{lang: 'en-US'}

Mostrando postagens com marcador Religião. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador Religião. Mostrar todas as postagens

terça-feira, 16 de agosto de 2016

Novíssima agenda cultural com lançamentos de livros para todas as idades.


Curta nossa fanpage: Apogeu do Abismo

Esses eventos literários acontecerão em diversos estados do Brasil. Confira se há algum próximo a você.

Lançamento de O rei, o pai e a morte
Terça-feira, 16 de agosto, às 18h
Luis Nicolau Parés autografa em Salvador O rei, o pai e a morte, uma obra profunda e detalhada sobre as origens das práticas religiosas afro-brasileiras. No evento, ele também conversa com Carlos da Silva Junior, da Universidade de Hull, Inglaterra.
Local: Espaço Cultural da Barroquinha — Rua Chile, 31, Centro — Salvador, BA


Sempre um Papo com Eduardo Giannetti
Terça-feira, 16 de agosto, às 19h
E mais uma edição do Sempre um Papo em BH, Eduardo Giannetti apresenta seu novo livro, Trópicos utópicos.
Local: Palácio das Artes — Avenida Afonso Pena, 1537 — Belo Horizonte, MG


Victor Heringer autografa O amor dos homens avulsos
Terça-feira, 16 de agosto, às 19h
Neste romance breve, delicado e de leitura irresistível, o jovem Victor Heringer se coloca como um dos narradores mais raros e interessantes da nossa literatura. Ele autografa O amor dos homens avulsos em São Paulo.
Local: Livraria da Vila — Rua Fradique Coutinho, 915 — São Paulo, SP


Lançamento de O século da escassez
Terça-feira, 16 de agosto, às 19h
As autoras Marussia Whately e Maura Campanili autografam em São Paulo O século da escassez — Uma nova cultura de cuidado com a água: impasses e desafios, lançamento do selo Claro Enigma.
Local: Livraria Cultura do Conjunto Nacional — Av. Paulista, 2073 — São Paulo, SP


Contação de história Chico Bento, 7 anos
Sábado, 20 de agosto, às 15h
Participe da contação de história de Chico Bento, 7 anos, mais um lançamento da Turma da Mônica pela Companhia das Letrinhas.
Local: Cia. dos Livros do Shopping Boa Vista — Rua Borba Gato, 59 — São Paulo, SP


Lançamento de Novamente você
Sábado, 20 de agosto, às 15h
Juliana Parrini autografa seu novo livro, Novamente você, lançado pela Suma de Letras.
Local: Livraria Leitura do Shopping Nova América — Av. Automóvel Clube, 126 — Rio de Janeiro, RJ


Marcelo Rubens Paiva no 3º Festival Literário de Extrema
Sábado, 20 de agosto, às 17h
Autor de Feliz Ano Velho Ainda estou aqui, Marcelo Rubens Paiva participa do debate “Inquietude do ser” no Festival Literário de Extrema.
Local: Clube Literário e Cine Teatro — Praça Presidente Vargas — Extrema, MG


Lançamento de Débora conta histórias
Sábado, 20 de agosto, às 17h30
Débora Seabra autografa seu livro, Débora conta histórias, na Feira de Mossoró.
Local: Feira de Mossoró, estande Jovens Escribas — Mossoró, RN


Maju autografa seu livro
Domingo, 21 de agosto, às 11h
Queridinha da internet brasileira, Maju Trindade autografa seu primeiro livro em São José do Rio Preto.
Local: Livraria Saraiva do RioPreto Shopping Center — Avenida Brigadeiro Faria Lima, 6363 — São José do Rio Preto, SP

sexta-feira, 8 de julho de 2016

A polêmica sobre o pastor e o passaporte diplomático.


Por: Franz Lima. Curta nossa fanpage: Apogeu do Abismo. #apogeudoabismo

Começo esse texto com uma observação que está cada vez mais evidente: política e religião estão cada vez mais misturadas. Dessa mistura, por sua vez, surge um terceiro poder já que, não restam dúvidas, a fé e a política manobram e coordenam as vidas de praticamente todo os seres humanos do mundo.
Mas, questionaria um pensante ser, o que há de ruim nessa fusão? Tudo, respondo. Tanto na fé quanto na política, as possibilidades de afastamento dos interesses próprios são mínimas. O homem é corruptível em nível alarmante e tem na fé um freio para seus impulsos mais escusos.
Romildo Ribeiro Soares
Logo, diante de uma realidade sombria - pois é essa a realidade da política brasileira - manter os homens da fé afastados dos homens mais corruptos do mundo é algo quase impossível. Nada, compreendam, nada é ofertado sem a cobrança de um retorno quando o assunto é política. Por que seria diferente com os pastores?
E eis que surge mais um escândalo envolvendo esses passes de "livre trânsito" concedidos pelo ministro das Relações Exteriores, José Serra, o mesmo que afundou São Paulo em escândalos de corrupção como Governador. Serra aparentemente tem grande apreço por pastores. Ele concedeu também ao casal Samuel Ferreira e Keila. O pastor em questão é um dos investigados por crime de lavagem de dinheiro recebido como propina pelo "inocente" Eduardo Cunha. 
Os passaportes diplomáticos são uma ferramenta destinada a conceder mobilidade a servidores das mais diversas instâncias, inclusive o Presidente da República, o vice-presidente, governadores, ministros, juízes que compõem tribunais internacionais, entre outros. Entretanto, nada diz sobre líderes religiosos. Serra, em busca de uma justificativa para tal absurdo, afirmou que o pastor e sua mulher são dignos de portar o passaporte por "interesse do país". 
Interesse de quem mesmo?
Homens de fé têm cedido à corrupção e ao enriquecimento ilícito há anos, nas mais diversas denominações religiosas. Com o tempo, eles aumentaram exponencialmente suas esferas de influência e, hoje, estão envolvidos com políticos, juízes, empresários e outros para manter suas riquezas e poder. Ser pastor, bispo, padre... isso só tem validade quando a nomenclatura vier atada ao dinheiro. Infelizmente, isso é uma realidade. 
Mas não é esse o ponto primordial dessa crônica. Na verdade, o essencial dessa história é evidenciar que há benefícios cedidos a quem não os deveria receber com alguma motivação por trás. José Serra não é uma pessoa confiável. Seus atos são, via de regra, motivados por algo que lhe dê frutos, ainda que futuros.
Eu vejo esse "apadrinhamento" aos pastores como uma jogada política. O seu tempo como ministro é curto e ele voltará concorrendo a um cargo. Logo, com o apoio de pastores que influenciam massas gigantescas de pessoas (que são eleitores), provavelmente ele irá pedir apoio aos seus amigos das igrejas. Em contrapartida, motivados pelos pedidos dos líderes espirituais, os fiéis irão votar e colocar novamente um político envolvido em corrupção no poder e, infelizmente, uma vez no cargo, dificilmente ele sairá.
É o que me cabe relatar... com tristeza.



segunda-feira, 30 de maio de 2016

A disputa política distorcendo valores.


Por: Isabela Niella. Curtam nossa fanpage: Apogeu do Abismo. #apogeudoabismo

Eu sou uma prova viva de que, nos últimos tempos, nós brasileiros estamos tão focados em discutir quem tem mais razão, com relação as questões políticas, que ultrapassamos os limites da coerência e do respeito! Gente, o que está acontecendo? Somos uma nação ou somos torcidas distintas? Cada um torcendo por seu lado e torcendo o nariz para o outro! E os discursos? “São massa de manobra!”, “comandados pela elite branca!”, “bolsa família é para parasitas!”, “foram comprados com pão e mortadela”, “coxinhas!”, “petralhas!”...
Ufa! Quase decaí também! Tenho minhas convicções (que agora não vêm ao caso), mas tenho evitado e vigiado ao máximo para que no lugar de opinar e repassar informações que ache importantes, eu não cometa os mesmos deslizes que tenho visto amigos e parentes cometerem.
Respeito é bom, e todos nós gostamos e necessitamos. E reclamar, xingar, ofender quem quer que seja somente por ter opinião diferente da nossa é no mínimo falta de respeito! E nem estou falando dos preceitos cristãos que a maioria diz ter e não pratica.
Será mesmo que a minha verdade é mais verdadeira que a sua? Será que cada um não tem um pouco de razão nesse ou naquele quesito? As minhas experiências contam mais que a experiência do colega, do amigo ou do irmão? Desde que o mundo é mundo e o ser humano passou a se comunicar e viver em sociedade que sempre existiram aqueles com ideias e pensamentos distintos. Mas por serem diferentes estão errados? Eles se tornam a encarnação do mal e não merecem ser considerados?

Acredito que esteja passando da hora de todos pararem para refletir no que é realmente importante para nosso país e tomarem uma postura digna, no qual o todo se torne prioridade em detrimento do individual. Não será o político ou partido A ou B que fará o “milagre” da prosperidade econômica e mudará o panorama atual de nosso país, mas sim, uma conscientização geral de que todos somos responsáveis pelo engrandecimento do Brasil e que as nossas atitudes individuais, unidas ao conceito de respeito ao próximo, valorização das atividades laborativas e educacionais, cumprimento das leis, associadas à valorização do ser humano em suas necessidades básicas, isso sim fará com que nosso país saia desse pesadelo econômico e de ideias. No mais, precisamos pôr em prática os nossos conceitos religiosos e filosóficos e não deixá-los apenas para as cerimônias e cultos, esquecendo-os na vida prática. E para quem acredita que não pode fazer nada por não ser uma pessoa influente, culta ou rica, eu digo que a oração e os bons pensamentos podem inspirar aqueles que estão em posições sociais melhores e mais influentes e também digo que toda a ajuda é bem vinda e necessária.

quinta-feira, 28 de abril de 2016

Os heróis de Sanjay. Sanjay´s Super Team. Um curta sobre fé e família.




Por: Franz Lima. Curta nossa fanpage: Apogeu do Abismo.

Alguns desprezam a , principalmente em tempos onde a tecnologia toma boa parte do tempo. Mas esta animação relembra que nós, pais, devemos passar nossos princípios aos filhos. De nossos exemplos e crenças é que eles terão a base para um futuro incerto, porém certamente menos assustador quando embasado por uma crença em algo mais poderoso que nós. Caminharão sozinhos, cedo ou tarde, já que este é o destino reservado a todos. Entretanto, terão algo em que se apoiar: nossos ensinamentos.


Belíssimo curta-metragem sobre fé, paciência e algumas dificuldades da sútil arte de ser ‪‎pai





sábado, 17 de janeiro de 2015

Fechando o assunto Charlie Hebdo, os limites do humor e os ataques na França.


Humor?

Texto: Franz Lima.

Caso você ainda não esteja atualizado sobre os ataques ao tabloide Charlie Hebdo, um dos mais mordazes e críticos da França. Famoso por não poupar autoridades, religiões ou instituições, o Charlie Hebdo foi atacado por terroristas em represália às críticas - através de charges e outras piadas similares - usando a imagem do profeta Maomé. Na ilustração, Maomé aparece proferindo as seguintes palavras: Cem chicotadas se você não morrer de rir.

Editor da Charlie Hebdo mostra desenho polêmico. (Foto: Alexander Klein/AFP) - Fonte: G1

O humor, principalmente do tipo feito pela Charlie, é geralmente interpretado com tolerância. Mas não são raros os casos onde a "graça" acaba se transformando em "ofensa". Sendo assim, friso que não apoio terrorismo, quando há ofensas graves, a possibilidade de retaliação é grande. Óbvio que ninguém esperava a prática de um massacre para demonstrar a reprovação à matéria, porém estamos falando de pessoas cuja educação ensinou que é crime ofender um dos ícones religiosos de sua crença.
Eu acredito em um senso de impunidade falsa, algo que impulsionou as brincadeiras aos níveis inaceitáveis para os muçulmanos mais radicais. Também acredito na velha sabedoria popular que dizia 'quem brinca com fogo acaba se queimando'. 
O fato é que o editor da Charlie Hebdo e os cartunistas/humoristas da revista receberam uma dose extrema da intolerância às ofensas. Eles, inclusive os que faleceram no ataque, sabiam da existência de extremistas muçulmanos, católicos e judeus. Lidar com pessoas que são capazes de matar por suas crenças já é algo difícil, imaginem ofender - categórica e constantemente - esses indivíduos. Eu, honestamente, considero isso extremamente perigoso. Não há mais fronteiras. O fato de eu estar na França, Brasil ou Antártida não impede que o ódio chegue a mim ou minha família. Ninguém está seguro em um mundo onde bombas e armas são negociadas para qualquer tipo de gente. 

Repito o que disse no início da matéria: não apoio terrorismo. Ainda creio que o Islã e seus seguidores podem ganhar muito mais com o silêncio. O descaso da Charlie Hebdo diante da fé de outras pessoas não é motivo para matar. Mas eu creio ainda mais que o pequeno grupo de atacantes não representa a maioria islâmica. Ser muçulmano não é treinar em um campo de guerra, planejar mortes, sequestrar e impor a própria vontade sobre a de terceiros. Ser islâmico é pregar a paz, ajudar o próximo (preferencialmente em sigilo), orar, estudar e crescer como ser humano. A Lei não prega intolerância aos povos do Livro (ondes estão incluídos, além dos muçulmanos, judeus e cristãos). Porém lidamos com pessoas que podem ser influenciadas. Cada mente é um universo insondável e não há religião que possa impedir uma alma deturpada por anos de ensinamentos radicais, extremistas e violentos. Os atacantes ao Charlie Hebdo não representam os fiéis seguidores do Corão e dos ensinamentos de Allah. Em contrapartida, tenho plena certeza que as brincadeiras ofensivas e tendenciosas que revistas como a Charlie Hebdo praticam não representam o pensamento francês, cuja luta pela liberdade e justiça gerou a máxima "liberdade, igualdade e fraternidade". 
Somos responsáveis por nossos atos. Cartunistas e terroristas responderam por seus atos. O mundo não apoia o terrorismo. O mundo não apoia o desrespeito à fé alheia.
Enfim, erros ocorreram dos dois lados, porém os extremistas reagiram como sua denominação sugere: com violência, terror e baseados em doutrinas controversas e deturpadas por pessoas. Matar em nome de uma fé que prega a tolerância e o auxílio mútuo é algo impraticável, mas sempre haverá radicais em quaisquer grupos. É preciso ter cuidado para não transformar uma piada em motivo de guerra, pois sempre haverá alguém disposto a se armar para defender seus "princípios", sejam eles corretos ou não. A liberdade e a fé sempre serão defendidas, pena que nem sempre da forma correta.
Curta a fanpage do Apogeu:


quarta-feira, 29 de janeiro de 2014

O Dilúvio em uma versão aparentemente magnífica: Noé, com Russel Crowe. Veja o trailer.



A bíblica história de Noé povoa as mentes e corações de centenas de milhões de pessoas do mundo inteiro. A narrativa do desastre que desolou o mundo e trouxe a redenção para um grupo de pessoas já foi filmada, porém ainda não fora elaborada com tamanho realismo.
Estrelada por Russel Crowe, Noah (Noé) traz, aparentemente, uma versão inovadora não só do Dilúvio, como também dos fatos que antecederam o desastre. 
No elenco dessa produção estão Emma Watson, Sir Anthony Hopkins, Jennifer Connelly e outros grandes atores. A direção é de Darren Aronofsky - que também dirigiu Cisne Negro - e conta com locações simplesmente inacreditáveis.
Grandes expectativas cercam esta nova obra. E eu tenho certeza de que a espera valerá a pena.



quarta-feira, 11 de dezembro de 2013

Valeria Vacca e a fotografia que usa a simplicidade para chocar.


A beleza feminina sem retoques

Fonte: Valeria Vacca



Mulher e a força animal: combinação sacrílega e bela

O fumo e a morte intrinsecamente ligados

Piercings modernos que remetem aos usados pelos indígenas

Por que alguns enxergam sujeira na nudez?


quarta-feira, 4 de dezembro de 2013

Arte crítica mostra que ter opinião é indispensável para não se tornar um alienado. Por Pawel Kuczynski.


O capital como nova forma de religião
Texto: Franz Lima
Cada ilustração de Pawel Kuczynski tem a força de um tapa na face. Suas artes são atuais e mostram que ele está consciente dos acontecimentos recentes que abalaram o mundo. 
Pawel mostra um apurado senso crítico e um humor mordaz que, tenho certeza, irá incomodar muitos. Mas nem todo humor é feito para provocar risos... há o humor destinado à conscientização. E Pawel é exatamente esse tipo de humorista.
Que a verdade consiga abalar os alicerces da mentira e da politicagem. 

O facebook como ferramenta de localização em um mar de pessoas

Autoridades recebem o tapete vermelho porque têm o poder bélico.
A eterna busca do petróleo árabe por parte dos países ricos

O lixo recebido como presente luxuoso pelos que tem fome
A confissão lavando a alma do pecador
Governos comprovam seus medos diante das redes sociais


terça-feira, 29 de outubro de 2013

Lista de Compras: Zelota - o livro que questiona a imagem de Cristo como líder espiritual pacífico.



"Zelota: A Vida e a Época de Jesus de Nazaré", escrito pelo iraniano-americano Reza Aslan, busca o Jesus histórico na Palestina de 2.000 anos atrás. Aslan questiona a imagem de Jesus como um mestre espiritual pacífico que foi promovida pela Igreja.
Segundo o autor, Jesus era politizado e foi capturado, torturado e executado por ameaçar a ordem estabelecida. Ele viveu na época dos zelotas, um grupo de nacionalistas radicais que consideravam a resistência aos romanos um dever sagrado.
Para o líder católico, a imagem do Cristo revolucionário foi difundida nos anos de 1960, quando intelectuais interpretaram algumas passagens como atos políticos.A ideia contradiz "Jesus de Nazaré: da Entrada em Jerusalém até a Ressurreição", de Joseph Ratzinger. No livro, Bento 16 escreve que Jesus "não vem [ao mundo] empunhando a espada de um revolucionário".
Em julho deste ano, Aslan protagonizou o que foi chamado de "a entrevista mais constrangedora de todos os tempos". Na conversa ao vivo, Laura Green, âncora da Fox News, questionou o direito de um muçulmano de escrever sobre a vida do fundador do cristianismo.
Estudioso das origens do cristianismo há duas décadas e graduado nas universidades Santa Clara, Harvard e Iowa, ele é Ph.D. em história das religiões e professor da Universidade da Califórnia.

Franz says: um livro que é aparentemente muito interessante e que ganha ares de obra importante por ser escrita por um renomado historiador. O fato de ser muçulmano não impediu que Reza tenha estudado cristianismo com mais afinco até do que um cristão. A abordagem diferenciada da figura de Cristo deve ser considerada, principalmente se levarmos em conta que essa visão do Redentor pode ser realmente a que lhe foi atribuída em sua época. Mas o mais interessante é que não há desrespeito na abordagem e descrição do Messias por parte do autor.
Polêmicas à parte, creio que o livro traz um conteúdo relevante para cristão e não-cristãos.

quinta-feira, 24 de outubro de 2013

Fé não é o mesmo que prosperidade.




O recente escândalo envolvendo um Bispo alemão (Franz-Peter Tebartz-van Elst) que gastou mais de 31 milhões de euros chocou o mundo. Sendo um dos representantes do catolicismo, doutrina que prega a partilha em detrimento do acúmulo, foi algo desrespeitoso da parte do clérigo autorizar gastos tão exorbitantes. Mas tais despesas seriam até aceitas se os gastos fossem em prol de melhorias para comunidades, auxílio a doentes ou recuperação de menores. Enfim, gastar com algo importante e benéfico para a fé e seus seguidores não é motivo de críticas. O que realmente indignou foi o uso do montante para obter regalias como uma sala de jantar suntuosa, banheira e reformas muito luxuosas. 

A Igreja não necessita de luxo. Ambientes limpos, arrumados e com um conforto digno já são suficientes. Só para relembrar, Cristo pregava quase sempre ao ar livre, abominou o comércio da fé e teve seus seguidores oriundos quase que massivamente das classes humildes. Apóstolos pregaram em cavernas e viveram sob o manto da simplicidade.
Hoje, nova lição foi passada pelo Papa Francisco ao seu rebanho: não há espaço para erros que manchem a já enfraquecida imagem da religião católica. O passado não pode ser desfeito, fato. Mas a intolerância com a falha é um sinal de que a busca por uma doutrina mais coerente com a original existe. A esperança de um pontificado mais justo e cristão depositada na figura de Francisco mostra-se, até o momento, acertada.
O afastamento do bispo alemão é uma prova de que manchas existem, porém sempre é possível tentar removê-las

quinta-feira, 1 de agosto de 2013

As lições e a renovação espiritual propiciadas pelo Papa Francisco.


* Devo frisar, antes de qualquer coisa, que este texto foi escrito por mim sem quaisquer intenções de apelo junto ao público católico, fato que se evidencia por eu não ser seguidor de tal religião. Entretanto, cabe a mim como propagador de conteúdo, analisar e apontar os pontos positivos e negativos da visita do novo Papa ao nosso país, além de seus reflexos na Igreja e seus seguidores, além de outras religiões.

Questionado sobre os problemas da Cúria em Roma, respondeu o Papa Francisco com sua já conhecida simplicidade - que não significa falta de objetividade: "Faz mais barulho uma árvore que cai do que um bosque que cresce.". O Papa tem ciência dos problemas recentes no Vaticano e sabe quais são os pontos positivos lá existentes, mas também compreende que escândalos e conspirações sempre atrairão um público maior .

Essa passagem acima serve para ilustrar um pouco da calma e reflexão que são comuns no recentemente eleito novo Papa. Desde o início de seu pontificado este senhor tem demonstrado carisma e simplicidade extremas, qualidades que, honestamente, não víamos no seu antecessor. Críticas à parte, a gigantesca população mundial católica teve um presente que há muito não via: um líder capaz de congregar e acrescentar seguidores. Algo providencial, principalmente se levarmos em conta o verdadeiro 'êxodo' que ocorre já faz tempo no seio da Igreja Católica.

Mas, questionam alguns, quais os benefícios reais da presença do Papa no Brasil? Valeu a mobilização em prol do evento, sem contar com as despesas para custear essa Jornada? Sim, eu creio que cada centavo investido foi de grande valia. Os motivos para afirmar isso não são complexos.

Primeiramente, tivemos a comprovação de que a juventude não está fincada pela raiz nos estereótipos que muitos ainda associam à pouca idade. O que vimos não foram jovens drogados, rebeldes e baderneiros. Constatei que havia muita união entre os grupos (mesmo com as diferenças de culturas e línguas) e que a intenção pacífica era a força motriz dos peregrinos. Devemos atentar que, por muito menos, a cidade foi quebrada por vândalos amparados no anonimato. Creio que existiam grupos com tais intenções, porém a serenidade e a forma simples do Papa Francisco, incluindo as atitudes dos jovens, acabaram inibindo esse instinto de destruição de alguns grupos desprovidos da real vontade de mudar. 

Depois, posso citar a força de vontade do Pontífice para estar próximo do povo. Como um verdadeiro líder, Francisco comprovou que o isolamento não é uma ferramenta condizente com alguém que se  propõe pregar a igualdade e o respeito ao próximo. Aliás, como é possível amar ao próximo mantendo-se distante dele? Ciente disso, o Papa comprovou que o líder deve realmente estar atento e perto daqueles que ele lidera e serve como exemplo, principalmente no que diz respeito à religião que, quando mal usada, pode direcionar uma verdadeira legião para caminhos muito ruins.

No tocante aos gastos públicos envolvendo o evento - a Jornada Mundial da Juventude - isso teve retorno com turismo, vendas e outras atividades envolvendo os peregrinos. Shows, passeatas, protestos e outros eventos onde haja a concentração de um grande número de pessoas sempre irá acarretar em altas despesas logísticas, incluindo o policiamento e trânsito. 


Mas a principal beneficiada com a presença de Francisco foi a própria igreja Católica. Tenho certeza que muitos fiéis abalados em suas crenças tiveram as forças renovadas. O carisma e a alegria diante dos seguidores trouxeram o ânimo e a simpatia necessários para que o êxodo - citado no início do texto - sofresse uma abrupta parada. Não vou questionar qualidades, porém é fato que o Papa anterior não colaborou muito para a permanência dos fiéis dentro do catolicismo.

Finalizando, as declarações sobre homossexualidade, tolerância e respeito ao próximo são indicadores fortes de que os caminhos antes traçados tendem a ser alterados. Lentamente, isso é fato, mas as mudanças estão chegando. Afinal, excluir alguém por conta de opção sexual, cor ou condição financeira é prática de quem se diz 'cristão'? 

Ainda há muito pela frente para que possamos tecer uma opinião definitiva sobre o Papa Francisco. Muitos problemas cercam seu pontificado e o Vaticano. Muitos católicos ainda são classificados como 'não-praticantes' e, diga-se de passagem, não há como ser um verdadeiro cristão sem praticar o amor ao próximo. Escândalos irão despontar dentro da igreja, pois ela é composta por homens que, essencialmente, estão sujeitos aos erros. Todos esses problemas e outros mais fazem parte do legado de Bento XVI que Francisco assumiu, mas resta a esperança de uma abordagem diferente, de muito mais seriedade e compromisso com a reestruturação de uma instituição que é alicerce de milhões pelo mundo. Que todas as outras denominações religiosas façam uso desse exemplo e não permitam que a "pregação da prosperidade" sobreponha a "pregação da humildade e do amor ao semelhante".


sexta-feira, 28 de junho de 2013

As aventuras de Pi. Resenha do livro escrito por Yann Martel.


Capa baseada no pôster do filme e a capa de uma versão antiga

Por: Franz Lima.

Esta é uma resenha diferente, devo confessar. Quando iniciei a leitura do livro, fui diretamente influenciado por infinitos comentários sobre o filme e a polêmica do plágio, fatores responsáveis por uma espécie de bloqueio diante da obra. Mas, justiça seja feita, o fato de o livro ter sido baseado na história de Moacyr Scliar ou em qualquer outro, não tirará jamais os méritos de 'A vida de Pi' (recentemente republicado como 'As Aventuras de Pi', em prol do filme). Plágio ou não (ainda não li o livro do Scliar), Yann Martel criou uma obra que emociona.

 

A Trama

Inicialmente somos brindados com o personagem Pi, uma diminuição de XXX, um menino que cresce em um zoológico. Pi tem uma vida feliz ao lado dos pais, do irmão mais velho e dos bichos, ainda que sofra uma certa perseguição por parte do irmão, mas nada de tão terrível. Ele mostra, desde cedo, ter uma inteligência e sensibilidade incomuns, fatores que o levam a conhecer as três principais religiões da região onde mora. Mesmo que elas preguem de forma similar o amor ao próximo e a busca por um Deus, as três não mostram tanto amor e paciência por aqueles que não fazem parte de suas doutrinas. Contraditório ou não, o fato é que Pi opta por permanecer e delas extrair o melhor. 
As primeiras 90 páginas - aproximadamente - dizem respeito ao poder transformador da fé, lições que Pi, mesmo ainda muito jovem, aprende. Estas lições serão, acreditem, fundamentais para o futuro caótico que o aguarda.
Basicamente, a trama fala sobre fé, vida e morte. O caos entra na vida rotineira e regular de Pi por meio de um naufrágio. A partir daí, nada mais será como antes. 



Lições

O livro tem outras lições além da fé e da mudança. Durante todas as passagens ocorridas no zoológico, o autor mostra muitas nuances e curiosidades da vida dos animais em cativeiro. Tabus são quebrados e a visão que vocês têm dos zoológicos será drasticamente modificada. 

A transformação

Pi é um menino. Perdido e acuado pela infinidade de um oceano, além de um tigre, resta ao jovem a escolha entre entregar-se à morte ou, contrariando tudo, sobreviver. É a hora de Pi usar a fé, seus conhecimentos e a experiência de uma vida curta e dos livros para sobrepor todos os obstáculos. 
'As aventuras de Pi' trata, simplesmente, disso: vida, ainda que a morte ronde o personagem por quase toda a narrativa.


Diante do infinito

Valendo-se de uma narrativa fluente, fácil e cativante, Yann Martel criou um livro agradável, emocionante e que surpreende pela oscilação entre o drama e a esperança. É impossível ficar incólume diante da grandiosidade daquilo por que Pi passa. É impossível não imaginar qual seria nossa reação diante de tanta dor, sofrimento e das lições que só o isolamento pode proporcionar.
Diante do infinito, percebemos nossa insignificância.

O Plágio -  isso importa?

Sim, o plágio sempre será uma prática indigna, mas, após a leitura de 'Life of Pi', fiquei com sérias dúvidas sobre o que se define como plágio. Yann Martel cita que Moacyr Scliar foi a centelha de vida para seu livro, porém não afirma ter se apropriado da ideia central do livro 'Max e os felinos'. 
Não posso comparar as obras em virtude de ter lido apenas o livro de Martel, fato que não me impede de afirmar a qualidade de 'As aventuras de Pi'. Concluindo, Martel pode ter cometido o erro de se apropriar de uma premissa de outro autor, mas acertou ao criar uma história magnífica e muito bem escrita. Para o leitor, isso é o que importa. 


Dados Técnicos e nota final:

Autor: Yann Martel

I.S.B.N.: 9788520933107

Acabamento : Brochura

Tradução: Maria Helena Rouanet

Idioma : Português

Número de Paginas : 371

Editora Nova Fronteira   


quinta-feira, 27 de dezembro de 2012

Alguém já leu esse best-seller sobre economia?


A lei me permite permanecer em silêncio...Mas quem disse que eu quero ficar quieto?


Uma coisa todos vão concordar: a fotomontagem está inacreditável.

segunda-feira, 10 de dezembro de 2012

Resenha do livro: O Ùltimo Patriota, de Brad Thor.


Resenha feita por: Isaac de Souza

Continuação da saga do agente do serviço secreto americano Scot Harvath retratada em seu livro anterior “O primeiro mandamento”, Brad Thor o coloca, junto com sua namorada Tracy Hasting, no centro da capital francesa quando, devido ao seu treinamento, percebe um furto de veículo fora do comum. Embora não queira se envolver, acaba se lançando numa caçada humana intercontinental permeada de atentados terroristas e assassinatos.
Tendo como palco os bastidores da guerra contra o terrorismo, o autor tece uma trama muito bem arquitetada envolvendo o serviço secreto, a CIA e algumas organizações que atuam nos Estados Unidos que oficialmente existem para acabar com o preconceito dos americanos contra os muçulmanos, mas extra oficialmente tentam impor sua religião extremista no âmago daquele país.
Embora Glenn Beck tenha afirmado na contra capa que “este livro é para o Islã o que o ‘Código Da Vinci’ foi para a Igreja Católica”, há uma diferença fundamental entre esta obra e a obra de Dan Brown. Este autor encerra o livro declarando que todos os fatos são fictícios enquanto o último afirma que são verdadeiros. Mas o midiático americano Sr. Beck acertou numa coisa: É “um Thriller arrebatador”. Poderia ter acrescentado: do começo ao fim.
Apesar de baseados em fatos irreais, o livro faz uma crítica perspicaz a respeito do limite da tolerância religiosa, sob o pálio do politicamente correto e do respeito à diversidade cultural, em detrimento à própria cultura, crença e segurança nacionais.
Alerta para o perigo embutido no Islã, que é uma religião dividida em si mesma, tendo uma vertente pacifista e outra radical, extremista, assassina e terrorista.
A história se desenrola em torno que uma última revelação do profeta Maomé, ou Muhammad, que haveria recebido não por intermédio do arcanjo Gabriel, mas do próprio Alá. Nessa revelação, Alá haveria ordenado aos muçulmanos para se absterem da violência e buscarem viver em paz com os judeus e cristãos. Essa revelação revogaria as determinações extremistas anteriores e daria aos muçulmanos pacifistas todos os argumentos para extirpar o terrorismo. Como teria desagradado os seguidores de Maomé, estes o teriam envenenado para silenciá-lo, mas a revelação sobreviveu graças ao escriba de confiança do profeta que a teria escondido.
Brad Thor
Tal fato fora descoberto por Thomas Jefferson e toda a verdade dessa nova revelação agora é perseguida pelo atual presidente dos Estados Unidos, bem como pelo protagonista Scot Harvath ajudado pelo professor e estudioso Dr. Nichols e o agente da CIA Ozbek.
A tarefa não é fácil, posto que são a todo o tempo perseguidos por um perigoso assassino profissional convertido ao Islã e a mando de organizações terroristas.
A cartada final do livro é dada pelo personagem mais improvável de todos e as últimas duas linhas são tão reveladoras e causam tamanha reviravolta na conclusão da trama que o leitor, assim como eu, lerá os agradecimentos do autor tentando descobrir algo mais sobre o que aconteceu depois.

quinta-feira, 28 de junho de 2012

Dica de leitura: Livros debatem a existência ou não de Deus.


por Renato Pompeu. Fonte: Carta Capital
Uma das mais antigas perguntas que os seres humanos se fazem encontra 20 preciosas respostas nesta caixa de dois caprichados volumes. A partir de uma ideia notável do professor universitário de Filosofia Plínio Junqueira Smith, doutor pela USP e com pós-doutorado em Oxford, um dos volumes apresenta dez provas da existência de Deus, formuladas ao longo dos séculos por Aristóteles, Cícero, Sexto Empírico, Agostinho, Anselmo, Tomás de Aquino, Descartes, Malebranche, Berkeley e Hume. O outro volume apresenta dez provas da inexistência de Deus, por Bayle, Diderot, Meslier, Kant, Feuerbach, Nietzsche e Faure, além de Sexto Empírico, Cícero e Hume, que, antecedendo Junqueira Smith, apresentaram provas tanto da existência quanto da inexistência de Deus.
Curiosamente, a prova mais antiga na coletânea da existência de Deus, do século IV a.C., não tem conteúdo religioso, mas rigorosamente racional e científico. É de autoria de Aristóteles, que constata estar tudo em permanente movimento no mundo, devendo existir, portanto, um primeiro motor que dá origem a todo esse movimento. A esse primeiro motor, Aristóteles intitula Deus. Já Santo Anselmo, no século XI, defende a tese de que, no universo, deve existir algo maior do que tudo, não sendo possível conceber alguma coisa maior do que essa outra que é a maior. Esse maior do que tudo é Deus.
É curioso que as provas da inexistência de Deus sejam todas filosóficas, não havendo nenhuma proveniente da observação do mundo material, como fez Aristóteles para provar que Deus existe. As provas mais importantes da inexistência de Deus são, significativamente, oriundas do Iluminismo do século XVIII. Diderot postula que um Deus perfeito não poderia ter criado um mundo tão imperfeito. Já Kant defende que Deus é apenas um postulado da razão pura, uma simples ideia, não podendo de modo nenhum ser afirmada a sua existência fora do pensamento puro.Fazendo um balanço dos dois tipos de respostas, o que se pode dizer é que, para quem tem fé, Deus existe. Para quem não tem fé, Deus não existe. Não se pode provar que Deus existe. Aquilo que podemos provar existente, mais cedo ou mais tarde será algo que poderemos mudar por nossas ações sobre esse algo, e isso inequivocamente mostraria que esse algo não é Deus. Por outro lado, também não podemos provar que Deus não existe, mesmo porque pode haver seres mais inteligentes do que nós em planetas de outras galáxias, que podem ser onipotentes, oniscientes e, até mesmo, onipresentes.

Dez provas da existência de Deus
Org. Plínio Junqueira Smith, Alameda, 304 págs., R$ 40
Dez provas da inexistência de Deus
Org. Plínio Junqueira Smith, Alameda, 344 págs., R$ 45

Franz says: Ainda que eu não esteja plenamente a par do conteúdo dos livros, cabe ressaltar que os filósofos, pensadores e religiosos responsáveis pelos textos são referência em todo o mundo, o que já traz mais um referencial de qualidade, um incentivo à leitura dos livros. 
No entanto, crendo ou não na existência de Deus, a leitura ganha maior impacto nos dias atuais, principalmente se levarmos em conta o número crescente de conflitos que usam o pretexto religioso - a ordem de Deus - para impor suas vontades ou oprimir os fracos. 
Acreditando ou não em um Deus, estes livros valem a leitura pelo simples fato de incentivarem um debate muito interessante.


domingo, 15 de abril de 2012

Eu posso viver sem religião?


Alguém saberia me dizer qual foi a primeira religião? Não que isso seja importante, mas é algo que está em pauta em muitas rodas de conversa sobre o assunto. Aliás, além disso, há o antigo debate sobre qual seria a mais importante das religiões. No final das contas, para variar, as conclusões ficam sempre em um limbo de dúvidas, rancor e autodefesa, pois cada um defende seu lado e o considera melhor e mais importante.
Um dos pontos mais interessantes é que poucos pensam em um fator preponderante para ter sua fé: o lugar, a localização geográfica em que se situa. Explicarei melhor: se você nasceu em plena Índia, em uma região tipicamente hindu, com familiares e um histórico religioso todo voltado para esta crença, então, logicamente, estará muito mais propenso a ser hindu do que outra denominação ou credo. O mesmo vale para um Asiático que cresceu em berço islâmico e, consequentemente, influenciado por todos ao seu redor e, principalmente, pela família, acabará por se tornar um seguidor de Allah.
Crenças à parte, eu fico imaginando o que há de mal nisso. Sim, pois deve ter algo muito ruim em seguir uma crença que não seja aquela massificada em nosso país. É visível que muçulmanos, budistas, judeus, hindus, umbandistas e outros praticantes de uma religião diferente da que aprendemos a aceitar desde pequenos, estão sujeitos a serem vistos com certo desdém. E o que leva um cristão (seja ele católico ou evangélico) a achar que os outros estão errados? 
Inúmeras são as críticas contra os "diferentes". Desde o Deus que rege a fé, passando por cerimônias ou atos religiosos até a simples indumentária são fatores que levam cristãos a temer os infiéis, a colocá-los à margem da sociedade e, principalmente, a buscar - não importa por quais meios - a saída destes indivíduos de suas crenças "erradas". 
Acaso o que foi dito acima lhe lembra um pouco do que ocorreu na invasão espanhola ao nosso continente? Ou será que é muito diferente daquilo que foi feito durante as cruzadas? Bem, em parte é diferente, já que não há a mesma violência física. Entretanto, a violência moral, a exclusão e o desprezo são modos diferentes de ferir e provocar dor nas pessoas.
Críticas surgem com base em qualquer coisa. Há os que dizem ser "pecado" sacrificar animais, fazendo uma clara alusão ao candomblé/umbanda e suas oferendas. Para estes, basta relembrar que muitas religiões eram praticantes de sacrifícios para agradar o Deus ou deuses. Não somos obrigados a praticar e aceitar o que os outros fazem de suas vidas, contudo devemos sempre lembrar que a individualidade é o maior dos tesouros da humanidade. Somos únicos através de nosso comportamento, crenças e realizações. Por que buscar a unificação da humanidade usando a força, o medo ou poder? Pela força, muitos morreram e morrem em nome da fé "correta". Pelo medo (do castigo Divino) muitos abandonam aquilo que originalmente acreditavam e são reformulados. Pelo poder - do dinheiro, da influência ou qualquer outro fator coercitivo - as conversões ocorrem. Promessas são feitas por homens. Homens aceitam tais promessas e, quase inevitavelmente, saem frustrados deste "pacto" selado com Deus (cabe lembrar que a promessa foi intermediada por um homem).
Sejamos sinceros: as principais crenças religiosas têm um papel único que é o de minimizar o poder destrutivo da humanidade. A criatura humana é teimosa, rancorosa, agressiva e extremista por natureza. Partindo do ponto em que acreditamos na existência de Deus, um ser tão elevado que foi capaz de criar tudo que existe e está ciente do passado, presente e futuro, o que há de errado em afirmar que, no todo, as religiões e crenças do mundo são freios que o próprio Criador pôs na Terra para impedir o ímpeto destrutivo humano? Deus é onipresente, onisciente e onipotente. Sua criação é limitada e radical, destrutiva e egoísta e, por isso, precisa de algo que diminua seu potencial destruidor. Esse algo é a religião - ou apenas a fé em alguém que rege pela bondade - com suas doutrinas que limitam o mal. 
Eu não quero ser o dono da verdade ou da razão. Porém quero ser um homem que não estagnou no tempo e no ócio. Pensar é uma das bênçãos que a vida nos trouxe, através de milênios de evolução, e é isso o que faço nesse momento. 
Quando comparamos nosso raciocínio e intelecto ao tentar traçar um paralelo com Deus, menosprezamos muito a inteligência do Criador. Ele conhece tudo o que nos limita e impede nosso progresso e, com base nesse conhecimento, na minha humilde opinião, deu-nos múltiplas opções de continuar a crescer em mente e espírito. Afinal, se uma única vertente religiosa está correta, não seria mais fácil descartar as outras ou talvez inibi-las ou destruí-las?
Seja lá qual for sua conclusão acerca do acima exposto, eu espero que tenha entendido uma coisa: a religião não é uma inutilidade, desde que bem administrada e sem fins excusos. Entretanto, é preciso tolerância e sabedoria para unir todas por uma única causa: a evolução da humanidade. Seríamos infinitamente piores sem uma crença ou a firme fé em um Ser maior, pois os instintos e o poder corrompem.
Então, finalizando, é possível viver sem religião? Sim, desde que haja algo em você suficientemente forte e bom para frear os impulsos maus, tão comuns quando estamos acima de algo ou alguém. 
Ah! Geralmente costumamos nos referir a essa força contrária ao mal pelo singelo nome de DEUS.



Proxima  → Página inicial