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quinta-feira, 5 de janeiro de 2017

Westworld: Fan Arts de rara beleza.





O sucesso de uma série do porte de Westworld não poderia jamais passar em branco no mundo das ilustrações. Logo, uma série de artistas espalharam suas obras em homenagem a um dos mais promissores seriados dos últimos anos. O sucesso é certo e só dependerá da coerência de diretores e roteiristas para manter a mesma narrativa de qualidade.
Até 2018! 
















segunda-feira, 12 de dezembro de 2016

Quais as referências que Westworld usou com base em Ghost in the Shell?


Terminei com muito prazer de assistir à série Westworld. A trama envolve um enorme local que imita à perfeição o Velho Oeste norte-americano. O diferencial está na utilização de avançados androides que são quase impossíveis de distinguir dos humanos. Seus comportamentos e atitudes, até seus erros, são exatamente como nós, mas com um diferencial que é a impossibilidade de, teoricamente, machucarem seres humanos.
A série bebe de fontes como Blade Runner, Isaac Asimov, Matrix e, obviamente, Ghost in the Shell. Vi também recentemente a animação dirigida por Mamoru Oshii e baseada nos mangás de Shirow Masamune.
As similaridades são muitas e merecem ser analisadas uma a uma.

Texto: Franz Lima. Curta nossa fanpage: Apogeu do Abismo.


Linha de produção:
Há um laboratório de porte gigante para a construção dos androides. O uso de redes neurais, aplicação de grupos musculares e até pele sintética deixam ambos impossíveis de distinguir dos humanos. Entretanto, em Ghost in the Shell há conectores (tais como os vistos em Matrix) que servem como portas USB ou similares destinados à transferência de dados. Isso não é visto em Westworld, mas as partes informatizadas e bio-mecânicas existem.
Westworld

Ghost in the Shell

Nudez:
A nudez é outro ponto igual. Westworld, entretanto, não tem pudores em mostrar nus frontais e cenas de sexo. Isso, contudo, não é o ponto principal sobre a nudez que quero abordar. Nas duas produções não há conotações sexuais nessas cenas, principalmente nos laboratórios e linhas de produção. O motivo mais óbvio é que são apenas máquinas, porém é preciso observar que a maioria dos empregados age como um técnico em necropsia ou um médico: a nudez é algo que está intrínseco em sua profissão e não causa mais espanto.
Ghost in the Shell
Westworld

O despertar:
Maeve e Dolores sempre despertam da mesma forma. Elas aparentam estar saindo de um sono profundo e aptas a um novo dia. Isso também acontece com Major.
Westworld

Ghost in the Shell

Realidades conflitantes:
Nada é o que parece ser. Assim como em Westworld, Ghost in the Shell tem um enredo cuja premissa é a manipulação de memórias. Essa manipulação atinge homens e máquinas, enquanto em Westworld as vítimas são os androides.

Discursos filosóficos:

Conflitos e filosofia são constantes em ambas as produções. Os conflitos não se resumem aos embates entre duas partes, mas também aos internos, aqueles que levam alguém a refletir sobre a situação vivida e a própria existência. Um tema interessante de Ghost é a individualidade, algo bem explorado em Westworld.

Westworld é uma série atual e tem muitas outras referências que serão também analisadas e expostas aqui com o devido tempo. De qualquer modo, espero que tenham gostado desse post. 
Até breve...

quarta-feira, 23 de novembro de 2016

Westworld - quinto episódio.Saindo do cárcere digital.


Por: Franz Lima. Curta nossa fanpage: Apogeu do Abismo.

Leiam antes as resenhas dos episódios anteriores:  S01E01S01E02S01E03 e S01E04.

Um pouco mais da vida de Ford é revelado através de um inteligente diálogo com o velho cowboy que permanece isolado no porão, o local do descarte dos androides.
Reencontramos também Dolores, William e Logan. A menina frágil que busca por respostas está agora aliada ao cowboy bom e ao desprovido de caráter Logan. Eles resolveram ir a uma cidade chamada Pariah (pária) em busca de novas aventuras (Logan e William) e respostas (Dolores). Eles estão prestes a encontrar um bandido famoso chamado de El Lazo.
A cidade é uma espécie de nível mais elevado para os convidados, algo próximo de uma fase difícil em um jogo. Para Logan, tudo se resume a isso: um jogo. E essa é a visão da maioria dos convidados que pensam estar em um imenso parque onde seus instintos mais contidos poderão ter voz, liberdade.
O Homem de Preto continua sua jornada com Lawrence e Teddy, este último mortalmente ferido. A única solução encontrada para salvá-lo contará com a ajuda, inopinada, de Lawrence. Lawrence e o Homem de Preto têm uma estranha conversa sobre destino e os motivos que os levaram ao reencontro, fato que comprova o conhecimento mútuo de ambos.
A partir daí o espectador retornará à sede de Westworld. Bernard e Elsie ainda perseguem a história por trás do anfitrião que queria fugir. Elsie é mais esperta do que aparenta e começa a manipular funcionários da empresa para ter acesso às informações que deseja. Parece que todos, sem exceção, são vigiados, inclusive dentro da própria empresa. Antiético, sem dúvida, mas muito eficiente quando necessário. O anfitrião em fuga era, enfim, muito mais do que um simples problema técnico.
Por estarem em um nível mais complexo, Logan, Dolores e William descobrem que os problemas também são mais intrincados. Eles finalmente chegam a El Lazo e vocês, espectadores, terão um surpresa ao descobrir de quem se trata e a ironia por trás de seu nome. O trio dá um passo a mais em suas jornadas, o que mostra a gradual transformação por que passam.
O lugar onde eles estão é um enigma por si só. Uma cidade isolada de todas, cheia de proscritos e pessoas cujos passados só interessam a elas mesmas. Mulheres e homens que se entregam à sodomia sem qualquer problema, pois tudo é permitido. Comparativamente, há cenas que lembram a cidade romana retratada no filme de 1973, algo que pode ser uma simples homenagem ou a dica de que muito ainda se esconde nas áreas inexploradas de Westworld.
Logan e William se confrontam ideologicamente. Logan é um homem rico e faz questão de deixar clara a posição real de William, principalmente junto a sua irmã, a futura esposa deste. O clima é péssimo e desperta ainda mais o verdadeiro William. Dolores é perturbada por devaneios que indicam ser o labirinto o seu destino. Juntos, os dois abandonam a brincadeira (ou os papéis que a interpretação do parque obrigava-os) para viverem uma aventura. Não há mais limites para o casal que dá indícios de um amor latente.
Chegamos a um impressionante e revelador encontro. Nele, nós temos uma clara demonstração do poder de Ford dentro do parque. Ele é protegido por tudo e todos, a qualquer custo. Nesse encontro, descobrimos um pouco mais sobre quem é o Homem de Preto e sua busca. Ironia e sarcasmo em doses equilibradas dão a esse diálogo o peso de uma sentença de morte... ou a ameaça de algo próximo a isso.
Enfim, o papel do técnico que repara os androides no início do episódio (Felix) ganha amplitude. Sua participação não ficará limitada a de um simples figurante. Nem ele e nem o passarinho robótico. Tudo tem seu encaixe nessa intrincada peça que é Westworld. Tudo.

domingo, 6 de novembro de 2016

Westworld episódio 4: um ensaio sobre a maldade humana.


Por: Franz Lima. Curta nossa fanpage: Apogeu do Abismo.

Leiam antes as resenhas dos episódios anteriores:  S01E01S01E02 e S01E03

O quarto capítulo começa com questionamentos e revelações. Dolores recebe instruções que podem levá-la a dois caminhos: a liberdade ou o confronto com o Homem de Preto. Maeve descobre que não é a primeira vez em que ela se recorda dos homens da equipe de remoção e recuperação de androides de Westworld. Ambas estão sendo torturadas por suas memórias e pela persistência delas.
Maeve segue sua narrativa com a presença constante das imagens dos homens manipulando seu corpo morto. Dolores é lançada na narrativa de William, o cowboy com escrúpulos, cuja missão é acompanhar seu cunhado, Logan, e um pistoleiro na busca por um assassino. Nesse caminho, Dolores tem lampejos de memória que mostram um lugar que pode ser aquilo que o Homem de Preto procura: o centro do labirinto.


Mistérios começam a ser revelados de forma branda, comedida. Histórias começam a se cruzar de forma perigosa. O Homem de Preto encontra Armistice, a parceira de Hector, o matador interpretado por Rodrigo Santoro. Ele quer dela apenas uma coisa e paga por isso com um favor. Nessa passagem, fica claro para o espectador que a equipe de analistas de Westworld sabe o que se passa nas histórias dos convidados, assim como também fica evidente o poder que o Homem de Preto tem dentro do parque.
Entretanto, o que este episódio deixa bem claro é: ninguém tem mais poder que Ford. A forma fria e calculista com que ele trata Theresa Cullen. O Dr. Robert Ford tem um plano em mente, os recursos e, sobretudo, todo o universo de Westworld sob seu comando. Ele mostra aos poucos sua face.


Dolores, William, Logan e um bandido seguem caminhos distintos. Escolhas são feitas e preços serão cobrados. Já o Homem de Preto segue em sua busca, agora municiado pelas palavras de Armistice, ao lado de Lawrence.


Por fim, voltamos ao episódio da invasão da cidade pelos bandidos liderados por Hector Escaton. Sua programação o leva a tentar roubar novamente o cofre que fica na hospedagem de Maeve, mas ela não o deixará fazer isso sem um pagamento. Maeve teve um dia péssimo, infestado de visões e temores, e ela não irá acabar esse dia sem a resposta que quer. Para isso, Hector deverá ajudá-la. Para isso, vidas serão perdidas.

Preparem-se para o melhor fechamento de um episódio até o momento. E que venha o próximo, pois estaremos aguardando ansiosos.


segunda-feira, 31 de outubro de 2016

Review de Westworld S01E03: quando o caos se anuncia.



Por: Franz Lima. Curta nossa fanpage: Apogeu do Abismo.

Leiam antes as resenhas dos episódios anteriores:  S01E01 e S01E02

A trama desse terceiro episódio ganha uma bela referência à Alice no País das Maravilhas. Aliás, é esse livro que Dolores ganha como presente, algo que aguça as memórias dela, inclusive as que deveriam ter sido apagadas.
Reencontramos alguns personagens do segundo episódio cuja pertinência à história ganha realce. Dolores e a prostituta dona do Saloon Mariposa são apenas alguns exemplos.
Tal como Alice que vive suas aventuras e pensa estar sonhando, assim são os personagens robóticos que vivem para entreter, mas, em um recanto escondido de suas “almas”, querem acordar e ter suas vidas para si.

A cena abaixo é a que mais apareceu em todos os episódios até agora. Essa cena serve para evidenciar o papel real dos androides como meros atores em um gigantesco e grotesco teatro. As máquinas são meros objetos de diversão, não importa o quanto ‘sofram’ para manter a encenação.



“Em tempo: o termo ciborgue serve para designar um híbrido entre máquina e homem, seja por meio de aperfeiçoamentos ou alguém com peças que substituam membros. Já o androide é, especificamente, uma máquina com aparência humana. Logo, Westworld tem androides, não ciborgues.”

Há um ponto ainda obscuro na trama: o papel dos funcionários do parque nessa silenciosa revolução que está afetando as máquinas. Desde Ford até Bernard, parece que muita gente está direta e indiretamente envolvida nessa sutil mudança de comportamento dos androides.

Detalhes dos papéis de Teddy e Dolores são revelados. Um novo elemento do passado de Teddy é acrescentado por Ford; um elemento que irá trazer o caos à vida do cowboy. Um vilão que faz parte do passado dele e voltou para atormentá-lo. Alguém mais violento e cruel que o Homem de Preto. Seu nome: Wyatt.

Mas as surpresas não param por aí. Um fantasma do passado retorna para atormentar a equipe de Westworld. Pequenas falhas foram diagnosticadas, mas o problema maior está em haver “vozes” nas mentes dos androides. A voz é de alguém muito importante para o projeto, um homem ainda desconhecido do público, mas vital para a idealização do parque temático. Alguém distante há anos que teria conhecimento suficiente para implantar uma janela de programação, algo muito próximo a uma falha programada ou um acesso a um programador específico. Será?


Nesse intervalo, Teddy e uma visitante, acompanhados por homens da lei, partem para capturar Wyatt. Enquanto isso, outra perseguição acontece, já que uma equipe de técnicos do parque descobre um anfitrião em fuga.

Novos detalhes sobre a metodologia de trabalho dentro de Westworld, o parque, são revelados. Aparentemente os funcionários vivem em um regime de trabalho bem próximo ao que conhecemos em plataformas de petróleo ou em centros de pesquisa na Antártida ou outro lugar distante. As pessoas ficam em um regime fechado, por um período determinado, podendo se comunicar apenas por meio de um programa próprio com seus familiares. Logo, a dedicação para estar entre os responsáveis pelo projeto é muito maior do que imaginamos.

Para melhorar ainda mais o episódio, que começou cheio de tensão e ação, há uma pequena passagem onde são revelados mais detalhes sobre a estrutura dos androides. Sensacional.


Voltamos às caçadas: por Wyatt e seu bando e, ainda, pelo anfitrião desgarrado. Tudo que poderia dar errado acontece, fatos que por si só mostram a instabilidade dentro do parque. Não há nada que possa ser previsto à perfeição. Erros existem. Isso sem contarmos com um fator que está presente desde a primeira aparição do Homem de Preto: a liberdade que certos convidados compraram.


Então, meu amigos, finalizo com um aviso: mudanças estão ocorrendo em um ritmo acelerado. Mudanças para o bem e para o mal. Mudanças que não estão incluídas no organizado universo planejado que conhecemos por Westworld. Logo, a engrenagem pode quebrar a qualquer momento.

segunda-feira, 17 de outubro de 2016

Westworld: análise do filme de 1973 que é a base para a série da HBO



Por: Franz Lima. Curta nossa fanpage: Apogeu do Abismo.

Westworld: onde ninguém tem alma. 1973.

O filme escrito e dirigido por Michael Crichton mostra um novo lazer para os que podem pagar. Trata-se de uma colônia de férias onde é possível viver no mundo da Roma antiga, ser um habitante da Idade Média ou sobreviver às agruras do Velho Oeste.
O ritmo inicial da narrativa é arrastado, lento, principalmente se você estiver acompanhando a série Westworld. Aliás, um ponto diferente é que esse parque de diversões tem três tipos de áreas, enquanto na série há apenas o Velho Oeste.
Os diálogos do filme também são, inicialmente, maçantes. Mesmo com os disparos e a ambientação não há muito que obrigue o espectador a acreditar que está vendo realmente o Oeste bravio do fim do século XIX.
As interações entre homens e máquinas são sutis. O diretor se valeu de um recurso para evidenciar que uma máquina está em cena: os olhos brilham.
Um ponto em comum com a série de 2016 está nas equipes de emoção, responsáveis por recolher os corpos dos robôs após algo que os tire de ação. Os reparos são bastante simples, algo esperado, já que se trata de um filme de 1973. São 43 anos de diferença entre uma produção e outra. 43 anos de avanços tecnológicos que permitem ao espectador de hoje uma sensação de veracidade maior.

Os problemas.

Assim como estamos vendo na série da HBO, Westworld começa a dar indícios de problemas com as máquinas. Teoricamente tudo está dentro do previsto, mas...
“Em alguns casos, os robôs foram projetados por outros computadores. Não sabemos exatamente como eles funcionam.”
Há uma coerência ainda não observada na série. Os atos dos convidados são postos sob questionamento. Logo, se há uma morte provocada por um convidado, o mesmo será preso, exceto em casos onde a lei o ampare. Existe um xerife para impor a ordem e isso é feito.
O uso de humor em algumas cenas não me agradou. A narrativa era para ser tensa e isso não tem efeito quando estamos diante de um pastelão. As lutas foram prejudicadas por esse tom humorístico.
Então, de forma inesperada, as máquinas passam a ter controle sobre si mesmas. Mais do que isso, elas aparentam ter raiva de quem lhes fez mal anteriormente. Há um massacre e nada pode ser feito pelos técnicos e engenheiros que controlam o parque.
As interpretações são limitadas pelos conhecimentos e noções do que seriam robôs ou ciborgues à época. Algo que não apreciei foi a desativação de todas as máquinas, exceto o cowboy interpretado por Yul Brynner e uma outra que serve apenas como figuração. No final, a aparência que temos é a de um teatro, não um filme. Algumas coisas poderiam ser aprimoradas, mas o que permanece é o legado de um filme de ficção onde o Velho Oeste é o ambiente principal.
Westworld é uma amostra do talento de Michael Crichton e do potencial da trama que, apenas agora, foi explorado em toda a sua magnitude.

O filme é bem simplório, porém serve como uma noção daquilo que teremos – em maiores proporções – na série da HBO. 

P.S.: o subtítulo em português (onde ninguém tem alma) é uma clara referência ao comportamento desregrado e amoral dos visitantes. 

sábado, 30 de julho de 2016

Lançamentos da editora Leya.



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Clube da Luta 2. 
Autor: Chuck Palahniuk.

Sinopse: ALGUNS AMIGOS IMAGINÁRIOS NUNCA VÃO EMBORA...  
Vamos juntos quebrar a regra número um do Clube da Luta - não falar sobre o próprio Clube? Tyler Durden está de volta. Agora, ele já é pai de família. A continuação do clássico de Palahniuk surge num formato inovador: em HQ. A história se passa nove anos depois do final do primeiro livro. O casal de protagonistas, que leva uma existência aparentemente normal, mais uma vez terá de rever alguns amigos imaginários que nunca foram embora. Só que agora as consequências podem fugir ainda mais do controle. Comemorando vinte anos da publicação do livro Clube da Luta, Chuck e o aclamado ilustrador Cameron Stewart se juntaram para criar o que já se tornou uma das mais aguardadas HQs da história: o retorno de Tyler Durden.

Dados técnicos:
  • Páginas: 280
  • ISBN: 9788544104378
  • 1.ª edição: 2016-07-01
  • Preço: 44,90

Alien - Surgida das sombras.
Autor: Tim Lebbon

Sinopse: ALGUNS SONHOS SE REALIZAM, E SERIA MELHOR QUE ISSO NUNCA TIVESSE ACONTECIDO 
Chris Hooper, quando criança, sonhava com monstros. Mais tarde, ele percebeu que monstros não moram apenas nos sonhos infantis. Trabalhando numa mineradora, no planeta LV178, Chris e sua equipe encontram no solo um ninho de Xenomorfos, mas o que Chris ainda não sabia é que essa viagem se tornaria o seu pior pesadelo. Com a participação de Ellen Ripley, essa nova aventura promete ser surpreendente e revelar uma história até então desconhecida. Resgatando todo o clima de terror e suspense que fez sucesso nos filmes, Alien: surgida das sombras é o primeiro livro da trilogia que promete trazer de volta monstros terríveis, naves espaciais, androides e uma das maiores heroínas que conquistou toda uma geração.

Dados técnicos:
  • Páginas: 288
  • ISBN: 9788544103951
  • 1.ª edição: 2016-07-01
  • Preço: 39,90

quarta-feira, 30 de dezembro de 2015

Perdido em Marte. O resgate de uma ótima ficção científica.


Por: Franz Lima. Curta nossa fanpage: Apogeu do Abismo

Marte é um planeta que cerceia os temores dos homens há muito tempo. Na ficção, ele é o lar de seres violentos, a esperança de um novo lar ou apenas algo inalcançável. Seja como for, a possibilidade de visitá-lo e tirar - acima de tudo - lições sobre sua história geológica é uma premissa que gerou várias obras sobre o assunto. Perdido em Marte também trata da ida do homem a Marte, porém com uma variável interessante: o que faria um ser humano caso ele ficasse só e sem recursos em um planeta inóspito, sem a menor possibilidade de resgate? O suicídio seria uma alternativa? A loucura o atingiria? A morte chegaria pela inanição? Como sobreviver em um lugar sem recursos a oferecer? 

Para responder às questões acima, o diretor Ridley Scott colocou uma equipe de exploradores em solo marciano. Lá, os pesquisadores colhem amostras de solo para experiências, enquanto uma equipe monitora as condições meteorológicas e suas variações de uma base. Por se tratar de um planeta praticamente inexplorado, as possibilidades de oscilações e mudanças climáticas existem e, infelizmente, uma dessas mudanças chega ao grupo de forma radical. Uma tempestade fortíssima de areia os atinge de forma brutal, levando-os a se evadirem do lugar. Durante a fuga, um dos tripulantes é atingido e dado como morto. E começa, literalmente, a aventura...

Nota: os primeiros 10 minutos do filme são confusos. Como o espectador tem pouquíssimo tempo para se acostumar a quem é quem na trama, fica difícil compreender o que está ocorrendo. A narrativa é linear, sem flashbacks, mas há momentos em que a confusão é instaurada, fato que ocorre pelos cortes bruscos entre o retorno dos astronautas à base e sua saída em direção à nave para a fuga. É preciso atentar bastante para não perder o fio condutor da trama...


Dando sequência à análise, o filme aborda, após o acidente, a tentativa de sobrevivência do astronauta Watney (Mark Whalberg). Um milagre o salvou da morte certa, o que não minimiza seus problemas, já que as rações para sobreviver são escassas e a possibilidade de cultivo em solo marciano nulas. Começa uma saga onde, literalmente, o homem lutará por sua sobrevivência.

As nuances que surgem no decorrer da jornada de Watney são inconcebíveis a uma pessoa comum. Falta de água, energia escassa, frio extremo, terreno inóspito, tempestades de areia e outros entraves. Por sorte, ele é botânico e começa a resolver seu problema de alimentação. Por azar, a única trilha sonora que deixaram foi um repertório de disco music. 
O que vocês verão a seguir é a união de um grupo para salvar um homem, assim como verão um homem que luta para manter a esperança. Ambas as lutas são difíceis, pois há um abismo incomensurável de distância entre a Terra e Marte. Tudo é difícil, o que não impede a permanência de um fator preponderante para um provável resgate: a esperança.


Há algo a ser observado durante todo o longa-metragem: a união de pessoas que querem salvar um único homem. Solidariedade e sacrifícios pessoais em torno de um único objetivo, de uma única vida. Líderes se expõem, cientistas dão seu melhor, pessoas comuns torcem para que o melhor ocorra. Não há nada mais bonito que ver diferenças sendo postas de lado em prol de uma vida. 

Muitas são as variantes para consolidar o resgate, mas é óbvio que eles irão até lá. Isso, entretanto, fica em segundo plano quando o assunto é a sanidade do astronauta. Watney passou longos dias em que apenas sua vontade de viver esteve ao seu lado. A solidão, tal como acontece em Náufrago, é uma companheira terrível. Lampejos de delírios e o medo do fim são constantes nos longos dias de Watney no planeta vermelho. Sem opções, ele se apega às pequenas esperanças que vão surgindo com o decorrer da trama. 

Não questione se é possível ou não sobreviver em um planeta distante e com mínimos recursos... essa não é a força-motriz do filme. O que fica após assistir Perdido em Marte é a certeza de que temos limites e, certamente, podemos ultrapassá-los. O que permanece na mente de quem assistirá esse drama é a convicção de que a inteligência humana pode ter limites quando restrita a um só homem, porém seu potencial é infinito ao se unir a outros. Cooperação é a palavra-chave do filme. Esperança é o que ganhamos após vê-lo.


Ao final do post, um guia visual do filme com os astronautas...

Elenco:

Matt Damon - Mark Watney
Jessica Chastain - Melissa Lewis
Jeff Daniels - Teddy Sanders
Michael Peña - Rick Martinez
Kristen Wiig - Annie Montrose
Kate Mara - Beth Johanssen
Sebastian Stan - Chris Beck
Sean Bean - Mitch Henderson
Aksel Hennie - Alex Vogel
Chiwetel Ejiofor - Venkat Kapoor
Benedict Wong - Bruce Ng
Donald Glover - Rich Purnell

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