O visual de pôster antigo deixou esse pôster do filme Logan ainda mais legal. Mercenários, Logan com as garras estendidas, a X-23 encarando quem vê o pôster com as garras à mostra e um Xavier envolto em uma aura de meditação e tristeza evidenciam o quanto o filme será mais sombrio e violento que os anteriores... o que é ótimo. Apesar dos combates sangrentos, Logan tem potencial para superar todos os outros filmes do mutante e dos X-Men, já que não precisará de humor ou fuga da narrativa original, além de ser classificado para um público mais adulto.
Aftermath é o novo filme do astro Arnold Schwarzenegger. Mas, ao contrário das expectativas, esse não é um filme do tipo Mercenários. Na verdade, Aftermath (Consequências em tradução literal) é um drama.
A narrativa aborda a vida de um homem após um acidente aéreo que vitimou sua esposa e filha. Para piorar, a filha estava grávida. Porém não há nada que não possa piorar: o acidente aconteceu por falha humana, um descuido de um controlador de voo.
O trailer abaixo mostra que Arnold irá em busca de redenção e perdão. Ele não compreende os motivos para suas perdas, assim como quer entender o que levou o controlador a cometer uma falha tão drástica, cujos resultados foram várias vítimas fatais.
As cenas do trailer (que está no final do post) dão a entender que a companhia aérea deu suporte ao controlador para que ele recomeçasse sua vida em outro lugar. Só que ele não contava que seu erro trouxe consequências às vidas dos que permaneceram para presenciar a tragédia, incluindo o próprio Schwarzenegger.
A tensão no trailer é forte e há indícios de que esse será um ótimo filme onde Arnold poderá mostrar que ele pode continuar no cinema sem ficar preso aos personagens "marombados" de seu passado.
O filme Os Imperdoáveis, The Unforgiven (1992), foi um estrondoso sucesso de público e crítica. Com um elenco estelar, o filme já é um clássico do western e conta com a presença de Clint Eastwood, Gene Hackman, Richard Harris e Morgan Freeman. Foi o vencedor do Oscar de melhor filme em 1993.
O pôster dessa obra já foi copiado até por filmes orientais, mas vê-lo reproduzido quase na íntegra em uma HQ é sensacional.
Confiram a montagem abaixo que fiz para mostrar as semelhanças entre o pôster cinematográfico e a HQ O Missionário.
Josh Rossi é um fotógrafo que sabe muito bem lidar com o Photoshop e suas ferramentas. Josh tem uma filhinha de três anos chamada Nellee, uma fã extrema da Mulher-Maravilha. Então, valendo-se de seu conhecimento e de uma sessão de fotografias (além de US$ 1500,00 de fantasia), Josh transformou, literalmente, sua filha na poderosa Amazona que integra a Trindade da DC.
As fotos são magníficas, deram muito trabalho, porém o resultado final surpreende pela igualdade com os pôsteres e cenas com a bela Gal Gadot. Nellee ensaiou muito para fazer cada uma das poses. Ela realmente incorporou a personagem durante o ensaio, algo que facilitou para que o resultado final ficasse excelente.
Josh envolveu sua esposa, quatro assistentes e a própria Nellee em uma sessão fotográfica que durou um dia inteiro.
Uma arte conceitual foi divulgada pela Warner e causou furor aos fãs da DC e, em especial, aos que curtem a Liga da Justiça.
A imagem mostra - ainda de forma bem velada - a equipe com um visual bem sombrio, como que saindo de uma fumaça negra, e define algumas coisas que já sabíamos: a presença da Trindade (Batman, Superman e Mulher-Maravilha) com o visual dos atores de Batman vs Superman, a presença do Aquaman (Jason Momoa) e as inéditas versões do Cyborg e do Flash (que não será o mesmo ator da série).
O filme tem previsão de lançamento para novembro de 2017.
“O trato é o seguinte. Vocês vão a um lugar muito ruim. Para
fazer algo que vai matar vocês.”
Sete Bravo Detainee... esta é a idetificação nos uniformes dos presidiários que formarão o Esquadrão Suicida.
Aparentemente todos os detentos estão no mesmo bloco de
contenção. A ficha do pistoleiro revela que ele e os outros estão na prisão para meta-humanos chamada Belle Reve (Belos sonhos, em francês).
O trailer revela uma Arlequina que lê romances do tipo Nicholas Sparks,
um Pistoleiro solitário e reflexivo, o alucinado Capitão Bumerangue e El Diablo.
O recrutamento é feito de forma abrupta, algo do gênero “vocês
não têm opção...”. Afinal, Amanda Waller quer resultados imediatos...
Há a passagem onde, além de descreverem alguns dos
personagens, também mostram a reunião deles em um pátio lotado de soldados
fortemente armados. A loucura da Arlequina é latente, mas muito engraçada.
As cenas seguintes mostram um lugar devastado por algo bem
poderoso, principalmente se levarmos em conta os estragos. Não há
indícios de destruição por armas (ao menos criadas pelo homem), mas sim a
presença de uma criatura que possa combater os mercenários e a equipe do
Esquadrão sozinha.
Detalhe para Bohemian Rhapsody, música do Queen que foi encaixada à perfeição em
cada uma das cenas de todo o trailer.
A interação entre os personagens mostra que há afinidades e
intrigas. Amarra e o Bumerangue aparentam ter uma boa relação, assim como Rick
Flagg e o Pistoleiro. Claro que estamos falando de criaturas com sérias dificuldades de convívio com outras pessoas...
Há cenas de combate bem rápidas, cujas revelações são
ínfimas.
Novamente é possível perceber que a Arlequina será um
destaque, tal é o carisma quando surge na tela.
O Coringa surge em novas cenas, mas com pouco a revelar,
exceto que a presença das tatuagens é uma realidade e uma gangue ao seu serviço. Uma breve passagem mostra
que veremos a origem da Arlequina (diretamente ligada ao Coringa) e o passado
de alguns integrantes do Esquadrão.
Contudo, uma coisa é muito óbvia nos dois trailers já
divulgados: o Esquadrão Suicida não será uma equipe de vilões que pode ser
derrotada pelo Batman sozinho. Eles são violentos, motivados pela loucura,
ambição e outros fatores, guerreiros e assassinos que provocariam pesadelos nos
Jovens Titãs. A violência do Capitão Bumerangue, por exemplo, destoa demais do
personagem dos quadrinhos, cuja imbecilidade o transformava em piada. O Coringa
é um matador nato e sem remorsos. A Arlequina é tão louca quanto o Coringa.
Outra revelação interessante é o nome da cidade devastada
por aquilo que o Esquadrão caça: Midway City. Já a presença de um ser que é capaz
de partir o metrô em alta velocidade ao meio é bem legal, principalmente por
aparentar ser uma espécie de simbionte similar ao Venom da Marvel (pelo menos é
o que as cenas levam o espectador a concluir).
Enfim, que este filme seja, junto com Batman vs Superman, a confirmação de que a DC está mesmo disposta a competir em igualdade com a Marvel nos cinemas...
O Filipino Mico Suayan (Michael Cornelius Suayan) é um artista cujo talento foi direcionado para os quadrinhos. Óbvio que há trabalhos dele com abordagens diferentes, mas suas principais obras são voltadas para a Nona Arte. Mico foi um dos artistas presentes à NY ComicCon.
Abaixo vocês verão alguns de seus sketches (rascunhos) que mostram o talento dele e uma parcela de seu processo criativo, além de trabalhos em cores. Bom divertimento.
A espera foi longa. Os temores ainda maiores. O que esperar de uma nova aventura de Max, o solitário vigilante das estradas, antes interpretado por Mel Gibson?
A resposta demorou... mas valeu cada segundo. 'Mad Max: Estrada da Fúria' é um espetáculo inesquecível.
Vamos entender os motivos para a afirmação acima.
O caos
O mundo onde ocorre a trama é o resultado de um verdadeiro apocalipse. Os sobreviventes se tornaram aquilo que a humanidade realmente é quando não tem mais os freios morais: uma turba que é capaz de realizar qualquer ato para cumprir com as vontades de seu líder, seu "redentor". Em Fury Road, este redentor tem nome: Immortan Joe.
E o que deu tanto poder a um único homem? A fome, a miséria, o caos e a força. Pessoas estão à beira do fim e se apegam a qualquer coisa que possa lhes oferecer a menor possibilidade de sobrevivência, de prolongar a vida, ainda que mísera.
Como um líder religioso, Immortan domina a massa. Homens, mulheres e crianças se dobram diante de sua vontade. Com tanto poder, não há como esperar algo diferente de um regime tirânico. O domínio caótico de Immortan Joe é mostrado através do exército que ele criou, em sua maioria composto por jovens chamados War Boys, cujas vidas estão condenadas por uma doença, mas que farão de tudo para honrar seu líder, o que inclui morrer para alcançar o Valhalla (o salão dos mortos nórdico no qual se reúnem os que pereceram em combate). Seja pela fé extrema (fanatismo) ou pela fome e sede igualmente extremas, o sádico líder exerce sua influência ao dar aos seus súditos as opções de uma morte honrada ou, no caso dos famintos e sedentos, algumas migalhas daquilo que ele guarda. Outro fato que reforça o domínio de Joe é o uso de entradas similares às que Hitler e outros tiranos usaram: som alto, o uso de bancadas elevadas para mostrar superioridade, aclamação popular e a oferta de "bens" aos menos favorecidos.
O domínio e a fascinação pelo líder são idênticos. A idolatria a serviço do caos.
Feminismo?
Muitas acusações de feminismo rondaram as análises de Mad Max. Elas, entretanto, são fruto de uma análise infundada do filme. Há, certamente, nuances de feminismo, porém sem conotações puristas. As mulheres têm papel de destaque na trama, Furiosa é o maior exemplo, e esse destaque ocorre por conta das boas interpretações das atrizes e também pela importância delas à trama. Em momento nenhum Max perdeu sua importância por causa da presença feminina. Ao contrário, elas dão força a ele e, em certo momento, propósito.
As mulheres em Mad Max estão presentes na narrativa por mérito. Suas contribuições são incontestáveis e vitais ao filme. Immortan Joe quer suas parideiras ao seu lado. Furiosa quer se redimir de uma vida de submissão e escravidão. As mulheres do deserto são a representação de fêmeas que foram lapidadas a ferro e fogo. As esposas oscilam entre a fragilidade e a determinação. Elas estão no roteiro de George Miller para engrandecer o filme, nunca para minimizar a participação de qualquer outro personagem.
Rock e sangue
Elementos adicionais tornaram a trama mais empolgante. Entre eles estão: a presença de Nux, um dos War Boys que é a representação máxima do efeito que a idolatria e o fanatismo fazem à mente humana e, ainda, a participação de um guitarrista alucinado que toca em cima de um verdadeiro "carro de som". Combinados, o fanatismo e a trilha sonora pesada dão muito mais impacto ao filme, principalmente nas cenas de ação. Outro fator adicional está nas interpretações que exigiram do elenco uma entrega total. O desgaste físico foi extremo, porém proporcionou ao espectador uma sensação de realismo que há muito não se via em um filme onde a ação e os efeitos são tão importantes quanto a trama em si.
Lições que permeiam a trama.
Evidenciar o problema que uma falta de água crônica pode trazer à humanidade não é algo novo no cinema. Entretanto, Fury Road conseguiu mostrar o desespero por trás da falta de água com o poder transferido a quem a tem. Immortan Joe ganha ares de um deus por conta de sua posse de uma das poucas fontes de água existentes. Os limites morais que o convívio entre pessoas gera são violentamente quebrados. Diante de situações extremas, os homens são levados a atitudes extremas. Sem freios morais, a força passa a ser a única linguagem compreendida. Isso é mostrado de forma alucinada, mas muito próxima daquilo que seria, caso uma situação similar ocorresse.
Um reboot ou continuação?
Mad Max é uma mistura extremamente bem elaborada de um reboot (recomeço) com os filmes anteriores. Não é preciso assistir os três filmes anteriores para compreender a trama de Fury Road. Entretanto, as referências existentes na nova produção - que terá uma continuação - só ganham ênfase quando os antigos filmes forem assistidos. Há muitas homenagens embutidas, mas é óbvio que os produtores não iriam vincular um filme feito para uma nova geração (vide a linguagem empregada) de forma que ele ficasse incompreensível caso os espectadores não assistissem os anteriores. A verdade é uma só: Mad Max - Fury Road é um novo filme que agradará os antigos fãs (entre os quais me incluo) e os novos, porém a produção está mais próxima de um reboot do que de uma continuação.
Por que Estrada da Fúria?
Para quem ainda não assistiu, deixo uma única observação: a narrativa se passa quase que integralmente em uma longa estrada. São perseguições, mortes, explosões e conflitos ideológicos e psicológicos em doses altíssimas. Tudo, basicamente, ocorre nessa estrada - que também adquire a conotação de uma trilha a ser superada - onde as forças do "bem" e do "mal" se confrontam. Notem que as aspas anteriormente usadas evidenciam que até o pior dos personagens age sob o domínio de suas convicções, diante de um universo caótico, selvagem e impuro. Não há inocentes na Estrada da Fúria e, definitivamente, sobreviver a ela é algo improvável a qualquer um. Aliás, sobreviver fisicamente não implica em dizer que a mente sairá intacta das experiências que essa caótica realidade reserva aos seus "passageiros".
Pequenas homenagens que irão levá-los a ver os outros filmes da franquia: