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segunda-feira, 20 de junho de 2016

Imagens e palavras que irão fazê-los refletir. Divulguem, por favor.


Passamos a seguir indiscriminadamente as opiniões fornecidas por meio das redes sociais sem que, no mínimo, façamos uma reflexão sobre aquilo que é dito. Pensam por nós... e gostamos disso.

Por: Franz Lima. Curta nossa fanpage: Apogeu do Abismo. #apogeudoabismo 

As imagens a seguir servem de alerta e reflexão sobre a perda de valores e o descaso com os problemas externos em detrimento de nosso próprio mundo. A arrogância e o isolamento estão cada vez maiores, talvez por conta da falsa sensação de proximidade que o mundo digital traz.
Todas as charges e desenhos a seguir irão mostrar, com ironia e sarcasmo gritantes, uma faceta que buscamos esconder.  De qualquer forma, não adianta descartar esse lado da sociedade (ou pessoal) cujo direcionamento é quase todo voltado para a individualidade, indicando o coletivo como algo desprezível ou menos importante.
P.S.: nada contra a tecnologia. Quando bem empregada, ela é uma ferramenta indispensável nos dias atuais. Mas o excesso, o vício que o mundo virtual pode trazer é algo que precisa de alerta.

O preço que a medicina cobra para salvar vidas é algo cada vez menos acessível. Pobres clamam por socorro, mas, via de regra, não recebem a tempo de evitar a morte ou sequelas.




Os discursos (incluindo os da ONU) inflamados pelo fim da fome são, geralmente, apenas palavras. É bom lembrar que as palavras não trazem alimento para incontáveis famintos.

Pode parecer exagero, porém essa é uma cena cada vez mais comum. Pessoas presas - literalmente - aos conteúdos digitais. Óbvio que muito do mundo digital é viável e de bom conteúdo, o que não implica em dizer que boa parte das pessoas gasta horas a fio com conteúdo ruim ou inadequado.

Um fato corriqueiro hoje em dia: casais lado a lado, mas isolados pela atenção voltada às redes sociais ou aos aplicativos de seus smartphones. Em contrapartida, anciãos demonstram seu amor um pelo outro.

Outro fato normal: nas redes sociais a realidade é uma, enquanto na vida real a situação é outra extremamente diferente.

Essa cena pode ser aplicada aos condomínios de luxo ou aos shoppings. São áreas destinadas a isolar (no sentido mais completo do verbo) pessoas ricas das pobres ou miseráveis. Estar em lugares extremamente ricos dá a sensação de que a fome e as demais tragédias do mundo moderno não existe, pelo menos enquanto lá permanecem os mais favorecidos.

Algo tipificado pela sociologia. As pessoas assumem diferentes comportamentos que se adequam aos lugares ou situações que irão defrontar. O problema está na transformação dos papéis sociais em personalidades distintas e falsas, como uma verdadeira máscara.

Uma situação típica: enquanto uma morte ou crime ocorre, alguém deixa de prestar socorro ou acioná-lo para registrar o momento.

Os estereótipos ou os comportamentos previstos pela sociedade podem ser um entrave para o desenvolvimento da personalidade da pessoa. Destoar do "comum" é visto por alguns como um verdadeiro defeito.

O mesmo caso do crime que é registrado, mas com uma pequena diferença. As pessoas creem que uma simples hashtag pode alterar o rumo de uma injustiça ou violência, o que não corresponde à verdade.

Essa imagem fala sem o uso de palavras. O cigarro não apenas mata; ele mina o dinheiro de uma família diariamente.

Uma charge sobre os efeitos das responsabilidades e pressões sobre o ser humano moderno. O stress é um mal que precisa ser contido e combatido.

Hectares de mata caem diante da cobiça do homem por fortuna. O preço, entretanto, será cobrado mais cedo do que gostaríamos. É preciso preservar a natureza ou morreremos com ela.

Invasores estrangeiros param diante de uma ameaça comum no Oriente Médio: o corte do fornecimento (ou a destruição das fontes) do combustível que movimenta o mundo, o petróleo.

Triste e real. Pessoas estão cada vez mais próximas do virtual, presas em uma realidade que em muitos casos não é real. Esse tipo de isolamento não é benéfico e mantém o homem em uma prisão que parece ser até agradável. Doce ilusão...


segunda-feira, 23 de maio de 2016

Relatos Selvagens (Relatos Salvajes). Análise do filme.



Por: Franz Lima. Curta nossa fanpage: Apogeu do Abismo. #apogeudoabismo

Relatos Selvagens (Relatos Salvajes)
O filme é composto por alguns curtas. Em cada um deles nós, espectadores, somos surpreendidos por tramas repletas do macabro, da morte, ódio e traição. Mas há lições embutidas nesses curtas. Lembretes de nossas fragilidades e das sequelas de nossos atos. Um dos produtores do filme é Pedro Almodóvar e a direção e roteiro ficaram a cargo de Damían Szifron.
Pasternak.
Um voo. Um crítico de arte resolve puxar papo com uma modelo. No meio da conversa, ela descobre que tem uma pessoa de seu passado em comum com o do crítico. Logo, essa coincidência irá se expandir para outra pessoa do voo. Algo os colocou juntos, mas por que?
Um relato curto sobre a lei da ação e reação e, sobretudo, sobre a falta de limites para o homem tomado pelo rancor.
As ratazanas.
Um homem com um passado negro, explorador da desgraça alheia, se depara com uma de suas vítimas. Ele não a reconhece, mas ela lembra-se dele. O que ocorrerá?
O ponto especial desse “episódio” fica no recado ao público: nossas ações podem refletir em quem amamos.
O mais forte.
O que poderia dar errado em um passeio por uma autoestrada? Será que uma ofensa, comum no trânsito, tem potencial para algo além da raiva? Esse episódio mostra o quanto o descontrole emocional pode prejudicar pessoas. Tenso e surpreendente.
Bombinha.
Um técnico de demolição tem seu carro rebocado por estacionar em local inapropriado. Para resgatar o carro, ele se atrasa para o aniversário da própria filha. Sua revolta com o sistema e os problemas pessoais o levam a surtar. A partir daí, tudo dá errado.
Até onde um homem pode suportar a pressão de um mundo capitalista, estressante e indiferente aos problemas dos outros? Essa pergunta é respondida nesse episódio que lembra muito o filme Um dia de Fúria.
O final surpreende pela leveza.


A proposta.
Um garoto bêbado atropela uma mulher grávida. Seu pai, riquíssimo, resolve comprar alguém para assumir a culpa. Mentiras, chantagem e uma verdadeira demonstração do poder corruptor do dinheiro aparecem em A proposta. O ponto alto deste curta está nos resultados das escolhas ao final. 
A ética e a moral são postas à prova a todo instante.


Até que a morte nos separe.
Uma bela festa de casamento. Família. Noivos. Alegria sem medidas.
Amigos de infância, parentes distantes, amigos do trabalho... todos reunidos. Todos mesmo, inclusive a amante do noivo. Mas as mentiras têm pernas curtas e o segredo é revelado a quem jamais deveria: a noiva.
O curta é tenso, impregnado de rancor. Mostra, sem qualquer alívio, que somos responsáveis por nossos atos, mas, sobretudo, que eles podem refletir sobre nossa vida e as vidas dos que amamos.
Porém, mais do que uma história sobre traição, somos apresentados ao universo dos sentimentos humanos, indecifráveis e, literalmente, imprevisíveis. Acreditem: vocês irão se surpreender.
Nota final.
Os filmes são uma amostra da instabilidade do comportamento humano. O certo e o errado oscilam, enquanto frágeis destinos são alterados por gestos tidos ‘corriqueiros’. Nada é tão simples. Nada está tão ruim que não possa piorar.
Assistam esta obra e se preparem para ter os estômagos abalados. Alguns irão se identificar com uma ou outra história, mas é certo que todos os espectadores sairão diferentes após ver Relatos Selvagens.
Alguns sites apontam o filme como comédia. Podem ter certeza de uma coisa: não há motivos para rir em Relatos, apenas refletir.
Obra 100% recomenda pelo Apogeu.
Dados Técnicos:
Ano: 2014

Direção: Damián Szifron
Roteiro: Damián Szifron
Elenco: Darío Grandinetti, Diego Gentile, Diego Velázquez, Erica Rivas, Julieta Zylberberg, Leonardo Sbaraglia, Liliana Ackerman, María Marull, María Onetto, Mónica Villa, Nancy Dupláa, Oscar Martínez, Osmar Núñez, Ricardo Darín, Ricardo Truppel, Rita Cortese
Produção: Agustín Almodóvar, Esther García, Hugo Sigman, Matías Mosteirín, Pedro Almodóvar
Fotografia: Javier Julia

Montador: Damián Szifron, Pablo Barbieri Carrera


terça-feira, 8 de setembro de 2015

Reflexões: fotografias de Tom Hussey que irão fazê-los meditar.



Texto: Franz Lima
 
Tom Hussey é um fotógrafo de grande talento. Mas não é só de sua visão do mundo através das lentes que me refiro. Tom tem um senso crítico muito apurado, onde as nuances da vida são expostas com raro talento. Sua série de fotografias chamada Reflexões (Reflections) é uma prova do que digo. Em Reflexões, o fotógrafo mostra algo que esquecemos quando nos vemos diante dos idosos: seu passado. O corpo é matéria e sucumbe ao passar dos anos. Envelhecemos, mas isso não implica em apagar quem fomos, nosso legado.
Pensando nisso, Tom Hussey criou um ensaio fotográfico onde pessoas idosas se contemplam em espelhos, mas não é o reflexo que eles veem diante de si, e sim seu passado. 
Com uma abordagem suave, clara e respeitosa, Tom mostra homens e mulheres cujo passado não está explícito em suas faces, porém permanece intocado em suas memórias. 
Mais que um ensaio fotográfico, esse é um trabalho que busca a retomada do respeito pelos feitos dos idosos. 
As duas últimas fotos deste post mostram uma outra abordagem do fotógrafo cujo foco é o lembrete de nossa fragilidade física. Não importa qual seja seu status social, uma simples gripe pode lhe remover - mesmo temporariamente - a dignidade. Uma fantástica lição de moral...
















quinta-feira, 25 de setembro de 2014

Perdi o emprego por causa das minhas tatuagens


Contrariando o que geralmente ocorre no Apogeu, vou comentar esta matéria inicialmente. 
Até quando estereótipos irão povoar as mentes da pessoas que não aceitam as mudanças que o tempo traz consigo?
Tatuados já foram alvo de preconceito e discriminação. Mas a mentalidade e os avanços das épocas em que isso era comum diferenciavam demais dos dias atuais. Estamos em um século cujas mudanças acontecem de forma abrupta, até mesmo para quem convive com a modernidade em tempo integral. Celulares evoluem, barreiras caem, países são criados, comportamentos se alteram, porém o maldito preconceito continua vinculado quase como uma maldição à mentalidade dos povos. 
A notícia abaixo é apenas um dos vários casos de discriminação. Contudo, ainda não consigo compreender qual seria a interferência de uma tatuagem no comportamento, índole e moral de uma pessoa. 
Ótimos profissionais perdem oportunidades por causa deste tratamento preconceituoso, porém o mais importante permanece: a individualidade, caracterizada pelas tattoos. 
Franz Lima
Fonte: BBC

Karla Valentine começou a trabalhar em uma escola no inverno. Quando chegou o verão, vieram as roupas curtas e, com elas, suas diversas tatuagens ficaram à mostra.
A escola enviou imediatamente as regras sobre vestuário, dizendo que tatuagens não eram um bom exemplo para crianças. Karla pediu demissão.
Assim como ela, diversos leitores da BBC enviaram depoimentos contando como tatuagens prejudicaram suas vidas profissionais.
Os relatos incluem promoções negadas e uma entrevista de emprego interrompida na metade.
Embora já sejam bem aceitas em algumas áreas específicas, principalmente na indústria voltada para jovens, um estudo sobre o tema feito na Universidade de St. Andrews, na Escócia, mostrou que ainda há um estigma ligado a tatuagens visíveis.
Palavras como "repugnante" e "desagradável" foram usados para descrever a percepção que clientes teriam sobre uma empresa que contratasse alguém tatuado, de acordo com o autor da pesquisa, Andrew Timming.
Isto foi verificado mesmo quando os próprios empregadores tinham tatuagens. "Havia recrutadores que tinham tatuagens em locais que não ficavam à mostra e disseram que não contratariam alguém com uma tatuagem visível", diz Timming.
Segundo ele, o tamanho e a localização das tatuagens influenciam nas decisões dos empregadores. O tema também faz diferença: desenhos ofensivos não são bem aceitos, mas uma flor ou uma borboleta, por exemplo, costumam ser mais aceitas em locais de trabalho.
Veja abaixo algumas histórias enviadas por leitores:

"Me disseram que eu era um mau exemplo para crianças"




Karla Valentina com tatuagens e sem.
Karla pediu demissão após escola pedir que cobrisse tatuagens

Tenho 35 anos e trabalhava como ajudante em uma escola. Quando me contrataram eu já tinha tatuagens e piercings no rosto e, no inverno, não tive problema, porque elas ficavam cobertas. Mas quando o verão chegou meus braços ficaram à mostra.
Logo me enviaram um guia com regras sobre como se vestir. Dizia que tatuagens visíveis e piercings no rosto não eram um bom exemplo para crianças e deveriam ser cobertos.
Eu era boa no meu trabalho com as crianças e elas aparentavam gostar das minhas tatuagens. Meio que comecei uma campanha, mas eu não queria trabalhar num ambiente onde diziam-me que eu não podia fazer o trabalho porque tinha tatuagens e piercings.
Depois de uma semana mais ou menos eu pedi demissão. O diretor me chamou para conversar, mas eu não acredito que deveria lutar para explicar que sou uma boa funcionária e uma pessoa decente.
Acho triste que em 2014 nós ainda sejamos tão discriminatórios sobre as escolhas das pessoas e que as crianças cresçam aprendendo esses conceitos superficiais. A melhor parte foi que, depois de um mês, eles fizeram uma festa da escola com uma barraca de tatuagem temporária para as crianças!
Karla Valentine, Suffolk, UK

"Cortaram minhas horas de trabalho"




Sam com tatuagens na perna a mostra e sem.
Sam teve problemas apesar de sua tatuagem não ficar visível

Meu antigo chefe era contra modificações no corpo por causa de suas crenças religiosas. Eu era constantemente assediada por causa dos meus piercings e tatuagens.
Diminuíram minhas horas de trabalho depois que eu fiz minhas tatuagens, apesar de elas não serem visíveis. Eu tenho os dois pés tatuados também, mas sempre uso meias e sapatos.
Trabalho cuidando de crianças e me disseram que mesmo fora do trabalho eu tinha que manter as aparências e deixar minhas tatuagens cobertas porque eu poderia encontrar com as crianças por acaso.
Quando estou com uniforme não dá para ver as minhas tatuagens, mas já me disseram que eu sou assustadora com tatuagens e piercings e que poderia perder potenciais clientes para o negócio.
Sam, Brisbane, Austrália

"Pediram que eu me tapasse"




Jef com tatuagem à mostra e com roupa de trabalho
Jef mudou de emprego para poder mostrar tatuagens

Tenho tatuagens nos dois braços inteiros e meu empregador anterior declarou que os funcionários tinham que cobrir todas as tatuagens durante o horário de trabalho, o que eu achei errado porque outros membros da equipe foram autorizados a usar brincos, o que também é uma forma de modificação do corpo. A regra tem que valer para todos.
Agora, eu trabalho em uma empresa que não discrimina tatuagens. Antes, eu trabalhava para um empregador que proibia qualquer funcionário, mesmo os terceirizados, de mostrar suas tatuagens no local de trabalho.
Jef, Teddington, UK

"Minha entrevista de emprego foi interrompida"




Amii com tatuagens a mostra e sem
Ao descobrir que Amii tinha tatuagens, empregador desligou telefone em sua cara

Eu sou uma menina de 20 anos e tenho muitas tatuagens no meu corpo. Eu já vi reações muito diferentes à minha arte. Acho que como eu sou tão jovem e com tantas tatuagens (perdi a conta na 50ª) as pessoas ou amam e me acham corajosa ou odeiam e me insultam, usando minhas tatuagens como munição.
Um empregador até desligou o telefone na minha cara quando descobriu que eu tinha tatuagens.
Em 2012, me candidatei a um emprego como garçonete. A entrevista era metade por telefone e metade ao vivo. Estava indo bem, mas quando o empregador falou que o uniforme era de mangas curtas e eu contei que tinha os braços tatuados ele simplesmente desligou.
Outra vez, eu estava trabalhando como assistente em uma loja de celulares quando um cliente começou a gritar na minha cara. Eles tiveram alguns problemas para recarregar seu telefone, como eu não podia resolver, disseram que eu só tinha conseguido o emprego porque tinha tatuagens. Disseram que eu era nojenta e decepcionava a empresa. Eu chorei.
Eu não sou mal educada ou horrível. Eu não uso drogas ou nada assim. Trabalho duro, pago minhas contas, faço trabalho de caridade para animais e ainda me xingam de nomes nojentos sem razão. A arte que eu tenho não é nem ofensiva. Só porque eu sou tatuada não significa que eu seja desagradável, assustadora ou estúpida.
Amii Parr, Reading, Reino Unido

"Perdi uma promoção"




Emily com tatuagem no braço
Emily fez a tatuagem em seu aniversário

Prometeram-me uma promoção quando fiz 18 anos e eu estava esperando para deixar de ser uma funcionária que serve mesas e lava louças para virar uma garçonete, que anota os pedidos, em um bar.
No meu aniversário de 18 anos eu fiz uma tatuagem nos braços como se fosse uma camiseta de manga curta e meu chefe negou a promoção que ele prometeu, apesar de alguns dos meus colegas de trabalho terem tatuagens muito mais visíveis e piercings.
Eu pedi demissão um mês depois.
Meu chefe não disse diretamente que negou a promoção por causa da minha tatuagem, mas os comentários que fez deixaram claro que ele não gostou.
Ele me perguntou se eu estava louca e por que meus pais me deixaram fazer isso comigo mesma.
Emily, Wisconsin, EUA

quarta-feira, 9 de abril de 2014

A polêmica do "tiro, porrada e bomba". Quando a ironia não é compreendida...



Por: Franz Lima
Recentemente um professor de filosofia de uma escola em Brasília colocou uma questão onde citava a "grande pensadora Valesca Popozuda". Eis o início do tumulto. 
Não entendo o que gerou tanto alarde, principalmente quando é óbvio que a questão foi posta para ironizar a influência NEGATIVA da "cantora".
Não estou aqui para agradar fãs de funk, rap ou hip-hop. Sinceramente, não vejo nada de construtivo ou agregador em incitações à prostituição, violência, assassinato, crime e até apoio ao tráfico. Caso você seja um fã dessa mulher citada, saiba que o começo da carreira dela foi toda pautada em músicas que exaltam a putaria em seu nível mais elevado. Ela, Catra, Rihanna, Snoop Dog e tantos outros ganham dinheiro e fama com o que há de pior na sociedade. Mas isso não seria tão ruim se o público-alvo não fosse os jovens. Esses "pensadores" deturpam mentes ainda em formação, incutindo tudo que há de pior neles. É impossível negar que são influentes. A mídia os moldou e lhes deu esse poder. 
A força de suas palavras é tamanha a ponto de modificar o comportamento de um jovem. Some-se a isso as batidas repetitivas que servem como fixação daquilo que é dito. O que esperar de positivo de uma música cuja única função é chocar através do exagero e do descaso por valores que sustentam a instituição família? Acreditem: não quero ser um moralista, porém é inaceitável ficar calado diante de tanta esculhambação. Nosso silêncio é a bandeira de largada para o domínio do medíocre, para a massificação de uma 'cultura' cujos valores são incompatíveis com aquilo que se espera em uma sociedade moderna e civilizada. 
Dúvidas sobre o nível de Valesca e suas músicas? Leia esta "letra" de um de seus trabalhos (conteúdo impróprio para menores): A porra da b***** é minha
 
Um fator que me surpreendeu foi a incapacidade de compreensão de Valesca sobre o que realmente está ocorrendo:

Fiquei lisonjeada por dois motivos: primeiro que foi colocada a minha música em prova e depois por ter se referido a mim como pensadora, intelectual, mas falei que ainda não estou nesse patamar, ainda não sou uma grande pensadora.

Antônio Kubitschek, professor de filosofia da escola em Brasília, disse ao Globo: "Se trouxesse Chico Buarque, a prova seria considerada mais intelectual do que provocativa. É preciso criar essa proximidade com os alunos."

Polêmico ou não, o episódio serviu para alertar sobre a manipulação das mídias e a influência negativa, destrutiva de  algumas "celebridades". 
 



segunda-feira, 16 de dezembro de 2013

Reflexão sobre a liberdade, a conduta e o mau uso das duas...


A seguinte frase é atribuída a Miguel de Cervantes Saavedra de Alcala Henares:
"Se pai das virtudes e padrasto dos vícios"
 
Dias Desafiadores

Os dias atuais são desafiadores e vêm gerando aturdimentos intensos em todos nós.
Embora abracemos os valores nobres do Cristianismo, embora entendamos a proposta de Jesus como guia seguro e lúcido, ainda assim nos perdemos nos desvarios dos dias que se seguem.
Não obstante o esforço por uma conduta reta e digna, ainda nos vemos perturbados e atônitos com a realidade que nos cerca.
Mesmo tendo claro o desejo por uma vida pautada pelo respeito, pelo bem agir e pela justeza nas ações, ainda assim, não raro, nos perdemos nas loucuras que conquistam espaço.
Vivemos dias onde os vícios ganham cidadania e interesses mesquinhos e vis dominam os mais variados grupos.
A descrença na imortalidade da alma, o descaso pelos valores espirituais geram atitudes egoístas e imediatistas, atropelando qualquer possibilidade mais nobre de conduta.
O ser humano passa a valer cada dia menos.
Torna-se descartável nas relações sociais e emocionais, sem nenhum significado a não ser algum fim utilitarista imediato.
A vulgaridade ganha as rodas sociais e o ambiente familiar.
A erotização barata e leviana das músicas, danças e outras tantas formas de expressão humana, passa a ser vista com normalidade assustadora.
O alucinante desejo de enriquecer, de possuir, de se destacar na sociedade, substitui as virtudes esquecidas da humildade, da pureza de coração.
 
*   *   *

Porém, jamais devemos esquecer que o condutor do planeta vela e tem planos nobres e superiores para todos nós.
Por mais que o ser humano se perca no lodaçal do primarismo moral que ainda se permite, seu progresso se dará inevitavelmente.
Somos todos filhos de Deus e, mesmo que momentaneamente perdidos e iludidos no abismo moral que vive hoje a sociedade, trazemos na nossa intimidade o gérmen divino.
Assim, mesmo nas dificuldades naturais destes momentos transitórios, não abandonemos os caminhos da reestruturação moral.
Ainda que os dias se mostrem alucinados, onde o erro e a loucura são confundidos com normalidade, permaneçamos no bem.
Façamos esforços para não nos deixarmos levar no roldão da insensatez e leviandade atuais. Perseveremos no exercício da dignidade e do respeito.
Não desanimemos, mantendo-nos fiéis ao compromisso com a própria consciência e com os valores morais que elegemos.
A ação de cada um é muito importante no conjunto geral.
Nestes dias onde as referências de bem agir parecem ter desmoronado, sejamos o modelo de esforço no bem agir.
Logo mais, sem tardar, novo dia raiará para a Humanidade.
Cansado dos caminhos de dor e loucura a que se permitiu, o homem retomará valores antes perdidos, a fim de buscar a paz que tanto anela e da qual tanto se distanciou.
Portanto, confiemos e sigamos com Jesus. Ele proverá todas as nossas necessidades para que atravessemos em paz o mar bravio e tempestuoso que ora se faz em nosso planeta.
 
Redação do Momento Espírita, com base no  cap. 22, do livro Ilumina-te, pelo Espírito Joanna de Ângelis, psicografia de Divaldo Pereira Franco.
 Fonte: Desabafo Feminino.

segunda-feira, 4 de novembro de 2013

Mal uso de tirinha do Mauricio de Sousa coloca palavrão em prova no Acre.


Compare o texto original com a tirinha abaixo.

Fonte:  Livros e Pessoas



Texto de Yuri Marcel do G1 -  AC. Comentários: Franz Lima

Tirinha da Turma da Mônica vem com palavrão em prova de escola no Acre  (Foto: Eliane Sinhasique/Arquivo pessoal)Tirinha da Turma da Mônica adulterada foi aplicada em prova (Foto: Eliane Sinhasique/Arquivo pessoal)
Uma questão de prova para o 4º ano do Ensino Fundamental da Escola Luiza Batista de Souza, em Rio Branco, causou polêmica, na última sexta-feira (25). Uma tirinha da Turma Mônica com um palavrão gerou questionamentos entre os pais das crianças. A escola alega que o erro ocorreu na hora da digitalização da atividade, porém, nega que a expressão tenha sido usada de forma maldosa pela professora.
A tirinha mostra uma conversa entre Cebolinha, Magali e um pipoqueiro.
- Eu quelo um saco de pipoca — pede Cebolinha.
- E a garotinha? — pergunta o pipoqueiro.
- Uma pica! — responde Magali.

A economista Efigênia Ferreira, de 36 anos, foi uma das mães que questionou o uso da palavra no exame. "Eu expliquei que no linguajar popular a expressão é usada como um termo pejorativo do órgão masculino. Porém, ela [a professora] disse que a maldade está na cabeça do adulto e não da criança e que isso não era um palavrão", explica.
De acordo com Efigênia, o fato causou constrangimento durante uma reunião entre pais e professores, após o pai de um aluno questionar o uso daquela palavra. "A professora disse que tinha elaborado as provas, mas que a coordenadora tinha visto e não via nenhum problema na palavra", disse.

Efigênia Ferreira  (Foto: Eliane Sinhasique/Arquivo pessoal)Efigênia Ferreira diz que vai procurar a coordenação
da escola (Foto: Eliane Sinhasique/Arquivo pessoal)
A economista disse que ao chegar em casa foi analisar a prova e não conseguia entender como positivo o conteúdo da atividade. Ela conta ainda que chegou a conversar com seu filho sobre a questão e o garoto afirmou que os estudantes teriam alertado a professora para uma 'imoralidade na prova', mas a professora negou o termo maldoso.
Efigênia decidiu postar a foto da prova em sua rede social para avaliar a opinião de outras pessoas. Após o ocorrido, a economista pretende voltar à escola e conversar com a coordenadora e também com a professora para saber o que realmente aconteceu.
"Meu procedimento agora é ir até a escola e saber o que aconteceu, se realmente a coordenadora viu essa prova e deu o aval, pois nem na prova de vestibular acontece isso", ressalta.
Tirinha da web
A professora que a economista se refere é Francisca Ermelinda, 50 anos, ela está dentro da sala de aula há 26 e conta que houve um erro na hora da secretária digitalizar a prova. Na tirinha original magali responde 'O que sobrar'. "No rascunho era outra expressão, aí a moça que elabora a prova puxou a tirinha da internet e não percebeu que ela estava com a expressão errada", explica.
Apesar do problema, ela diz que nenhum dos alunos nas quatro turmas em que a prova foi aplicada chegou a comentar algo dentro da sala de aula. "Quando a gente recebeu a prova, vi a expressão e não achei maldade nenhuma. A gente trabalha com as crianças para tirar a maldade, esse mau pensamento, essa coisa ruim do pensamento deles", diz.
A coordenadora pedagógica do colégio, Jorgineide Santos Jacinto, conta que chegou a revisar a versão da prova já com a expressão, antes dela ser aplicada. Porém, diz ter acreditado que como se tratava de uma questão de interpretação o uso da palavra era intencional.
rascunho tirinha acre rio branco prova (Foto: Yuri Marcel/G1)Professora mostra rascunho original da prova em que aparece a expressão correta (Foto: Yuri Marcel/G1)
"Quando peguei a prova, não tive acesso à expressão original. Eu olhei e vi a palavra como a omissão da sigla pipoca", comenta. A coordenadora diz ainda que gostaria de conversar com os pais que se sentiram ofendidos para explicar a situação.
Na tirinha original, Magali responde "O que sobrar" (Foto: Reprodução) 
Na tirinha original, Magali responde "O que sobrar" (Foto: Reprodução)

"Precisamos ter mais cuidado, ver o ponto de vista do pai. A professora não pode ser prejudicada, foi uma modificação feita aqui", conclui.
O caso chamou a atenção da vereadora Eliane Sinhasique (PMDB-AC) que disse que irá levar o caso para a Secretaria Estadual de Educação (SEE) e ao Conselho Escolar.
'Descuido', diz assessoria de Mauricio de Sousa
Procurada pelo G1, a assessoria de Mauricio de Sousa comentou o uso indevido da tirinha e classificou como 'um descuido tanto com os alunos como com os direitos do autor'.
"Quando uma editora ou entidade ligada à educação quer usar alguma imagem publicada ou inédita dos personagens de autoria de Mauricio de Sousa, entram em contato com a empresa para obter uma autorização oficial. E o desenho é enviado direto dos estúdios, com a qualidade para publicação. Provavelmente essa tira foi tirada de algum site ou blog da internet sem esse cuidado", diz
A assessoria informou ainda que o caso será encaminhado para o departamento responsável e será analisado. "Se a escola diz que tinha a tira correta e acabou publicando uma errada só pode ter sido adulterada por alguém na digitação ou já tinha sido copiada da internet já adulterada", conclui.

Franz says: não há regionalismo ou desculpa capaz de amenizar um "erro" tão grotesco. Nossas crianças não merecem um tratamento tão desprezível, assim como a obra de Mauricio de Sousa também não merece uma deturpação tão absurda. 
Comparando a versão original com a que foi usada na prova, não encontramos quaisquer motivos para que a alteração ocorresse. Não creio que tenha sido uma brincadeira pois, definitivamente, isso não é algo capaz de gerar risos, apenas indignação. 
Que os fatos sejam rigorosamente apurados e os responsáveis punidos. 
Que a inocência e a obra de Mauricio de Sousa sejam mantidas dentro da pureza que nossas crianças precisam e merecem.


quinta-feira, 24 de outubro de 2013

Fé não é o mesmo que prosperidade.




O recente escândalo envolvendo um Bispo alemão (Franz-Peter Tebartz-van Elst) que gastou mais de 31 milhões de euros chocou o mundo. Sendo um dos representantes do catolicismo, doutrina que prega a partilha em detrimento do acúmulo, foi algo desrespeitoso da parte do clérigo autorizar gastos tão exorbitantes. Mas tais despesas seriam até aceitas se os gastos fossem em prol de melhorias para comunidades, auxílio a doentes ou recuperação de menores. Enfim, gastar com algo importante e benéfico para a fé e seus seguidores não é motivo de críticas. O que realmente indignou foi o uso do montante para obter regalias como uma sala de jantar suntuosa, banheira e reformas muito luxuosas. 

A Igreja não necessita de luxo. Ambientes limpos, arrumados e com um conforto digno já são suficientes. Só para relembrar, Cristo pregava quase sempre ao ar livre, abominou o comércio da fé e teve seus seguidores oriundos quase que massivamente das classes humildes. Apóstolos pregaram em cavernas e viveram sob o manto da simplicidade.
Hoje, nova lição foi passada pelo Papa Francisco ao seu rebanho: não há espaço para erros que manchem a já enfraquecida imagem da religião católica. O passado não pode ser desfeito, fato. Mas a intolerância com a falha é um sinal de que a busca por uma doutrina mais coerente com a original existe. A esperança de um pontificado mais justo e cristão depositada na figura de Francisco mostra-se, até o momento, acertada.
O afastamento do bispo alemão é uma prova de que manchas existem, porém sempre é possível tentar removê-las

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