – Alguém está me ouvindo? Por favor, me ajudem!
Conferi em meu celular a hora: 20:41.
Depois de mais de duas horas de gritos e soluços desesperados, e o desaparecimento de minha voz, decidi sentar, tirar o sapato que estava me matando e chorar. Chorei como uma criança lembrando-me da voz de meu chefe falando asneiras, pensando na vida de merda que eu tinha. Passar o dia, quase inteiro, presa no transito, visitar clientes mal-humorados e trabalhar feito condenada para ainda ouvir um filho da puta que fica o dia inteiro atrás do computador jogando Freecell me torturando em suas palavras desumanas? Isso não é vida. Eu não merecia aquilo, muito menos ficar aqui presa neste cubículo infernal.
Olhei para o espelho e notei como eu estava. Gotas pretas de rimel esfregadas pelo rosto, nariz vermelho de tanto assoado, e olheiras assustadoras. Me senti uma personagem de um antigo filme de terror com orçamento barato.
Peguei algumas coisas em minha bolsa. Limpei meu rosto com alguns lenços, passei uma base, e um brilho labial. Engraçado como isso, mesmo sem me ajudar em nada, me trouxe mais calma e paz. Como se eu estivesse no controle da situação.
Ouvi então, de repente passos e a voz de um casal sorrindo. Comecei a gritar novamente com todas as forças e a esmurrar a porta para fazer o máximo de barulho possível. Implorei por misericórdia e pude somente ouvi-los rir. Acho que entraram em outro elevador e desapareceram.
Espero que também fiquem presos esses desgraçados – Gritei para eles, sabendo que não iam me ouvir. A raiva me dominou, mas não chorei desta vez. Comecei a realmente achar que eu ficaria ali presa o resto da noite e se não me controlasse enlouqueceria de vez.
- Meu marido e meus filhos sentirão minha falta e vão me procurar. Eles vão me tirar daqui – falei para mim com intuito de me confortar. – Logo, logo eles me acharão e vão me tirar daqui. – Claro que também seria possível que o elevador voltasse a funcionar, mas já era meia noite e meia, depois de tanto tempo a possibilidade do elevador voltar a funcionar seria muito remoto.
Senti tudo escurecer e adormeci. Veio então um clarão de lanternas vindas da parte superior do elevador, enquanto a voz do meu marido gritava– Bete, vem. Vem meu amor… Suba! – Ele esticou sua mão direita e com força me puxou. Após um grande esforço me retirou daquele lugar.
Subimos em uma pequena escada na parede acima do elevador. quando o cabo do elevador rompeu e o mesmo começou a cair. Subimos rapidamente, mas ao sair da porta o cabo de aço deu uma volta em minha perna. O deslizar dele produziu uma queimadura violenta e fui puxada violentamente para dentro do fosso novamente. O solavanco foi tão forte que quebrou minha perna antes de mergulhar, junto ao elevador, numa queda infinita e longínqua no poço da perdição!
Acordei sem mesmo saber que estava dormindo. Sem meu marido, sem a luz e com meu estômago doendo com todas as forças. Estava com fome. Ainda bem que eu sempre levo uma barra de cereais na minha bolsa. Comi rapidamente para matar a fome, mas não adiantou nada. A fome continuou e não havia o que fazer.
Além disso, estava com uma forte dor nas costas e com a bexiga mais que apertada. – Ai meu Deus, o que eu vou fazer? – Imagine você preso dentro de um cubo minúsculo, apertado, quente e fétido. E ainda com cheiro de urina! Seria o inferno, certo? – E foi.
Após controlar por alguns minutos a situação não me segurei… Abaixei as calças em um cantinho e urinei… Foi um alivio, e uma tortura. O cheiro me incomodava tanto, me dava uma tontura terrível. Usei mais um dos meus lenços para me limpar e me vesti novamente.
Preciso sair daqui urgente!
Olhei para cima tentando encontrar algum lugar que tivesse uma abertura. Lembrei-me de vários filmes em que os atores abriam uma portinha em cima e saiam. Procurei, e achei-a, mas quem disse que eu conseguia alcançar? Tentei de tudo, mas não havia como.
Me dei por vencida de olhei no celular para ver que horas eram… – DUAS HORAS DA TARDE! – Gritei com espanto. – Eu vou morrer aqui dentro! Quase um dia aqui dentro e ninguém me achou ainda?
Neste momento a fome e a sede bateram mais forte do que nunca. Acho que ver o tempo que eu fiquei presa lá dentro piorou ainda mais minha situação. Tentei fazer de tudo para matar a sede… Mordi a língua para ver se salivava mais, tomei um pouco do vidrinho do perfume que tinha, mas o gosto era insuportável! Tinha a urina, mas eu me recusei a fazer isso. Simplesmente continuei com sede. Sede e uma fome mortal.
E assim foram seguindo as horas. Às vezes ouvia a voz de alguém, berrava e esmurrava que nem louca a porta e ninguém me ouviam. Às vezes sentava e pensava na minha família. Na minha irmã chata (estávamos brigadas e gostaria de pedir perdão antes de morrer podre ali dentro).
Pensava também nos meus filhos. Como será que eles estavam, será que tudo está bem? E meu marido? Será que sentiu minha falta pelo menos? Se tivesse sentido teria me procurado! Vou morrer aqui porque aquele canalha não me ama! Porque fui casar com aquele cara? Tinha gente melhor e que me amava! Porque eu larguei tudo para viver com ele?
A tristeza ia tomando cada vez mais conta de mim… Foi aí que a luz de emergência apagou!
Meu Deus! Devo ter atacado álcool na cruz e ateado fogo, não é possível! O que eu fiz para merecer tudo isso que está acontecendo comigo? – Murmurei
Meu celular estava na mão na hora que a luz apagou e apertei uma tecla para iluminar o local. Ele continuava sem sinal, mostrava no visor onze e quinze da noite e ainda por cima a bateria estava acabando.
Encostei minha cabeça no chão e dormi.
Tive um sonho estranho. Sonhei com o dia em que conheci o Reginaldo. Um homem atlético e elegante de olhos verdes e cabelos castanhos escuros. Ele me atendeu com todo o carinho que um cliente pode receber uma vendedora sem valor… Foi atencioso, carinhoso, me chamou para sair e então nos casamos. Quando eu estava para dar a luz ele retirou os meus filhos das minhas mãos e empurrou a maca onde estava até o elevador, que se fechou e o levou para longe de mim.
Eu gritava: “Pedro, Paty, não! Eles são meus filhos! MEUS FILHOOOOS!” Então acordei ofegante. Meu coração estava a mil por hora e eu já não sabia mais o que fazer…
Sentei, coloquei as mãos nas cabeças e tentei me acalmar, respirando fundo. Mas o cheiro estava tão forte que eu não consegui… Apertei minha cabeça com força e dei um grito estridente– EU NÃO AGUENTO MAIS ESTE INFERNOOO! – Joguei meu celular, que estava em meu colo com toda a força. Ele bateu no espelho. Não vi, mas o barulho de vidro estilhaçando foi inconfundível.
O celular brilhou no escuro, e eu o peguei com cautela. Examinei o local, com a luz do aparelho e vi que tinha enchido meu pequeno cantinho de milhares de fragmentos de vidro. Agachei-me e com o sapato na mão tentei juntar todos os vidros em um só canto.
Após os vidros estarem no canto, e alguns cortes leves estarem nos dedos, fiquei um pouco em pé e tentei esticar meu corpo. Tudo doía por causa da falta de espaço dentro daquele lugar. Me espreguicei e estalei algumas partes do meu corpo. Senti-me um pouco mais relaxada, mas as dores nas costas e ombros se acentuaram.
Meu celular então tocou uma musica incomoda. A bateria estava acabando. – Mas que merda. Isso daqui não pode ficar pior! – Sussurrou uma voz em minha cabeça. – Foi quando me dei por conta que estava com vontade de defecar.
Seguirei o máximo que eu pude, enquanto o celular gritava insistentemente que iria desligar. Como o celular era a unica iluminação que eu tinha, achei interessante fazer o serviço sujo, antes que o celular estivesse sem bateria, e não houvesse como eu iluminar nada.
Peguei o celular, fui ao mesmo canto onde já havia urinado, ou seja, um passo e fiz ali mesmo. Não preciso falar como ficou o cheiro. Simplesmente terrível. Náuseas me atormentaram depois daquilo. – Mas que péssima idéia a minha, preferia ter morrido com isso dentro de mim – Falei rindo e chorando ao mesmo tempo.
Passaram mais horas e minutos, e ainda estava ali, em um cubículo infernal com um cheiro estarrecedor de merda e urina e com o celular me atormentando de cinco em cinco minutos até que morresse de vez. A partir daquele momento eu perdi minha luz e minha a noção de tempo.
E então tempo então congelou. Só passava quando eu ouvia alguém e em vão gritava, ou quando eu dormia e sonhava coisas piores do que aquele lugar. A morte parecia cada vez mais certa e próxima. Ela atormentava minha mente a cada segundo, mas eu queria poder voltar para os braços de meu marido. Mesmo que ele não me amasse, eu o amava. E também queria ver meus filhos tão amados. Eu não poderia deixar eles. Nunca!
Mas parecia não havia escapatória. Eu morreria ali. Ou de fome, ou de sede. Se não fosse por um desses seria pelo cheiro. Pensei então nos cacos de vidros que estavam no chão. Eu poderia certamente acelerar o processo.
E a dualidade tomou conta da minha cabeça que estava enlouquecendo. – “Tenho que ser forte.” – “Mas ser forte para que se o final será o mesmo” – “Ai! Esse pensamento ruim não sai da minha cabeça, tenho muito a viver ainda e muito a sonhar, minha vida é tudo!” – “Que vida? O que eu estou falando? De ser uma vendedora frustrada com um chefe ignorante e um marido desatento?” – “Eu posso mudar tudo isso! Eu vou sobreviver! Eu vou resistir!”
Minha mente me atormentava com vozes gritando em mim. “Bete, eu te amo. Seja forte querida!” – “Você precisa melhorar muito para ser da nossa equipe, você é fraca e insuficiente!” – “Mãe, me conta uma história para eu dormir?” – “Vou te dar uma segunda chance, mas será a ultima Glidiabete!” – Ah! Como odeio esse nome! – “Filha nunca se esqueça de lutar pelos teus sonhos.” – “Você é uma desgraçada e só existe para atormentar minha vida, desejaria nunca ter nascido na mesma família que você.”
Tudo se misturava a milhões de sentimentos, em uma tortura eterna dentro de mim. Tentei ser forte e me lembrar de tudo o que eu vivi, e tudo o que eu sonhei. Mas estava fraca, exausta. E minha cabeça estava em um turbilhão tão grande, que não sabia mais o que fazer. Permaneci deitada no chão esperando que algo acontecesse, mas nada aconteceu.
Foi então que eu decidi dar fim à minha vida. Não agüentava mais. Tateei o chão até encontrar um pedaço de vidro e levei-o ao pulso. Tentei apertá-lo contra a pele, mas não consegui. Eu desmaiei em meio a todo esse cenário.
O resto eu conto somente pelo que me disseram.
Na mesma noite em que eu fiquei presa meu marido ligou para minha família, meus colegas de trabalho e começaram a me procurar, mas nunca acharam que eu estaria num elevador. Quando chegou ao quinto dia ele chamou a policia que começou a fazer uma investigação sobre como eu sumi. Após verem uma fita do prédio onde moro, perceberam que eu entrei no elevador, e não saí em nenhuma das outras fitas dos andares.
E assim no oitavo dia após o meu “desaparecimento” me encontraram dentro do elevador. Estava entre o vigésimo terceiro e o vigésimo segundo andar… Dois abaixo do meu. Ninguém notou que o elevador estava quebrado, pois existem sete elevadores funcionando.
Quando abriram a porta que havia acima, me encontraram deitada como uma criança, com um corte leve no pulso, desidratada e desmaiada. Fiquei mais uma semana presa no hospital tomando soro e enfim fui liberta do meu cativeiro.
Depois disso, eu e meu marido, meu herói que lutou tanto para me encontrar, nos mudamos para outro apartamento, no primeiro andar, claro. E em breve compraremos a nossa casa própria.
No trabalho me tornei a vendedora numero um. Afinal, meu celular me ajudou muito nas horas difíceis, se bem que poderia ter ajudado mais! E hoje estou no lugar daquele cavalo, que me humilhou. Só isso já me faz mais que vencedora!
Minha vida vai muito bem desde então. Só existem duas coisas que ainda me atormentam! Primeira: detesto meu nome. E segunda: tenho medo mortal de elevador.

segunda-feira, 19 de março de 2012

Grupo de escritores chineses processa Apple



Muerong Xuecun, um dos autores
Um grupo de 22 autores chineses registrou um processo contra o grupo de tecnologia Apple, alegando que sua loja online de aplicativos vende cópias não licenciadas de seus livros, disse a mídia estatal chinesa neste domingo.
O grupo, a União dos Direitos de Autores, exigiu no ano passado que a Apple abandonasse a distribuição eletrônica dos livros dos escritores e havia antes persuadido a Baidu, maior ferramenta de busca da China, a parar de publicar o material em seu produto Baidu Library.
Os escritores buscam uma compensação de 50 milhões de iuanes (8 milhões de dólares) da Apple, dizendo que a empresa vendia versões pirateadas de 95 livros por meio de sua loja online, reportou a Xinhua, sem dizer onde a reclamação foi registrada.
"Como donos de propriedade intelectual, entendemos a importância de protegê-la, e quando recebemos reclamações, respondemos de maneira rápida e apropriada", disse uma porta-voz da Apple, Carolyn Wu.
A União dos Direitos de Autores não pode ser contatada para comentar. Empresas estrangeiras reclamam há anos sobre a má fiscalização de regras de propriedade intelectual na China, e um número crescente de titulares de direitos autorais chineses estão agora pressionado por mais proteção.
O processo se soma à lista de problemas da Apple na China. A empresa de tecnologia mais valiosa do mundo está envolvida em um processo duradouro com a empresa chinesa Proview Technology, que está lutando pelo controle da marca registrada do iPad no país.
Além disso, a Apple tenta negar as alegações de más condições de trabalho entre seus fornecedores a baixo custo na China.
Fonte: Terra

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