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quarta-feira, 26 de agosto de 2015

Pesquisadores fazem estudo inédito sobre o gato-do-mato


Parceria envolve profissionais de Itaipu e professores e alunos da UFFS

Uma pesquisa inédita sobre o gato-do-mato (Leopardus tigrinus), realizada no Refúgio Biológico Bela Vista (RBV) segunda (24) e terça-feira (25), vai levantar informações importantes sobre a espécie. Quatro professores e seis alunos do Curso de Medicina Veterinária da Universidade Federal Fronteira Sul (UFFS), de Realeza (PR), sob a coordenação de profissionais de Itaipu, analisaram quatro aspectos: protocolo anestésico, avaliação ocular, auditiva e cardíaca. Esse é o mais completo estudo feito sobre a espécie no mundo.


O trabalho foi concluído com um check-up para verificar o estado de saúde do animal. Foi analisada a saúde bucal e foram coletadas amostras de sangue para verificar o funcionamento de órgãos, como rins e fígado, além de um radiograma do tórax. Nos dois dias, foram estudados 15 exemplares de gato-do-mato, todos do plantel do refúgio. O número de espécimes permite aos pesquisadores extrapolar dados de forma estatística para toda espécie e criar parâmetros nos quatro temas estudados, que possam servir de base para futuros estudos.

Antes do procedimento, o animal foi pesado e sedado. Para isso foi criado um protocolo de anestesia. Foi medida a dosagem do relaxante muscular, anestésico e analgésico e sua influência na pressão arterial, na frequência cardíaca e na sensibilidade do animal.

Visão apurada

Para se ter ideia do ineditismo da pesquisa, até antes do estudo, não existia no mundo todo informações sobre as características dos olhos do gato-do-mato. ?Fizemos uma avaliação oftalmológica completa?, explica o professor de clínica cirúrgica da UFFS, Gentil Ferreira Gonçalves. ?Medimos a produção de lágrimas, a pressão interocular, e mensuramos o bulbo ocular com o ultrassom?.

Uma das possíveis conclusões diz respeito à diferença da visão do gato-do-mato e do gato doméstico (Felis catus). A espécie estudada tem uma acuidade visual mais apurada, visto o tamanho e disposição das estruturas dentro do olho, conclui o especialista. A causa pode ser a necessidade, na vida silvestre, de caçar e se defender dos predadores.

Nova cartilagem

Outra informação inédita foi uma pequena cartilagem encontrada entre os dois canais, vertical e horizontal, do ouvido do gato-do-mato, que não existe no gato doméstico. ?Não podemos nem nomear esta cartilagem porque nunca vimos isso em outro animal?, diz a professora de obstetrícia e técnica cirúrgica, Fabíola Dalmolin.

Com um aparelho de videotoscopia do RBV, foi analisado o ouvido do felino. A nova estrutura foi confirmada com um posterior raio-x da cabeça. ?Talvez esta cartilagem possa ter relação com a acústica, já que o gato-do-mato depende da audição para se proteger dos predadores?, teoriza.

Saúde cardíaca


Segundo a professora de Clínica de Animais de Companhia, Tatiana Champion, os estudos cardíacos analisaram a saúde de cada animal, mas, neste caso, não podem ser extrapolados para toda espécie. ?O número de animais estudados é pequeno para definirmos, por exemplo, se a espécie tem predisposição a uma cardiopatia?, explica.

Mas a análise ajuda a identificar com antecedência insuficiências e arritmias, já prevendo o uso de medicamento contínuo no futuro. Em cada animal, foi feito o eletrocardiograma, o ecocardiograma, além de uma radiografia do tórax, que verificou o estado do pulmão. Os dados farão parte da ficha dos animais e ajudarão em seu tratamento.

Perpetuação do conhecimento

Para o médico-veterinário Zalmir Cubas, de Itaipu, que coordenou o trabalho, a parceria com a academia é fundamental para multiplicação do conhecimento. ?Nós temos estrutura e plantel dos animais, mas não somos especialistas nestas áreas. Os alunos vão produzir artigos e trabalhos; serão eles que continuarão os estudos e o compartilhamento das informações?.

Segundo Zalmir, outras pesquisas como esta podem ser feitas em espécies como a jaguatirica (Leopardus pardalis) e o gato-maracajá (Leopardus wiedii), este último, animal ameaçado de extinção. Um curso de ecocardiograma em animais silvestres também pode ser realizado no Hospital Veterinário do RBV.

quarta-feira, 10 de junho de 2015

Aprenda nove truques para melhorar sua busca no Google. Via BBC


O Google é a mais comum das ferramentas de busca. Mas como aproveitar melhor o que esse "oráculo" tem a oferecer?
Reunimos nove truques para aprimorar suas buscas no Google. Via BBC Brasil

1. Esqueça a pontuação

Acentos, letras maiúsculas ou minúsculas – nada disso faz diferença nos resultados. E também não importa se você escreve com erros ortográficos. Isso porque o corretor automático do Google utiliza a grafia mais usada da palavras

2. Refine sua busca

Na própria página do Google há um botão para se ajudar as configurações da buscas, seja por país ou por idioma.
Também é possível fazer uma busca avançada, determinando, por exemplo, o período de tempo em que o conteúdo foi atualizado ou publicado ou ainda o formato do arquivo da informação procurada.


3. Não se esqueça das aspas

Para buscar por frases exatas, basta colocar a frase entre aspas. Mas tenha em mente que alguns resultados relevantes podem não aparecer ao se usar aspas. Por exemplo, se usá-las para procurar "Alexander Bell", não vão aparecer as referências a Alexander G. Bell.

4. Para buscar em um site específico

Se você está certo de que a informação que busca está em um site específico, basta digitar "site:" (sem aspas) antes do termo buscado. Exemplos: site: bbcbrasil.

5. Buscar por formatos

Se você está em busca de arquivos específicos - seja .PDF, .PPT ou .XLS -, acrescente o termo "filetype:" seguido da abreviatura de três letras do tipo de arquivo. Outra possibilidade é escolher o tipo específico de arquivo desejado na configuração avançada do Google.

6. Em busca de páginas relacionadas

Uma boa alternativa é usar o termo "related:" quando a ideia é encontrar uma página com conteúdo similar à de outra. Basta usar esse termo seguindo da URL do site.

7. Encontrando definições

Basta escrever "define:", seguido da palavra procurada para se obter diferentes descrições e definições dela.

8. Para fazer uma conta

Se você colocar uma equação matemática no box de busca, o Google fará as contas para você, te poupando o tempo de abrir a calculadora do computador.

9. Conseguindo resultados dentro de uma faixa específica de valores

Para isso, basta escrever dois pontos (..) entre os valores procurados. Por exemplo, se quiser comprar uma bolsa que custe entre entre 200 e 300 reais, escreva "bolsa R$ 200..R$ 300"

sábado, 7 de março de 2015

Purussaurus, antepassado do jacaré, era maior e mais mortífero que o Tiranossauro.




A mordida do Purussaurus era 20 vezes mais poderosa 
que a de um tubarão branco

Fonte: BBC.

Purussaurus brasiliensis está extinto há 8 milhões de anos, mas ainda pode causar um certo frisson na comunidade científica.
O antepassado do jacaré, que viveu na região da Amazônia no período mioceno, foi descoberto em 1892, pelo cientista e aventureiro brasileiro Barbosa Rodrigues. Mas um estudo publicado na semana passada tirou o réptil de décadas de esquecimento: uma equipe de pesquisadores brasileiros pela primeira vez fez estimativas detalhadas de suas dimensões e de sua fisiologia.
A principal revelação foi a de que a mordida do Purussaurus era duas vezes mais forte que a do Tiranossauro Rex, o mais notório dos dinossauros.
Mas essa não foi a única curiosidade, como a lista abaixo mostra.

Um carnívoro voraz

Segundo Aline Ghilardi, paleontóloga da Universidade Federal do Rio de Janeiro, o Purussaurus precisava de uma imensa quantidade de comida para sustentar o corpanzil que podia passar dos 12 metros de comprimento. Ela e seus colegas calcularam que o jacaré pré-histórico precisava comer uma média de 40 kg de carne diariamente para sobreviver. 
Isso é pelo menos 15 vezes mais do que um jacaré contemporâneo come.
"O mioceno foi uma era marcada por grandes mamíferos na região da Amazônia. Havia preguiças de cinco metros, por exemplo. Isso era perfeito para oPurussarus", conta Ghilardi.

Purussaurus versus Tiranossauro: quem venceria?



Mandíbula do Purussaurus | Foto: Divulgação
O jacaré pré-histórico podia chegar a 12 metros de comprimento e pesar até oito toneladas

Purussaurus viveu há 8 milhões de anos, mais de 50 milhões depois da extinção do tiranossauro. Mas Ghilardi não tem dúvidas sobre quem levaria a melhor caso os dois animais se encontrassem pelo caminho.
"O tiranossauro não teria vez numa luta. Para começar, o Purussaurus vivia numa região de pântanos, o que lhe dava mais vantagem territorial. E sempre vale lembrar que um antepassado do jacaré era predador do tiranossauro", conta Ghilardi.

Dentada violenta

Uma lista dos animais de mordida mais poderosa tem detalhes impressionantes. Segundo a equipe de pesquisadores, a força da mordida média do jacaré pré-histórico brasileiro era de sete toneladas, com força mínima de 41 mil e máxima de mais de 115 mil. O tiranossauro, por exemplo, não passava de 57 mil.
A pesquisa brasileira foi possível por causa da descoberta de um crânio no Acre pelos paleontologistas Edson Guilherme e Jonas Souza Filho.

Design vencedor

Não é por mera coincidência que o "ranking da mordida" tem seis animais da família dos jacarés e crocodilos entre os dez mais fortes. "O Purussaurus tinha uma anatomia bem adequada para uma mordida violenta e sustentável", diz Ghilardi.


Tiranossauro | Foto: BBC
O Tiranossauro Rex viveu milhões de anos antes do Purussaurus, mas tinha antepassado como predador

E essa eficiência se manteve ao longo de milhões de anos.
"Basta vermos as semelhanças entre os antepassados e os jacarés e crocodilos de hoje", observa.
Análises de outros pesquisadores em fósseis do Purussaurus revelaram que ele já era capaz de fazer os temidos "rolamentos" na água com que jacarés e crocodilos de hoje matam e desmembram suas presas.

Derrotado por montanhas

Na Amazônia miocênica, o Purussaurus era o rei da selva – ou melhor, do pântano.
Mas um fenômeno geológico seria fatal para o jacaré pré-histórico: o surgimento da Cordilheira dos Andes, que teve um impacto profundo no meio-ambiente do continente inteiro, e ainda mais dramático na região amazônica. As mudanças extinguiram diversas espécies e tornaram a vida do Purussaurus brasiliensis extremamente complicada.
"A constante subida dos Andes e a mudança do sistema amazônico de pântanos para os sistemas de rios que temos hoje reduziu muito a área para esses animais gigantes viverem. Ao reduzir também o número de presas, causou rapidamente a extinção dos superjacarés amazônicos. É uma lição para nós de que nem sempre é necessário um meteoro para causar a extinção de um grupo bem sucedido de espécies", afirma Tito Aureliano, da Universidade Federal de Pernambuco (UFPE), um dos autores do estudo.

quarta-feira, 5 de novembro de 2014

Técnica para 'ressuscitar mortos' poderá ser aplicada a seres humanos.


A matéria a seguir trata de um assunto polêmico, principalmente por envolver os conceitos de 'vida' e 'morte'.
Algumas pessoas preferem a finitude da vida à possibilidade de prolongá-la, movidos pelos mais diversos motivos. Entretanto, a ciência progride. A perspectiva de vida aumentou, assim como aumentaram os recursos para que a morte seja evitada. Como bem citado na reportagem, pouco tempo atrás era "ficção" salvar a vida de uma pessoa com a massagem cardíaca. Outras evoluções da medicina seriam consideradas magia negra em épocas distantes. Mas o progresso é irrefreável...
A notícia divulgada pela BBC é uma esperança a mais para os pacientes e familiares. Por mais fantasioso que possa aparentar, o procedimento descrito é, sobretudo, uma efetiva forma de preservar o que temos de mais sagrado: a vida. 
Espero que isso se consolide o mais brevemente possível. 
Franz Lima.

"Quando seu corpo está com temperatura de 10 graus, sem atividade cerebral, batimento cardíaco e sangue - é um consenso que você está morto", diz o professor Peter Rhee, da universidade do Arizona. "Mas ainda assim, nós conseguimos trazer você de volta."
Rhee não está exagerando. Com Samuel Tisherman, da Universidade de Maryland, nos Estados Unidos, ele comprovou que é possível manter o corpo em estado "suspenso" por horas.
O procedimento já foi testado com animais e é o mais radical possível. Envolve retirar todo o sangue do corpo e esfriá-lo até 20 graus abaixo da sua temperatura normal.
Quando o problema no corpo do paciente é resolvido, o sangue volta a ser bombeado, reaquecendo lentamente o sistema. Quando a temperatura do sangue chega a 30 graus, o coração volta a bater.
Os animais submetidos a esse teste tiveram poucos efeitos colaterais ao despertar. "Eles ficam um pouco grogue por um tempo, mas no dia seguinte já estão bem", diz Tisherman.

Testes com humanos

Tisherman causou um frisson internacional este ano quando anunciou que está pronto para fazer testes com humanos. As primeiras cobaias seriam vítimas de armas de fogo em Pittsburgh, na Pensilvânia.
Nesse caso, são pacientes cujos corações já pararam de bater e que não teriam mais chances de sobreviver, pelas técnicas convencionais. O médico americano teme que, por conta de manchetes imprecisas na imprensa, tenha-se criado uma ideia equivocada da sua pesquisa



Peter Rhee ajudou a criar técnica inovadora que envolve retirar o sangue do paciente

"Quando as pessoas pensam no assunto, elas pensam em viajantes espaciais sendo congelados e acordados em Júpiter, ou no [personagem] Han Solo, de Guerra nas Estrelas", diz Tisherman.
"Isso não ajuda, porque é importante que as pessoas saibam que não se trata de ficção científica."
Os esforços para trazer as pessoas de volta do que se acredita ser a morte já existem há décadas. Tisherman começou seus estudos com Peter Safar, que nos anos 1960 criou a técnica pioneira de reanimação cardiorrespiratória. Com uma massagem cardíaca, é possível manter o coração artificialmente ativo por um tempo.
"Sempre fomos criados para acreditar que a morte é um momento absoluto, e que quando morremos não tem mais volta", diz Sam Parnia, da Universidade Estadual de Nova York.
"Com a descoberta básica da reanimação cardiorrespiratória nós passamos a entender que as células do corpo demoram horas para atingir uma morte irreversível. Mesmo depois que você já virou um cadáver, ainda existe como resgatá-lo."
Recentemente, um homem de 40 anos no Texas sobreviveu por três horas e meia com a reanimação cardiorrespiratória.
Segundo os médicos de plantão, "todo mundo com dois braços foi chamado para se revezar fazendo as compressões no peito do paciente".
Durante a massagem, ele continuava consciente e conversando com os médicos, mas caso o procedimento fosse interrompido, ele morreria. Eventualmente ele se recuperou e acabou sobrevivendo.
Esse caso de rescucitação ao longo de um grande período só funcionou porque não havia uma grande lesão no corpo do paciente. Mas isso é raro.

'Limbo'

A técnica desenvolvida agora por Tisherman é baseada na ideia de que baixas temperaturas mantêm o corpo vivo por mais tempo - cerca de uma ou duas horas.
O sangue é retirado e no seu lugar é colocada uma solução salina que ajuda a rebaixar a temperatura do corpo para algo como 10 a 15 graus Celsius.
Em experiência com porcos, cerca de 90% deles se recuperaram quando o sangue foi bombeado de volta. Cada animal passou mais de uma hora no "limbo".



Técnica de massagem cardíaca já ajuda a estender a vida de pessoas com paradas

"É uma das coisas mais incríveis de se observar: quando o coração começa a bater de novo", diz Rhee.
Após a operação, foram realizados vários testes para avaliar se houve dano cerebral. Aparentemente nenhum porco apresentou problemas.
O desafio de obter permissão para testar em humanos tem sido enorme até agora. Tisherman e Rhee finalmente receberam permissão para testar sua técnica com vítimas de tiros em Pittsburgh.
Um dos problemas a ser contornado é ver como os pacientes se adaptam com o sangue de outra pessoa. Os porcos receberam o próprio sangue congelado, mas no caso dos humanos será necessário usar o estoque do banco de sangues.
Se der certo, os médicos acreditam que a técnica poderia ser aplicada não só vítimas de lesões, como tiros e facadas, mas em pessoas com ataque cardíaco.
A pesquisa também está levando a outros estudos sobre qual seria a melhor solução química para reduzir o metabolismo do corpo humano.
Curta a fanpage do Apogeu:

segunda-feira, 4 de novembro de 2013

Estudo compara gêmeos e mostra envelhecimento precoce provocado pelo tabagismo.



Fonte: MSN Estadão. Comentários: Franz Lima.
Uma pesquisa realizada pela Sociedade Americana de Cirurgiões Plásticos (American Society of Plastic Surgeons, ASPS na sigla em inglês) mostrou a o envelhecimento precoce da face em tabagistas. A constatação foi realizada através da comparação entre fotos de gêmeos idênticos: um fumante e outro não. Os pesquisadores buscaram pessoas com o perfil apropriado no Twin Days Festival, festa que reúne irmãos gêmeos em Twinsburg, Ohio. Foto do 23º Festival de Gêmeos de Ohio, em agosto deste ano.
Um fotógrafo tirou fotos padronizadas de cada dupla, em close-up frontal. Em seguida, cada foto foi analisada por cirurgiões especializados em envelhecimento facial e eles buscaram reconhecer características como flacidez nas pálpebras superiores, bolsas sob os olhos, sulcos ao redor da boca e flacidez nas bochechas. Os cirurgiões não conheciam o histórico tabagista dos participantes. Na foto, dois gêmeos fumantes, porém o da direita fumou 14 anos a mais.


Franz says: não é só a questão do envelhecimento precoce que incomoda. Há o câncer, a perda da potência sexual, doenças respiratórias, o odor característico do cigarro e, claro, as despesas cada vez mais altas. Não há benefício no vício do cigarro, apenas perdas para os usuários e as pessoas que os cercam. Espero que esse estudo ajude a incentivar o afastamento definitivo desse mal que é vendido livremente em todo o mundo.



quinta-feira, 6 de junho de 2013

Carregador falsificado mostra porta de entrada para vírus no iPhone.


Fonte: BBC 
 
Um trio de pesquisadores de um instituto americano anunciou ter usado um carregador falso para infectar um iPhone com um vírus, demonstrando uma falha de segurança no sistema operacional iOS, também utilizado por iPads e iPods.
Billy Lau, Yeongjin Jang e Chengyu Song, do Instituto de Tecnologia da Geórgia, disseram ter introduzido o código malicioso (malware) no telefone da Apple em menos de um minuto.
A equipe conseguiu violar a segurança do iPhone usando um carregador USB falso e um computador pequeno e simples, chamado BeagleBoard, que custa cerca de US$ 45 (cerca de R$ 90).
Uma vez dentro do iPhone, o código malicioso foi "escondido" do usuário utilizando a mesma tecnologia empregada pela Apple para que seus aplicativos operacionais não sejam visíveis ao usuário.
Os pesquisadores disseram que, após ultrapassar as defesas do iOS, podiam instalar qualquer vírus ou aplicativos no aparelho.

'Facilidade'

Segundo eles, o BeagleBoard se comunica com o computador-alvo e conduz o ataque com os códigos maliciosos.
"Este hardware (o BeagleBoard) foi selecionado para demonstrar a facilidade com que carregadores USB maliciosos aparentemente inocentes podem ser construídos", disseram os pesquisadores no resumo de sua inscrição para a conferência.
Os três pesquisadores disseram ter estudado os sistemas de segurança da Apple para encontrar uma maneira de burlar as tentativas da empresa de proteger seus aparelhos de ataques de hackers.
Eles acrescentaram que qualquer aparelho que use o sistema operacional iOS estaria vulnerável a esse tipo de ataque.
Os pesquisadores não forneceram mais informações sobre o experimento e disseram que devem revelar os detalhes e recomendar soluções à Apple na Black Hat USA, uma conferência de hackers a ser realizada em Las Vegas de 27 de julho a 1º de agosto.

quinta-feira, 4 de outubro de 2012

Percentual de adultos que leem para crianças é de apenas 37%


Fonte: Jornal Extra
São Paulo - Apenas 37% dos brasileiros têm o hábito de ler livros e histórias para crianças. É o que mostra um estudo feito pela Fundação Itaú Social junto com o Instituto Datafolha divulgado nesta terça-feira (2). A pesquisa foi baseada em entrevistas com mais de duas mil pessoas, das quais 96% revalaram considerar importante incentivar crianças de até cinco anos de idade a adquirir o gosto pela leitura.
Como mostra o levantamento, entre os que afirmam ler livros ou histórias, estão, particularmente, mulheres, adultos com idades entre 25 e 44 anos, das classes A, B e C e com ensino médio e superior. O estudo também mostra que 40% dos entrevistados contaram com alguém que costumava ler para eles na infância.
Os principais motivos mencionados para acreditar na importância do incentivo à leitura são a contribuição com o desenvolvimento intelectual e cultural (54%), a formação educacional e criação do hábito de leitura (36%), o desenvolvimento de valores éticos (10%), a preparação para o mercado de trabalho (9%), a formação e o desenvolvimento pessoal (6%) e a socialização (5%).
- A população está convencida do valor do hábito de leitura para a formação das crianças e garantia do direito de aprender e que deveriam realizar mais essa atividade - afirma o vice-presidente da Fundação Itaú Social, Antonio Matias. Como defende a entidade, ler para crianças contribui para o melhor desempenho nos estudos e faz com que tenham mais vontade de aprender.

Franz says: o hábito da leitura, o prazer em ter um livro em mãos não é algo que surge da noite para o dia, principalmente se considerarmos as demais influências externas que competem com a leitura. É preciso que passemos para as crianças a exata noção do valor da leitura, dos benefícios e do prazer que isso pode proporcionar, pois há inúmeras outras formas de transmissão de conhecimento ou entretenimento simples que são mais atrativas para crianças e jovens como a TV, internet e games. A tendência é que os pequeninos deixem de lado a leitura para ingressar em outras formas de entretenimento e aprendizado, mas é vital que a leitura não seja descartada. Honestamente, a fusão dos livros e outros tipos de recursos para aprimorar a cultura e o ensino é a melhor forma de agregar esse hábito em nossas crianças. 
A matéria acima deixa claro que boa parte dos adultos é diretamente responsável pelo descaso dos jovens diante de um livro, fato gerado pelo próprio desprezo de pais e responsáveis que preferem por seus filhos diante de uma TV ou vídeo game, pois "distrai mais". Ação e reação: sem exemplo, como cobrar a atitude dos pequeninos? Melhor dizendo, quando damos o mal exemplo (no caso, a minimização da importância da leitura), o que esperar das crianças e jovens? O homem é produto do meio em que vive e dos exemplos e lições que recebe. 



terça-feira, 15 de maio de 2012

Confira os preços em várias lojas de "Dança dos Dragões", de George R. R. Martin


Este é um serviço de utilidade pública "Apogeu do Abismo". Muitos não tem tempo ou paciência para pesquisar os preços mais em conta dos livros. Pensando em vocês, disponibilizo os valores de venda - em vários sites - do livro "Dança dos Dragões", quinto volume da série escrita por George R. R. Martin.

Data da pesquisa: 15 de maio de 2012

Submarino: R$ 38,61

Wal Mart: R$ 39,06

Ricardo Eletro: R$ 39,15

Ponto Frio: R$ 39,51

Extra: R$ 39,51

Livraria da Folha:  R$ 39,90

Lojas Americanas: R$ 44,90

Cia. dos Livros: R$ 54,90

Imagens e Palavras: R$ 54,90




segunda-feira, 23 de abril de 2012

Usuário completa 1 mlhão de edições no Wikipedia


São Paulo - O norte-americano Justin Anthony Knapp, de 30 anos, foi reconhecido como o primeiro usuário a alcançar 1 milhão de edições na enciclopédia online Wikipedia.
Formado em Filosofia e Ciência Política pela Universidade Indiana, Knapp é voluntário do site desde março de 2005, quando começou com edições anônimas, e desde então produz em média 385 edições por dia, que na maioria das vezes abordam política, religião, filosofia e cultura popular.
Com o nome de usuário "koafv", Knapp utiliza o navegador Mozilla Firefox para fazer suas edições, além de entender HTML e realizar mudanças no Wikipedia em espanhol.
Voluntário há mais de cinco anos, Knapp acaba de sair de seu último trabalho como entregador de pizza, e declara que já fez todos os tipos de serviço para conseguir dinheiro. Entretanto, como se trata e uma companhia sem fins lucrativos, a Wikipedia provavelmente não irá contratar o usuário.
O Wikipedia possui mais de 90 mil editores, que contribuem regularmente com a enciclopédia online. "A busca da verdade é rica por causa da reciprocidade entre as pessoas", afirma o Justin Knapp.

Fonte: Info Abril

Nota: apesar de esta ser uma notícia muito boa, ainda ficam muitas dúvidas quanto à qualidade da Wikipedia e as informações nela disponibilizadas. A política de publicação aparentemente é bem clara, mas não vejo uma correspondência na política de filtragem do que ali é publicado.
A ideia de uma enciclopédia virtual, com abrangência quase ilimitada, é algo de grande valor e que pode se tornar algo muito próximo de um livro de história definitivo, mas ainda resta muito a fazer. O conhecimento não é algo a ser monopolizado e deve ser distribuído aos que desejam acessá-lo. Contudo, a responsabilidade dos que lá publicam tem que ser diretamente proporcional às expectativas de quem busca estas informações. Clareza e verdade devem ser as premissas de um projeto de tal magnitude. Erros tem que ser corrigidos com o máximo de brevidade e os enganadores precisam de uma exclusão sumária. Não quero aparentar um radicalismo que beira o fanatismo religioso, porém é preciso que entendamos as seqüelas da distribuição de informações erradas. Muitos podem tomar o que lá está registrado como verdade única e, de posse de tais dados deturpados, criar visões equivocadas e prejudiciais em muitas variáveis.
A responsabilidade do que lá está gravado não deve ser exclusivamente de quem publicou, mas da equipe gerenciadora dos dados. A ideia, como disse antes, é incrível, porém tem que ser levada a sério ou, do contrário, teremos uma geração mal informada e mal formada intelectualmente.
(Franz Lima)

terça-feira, 21 de fevereiro de 2012

domingo, 5 de fevereiro de 2012

Internet: nossa principal fonte de memórias?



Quando você quer lembrar-se de alguma coisa, confia mais na sua própria memória ou no Google? Uma pesquisa mostra que a maioria das pessoas prefere a segunda opção. De acordo com especialistas, o cérebro está se adaptando para lembrar não da informação, mas sim do lugar onde pode obtê-la. E mais: quando não encontramos os dados de que precisam imediatamente, desistimos logo da busca.
Para chegar a estas conclusões, cientistas das Universidades de Harvard, Columbia e Wisconsin-Madison realizaram uma bateria de testes envolvendo a memória de voluntários. Os participantes deveriam lembrar de algumas informações usando apenas a sua memória. Depois os pesquisadores verificaram se eles saberiam buscar os dados na internet.
O resultado foi claro: quando as pessoas não conseguem se lembrar das informações, lembram onde encontrá-las. Aliás, segundo o estudo, houve participantes que não fizeram o menor esforço para tentar se recordar dos dados sozinhos.
Isso acontece porque, quando não havia acesso à internet, as pessoas tinham fontes limitadas de informações, que exigiam esforço para serem encontradas – como livros. Por causa do esforço e do interesse genuíno no conteúdo, nosso cérebro criava associações com imagens, com a situação, com outros elementos do nosso conhecimento, convertendo tudo em memória.
Com a web, qualquer coisa está a um clique de distância. Não há dificuldade nenhuma para encontrar informação – só o que precisamos é dar um “Google”. Ou seja, menos associações são criadas, já que não existe dificuldade e a busca se tornou uma tarefa mecânica. Como é fácil encontrar esta informação de novo, o cérebro não é estimulado a guardá-la. Quando precisamos deste conhecimento não lembramos dele, mas sim de onde encontrá-lo.
E, para isso, existem consequências boas e ruins. Como a memória humana não é perfeita, acabamos tendo mais facilidade em checar os fatos com a internet. E a maior quantidade de informações também pode ser fonte de inovação, afinal o conhecimento humano está mais acessível.
Mas sendo dependentes do computador, podemos acabar reféns de informações incorretas, que povoam a internet e que seriam reproduzidas. Além disso, como não estamos mais acostumados a recordar de detalhes ou a refletir sobre o que estamos pesquisando, tanto nossa memória como o pensamento conceitual podem estar comprometidos.
E a “culpa” desse fenômeno não é apenas das ferramentas de busca, mas da web em sua forma atual. Os autores da pesquisa apontam alguns outros motivos para o mundo online afetar o jeito com que pensamos:
- Com agendas não precisamos nos preocupar em lembrar-se de um compromisso – muito menos de checar nossa agenda. Todos os eventos chegam diretamente no e-mail. Os aniversários da família e dos amigos? Estão nas notificações do Facebook.
- Também não precisamos mais lembrar em que pasta (ou em qual pen drive) armazenamos nossos documentos. Com o Google Docs nossos arquivos estão sempre à mão.
- Com o Google Images não precisamos nos lembrar do nome de quadros ou de pontos turísticos. Basta tirar uma foto com seu smartphone e o serviço pode te ajudar na identificação.
- Já o Google Maps poupa você do esforço de memorizar caminhos – digite o endereço e a rota mais fácil surge diante de seus olhos.

quarta-feira, 21 de dezembro de 2011

Boas notícias: brasileiros leem mais pagando menos



O aspecto mais relevante da Pesquisa sobre Produção e Vendas do Mercado Editorial Brasileiro, que acabamos de divulgar, refere-se ao crescimento, entre 2009 e 2010, de 8,3% do número de livros vendidos, se considerarmos apenas o movimento em livrarias, internet e porta a porta, dentre outros canais, excluindo compras governamentais e de entidades sociais. Por outro lado, o faturamento relativo a esse recorte mercadológico da comercialização sofreu um decréscimo real de 2,24%. Isso significa que o preço médio do livro diminuiu 4,42% em 2010.
Entre 2008 e 2009, a pesquisa anual da Câmara Brasileira do Livro (CBL) e Sindicato Nacional dos Editores de Livros (Snel), realizada pela Fipe, já havia registrado redução de 3,52% nos preços. Os números são ainda mais consistentes se lembrarmos que edições anteriores do estudo já apontavam, no período de 2004 a 2008, quedas acentuadas de preços dos livros: 24,5% no segmento de didáticos; 22,4% no de obras gerais; 38% no de religiosos; e 23,3% no de científicos, técnicos e profissionais.
Outro aspecto muito relevante da pesquisa 2011 refere-se ao crescimento de 4,96 pontos percentuais da comercialização de livros porta a porta, fundamental num país com as dimensões do Brasil, no qual ainda há carência de pontos de venda em bairros afastados das grandes cidades e numerosos municípios mais distantes das regiões metropolitanas. Em 2009, 39,74 milhões de livros haviam sido comercializados por esse canal, representando 16,64% do total. Em 2010, foram 56,04 milhões de exemplares, significando 21,66 por cento.
Esse avanço evidencia que as classes C e D estão comprando mais livros. O porta a porta é um canal decisivo de acesso para os 53 milhões de brasileiros, contingente superior à população da Espanha, que o estudo “O Emergente dos Emergentes”, da Fundação Getúlio Vargas e do Banco Interamericano de Desenvolvimento, indicou terem entrado no mercado consumidor desde 2003.
Outra tendência que se manteve em 2010 é de aumento da edição de novos títulos, com crescimento de 8,9%. Isto significa mais opções para o público leitor e oportunidades maiores para o surgimento de novos escritores. Tal constatação é corroborada por outros números constantes da pesquisa: em 2010, foram publicados 51,68 mil títulos de autores brasileiros, significando crescimento de 32,64% em relação aos 38,96 mil do ano anterior. Quando aos exemplares relativos aos títulos nacionais, o número de exemplares produzidos cresceu 29,6%.
De modo análogo ao maior número de títulos e de autores nacionais, também é interessante notar, na pesquisa 2011, que os livros de literatura, com 22,32% de participação no mercado total, ocupam o segundo lugar. Ficam atrás apenas dos didáticos, que representam 45,72%, e à frente dos religiosos, que figuram no terceiro lugar e cuja participação é de 10,30%. Literatura adulta significa 8,05% do total do mercado; infantil, 5,38%; e juvenil, 8,89%.
A novidade da pesquisa 2010 é que ela incorporou um censo do mercado, realizado periodicamente, que corrigiu a base de dados relativa a 2009. O estudo mostrou que há no Brasil 750 editoras ativas. Dentre estas, 498 enquadram-se na classificação da Unesco: edição de pelo menos cinco títulos e produção mínima de cinco mil exemplares por ano. As 498 empresas que atendem a tais critérios dividem-se da seguinte forma: 231 têm faturamento até R$ 1 milhão; 189, entre R$ 1 milhão e R$ 10 milhões; 62, entre R$ 10 milhões e R$ 50 milhões; e 16 têm receita acima de R$ 50 milhões.
É animador constatar que, muito além de mostrar um setor editorial em expansão, os números da pesquisa 2011 revelam que o Brasil tem avançado no sentido de se consolidar como um país de leitores. É verdade que ainda há muito a ser feito, mas estamos no caminho certo.

Fonte: CBL

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