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sábado, 17 de janeiro de 2015

Fechando o assunto Charlie Hebdo, os limites do humor e os ataques na França.


Humor?

Texto: Franz Lima.

Caso você ainda não esteja atualizado sobre os ataques ao tabloide Charlie Hebdo, um dos mais mordazes e críticos da França. Famoso por não poupar autoridades, religiões ou instituições, o Charlie Hebdo foi atacado por terroristas em represália às críticas - através de charges e outras piadas similares - usando a imagem do profeta Maomé. Na ilustração, Maomé aparece proferindo as seguintes palavras: Cem chicotadas se você não morrer de rir.

Editor da Charlie Hebdo mostra desenho polêmico. (Foto: Alexander Klein/AFP) - Fonte: G1

O humor, principalmente do tipo feito pela Charlie, é geralmente interpretado com tolerância. Mas não são raros os casos onde a "graça" acaba se transformando em "ofensa". Sendo assim, friso que não apoio terrorismo, quando há ofensas graves, a possibilidade de retaliação é grande. Óbvio que ninguém esperava a prática de um massacre para demonstrar a reprovação à matéria, porém estamos falando de pessoas cuja educação ensinou que é crime ofender um dos ícones religiosos de sua crença.
Eu acredito em um senso de impunidade falsa, algo que impulsionou as brincadeiras aos níveis inaceitáveis para os muçulmanos mais radicais. Também acredito na velha sabedoria popular que dizia 'quem brinca com fogo acaba se queimando'. 
O fato é que o editor da Charlie Hebdo e os cartunistas/humoristas da revista receberam uma dose extrema da intolerância às ofensas. Eles, inclusive os que faleceram no ataque, sabiam da existência de extremistas muçulmanos, católicos e judeus. Lidar com pessoas que são capazes de matar por suas crenças já é algo difícil, imaginem ofender - categórica e constantemente - esses indivíduos. Eu, honestamente, considero isso extremamente perigoso. Não há mais fronteiras. O fato de eu estar na França, Brasil ou Antártida não impede que o ódio chegue a mim ou minha família. Ninguém está seguro em um mundo onde bombas e armas são negociadas para qualquer tipo de gente. 

Repito o que disse no início da matéria: não apoio terrorismo. Ainda creio que o Islã e seus seguidores podem ganhar muito mais com o silêncio. O descaso da Charlie Hebdo diante da fé de outras pessoas não é motivo para matar. Mas eu creio ainda mais que o pequeno grupo de atacantes não representa a maioria islâmica. Ser muçulmano não é treinar em um campo de guerra, planejar mortes, sequestrar e impor a própria vontade sobre a de terceiros. Ser islâmico é pregar a paz, ajudar o próximo (preferencialmente em sigilo), orar, estudar e crescer como ser humano. A Lei não prega intolerância aos povos do Livro (ondes estão incluídos, além dos muçulmanos, judeus e cristãos). Porém lidamos com pessoas que podem ser influenciadas. Cada mente é um universo insondável e não há religião que possa impedir uma alma deturpada por anos de ensinamentos radicais, extremistas e violentos. Os atacantes ao Charlie Hebdo não representam os fiéis seguidores do Corão e dos ensinamentos de Allah. Em contrapartida, tenho plena certeza que as brincadeiras ofensivas e tendenciosas que revistas como a Charlie Hebdo praticam não representam o pensamento francês, cuja luta pela liberdade e justiça gerou a máxima "liberdade, igualdade e fraternidade". 
Somos responsáveis por nossos atos. Cartunistas e terroristas responderam por seus atos. O mundo não apoia o terrorismo. O mundo não apoia o desrespeito à fé alheia.
Enfim, erros ocorreram dos dois lados, porém os extremistas reagiram como sua denominação sugere: com violência, terror e baseados em doutrinas controversas e deturpadas por pessoas. Matar em nome de uma fé que prega a tolerância e o auxílio mútuo é algo impraticável, mas sempre haverá radicais em quaisquer grupos. É preciso ter cuidado para não transformar uma piada em motivo de guerra, pois sempre haverá alguém disposto a se armar para defender seus "princípios", sejam eles corretos ou não. A liberdade e a fé sempre serão defendidas, pena que nem sempre da forma correta.
Curta a fanpage do Apogeu:


terça-feira, 29 de abril de 2014

Entrevista com David Lloyd, criador de V de Vingança, ao Link



‘O futuro é digital e oferece boas perspectivas’

SÃO PAULO – Ilustrado por David Lloyd e roteirizado por Alan Moore, V de Vingança foi lançado em 1982 e a máscara de seu protagonista virou símbolo de resistência e luta. Hoje, o objetivo de Lloyd com seu Aces Weekly é oferecer uma alternativa ao mercado de quadrinhos impresso dominado por super-heróis e pela falta de empreendedorismo dos autores. O Link falou com ele por e-mail.

Como surgiu o Aces Weekly?
Era uma forma fácil de publicar e também de vender quadrinhos. Há tanto desperdício e custos desnecessários em impressão. Estamos no século 21, não precisamos imprimir porque temos computadores. Deveria significar uma revolução o fato do artista ser livre para publicar material e usar plataformas simples para chegar à sua audiência sem obstáculos.

Há muitos quadrinhos digitais publicados de graça. Por que as pessoas pagariam para ler?
Essa é a falha principal. Quadrinhos digitais ainda não são rentáveis pois a internet está cheia de coisa anteriormente impressa disponível de graça. Ou então por webcomics gratuitos, pois seus criadores estão preocupados em exposição. Esperamos dar aos autores algum retorno constante. Se acontecer, podemos tornar a publicação de HQs digitais tão bem sucedida quanto a impressa. Assim, os criadores seriam os principais beneficiados.

A internet é a principal diferença do seus primeiros anos como quadrinistas e hoje?
Sim. A posse, o controle da distribuição e da apresentação e a ausência de problemas da impressão tornam o formato muito atraente. O futuro é digital – e ele oferece boas perspectivas para os autores, só depende deles quererem.

Franz diz: uma iniciativa muito bacana de um autor que poderia fazer o que muitos outros fizeram: manter-se na calma do anonimato. A luta dele por uma melhor utilização da mídia digital e, consequentemente, o barateamento dos quadrinhos, é algo válido e que deveria ser feito com maior seriedade. Apesar das edições impressas sempre manterem um certo 'apelo' junto ao público veterano, é inegável a importância das edições digitais
 

segunda-feira, 28 de outubro de 2013

Agência Nacional de Segurança (NSA) está protegedo quem? A crise dos espiões.


Não sei se essa declaração parecerá arrogante, mas alguém acreditou - por um único segundo sequer - que os EUA iriam abandonar a prática histórica de espionar o mundo? Quantos de vocês se surpreenderam com a manutenção da política de protecionismo e com tons imperialistas que lá existe? 
Espionagem entre países é uma prática comum que ganhou ares de filmes com o advento da guerra fria. De lá para cá, as investigações, roubos de informações e as invasões de privacidade de pessoas comuns ou de políticos e outros de maior influência são gestos comuns e corriqueiros. 
Será que os governos da Alemanha e do Brasil irão comprovar que não praticam espionagem em vários níveis, inclusive nos EUA? O trabalho de nossa espionagem - aqui carinhosamente apelidada de 'arapongas' - é o mesmo, mas em menor escala devido às muitas deficiências de treinamento e material, o que não lhes tira a alcunha de espiões ou ladrões de informações.
Nosso governo demonstrou indignação diante da infiltração na conta de e-mail da 'presidenta' Dilma, porém sou capaz de afirmar que eles já sabiam que isso ocorria com cidadãos comuns. Claro, o sapato apertado só dói em quem o usa...
Tenho certeza absoluta de que tais atos por parte da NSA são errados, o que não implica em dizer que irão parar por conta de protestos. Esse jogo de gato e rato sempre ocorreu e não sei quais os motivos para esse alarde. Eles querem investigar e invadir? Certo, que tentem fazer isso contra os melhores em criptografia do mundo. Pois se eu estivesse na liderança de um país do porte da Alemanha, certamente iria colocar o máximo de chaves possível em um simples e-mail dizendo "oi", só para atormentar a vida dos espiões ou seja lá que nomes usem. 
A Agência de Segurança Nacional (dos Estados Unidos) deveria ter o nome alterado para Agência de Segurança Internacional (ISA - International Security Agency), já que ela se preocupa tanto com o mundo. E essa história de que estão buscando evitar os prováveis prejuízos de terroristas e uso de armas nucleares é pura balela, simples desculpa para agirem acima do bem e do mal. 
Foram tais informantes que deram "base" para invasões, assassinatos de civis, apropriação indébita de bens móveis e imóveis, além do estabelecimento de bases militares avançadas, o que implica em dizer que o poderio de reação foi ampliado.
Alemanha e Brasil, além da recente invasão à Espanha, são vítimas de preconceito e temor. Os dois países tem grande potencial. Os alemães são temidos por seu passado bélico e isso está no ar até hoje. Os brasileiros estão descobrindo verdadeiras minas de ouro negro, o petróleo, e isso desperta o interesse das grandes potências. Contudo, o que importa é a quebra de uma amizade estabelecida oficialmente. Essa atitude de espionar um país aliado demonstra claramente que não há confiança, seja em tempos de guerra ou paz. Reflitam: se eles fazem isso com os amigos, o que farão com os inimigos?
Lamentável episódio... mas que está muito longe de um fim (se houver).



terça-feira, 8 de outubro de 2013

The Blacklist: a série que mistura thriller, suspense e inteligência.


Por: Franz Lima

Apesar de ainda não ter sido lançado o segundo episódio, The Blacklist - série produzida pela NBC - já é sucesso e terá um total de 22 episódios na primeira temporada. 
A série mostra um procurado criminoso (Raymond Reddington, interpretado por James Spader) que repentinamente se rende ao FBI e exige que uma agente novata lhe auxilie. Em troca, ele irá ajudar a capturar um foragido sérvio que, por vingança, promete provocar o caos na capital norte-americana. 
O fato de termos um homem brilhante, mas com traços de sociopatia acentuados, e uma agente do FBI, não me parecem mera coincidência. Caso tenha se lembrado de O silêncio dos inocentes (1991), você tem um bom faro para uma receita de sucesso. Tal como Clarice Starling, a agente Elizabeth Keen (papel da atriz Megan Boone) é a "parceira" de um perigoso e inteligente criminoso, procurado em todo o mundo. 
O primeiro episódio (piloto) mostrou o cotidiano de Elizabeth e  seu marido, o dilema da adoção, as dificuldades em conciliar o trabalho e a vida privada e, logicamente, a estranha obsessão de Reddington por Keen. Desde o momento da rendição dele até o final do episódio, a vida de Lizzy (como ele a chama) sofre uma reviravolta que lança o espectador em um limbo de dúvidas. Quais as reais motivações de Red? Quem são as pessoas que ele busca? O que o fez escolher Elizabeth como elo entre ele e o FBI? 
Além disso, há outros mistérios que tornam a série ainda mais atrativa, pondo em dúvida relações, amizades e até o quanto Elizabeth sabe sobre si mesma e as pessoas que a cercam.
A trama inicial é bem interessante e mostrou ótimas passagens de ação, incluindo sequestro, tortura e terrorismo. Não há ainda como prever o que ocorrerá, mas há a certeza de que temos uma ótima ideia que, aparentemente, está sendo bem aproveitada. Explorar o lado materno de Liz se mostrou como outra opção acertada por parte do roteirista.
O elenco mostrou boas interpretações e dedicação aos papéis, fatores que também acrescentaram credibilidade à obra.
The Blacklist é exibida todas as terças-feiras, no canal Sony, às 21h.
Amanhã comentarei o segundo episódio...

 


sábado, 10 de agosto de 2013

Processos digitalizados do período ditatorial já estão disponíveis para consulta.


Fonte: Agência Brasil. Por Elaine Patricia Cruz.

São Paulo – Cerca de 900 mil páginas de um conjunto de 710 processos envolvendo o período da ditadura militar no país, julgados pelo Superior Tribunal Militar (STM), foram digitalizados e já estão à disposição do público no site Brasil: Nunca Mais Digit@l.
A iniciativa apresenta o acervo do Projeto Brasil: Nunca Mais, desenvolvido nos anos 80 do século passado pela Arquidiocese de São Paulo e pelo Conselho Mundial de Igrejas, com o objetivo de evitar que processos judiciais por crimes políticos fossem destruídos com o fim da ditadura militar (1964-1985). O acervo digitalizado permite que se obtenham informações sobre torturas praticadas naquele período e que a divulgação dos processos cumpra um papel educativo na sociedade brasileira.
O Projeto Brasil: Nunca Mais examinou, na época, cerca de 900 mil páginas de processos judiciais movidos contra presos políticos e publicou relatórios e um livro, com o mesmo nome, retratando as torturas e as violações de direitos humanos durante a ditadura. Os documentos do projeto, que consistiam em arquivos em papel e em microfilme e estavam disponíveis apenas para pesquisadores, podem agora ser consultados por qualquer pessoa no site Brasil: Nunca Mais Digit@l.
A consulta aos processos pode ser feita, de forma geral, pelo objeto da busca, ou até mesmo pela divisão por estado ou organização política. Antes de sair o resultado da busca, aparece uma janela aparece com a mensagem: "Parcela expressiva dos depoimentos de presos políticos e das demais informações inseridas nos processos judiciais foi obtida com uso de tortura e outros meios ilícitos, e não pode ser considerada como absoluta expressão da verdade”.
Entre os documentos digitalizados, há fotos, vídeos e matérias publicadas em jornais e revistas. É possível consultar, por exemplo, a certidão de óbito do guerrilheiro e ex-deputado Carlos Marighella, morto em 1969 na Alameda Casa Branca, em São Paulo, por agentes da Delegacia de Ordem Política e Social (Dops). Marighella foi militante do Partido Comunista Brasileiro e um dos principais organizadores da luta armada contra o regime militar depois de 1964.
Também é possível consultar documentos que se referem à presidenta Dilma Rousseff, que militou em organizações de combate ao regime militar. Perseguida durante a ditadura e condenada por subversão, Dilma esteve presa entre os anos de 1970 e 1972, no Presídio Tiradentes, na capital paulista.
Em entrevista hoje (9) à TV Brasil, durante o lançamento do site em São Paulo, a coordenadora da Comissão Nacional da Verdade, Rosa Cardoso, disse que o projeto digital “é uma referência obrigatória para quem for pesquisar esse período da ditadura militar”.
Para Rosa, o arquivo digital tem importância histórica, já que fornece dados que são documentos oficiais da ditadura.
“Ele [site] viabiliza o acesso a uma documentação oficial, na medida em que são processos havidos no âmbito das auditorias militares, onde as pessoas eram efetivamente processadas e denunciadas”, disse Rosa Cardoso.

Franz says: uma ótima iniciativa para apurar o que realmente ocorreu durante o período ditatorial. Criminosos - assim como ocorreu em Nuremberg - devem ser punidos exemplarmente para que as gerações futuras pensem antes de tomar as mesmas atitudes.
Entretanto, é válido relembrar que as mortes, roubos e até tortura não foram apenas praticados por militares. Por se tratar de uma guerra civil, muitos cidadãos comuns valeram-se da força e da violência para que se fizessem ouvir. 
O país precisa dessa justiça, mas é primordial que ela seja feita de forma imparcial, analisando ambas as partes e punindo - se necessário - os que se valeram de tais práticas repudiáveis.



segunda-feira, 10 de dezembro de 2012

Resenha do livro: O Ùltimo Patriota, de Brad Thor.


Resenha feita por: Isaac de Souza

Continuação da saga do agente do serviço secreto americano Scot Harvath retratada em seu livro anterior “O primeiro mandamento”, Brad Thor o coloca, junto com sua namorada Tracy Hasting, no centro da capital francesa quando, devido ao seu treinamento, percebe um furto de veículo fora do comum. Embora não queira se envolver, acaba se lançando numa caçada humana intercontinental permeada de atentados terroristas e assassinatos.
Tendo como palco os bastidores da guerra contra o terrorismo, o autor tece uma trama muito bem arquitetada envolvendo o serviço secreto, a CIA e algumas organizações que atuam nos Estados Unidos que oficialmente existem para acabar com o preconceito dos americanos contra os muçulmanos, mas extra oficialmente tentam impor sua religião extremista no âmago daquele país.
Embora Glenn Beck tenha afirmado na contra capa que “este livro é para o Islã o que o ‘Código Da Vinci’ foi para a Igreja Católica”, há uma diferença fundamental entre esta obra e a obra de Dan Brown. Este autor encerra o livro declarando que todos os fatos são fictícios enquanto o último afirma que são verdadeiros. Mas o midiático americano Sr. Beck acertou numa coisa: É “um Thriller arrebatador”. Poderia ter acrescentado: do começo ao fim.
Apesar de baseados em fatos irreais, o livro faz uma crítica perspicaz a respeito do limite da tolerância religiosa, sob o pálio do politicamente correto e do respeito à diversidade cultural, em detrimento à própria cultura, crença e segurança nacionais.
Alerta para o perigo embutido no Islã, que é uma religião dividida em si mesma, tendo uma vertente pacifista e outra radical, extremista, assassina e terrorista.
A história se desenrola em torno que uma última revelação do profeta Maomé, ou Muhammad, que haveria recebido não por intermédio do arcanjo Gabriel, mas do próprio Alá. Nessa revelação, Alá haveria ordenado aos muçulmanos para se absterem da violência e buscarem viver em paz com os judeus e cristãos. Essa revelação revogaria as determinações extremistas anteriores e daria aos muçulmanos pacifistas todos os argumentos para extirpar o terrorismo. Como teria desagradado os seguidores de Maomé, estes o teriam envenenado para silenciá-lo, mas a revelação sobreviveu graças ao escriba de confiança do profeta que a teria escondido.
Brad Thor
Tal fato fora descoberto por Thomas Jefferson e toda a verdade dessa nova revelação agora é perseguida pelo atual presidente dos Estados Unidos, bem como pelo protagonista Scot Harvath ajudado pelo professor e estudioso Dr. Nichols e o agente da CIA Ozbek.
A tarefa não é fácil, posto que são a todo o tempo perseguidos por um perigoso assassino profissional convertido ao Islã e a mando de organizações terroristas.
A cartada final do livro é dada pelo personagem mais improvável de todos e as últimas duas linhas são tão reveladoras e causam tamanha reviravolta na conclusão da trama que o leitor, assim como eu, lerá os agradecimentos do autor tentando descobrir algo mais sobre o que aconteceu depois.

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