Medusa Fonte: Folha . Por Silas Martí. Uma roda se forma em volta da caixa lacrada. Técnicos desparafusam a tampa e empregados do museu congelam diante da primeira visão do são Jerônimo de Caravaggio. "É ele?", pergunta um funcionário. "Sim, essa é dele mesmo, uma verdadeira", responde a restauradora. Já na montagem da mostra do mestre do barroco na Casa Fiat de Cultura, em Belo Horizonte, olhares destrincham as telas de Caravaggio em comparação com as obras de seus seguidores, também expostas. Mas nenhuma é tão magnética quanto as dele. Mesmo os curadores da exposição ficam longos minutos olhando cada centímetro das telas com lupas e lanternas, algo entre uma reverência estranha e um ar embasbacado com aqueles traços. Um dos artistas mais copiados do mundo, Caravaggio também copiou as próprias obras, mas nunca à perfeição. Deixou espaço para mudanças de cor, perspectiva, posição e alguns mínimos detalhes, o que confundiu historiadores de...
"Um pequeno passo para o homem, mas um grande salto para o Abismo."