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Mostrando postagens com o rótulo Um ano de medo

Alameda dos Pesadelos. Resenha da obra da autora Karen Alvares.

Por: Franz Lima Karen Alvares é uma escritora com um talento indiscutível. Além disso, o talento recebe o reforço da dedicação absoluta à arte de escrever. Somados, esses dois atributos só podem resultar em algo muito bom. E é sobre esse resultado que vou falar: Alameda dos Pesadelos. A vida comum. Alameda dos Pesadelos é um livro que aborda a vida de uma mulher tão comum quanto qualquer outra. Vívian trabalha para sustentar seu filho Lucas, fruto de uma relação conturbada com Gabriel, um homem vazio e que gosta de mostrar sua futilidade. A verdade é que a relação entre eles começou até de forma promissora, porém as coisas não fluíram bem. O divertido Gabriel dá lugar a um indivíduo preocupado mais consigo mesmo do que com o filho. A diversão e os vícios são prioridades na vida de um cara que não quer compromissos.  Por sua vez, Vivian luta para criar o filho, e também recebe o apoio do pai. Na verdade, seu pai é o equilíbrio na família, principalmente quando ela ...

A escritora Karen Alvares lança seu primeiro livro solo: Alameda dos Pesadelos.

É com extremo orgulho que lhes apresento o primeiro livro de Karen Alvares. Conhecida do público do Apogeu do Abismo como uma das integrantes do projeto Um Ano de Medo , Karen é uma das mais competentes e dedicadas escritoras que conheço.  A autora traz aos leitores o desdobramento daquilo que já havíamos visto em seus contos de terror, o que amplia a expectativa sobre sua primeira incursão solo no mercado editorial.  Seu novo trabalho é fruto de um longo período como escritora, no qual adquiriu experiência e lapidou seu talento natural para a escrita. Escreveu em diversas antologias de contos das Editoras Andross, Draco e Buriti.  Que o sucesso lhe sorria, Karen. Sinopse da obra :  Vívian era apenas uma mulher solitária, com uma vida normal, presa em sua rotina sem graça, até a noite em que presencia um acidente. A partir daí seu pesadelo começa; ela passa a ter visões de um homem que conheceu no passado e desejava nunca mais encontrar. E ...

Mais um conto de terror. Leia, se for capaz.... 'A Cobrança. '

Eu vivi por alguns anos em Jacarepaguá, no Rio de Janeiro, com uma família muito boa. Sou de São Paulo e vim para o RJ em função da morte de meus pais. Destino...          Nesta família todos eram unidos, independente dos problemas (que não eram poucos) e levávamos uma vida bem comum. Eu, como membro mais novo da família, dividia o quarto com o filho mais velho deles, sem tumultos, por mais difícil que possa parecer. Nesta casa havia uma senhora bastante idosa, talvez com mais de 80 anos, se não me engano. Era uma mulher doce e extremamente protetora. Também gostava demais de seu pequeno quarto onde guardava todos os seus poucos pertences, na maioria lembranças de épocas passadas. Contudo, o tempo não poupa bons ou ruins. Todos cedem ao seu peso. E com ela não foi diferente. Numa manhã chuvosa, encontramos seu corpo já frio. Ela havia falecido durante o sono. Houve comoção por parte de todos e o velório e o enterro mostraram o ...

Conto de terror: Sorrir é o que me resta

Por: Franz Lima Será que um dia irão esquecer o que fiz? Creio que sim, pois a humanidade sempre terá outros casos mais malignos que o meu. E o passado, além disso, não dá lucro. Meu tempo aqui, presa, prova-me diariamente que nada melhor que um dia após o outro. Com o passar dos dias, meses e anos eu me tornarei uma pálida lembrança, algo a se esquecer, algo que não dá mais lucros para a imprensa ou aos advogados. Reclusa estou e é assim que provavelmente morrerei. Mas nem tudo foi sempre assim. Houve uma época em que eu era bela, rica, cobiçada. Meus dias eram um conto de fadas, mesmo com todos os problemas que há em uma família. Eu era feliz e nunca valorizei de verdade essa felicidade. Aliás, praticamente todos nós jamais damos o devido valor ao que temos, até que o perdemos... Eu não perdi minha felicidade. Eu a extirpei da minha existência. Agi como um cirurgião e removi, definitivamente, a alegria da vida. Por impulso, medo, covardia, ganância... não importa o...

Mais um conto de terror: "Atormentado".

Por:  Franz Lima Muitos estranharam aquele homem que corria desvairadamente. Poucos notaram que seus olhos estavam injetados de sangue, fruto do esforço e do pânico. Só ele sabia o que estava ocorrendo. Suas pernas começaram a fraquejar mas seus instintos determinaram que continuasse a correr. Parar diante do que o perseguia do que o perseguia era, certamente, uma sentença de morte. Foi esse o destino de sua mulher, Maria, e de seu filho com apenas 8 meses, José. Eles foram assassinados brutalmente, com absoluta ausência de piedade. José foi o primeiro... ‡‡‡‡‡   - Mulher, o bebê está chorando. Vai ver o que ele quer. - determinou João, extremamente ocupado diante da TV, onde passava o futebol de domingo. Nada. O silêncio de Maria incomodava, quase como uma afronta. João esticou o pescoço e buscou enquadrar a mulher em seu campo visual, com total fracasso. - Maria? - disse, já com raiva pela ausência de resposta. O som de passos ecoou no antigo...

Nimbus - Parte Final.

Por: Franz Lima . (Continuação) Discretamente, lhe dirigi a palavra e pedi para me ausentar por breves segundos. Eu já estava agindo diferente com ela, sendo muito gentil e, sinceramente, isto me incomodava. Com um leve aceno, ela permitiu minha saída. Ao chegar ao banheiro, averiguei se havia mais alguém comigo. Sem pessoas por perto, abri uma pequena ampola de sonífero. Pequena, porém bem potente. Em 15 minutos ela estaria dopada, à minha mercê. Escondi a ampola aberta entre os dedos. Este ritual já estava sendo repetido pela terceira vez... todas caíam. Conforme planejado, me aproximei da mesa, estiquei o assunto por mais alguns minutos e, aproveitando uma distração dela, despejei o conteúdo em seu capuccino. A própria canela que ela havia pedido seria o ingrediente perfeito para disfarçar o sabor do sonífero. Enfim, uma empreitada perfeita, pensei. Ela se mostrou bem mais fácil de manipular, bem menos esperta do que aparentava. Por sua estupidez, eu não poderei ser...