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quarta-feira, 26 de outubro de 2016

Lista de Compras: Ultra Carnem - o terror nacional se une à Darkside Books.



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Era um encontro inevitável. De um lado, a Caveira querendo publicar revelações do terror nacional. Do outro, um farmacêutico carismático com um toque de “O médico e o monstro” desejando dar voz as possibilidades sombrias que corriam em suas veias.

O pacto foi selado em latim e da união entre Cesar Bravo e a editora mais sombria do mercado nasceu um livro visceral. ULTRA CARNEM expande a sua obra mais popular, com quatro histórias que despem o irreal e tem como elo um olhar sarcástico de quem observa o mundo e compreende que na disputa entre o Céu e o Inferno nós somos o prato principal. Narrativas insanas, repletas de pactos, demônios, conversas capciosas, sangue, socos na boca do estômago e... bom, a gente não vai contar tudo.
Só o que podemos revelar é que ULTRA CARNEM expande em muito a mitologia criada por Cesar Bravo, dando detalhes assustadores sobre a infância e a obra maldita de Wladimir Lester, o estranho menino pintor. Além disso, o autor mostra até onde vai a fome de um homem desesperado pela fama ou por uma vida mais digna por direito. A caminhada segue sem pudores expondo a fragilidade de cada um de nós. Por fim, o leitor fica com a sensação de que nós, humanos, não devemos bancar o esperto. E que não existe a possibilidade de enganarmos o céu e o inferno.
A incursão de Bravo na literatura de horror aconteceu bem cedo, influenciada por sua personalidade e gosto pessoal. Mergulhado nos livros, nos filmes ou na arte em geral, não importava: essa atmosfera macabra esteve sempre presente. Em meados de 2011, abraçou o medo como matéria prima e decidiu dar início a uma carreira na literatura. Após autopublicar antologias e romances na Amazon, ele foi ganhando cada vez mais visibilidade e se tornou querido e admirado entre os fãs de terror nacional. Em 2013, foi premiado no concurso de Novos Talentos da Literatura realizado pela FNAC.
Cesar é um admirador e seguidor dos grandes mestres, devoto de Edgar Allan Poe e H.P. Lovecraft. Com uma voz única e muito brasileira, o terror nacional volta a respirar na pele da nova geração de autores e leitores sedentos por histórias que deem voz a nossa identidade, mas que nos levem muito além da carne.


sábado, 1 de outubro de 2016

Humor, inteligência e cultura pop nos gifs de ABVH.



Por: Franz Lima. Curta nossa fanpage: Apogeu do Abismo.

Produzir um gif é algo relativamente fácil. O que complica é dar sentido à imagem em movimento, torná-la relevante para um grupo pequeno ou uma maioria. O gif é uma ferramenta muito usada em posts e, em especial, nas redes sociais, principalmente por ser algo que ocupa pouca memória, fácil de enviar em aplicativos. São, em suma, arquivos de tamanho pequeno, mas de grande alcance quando bem elaborados.
O artista digital ABVH é um dos raros exemplos de aplicação sensata dos gifs. Suas mensagens são bem humoradas, inteligentes e, quando necessário, levam o espectador à reflexão.
As imagens abaixo são alguns dos exemplos do trabalho muito bem estruturado dele. Espero que gostem e prestigiem a arte de ABVH.

Um voto mal usado pode levar o próprio eleitor ao fundo do poço.


Algumas das criaturas oriundas da mente do fantástico H. P. Lovecraft.
O desperdício do dinheiro com um dos males dos últimos séculos: o cigarro.



A magia do seriado Dr. Who


Avengers


Cuidado com as amizades virtuais. Sabe mesmo quem são?

A malignidade por trás da personalidade do Coringa
O sombrio e cativante universo de Sandman

Fato real: as luzes das cidades impedem que vejamos as luzes das estrelas, principalmente em grandes cidades. 
O roubo da alma é uma alusão à perda da individualidade e do raciocínio próprio por conta do que é veiculado na TV
Dourar os grilhões não minimiza os males da escravidão... todos os tipos de escravidão.


terça-feira, 20 de janeiro de 2015

Review da graphic novel "Legião", de Salvador Sanz.


A simples expressão "Legião" já causa um certo impacto, muito disso, talvez, por causa da passagem bíblica. Mas essa é outra história...
Legião é mais uma obra do fantástico ilustrador Salvador Sanz (que também assina o roteiro). A graphic novel é uma ode ao horror no melhor estilo H.P. Lovecraft. 
Eu, assim como muitos, estou mal acostumado. Comecei a ler esta história ainda com a sensação de que havia esperança. Cinema, quadrinhos ou seja lá quais forem as referências, o fato é que faz tempo em que não vejo/leio algo onde o mal prevalece do início ao fim (não se assustem, isto não estraga a trama). 
Sanz traduz um horror de forma visceral. Suas imagens são impactantes e não poupam ninguém. Personagens morrem com uma facilidade só vista em Game of Thrones. O mal, nesta obra, é mais plausível que em Hellraiser, principalmente quando o assunto é poder.
Resumindo, entre de cabeça nesta trama, porém sem os arquétipos e estereótipos de filmes de terror ou de outras HQ. 

O roteiro

A trama está muito bem elaborada, ainda que eu a tenha achado curta. Os personagens são bons, porém não há aprofundamento, fruto da ação rápida que o autor impõe ao leitor. De qualquer forma, eu gostaria demais que essa narrativa fosse alongada, apesar das 60 páginas. A verdade é que devorei esta graphic em poucos minutos. Eu li como se algo estivesse me hipnotizando... e isso é ótimo.
A história se passa na Argentina. Lá, o caos se instaura com velocidade assustadora. Nada pode deter o mal que assumiu as rédeas do destino de todos os moradores, incluindo o poder sobre a vida e a morte. 
Inicialmente, uma mulher descobre uma nova cor, cujo nome é por si só, sugestivo: ultramal. Em paralelo a isso, outros fatos são somados e geram uma espécie de portal para o inferno. Mas não interrompemos a narrativa aí. Há criaturas que buscam as peças para completar esse portal. Tem início uma busca que não poupará crianças ou inocentes. 
Não vou entregar mais do roteiro, porém posso afirmar que há coerência na proposta de Sanz, talvez até mais do que em Hellraiser, já que os demônios são maus em níveis indizíveis e fortes a ponto de massacrar uma cidade inteira. 
Atentem para o final, quando as peças se encaixam. Lá vocês descobrirão que o roteiro é melhor do que aparentava.
Lasciate ogni speranza, voi che entrate. A Divina Comédia - Dante Alighieri 
Colorização e desenhos

Os desenhos são muito bons, mesmo que não haja o realismo de um Alex Ross. Eu vi os desenhos como um ponto muito atrativo da obra, principalmente quando são retratados os monstros, demônios e edifícios e esculturas demoníacas. Na verdade, há passagens que lembram muito os trabalhos de H. R. Gigger. 
A colorização é outro ponto forte da trama. A maioria dos quadros é composta de preto e branco. Há nuances onde o azul e o cinza também atuam em consonância com o branco. Em algumas partes, porém, há o destaque para o vermelho, criando um ambiente tenso e sombrio, também sendo usado para evidenciar algum personagem ou passagem. 

A Graphic Novel

Legião surpreende pelo apuro da editora Zarabatana Books. A capa é cartonada, as páginas são em papel couchê e o acabamento está impecável. 
Um sketchbook com as artes de alguns personagens dão uma ideia da dimensão do trabalho de Salvador, algo que fará com que valorizem ainda mais a revista. 
O Apogeu recomenda a leitura desta ótima obra dos quadrinhos.





quinta-feira, 26 de janeiro de 2012

Resenha: Sociedade das sombras - Contos sobrenaturais


 Autor da resenha: Ednelson Junior

“A partir de hoje, vocês está sob o olhar atento da Sociedade das Sombras e ao ingressar pelo mundo oculto na escuridão, terá privilégios que só o saber pode dar a alguém, como deveres que tal conhecimento te trará. Cuidado a quem revele o segredo dos seres nas sombras, pois não vai gostar de receber uma visita de um dos nossos membros.” - Sociedade das Sombras
A proposta desta coletânea, segundo estas palavras na contracapa do livro, é apresentar ao leitor histórias acerca de uma camada mais discreta da realidade, algo que só vislumbramos às vezes com os cantos dos olhos, – será que o vulto que vimos era uma aparição? – mas que quando conseguimos comtemplar em sua totalidade nos traz tormenta, maldição, mau agouro. São relatos de quem teve contato com este nível tétrico da existência e nunca mais foram os mesmos, perseguidos, mortos, levados para algo pior que a própria morte. Os estilos de escrita são os mais diversos. Agora vamos aos contos...


O cemitério de Reggor (Paulo Soriano)
“—Eles são demônios famintos. Violam os túmulos e se alimentam de carcaças humanas. Portanto, prometes-me que zelarás pelo meu túmulo. Não deixes que eles se aproximem.” Pág. 15.

Acompanhamos Lucbarr, um jovem que reside sozinho em uma grande propriedade no vilarejo de Shairaff. Ele é neto de uma senhora, deveras supersticiosa, que faleceu com idade avançada e que por meio de um sonho se faz presente para o jovem e com medo em seus olhos sem vida implora para que ele proteja o seu local de descanso eterno contra uma ameaça que paira sobre o cemitério de Reggor. Há duzentos anos uma grande onda de morte passou pelo vilarejo de Reggor, ceifando centenas de vidas, e fez com que os sobreviventes abandonassem o lugar. Lucbarr sofre de tafofobia, o que proporciona um ar mais pesado ao enredo. A história não é dotada de grandes mistérios, tudo fica exposto para quem souber olhar, mas a narração é de uma lapidação espetacular, o que nos acorrenta a este quadro cujos moldes parecem pautados em um estilo semelhante ao de Poe.

O misterioso caso de Ashfield (Adriana Rodrigues)
Em uma Inglaterra com traços clássicos de Sherlock Holmes em simbiose com o horror Lovecraftiano, em que as criaturas habitam muito perto de nós, escondidos, alguns escravizados por nossos governantes que visam evitar um pânico coletivo. É nesse contexto em que Watson, um médico inexperiente na época da narração, recebe um convite de um amigo, Rick Shadow, para visitá-lo. Ao chegar são pedidos seus pareceres acerca de um caso que se prova mais complexo do que parece e desemboca numa conclusão imprevisível. Um conto que em pouquíssimas páginas nos faz querer mais.

Tratado imortal (Adriano Siqueira) 
Um vampiro, senhor do reino de Valaska, visita o reino de uma bruxa, irmã de sua falecida amada, para tratar de assuntos políticos e carrega também outro interesse. O cenário parece uma mescla entre o medieval com as tecnologias do vapor, representado na carruagem que transporta o morto-vivo. O estilo romântico-gótico aliado às possibilidades do mundo do vapor me deixou com um gosto amargo de saudade na boca. Só gostaria que o impacto social/econômico do vapor fosse mais explicado nesse conto.



Barbara está morta (Celly Borges)
Ruas imundas que são as manifestações do espirito de seus habitantes, tanto aqueles que são banais, aqueles que vemos sob a luz da lua, quanto os mais excêntricos, os que se sentem mais confortáveis nas sombras, os filhos soturnos dos pesadelos mortais. Mas serão os monstros mais terríveis do que os humanos corrompidos e corruptores de seus iguais? Será que os males envoltos pelas trevas não são preferíveis à companhia dos vermes rastejantes que se trajam com vestes há muito maculadas e que às vezes glorificam seus supostos status divino? São os pensamentos que vão rondar àqueles que lerem este conto. Acompanhe os passos de Barbara nesta narração de beleza poética escrita com grande talento.


A sala das ampulhetas (Alícia Azevedo) 
Qual adversário mais impiedoso, irrefreável e poderoso podem enfrentar os humanos – como disse Tolkien, fadados ao eterno sono - que não seja o tempo? Você gostaria de saber quanto tempo de vida lhe resta? Qual o peso que a nossa ignorância do devir possui em nossas decisões? Medos e anseios tão familiares deixam o horror destas páginas tangível. 


A escolha (Nazarethe Fonseca) 
Uma jovem com dezoito anos de idade opta por dar fim à própria vida após uma decepção amorosa, contudo um encontro inusitado causa uma revolução em sua perspectiva. A oportunidade de presenciar um prisma precioso da existência a faz questionar o limite de nossa liberdade e a natureza qualitativa da vida. É uma história que constrói uma argumentação valiosa: compreender a morte nos permite aproveitar mais a vida.

O inferno pode esperar (Carla Ribeiro)
Um anjo caído com uma missão clara e inegociável interfere no rumo de algo para o qual sequer deveria ter dedicado muita atenção, uma vez que não era algo de sua alçada, todavia um único olhar foi mais do que suficiente para jogá-lo em uma punição. Tudo é contado belamente. Mostra como um capricho pode ser tão fatal.

O regresso (Fábio Ventura)
Viverem isolados de toda a balbúrdia e efemeridade da civilização, eis o desejo de um casal de apaixonados. Entretanto uma mensagem inesperada os separa. A mulher, conforme os dias vão passando, se sente cada vez mais solitária e se pega cada vez mais sonhando com o retorno de seu amado. Em um dia tão repentino quanto a sua partida o homem regressa, porém completamente modificado, com um jeito demoníaco. Esta é uma metáfora sobre como o espirito humano se molda de acordo com suas experiências.

Monstro (Kampos) 
A vontade de vingança de um camponês contra o rei tirano que ordenou a sua execução o faz aceitar a proposta de um ser misterioso sem pensar duas vezes. O final é surpreendente e o jeito maquiavélico daquele que ajuda o prisioneiro é também expressão de um refinado humor negro.

Férias encantadas (Louise Cardoso)
“O que você faria se de repente descobrisse que possui poderes mágicos e está destinada a salvar o mundo de forças maléficas?” Pág. 121.

Admito que essa ideia na qual a trama tenta se alicerçar me fez torcer o nariz, não por um pré-julgamento e sim pela saturação do tema explorado em tantas histórias até a exaustão nos últimos anos. Estas palavras de abertura do conto no mínimo deixa subentendido que na trama seremos testemunhas de um embate de forças antagônicas de grande poder, uma vez que para dominar o mundo, sem dúvida alguma, é necessário um alto nível de poder. Contudo o que vemos são personagens superficiais, inseridos na trama e mal apresentados, sem antecedentes suficientes ou descrições físicas para lhes conferir profundidade. A história não possui pontos altos e quando achamos que teremos uma cena boa tudo acaba rapidamente. O conto ainda termina em um momento que deixa o enredo mal amarrado. Meu único conselho para a autora seria que reescrevesse o conto, dando mais profundidade aos personagens (descrições físicas e peculiaridades de personalidade). 

A vida oculta (Kane Ryu)
Dois irmãos gêmeos, sendo uma mulher e um homem, criados pela mãe que se separou há alguns anos do pai deles, acabam de completa 21 anos e na sexta-feira seguinte ao aniversário a mãe, que alega precisar fazer uma viagem de negócios, diz para eles não saírem à noite, mas contrariam a ordem e segredos familiares são revelados. Um conto que mostra que até mesmo os tipos mais improváveis possuem uma família e será que toda família também não possui os seus segredos?

Urbanos (Gabriel Arruda Burani)
Uma garota com uma personalidade completamente urbana, com uma casa grande e luxuosa e formação educacional nas melhores escolas particulares, descobre que possui um dom e procurando respostas percebe que mesmo na selva de pedras a magia persiste. O conto fala sobre a fraqueza da magia (entenda-se inteligência imaginativa) na nossa sociedade tão técnica e a falta de propósito na correria do dia a dia.

Espectro (Bruno Pereira)
Todo bom pai de família almeja conseguir uma boa moradia onde seu casamento possa prosperar e a criação de seus filhos seja a melhor possível. Mas como agir quando algo parece não se encaixar nesse quebra-cabeça? O desfecho é de deixar o queixo caído e o suspense é bem desenvolvido.

Entra a caça e os caçadores (Viviane Fair)
Uma caçadora de vampiros que mantém uma relação de amor e ódio com seu arquiinimigo que é um vampiro representante da linhagem atualmente em moda, sedutor, metrossexual, jovial. O texto é entediante, ao menos se você não for uma adolescente que sonha com príncipes encantados dotados de corpos perfeitos e que a cada segundo exalte a sua beleza até o ponto desse gesto se tornar um fastio. O vampiro com jeitão canalha não convence para leitores que já provaram de clássicos como “Drácula” e “Entrevista com o vampiro” e a caçadora, com 29 anos de idade, mais parece uma adolescentes com os hormônios em pleno furor. Com tantas coisas que poderiam ser descritas, enriquecendo o enredo, a autora prefere gastar tempo cobrindo o vampiro de elogios. Um texto muito cansativo.


A coletânea realmente é muito boa, a minha única observação de ponto negativo é a escolha do conto para fechar o livro, acho que em meio a tantas pérolas “Entra a caça e os caçadores” poderia ter uma melhor posição no inicio ao invés de no término. Estou habituado com livros que aceleram conforme suas páginas avançam e esse último conto foi uma freada muito brusca. Mais uma vez obviamente devo elogiar o trabalho brilhante de diagramação e a arte na capa e ao longo das páginas do livro. A estronho mais uma vez me proporcionou uma excepcional viagem pelas letras! Recomendo este livro!



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